Autor: diogo.almeida1979

  • Após ser derrotado, Gilberto confessa: “Meu sonho é jogar no Flamengo”

    Atacante que passou pelo futebol carioca, diz que sonha em jogar no rubro-negro

    Artilheiro do Bahia no Brasileiro com 11 gols, o atacante Gilberto respondeu algumas perguntas aos repórteres presentes na zona mista do Maracanã, após a derrota de 3 a 1 para o Flamengo, neste domingo.

    E em uma de suas aspas, Gilberto voltou a revelar ser torcedor do Fla e confessou o sonho de ainda jogar pelo rubro-negro.

    “Meu carinho pelo Flamengo é desde criança, e isso nunca vai mudar. Uma paixão que transcende o que eu sou profissionalmente. Mas dentro de campo tento sempre buscar ajudar a minha equipe. A torcida do Fla é a minha também, não precisam me xingar, isso apenas me motiva. Assim que terminar meu contrato com o Bahia, que se encerra no final do próximo ano, quero realizar esse meu sonho de jogar no Flamengo”, contou o artilheiro.

    Com 30 anos de idade, Gilberto já passou por Santa Cruz, Internacional, Sport, Portuguesa-SP e Vasco no Brasil. Fora do país, atuou por Chicago Fire e Toronto FC.



  • João de Deus surpreende ao comentar falta cobrada por Willian Arão

    Para a torcida é unanimidade: um dos maiores “milagres” de Jorge Jesus é a evolução de Willian Arão. Desde a chegada do português, o volante mudou de posição, cresceu individualmente e se tornou um dos pilares do Flamengo nessa arrancada do segundo semestre. E, neste domingo contra o Bahia, o camisa 5 apresentou mais uma qualidade ao torcedor: cobrança de falta.

    Willian Arão tinha tudo para ser o vilão de uma possível derrota do Flamengo. Foi dele o gol contra que abriu o placar para o Bahia. No entanto, o volante deu a volta por cima e, nos minutos finais, surpreendeu. Em falta na entrada da área, Arão cobrou com categoria e acertou o travessão. No rebote, Gabigol marcou o terceiro gol do jogo.

    Na coletiva, João de Deus foi perguntado sobre a evolução de Willian Arão desde a chegada do Mister. O auxiliar de Jorge Jesus, que comandou a equipe contra o Bahia por conta da suspensão do treinador, também surpreendeu na resposta sobre a cobrança de falta do camisa 5.

    “O que me espanta não é o Arão cobrando falta, mas sim ele acertar a trave e não o gol, porque já vem treinando há muito tempo. No vestiário o Juan até brincou que o Maracanã já teve Zico, Bebeto, Petkovic e agora terá Willian Arão”, disse o auxiliar técnico.

    O Flamengo vive um jejum em gols de cobranças de falta. O último foi no dia 10 de junho de 2018, contra o Paraná. Na ocasião, o responsável por balançar as redes foi o camisa 10 Diego. Agora o rubro-negro volta a campo na quarta-feira, contra o Vasco, em jogo antecipado por conta da final da Libertadores.

    Siga o autor: @matheusleal1

  • Rafinha canta o hino do Flamengo no Maracanã e leva torcedores ao delírio

    Suspenso, lateral esteve no Maracanã para comemorar a vitória rubro-negra

    Durante a vitória do Flamengo por 3 a 1 contra o Bahia, a festa no Maracanã foi grande. 65 mil pessoas embalaram o rubro-negro rumo a vitória, e o lateral-direito Rafinha era um dos torcedores.

    Um vídeo publicado nas redes sociais viralizou após a partida. Batendo palmas, Rafinha cantava o hino do clube em um dos camarotes do estádio. Confira o vídeo clicando neste link.

    O atleta estava suspenso, e foi um dos desfalques do Fla na partida deste domingo, junto com o treinador Jorge Jesus, que também levou o terceiro amarelo contra o Botafogo. Ambos voltam contra o Vasco.


