Autor: diogo.almeida1979

  • Dia da Consciência Negra: a importância da inserção dos jogadores negros no Flamengo para a construção da Nação Rubro-Negra

    Como a abertura para jogadores negros fez do restrito, branco e elitista Flamengo o miscigenado e imenso Mais Querido do Brasil 

    Rio de Janeiro, final da década de 20. O Flamengo é mais um clube poliesportivo dentro os inúmeros existentes na então capital do Brasil. Já tinha seu destaque ao conquistar taças e vitórias marcantes no popular remo e no pungente futebol. Mas sua futura grande marca, a Nação Rubro-Negra, ainda não existia. Mas isso estava prestes a mudar. 

    Assim como a maioria das agremiações da Zona Sul carioca, o clube (que ainda não atendia na atual sede da Gávea) era restrito apenas a brancos. Há registros de mulatos atuando pelo Flamengo, como é o caso do maior artilheiro da era amadora do Rubro-Negro: Claudionor Gonçalves da Silva, o Nonô. Um atacante estilo Adriano Imperador, que balançou as redes nada menos que 121 vezes em 146 jogos, entre 1921 e 1930.

    Outro que não era branco que atuou com o Manto foi a lenda Friedenreich, o maior jogador brasileiro da era amadora, que jogava pelo Ypiranga (SP), mas foi emprestado ao Flamengo para o amistoso contra o Sportivo Barracas, da Argetina, em 1917. Porém foram casos isolados, que não apagam a proibição de negros atuarem pelo clube. 

    Foi então que o Flamengo embarcou com seu elenco reforçado pelos negros Jarbas, do então Carioca Futebol Clube (atual Carioca Esporte Clube); Roberto, da Liga de Niterói; Gradim, do Bonsucesso; e Ladislau da Guia (irmão do Domingos da Guia), do Bangu. 

    Como mostra a afirmação do goleiro Rubro-Negro da época, Fernandinho, no contexto daquele tempo podia-se fazer a diferenciação entre negros e mulatos: “Muita gente pensava que foi o Nonô (o primeiro negro a atuar pelo Flamengo), só que ele era mulato. Negro de verdade era o Jarbas, um atacante muito veloz”, comentou o ex-atleta para o livro “100 anos de bola, raça e paixão: A história do futebol do Flamengo”, de Arturo Vaz, Celso Junior e Paschoal Ambrósio Filho.

    Nonô. Foto: Reprodução

    Tudo começou a mudar quando o Flamengo fez uma excursão para o Uruguai, em abril de 1933, a primeira internacional do time da Gávea. Era cada vez mais comum as excursões internacionais. E os clubes pediam jogadores emprestados de outras equipes para se reforçarem evitando vexames além da fronteira.

    Foi então que o Flamengo embarcou com seu elenco reforçado pelos negros Jarbas, do então Carioca Futebol Clube (atual Carioca Esporte Clube); Roberto, da Liga de Niterói; Gradim, do Bonsucesso; e Ladislau da Guia (irmão do Domingos da Guia), do Bangu. 

    A iniciativa de seguir ao Uruguai com jogadores negros partiu do presidente Bastos Padilha, que já planejava abrir o clube para negros e usou a excursão como uma semente dessa ação. Então, a terra de Arrascaeta foi palco de dois momentos históricos do Flamengo: a primeira vez que teve três ou até quatro jogadores negros em campo e a primeira vitória no exterior, com o 3 x 2 sobre o Peñarol. 

    No retorno ao Brasil, o clube da Gávea tenta contratar jogadores que estavam apenas emprestados para a viagem, conseguindo a permanência Jarbas e Roberto. 

    Profissionalização 

    Em junho de 33 acontece uma das maiores tomadas de decisão da história do Flamengo, que é a profissionalização do seu futebol. O clube abandona o Campeonato Carioca organizado pela Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), uma liga amadora reconhecida pela CBD e pela FIFA, e ingressa no Campeonato Carioca organizado pela Liga Carioca de Futebol (LCF), onde estavam os principais times do Rio de Janeiro: Fluminense, Vasco, América, Bonsucesso e Bangu, todos profissionalizados. 

