Autor: diogo.almeida1979

  • Rafinha fala da carreira, revela conversa com Tite, compara Jesus e Guardiola e confessa a Zico “sem demagogia” que não esperava encontrar o que encontrou no Flamengo

    Em entrevista para o maior ídolo da torcida rubro-negra o lateral falou sobre a carreira na Alemanha, Seleção e enalteceu a estrutura do Fla

    O Canal Zico 10 recebeu um supercampeão do futebol que há apenas três meses veste a camisa do clube mais popular do mundo. De fato, a percepção é que Rafinha já é jogador do Flamengo desde muitas temporadas. A identificação imediata passa por muitos fatores abordados de forma descontraídas pelo galo, no quadro “De Papo”.

    Veja o vídeo na íntegra neste link ou aqui mesmo no final desta matéria. Abaixo, os principais trechos do encontro do nosso campeão brasileiro e da Libertadores.

    Chamado de Zico foi “gota d’água” para a chegada ao Fla

    Zico lembrou de uma matéria do Esporte Interativo com
    Rafinha ainda sob contrato com o gigante alemão Bayern de Munique onde ele
    gravou um vídeo convocando o jogador para atuar pelo Mais Querido. Rafinha
    brincou com a situação: “Aquele vídeo lá foi a gota d´’agua. Valeu! Zico falou
    agora não tem como correr não! ”.

    Expectativas no Flamengo

    Com condições de continuar na Europa, com propostas de
    outros clubes e até mesmo de uma renovação com os Bávaros, o lateral-direito optou por voltar para o Brasil e atuar
    no seu clube de coração.

    “Pois é, Zico. Vou ser bem sincero. Eu não esperava encontrar o que eu encontrei aqui. O pessoal fala. Eu não acompanhava, nunca tinha ido ao Flamengo. Nas reuniões que a gente tratava da transferência o pessoal mostrava como estava o CT, os campos, a organização, a estrutura. O Flamengo hoje, com a estrutura que a gente tem para trabalhar, não fica atrás de nenhum. Eu falo sem puxar o saco, sem demagogia nenhuma por que é a verdade. Eu convivi por 15 anos na Alemanha. Sei como é no Bayern e no Schalke 04 também. Tá de parabéns mesmo. Tá show”.

    Início no Coritiba

    Comecei em 1991. Jogava futebol de salão no Grêmio de Londrina. Futsal tem muita força na minha cidade natal. Me ajudou muito. Em 1996 eu fui também para o campo. Um treinador do Iate, nosso rival, me levou PSTC (http://globoesporte.globo.com/pr/noticia/2015/06/formador-de-jogadores-da-selecao-pstc-chega-serie-do-paranaense.html), um time que revelou muitos jogadores, como Kleberson, Dagoberto, Jadson e Fernandinho. Em 2001 um amigo me indicou para um jogador do Coritiba, o Willians. Fiz os testes, fui aprovado e depois de um mês já estava concentrado. O começo é sempre difícil. Seis meses depois de chegar no Coritiba meu pai morreu. Pensei um pouquinho em desistir, eu tinha 16 anos. Fiquei em casa. O pessoal do Coritiba entendeu, me pediu para voltar. Eu voltei e depois disso deu tudo certo. Fui campeão em todas as categorias do Coritiba. Tenho muito carinho pelo Coritiba e vou encerrar minha lá.

    Transferência para a Alemanha

    Fui para o Schalke 04 logo depois do Mundial Sub-20. Não conhecia muito o clube. Depois de um mês o Schalke estreava na Liga dos Campeões contra o Milan. Estava vendo os caras até outro dia na televisão. Só ganhei uma Supercopa. Bateu na trave três vezes no Alemão, dois vices da Copa.

    Chegada ao Bayern

    O Schalke 04 não queria me vender. Eu estava muito bem e seria reforçar um rival. Fazia cinco anos e meio que eu estava lá, o treinador era o Felix Magath. Ele me disse que eu não jogaria em nenhum time alemão. O pessoal fez então um acordo e eu fui para o Gênova já acertado com o Bayern. Mas foi uma forma de não sair direto de um para o outro.

