Autor: diogo.almeida1979

  • #EnqueteMundo Bola: entre os concorrentes ao prêmio “Revelação do Brasileirão”, Michael é o desejo dos torcedores do Fla para 2020

    Destaque de clube goiano vem encantando os rubro-negros em 2019

    O prêmio Bola de Prata promovido pela ESPN, será realizado no dia 9 de dezembro, um dia após o término do Brasileirão. O evento irá premiar os melhores jogadores por posição da competição, e a votação para revelação do torneio já se iniciou. Você pode votar clicando neste link.

    Na disputa está os meias Soteldo do Santos, Matheus Henrique do Grêmio e o atacante Michael do Goiás.

    Analisando as boas temporadas que os três tiveram, o Mundo Bola fez uma enquete em seu Twitter em que perguntava qual atleta seria o preferido entre a torcida do Flamengo, para que jogasse no rubro-negro em 2020.

    Michael venceu com 75 % dos votos, seguido por Soteldo com 13 % e Matheus Henrique com 12 %. A enquete teve duração de cinco horas, com cerca de mil votos.

    MICHAEL

    Posição: atacante, 23 anos, brasileiro.

    Valor de mercado: R$ 30 milhões

    Observação: no Brasileirão, é o terceiro na estatística: “Dribles bem sucedidos por jogos”, segundo dados do SofaScore.

    Fez nove gols na Série A e deu quatro assistências.

    SOTELDO

    Posição: meia, 22 anos, venezuelano.

    Valor de mercado: 10 milhões de euros, segundo o TransferMarkt.

    Observação: no Brasileirão, é o primeiro na estatística: “Dribles bem sucedidos por jogo”, segundo dados do SofaScore.

    Fez 9 gols na Série A e tem três assistências.

    MATHEUS HENRIQUE

    Posição: meia, 21 anos, brasileiro.

    Valor de mercado: 22 milhões de euros, segundo o TransferMarkt.

    Observação: no Brasileirão, é o segundo na estatística: “Passes certos por jogo”, segundo dados do SofaScore.

    Atleta chegou a ser convocado por Tite nas últimas listas da Seleção Brasileira.

  • Em entrevista para TV portuguesa, Jesus se diz surpreso com futebol brasileiro e revela em qual país gostaria de trabalhar

    Jorge Jesus permanecerá no Flamengo para a próxima temporada? Essa pergunta tem tirado o sono da torcida rubro-negra. Campeão Brasileiro, da Libertadores e com possibilidade de conquistar o Mundial, o português vem sendo cobiçado por equipes europeias e ainda não decidiu se renovará com o Fla.

    De acordo com o treinador, as conversas sobre renovação só serão realizadas após o Mundial de Clubes. Enquanto isso, as especulações só aumentam. Em entrevista à CMTV, canal português, Jesus voltou a falar sobre o desejo de trabalhar na Europa e revelou que, ao contrário de muitos, tem preferência pela Espanha.

    “Sim, meu sonho é trabalhar em uma equipe grande da Europa, mas sei que isso só abrange seis ou sete times. Só essas é que te dão a possibilidade de ser campeão europeu. Sou mais fã de dois campeonatos, que não são os preferidos da maioria das pessoas. Prefiro o espanhol e italiano do que do inglês. Todos querem treinar em Inglaterra, mas, se der, prioridade é a Espanha. Talvez também pela língua, porque estou muito habituado a falar com jogadores que falam castelhano. Por isso, seria mais fácil para mim. Mas não quero fazer previsões, até porque estou muito feliz no Flamengo”, disse o técnico.

    FUTEBOL BRASILEIRO

    “Fui surpreendido pela qualidade do campeonato brasileiro, pela paixão e pelo entusiasmo que existe. Não há igual em parte nenhuma do mundo. A paixão e entusiasmo com que disputam os jogos aqui não há em mais lado nenhum”.

    CARINHO DO TORCEDOR E DOS JOGADORES

    “Nunca fui acarinhado como tenho sido aqui no Flamengo. Não há comparação possível. Eles também são muitos. O país tem 220 milhões de pessoas e 40 milhões são adeptos do Flamengo. Mas os brasileiros são diferentes de nós, são mais carinhosos. Hoje percebo melhor aquelas canções brasileiras de amor que ouvia em Portugal”.