  • Flamengo vira em cima do Bahia e empolga torcida; veja memes

    O Flamengo completou um turno sem perder no Brasileirão 2019. Neste domingo, o rubro-negro recebeu o Bahia, seu último algoz na competição, e venceu por 3 a 1. Willian Arão marcou contra para o tricolor, mas Reinier, Bruno Henrique e Gabigol viraram a partida.

    Na partida, Gabigol marcou seu 37º gol no ano se tornou o maior artilheiro do Flamengo em uma única temporada no século 21, superando Hernane Brocador. O camisa 9 também se igualou a Zico como maior artilheiro rubro-negro em uma única edição de Campeonato Brasileiro. Já são 21 tentos marcados.

    O Flamengo agora volta a campo nesta quarta-feira (13), em jogo antecipado devido à final da Libertadores. O rubro-negro enfrentará o Vasco e pode ser campeão já no próximo fim de semana. Para isso basta vencer o rival, derrotar o Grêmio e torcer por um tropeço do Palmeiras diante do Bahia.

    Após mais uma vitória e abrir novamente dez pontos na liderança do Brasileirão, a torcida do Flamengo empolgou. O Mundo Rubro-Negro separou os melhores memes da partida.

    Siga o autor: @matheusleal1

  • Contagem regressiva: Flamengo conta os dias para confirmar o heptacampeonato Brasileiro; confira

    Rubro-negro já começa as contas para ser campeão pela sétima vez

    O Flamengo está muito próximo de conquistar seu sétimo título Brasileiro. Após a vitória contra o Bahia por 3 a 1, o rubro-negro chegou aos 77 pontos e aumentou para 10 a distância para o vice-líder Palmeiras, com 67.

    Faltando apenas 6 rodadas para o fim da competição, a equipe de Jorge Jesus já começa a fazer as contas para levantar a taça.

    O Fla poder ser campeão no próximo domingo, para isto, a conta é simples.

    -Vencer o Vasco, quarta, 21h30, no Maracanã, em jogo antecipado da 34ª rodada.

    -Vencer o Grêmio no domingo, 16h, em Porto Alegre.

    -O Palmeiras não vencer o Bahia, domingo, 16h, em Salvador.

    Outra possibilidade é ser hepta contra o Ceará, após a final da Libertadores. Caso vença o Vasco e empate com o Grêmio, só contra a equipe cearense no Maracanã, o rubro-negro poderia conquistar o título.



  • Téo Benjamin: Botafogo 0×1 Flamengo (análise da partida)

    A melhor maneira de entender a vitória do Flamengo é a partir dos seis principais personagens da partida

    Mais alívio que comemoração. O Flamengo venceu o Botafogo no finalzinho e manteve a vantagem de oito pontos sobre o Palmeiras.

    Um jogo difícil, suado, arriscado… Uma vitória importante! E alguns pontos de preocupação.

    A melhor maneira de entender Botafogo 0x1 Flamengo é a partir dos seis principais personagens da partida.

    Cada um ajudou a escrever a história do jogo de uma forma, com suas características próprias. Vamos a eles. O primeiro personagem é Joel Carli.

    O capitão alvinegro deu o tom do clássico. É o típico jogador que confunde intensidade com violência, raça com brutalidade e rivalidade com intimidação. Colocou essa pilha desde o primeiro minuto, provocando, batendo e reclamando.

    O zagueiro argentino representou dentro de campo o clima que se viu do lado de fora, com todas as brigas e intimidações. A atmosfera do Engenhão estava pesada desde antes do apito inicial, e o Botafogo veio a campo com essa pegada. O segundo personagem é Luiz Fernando, o maior prejudicado pelo clima do jogo.

    Jogando pela ponta direita, o camisa 9 foi o melhor do Botafogo no primeiro tempo – talvez ao lado de Cícero, mas acabou expulso e prejudicou sua equipe.

    O melhor – talvez o único – escape do Botafogo desde o início era através das arrancadas de Luiz Fernando pela direita, buscando sempre a velocidade em cima de Renê. O Botafogo buscava sempre o atacante, que errava e acertava, mas conseguia levar perigo.

