O Flamengo tem dois importantes jogadores na mira de gigantes espanhóis. De acordo com os jornais Marca e AS, da Espanha, o jovem Reinier e o zagueiro Rodrigo Caio teriam despertado interesse de Atlético de Madrid e Barcelona, respectivamente.
Segundo a publicação do AS, as negociações entre Reinier e o Atlético de Madrid já estão bem avançadas. A equipe madrilenha mandou um representante ao Rio de Janeiro para conversar com o jovem e a promessa do Flamengo, inclusive, já teria aceitado a proposta.
A negociação, porém, ainda não chegou ao Flamengo e o periódico espanhol reconhece que essa é a parte mais complicada do processo. Além disso, alerta que Reinier não será vendido por menos que Vinicius Jr e Rodrygo, ambos contratados pelo Real Madrid, por 45 e 40 milhões de euros, respectivamente. A multa rescisória da nova promessa rubro-negra é de nada menos que 62 milhões de euros. Aproximadamente R$ 280 milhões.
Quem também está na mira de um gigante espanhol é o zagueiro Rodrigo Caio. A informação foi publicada pelo Marca, nesta sexta-feira (01), que afirmam que o Barcelona pode fazer uma “operação relâmpago” pelo rubro-negro. O motivo da pressa dos catalães é a falta de opção no elenco. Atualmente, o Barça tem apenas Lenglet, Piqué, Umtiti, que sofre com lesões recorrentes, e o jovem Todibo.
Rodrigo Caio chegou ao Flamengo no início do ano por 5 milhões de euros. Sua multa rescisória é de 30 milhões, algo em torno de R$ 133 milhões. Esse valor é considerado baixo para os padrões do Barcelona, que estudam uma oferta na próxima janela de transferências. Caso haja o pagamento integral da multa, a tendência é que a diretoria rubro-negra não dificulte a negociação.
Veja as notas e análises das atuações do confuso empate do Flamengo contra o Goiás, pela 29ª rodada do Brasileirão
Com o empate em Goiânia, o Mais Querido chega aos 64 pontos e segue firme em busca do título do Brasileirão, agora com 8 pontos de vantagem do segundo colocado Palmeiras.
Confira as notas das atuações do Flamengo feitas pelos membros do grupo de Whatsapp do Mundo Bola Pensar Flamengo.
Cesar: Durante 90% do jogo mostrou o quanto faz falta um goleiro que não só saiba tratar a bola com os pés, mas que também tenha visão de jogo para enxergar o melhor passe e confiança na execução do mesmo. Sempre que a melhor opção para sair jogando era um passe mais apertado César preferiu reviver o chutão no Flamengo. No final errou numa saída do gol, deu uma bicuda num jogador do Goiás e foi expulso. Na montanha-russa que é a carreira do César, o goleiro deixa o jogo em baixa. Nota: 3,0.
Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira
Rodinei: Mais uma partida ridícula do pior jogador do Flamengo. Dois gols tomados pelo lado dele. Não contribuiu em nada ofensivamente. Nota: 2,0.
Por Verônica Coutinho – Twitter: @Vevecoutinho
Rodrigo Caio: Conseguiu um gol importante para o time com bom posicionamento e oportunismo. Na defesa, sofreu com as bolas esticadas do Goiás, mas não teve culpa nos gols. Nota: 5,0.
Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters
Pablo Marí: Assim como o restante do sistema defensivo sofreu com as inversões e bolas longas do Goiás no segundo tempo. Falhou no primeiro gol ao permitir a antecipação do Rafael Moura. Nota: 3,0.
Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_
Filipe Luís: Não foi um grande jogo do nosso ótimo lateral esquerdo. Diferentemente do que tem mostrado nessa temporada, esteve inseguro e errando jogadas bobas. Mas é bom observar que as jogadas dos gols do adversário saíram do outro lado onde o Rodinei foi mil vezes pior. Nota: 5,0.
Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque
Piris da Motta: No jogo de hoje não foi bom marcador, não se posicionou bem, não deu sequência a nenhuma jogada. Conseguiu gerar um contra-ataque e no fim do jogo ganhou uma disputa, fora isso uma partida de baixa qualidade, principalmente pelo que estamos acostumados a ver do Flamengo. Mostrou hoje o porque é banco. Nota: 3,0.
