Autor: diogo.almeida1979

  • Walter Monteiro: Raphael Rezende é somente um Neto erudito

    Raphael Rezende será sempre a voz do anti-flamenguismo travestida em um tatiquês rebuscado. Uma espécie de Neto erudito

    Por Walter Monteiro – Twitter: @womonteiro

    Caro Raphael Rezende, não creio que você vá ler ou me responder, afinal não sou uma pessoa relevante no seu meio. Mas fiquei com vontade de lhe dizer umas coisas depois de vê-lo, como você mesmo diz, passar 3 ou 4 dias defendendo sua análise sobre o jogo do Flamengo. Vamos lá. 

    No seu ambiente de atuação predomina a indigência intelectual. É muita gente dizendo bobagem, afinal são vários que nunca se preocuparam em se preparar para ocupar a função de analista esportivo. 

    E você, que se preparou e é inteligente, se destaca como o outlier que dialoga com o espectador mais refinado. Há muito mérito em ter construído a reputação de ser o diferente, que enxerga o que poucos vêem e ainda por cima é capaz de traduzir isso em linguagem acessível. 

    No entanto, é sabido que as ideias não sou autônomas. Assim, o conhecimento teórico não é dissociado da ideologia, já que decorre de um contexto prévio. E o seu, como fomos cruelmente apresentados, é marcado por um antiflamenguismo latente. 

    Dez esclarecimentos sobre o BS2, novo patrocinador máster do Flamengo

    Há quem afirme ter pesquisado suas postagens em 2019 e ter encontrado dificuldades de ver elogios ao clube, o que soa estranho a um analista profissional nesse ano tão peculiar. 

    Não há mal algum em não gostar do Flamengo. Há dezenas de profissionais de comunicação que de forma explícita ou dissimulada deixam essa faceta à mostra. O que de fato incomoda é mascarar esse sentimento com um discurso elegante e elaborado, pretensamente isento e desinteressado. 

    A sua cruzada militante não é em favor da sua análise. É em favor do seu discurso de desconstrução, que faz de você a referência momentânea do anti-flamenguismo, o que deve estar sendo reconfortante, afinal há grande ressonância entre quem se ressente da fase atual do time. 

    Não se iluda, contudo. O maior atingido por esse episódio é a sua imagem. Daqui para a frente será impossível ouvi-lo como um analista imparcial. Você será sempre a voz do anti-flamenguismo travestida em um tatiquês rebuscado. Uma espécie de Neto erudito. Boa sorte na vida nova. 

    Walter Monteiro é advogado com MBA em Administração. Membro das Comissões de Finanças do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração do Clube de Regatas do Flamengo. Escreve sobre o Flamengo desde 2009, em diferentes espaços.

    Imagem destacada no post e redes sociais: Poetas Fla

  • Imprensa portuguesa flagra Jesus almoçando com novo técnico do Santos

    Alvo de homenagens em Portugal por seu desempenho como técnico do Flamengo, o técnico Jorge Jesus não sai da mira da imprensa portuguesa nem durante as suas férias. Hoje, o treinador almoçou com um antigo e futuro rival: Jesualdo Ferreira, que substituirá Jorge Sampaoli como técnico do Santos a partir deste mês.

    Jesualdo e Jesus têm um longo histórico de rivalidade como técnicos dos dois principais times portugueses, Porto e Benfica. Mas sempre foram amigos, e o sucesso de Jesus agora abriu as portas para Jesualdo no Brasil.

    Segundo a portuguesa CMTV, Jesus e Jesualdo almoçaram juntos por cerca de três horas hoje em um restaurante de Lisboa, e o treinador do Flamengo não teria ficado satisfeito de que a imprensa ficasse sabendo do almoço “secreto”.

    Jesualdo começa o seu trabalho no Santos na próxima segunda-feira. Já Jesus só volta ao Brasil no fim do mês, já que a reapresentação do elenco principal do Flamengo, incluindo o técnico, está marcada para o próximo dia 23, um mês depois da final do Mundial de Clubes.

