Autor: diogo.almeida1979

  • Stand by me

    E este longo artigo é para isto: dizer “fiquem”. Fiquem, senhores!

    No magistral filme de Rob Reiner que leva o título deste artigo, quatro meninos do Oregon (EUA) vivem aquele piscar de olhos chamado infância com toda a intensidade. Os quatro são absolutamente diferentes um do outro, mas todos eles resolvem se unir para um objetivo surpreendente: encontrar o corpo de um jovem que havia se perdido na mata, e que era efetivamente dado como morto. Objetivo: ver, pela primeira vez, um cadáver. 

    O filme é inspirado numa obra de Stephen King chamada “O Corpo”, presente no livro Quatro Estações – aliás, um dos contos do livro é o incrível e extraordinário “Rita Hayworth e The shawshank redemption”, transformado no estupendo filme de Frank Darabont de nome “The shawshank redemption” ou em português “Um sonho de liberdade”, um dos filmes mais enternecedores que assisti. Estes dois filmes, que não são de terror, curiosamente se transformaram nos dois filmes mais humanos de King. 

    Já li alhures que o nome do filme, “Stand by me”, se deve ao fato de que Rob Reiner quis porque quis colocar o sucesso de Ben E. King na trilha sonora e, por conta disso, ficou com esse nome. Eu prefiro a versão de que a frase “fique comigo”, ou “Conta comigo”, como ficou em português, diz mais sobre o filme do que qualquer outro nome. A história de Gordie, Vern, Chris e Teddy é devastadora porque é simples: nos confronta com uma saudade insolúvel. E nos dá uma resposta que nos faz entender a infância.

    Sim: fique comigo. É o que todos nós dizemos aos 11, 12 anos de idade, esse tempo que leva tanto tempo para passar mas que de repente passamos a ver como um lampejo. “Nunca mais teremos amigos como tivemos aos 12 anos”, diz o narrador, um Richard Dreyfuss fazendo o papel de um Gordie adulto – na verdade, o próprio Stephen King, na pele de um menino contador de histórias, o mais sério dos quatro. Dos outros três, um teve destino trágico na vida real: River Phoenix, que vive Chris no filme, morreu de overdose muito novo (não sei a idade e não tenho saco de ir no google agora). O irmão mais novo de Joaquin Phoenix tinha uma carreira promissora – havia sido, uns anos depois de Stand By Me, o Indiana Jones jovem em “A Última Cruzada” (não confundir com o filho de Indy vivido por Shia Le Boeuf já neste século em que estamos). Os outros dois meninos são o famoso Corey Feldman, de Goonies, e Jerry O’Connel, que eu só vi mesmo em uma série policial obscura chamada Crossin Jordan.

    Ao longo do filme, nos defrontamos com a vontade de que nada daquilo acabe: o verão em Oregon, a caminhada na mata, a casa na árvore, até os bullys dos meninos mais velhos. Gordie e seu amigo Chris discutem sobre o futuro, em que escola vão estudar, e só quem lembra da infância sabe o quão angustiante é pensar que você e seu melhor amigo vão para caminhos diferentes. “Perder” um amigo é perder uma parte do seu coração. 

    E aí, neste momento em que os poucos leitores que ainda aguentam estas crônicas já pensam em desistir, é que chego ao ponto, ao tema de sempre: o Flamengo. 

    Neste momento, Gordie, Chris, Vern e Teddy não estão procurando um corpo: eles já encontraram, e não é um corpo, é o Flamengo. O Flamengo que eles procuraram caminhando pelas matas dos nossos sonhos, nós, que somos mais velhos. Há milhões de torcedores que têm hoje de oito a 15 anos de idade que estão sendo irremediavelmente encantados pelo Flamengo de Jesus, e que estão vivendo o melhor de suas infâncias, estão vivendo aquilo que contarão saudosos aos netos. E eu sei que é assim. E explico da forma que conto há décadas: houve um dia, ou melhor, houve uns anos. 

    Começa sutil, não com um campeonato brasileiro ou Libertadores, e sim com um cabeceio: Rondinelli sobe, supera Abel e Leão e somos campeões estaduais. Sim, o millenial intrigado já vai me perguntar porque um estadual seria tão importante. Com efeito, não é importante. É o Flamengo que é. O Flamengo que um ano antes tinha me dado uma tristeza terrível, ao perder um estadual para o Vasco nos pênaltis, com Tita errando a cobrança. 