Millena Dourado – Twitter: @millefalcon
Arão: Partida discreta, começou ditando o jogo, mas depois o rendimento caiu um pouco. Taticamente foi bem, mas sentiu falta do Gerson. Nota: 5,0.
Por Caroline Menezes – @kaka_menezes07
Everton Ribeiro: Jogou muito mal a partida, principalmente o primeiro tempo, errando muitos passes e não se apresentando para o jogo. Nota: 4,0.
Entrou Vitinho: Mal ficou em campo. Sem nota.
Entrou Gabriel Batista: Apesar de ter jogado pouco tempo e ter entrado frio no jogo, poderia ter evitado o segundo gol se fosse um goleiro mais experiente, saindo do gol para fechar o ângulo. Nota: 4,0.
Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr
Arrascaeta: Partida insegura, ainda sem ritmo de jogo, ainda deu uma belíssima assistência para finalização que Gabriel perdeu. Nota: 6,0.
Entrou Gerson: Não conseguiu repetir as boas atuações anteriores, fez uma partida muito aquém do que costuma desempenhar. Nota: 4,0.
Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian
Bruno Henrique: Um dos piores jogos no ano do camisa 27, pouco produtivo, se movimentou pouco e pareceu meio pregado. Ainda sim, conseguiu meio sem querer dar o passe para o segundo gol. Nota: 5,0.
Por Sérgio Ribeiro Twitter: @sergioribeiro04
Gabigol: Apesar do gol, não teve boa atuação, prendeu muito a bola, deu toque de efeito em momentos que não devia e não ajudou na marcação na frente, o pior tomou um cartão bobo, de novo. Nota: 4,0.
Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes
Jorge Jesus: Das duas uma: ou o time está cansado ou está aguardando a final da Libertadores. Nos dois casos Jesus terá que rever algumas de suas práticas. Pela segunda vez seguida o Flamengo entrou em campo numa rotação muito abaixo do que o português nos acostumou a ver. No primeiro tempo, os rubro-negros pressionaram a saída de bola do Goiás pouquíssimas vezes e a segurança defensiva ficou refém do impedimento. O esmeraldino ameaçou a partida inteira, porém esbarrava sempre na linha de impedimento funcional do Flamengo ou em seus próprios erros. Quando o impedimento não aconteceu o Goiás marcou seus gols. O ataque do Mais Querido também sofreu muito para criar. Com Rodinei e Piris da Mota em campo a saída de bola ficou a cargo de Filipe Luis e, infelizmente, o lateral-esquerdo esteve muito abaixo de seu usual, tornando a ida para o ataque complicada. A única arma ofensiva do Flamengo foi seu bom repertório de bolas alçadas à área, tanto que daí saíram os dois gols. Se mexe aí Mister, porque o Ney Franco soube parar o nosso Flamengo: CRÊ DEUS PAI TODO PODEROSO! Nota: 3,0.
Paraguaio começou como titular no lugar de Gerson, e não agradou
O Flamengo empatou em 2 a 2 com o Goiás no Serra Dourada, e viu a distância de líder que tinha para o Palmeiras diminuir para 8 pontos. E um atleta foi alvo de bastante críticas entre os torcedores rubro-negros: Piris da Motta.
O paraguaio teve uma atuação apática, com pouco combate na marcação e muitos erros de passe. Confira algumas das reclamações.
Piris da Motta não é bom marcador, não se posiciona bem, não dá sequência a nenhuma jogada. A bola parece ser uma quase inimiga dele. A virtude dele é ser gringo e tá jogando hoje no Flamengo. Apenas isso!
Quando o Palmeiras empilhou títulos com a ajuda de mecenas, o debate sobre hegemonia no futebol brasileiro não estava em pauta
Dentre os clubes que há alguns anos se reorganizaram financeiramente, dois clubes se destacam por seus resultados: Palmeiras e Flamengo. Um com suas próprias pernas, cortando na carne: o Flamengo.
O outro, o Palmeiras, rebaixado em 2012 e que milagrosamente não repetiu o feito em 2014 graças ao Flamengo, que o livrou de nova humilhação ao vencer o Vitória na última rodada, teve todo tipo de ajuda possível de bilionários, como o ex-presidente Paulo Nobre e os donos da Crefisa.