    Siga o autor: @matheusleal1

  • Rafinha lembra festas de títulos pelo Bayern e afirma: “Não tem comparação, o que a torcida do Flamengo faz é loucura”

    Após anos de carreira na Europa, Rafinha voltou ao Brasil para jogar na lateral-direita do Flamengo e ir em busca de grandes títulos.

    Em apenas cinco meses, Rafinha conquistou os objetivos com o Flamengo de levantar as taças da Libertadores e do Brasileirão. Porém, o que mais causou impacto para o lateral não foram os rápidos títulos, mas sim a recepção da torcida rubro-negra e principalmente a festa no centro do Rio de Janeiro após a volta de Lima, no Peru, onde venceram o River Plate em uma virada épica.

    Na noite desta segunda-feira (2), em entrevista ao programa “Bem Amigos!”, Rafinha tentou comparar com as festas feitas em Munique, quando atuava pelo Bayern, mas disse ser completamente o oposto.

    “Lá no Bayern de Munique, depois de ganhar uma Tríplice Coroa (Copa da Alemanha, Bundesliga e Champions League), nós fomos para a carreata na rua, mas é bem diferente. Cada dois jogadores sobem em um conversível aberto para desfilar e os torcedores só davam tchauzinho com as mãos. Não tem nem comparação. O que a torcida do Flamengo faz é loucura, aquele dia ficou marcado não só para nós. Acho que todos que viram o que aconteceu ficaram emocionados.”

    Nem em “dezembro de 81”

    Júnior, ex-jogador e ídolo rubro-negro, revelou também que nunca tinha visto a torcida do Flamengo fazer algo parecido com o que fez naquela tarde. Nem mesmo em 1981, quando eles conquistaram o Mundial de Clubes vencendo o Liverpool por 3 a 0, os jogadores tiveram uma recepção como a deste ano. 

    “Pois não existia essa organização para exaltar a conquista, quando acabou em Tóquio, no Mundial, metade do elenco foi para o Havaí, de férias, nem voltamos para o Rio. Óbvio que estávamos alegres, satisfeitos e felizes com tudo, mas viver o que eles viveram aqui foi uma coisa única”, afirmou Júnior.

    O jornalista Marco Antônio Rodrigues ainda ressaltou que momentos como esse, verdadeiras comoções nacionais, aconteceram apenas em títulos mundiais da Seleção Brasileira, assim como em 1970 e 1994

  • Em “Libertador”, Arthur Muhlenberg vai da Crise ao Oba-Oba para contar como o torcedor do Flamengo reconquistou a América

    O verdadeiro protagonista do livro de Arthur não é o Flamengo, ou seus jogadores. É o torcedor rubro-negro

    Arthur Muhlenberg sempre soube o real tamanho do Flamengo. Quem andou esquecido foi o próprio Flamengo. Por isso, em outros momentos os textos de Muhlenberg sobre feitos menores do clube possam ter soado megalômanos ou grandiloquentes ao observador desatento. Não é o caso desse “Libertador -A reconquista rubro-negra da América”, primeiro livro sobre o tão esperado bicampeonato da Libertadores do Flamengo. Não é que Muhlenberg tenha deixado de ser hiperbólico: é que o Flamengo voltou, enfim, a ser um exagero.

    Curiosamente, no início do livro, que retrata os jogos da primeira fase, na já longínqua e nada saudosa era Abel, o leitor encontra um Muhlenberg algo ressabiado. O “rumo a Tóquio” – que não é um indicador geográfico, e sim de estado de espírito rubro-negro – está lá já no primeiro texto, mas não sem algumas ressalvas que mostram que, gato escaldado que é, o autor não poderia exatamente imaginar que aqueles textos poderiam integrar no fim do mesmo ano uma coletânea sobre o caminho para a segunda Libertadores do Flamengo.