    Também no Ethos Flamengo:
    Gustavo de Almeida: o avião e o gol
    O Caçador de marajás

    Já contei a história no livro “Ser Flamengo”, da Editora Folha Seca, e num livro jamais lançado chamado “O Velho e o Zico” (talvez jamais seja lançado por questão de timing perdido): eu tinha 10 anos e não tinha ido ao Maracanã – umas 180 mil pessoas devem ter ido. Meu pai, desesperançoso, desligou o rádio lá pelos 39 do segundo tempo. A cena é até hoje inesquecível e eu SEI onde se passou, o local exato da casa, por onde ele passa quando, ao ligar o rádio, ouve o “gooooool” – a memória até me traiu uma vez, quando eu achava que era de Jorge Cúri, já que a palavra “goool” foi berrada longamente. Mas não foi tanto assim. 

    Talvez tenha sido o susto: gol de quem? Pareceu durar mais mesmo. Mas ao fundo veio a vinheta da Rádio Globo: “Fla-mên-go-go”. E a gente se abraçou como nunca antes e nunca depois. 

    A saudade que sinto deste momento é absolutamente indescritível. Mas tal e qual os meninos na cabana da árvore de Stand By Me, tal e qual os meninos caminhando juntos na mata, eu realmente achei que poderia nunca acabar.

    E não é que continuou? Fomos ver o Flamengo campeão em 1979 juntos, meu primeiro título no Maracanã, um 0 a 0 contra o Botafogo. Fomos ver outro estadual em 1979 (sim, teve dois). Fomos ver jogos do Brasileiro de 1980, vimos juntos a Libertadores, o Mundial (dezembro de 1981, pusemos os ingleses na roda, 3 a 0 no Liverpool, ficou marcado na história). Fomos ver ao esculacho de 3 a 0 sobre o Santos na final de 1983.

    Aí “encontramos o corpo”, e foi como se aquilo tudo acabasse: Zico foi embora para a Udinese. Aquele Zico que convivera com a gente desde 1974, o Zico do Flamengo, o Zico do nosso time, o Galinho. Moraes Moreira cantaria, “e agora como é que eu fico, nas tardes de domingo, sem Zico no Maracanã?”. 

    Nem eu e nem Moraes Moreira sabíamos, mas haveria mais uma pessoa que não iria mais ao Maracanã nos domingos: o velho. Que nem era tão velho assim: aos 54 anos, partiu, me permitindo uma poesia triste e flamenga: por que viver sem Zico, né, velho?

    Mas tudo valeu, valeu demais. De 1978 a 1983 fomos felizes como poucos pais e filhos neste mundo. Só pais e filhos flamengos. 

    Raul, Cantarelli, Leandro, Rondinelli, o saudoso Manguito, o saudoso Toninho Baiano, Júnior, Andrade, Adílio, o gigante Lico, Mozer, Marinho, Tita, o volante Carpegiani, o bigode Reinaldo, e last but never least, o Zico. Falo esses nomes desde 1983, a torcida do Flamengo idem, são personagens de nossa história quase tanto um Tiradentes é para a História do Brasil. São cantados em cordel, partido alto e samba de breque. As histórias deles são contadas oralmente de avô para netos, como odisseias nos mares. 

    Pose para a eternidade. Foto: Auto

    E este longo artigo é para isto: dizer “fiquem”. Fiquem, senhores Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí, Filipe Luis, Willian Arão, Gérson, De Arrascaeta, Gabriel Barbosa, Everton Ribeiro, Bruno Henrique, Vitinho, Thuler, Renê, Rodinei. Fiquem. Para que ir embora em 2020? Para ganhar, vá lá, um milhão a mais e perder a eternidade? Ora, quem bebe sabe: depois dos mil reais, há pouca diferença entre os vinhos. Vocês já têm a fama e a fortuna, podem ganhar bem no Flamengo, mas isso tudo é etéreo e passageiro. Me desculpem, não gosto de me meter na vida de ninguém, acho que cada um sabe da sua independência financeira, mas eu estou pensando no bem de vocês: eu não conheço nada melhor que ser um ídolo do Flamengo, do que fazer parte de sua história, de seu Panteão. 