Bom pra eles. Foi bem mais fácil. Com juros (bem) abaixo do mercado, jogadores comprados pelo presidente, aportes financeiros acima da média de um patrocinador apaixonado que tem interesses políticos e com boa vontade da CBF (cujo ex-presidente era torcedor e político do clube), tudo foi mamão-com-açúcar.
De cara, logo em 2015 foram campeões da Copa do Brasil. Tal qual o Flamengo em 2013, também no primeiro ano de sua “recuperação econômica”.
Enquanto a do Flamengo durou dois triênios (sendo um bem drástico), a deles foi bem menos dolorosa e, juntos, disputam tudo a partir de 2016. O Flamengo inclusive tinha um planejamento estratégico feito em 2013 de vencer títulos brasileiros e torneios sul-americanos bem antes do que pode acontecer não prevendo que outro clube dentre os grandes tivesse recuperação tão “fantástica” e rápida.
Esse Palmeiras nunca incomodou a imprensa.
O Palmeiras que fez 80 pontos em 2016 e 2018 e deve fazer em torno disso em 2019 nunca incomodou a rapaziada que entretém em mesas redondas com uma suposta hegemonia.
Palmeiras comemora título brasileiro do ano passado. Foto: Mauro Horita / CBF
O mesmo clube que só não levou 2017 porque privilegiou as copas e ainda assim, colou no líder até o clássico no fim.
O clube paulista que investia em torno de R$ 150 a R$ 200 milhões a mais no futebol por ano em seu orçamento e que levou dois brasileiros e uma Copa do Brasil em quatro anos nunca causou discussões sobre cota de TV. Jornalistas faziam questão de dizer que o Flamengo ficara “no cheirinho” pra eles.
Falei ano passado que só seríamos campeões quando fôssemos capazes de fazer mais de 80 pontos no Brasileirão com regularidade, pois esta foi a média que eles estabeleceram após sua “recuperação”.
Tivesse focado no Brasileiro, Flamengo teria passado com facilidade dos 80 pontos, mas agora pode chegar a apenas 75 se vencer o Paranaense sábado em casa.
A hegemonia começa quando o clube entender que o foco é sempre o brasileiro.
A realidade até o Flamengo procurar Jesus e desistir de Abel é: já existe há algumas temporadas uma hegemonia no Brasil, quebrada apenas pela campanha fora da curva do primeiro turno do horrível Corinthians de Carille em 2017.
O Flamengo corre colado investindo menos desde 2016. Neste ano, o cenário se inverteu. E com a nova diretoria resolveu ser mais ambicioso no mercado e qualificar o time logo no primeiro ano de seu triênio, atitude mais que correta.
E com um ótimo treinador, o Fla pode levar o Brasileiro e está na final da Libertadores. É curioso que jornalistas como @aydanoandre nunca tenham feito programas sobre o Palmeiras dividir dinheiro com seus rivais, que o Loffredo nunca tenha perguntado sobre a origem do dinheiro da financeira, que o Neto não tenha dito que a conta vai chegar pro Palmeiras…
O establishment da mídia e da confederação brasileira gerida por conselheiros de clubes de São Paulo não se incomoda com um clube paulista no topo nas últimas três temporadas, mas vê a ruína de um plano de conquista nacional quando o Flamengo toma para si o que é seu por direito.
O Mais Querido saiu da jaula onde esteve encarcerado ante péssimas gestões e incompetência generalizada. Contratos estão assinados até 2024 e o time está forte. Receitas com bilheteria, sócio e premiação disparam.
Chegada de Jorge Jesus colocou o futebol do Fla em um novo patamar. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo.
Renegociar camisa, patrocínios e outros ativos é questão de tempo. Há na praça o Fla que desistiu de se contentar com o segundo lugar em 2018 e 2016 (empatado com o Santos com 71 pontos). Com vice-campeonato de Copa do Brasil e Sula, ou, pior, com sexta colocação e vaga no sufoco pra pré-libertadores neste mesmo ano em 2017.
Chegou nossa hora. E não é um sentimento. Ainda 2016 eu dizia que em 2019 teríamos o primeiro ano mágico e que, em tudo dando certo, após 10 anos de nosso planejamento 2013-2022, em 2023 estaríamos absolutamente estabelecidos no lugar em que merecemos. Houve tropeços, mas a hora chegou e a paulistada sabe. Gaúchos e Mineiros ainda relutam, mas já sentem que não é apenas um ano atípico.