    Leia também no Mundo Bola: O livro que ensina a ter orgulho do nosso asterisco

    “Quem sabe, talvez, um dia, no futuro, o Flamengo (na figura de seus dirigentes) mostre uma fração da importância, do respeito e da reverência que a torcida dedica à Libertadores da América”, escreveu o xará do – até então – único herói de uma final de Libertadores na história do Flamengo no início da crônica sobre o sofrido empate que garantiu a sofrida classificação (a redundância se faz necessária para enfatizar o sofrimento) à segunda fase. Abel ainda era o técnico, e ainda não havia sido substituído por Jesus e pelo otimismo que ele traria. “Em tese faltam só sete jogos, uma Copa do Mundo, para o Flamengo quebrar a escrita e acabar com a inhaca de 38 anos sem ganhar Libertadores. Só que quando assistimos ao Flamengo jogar é fácil compreender que estamos separados por eras geológicas da grande equipe de 1981”, escreve Arthur.

    Porém, com a queda de Abel, o tom do livro muda da água para o vinho, ou do vinho gaúcho para um bom vinho do Porto. Conhecedor dos meandros da alma rubro-negra, Arthur explica muito bem esse cenário no texto sobre a contratação do técnico Jorge Jesus:

    Muhlenberg amplifica o torcedor rubro-negro como protagonista da reconquista da América

    “O astral da torcida do Flamengo tá lá no alto. Otimismo aqui é mato. Um otimismo fundamentado, solidamente apoiado em fatos que não dão margem a qualquer interpretação. É jogador e treinador chegando, suculentas especulações no mercado europeu, recordes de renda, de público e de venda de pacotes de figurinhas. Até a conquista da Champions pelo velho freguês de Anfield Road foi vista como um bom augúrio e motivo para cotar passagens e hospedagem no Catar em dezembro. Traga a sua bola de cristal e aquele incenso do Nepal que você comprou no camelô. Só tem maluco, fazer o quê? O traço pitoresco desse espírito positivo que hoje grassa entre os rubro-negros é que há apenas duas semanas uma grande parte desses rubro-negros sorridentes estava enfurecido, pichando muros, exigindo cabeças como jacobinos no Terror e jogando suas toalhas nas redes sociais como se o ano já estivesse irremediavelmente perdido. Não tem nada de esquisito em nossa bipolaridade, o Flamengo é assim mesmo desde 1895. O rubro-negro só conhece dois estados mentais, a Crise e o Oba-Oba. É justamente a alternância entre esses dois estados antagônicos que produz o gás que nos leva pra frente.”

    O verdadeiro protagonista do livro de Arthur não é o Flamengo, ou seus jogadores. É o torcedor rubro-negro. O livro, como tantas obras literárias, relata a jornada do herói – o torcedor herói, como é bem definido por Arthur no fim do texto sobre o último momento ruim  do Flamengo na competição, a derrota na partida de ida contra o Emelec. “O torcedor herói, esse tipo humano inesquecível, guerreiro, mártir, fanfarrão, não é o maior patrimônio do Flamengo. É o único.” 

    E se não é cientificamente comprovado que torcida ganha jogo, é verdade que, mais do que outros torcedores que tiveram alegria parecida – mas não tão grande – nos últimos anos, o rubro-negro fez por onde merecer o título da Libertadores. Que não foi acidental, mas fruto de uma reconstrução do clube que contou com maciço apoio das arquibancadas – e redes sociais.

    “Ora, meus amigos, existe no universo do futebol torcida com mais direitos que a do Flamengo de exigir para si mesmo as glórias e as conquistas das quais abriu mão, com notável desprendimento e senso de dever cívico? Quem se martirizou mais do que nós no jejum compulsório dos despossuídos ou roendo o osso insípido da retidão fiscal durante longos anos? Somos arrogantes, sim, mas para exercer essa arrogância nos entregamos ao sacrifício em nome de um bem maior”, escreve Arthur ao abordar o chororô colorado sobre um possível “já ganhou” do Flamengo antes do confronto decisivo contra o Internacional.