    Jarbas, a Flecha Negra: Foto: Reprodução

    Então, no dia 10 de julho de 1933, num Fla-Flu, o Flamengo entra em campo com seus reforços Jarbas e Roberto e faz sua primeira partida oficial com jogadores negros. A disputa terminou em 3 x 1 para o Rubro-Negro. 

    Nos próximos dois anos outras contratações de negros aconteceram, poucas fizeram tanto sucesso quanto Jarbas, o Flecha Negra, o qual se tornou o sexto maior goleador da história do Flamengo com 154 gols em 380 jogos.

    O reinado solitário de Jarbas terminou onde começa o reinado do Flamengo nas arquibancadas. Em 1936 o mesmo presidente Bastos Padilha põe em prática um plano para a massificação do clube da Gávea. Para isso ele contrata nada menos que três astros da seleção brasileira: Domingos da Guia, Leonidas da Silva, o Diamante Negro, e Fausto, o Maravilha Negra. 

    Em junho de 33 acontece uma das maiores tomadas de decisão da história do Flamengo, que é a profissionalização do seu futebol.

    Bastos Padilha estava obcecado em fazer do Flamengo o time mais amado do Brasil. Era importante introduzir a miscigenação. A sociedade estava mudando e o clube já tinha o maior apelo popular no Rio de Janeiro.

    Domingos da Silva e Leônidas da Silva. Foto: Reprodução.

    As contratações de astros negros fizeram parte da luta de Padilha contra um Flamengo elitista somado a uma visão de grandeza que passava pela geração de ainda mais identificação com a população. Um exemplo desse diálogo entre o clube e sua torcida é a interação através de concursos para escolha de slogans sobre o clube.

    De norte a sul do Brasil ecoava a frase de Mário Filho, “o Flamengo se deixa amar” e assim tornou-se o time do povo, do negro, do mestiço, do mulato.

    O Mais Querido do Brasil. 

    Assim surgiu a Nação Rubro-Negra, junto com a sua consciência negra.

    Com consultoria do jornalista e historiador Emmanuel do Valle.

  • Tarcísio vai pra Lima: capítulos de uma peregrinação rubro-negra

    O diário de um torcedor que leva na bagagem muito mais do que apenas a vontade de estar ao lado do seu clube em uma final de Libertadores

    Por Raphael Costa e Diogo Almeida.

    Após 38 anos de espera, o Flamengo volta a decidir uma Copa Libertadores da América. O jogo acontecerá neste sábado, dia 23 de novembro, às 17h no horário de Brasília, no estádio Monumental U, em Lima.

    Milhares de rubro-negros estarão na capital peruana. Eles chegarão por todos os meios possíveis. Santiago era o destino inicial da primeira edição decidida em jogo único. Com a explosão de protestos populares contra o governo chileno, a Conmebol se viu obrigada a levar o jogo para outra cidade. 

    A mudança no local do jogo dificultou a vida de muitos torcedores que organizaram suas logísticas com boa antecedência. Muitos tiveram consideráveis perdas financeiras com a troca. Entretanto, ver o Mengão na final da Libertadores in loco é levar a sério o lema “onde estiver estarei”. Nada vai demover o esforço dessa gente de apoiar Fuderoso em sua partida internacional mais importante após aquela vitória contra o Cobreloa no mesmo 23 de novembro, há 38 anos.

    Tarcísio Torres é um estudante de Design de 25 anos que mora no Rio de Janeiro. Do seu avô, ex-conselheiro do Flamengo na Era Zico, herdou o nome Tarcísio, o amor pelo Flamengo e uma faixa de campeão mundial confeccionada pelo clube e ofertada apenas para seus conselheiros após o 3×0 no Liverpool. O nome, o amor, a faixa. 38 anos depois. Ele precisa ir a Lima.

    E ainda há sua própria trajetória como torcedor. Sua história de amargar torcer para tantos e tantos times do Flamengo ruins ao longo deste século. Ver esse Flamengo de certa forma é homenagear sua lealdade nos anos difíceis. Seria uma injustiça com ele mesmo não ver esse time ser bicampeão. 