    Mas a função de Luiz Fernando não se limitava ao ataque.

    O Botafogo não costuma ser um time intenso na marcação, então sua proposta de pressionar a bola contra o Fla era feita de forma um pouco atabalhoada. Com isso, os jogadores chegavam atrasados. 

    Não acho que havia uma orientação para baixar a porrada deliberadamente, mas um time que precisava se desdobrar para cobrir muito campo com movimentos coletivos pouco coordenados e uma pilha excessiva que colocaram um clima de guerra na mente dos jogadores. 

    No Blog do Téo: Téo Benjamin: como o 4-2-3-1 moderno surgiu na Inglaterra

    Luiz Fernando também entrou na pilha e logo no início levou cartão amarelo por uma pregada em Gabigol. No segundo tempo, errou um passe, chegou atrasado na recomposição e fez uma falta sem violência, mas para amarelo. 

    Chegamos, então, ao terceiro personagem: Gabigol.

    O principal alvo das entradas duras e provocações do Botafogo. A ideia parecia ser desestabilizar o artilheiro do Flamengo, que tem fama de esquentado.

    O comportamento e Gabigol na parte disciplinar foi exemplar. Não caiu na pilha, não revidou faltas, não entrou na provocação. Se limitou a jogar bola.

    Mas seu comportamento tático também foi interessante. Ele teve muitas dificuldades jogando entre os zagueiros. Claramente não estava confortável. Não conseguiu encontrar muitos espaços até que aos 41 min saiu da área centralizado, quase como meia, e fez sua primeira boa jogada.

    A partir daí, Gabigol passou a buscar sempre a jogada mais recuado. Recuou, se tornou um jogador a mais no meio-campo e encontrou espaços. Invadia a área apenas em velocidade, vindo de trás. Deu certo, mas o Flamengo perdeu sua referência na frente.

    O quarto personagem importante é Everton Ribeiro.

    Pela forma como o Botafogo costuma jogar, pressionando pouco a bola e com poucas coberturas, Everton tinha tudo para ser a chave do jogo rubro-negro. No entanto, não encontrou espaços no primeiro tempo.

    O Flamengo forçava o jogo pela direita, mas o Botafogo fechava a porta.

    No 4-1-4-1 alvi-negro, Cícero era a chave. Saía do meio para ser mais um marcador no lado da bola. Assim, o Botafogo sempre tinha quatro jogadores marcando três pelo lado.

    Com isso, Everton Ribeiro ficou encaixotado. Recebia pressionado por todos os lados e não conseguia acelerar o jogo. Situação extremamente desconfortável para o camisa 7!

    Aí chegamos ao quinto personagem. Ele, é claro, Jorge Jesus.

    Enlouquecido com a atuação do time até os 30 do segundo tempo, o Mister promoveu as entradas de Lincoln e Lucas Silva nas vagas de Vitinho e Gerson.

    Quase ninguém entendeu. Muita gente cornetou.

    A entrada de Lincoln significou um centroavante mais fixo na área, permitindo que Gabigol se movimentasse pelos espaços mais confortáveis para ele.

    A de Lucas Silva fez com que Everton saísse da direita e fosse jogar pelo meio, buscando armar o time sem ficar encaixotado. Alguns questionaram a saída de Gerson em vez de Arão, já que o segundo é “mais defensivo”.

    Para ser mto ofensivo e impor uma pressão total, Fla precisava recuperar todos os chutões do Bota. Ser absoluto lá atrás e ficar com a bola. Eram 7 no ataque e 3 para dar suporte ao ataque

    Lucas Silva entrou para abrir o campo pela direita. Bruno Henrique foi jogar colado na linha lateral pela esquerda e a ideia era forçar o jogo por ali. Todas as jogadas passaram a sair por aquele lado. Aos 37, ele recebeu junto à linha lateral com Lincoln e Gabigol invadindo a área. Marcado por dois, não passou.

    Aos 39, de novo, mas teve que inventar outra jogada.