    Pois bem, as conquistas chegaram. Todos sabemos como. Mas vale a pena lembrar o caminho até elas pelo inconfundível estilo de Arthur Muhlenberg. E que venha logo o livro sobre a reconquista do mundo.

    ***

    “Libertador – A reconquista rubro-negra da América” já pode ser adquirido com desconto na pré-venda online da Editora 7Letras ou na Amazon.

    O lançamento oficial vai acontecer no Aconchego Carioca, no dia 16 de dezembro, a partir das 18h. A casa está localizada no Leblon, na rua Rainha Guilhermina 48.

  • Mauro Cezar: “Arrascaeta joga mais do que o Petkovic”

    Declaração foi bastante comentada nas redes sociais

    O meia Arrascaeta está em grande fase no Flamengo. Campeão Brasileiro, da Libertadores, e com 17 assistências e 16 gols na temporada, o uruguaio já entrou para a história do rubro-negro.

    A fase neste ano, fez o jornalista da ESPN e da UOL, Mauro Cezar Pereira, dá uma declaração contundente durante o programa Posse de Bola, na manhã desta segunda-feira (2).

    O jornalista afirmou que Arrascaeta é melhor do que Petkovic, sérvio que ganhou dois Cariocas, uma Copa dos Campeões e um Brasileirão pelo clube da Gávea.

    “O Arrascaeta joga mais do que o Petkovic. Pet era melhor na bola parada. Um amigo meu falou isso ontem, fiquei pensando e concordo com ele. Na capacidade de improviso, um toque que pode mudar tudo, o uruguaio tem mais do que o sérvio tinha”.

    O programa inteiro do Posse de Bola, está disponível no canal do UOL no YouTube. Você pode acompanhar clicando neste link.

  • Quem fica e quem sai? Veja a duração dos contratos do atual elenco do Flamengo

    O fim de temporada se aproxima e, com ele, a janela de transferências. Como de costume, o mercado europeu deve aterrorizar as equipes brasileiras, principalmente as que tiveram grande desempenho. Apesar de estar consolidado financeiramente, o Flamengo pode sofrer com o assédio em alguns atletas, mas está confiante na manutenção do elenco campeão de 2019.

    Caso haja assédio de equipes europeias ou do mercado asiático, o Flamengo ao menos está protegido por contratos longos. Do atual elenco rubro-negro, apenas Rhodolfo tem contrato válido até o fim de 2019. Assim como o empréstimo de Gabigol, porém a diretoria está confiante na sua contratação em definitivo.

    VEJA O TEMPO DE CONTRATO DOS JOGADORES DO ELENCO 2019 DO FLAMENGO:

    GOLEIROS:

    Diego Alves – 31/12/2020
    César – 30/04/2022
    Gabriel Batista – 31/12/2022
    Hugo Souza – 31/09/2023
    Alex Muralha – 31/12/2020 (Volta de empréstimo do Coritiba)

    LATERAIS:

    Rafinha – 30/06/2021
    Rodinei – 31/12/2022
    João Lucas – 31/12/2021
    Filipe Luís – 31/12/2021
    Renê – 31/12/2020

    ZAGUEIROS:

    Rodrigo Caio – 31/12/2023
    Pablo Marí – 31/12/2022
    Rhodolfo – 31/12/2019
    Rafael Santos – 31/12/2022
    Matheus Thuler – 30/07/2023
    Matheus Dantas – 31/12/2020

    VOLANTES:

    Willian Arão – 31/12/2021
    Piris da Motta – 31/12/2022
    Hugo Moura – 31/12/2023
    Vinícius Souza – 31/12/2021

    MEIAS:

    Diego – 31/12/2020
    Everton Ribeiro – 31/05/2021
    Arrascaeta – 31/12/2023
    Gerson – 31/12/2023
    Reinier – 31/10/2024
    Pepê – 31/12/2020

    ATACANTES:

    Gabigol – 31/12/2019 (emprestado junto à Inter de Milão)
    Vitinho – 31/12/2022
    Bruno Henrique – 31/12/2021
    Berrío – 31/12/2020
    Lincoln – 31/12/2023
    Lucas Silva – 31/12/2020
    Vitor Gabriel – 31/12/2023