    Guardiola e Jorge Jesus

    É fera. Jesus é mais intenso. Lá o pessoal já conhecia os métodos. Aqui o Mister está implantando tudo novo. Então ele tem que ficar ali 24h cobrando, montando. A intensidade dele aqui é maior do que a do Pepe lá. Mas ele me deu moral. Quando ele chegou eu falei pra ele que queria jogar mais. Depois da pré-temporada ele me disse que ia colocar o Lahn no meio. Eu não acreditei. Com ele foram três anos que eu joguei 120 partidas.

    Seleção Brasileira

    Não vou dizer que é uma frustração porque o que eu tinha que fazer eu fiz: jogar, ficar quietinho, fazer o meu trabalho. Jogador tá num clube grande da Europa, ganhando e jogando, como era o meu caso, então se não estão me convocando não é mais meu problema. O Guardiola até me perguntou se eu tinha algum problema com o pessoal da Seleção. Se colocou para ajudar. “Não é normal, pelo que você está jogando aqui”, ele disse. Eu merecia ter mais sequência.

    Conversa com Tite

    Vou falar em primeira mão para você Zico. Quando o Tite me ligou eu fui até bem claro com ele. O Tite sabe muito bem disso e se ele ver essa reportagem ele vai lembrar. Eu estava na Alemanha e ele me ligou: “Rafinha, acompanhei sua pré-temporada nos EUA e vi que você fez uma pré-temporada maravilhosa. Você arrebentou. É o lateral que eu estou procurando, com suas qualidades”. Aí ele me perguntou sobre um problema que eu tive na Seleção em 2014, quando pedi para ser desconvocado. Não é que eu não quis ir, professor, e expliquei pra ele.

    Na época, o Dunga me convocou porque tinha três laterais machucados. Eu era a quarta opção. Isso não é concorrência, eu não estava concorrendo com ninguém. Estavam me chamando porque não tinha outro. E liguei para o Gilmar (Rinaldi, então diretor): “Olha, Gilmar, vocês não me perguntaram nada. Eu quero dizer que nesse momento a Seleção não é a minha prioridade. Eu não estou participando. Há três anos vocês estão no comando e eu não fui chamado nenhuma vez. Daqui a pouco os laterais vão voltar e vou voltar a não ser convocado. Então deixa eu aqui no Bayern mesmo porque estou fazendo o meu trabalho e estou feliz”.

    Então o Tite disse que queria que eu voltasse. Eu agradeci só pela ligação dele: “Agora você está sabendo da verdade. Agradeço a ligação. Mas eu quero voltar para a Seleção? Sim, quero. Mas quero deixar bem claro que eu quero voltar para ter uma sequência. Se com duas ou três convocações você me falar que eu não encaixo no sistema, acabou, vida que segue. Foi onde ele me convocou uma vez e não me convocou mais.

    Assista a entrevista na íntegra

  • Notas das atuações: Flamengo 4×1 Ceará

    Veja as notas e análises das atuações do inesgotável time do Flamengo na vitória diante do Ceará no Maracanã, pela 35ª rodada do Brasileirão

    A partida contra o Ceará tinha o clima de celebração. E não podia ser diferente. O adversário, comandado pelo técnico Adílson Batista, contou contava com a ressaca e cansaço de um elenco que foi testado em todos os seus limites.

    A vitória por 4×1 diante de um Maracanã com quase 70 mil pessoas – a doce rotina do Mário Filho -, depois de começar perdendo, foi emblemática para mostrar a superioridade técnica, tática e física do Flamengo de Jorge Jesus em 2019.

    Confira as notas das atuações desse Flamengo 0 x 1 Grêmio, feitas pelos membros do grupo de Whatsapp do Mundo Bola Pensar Flamengo.