    Sua viagem para Santiago estava planejada junto a uma operadora de turismo. A mudança do local forçou o cancelamento do pacote comprado após as quartas de final, quando o Flamengo despachou o Internacional. Ficou sem grana para a passagem e a hospedagem em Lima. Mas ele ainda tinha fé em uma possibilidade. 

    A ação da Buser. A Buser é uma empresa que tem o mesmo modelo de negócios da Uber. Mas o foco são as viagens longas de ônibus. Há alguns meses fechou uma parceria com o Flamengo e mais recentemente estampa sua marca no uniforme do finalista. A oportunidade de ativação do patrocínio era óbvia demais para passar batida. 

    A Buser então organizou excursões para levar os torcedores que foram pegos de surpresa com a alteração do local. E Tarcísio foi um dos que conseguiu comprar o pacote. Com sua poltrona garantida, o torcedor já está a caminho de sua Meca. 

    Com o apoio incondicional de Dona Andréa (tricolor, diga-se de passagem), nosso viajante percorrerá os cinco dias de viagem para chegar ao palco da grande decisão. Ao longo desse caminho ele estará em contato direto conosco, contando curiosidades e causos do percurso e as reminiscências e expectativas de alguém que está a cada segundo mais longe de casa e mais perto do Flamengo.

    O passageiro clandestino

    O primeiro dia da viagem transcorreu sem maiores incidentes no começo, até que um passageiro clandestino foi descoberto na primeira parada, cinco horas depois da caravana partir do Rio de Janeiro. O torcedor tinha ingresso mas não estava na lista do ônibus.

    Aproveitando-se da grande comoção no embarque, que contou com diversos veículos de imprensa cobrindo a aventura e com a tradicional festa e empolgação da torcida do Flamengo, Matuê, nome ou apelido do nosso penetra, conseguiu embarcar. Mas foi pego na verificação realizada pela empresa após a parada.

    Houve uma mobilização dos outros torcedores para deixar o passageiro seguir viagem. A burocracia venceu a poesia. A Buser alegou regras de segurança e o obstinado Matuê fracassou nessa. 

    Como não poderia deixar de ser, o assunto no ônibus é Flamengo

    Flamengo é o principal assunto discutido no ônibus. Os viajantes secaram e comemoraram o empate do Vasco com o Goiás.

    tarcisio ônibus

    De seu lugar no coletivo, Tarcísio observa o dia escurecendo. Percebe no horizonte alguns raios avermelhados indolentemente caindo sobre a paisagem ensombrecida. O céu veste rubro-negro antes de se recolher na penumbra total. Findou-se a segunda-feira de Tarcísio. O primeiro dia rumo a Lima. 

    (Continua…)

  • #Faltam3Dias: com “AeroFla”, Mengo viaja nesta quarta para Lima; confira todos os detalhes que cercam a final

    Faltam apenas três dias para o jogo mais importante da atual geração de rubro-negros

    Está chegando a hora. O sábado mais importante dos últimos 38 anos se aproxima, e com ele vem a final da Libertadores entre Flamengo x River Plate, no Monumental de Lima no Peru.

    Antes de chegar no momento da bola rolar às 17h no dia 23, uma grande programação foi montada pelo Flamengo.

    QUARTA-FEIRA, DIA 20

    O último treino tático antes da final, no CT Ninho do Urubu. Jesus antecipou os trabalhos por considerar que em Lima não terá privacidade o suficiente para trabalhar.

    Mobilização da torcida. Organizadas rubro-negras prometem apoio na porta do CT, na saída do ônibus dos jogadores em direção ao aeroporto, no início da tarde.

    No Aeroporto do Galeão, o chamado “maior AeroFla da história” está sendo preparado. Pontos de concentração espalhados pela cidade vão acontecer a partir das 10h. Por questões de segurança, o embarque será feito pelo terminal de cargas, e não de passageiros.

    A delegação embarcará pela pista em voo fretado que está previsto para decolar às 15h30, e não acaba por aí. Outro voo pago pelo clube levará toda a diretoria.

    O Fla deve desembarcar em solo peruano às 21h no horário local, e terá uma zona mista de entrevistas com os jogadores.