    Esqueçam Itália, Espanha, Arábia, Inglaterra, China. Não há terra mais linda do que a paisagem flamenga. Não há nada mais poderoso e imparável do que a Magnética. Imaginem um Bruno Henrique passando no Flamengo o mesmo tempo que um Lico passou, ganhando tudo, cantando Ferrugem e fazendo milhões de crianças mais felizes e mais flamengas?  Não há como haver glória maior!

    Pose antes de aplicar a próxima goleada. Foto: Alexandre Vidal – Marcelo Cortes & Paula Reis / Flamengo

    Sim: não há amizades como a que tivemos aos 12 anos. E não há, igualmente, ídolos maiores. Vocês vão se tornar os ícones de toda uma geração rubro-negra, e ícones de verdade, sólidos, eternos. Aos 70 anos, serão abordados por sujeitos de 60 anos, que vão dizer “obrigado” a vocês – e vocês talvez não entenderão na hora (“how terribly strange to be seventy”). Hoje, talvez milhões de meninos estejam como os quatro de “Stand by me”, discutindo, não onde eles vão estudar, mas quando os jogadores do time atual vão sair para outro desafio. E esta angústia é a mesma, porque os senhores não merecem apenas 2019.

    Não: vocês não merecem apenas ser o “Gabigol que fez um campeonato de 2019 brilhante pelo Flamengo e depois foi pro Schalke 04”. Não: vocês merecem ser o Castilho, Píndaro e Pinheiro, o Garrincha, Didi e Nilton Santos, o Ademir de Menezes e Vavá, o Zico, Adílio e Adão, os nomes que serão pronunciados eternamente como terem feito época, governado a maior de todas as Nações. 

    Livros rubro-negros que não podem faltar na sua biblioteca flamenga: 1981. O Ano Rubro-Negro – Eduardo Monsanto

    Fiquem com a gente. Sejam a nossa Nova História. Milhões de crianças rubro-negras levarão vocês para sempre em seus corações em chamas. Sejam a história que os meninos contarão hoje e, já de cabelos brancos, sentirão saudades, dos tempos do Maracanã lotado, dos abraços nos pais, do calor e do êxtase desse dia longo e ensolarado que os senhores hoje nos proporcionam. E que não precisa terminar agora. 

    Quando a gente se completa, é só felicidade. É verdade.

  • Mauricio Neves: Bujica’s Day, 30 anos hoje

    Foi o último Fla x Vas de Zico e Junior juntos, e o último de Zico. Foi a centésima vitória do Fla sobre eles. Foi o dia que Bujica virou imortal!

    fla pra valer

    5 de novembro de 1989.

    Não apenas o meu Flamengo x Vasco favorito, mas um dos 5 jogos do Flamengo que eu mais amo. É difícil explicar para quem não viveu aqueles dias o que significou para nós a aula de futebol dada no gramado incandescente do Maracanã.

    Sim, aula de futebol. @Galinho1953 e Junior foram tratados ostensivamente como velhos durante a semana, e a imprensa vaticinou: o Flamengo de dois decadentes não seria páreo para o Vasco com seu time estrelado, formado por jogadores aliciados por Eurico em sua passagem pela CBF. 

    Mas os dois “decadentes” era dois monstros, e lideraram um Flamengo mutilado e cheio de moleques num dos maiores cala a boca da história do clássico.

    buijica

    Zico e Junior comandaram o baile e o improvável (para os outros) Bujica foi o justiceiro rubro-negro. 

    Era o primeiro jogo de Bebeto contra o Flamengo. Foi engolido pela marcação de Junior, atuando como LÍBERO. Ficou atordoado a ponto de agredir Zé Carlos com um chute depois do segundo gol, e foi expulso junto com o goleiro numa compensada do Luís Carlos Félix. Eram 11 do 2T.

    Não fosse essa ajeitada, um padrão do Gato Félix, o Flamengo teria goleado o Vasco. Mas era melhor para a história que os dois gols do @bujica99 fossem mesmo os únicos, porque marcados por um jogador vindo das entranhas rubro-negras. 