    Aos 41, recebeu mais por dentro, tentou buscar a linha de fundo e sofreu falta…

    Aos 43, Everton olha por cima do ombro e vê o espaço pelo meio. Olha de novo e vê que o marcador não percebeu sua intenção. Ele acelera. Bruno Henrique fica livre para buscar o fundo…

    A bola chega ao sexto personagem.

    Se Lincoln não é o centro-avante que JJ tanto queria, é um moleque útil, dedicado, com estrela e é Flamengo pra caralho.

    Decisivo contra o Grêmio em 2018, decisivo de novo agora. Que ano difícil para ele e que forma de voltar!

    O Botafogo lutou. Fez mais do que podia. Exagerou, é verdade, e precisa rever isso. Mas também endureceu o jogo mesmo quando não bateu.

    No fim, valeu a superioridade do Flamengo. Valeu a estrela dos nossos personagens. Valeu a determinação de um time que sabe onde quer chegar! Como preocupação, ou ponto de atenção, ou pelo menos aprendizado, fica o fato de um adversário bem inferior ter conseguido criar dificuldade encaixotando nosso principal armador, desestruturando o jogo do nosso artilheiro e sair em velocidade na transição. Pontos a trabalhar!

  • Téo Benjamin: considerações sobre o adversário (Botafogo)

    Nesta análise, anterior ao clássico no Engenhão, um retrato de um Botafogo que tem ainda muitas dificuldades pela frente para serem resolvidas

    O Botafogo derreteu no Brasileiro. Depois de terminar o primeiro turno na décima posição, com 27 pontos, o time somou apenas seis pontos no segundo turno e corre sério risco de queda.

    Barroca saiu, Valentim chegou, e nada melhorou. O que aconteceu, afinal?

    O forte do Botafogo nunca foi a intensidade. É o 17˚ do campeonato em desarmes certos, 18˚ em interceptações e o time que menos comete faltas (apesar de ser o segundo que mais sofre).

    Em geral, o time é pouco combativo quando não tem a bola. Ocupa o espaço, mas não faz pressão. Isso ficou muito claro no gol de Maicon, do Grêmio, que abriu a goleada por 3×0 há dez dias.

    O Botafogo ataca pela direita em boa situação. Tem dois-contra-dois pelo lado e Diego Souza arrastando Kannemann para fora da área, deixando dois jogadores no mano-a-mano lá dentro.

    Basta encontrar o cruzamento…

    View image on Twitter

    Não foi um caso isolado. Enquanto o adversário avança, o Botafogo anda para trás, recua e dá espaço. Não fecha o passe, não agride, não desarma. Basta assistir os melhores momentos contra o Santos ou qualquer outro jogo para ter a mesma constatação.

    Repare no segundo gol, de Marinho. Há nove botafoguenses (mais o goleiro) perto da própria área, mas o atacante faz o que quer.

    Vamos comparar o 10 últimos jogos do Botafogo no Brasileiro com os 10 primeiros.

    Na largada do campeonato, o time fez 8 gols e sofreu 8. Somou 16 pontos.
    Na sequência mais recente, fez 7 gols e sofreu 18, com apenas seis pontos.

    Algo degringolou na defesa alvi-negra. As questões de intensidade e recuperação da bola sempre estiveram lá.

    Nos 10 primeiros jogos, 128 desarmes certos, 20 interceptações certas e 108 faltas cometidas.

    Nos 10 últimos, 130 desarmes, 20 interceptações e 142 faltas cometidas Quase tudo idêntico.

    Apenas o aumento no número de faltas é um indicador importante. Uma média 14,2 faltas por jogo, como nos jogos recentes, colocaria o time como oitavo mais faltoso. Parece que a equipe não consegue mais se defender a apela para parar o jogo. Olhando para as finalizações sofridas, os números parecem confusos.

    Blog do Téo: Téo Benjamin: Flamengo 4×1 Corinthians (análise da partida)

    O Botafogo sofreu 151 finalizações lá no começo do campeonato para tomar 8 gols e 152 agora para tomar 18, mais que o dobro!