    QUINTA-FEIRA, DIA 21

    Treino às 10h no centro de treinamento da Federação Peruana, o Villa Deportiva Nacional, onde a seleção do Peru costuma trabalhar.

    SEXTA-FEIRA, DIA 22

    Além do treinamento na mesmo hora e local do dia anterior, a sexta também reserva aos atletas uma emoção especial. Familiares e amigos dos jogadores irão desembarcar no Peru, em voo fretado que foi pago pelo próprio elenco.

    Haverá ainda um trabalho de reconhecimento às 17h30, no Estádio Monumental de Lima, palco da decisão, e coletiva de Jorge Jesus e Everton Ribeiro.

    SÁBADO, DIA 23

    O Flamengo enfrenta o River Plate às 15h (horário local) e 17h (de Brasília). Com o título ou não nas mãos, a programação prevê o retorno da delegação ainda na madrugada de domingo, com chegada prevista para o Galeão às 9h25.

    No domingo, o clube ainda pode ser campeão Brasileiro pela sétima vez em sua história, mesmo sem jogar. Para isto, basta o Palmeiras não vencer o Grêmio no Allianz. O empate já serve para o rubro-negro.

  • #Faltam4Dias: Flamengo pode ser campeão internacional pela quinta vez no sábado

    Faltam apenas quatro dias para o jogo mais importante da atual geração

    Neste sábado (23) às 17h, o Flamengo enfrenta o River Plate no Peru pela final da Libertadores. Em jogo está o bicampeonato da maior competição do continente ao rubro-negro, e também a possibilidade da quinta taça internacional da equipe carioca.

    O Fla já venceu as extintas Mercosul em 1999 e Ouro Sul-Americana em 1996. Além das grandes conquistas de 1981: Libertadores e Mundial.

    Caso seja campeão, o Flamengo se aproximaria do Top 5 dos clubes brasileiros com mais títulos fora do país.

    Confira o ranking

    1 – São Paulo: 12 títulos

    2 – Santos: 8 títulos

    3 – Internacional: 7 títulos

    3 – Cruzeiro: 7 títulos

    5 – Grêmio: 6 títulos

    6 – Flamengo: 4 títulos

    6 – Corinthians: 4 títulos

    6 – Vasco: 4 títulos

    6 – Atlético-MG: 4 títulos

  • Flamengo pode estabelecer seu maior período de invencibilidade do século na final da Libertadores

    O Flamengo de Jorge Jesus se tornou um time acostumado com vitórias e assim sendo vem quebrando recordes e tabus em 2019. 

    No último domingo (17), o duelo contra o Grêmio terminou 1 a 0 para o Rubro-Negro com Gabigol balançando as redes. O resultado significou o triunfo que não acontecia em Porto Alegre há 25 anos e também a primeira vitória do Flamengo na Arena Grêmio.

    Além disso, a equipe chegou ao 25º jogo seguido de invencibilidade, igualando sua melhor marca do século. Em 2011, com Luxemburgo no comando e Ronaldinho e Thiago Neves em campo, o Mais Querido também ficou 25 partidas sem perder. 

    A sequência na atual temporada resume os bons resultados na caminhada pelos títulos do Brasileirão e Libertadores. Já são 21 rodadas sem perder no Brasileiro, mais um recorde batido que antes era de Zico e sua geração. Em 1980, foram 17 jogos invictos e a primeira taça nacional veio para a Gávea.  

    Na competição continental, os duelos contra o Internacional (quartas de final) e Grêmio (semifinal), ajudaram a aumentar essa conta. Afinal, foram dois empates e duas vitórias nesses confrontos. 

    Portanto, a final da Libertadores pode ser mais uma partida de invencibilidade e que quebrará o recorde de 2011. Contra o River Plate, o Flamengo pode então ser bicampeão após 38 anos e estabelecer seu maior período de invencibilidade neste século

    O Rubro-Negro enfrenta os argentinos neste sábado (23), em Lima, no Peru. A final tem horário marcado para começar às 17h (de Brasília).