    Diego Alves: Mais uma partida em que o goleiro não teve participação efetiva devido a pouca presença adversária no ataque. No lance do gol que sofreu não havia o que fazer, foi falha da linha defensiva. De resto assistiu o show de Bruno Henrique de camarote. Nota: 8,0. Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque

    Rodinei: Partida na média do Rodinei, ou seja, ruim. Falhou no gol do adversário ao permitir a passagem do atacante com facilidade. No mais, não conseguiu ser o que o lateral titular é para o time, mas nem de longe. Fica cada vez mais claro a necessidade de se contratar um reserva à altura de Rafinha para 2020, pois este não estará sempre atuando em todos os jogos. Nota: 5,0. Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque

    Rodrigo Caio: Falaram tanto de cheirinho que o nariz do Rodrigo Caio sangra a títulos todo jogo. Hoje nosso zagueiro mostrou o que sabe fazer: se comprometer o jogo inteiro em busca do melhor resultado possível. No gol do Ceará não teve culpa, embora até aquele momento o jogo parecesse estar em modo avião para todos os jogadores do Flamengo. Mesmo ganhando de 4×1 ele parou contra-ataques tomando até um cartão amarelo. Comprovação de sua entrega em campo. Consigo imaginar o tanto que o Salah vai ficar pequeno no bolso dele. Nota: 9,0. Por: Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_

    Rhodolfo: Quando está saudável é um belo zagueiro, consegue quebrar as linhas para avançar e cumpre as funções devidas. Entretanto, se machuca muito e com isso é difícil contar com ele. No jogo, fez uma bela partida mesmo sem ritmo conseguindo passar, girar a bola e quebrar as linhas quando necessário. No fim ainda deu um belo lançamento para o OTO PATAMAR quase marcar mais um. Nota: 8,0. Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian

    Renê: Se na lateral direita o torcedor acertadamente aponta para o abismo entre titular e reserva, eu diria que na esquerda, apesar dos quilômetros de distância, a disparidade é menor. É notório que na marcação, cobertura defensiva e recomposição, Renê vai bem na maioria das vezes. Quando exigido à frente, apesar de bastante esforço, fica nítida a dificuldade de escolher a melhor decisão, principalmente no momento do último passe. Definitivamente a linha de fundo ofensiva não é a região onde se sente mais confortável. Em resumo, observando a concorrência no Brasil acho justo dizer que o lateral é um jogador na média para a sua posição. Nota 6,5. Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_

    Arão: Importantíssimo para o time. Espreme o adversário dentro do seu campo, participa da saída de bola ajudando em praticamente em tudo! Nota: 8,0. Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco

    Diego: Após ter entrado muito bem na final em Lima, fez outro ótimo jogo. Jogando como segundo homem, compôs muito bem o meio mais uma vez. Ajudou na marcação dando qualidade à saída de bola e também na chegada ao ataque. Com Jorge Jesus subiu novamente de produção. Importante para o elenco. Nota – 8,5. Saiu para a entrada de Lincoln aos 7′ |2T.

    Lincoln: Entrou bem, foi importante na ocupação da área adversária e deu bela assistência para o primeiro gol do time. Nota: 6,5. Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Everton Ribeiro: MDV, vocês lembram? Sim, ele veio. Como joga bola o pai do Baby Guto! O time necessita muito dele em campo. Jogador que dá ritmo ao time. A bola adora seu pé, se sente acarinhada e parece escutar que pode ficar aqui, que ali será bem cuidada e tratada. Quando você pensar daqui a alguns anos em um jogador que sabe o que fazer com a bola no pé, que seja driblador mas ao mesmo tempo inteligente, lembre-se daquela época na rede social que se dizia… MEU DEUS, É VERDADE, ELE VEM JOGAR NO MENGÃO!. Nota: 8,0. Por Sérgio Ribeiro Twitter: @sergioribeiro04

    Arrascaeta: Arrasca veio como: envolvente, ao som de “o Flamengo não é time, é seleção”. Bebendo umas biritas, tocando a bola, se soltando um pouco mais em cima do trio, metendo uma bola na trave, dançando sensual deixando uma galera molhada (não disse onde), deixando o Vitinho na cara do gol, postando no Twitter que “se eu não lembro não aconteceu”, e por aí vai. Grande desempenho. Nota: 8,0. Saiu para a entrada de Gerson aos 41′ |2T.