E alguém pra confrontar a hegemonia verde que não incomoda o mundo do futebol nasceu de verdade em seu ninho.
Os estádios serão nossos onde jogarmos, o povo estará ao nosso lado onde estivermos.
As TVs estarão ligadas torcendo por nós ou contra nós. O dinheiro vai procurar o Flamengo, pois cheque gordo gera cheque gordo.
Acreditem no Flamengo. E cobrem. Nunca deixem de COBRAR.
Emoção, humor e simpatia marcam qualquer encontro com o maior ídolo do Clube de Regatas do Flamengo
Apesar de não torcer pelo Flamengo, sempre reconheci no clube, na Instituição, uma importância enorme não só no futebol brasileiro, mas na sociedade brasileira.
Neste sentido, em 1995 estive em um evento no Museu da Imagem e do Som, acompanhado de um amigo flamenguista, de comemoração do centenário do Flamengo.
Depois de alguns debates muito interessantes, inclusive com o mítico Zizinho, no início da noite chega a celebridade mais esperada, Zico.
Um aglomerado de pessoas chega próximo ao ídolo, loucos por uma foto ou por um autógrafo. Zico, pacientemente, atende a todos, exemplo de humildade.
Eu e meu amigo somos contemplados com um autógrafo.
Passados alguns minutos, meu amigo havia desaparecido. Fui procurá-lo.
Encontrei-o… chorando!
A emoção de apertar a mão de Zico e de receber o autógrafo dele fez as lágrimas escorrerem do rosto de meu brother.
O cara é meu amigo até hoje, são quase 35 anos de amizade. Não o tinha visto chorar até então.
Só mesmo Zico – exemplo de craque, exemplo de profissional, exemplo de ser humano – para fazer as pessoas chorarem de emoção.
***
Em 2002, escrevi um artigo no Jornal do Brasil, analisando o calendário quadrienal do futebol brasileiro, que havia sido lançado.
Tive a honra de, em uma página inteira do JB, ter a metade superior da página preenchida com um artigo do Zico e a metade inferior da página preenchida pelo meu artigo.
Em 2003, a Instituição de Ensino Superior que eu lecionava fechou um convênio com o Centro de Futebol Zico (CFZ) para ministrar cursos de pós graduação.
No evento de lançamento da parceria, no CFZ, lá estava eu.
O Zico falou, o representante da Instituição de Ensino Superior que eu lecionava falou, houve uma confraternização.
Ao final do evento, esperei o momento em que o Zico ficou sozinho. Abordei-o.
– Zico, desculpe incomodar, mas posso falar com você rapidinho?
Ele respondeu:
– Pois não.
Saquei do bolso a página recortada do JB com nossos artigos e indaguei:
– Você lembra deste artigo no JB que você publicou ano passado?
Zico respondeu:
– Lembro sim!
Eu prossegui:
– O teu artigo é o da parte de cima, o de baixo é meu. Dá um autógrafo na página?
Zico sorriu e assinou.
Em seguida, me perguntou:
– Você é professor, vai dar aula na parceria?
Respondi:
– Sim, sou professor, leciono algumas disciplinas relacionadas à gestão de organizações
Zico disse:
– Vamos marcar um jogo entre o pessoal aqui do CFZ e os professores.
E, sacana, emendou:
– Nosso meio campo vai ser Andrade, Adílio, eu e Junior!
O jogo não chegou a acontecer… Ainda bem: sempre fui goleiro, iria tomar dezenas de gols!
Luis Filipe Chateaubriand acompanha o futebol há 40 anos e é autor da obra “O Calendário dos 256 Principais Clubes do Futebol Brasileiro”. Email: luisfilipechateaubriand@gmail.com.
Imagem destacada: Zico pela Seleção e contra a Argentina. Foto: Bob Thomas/ Getty Images.
Na série Manifest (Globoplay), uma família se divide no aeroporto de Kingston (Jamaica) para voltar a Nova York: pai, filho e tia do filho embarcam num voo alternativo com direito a bônus, enquanto o restante (avós, mãe e irmã gêmea do menino embarcado) espera pelo voo previamente marcado. Só que o voo alternativo, o 828, misteriosamente desaparece. Para os passageiros, se passaram três horas. Para os que não embarcaram, ou seja, a humanidade, passaram-se cinco anos e seis meses.