    Eu ouvi esse jogo no ônibus, de Tubarão para Lages, sofrendo com a estática nas ondas curtas. No 0x0 sumiu o som e de repente voltou no meio de um grito de gol do Garotinho, que durou séculos até ser cortado pela vinheta global: – Flamengo-o-o-o! Buuu… Buuu… Buuujicaaa, gritou José Carlos Araújo. GOOOOL, PORRA!, gritei eu no ônibus lotado, e alguém no fundo perguntou DE QUEM?, eu disse DO FLAMENGO, e o cara gritou PORRAAA e outros aderiram e logo éramos dez berrando MEEENGOOOO e sacudindo o busão. 

    Demos um jeito de sentar próximos uns dos outros, e meu radinho Sony com a antena erguida para fora da janela do ônibus transformou o coletivo da empresa Santo Anjo numa trupe flamenga rasgando a Serra Catarinense, com as almas sintonizadas no Maracanã. 

    Os não envolvidos se divertiram com a cena insólita e se havia algum vascaíno, não se manifestou. Ao cair da tarde a estática foi diminuindo e pudemos ouvir o resto do jogo, saudando cada lance como se estivéssemos na arquibancada. Zumzumzum, a torcida quer mais um, cantávamos. 

    Por ter gravado em k7 mais tarde, sei de cor até hoje a narração do segundo gol. Diz, Zé: “Corta Junior pelo Flamengo, parte para o contra ataque, na direita tem caminho livre Zico, deixa para Alcindo que tem mais velocidade. Zico pediu bola, Alcindo enfiou para Zico, dentro da grande área, procurou, rolou… Bujicaaa… ENTROU! Gooooooollll” e tudo no ônibus virou um metafísico lado esquerdo das arquibancadas, uma Norte imemorial, um Flamengo sacudindo a mil quilômetros do Maracanã. 

    Ao chegar em casa, fiquei ouvindo rádio até meia-noite. Zico saiu do Maracanã cantando o refrão do jingle de Ulisses Guimarães, candidato à presidência do país: “Bote fé no velhinho que o velhinho é demais, bote fé no velhinho que ele sabe o que faz”.

    Na Rádio Globo, Áureo Ameno havia prometido ficar nu se o Fla vencesse, e Celso Garcia parodiou o jingle: “Bote fé no Bujca que o Bujica é demais, bote fé no Bujica que ele sabe o que faz; bote fé no Bujica que o gol não demora, Áureo Ameno peladão, com a bunda de fora!” 

    Foi o último Fla x Vas de Zico e Junior juntos, e o último de Zico. Foi a centésima vitória do Fla sobre eles. Bebeto pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão e junto a Tita e Andrade, percebeu que estava do lado errado. A capa da Placar, abaixo, foi definitiva:

    Por isso, e por tudo que não cabe em palavras, eu celebro a cada 5 de novembro; tenho @bujica99 como ídolo e logo mais vou rever o jogo todo, agradecendo por ser Flamengo. Hoje é Bujica’s Day. Trinta anos esta tarde.

  • De olho no rival: Marcinho sofre entorse e não enfrenta o Flamengo

    Lateral-direito está fora de duelo contra o Flamengo

    O adversário do Flamengo nesta quinta-feira pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, terá um desfalque importante em sua equipe.

    Com uma entorse no joelho direito, o lateral Marcinho desfalca o Botafogo no clássico contra o rubro-negro. A bola rola às 20h, no Estádio Nilton Santos.

    O atleta vinha se destacando no alvinegro e chegou a ser convocado pelo técnico Tite, na última lista da Seleção Brasileira.

    Fernando é o substituto natural de Marcinho e deve iniciar o clássico como titular.

    O Flamengo é líder do Brasileirão com 71 pontos e busca se aproximar do título da competição. Faltam 8 rodadas para o término do torneio.

  • Botafogo confirma que clássico contra o Flamengo terá transmissão para Portugal

    Canal 11 poderá transmitir clássico carioca desta quinta

    Uma polêmica tomou conta dos noticiários durante esta terça-feira. O Botafogo, mandante do jogo, não teria permitido a transmissão do clássico contra o Flamengo para o Canal 11, de Portugal, porém no início da noite, o imbróglio foi resolvido.

    De acordo com o diretor de marketing do alvinegro, o clube temia uma reação da Rede Globo, detentora da transmissão do Brasileirão, mas a situação clareou e a TV portuguesa poderá transmitir mais um jogo do Flamengo de Jorge Jesus. A bola rola às 20h, nesta quinta no Nilton Santos.