    • Gabigol a um gol de Guerrero
    • Fabiano Tatu: Os dias seguintes
    • Notas e análises das atuações de Palmeiras 1×3 Flamengo
    • Jorge Jesus faz promessa, rasga elogios a Gabigol, alfineta treinadores que o criticaram e convoca torcida contra o Avaí
    • Flamengo vence o Palmeiras dentro do Allianz e torcida não perdoa o rival; veja memes

    Siga o autor: @matheusleal1

  • Gabigol a um gol de Guerrero

    Artilheiro rubro-negro vem quebrando recordes atrás de recordes em 2019

    O atacante Gabriel Barbosa vive seu melhor momento na carreira pelo Flamengo. Após os dois gols na vitória do último domingo por 3 a 1 contra o Palmeiras, Gabigol chegou aos 42 gols em 2019. Falta apenas um para que o atacante iguale a marca de Paolo Guerrero com a camisa rubro-negra.

    Em três temporadas pelo Flamengo, o peruano fez 43 gols e deu 14 assistências. Gabigol já deu 11 passes para gols, faltando apenas três para empatar com Guerrero também nesse quesito.

    O Flamengo ainda tem mais duas rodadas do Campeonato Brasileiro, contra Avaí no Maracanã e Santos na Vila Belmiro para que a marca seja ultrapassada. O rubro-negro ainda disputa o Mundial de Clubes, que significa outra oportunidade para Barbosa aumentar ainda mais seus números. Desde sua chegada em meados de 2015, até sua saída no primeiro semestre do ano passado, Paolo ainda tem o posto de artilheiro do clube, mas parece ser questão de tempo para que seu “reinado” acabe.

  • Fabiano Tatu: Os dias seguintes

    “Quando comecei a voltar ao normal, já era quinta-feira. Conversei com muita gente que me relatou ter sentido o mesmo”

    Passada uma semana daqueles que foram o jogo e a conquista mais marcantes da vida de quase todo rubro-negro – dentre os quais me incluo –, emendando na confirmação do Hepta* (jamais abro mão do meu asterisco. Ele é questão de honra pra mim) enquanto ainda nos encontrávamos (bastante) embriagados pelo triunfo continental, a euforia e todo o furor emocional que tomaram conta da gente começam a dar lugar a uma maior racionalidade, e a partir daí a gente começa a ter um entendimento mais claro, mais realista dos feitos enormes que o Flamengo atingiu. É quando a ficha finalmente cai. Lógico que cada um sente isso à sua própria maneira, mas muitas dessas sensações são compartilhadas por boa parte de nós, tornando nossos dias seguintes um pouco parecidos.

    Pra
    começo de conversa, pra todo mundo a final começou bem antes do dia 23 de
    novembro. Pra alguns começou assim que fechamos o baile em cima do Grêmio na
    semifinal; pra outros, logo que batemos o mesmo Grêmio na casa deles e deixamos
    o Brasileiro pra lá de bem encaminhado antes de chegar a Lima. Eu tô nesse
    segundo grupo aí. Fiz como o Mister manda e vivi jogo a jogo em 100%. Mas a
    semana entre essa partida contra o Grêmio e a final foi de pura agonia.
    Principalmente depois daquela demonstração absurda, memorável, apoteótica de
    devoção, de amor e de dedicação de uma torcida ao seu time. Ali fomos mais
    Nação do que nunca. Quem não conhecia, ficou conhecendo; quem ainda não
    entendia, entendeu; quem não aceitava, teve que engolir. Dali pra frente, só a
    final importava.

    Sábado foi o dia mais angustiante. Muita gente me disse que só parou de ter dor de barriga, náuseas e tal depois que o jogo começou. Minha filha foi uma. Já eu fiquei arranjando coisas pra fazer em casa e na rua. Continuei tenso, mas pelo menos ajudou a fazer com que o tempo passasse menos devagar. Dos noventa e tantos minutos de jogo é desnecessário falar qualquer coisa. Depois disso, bebedeira, gritaria, consumo de substâncias alternativas, perdição de linha, loucura total. A gente ainda estava comemorando a Liberta, quando chegou a confirmação do Hepta*. Mais festa. A semana começou e meu corpo cobrou a conta. Sentia um esgotamento completo, muito diferente de qualquer outro tipo de cansaço que tenha sentido na minha vida toda até então. Quando comecei a voltar ao normal, já era quinta-feira. Conversei com muita gente que me relatou ter sentido o mesmo. Não era pra menos, convenhamos.