  • #Faltam5Dias: árbitro da final, Roberto Tobar já apitou dois jogos do Flamengo na Libertadores

    Faltam 5 dias para o jogo mais importante da atual geração de torcedores

    A conta regressiva para a final da Libertadores continua. Faltam apenas 5 dias para o jogo mais importante da história do Flamengo nos últimos 38 anos, e o árbitro chileno Roberto Tobar foi o escolhido pela Conmebol para apitar o confronto contra o River Plate, em Lima no Peru.

    Tobar já foi o árbitro principal em dois jogos do rubro-negro nesta edição da Libertadores. E nas vezes que o chileno esteve trabalhando em partidas do Fla, os cariocas comemoraram após os 90 minutos.

    PEÑAROL 0 X 0 FLAMENGO

    Na última rodada da fase de grupos, Tobar foi o árbitro de Peñarol e Flamengo. Bastava o empate no Uruguai para o rubro-negro se classificar, e ele veio. Porém, a nota negativa fica pela polêmica expulsão do lateral-direito Pará, atualmente no Santos.

    Na época, Roberto Tobar aplicou um segundo cartão amarelo no jogador, após uma falta na lateral de ataque do Peñarol. O lance gerou muita revolta por parte de jogadores e comissão técnica do Flamengo. O rubro-negro ficou quase 20 minutos com um jogador a menos, mas segurou a pressão e se classificou.

    FLAMENGO 2 X 0 INTERNACIONAL

    Em sua outra partida, sem muitas polêmicas. Tobar fez uma boa arbitragem na partida de ida das quartas de final da Libertadores. O rubro-negro venceu o Internacional por 2 a 0, com dois gols de Bruno Henrique no Maracanã.

    Os colorados reclamaram de um toque de mão de Rafinha dentro da área. Após revisão do VAR, Tobar viu “braço encolhido” do atleta do Flamengo e deu apenas escanteio para a equipe gaúcha.

    Roberto Tobar também foi o árbitro da decisão da Copa América, entre Brasil e Peru.

    A bola rola para a final neste sábado (23), às 17h, no Estádio Monumental Universitário de Lima, no Peru.

  • #EnqueteMundo Bola: Arrascaeta é eleito o craque do jogo na vitória contra o Grêmio

    Meia uruguaio faz grande partida antes da final da Libertadores

    Buscando ganhar ritmo de jogo, Arrascaeta foi escalado de titular por Jorge Jesus na partida deste domingo contra o Grêmio. A idéia era utilizar o uruguaio apenas por 45 minutos, mas seu alto rendimento fez o português deixar o atleta o jogo inteiro, na vitória por 1 a 0.

    A boa performace fez a torcida o eleger o craque da partida, na enquete em que o Mundo Bola promoveu em seu Twitter. Arrascaeta ficou com 79% dos votos, seguido por Diego Alves com 11%, Rodinei com 6% e Gabigol com 4%.

    Na próxima rodada, o Flamengo enfrenta o Ceará no Maracanã. Caso o Palmeiras não vença o Grêmio, o rubro-negro já será declarado campeão antes do duelo contra os cearenses. Se o clube paulista vencer, um simples triunfo contra o Ceará, dá o heptacampeonato ao Fla.

  • “Garoto do Ninho”, Lázaro faz o gol do título e dá o Tetra Mundial ao sub-17 do Brasil

    Promessa rubro-negra foi fundamental para o título da Seleção Brasileira

    O Brasil é Tetracampeão do Mundo na categoria sub-17. Após vencer o México de virada por 2 a 1, em Brasília, a seleção aumentou para quatro sua coleção de títulos: 1997, 1999, 2003 e 2019. E um jovem do Flamengo foi importantíssimo para o título.

    O atacante Lázaro fez o gol do título nos acréscimos da decisão, e já na semi aos 43 minutos do segundo tempo, o “Garoto do Ninho” marcou o terceiro gol contra a França, que confirmava a vaga para a grande final.

    De 17 anos, a promessa está no radar da comissão técnica principal do clube, e pode integrar a equipe que jogue o Campeonato Carioca da próxima temporada.