    “Resolvemos para que a Globo não partisse para cima de nós dizendo que burlamos os direitos de transmissão. Não tem má vontade nenhuma. A relação é ótima, lutamos muito por isso. Tenho maior interesse na transmissão. Nem pela questão financeira, mas pela questão da visibilidade. É uma iniciativa importante – afirmou Ricardo Rotenberg, em entrevista ao Lance.

    O Canal 11 está acompanhando de perto o trabalho do treinador português no Flamengo. As transmissões de jogos do Fla começaram na vigésima segunda rodada, no empate em 0 a 0 contra o São Paulo, e tem tido sucesso em Portugal. Por partida, o veículo de comunicação paga R$ 50 mil ao rubro-negro e seu adversário.

  • Conmebol muda sede e Peru receberá a final da Libertadores

    Data permanece sendo dia 23 de novembro

    Agora é oficial. A final da Copa Libertadores de 2019, entre Flamengo e River Plate, será no Estádio Monumental de Lima, no Peru, com capacidade para 80 mil pessoas.

    A Conmebol tomou esta decisão em uma reunião que durou cerca de cinco horas. Participaram da conversa os presidentes do Flamengo, Rodolfo Landim, e do River Plate, Rodolfo D’Onofrio. Também estavam no encontro os presidentes da CBF, Rogério Caboclo, e da AFA, Claudio Tapia.

    Antes prevista para o Estádio Nacional, no Chile em Santiago, a final mudou de ares pelos protestos que abalam o país há mais de três semanas.

    A decisão segue com a mesma data, dia 23 de novembro.

  • Portal internacional coloca Flamengo entre melhores torcidas: “Qual clube tem os melhores fãs?”

    Que a Nação Rubro-Negra é um show à parte, todos já sabem. Mas esse fato parece estar se estendendo ao mundo inteiro. Em um ato raro de ver times brasileiros e sul-americanos em geral em grandes páginas esportivas internacionais, a torcida do Mais Querido foi parar na Globe Soccer Awards.

    Trata-se do evento que premia os melhores da temporada, entre jogadores, técnicos, clubes e diversos prêmios do mundo da bola. Sempre atentando para a Europa, os estrangeiros fizeram uma publicação em seu Instagram, que possui mais de 600 mil seguidores, questionando sobre qual time possui a melhor torcida: Borussia Dortmund, Liverpool, Galatasaray, e… Flamengo!

    Você pode deixar o seu comentário apoiando o Mengão diretamente no post da página, no link abaixo:

    https://www.instagram.com/p/B4fVu85Fuv4/?igshid=dnztxvumsjez
  • Brasileirão: veja como estaria a tabela sem VAR após a 30ª rodada

    A 30ª rodada do Brasileirão 2019 chegou ao fim e agora faltam apenas oito para conhecermos o grande campeão. No entanto, a decisão pode ser até antes, já que o Flamengo tem grande vantagem de oito pontos no topo da tabela. Tabela essa que poderia estar bem diferente não fosse a implementação do VAR.

    De acordo com um levantamento feito pelo jornalista Alexandre Siqueira, que cataloga a utilização do árbitro de vídeo desde a primeira rodada, o Flamengo seria líder do Brasileirão independente do VAR. No entanto, o Palmeiras estaria ainda mais perto do rubro-negro. A vantagem da equipe carioca para a paulista seria de apenas sete pontos não fosse a tecnologia, pois o Fla teria 69 e não 71 pontos. Todavia, o alviverde paulista também teria um ponto a menos que os 63 atuais.

    Os dois pontos “perdidos” pelo Flamengo seriam do jogo contra o Fortaleza. Na ocasião, o primeiro gol rubro-negro saiu apenas com o auxílio da tecnologia. Vale destacar que o pênalti do Leão do Pici foi confirmado pelo VAR, no entanto a marcação de campo já havia sido penalidade máxima, por isso não conta como interferência.

    Na parte de baixo da tabela, o Botafogo estaria na zona de rebaixamento livrando o Fluminense. O alvinegro teria apenas 31 pontos e o tricolor estaria com 33, uma posição acima do Z-4.