    Mas
    a semana não serviu só pra pagar o preço pelos excessos nas comemorações, não.
    Ela também foi boa pra começar a cair na real, a perceber de forma mais clara o
    que a gente conseguiu. E o que a gente conseguiu é imenso, é épico, é
    monstruoso. Entra fácil pra galeria dos maiores feitos da história do futebol.
    A final contra o River Plate é um dos momentos mais emblemáticos de sempre. É
    um daqueles eventos que mostram por que esse é o jogo mais apaixonante da face
    da Terra. É um privilégio ser protagonista de um negócio desses. Uma honra
    incomparável, da qual a gente só agora começa a ter uma noção melhor. Vamos
    falar do que vivemos no dia 23 de novembro de 2019 até o dia da nossa morte. Da
    mesma forma, vamos ouvir as histórias dos outros irmãos e até descobrir que os
    cerca de 25 mil rubro-negros presentes em Lima de uma hora pra outra se
    transformaram em mais de milhão. Vamos bater mais um recorde, dessa vez o
    estabelecido na Javari, quando Pelé marcou aquele que o próprio considera o gol
    mais bonito de sua carreira. Se todos os que dizem ter estado no modesto
    estádio do Juventus da Mooca naquele dia de fato estivessem lá, o público teria
    sido de mais ou menos 700.000 pessoas. Em alguns anos vamos descobrir que mais
    de um milhão de rubro-negros viu no Monumental de Lima o Flamengo vencer o
    River Plate na final de Libertadores mais empolgante de todos os tempos.

    Leia também no Blog do Tatu: Sobre dúvidas e certezas

    É muito importante que cada um de nós consiga reviver aqueles momentos enquanto eles ainda estão frescos na memória. Porque com o tempo ela, nossa memória, vai nos trair. É inevitável. Detalhes irão se perder, ou serão confundidos de alguma forma. É assim a vida. Por isso não me canso nem me cansarei tão cedo de rever os lances do jogo, as matérias sobre tudo o que cercou aquela partida, os documentários e os depoimentos de quem esteve lá. Nem sequer consigo pensar em Mundial. Ele ainda é algo distante e até menos importante pra mim. Agora há pouco estava novamente assistindo aos gols da final, dessa vez com narrações internacionais. E toda vez que faço isso volto a chorar, a sorrir e a me arrepiar. É uma maneira de sentir ao menos um pouco daquilo que senti na hora em que tudo acontecia. Sei que aquelas sensações foram únicas e que elas jamais vão se repetir com aquele mesmo enredo. Por isso é tão importante a gente se permitir aproveitar ao máximo cada segundo desse momento mágico que estamos vivendo. É preciso curtir tendo sempre em mente que a gente esperou a vida toda por isso. A gente fez nossa parte pra chegar lá, sofreu, jogou e venceu junto, e agora merece viver ao máximo tudo o que está acontecendo, enquanto está acontecendo. Desfrutemos, pois. 

  • Notas e análises das atuações de Palmeiras 1×3 Flamengo

    Veja as notas e análises das atuações da humilhação imposta pelo Flamengo ao terceiro colocado Palmeiras, pela 36ª rodada do Brasileirão

    O Palmeiras tentou de tudo para conseguir segurar o já lendário Flamengo de 2019, na antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Primeiro, Mano Menezes deu folga para seus titulares na rodada anterior, quando perdeu para o Fluminense.

    Depois, com uma mãozinha do judiciário, proibiu a magnética de assistir o seu time no Allianz Parque. As ameaças da torcida, com protestos na porta do Centro de Treinamento palestrino e pelas redes sociais, também não surtiram efeito.