  • Notas e atuações de Grêmio 0x1 Flamengo

    Veja as notas e análises das atuações da imensa vitória do Flamengo contra o Grêmio, pela 33ª rodada do Brasileirão

    Confira as notas das atuações desse Flamengo 0 x 1 Grêmio, feitas pelos membros do grupo de Whatsapp do Mundo Bola Pensar Flamengo.


    Notas dos jogadores e técnico

    Diego Alves: Como descrever essa parede que se estabeleceu no gol do Flamengo e que não deixa passar nada? Diego Alves fez uma excelente partida, sempre comparecendo quando solicitado e administrando bem o tempo com a bola, esfriando o jogo quando necessário. No segundo tempo foi muito necessário, devido a expulsão do Gabriel o time ficou mais recuado e com mais pressão do Grêmio, mas nada passou pelo nosso MURO (Deus me livre “muralha” ?). Nota: 10,0.

    Millena Dourado – Twitter: @millefalcon

    Rodinei: Muitos ao verem a sua escalação colocaram as mãos na cabeça e começaram a rezar. Eu fui um deles, não nego, tenho certeza que Jesus ouviu nossas preces, e nos ajudou em campo, rs.

    No jogo, muitos creditarão uma péssima partida ao Rodinei. Entretanto, cabe analisar que a cobertura do Lucas Silva foi muitas vezes inexistente, tanto que no segundo tempo Reinier o ajudou ali, pois era o foco das jogadas do Grêmio, que no primeiro tempo muitas vezes tinha alguém livre lá recebendo e o Cebolinha como opção. Rodinei foi bem, aí você me diz: “Ahh mas o Cebolinha conseguiu uma jogada ou outra”. Temos que entender que Cebolinha é um dos grandes jogadores brasileiros que vai ganhar um ou outro embate com seu marcador – por isso é importante ter uma boa cobertura. Nesse contexto, Rodinei fez uma grande partida defensiva e pouco subiu ao ataque; uma clara intervenção divina realizada pelo ser que comanda o time ao lado do campo. Nota: 7,5.

    Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian

    Thuler: Partida corretíssima do cria. Marcou, antecipou os adversários, foi preciso na cobertura em jogadas do pequeno cebola, e principalmente, ganhou a maior parte dos duelos aéreos. Jogão do garoto. Nota: 8,0.
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    Rodrigo Caio: Entrou no meio da fogueira e deu conta do recado. Muito bem, como de costume, no festival de bolas alçadas na área pelo time gaúcho. Nota: 7,0.

    Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_

    Rhodolfo: Boa partida do zagueiro, foi seguro na bola alta, e no combate direto aos atacantes adversários. Ajudou na saída de bola e deu apoio aos volantes, fez uma partida correta, se não fosse as seguidas contusões teria jogado mais e participado mais da campanha. Nota: 7,0.

    Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Renê: Burocrático como de costume, sua a camisa, deixa a alma do meio para trás. Do meio para frente e só um jogador bem comum. Mesmo assim, tomou algumas bolas nas costas. Nota: 6,5.

    Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco

    Piris da Motta: Enquanto o Flamengo esteve inteiro em campo, dominando o jogo, Piris estava de mal a pior. Errou passes na saída de bola, algumas vezes se esqueceu de ir se posicionar entre os zagueiros quando o Rubro-Negro ia começar as jogadas. No segundo tempo, quando o Flamengo ficou com menos um e estacionou o ônibus na grande área, Piris funcionou bem como rebatedor dos inúmeros chuveirinhos feitos pelo Grêmio. Mais uma atuação abaixo do que o Flamengo precisa para um volante. Nota: 4,0.

    Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

    Diego: Voltando ao time titular pela primeira vez desde a lesão, se movimentou bem no primeiro tempo, deu bons passes, segurou bem a bola e estava atento na marcação e chama atenção dos companheiros em campo. No segundo tempo manteve o mesmo estilo e segurou mais a bola. Cansou na reta final sentindo a falta de ritmo. Nota: 7,0.
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    Vinícius: Entrou bem. Fez o que Jesus pediu: intenso na marcação e ajudou muito. Nota: 6,0.