    Gerson: Sabe quando você entra na pelada, depois de muitos pedidos, só para ela não acabar? Foi isso que o Gerson fez hoje. Entrou com a virada já concretizada. Pelo menos mostrou que não esquece a raiz e ao descolorir o cabelo nada de loiro platinado, é loiro muleque envolvente mesmo. Que homem. Nota: 7,0. Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

    Reinier: Começou mal a partida e foi logo substituído ainda no primeiro tempo. Sem nota. Saiu para a entrada de Vitinho aos 36′ |1T.

    Vitinho: Entrou bem e teve seus famosos lampejos de futebol. É impressionante como ele alterna momentos de futebol mediano e lances de craque. Em um desses lances, fez um belo gol. Nota 8,0. Por Miguel Peters – Twitter @miguelpeters

    Bruno Henrique: Quando acho que ele não pode mais me surpreender, ele tira mais um coelho da cartola e tem uma atuação impecável. Craque da partida, craque do campeonato brasileiro, craque da Libertadores e melhor jogador do ano das Américas. Melhor contratação feita pelo Flamengo em 2019. Nota: 10. Por Ivo Junior – Twitter @ivofsjr

    Jorge Jesus: Que Portuga meus amigos, que Portuga! Jesus veio nos mostrar hoje que é imparável, que não está saciado com os títulos e quer também os recordes. À beira do campo não deixa transparecer em nenhum momento que já é o técnico campeão da América e do Brasil. Irritado com a atuação de Reinier, o substituiu ainda no primeiro tempo, algo incomum ao nosso comandante. Não acostumado a perder, consequentemente acostumado a virar placar adversos. Após o intervalo ficou claro o “dedo” de Jesus na melhoria do time e consequentemente na virada. Vida longa a Jesus no Flamengo! Nota: 9,0. Por Caroline Menezes – Twitter @kaka_menezes07

  • Jorge Jesus aposenta colete, analisa o Mundial e despista sobre o futuro: “Tudo pode acontecer”

    Ressaca que nada! Mesmo após um fim de semana de muita comemoração, o Flamengo voltou a campo nessa quarta-feira (27) e fez mais uma vítima pelo Brasileirão. No Maracanã, o rubro-negro goleou o Ceará, de virada, por 4 a 1. Thiago Galhardo abriu o placar para os visitantes, mas Bruno Henrique, em mais uma noite inspirada, conseguiu um hat-trick. Vitinho selou a goleada.

    Na coletiva após o jogo e o recebimento da taça de campeão brasileiro, Jorge Jesus tratou de diversos temas. Os que dominaram foram o futuro do português e o Mundial de Clubes. Com contrato com o Flamengo até meados de 2020, o treinador vem recebendo propostas da Europa, porém afirmou estar focado na reta final de temporada e que depois disso “tudo pode acontecer”.

    “Eu sei o meu futuro até maio, que é quando tenho contrato com o Flamengo. Depois disso tudo pode acontecer. Sobre as propostas: as coisas precisam ser muito bem estudadas. O que eu garanto é que nada vai tirar meu foco do Flamengo. Depois eu vejo o que faço da minha vida. O meu foco é o Flamengo. Tudo o que não envolve o Flamengo, não chega pra mim. China, Europa… eu não dou abertura a ninguém. Enquanto não acabar o Mundial, não vou falar com ninguém. Nem com o Flamengo. Já disse isso ao presidente”, afirmou Jorge Jesus.

    ANÁLISE DO MUNDIAL DE CLUBES

    “Não chegar à final do Mundial não seria uma decepção. Decepção seria não chegar lá. Vamos jogar contra o Al-Hilal, que vai ganhar seu jogo e possivelmente contra o campeão da Champions. Não há decepção. Quem fala isso não conhece o Al-Hilal. Ele não perde em nada pro Flamengo, só em torcida. Digo porque estive lá antes de vir ao Brasil. Dos três títulos, o Mundial é o mais difícil. Qualquer adversário na final será do nível ou melhor do que o Flamengo”, avaliou.