    Era – e continua sendo – o time que sofre mais finalizações no campeonato! Aqui temos o nosso segundo indicador importante

    Apesar de ter sofrido praticamente o mesmo número de finalizações, a quantidade de finalizações certas dos adversários saltou de 46 para 65! Um aumento de 50%! Me transporto de volta a uma noite na quadra do Tijuca, quando comecei a frequentar alguns jogos de basquete do Flamengo com amigos. Não entendia nada de basquete, mas percebi que os adversários arremessavam muito mal!

    @dede_zon me explicou que o mérito era da defesa do Fla.

    O time defendia de uma forma que permitia o arremesso do adversário, mas sempre marcado, pressionado e de uma zona ruim.

    “Um profissional acerta a cesta se estiver livre na entrada do garrafão, mas a defesa faz ele arremessar mal assim!”

    Essa ideia é transferível para o futebol se os adversários finalizam proporcionalmente mais no alvo – e marcam muito mais gols -, é pq a defesa está permitindo finalizações mais livres, em zonas melhores.

    Esses foram os dois chutes de Marinho em 11 minutos na Vila Belmiro. Quantas chances assim vc acha que ele precisa?

    Para entender o jogo do Botafogo, precisamos voltar a Barroca e seu porrete.

    O treinador disse numa entrevista para O Globo que se colocassem duas pessoas para “sair na porrada” e um dos dois pudesse usar um porrete, ele gostaria de ter o porrete.

    “A bola é como um porrete” De fato, Barroca tinha o porrete – ou a bola. Nos primeiros 10 jogos, teve 55,4% da posse e trocou uma média de 443 passes por jogo.

    Teria hoje a 5ª melhor média do campeonato em ambas as estatísticas.

    Mas o time finalizava pouco e fazia pouquíssimos gols -e isso incomodava. Uma pausa para voltar no tempo mais uma vez. Agora para a Inglaterra de 2011.

    O pequeno Swansea City chegava à Premier League pela primeira vez em seus 99 anos de história.

    Todos achavam que seria rebaixado rapidamente, mas o time de Brendan Rodgers terminou na 11ª posição.

    O Swansea foi o time que menos cometeu faltas e menos venceu duelos aéreos. Ficou em 11º em roubadas de bola e 16º em finalizações.

    Mesmo assim, levou 51 gols, mesmo número de Newscastle (5º colocado), 2 a mais que o Arsenal (4º). Não sofreu gol em 14 dos 38 jogos (4º melhor). Como? Foi o 2º time que mais trocou passes e teve a 3ª maior média de posse de bola.

    O Swansea usava a bola para se defender. Se o adversário não tem a bola, não pode marcar gols, e Brendan Rodgers entendia isso melhor que ninguém.

    A bola não era porrete. Era escudo. Ao fim do primeiro turno, Barroca deu outra entrevista, dessa vez ao Globo.com.

    Adepto das metáforas violentas, disse que era muito difícil “tomar uma favela” portando apenas um estilingue com dez bolinhas de gude. Barroca identificava que tinha um problema de poder de fogo, e sofria uma pressão – talvez desproporcional – por isso.

    Nas palavras dele mesmo: “em qualquer jogo eu vou jogar para ganhar, seja contra Fla, Palmeiras. Estou num clube grande. Não sou educado para jogar pelo empate” O Botafogo não quis ser Swansea. Oscilou, os resultados pioraram e Barroca caiu. Veio Valentim.

    O número de finalizações subiu de 83 nos primeiros jogos para 97 nos últimos.
    Mas o número de fin. certas subiu de 33 (40%) para apenas 36 (37%) e os número de gols caiu um pouco. O número de passes desabou de 443 por jogo (seria o 5º melhor do campeonato hoje) para 329 (seria 16º).

    A posse de bola caiu de 55,4% para 49,2%

    O Botafogo não se contentou com seu escudo. Queria um porrete, mas ficou sem nada! 

    Sem a bola, há uma outra estatística que merece ser destacada.

    Barroca conseguia manter uma defesa segura (7ª menos vazada do 1º turno) controlando muito bem a profundidade.