    Veja a classificação do Brasileirão sem VAR após 29 rodadas:

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    Siga o autor: @matheusleal1

  • #EnqueteMundo Bola: João Guilherme bate concorrentes e é eleito o melhor narrador entre os rubro-negros

    Narrador da Fox parece ter conquistado os torcedores rubro-negros

    Durante o último final de semana, o Mundo Bola fez uma enquete em seu Twitter em que perguntava qual seria o narrador preferido entre os torcedores do Flamengo, para narrar os jogos do clube.

    As quatro opções eram: João Guilherme (Fox Sports), Luiz Roberto (Globo), Luiz Carlos Júnior (SporTV) e Gustavo Vilani (SporTV). João venceu com 56% dos votos, seguido por Vilani com 30%, Luiz Roberto com 13% e Luiz Carlos Júnior com 2%. A enquete teve quase 3 mil pessoas participando. Confira.

    Narradores de Rádio não foram opções para alternativas. Votação foi direcionada apenas para os locutores de TV.

    Luiz Roberto, Vilani e Luiz Carlos Júnior costumam narrar os jogos do Flamengo com mais frequência. Os três trabalham no grupo Globo, que tem direito de transmissão de todas as partidas do rubro-negro no ano. João Guilherme só narra partidas do Fla pela Libertadores, na Fox, e mesmo assim parece ter conquistado um coração entre os torcedores do clube da Gávea.

  • Faltam 2 pontos para o Fla de 2019 ser o melhor do clube na era dos pontos corridos

    O Flamengo da atual temporada vai entrando para a história

    O Flamengo de Jorge Jesus precisa de apenas dois empates ou uma vitória para bater outra marca histórica no clube.

    Se chegar aos 73 pontos, a equipe ultrapassará a pontuação do ano passado (72), e será a melhor campanha da história do Flamengo na era dos pontos corridos. Lembrando que ainda faltam 8 rodadas para o término da competição e o Fla já tem 71.

    Em busca do título, o Flamengo também busca quebrar outro recorde, mas do futebol brasileiro. O Corinthians de 2015 fez a maior campanha de um clube na nova era do Brasileirão, com 81 pontos em 38 jogos. Faltam apenas 11 pontos para o atual Fla ultrapassar os paulistas.

    Na próxima rodada, o Flamengo enfrenta o Botafogo, no Engenhão. O jogo é válido pela trigésima primeira rodada do Brasileirão. A bola rola na quinta-feira, às 20h.

  • Téo Benjamin: Flamengo 4×1 Corinthians (análise da partida)

    Um jogo para falar sobre domínio e propostas, para celebrar a vitória e para tranquilizar os desesperados: o Flamengo de Jorge Jesus ainda é bom demais

    Vitória incontestável do Flamengo sobre o Corinthians em um Maracanã lotado e pra lá de quente!

    Um jogo para falar sobre domínio e propostas, para celebrar a vitória e para tranquilizar os desesperados: o Flamengo de Jorge Jesus ainda é bom demais.

    O Flamengo entrou no seu 4-4-2 de sempre. Reinier fazia a dupla de ataque com Bruno Henrique e Renê ocupava a vaga de Filipe Luís, poupado.

    O Corinthians veio num 4-1-4-1 bastante defensivo, com Ramiro por dentro e Pedrinho fazendo o corredor direito. Gustavo jogava bastante isolado na frente, tentando disputar pelo alto os lançamentos da defesa para uma eventual casquinha.

    A palavra que define o jogo é CONTROLE.

    Os dois times têm propostas para controlar o jogo, mas partem de estilos completamente diferentes.

    Enquanto o Flamengo controla o jogo pela bola, o Corinthians controla – ou tenta controlar – sem ela, pelo domínio do espaço. O que é, afinal, jogar bem no futebol?

    Existem estilos que nos agradam mais, mas isso é diferente de jogar bem.

    O futebol é, a meu ver, um jogo de imposição de modelos de jogo. Se você consegue condicionar o seu adversário a fazer o que você quer, poderá dizer que jogou bem. A ideia central do Corinthians de Carille é (ou era) se defender obrigando os adversários a jogarem de uma certa forma, criando armadilhas e saindo no contra-ataque. Não é muito agradável, mas pode ser eficiente.