    Este Flamengo de Jorge Jesus segue incólume e sem ferimentos rumo ao seu destino: ser o melhor time da história dos pontos corridos no Brasileirão.

    Confira as notas das atuações desse Flamengo 0 x 1 Grêmio, feitas pelos membros do grupo de Whatsapp do Mundo Bola Pensar Flamengo.


    Diego Alves: O goleirão rubro-negro participou bem do jogo. Foi exigido um pouco mais no segundo tempo, quando a concentração da equipe caiu bastante e o adversário criou algumas chances. No lance do gol, não tinha o que fazer já que foi um lance muito rápido, outra vez pelo lado direito e novamente com o Rodinei em campo, como no jogo passado. Nota: 8,0.
    Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque

    Rafinha: É muito bom jogador, consegue fazer partidas incríveis e criar jogadas por dentro e por fora. Entretanto, tem que tomar cuidado em algumas situações onde toma cartões cedo por jogadas sem necessidades e que pode vir prejudicar o time. Fez um bom jogo e deu um belíssimo lançamento para Arrascaeta encontrar Gabigol dentro da área. Nota: 8,0.
    Rodinei: Rodinei é aquele cara que não deve ficar para o próximo ano. Alterna várias partidas ruins com uma ou outra boa. Falhou no gol como no jogo passado. Não consegue substituir o Rafinha a altura. Nota: 5,0.
    Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian

    Rodrigo Caio: Não apareceu tanto na parte defensiva, mas foi bem quando exigido. Nota: 7,0.
    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

    Rhodolfo: Sua performance é bem irregular, alterna jogos bons com ruins. Fez uma partida bem ruim, fora de ritmo de jogo, sem velocidade e deficiência em alguns lances. Até consegue sair bem com a bola no chão quando não entra no modo desespero, o que aconteceu hoje. Foi assim que cometeu pênalti bobo não marcado em Dudu. Exagerou nos chutões e errou muitos passes. Não fará falta no elenco no próximo ano. Nota 5,0.
    Por Willian Sian Herzog – Twitter: @willian_sian

    Filipe Luís: Fez uma partida apenas regular. Com muita dificuldade de parar o Dudu, que por sinal, criou muitas dificuldades para todo o setor defensivo esquerdo. Depois da contusão séria no joelho, vem tendo dificuldades de fazer aparecer seu melhor jogo. Nota: 6,0.
    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

    William Arão: Mais um bom jogo do camisa 5. No primeiro tempo jogou tendo Gerson ao lado na saída de bola e fez mais um ótimo jogo, no segundo tempo ele mudou um pouco de posicionamento, após a entrada de Piris da Motta mas manteve o nível da atuação: importante na defesa e fundamental na saída de bola. Nota: 8,0.
    Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Gerson: Pouca idade e muita sabedoria de futebol. Está sempre disponível nos espaços do campo, sabe fazer o jogo fluir da maneira que ele acha mais conveniente. Sua leitura de jogo foi importante para o terceiro gol do Fla ao interceptar o passe e dar assistência para o Gabriel. Nota: 8,0.
    Por Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco

    Vitinho: Apareceu bem hoje, deu opção, buscou o jogo, triangulou e mostrou mais a vez que será um jogador importante para o elenco. O melhor um contra um da equipe, aquele que pode desequilibrar e quebrar as linhas adversárias. Nota: 7,5.
    Piris da Mota: Entrou no lugar do Vitinho para ajudar na recomposição defensiva e novamente mostrou que está uma prateleira abaixo dos demais jogadores do meio campo rubro-negro. Nota: 4,5.
    Por Marcelo Franco – Twitter: @FrancoMarcelo_

    Bruno Henrique: Por incrível que pareça, hoje nosso BH não estava inspirado. Cumpriu seu papel em campo, embora mais apagado. Fez um primeiro tempo regular e saiu após sentir dores musculares (que Jesus o proteja). Nota: 7,0.
    Diego Ribas: Diego teve uma melhora com Jesus, e após a final da Libertadores muito se esperava do futebol a ser apresentado por ele, mas hoje infelizmente decepcionou. Segurou muito a bola. O gol perdido no fim do jogo mostra alguma das razões do Flamengo ter ficado no cheirinho em 2017: não consegue ser decisivo. Nota: 5,0.
    Por Millena Falcon – Twitter: @falconcrf_