    Por Sérgio Ribeiro Twitter: @sergioribeiro04

    Arrascaeta: Se Arrascaeta jogar contra o River o que jogou hoje já podem entregar a taça. O uruguaio desfilou em campo toda sua técnica, clareando seguidos lances que pareciam sem solução. O primeiro toque dele na bola foi um lançamento de 30 m, de trivela, que deixou Lucas Silva na cara do gol. Foi a peça que manteve o Flamengo como melhor em campo no primeiro tempo, dominando o meio campo. No segundo tempo foram visíveis as inúmeras vezes que procurou alguém para lançar em contra-ataque, mas inexplicavelmente ninguém se apresentou. Durante os 45 minutos complementares foi um maestro sem orquestra. Não teve espetáculo mas o ganhamos os três pontos. Nota: 8,5.

    Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

    Lucas Silva: Apesar de não parecer, esteve em campo ao longo do primeiro tempo e início do segundo. E só. Nota: 3,0.
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    Everton Ribeiro: Quando estava começando a ajustar a transição entre o meio e o ataque o time perdeu um jogador, fato que mudou completamente a sua disposição no campo. Precisou se concentrar em desfazer ao invés de criar jogadas. Nota: 7,0.

    Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_

    Reinier: Não fez uma partida brilhante, mas correu bastante e ajudou muito o time a fechar os espaços. Quando o time ficou com um a menos, esteve bem presente na marcação e tentando puxar algum contra-ataque. Nota: 6,0.

    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

    Gabigol: Até o momento da expulsão era o melhor em campo na Arena. Movimentou-se muito bem e criou algumas chances de gol. Na cobrança de pênalti, foi muito frio como sempre e fez o gol da vitória rubro-negra. Mas é inaceitável que um jogador tão importante para o time seja expulso da maneira que foi. Fora de casa, o time vencendo um jogo dificílimo, não pode deixar o time na mão como fez hoje. A provocação à torcida do Grêmio lembrando os cinco gols da semifinal da liberta ajudou para uma avaliação mais positiva. Nota: 7,0.

    Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque

    Jorge Jesus: Nosso Jesus quando chegou ao Flamengo disse que não veio para ser salvador. Mas a cada jogo que passa nos mostra que a salvação está cada vez mais palpável. Com o Mister não existe time reserva, existe o Flamengo em toda sua força e vontade. Mesmo com apenas três jogadores do time principal, o Flamengo faz um primeiro tempo impecável, mostrando o valor e a importância de um bom treinamento. Suas mudanças são sempre bem pensadas de acordo com a necessidade do jogo. Jesus não erra, por mais que nós, meros mortais, possamos discordar, achar descabida a decisão. Cada dia mais perto do objetivo principal dele e com alegria no coração, a torcida continua a entoar “Ole Ole Ole, Mister Mister”. Nota: 10,0.

    Millena Dourado – Twitter: @millefalcon

  • Com vitória sobre o Grêmio em Porto Alegre, Flamengo quebra um tabu de mais de 25 anos

    Em um dos jogos mais difíceis da temporada, o Flamengo venceu o Grêmio, em Porto Alegre por 1 a 0 e quebrou um tabu de mais de 25 anos. 

    O gol solitário da partida foi anotado por Gabigol, repetindo o resultado de 1994, quando o Rubro-Negro foi ao antigo Olímpico e bateu o Tricolor Gaúcho com o tento de Nélio.   

    Desde então, o Flamengo não venceu mais o Grêmio no Rio Grande do Sul pelo Campeonato Brasileiro. Além da quebra do tabu, o Mais Querido ainda chegou à marca de 81 pontos, igualando o recorde de pontuação do atual formato do Brasileirão – empatou com o Corinthians de 2015 – ainda restando quatro partidas para o término da competição.

    A próxima partida do Flamengo será a mais importante nos últimos 38 anos: a grande final da Libertadores da América, no próximo sábado, dia 23.  

    Já pelo Campeonato Brasileiro, o Mengão recebe o Ceará, no Maracanã, dia 27, uma simples vitória encaminha o título. Caso o Palmeiras não consiga vencer o Grêmio no fim de semana em que o Flamengo estará na final da Copa Libertadores, o Mengão será campeão sem entrar em campo.