    A situação curiosa da partida e que já havia chamado atenção contra o River Plate foi sobre a vestimenta do português. Acostumado a comandar a equipe de paletó, Jesus iniciou o jogo com um colete. No entanto, assim como na final da Libertadores, o Flamengo saiu atrás do placar. Supersticioso, o treinador voltou do intervalo com “paletó da sorte”. O colete, por sua vez, foi aposentado.

    “Eu só uso esse colete porque às vezes está calor e os árbitros implicam com minha camisa branca, pois confunde com os jogadores. Eu não ia colocar aquele outro colete feio por cima da minha camisa, por isso fiz um bonito. Mas esse não uso mais”, brincou aos risos.

    Para finalizar a coletiva, Jorge Jesus novamente foi perguntado sobre a inveja que alguns rivais estão do seu sucesso relâmpago no Brasil. No entanto disse que isso é algo normal aqui e em qualquer outro lugar.

    “A inveja é normal do ser-humano. Só mandam pedras às árvores que têm frutos. Isso não tem significado pra mim. O que significa pra mim é essa nação, esse futebol. Vamos caminhar olhando sempre em frente, como diz a música”. finalizou.

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  • Conmebol Libertadores compara assistências de Diego para Adriano contra Argentina com a de Gabigol contra River

    Perfil da competição nas redes sociais relembra jogadas fundamentais do meia para as duas últimas maiores viradas do futebol brasileiro

    A espetacular virada do Flamengo sobre o River Plate em Lima ainda vai render muitas histórias. Nesta quarta-feira, uma ótima lembrança do perfil da Conmebol Libertadores foi a jogada de Diego Ribas para o gol de Adriano na final da Copa América 2004.

    Assim como a primeira final única da Libertadores, a Copa
    América daquele ano também aconteceu no Peru, com a decisão em Lima. O que
    chama a atenção das duas jogadas é a assistência na forma de lançamento para a
    área de Diego nos últimos momentos das duas partidas.

    Tudo levava a crer que a Argentina venceria aquela que era a
    primeira decisão de Copa América entre Brasil e Argentina. No entanto, aos 48
    minutos do segundo tempo, Diego levantou a bola para a área adversária e Adriano
    Imperador conseguiu dominar e, de virada, empatar a partida em 2×2. Um lindo
    gol.

    O resultado levou a partida para a decisão por pênaltis. Julio César, goleiro criado nas categorias de base do Flamengo que chegou a desmaiar nas arquibancadas do Monumental U depois do inacreditável segundo gol de Gabigol, brilhou a defender cobrança de D’Alessandro. Diego Ribas também não desperdiçou a terceira cobrança do Brasil e a Seleção venceu sua sétima Copa América por 2(4)X2(2).

    Leia também: A impressionante narração chilena dos gols de Gabigol contra o River Plate na final da Libertadores

    Já o épico gol de Gabigol, aos 47 minutos do segundo tempo, surgiu de um lançamento mais longo de Diego, ainda da intermediária rubro-negra. O zagueiro Pinola falhou e o camisa 9 do Fla não perdoou, escrevendo o bicampeonato na história do CRF. Depois de sofrer grave contusão, o jogador surpreendeu a todos voltando aos gramados antes do tempo e a tempo de ajudar o Flamengo em Lima. Diego realmente é um predestinado.

    Veja melhores momentos das duas partidas

  • #EnqueteMundo Bola: herói do título e com 40 gols no ano, Gabigol já está no Top 10 de ídolos do Fla por torcedores

    Gabriel repetiu feito de Zico: dois gols na final da Libertadores

    Ele entrou para a história. Ao marcar dois gols na final e dar ao Flamengo seu segundo título de Libertadores, Gabigol entrou na prateleira de grandes ídolos do rubro-negro, e quem confirma isso é a própria torcida.