  • Dezoito anos depois, torcida pode viver Carioca sem Flamengo na TV

    O ano era 2002. Clubes cariocas e paulistas, num raro momento de união, decidiram valorizar a disputa do Torneio Rio-São Paulo, legando os respectivos Estaduais a um segundo plano. Na impossibilidade de simplesmente não disputar os Estaduais, os grandes disputaram os torneios com times para lá de “alternativos”, formados por jogadores da base, encostados e jogadores contratados de times pequenos que de outra maneira não vestiriam a camisa de clubes como o Flamengo. O Maracanã praticamente ficou de fora do torneio. Clássicos foram disputados em palcos alternativos como a Rua Bariri, Edson Passos e o Estádio Municipal de Angra dos Reis. Diante deste cenário, o torneio — que foi apelidado pela imprensa de “Caixão”, em referência ao então presidente da Ferj, Eduardo Viana (1938-2006), conhecido como Caixa D’Água — naturalmente não atraiu interesse da televisão e, em grande parte, não foi transmitido, restando aos poucos torcedores interessados em acompanhar suas partidas ouvi-las pelo rádio — quando eram transmitidas.

    Dezoito anos depois, o torcedor do Flamengo pode voltar a viver — ou, em muitos casos, experimentar pela primeira vez — a situação de não poder acompanhar pela TV os jogos do time no Campeonato Carioca. Desde o final dos anos 90, com o surgimento da TV a cabo e, depois, do pay per view, gradualmente chegou-se a uma situação em que a totalidade dos jogos do Flamengo estavam disponíveis para serem vistos ao vivo, ainda que somente para quem pagasse quantias cada vez mais vultosas. Ainda assim, costuma haver a opção de ir a um bar ou outro espaço público acompanhar os jogos, para aqueles que fazem questão de vê-los ao vivo e não têm como ir ao estádio, seja pela distância ou outro motivo.

    A situação mais próxima vivida recentemente pela torcida aconteceu na Libertadores de 2012, quando foi criada no Brasil a Fox Sports, que assumiu os direitos da Libertadores que já lhe pertenciam no resto da América Latina. No início de suas operações, a Fox viveu uma queda de braço com as empresas de TV por assinatura quanto à sua inclusão nos pacotes disponíveis aos clientes. Com isso, os jogos ficaram inacessíveis a muitos torcedores até que as principais empresas fechassem todas acordo com a Fox. Ainda assim, já desde o início da competição havia ao menos uma operadora que já exibia os jogos, e o torcedor teve como buscar acompanhar o jogo ao vivo. Agora, a situação é diferente.

    O contrato de transmissão do Campeonato Carioca se encerrou no ano passado, e, segundo relatos da imprensa, atualmente sequer há tratativas para a assinatura de um novo contrato entre Globo e Flamengo. O clube considera muito baixo o valor de R$ 15 milhões oferecido pela Globo, muito abaixo do que a emissora paga por outras competições. A emissora não pretende elevar o valor, entre outros motivos, porque o contrato assinado com a Ferj, válido até 2024, que representa todos os outros clubes do torneio, inclusive Vasco, Botafogo e Fluminense, prevê que qualquer aumento concedido ao Flamengo seja automaticamente concedido também aos outros três grandes — em 2017, essa cláusula impossibilitou a Globo de pagar ao Flamengo mais do que o clube queria, mas a gestão Eduardo Bandeira de Melo negociou outras compensações, como a veiculação de anúncios do programa Nação Rubro-Negra nos intervalos da Globo e a instalação de iluminação no estádio da Ilha do Urubu. A atual gestão não parece interessada nessas pequenas compensações, e a anunciada opção pela escalação de um time alternativo, com jogadores pouco utilizados em 2019 e outros vindos da base em toda a Taça Guanabara esvaziou ainda mais o interesse da Globo no torneio.

    No ano passado, a semifinal da Taça Rio, com 37 pontos no Ibope no Rio de Janeiro, deu mais audiência à Globo do que qualquer jogo do Flamengo no Brasileiro, perdendo somente para jogos da Libertadores e do Mundial. Apesar disso, o Flamengo recebeu só de TV aberta pelo Brasileiro, descontada a premiação de 33 milhões pelo título, mais do que o dobro do que recebeu pelo Carioca. Sem contar o pay per view, com cifras ainda maiores – no Carioca, os R$ 15 milhões são o pagamento total do contrato de TV, restando ainda a possibilidade de receber menos de R$ 4 milhões em premiação total caso o clube vença a competição.

    Essses R$ 15 milhões representam menos de 2% das receitas do Flamengo em 2019, estimadas em quase R$ 900 milhões. Porém, são idênticos, por exemplo, ao valor-base que o clube recebe pelo contrato com o BS2, patrocinador master da camisa. Por falar em patrocinadores, não está claro como eles reagirão à grande redução da exposição das suas marcas na principal TV brasileira nos primeiros meses do ano — quando a Globo poderia transmitir só algumas partidas do Flamengo na Libertadores.