    Defender também é forçar o adversário a te atacar como você quer. O trabalho talvez tenha se perdido no excesso de preocupação defensiva, na falta total de ousadia e em uma insistência irritante por fazer cera e esfriar o jogo.

    O Corinthians não vem bem, mas ainda consegue administrar bem os espaços e buscar o controle do jogo por aí. Apesar de o Flamengo propor o jogo, ter o domínio das ações e o controle do ritmo, o Corinthians ditava como o jogo acontecia.

    Era o Corinthians que determinava como o Fla atacava e, assim, criava uma situação favorável para tomar poucos sustos. O 4-1-4-1 deles é bem compacto. As linhas jogam próximas e o time é “estreito”. Com isso, forma-se o que a gente chama de uma “zona de guerra” bastante congestionada pelo meio.

    É muito difícil passar por ali. Tem muita gente e muito combate.

    Assim, o Fla era obrigado a atacar sempre por fora. Chegava no fundo com jogadas interessantes, fazia o cruzamento e… nada.

    A defesa corinthiana protege muito bem a própria área. Vieram preparados para receber uma chuvarada e cortar tudo pelo alto. Era o que Carille queria.

    Foram 23 cruzamentos rubro-negros nos primeiros 30 minutos, sendo apenas um certo. Nesse período, o Fla teve apenas 2 finalizações, ambas erradas.

    Mas aos 30 minutos veio a parada para hidratação. Jorge Jesus mudou o time e ganhou o jogo.

    Era hora de entrar na zona de guerra. A formação mudou para um 4-2-3-1 com Everton flutuando pelo meio, bem dentro da guerra.

    Os volantes (especialmente Gerson) passaram a jogar mais próximos do ataque, aumentando a intensidade da troca de passes e da pressão pós-perda (tentar retomar a bola logo depois de perder).

    O Flamengo forçava o jogo pelo meio e literalmente pedia passagem por dentro da armadilha corinthiana, fatiando a zona de guerra. Perdia a bola muitas vezes, mas pressionava rápido e forçava chutões totalmente aleatórios para frente. RC e Marí ganhavam todas e o ciclo recomeçava. A prova disso tudo está nos números do jogo.

    A posse de bola foi de 59% nos primeiros 30 min e chegou a 75% nos quinze minutos finais do primeiro tempo.

    O número de cruzamentos caiu. Os 23 nos primeiros 30 minutos viraram 9 nos quinze minutos seguintes. As duas míseras finalizações antes da parada técnica se tornaram 5 nos 15 minutos finais.

    No Blog do Téo: Goiás 2×2 Flamengo (análise do gol de empate)

    O número de passes certos se multiplicou de 152 em 30 minutos para 115 em 15 minutos e o percentual de acerto foi de 90% para 96% Ou seja, o Fla arriscava mais e tirava o Corinthians do seu conforto, forçava o jogo onde Carille não queria. Com isso, tinha mais a bola, cruzava menos e finalizava mais.

    A pressão aumentou até que se tornou insuportável. O pênalti saiu aos 42 e o Corinthians ficou tonto. O lendário Cláudio Coutinho dizia que quando você enfiava a faca no seu adversário, não era hora de tirar. “Enfia a faca e roda”, comandava ele.

    Foi exatamente o que o Flamengo fez, marcando o segundo gol um minuto depois e o terceiro com menos de 30 segundos do segundo tempo. No segundo tempo, aliás, JJ mudou de novo. Trouxe uma espécie de 4-1-3-2 torto, com muita gente pelo lado esquerdo, criando sobrecarga por ali – exatamente onde saíram os dois gols.

    Com o Corinthians agonizando, o ritmo baixou e o jogo virou protocolar. Só serviu para o olé.

    Uma atuação segura de um time que conhece seu potencial e com um treinador que não tem medo de mudar e arriscar.

    O Flamengo teve momentos brilhantes no jogo, mas o mais importante foi a consistência e segurança de uma equipe que sabe o que está fazendo no campo. O Flamengo oscilou nos últimos jogos e muita gente ficou preocupada.

    Não há motivo para desespero! É absolutamente normal oscilar. Esse time ainda tem muito a evoluir, mas o caminho é extremamente promissor.

    Como disse Jorge Jesus após o jogo: “voltamos a jogar como Flamengo”.