    Em enquete promovida pelo Mundo Bola durante a última terça-feira (26) no Twitter, perguntamos se o atacante já era ídolo, e se sim, em que nível estaria.

    O nível “top 10” venceu com 34% dos votos, seguido pelo “Top 3” e “Top 5”, ambos com 29%. A opção “Ainda não é ídolo”, ficou em último com 7%.

    Além de ser importante na decisão, Gabriel Barbosa tem 40 gols na temporada, e ainda é o maior artilheiro que o Flamengo teve em uma edição de Brasileiro. Chegou aos 22, ultrapassando a marca de Zico em 1980, que balançou as redes adversárias 20 vezes.

    No século, Gabigol também já bateu os números de Hernane Brocador em 2013, e é o maior artilheiro do clube.

    Sem o camisa 9 que foi expulso na última rodada, o Flamengo entra em campo nesta quarta-feira (27), às 21h30 no Maracanã, para enfrentar o Ceará. O rubro-negro já é campeão e irá receber a taça do Brasileiro, após o jogo.

  • Riquelme sobre final da Libertadores: Gabigol e Bruno Henrique são de outra categoria

    Eterno rival do River Plate, vice para o Flamengo no último sábado, o ídolo do Boca Juniors, Juan Roman Riquelme, não poupou elogios à dupla de ataque do Rubro-Negro em entrevista ao Diário Olé.  

    As finais são ganhas pelos jogadores diferentes. Gabigol e Bruno Henrique são de outra categoria, e conseguiram ficar com a Copa Libertadores – afirmou o lendário camisa 10 xeneize. 

    O melhor jogador da competição, Bruno Henrique, foi destacado pelo ex-meia tricampeão da Libertadores.

    Aos 90 minutos, a única coisa que se pensa é cruzar a bola, e quando todos pensaram que Bruno Henrique iria cruzar, passou pelo meio de todos e deu um passe para o gol. O que ele fez foi maravilhoso, não tem como marcar. Eu mesmo teria cruzado – afirmou.


  • Flamengo terá time alternativo contra o Ceará: veja provável escalação

    Campeão da Libertadores e do Brasileirão de forma antecipada, o Flamengo agora terá quatro partidas pela frente para cumprir tabela e se preparar para o Mundial de Clubes. O primeiro confronto acontece já nesta quarta-feira (27), no Maracanã, contra o Ceará, às 21h30 (horário de Brasília).

    Ainda em ritmo de festa após um fim de semana épico, o Flamengo deve ir a campo com uma equipe alternativa. Nesta terça-feira (26), o técnico Jorge Jesus esboçou o provável time titular contra o Ceará com apenas dois titulares: Rodrigo Caio e Everton Ribeiro.

    Caso o português mantenha a formação da única atividade pós título da Libertadores, o Flamengo começará jogando com: César, Rodinei, Rodrigo Caio, Rhodolfo e Renê; Vinicius Souza, Diego, Éverton Ribeiro, Reinier e Vitinho; Lincoln. Vale lembrar que Gabigol foi expulso contra o Grêmio e é o único suspenso nesta quarta.

    • Luiz Filipe Machado: a volta da arrogância
    • Redenção! Diego vira a página e finalmente faz história no Flamengo
    • Campeão da Libertadores e Brasileiro pelo Fla, Rafinha conta peculiaridades de como era a vida na Alemanha
    • Ricardo Moura: Gabigol: a eternidade te quer!
    • A impressionante narração chilena dos gols de Gabigol contra o River Plate na final da Libertadores

    Siga o autor: @matheusleal1

  • Luiz Filipe Machado: a volta da arrogância

    A arrogância do Flamengo significa colocar o sarrafo lá em cima sem poder deixar de se cobrar muito e o tempo todo

    O fim de semana dos dias 23 e 24 de novembro de 2019 coroou o processo de reestruturação do Flamengo.