    Se nenhum acordo for fechado, o Flamengo não poderá exibir os jogos na internet, como fez este ano com grande parcela das partidas do Campeonato Brasileiro, apenas para o exterior. Isto porque a Lei Pelé prevê que os direitos de transmissão pertencem aos dois clubes. No caso do Carioca, os outros clubes são todos representados pela Ferj, e é improvável que a federação chegue a um acordo com o Flamengo para permitir a transmissão das partidas pela internet. Até porque a recusa do Flamengo a assinar com a Globo significará perda de receita para a Ferj e os clubes com o campeonato. Com a presença do Flamengo, a Globo pagará à Ferj R$ 120 milhões anuais até 2024. Sem o clube, esse valor cai para R$ 90 milhões. Por esse motivo, em 2017, os clubes pequenos pressionaram o Flamengo a assinar o contrato com a Globo. Na ocasião, Flamengo e Globo chegaram a um meio termo – assinaram um compromisso por 3 anos, contra os 8 do contrato assinado pela emissora com a Ferj. A expectativa do clube era conseguir um acordo melhor em 2020, mas até o momento, isso não se realizou.

    O mesmo motivo impede que o Flamengo venda os contratos para qualquer outra emissora ou plataforma, visto que todos os adversários têm contrato com a Globo.

    O Flamengo estreia no dia 18 de janeiro contra o segundo colocado da seletiva já em disputa entre Portuguesa, América, Americano, Macaé, Nova Iguaçu e Friburguense. Os principais jogadores do elenco só voltam de férias no dia 23, um mês após a disputa do Mundial de Clubes, e devem fazer sua estreia na temporada em 16 de fevereiro, na disputa da recém-criada Supercopa do Brasil, na qual enfrentará o Athletico-PR, campeão da Copa do Brasil, em jogo único no Estádio Mané Garrincha.

  • Gabigol pode entrar em seleto grupo do Brasileirão caso siga no Flamengo

    Artilheiro dos dois últimos campeonatos, Gabigol pode entrar no Top 10 dos maiores goleadores da competição.

    Gabigol vem de dois anos fantásticos quando o assunto é gol. Artilheiro das duas últimas edições do Campeonato Brasileiro (18 e 25 gols em 2018 e 2019 respectivamente), o atacante pode entrar no hall dos 10 maiores artilheiros do Brasileirão.

    Mantendo as médias de 84% de participação nos jogos e 0,67 gols por jogo somando os dois anos anteriores, Gabigol anotaria aproximadamente 21 gols na temporada 2020, totalizando 88 gols pela Liga Nacional.

    O número tiraria ele da 21ª posição, lugar que ocupa antes do início da temporada 2020, e o colocaria, ao menos, na 8ª colocação, tirando Washington “Coração Valente” do Top 10 e a frente de Roger e Luís Fabiano.

    Contudo, o número seria maior, também, que o de Rafael Moura, atual 7º colocado com 86 tentos anotados. O “He-man”, no entanto, deve disputar a Série A pelo Goiás e somente se fizesse menos que dois gols na competição ficaria atrás de Gabigol.

    O Campeonato Brasileiro 2020 começa no dia 3 de maio, mas ainda não se sabe se Gabigol seguirá no rubro-negro, que tenta sua contratação com a Inter de Milão. Segundo informações da imprensa, o acerto só depende do atacante.

  • Prêmio Mundo Bola: Bruno Henrique ganha a ”Bola de Ouro” e é eleito o craque do Flamengo em 2019

    Com 35 gols no ano e apelidado de ”Rei dos clássicos”, atacante mostra realmente que está em ”outro patamar”

    O Mundo Bola está promovendo em seu Twitter, algumas enquetes que perguntam como foi o ano do Flamengo na visão do torcedor. É a primeira edição do ”Prêmio Mundo Bola”.

    E na última categoria, a de ”Craque do ano”, as opções eram: Arrascaeta (18 gols e 19 assistências), Everton Ribeiro (6 gols e 14 assistências), Bruno Henrique (35 gols e 14 assistências) e Gabigol (43 gols e 11 assistências).