    Sem a bola, há uma outra estatística que merece ser destacada. Barroca conseguia manter uma defesa segura (7ª menos vazada do 1º turno) controlando muito bem a profundidade.  

    A defesa sabia “diminuir o campo efetivo” e deixar os adversários impedidos. Nos 10 primeiros jogos, o Botafogo conseguiu deixar o adversários em impedimento absurdas 34 vezes! 34 impedimentos em 10 jogos!

    Média 50% maior do que o Flamengo consegue fazer com Jorge Jesus, que é tão bom nisso que triplicou a média de Abel – de 0,7 para 2,2! Já nos 10 últimos, essa mesma defesa alvi-negra conseguiu apenas 14 impedimentos. Caiu mais da metade!

    O time não tem mais a bola, marca mais recuado, convida os adversários para o seu campo e não tem intensidade para pressionar e roubar a bola. A receita para um desastre! O Botafogo foi o time que mais mudou desde o início do campeonato. Se tornou um time sem identidade, quase inofensivo, que já perdeu a confiança.

    Agora tem oito jogos para encontrar uma nova metáfora – violenta ou não – para o seu jogo.

    O próximo desafio é contra o líder. 

  • Raiza marca nos acréscimos, e Flamengo/Marinha abre vantagem na final do Carioca Feminino

    Fora de casa, o Flamengo/Marinha abriu boa vantagem no jogo de ida do Campeonato Carioca Feminino 2019. Com gol de Raiza aos 46 minutos da etapa final, as Rubro-Negras venceram o Fluminense na manhã deste domingo (10), por 1 a 0, nas Laranjeiras.

    Superior durante toda a partida, o Flamengo criou as melhores chances da partida, enquanto a equipe adversária, que apostava nos contra-ataques e nas seguidas faltas para paralisar o jogo, mal assustou a goleira Kaká. Nos primeiros 45 minutos, boas chances foram criadas pelas flamenguistas, principalmente com Ana Carla e Raiza (que acertou o travessão em uma delas).

    Na segunda etapa, o Fluminense manteve a sua proposta defensiva e conseguiu segurar o ímpeto do Flamengo durante praticamente o segundo tempo inteiro. Aos 45, em um raro ataque tricolor, a zagueira Day foi expulsa, deixando a equipe com 10 atletas. No lance seguinte, porém, quem abriu o placar foi o Mengão: escanteio cobrado por Ana Carla e cabeçada fulminante de Raiza para o fundo do gol, dando números finais para o FLA-FLU deste domingo.

    O técnico Ricardo Abrantes escalou a equipe com: Kaká; Raquelzinha, Day, Andressa e Fernanda Palermo; Bia Menezes (Camila), Ana Carla e Gaby (Flávia); Rafa Barros, Raiza e Larissa (Karen). A atacante Raiza chegou ao seu 19º gol marcado no Carioca Feminino 2019.

    A partida da volta está marcada inicialmente para o Estádio Luso Brasileiro, no próximo sábado, às 10h.

    Créditos imagem destacada: Marcelo Cortes/Flamengo

  • Ricardo Moura: arroz queimado

    Mas, diante do cenário catastrófico que é ver o arroz dar aquela “pegada no fundo”, eis que surge o nosso Mister

    blog resenha rubro-negra

    Líderes do meu coração….

    Que clássico maluco.

    Que pancadaria.

    Que vergonha do que houve fora do estádio e nas arquibancadas.

    Fecha a conta e passa a régua, o humanidade está perdida.

    Falar do jogo fica até difícil quando a gente vê o que rolou no pré, durante e pós jogo.

    Mas enfim, essa é a luta diária do brasileiro. A gente apanha no transporte, leva tapa da polícia, murro dos políticos.

    Mas, graças a Deus, Buda, Alá e todos os Orixás possíveis, temos o nosso Flamengo para levar alegria e conforto a uma multidão.

    Ontem, em determinado momento, pensei que o caldo iria azedar.

    Sim, acreditei que o arroz ia dar aquela queimada no fundo, daquelas que não adianta querer comer só a parte de cima, o sabor muda completamente.