Na noite de quarta, eu era o cara que pegou o 828 mas há 38 anos.
Desembarquei ali no Aeroporto Santos Dumont. Eu tinha 13 anos quando desembarquei, ali por volta das 18h de quarta passada. Achei que meus pais fossem me buscar, principalmente meu velho, para ir ao jogo, pois era Libertadores.
Mas eles não estavam lá no Santos Dumont me esperando. Ninguém me explicou por quê.
Segui adiante, sozinho, para o Maracanã. Quando entrei, vi um estádio diferente, sem a geral, mas algo permanecia: a gigantesca torcida do Flamengo, cada vez mais apaixonada. Olhei para o banco e não vi Paulo César Carpegiani, mas sim um senhor de cabelos compridos, grisalhos, esvoaçantes.
Procurei por Zico, Adílio, Júnior, Leandro, Nunes, meu ídolo Nunes, mas não achei.
Sentei em frente ao gol defendido por Paulo Vitor no primeiro tempo.
Vi o jogo complicado como sempre foi contra o Grêmio. Até que, não sei por quê, sem nenhum motivo racional e explicável, comecei a verter lágrimas: tinha acabado de acontecer o gol de Bruno Henrique e algo me disse, direto à mente, que estávamos na final da Libertadores.
Foto: Alexandre Vidal, Marcelo Cortes & Paula Reis / Flamengo
Prendi o choro, enxuguei as lágrimas que escaparam, porque elas desciam correndo tal e qual o Bruno Henrique, que ainda tropeçava tal e qual meu soluço. E pensei que o Zé estava ali perto, cheguei a ficar chateado com ele porque não foi me buscar no aeroporto. Sim, o Zé é meu pai. Aquele que a criança de 1981 não reencontrou em 2019 no aeroporto, por motivos que vocês já imaginam.
Mas eu via o Bruno Henrique e sabia que de alguma forma o Zé estava vendo.
Bastou aquele primeiro gol, maravilhoso, lendário, feito no rebote pelo mesmo jogador, pelo mesmo azougue que iniciou a jogada, com um pique alucinante capaz de transpor a melhor zaga do país. Sim: não comemorei muito os outros gols, não mais do que o previsto.
Percebi que naqueles segundos do gol do Bruno Henrique eu era, de verdade, uma criança de 13 anos que havia saído do voo 828. E entendi o por quê das lágrimas: eu queria que o Zé estivesse ali. E eu sabia que ele estava,
Todos já falaram e eu prefiro falar depois de todos: não faz mais muita diferença se vamos ganhar alguma coisa. O Flamengo nunca precisou ganhar alguma coisa, jamais precisou ter mais títulos (apesar de termos o maior número de estaduais), não é nada disso.
Mas a gente sempre precisa muito ser o Flamengo: temível, devastador, explodidor de corações. Passamos anos e anos em que até ganhamos títulos, Copas do Brasil, Brasileiro de 2009, fomos felizes sim, não vamos desfazer disso.
Só que o nosso amor é uma arte, precisa ser pintado de forma impressionista e expressionista, precisa ser cantado em sonatas para cegos feitas por surdos, precisa ser escrito em pergaminho.
Nós somos viciados em Ser História.
E ali o menino de 13 anos sabia que era História de novo, e só por meio da História que a Saudade nos poupa a alma.
Naquela noite, pela primeira vez em muitos anos desde sua partida em 1984, partida que defino com licença poética como a de um cara que não queria ver Flamengo sem Zico, eu e o Zé “vimos” juntos o Flamengo.
Foto: Alexandre Vidal, Marcelo Cortes & Paula Reis / Flamengo
O Flamengo não é só sobre o futebol. É sobre os que viveram, os que vivem e os que ainda vão nascer. É sobre a memória, única coisa que nos salva da desesperança. Não, não preciso de títulos. Mas preciso viver o gol do Bruno Henrique, aquele lance em que fica à flor da pele a mania de acreditar até o fim.
O Flamengo de Jesus é a minha resposta ao Tempo.
PS – Assistam, em janeiro, ao filme Intervenção, roteiro meu e de Rodrigo Pimentel, de Tropa de Elite 1 e 2.