    A votação durou 10 horas, e com 83,4% dos votos, Bruno Henrique venceu e levou a ”Bola de Ouro” como melhor jogador do Flamengo na temporada. Artilheiro do rubro-negro em 2019 com 43 gols, Gabigol ficou em segundo com 7,2%.

    Quase tivemos um empate técnico entre Arrascaeta (4,6%) e Everton Ribeiro (4,8%), mas por dois décimos a mais, o camisa 7 terminou na frente do uruguaio.

    Relembre alguns momentos de Bruno Henrique pelo Fla neste ano

    https://www.youtube.com/watch?v=U0XI0tCdC6A

    O ”Prêmio Mundo Bola” também elegeu o jogo do ano, a surpresa, o gol mais bonito e a melhor contratação da temporada. Confira os vencedores.

    JOGO DO ANO – FLAMENGO 5 X 0 GRÊMIO

    SURPRESA DO ANO – ARÃO

    O GOL MAIS BONITO – ARRASCAETA (CEARÁ 0 X 3 FLAMENGO)

    MELHOR CONTRATAÇÃO – JORGE JESUS

  • Arthur Muhlenberg: Os Nus e os Bem Vestidos

    Nos sentimos constituindo um organismo com vida própria, interesses especiais, necessidades peculiares e uma camisa espetacular

    Blog Unapitanga | Por Arthur Muhlenberg – Twitter: @Urublog

    Espero que ninguém tenha que passar por isso, mas se algum dia uma força maior te obrigar a abrir um dicionário pra saber o significado exato da palavra nação não fique puto se o pai dos burros não fizer sequer uma menção ao Flamengo. Afinal, quem sai aos seus não degenera.

    Não deixe de ler também: Téo Benjamin | Heptacular: para os rubro-negros ditos normais

    Lá no livrão você lerá que nações são comunidades estáveis, historicamente constituídas por vontade própria de um agregado de indivíduos, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns. Só esse papinho de comunidade estável já alija a Nação Rubro-Negra da categoria. O que é de uma obtusidade revoltante.

    Até as crianças de colo corredoras sabem que território, língua, cultura ou religião sozinhos não formam o verdadeiro caráter de uma nação. A condição subjetiva para a materialização de uma nação está no vínculo que une aqueles indivíduos lá do parágrafo anterior. É esse vínculo comum que irmana as gentes e provoca em quem está no fechamento a convicção de querer viver de maneira coletiva sob uma única bandeira.

    O que forma a nação é, antes de tudo, a consciência da nacionalidade. Essa consciência é o que faz com que nós, que formamos a Nação Rubro-Negra, na maior das humildades, mas sem qualquer estabilidade e sempre de livre e espontânea vontade, nos sintamos constituindo um organismo com vida própria, interesses especiais, necessidades peculiares e uma camisa espetacular.

    E não adianta ficar lendo dicionário, gramática ou enciclopédia, esse tipo de conhecimento não se aprende, não se ensina. Pode até permanecer latente durante um tempo, mas é uma consciência que nasce com a pessoa. Ser Flamengo é uma etapa evolutiva, é genético e instintivo. Não é orientação ou opção, não se adquire por contágio. É uma célula entre bilhões que infuencia e controla todo o organismo e coloca o sujeito automaticamente na Nação Rubro-Negra.

    Apesar da esnobada dos Aurélios, Michaellis e Houaisses, a existência da Nação Rubro-Negra é um fato, não cabe interpretação. Como via de regra tudo é imenso quando falamos de Flamengo, ao observador menos atento, mais preocupado em listar semelhanças aparentes do que em perceber diferenças ocultas, pode parecer que o conceito de Nação Rubro-Negra esteja diretamente ligado ao tamanho, à pujança, ao PIB, à capilaridade ou à abrangência da torcida do Flamengo. O que é uma armadilha dialética. Uma nação não se constrói com quantitativos, sejam eles cronológicos, territoriais ou demográficos. Isso o sabe-tudo do dicionário não mostra.

    Vejam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, por exemplo. No tempo das vacas gordas quinquenais, em que os chamados soviéticos eram o bicho-papão do Muro de Berlim pra cá, eles faziam e aconteciam, mandavam homens e cachorros ao espaço e batiam de frente com qualquer um. Seu território chegou a ocupar área equivalente a 1/6 do globo terrestre e somavam quase 300 milhões de habitantes. E mesmo com tudo isso a U.R.S.S. nunca foi uma nação.