    Mais do autor no Resenha Rubro-Negra: Obrigado, amigo!

    Mas, diante do cenário catastrófico que é ver o arroz dar aquela “pegada no fundo”, eis que surge o nosso Mister.

    Na hora que Eric “Dedo duro” Faria invocou os nomes de Lincoln e Lucas Silva, juro, me tremi todo. Respirei fundo e já ia mandar um “BURROOOO”.
    Só que a gente sabe. Eu sei. Juro que sei. Me faço de tonto, mas sei que Jesus tem seu poder abençoado. Criado em Belém (não é no Pará e nem na Palestina, to falando do Pastelzinho de Belém) o Mister estava armando o bote. Mandou os meninos para o campo com fé e lá foram os dois. Tal qual soldados vão para a guerra.

    Jogo pesado, tenso e amarrado. Vuadem fazendo de tudo para rolar uma morte em campo, o zagueiro do faísca dando porrada até na mãe, Alberto “Jogou aonde” Valentim surtando no banco. Nada disso adiantou.
    Pablo Mari levantou a cabeça e tocou no Renê. Como se fosse um patinador do Carrefour (referência aqui de São Paulo) nosso lateral andou alguns metros e abriu para Everton “Messi” Ribeiro. Tá ligado, quando o Miteiro pega na bola o campo vira um latifúndio. Deu três toques na bola e descolou o Bruno “Melhor que o CR7” Henrique na ponta. Na corrida nem o Hamilton pega o rapaz. Ai filho, ali é gol. Quando nosso ponta corre a gente sabe, ou é caixa dele ou alguém vai se consagrar. Não teve gol do Gabigol, mas teve gol do Lincoln.

    Flamengo um, Botafogo zero.

    No jogo que valia muito para os dois, o campo resolveu imitar a vida…

    “Todo dia eu saio de casa sabendo que vou apanhar. Sei que não será fácil. Tudo que acontece nas ruas é feito pra me deter. O trânsito, a violência, a inoperância dos serviços públicos e até o clima maluco. Eu sei que é difícil, mas não tenho outra saída. Preciso encarar o Mundo e sobreviver. Se sair é uma luta, voltar é meu 1 x 0. Quando chego em casa e olho nos olhos dos meus, sinto que toda facada que tomei na selva serviu para me deixar mais forte para o outro dia. Apanhar faz parte, levantar é que me faz diferente.”

    Ontem o Flamengo foi diferente. Se não foi na bola, foi na força.

    Que venha o próximo jogo e com ele mais 3 pontos.

    CLÁSSICO – Vai doer o que vou falar. Mas a melhor coisa que poderia acontecer é: jogo contra o Botafogo tem que ser torcida única. Não dá mais para ser assim.

  • Sem Jesus e dois titulares: veja provável escalação do Flamengo contra o Bahia

    Neste domingo (10), o Flamengo reencontra o Bahia, seu último algoz em 2019. As equipes se enfrentam em jogo válido pela 32ª rodada do Brasileirão, no Maracanã, às 18h (horário de Brasília). O estádio receberá, mais uma vez, cerca de 65 mil torcedores.

    Para o duelo, o Flamengo não terá Rafinha e Arrascaeta à disposição. O lateral cumpre suspensão e o uruguaio se recupera de uma entorse no joelho. Além deles, o time não terá Jorge Jesus à beira do campo. O português levou o terceiro amarelo contra o Botafogo. João de Deus irá comandar a equipe.

    Assim, a tendência é que o Flamengo vá a campo com a seguinte escalação: Diego Alves, Rodinei, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Everton Ribeiro, Vitinho e Bruno Henrique; Gabigol.

    O Bahia é justamente o último time que venceu o Fla na temporada. Em casa, o tricolor derrotou o rubro-negro por 3 a 0 com direito a hat-trick de Gilberto. Desde então, os comandados de Jorge Jesus têm 22 jogos, 18 vitórias e quatro empates.

    Siga o autor: @matheusleal1