Na tarde desta quarta-feira (30), na Gávea, o Flamengo venceu mais uma vez o Fluminense, pelas quartas de final do Brasileiro Sub-20, e sendo assim, o primeiro time classificado para as semifinais.
Pelo jogo de ida, o Rubro-Negro fez 3 a 0 no Tricolor e garantiu a boa vantagem em Saquarema. Na volta, atuando em casa, a equipe comandada por Maurício Souza levou um gol no início da segunda etapa, mas conseguiu a virada com gols de Wendel e Rodrigo Muniz que definiram o duelo.
Os Garotos do Ninho agora aguardam o resultado do confronto entre Corinthians e São Paulo, que empataram em 1 a 1 no jogo de ida, para saber que será o adversário na semifinal. A volta acontece nesta quinta-feira, no Parque São Jorge, casa do Alvinegro. Por ter a melhor campanha no geral, o Mais Querido terá o direito de fazer a segunda partida em casa.
O Rubro-Negro luta pelo inédito título do Brasileirão sub-20 e pela segunda vez consecutiva está nas semifinais. No ano passado, o Flamengo enfrentou o Vitória, sendo eliminado com um placar agregado de 6 a 3.
Neste final de temporada, o grupo também disputa a final do Estadual contra o Vasco e foi recentemente campeão da Taça OPG.
O jogo
Apesar do forte calor, o jogo foi muito corrido, mas também com excesso nos erros de passe e finalização. O Flamengo foi melhor na etapa inicial, com mais posse de bola no campo ofensivo, porém não conseguiu construir nenhuma chance clara de gol. As melhores jogadas eram pela esquerda com Yuri César, enquanto Wendel, do outro lado, pouco aparecia. No Tricolor, o goleiro Gustavo foi o grande destaque ao defender os chutes de fora da área, principalmente de Rodrigo Muniz.
Os gols estavam guardados para a etapa final. Assim que a bola entrou em jogo, o Fluminense encontrou um contra-ataque veloz e Evanílson chutou forte para abrir o placar logo no primeiro minuto. O Flamengo não se abalou e quase empatou em seguida, mas a bola de Rodrigo Muniz parou na trave.
Aos 24 minutos, o Flamengo deu o golpe inicial que definiria o triunfo. O árbitro marcou pênalti no toque de mão do Flu dentro da área e Wendel cobrou para o empate rubro-negro. Em menos de dois minutos, o Flamengo retomou a posse de bola e Matheus França encontrou Rodrigo em um grande lançamento. O atacante apareceu livre dentro da área e finalizou com qualidade: 2 a 1.
O Mais Querido chega à semifinal do Brasileirão sub-20 dono do melhor ataque, com 43 gols marcados. Em apenas duas partidas a equipe não marcou gols, contra Palmeiras e Cruzeiro.
Flamengo teve a seguinte escalação na partida: Pedro Caracoci, Matheus França (Luis Gustavo), Gustavo, Neto, Ramon (Ítalo); Gomes, Luiz Henrique (Denilson), Yuri; Yuri de Oliveira (Pedro Arthur), Wendel (João Gabriel) e Rodrigo Muniz (Weverton). Treinador: Mauricio Souza.
O evento realizado na loja do Flamengo, na Gávea, teve a presença do vice-presidente de esportes olímpicos Delano Franco e do diretor executivo Marcelo Vido, que apresentaram o elenco e a comissão técnica do vôlei feminino para a temporada 2019/2020.
O Mais Querido está em disputa do Campeonato Estadual e fará o seu retorno à elite nacional ao voltar para a Superliga depois de 13 anos. Na última temporada, a equipe comandada por Alexandre Ferrante se classificou para a principal competição do país após passar pela Superliga C e ser vice-campeã da Superliga B.
Agora com o elenco renovado – apenas Jéssica, Angélica e Nandyala permaneceram – o Flamengo busca se manter entre as melhores equipes do Brasil, alcançar os playoffs da Superliga e conquistar o Estadual.
O elenco rubro-negro tem as seguintes jogadoras:
Levantadora: Francine (2) e Vicky Mayer (6)
Meio: Roberta (1), Fernanda Ísis (12) e Nandyala (13);
Ponta: Angélica (4), Malu (7), Valéria Papa (9), Bia Flávio (10), Natália (11), Jéssica (15) e Carla (20);
Líbero: Gabi Dutra (3) e Teny (17).