    Arrascaeta: Um bom primeiro tempo, deixando o seu e indo abraçar Gabigol, como manda o figurino. E depois retribuindo com mais uma belíssima assistência para o camisa 9 converter o segundo tento. Arrascaeta é o recordista da categoria “tapas nojentos” nesse Brasileiro. No segundo tempo, com um placar de 3 a 0 e a taça já na Gávea, o uruguaio foi mais um no time do Flamengo que resolveu antecipar as férias ainda dentro de campo. Justo. Nota: 8,0.
    Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

    Gabriel Barbosa: O artilheiro voltou. Após ficar de fora da última partida por suspensão, entrou bem e conseguiu ser decisivo novamente. A dupla com Arrascaeta funcionou e o atacante mostrou mais uma vez poder de finalização ao fazer dois gols. Gabigol também soube ser garçom, assistindo o companheiro mesmo podendo finalizar a gol no lance em que o time abriu o placar. A artilharia do campeonato tem dono. Nota: 10,0.
    Por Rafael Albuquerque – Twitter: @O_RafaelAlbuque

    Jorge Jesus: Elogiar a visão de jogo, o nível de exigência e a capacidade tática de Jorge Jesus é chover no molhado. Colocar o time titular no jogo de hoje e cobrar como em todos os outros jogos é só mais um exemplo da seriedade desse grande treinador. O gol no início e a falta de reação palmeirense transformaram a partida em um treino de luxo. Nota 8,0.
    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

  • Jorge Jesus faz promessa, rasga elogios a Gabigol, alfineta treinadores que o criticaram e convoca torcida contra o Avaí

    O Flamengo de Jorge Jesus está imparável. Neste domingo (01), o rubro-negro visitou o Palmeiras, no Allianz Parque, e venceu por 3 a 1. Arrascaeta abriu o placar logo no início da partida e Gabigol anotou os outros dois. Matheus Fernandes diminuiu para o alviverde.

    Após a partida, a coletiva contou com um Jorge Jesus bem mais solto que o habitual. O treinador brincou com os presentes e exaltou seu trabalho em duas ocasiões. A primeira ao questionar um repórter que disse que o Flamengo atingiu uma boa pontuação no Brasileirão.

    “Boa? Alguém já tinha feito essa pontuação? Então não é boa, é recorde”, disse.

    Logo após, outro jornalista perguntou como era ser o técnico mais cobiçado do país e o português rebateu: “Só do país?”.

    ELOGIOS A GABIGOL

    “O Gabigol é o nome dele: gol. Esse nome não é por acaso. Ele pode ficar o jogo inteiro sem tocar na bola e, em algum momento, é gol do Gabigol. E um atacante é isso”

    PROMESSA E JURAS DE AMOR

    “A minha promessa é cada vez mais amar a minha profissão e esta equipe. Esta equipe tem um carinho comigo que nenhuma outra teve e mexe muito com meu sentimento. Agora, se eu tiver que fazer uma promessa igual aos jogadores, vou fazer. Só espero que eles não prometam raspar minha cabeça, porque isso eu não aceito”

    CRÍTICAS A QUEM O CRITICOU

    “As críticas a mim foram mais de treinadores com pouca capacidade e nome no futebol. Os grandes treinadores daqui não se preocuparam com isso. Já passou e sou um colega de profissão deles. Minha nacionalidade não conta”

    O Flamengo volta campo na próxima quinta-feira para enfrentar o Avaí, no Maracanã. Esse será o último jogo do rubro-negro diante do seu torcedor antes do Mundial de Clubes. Por isso, Jorge Jesus fez questão de convocar a torcida para lotar o estádio mais uma vez. A bola rola às 20h (horário de Brasília).

    “Espero que quinta-feira o Maracanã esteja lotado, pois é o último antes do Mundial e será uma forma de trocarmos esse carinho”, disse o Mister.

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