    Foram 6 anos gastando pouco e pagando muita dívida. Gradativamente aumentando os investimentos no futebol. Dando o exemplo fora dos gramados do que deveria ser feito por todos os clubes.

    Mas até dia 22 de novembro o sacrifício ainda não tinha dado o resultado esperado. 

    O Flamengo investiu muito esse ano. Ao contrário do Palmeiras, que resolveu montar 3 times, o Flamengo contratou jogadores que decidem. Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta já fizeram mais gols no Brasileirão que muito time. Rafinha e Filipe Luís trouxeram anos de experiência de Europa. Gérson, Marí e Rodrigo Caio renderam além do esperado. 

    Tendo condição, como o Flamengo tem, pode investir pesado mesmo. Ainda mais quando é planejado. Não é só pegar alguém saindo da China por causa do nome. É montar um time forte que dê resultados rápido.

    Mas nem no melhor dos meus sonhos eu imaginava que seria tão rápido. 
    Grande parte disso se deve obviamente ao Jorge Jesus, que fez um trabalho que eu nunca tinha visto. Instantaneamente mudou tudo no futebol do clube. Operou um milagre.

    Mas nem estou aqui pra falar disso. É sobre o resgate da nossa arrogância.
    A vida inteira eu acreditei que dava pra ganhar com qualquer time horroroso que o Flamengo montava. Não tinha lógica nenhuma, mas a nossa torcida sempre foi assim. Queríamos ser campeões mesmo que não fosse possível.

    Mas com o tempo eu notei o início de um processo de botafoguização em parte da torcida. O “deixou chegar” começou a falhar. Dois vices em copas no mesmo ano, vice no Brasileirão, isso foi abatendo parte dos rubro-negros.

    A ponto de policiarem quem, como eu, soltou o “segue o líder” quando o Flamengo ultrapassou o Palmeiras nesse ano. “Vai zicar” e “Não pode ter oba-oba” apareciam por todos os lados. O que zica é ter um time como o de 2005. Quem não pode entrar no oba-oba é o elenco. 

    Leia também no blog CRF & ETC: Flamengo X Corinthians: Por que ter milhões de seguidores?

    Mas parecia que a torcida estava com tanto medo de perder e ser zoada que tinha vergonha de comemorar. O cheirinho tem grande culpa nisso. E isso é um reflexo da famosa frase “O medo de perder tira a vontade de ganhar”.
    Eu estava sentindo falta dessa arrogância debochada do Flamengo. Uma coisa que é mais pra zoar os outros que pra diminuir.

    O jogador mais arrogante do elenco é o Gabigol. E isso faz com que ele exija o máximo de si próprio sempre. A gente já viu até comemorações do Troféu Não Levou Gol do Gabigol. Quem é arrogante sobe a barra. Precisa render bem sempre pra não dar espaço pros outros. Se perde, apanha em dobro. Mas se ganha, intimida. E com isso já começa uma partida com um adversário mais acuado. Que, se leva um gol, sente muito mais.

    Quando o Bruno Henrique diz que estamos em outro patamar ele tá certo. E no dia seguinte ele vai ter que correr ainda mais pra se manter nesse outro patamar. O zagueiro que vai enfrentar ele vai com o dobro da vontade pra parar o BH. Mas com isso também fica mais nervoso e pode cometer mais erros.

    Gabigol personifica o sentimento de arrogância com forte cobrança pessoal. Foto: Flamengo

    Eu sou 100% rumatóquio. Ganhou dois jogos eu já acho que agora vai. Se o Flamengo perde um jogo eu já acho que foi numa boa hora porque isso vai ser positivo lá na frente. Não precisa fazer sentido. Mas, pra mim, funciona assim. 

    A torcida do Flamengo sempre foi a mais otimista e zoeira. Os adversários odeiam isso.

    Deixem o tempo de vacas magras pra lá. Hoje o Flamengo tem condições de manter um ciclo virtuoso. Não depende de achar um Pet e Adriano ao mesmo tempo pra ganhar um campeonato. Se sair Gabigol, tem como ir atrás de outro atacante de primeiro nível. Se sair o Jesus, certamente vai vir outro técnico de primeira linha e certamente gringo. Fora dessa mesmice que tem por aqui.