Em seu discurso na apresentação da equipe, Alexandre afirmou ser um felizardo por estar presente neste momento do clube e garantiu que os princípios e valores do Flamengo continuarão sendo impostos a cada dia. Confira abaixo uma parte do discurso:
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) October 30, 2019
Na última segunda-feira (28), o Mais Querido virou de forma épica pra cima do Fluminense, nas Laranjeiras, e venceu a partida por 3 sets a 2 (22 x 25/21 x 25/25 x 23/26 x 24/15 x 13). Agora, o Flamengo soma duas vitórias em dois jogos no Carioca.
A próxima partida do FlaVôlei será nesta quinta-feira (31), às 20h, no ginásio Hélio Maurício, na Gávea. As meninas enfrentam o Sesc-RJ, na última rodada da primeira fase do Campeonato Estadual, valendo vaga na final.
Final da Libertadores está confirmada para Santiago, no Chile
Após os boatos de que a final em Santiago poderia ser cancelada pela falta de segurança, a Conmebol comunicou que a decisão da Libertadores segue em jogo único no Chile, sem a realização de partidas ida e volta.
Confira o tweet da entidade
La audiencia con el presidente de la República de Chile y autoridades se enmarca en los preparativos para la realización de la final única de la CONMEBOL @Libertadores, tal como se ha venido haciendo hasta ahora.
O presidente da Conmebol, Sebastián Moreno, se pronunciou sobre o caso.
“A Conmebol está sendo informada do que se passa no Chile. O presidente Alejandro Dominguez ratificou que Santiago vai receber a final e é muito importante que se realize esse jogo. Mas temos que levar em conta a realidade nacional. Há um compromisso de que se jogue a final no Chile. Mas tem que ser realista. Todos esperamos a normalização. Mas insisto: há uma realidade nacional que é mais importante que o futebol nesse momento”.
O vice presidente de futebol Marcos Braz, publicou em suas redes sociais a seguinte frase: “Será onde está marcado”.
Quando os assuntos de que a final poderia ser realizada em dois jogos estava entre os mais comentados nas redes sociais, o Mundo Bola fez uma enquete em seu perfil no Twitter perguntado ao rubro-negro qual seria a melhor opção em sua opinião. Jogar uma partida no Chile ou dois jogos, sendo uma no Monumental e outra no Maracanã.
57% do público votou em ida e volta, contra 43% de quem prefere final única. A enquete durou cerca de 3 horas.
Você rubro-negro, prefere uma final única no Chile ou ida e volta? #EnqueteMundo Bola
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) October 29, 2019
As vendas para sócios do clube irá se iniciar nesta quarta-feira (30). 12.500 lugares estarão disponíveis para os rubro-negros. A torcida do River Plate já esgotou sua parte em Santiago.
O Flamengo informou como funcionará todo o processo de compra dos ingressos. Confira.
É DECISÃO! Quer saber todas as informações sobre venda de ingressos para a final da Conmebol Libertadores entre Flamengo x River Plate, em Santiago, no dia 23 de novembro? Confira em https://t.co/g02ybYnDGF
O goleiro Diego Alves foi um dos convidados do programa “Bem, Amigos”, do Sportv, na segunda-feira (28), e falou sobre os bastidores que o trouxeram ao Flamengo. Em um primeiro momento o jogador ressaltou sua vontade de vestir o manto.
“Eu que briguei com o Valência para vir ao Flamengo. Estou no lugar onde quero estar e demonstrar o goleiro que eu sou”, afirmou Alves.
O apresentador Galvão Bueno pediu para que o atleta explicasse como aconteceram os trâmites de sua contratação e Alves detalhou os bastidores de sua ida ao Flamengo.
“Eu mesmo peguei o telefone, liguei para o Rodrigo Caetano (ex-diretor executivo), na época. Porque tinham saído várias notícias em respeito ao Flamengo e o meu nome falando de um possível acerto, que não era verdade, mas eu ligando para o Rodrigo, a partir daí começou e negociação com o Flamengo. Que jogador não quer ter o gostinho de vestir a camisa do Flamengo? É o sonho de qualquer jogador por tudo que envolve. Eu não pensei duas vezes. Conversei com a minha família e falei: vamos, que vai dar certo. Negociei eu mesmo o contrato com o Flamengo e estou aqui hoje.”