    Comemora, faz o a comemoração do Gabigol, o Vapo, fala pra todo mundo que você tá em outro patamar e chama o Liverpool de freguês.

    Os antis que lutem.

  • Redenção! Diego vira a página e finalmente faz história no Flamengo

    Depois de três anos no quase, meia finalmente conquista títulos importantes pelo rubro-negro

    O título da Libertadores de 2019 ficará marcado para sempre na memória dos rubro-negros, e o atual camisa 10 do clube, aproveitou a sua chance, fez sua redenção e gravou seu nome na história do Flamengo. Falamos de Diego Ribas.

    O meia entrou aos 20 minutos para substituir Gerson, lesionado. O Fla perdia por 1 a 0 para o River Plate, e Diego foi fundamental para a virada. No primeiro gol, deu um carrinho interceptando o passe de Lucas Pratto. A bola voltou para o argentino, que foi desarmado por Arrascaeta. A jogada prosseguiu, e saiu o gol de empate de Gabigol.

    A assistência para o gol do título foi dele. Diego fez um lançamento longo buscando Gabriel, o atacante disputou com Pinola, ganhou e finalizou sem chances para Armani.

    A redenção de Diego foi improvável. Em julho, o jogador se lesionou gravemente na partida de ida das oitavas de finais da Libertadores, contra o Emelec, e foi praticamente descartado para o restante da temporada.

    Fez uma recuperação magnífica, e se colocou à disposição de Jorge Jesus para a reta final de 2019.

    Após chegada com grande festa em 2016, Diego era cobrado pelo torcedor rubro-negro por uma grande conquista. O atleta foi três vezes vice com o Fla, e em uma delas, perdeu um pênalti decisivo. Neste ano, com a Libertadores e o Brasileiro, Ribas consegue enfim mudar a história e conquistar grandes feitos com o “Manto Sagrado”.

  • Campeão da Libertadores e Brasileiro pelo Fla, Rafinha conta peculiaridades de como era a vida na Alemanha

    No evento da Bundesliga Experience, Rafinha contou alguns detalhes de sua história

    O lateral-direito Rafinha entrou para a história do futebol. O jogador está no seleto grupo de atletas que conta com Ronaldinho, Dida, campeões da Champions League e da Libertadores.

    De quebra, ainda veio um título Brasileiro, tudo isso em apenas cinco meses de Flamengo.

    No início do mês de novembro, Rafinha ainda não sabia que iria confirmar tais conquistas pelo rubro-negro, mas como foi ídolo do Bayern de Munique, fez parte da campanha promocional para a Bundesliga Experience, evento que foi realizado nos dias 9 e 10, no Rio de Janeiro.

    Na Alemanha, também vestiu a camisa do Schalke 04.

    “Cheguei lá (Alemanha) e meu Deus… como vou falar essa língua? Não entendo nada.”, declarou o lateral, no evento.

    “Um frio… era verão, cheguei e estava chovendo, com vento. Verão sem sol?”.

    O jogador ainda relembrou sua infância difícil, e revela saudades de seu pai.

    “Sou de uma família muito grande. Na altura, minha mãe, juntamente com meu pai, não tinha uma situação financeira muito boa. Era difícil manter todos os filhos… Eu falo na minha mãe pois foi quem segurou o rojão, conseguiu alimentar os sete. Graças a Deus, todos meus irmãos viraram pessoas do bem”.

    “É uma coisa que falta muito na minha vida, meu pai. Se meu pai estivesse vivo, minha carreira seria completa.”

    Rafinha figura no top 10 de estrangeiros com mais partidas pelo Bayern. Foram 266 jogos pelo clube recordista de títulos da Bundesliga. Além dos sete títulos do Campeonato Alemão, conquistou 4 Copas da Alemanha, 3 Supercopas, um Mundial de Clubes e uma Champions League.