    Mais do autor: Sapato de ir no samba

    Já os Tsohom Djapá, tribo amazônica que perambula pela região de cabeceira dos rios Jutaí, Curuena e Jandiatuba, no vale do rio Javari, não passam de algumas centenas de guerreiros e cunhãs nômades, que vivem da coleta, da pesca e da caça esporádicas, cujo único patrimônio são as suas armas de tecnologia neolítica, seus shorts adidas piratas e seus chinelos de dedo. Mas esse punhado de gentes é suficiente para formar a Nação Tsohom Djapá. Percebem a diferença?

    Para que uma nação exista não adianta aparecer no dicionário. É preciso que o nacionalismo puro e incorrupto, livre do comprometedor sentido que o termo adquiriu nos últimos tempos de trevas, surja espontaneamente no coração dos indivíduos. A Nação Rubro-Negra é uma invenção da própria Nação. Um construto mental e emocional que ultrapassou os limites do intelecto para começar a ser também matéria.

    A Nação Rubro-Negra não vive apenas dentro das nossas cabeças. A Nação é o resultado da soma do clube com o time, multiplicada pela torcida, fatorada pela nossa rica simbologia, extrapolada pelos semideuses do nosso panteão. E temida até a morte pela arcoirizada safada e mal vestida.

    A Nação Rubro-Negra é terra e mar, é carne, e peixe também. É Praia do Flamengo, Rua Paysandu, Gávea, Maracanã, Ilha do Urubu, Cariacica, Estádio Centenário, Monumental de Lima, Aterro do Flamengo. A Nação Rubro-Negra ultrapassou qualquer limite, divisa ou fronteira geográfica e hoje se espalha homogeneamente por todo o planeta.

    E a Nação, como o universo e a nossa Sala de Troféus, segue em permanente expansão. Onde quer que dois mulambos se reúnam em nome do Flamengo, seja lá onde for, aquela porção de terra ocupada pelos bem vestidos passa fazer parte do território da Nação.

    Não deixe de ler também: Em “Libertador”, Arthur Muhlenberg vai da Crise ao Oba-Oba para contar como o torcedor do Flamengo reconquistou a América

    A Nação Rubro-Negra também é grito, tensão, perrengue, paciência infinita e tolerância zero, alívio e explosão. E claro, a Nação Rubro-Negra é, essencialmente, o nosso orgulho desmedido e justificado em eterno combate com a nossa humildade natural.

    A Nação Rubro-Negra é, em suma, tudo que está, já foi ou será um dia, envolvido pelos nossos sagrados panos vermelhos e pretos. Isto posto, é dever de todo dirigente rubro-negro, do passado, do presente e do futuro, fazer o favor de respeitar essa Nação e seus nacionais. Todos eles. Os ricos e os aparentemente pobres. Os nus e os bem vestidos. Os vivos, os mortos e os que ainda vão nascer.

    Feliz 2020 pra Nação.

    Mengão Sempre


    Arthur Muhlemberg é publicitário e escritor. Escreve suas crônicas flamengas no República Paz & Amor e aqui no Mundo Bola. Recentemente lançou dois livros contando as trajetórias das duas grandes conquistas do Fla na temporada 2019: Heptacular e Libertador.

  • Análise estatística – Flamengo na temporada 2019

    2019 foi um dos anos mais vitoriosos e emocionantes para o futebol profissional do Clube de Regatas do Flamengo. Detentor de um futebol envolvente, sufocante e brilhante, e com números expressivos na temporada, o Rubro-Negro carioca conquistou a Tríplice Coroa (Campeonato Carioca, Libertadores e Campeonato Brasileiro).

    Tabus quebrados, recordes alcançados dentro e fora de campo, atingidos principalmente após a chegada do técnico português Jorge Jesus. O “Mister” chegou durante a pausa para a Copa América e revolucionou o jeito de jogar do Flamengo em 2019: campeão da Libertadores, do Brasileirão e vice-campeão do Mundial. A única eliminação foi para o Athletico-PR, na Copa do Brasil. Confira os números do Flamengo em 2019 a seguir.

    Estatísticas – Flamengo em 2019

    74 jogos – 49 vitórias – 16 empates – 9 derrotas – 150 gols marcados e 64 gols sofridos: 73,42% de aproveitamento

    Desempenho – por técnicos

    Abel Braga – 28 jogos / 18 vitórias / 6 empates / 4 derrotas / 54 gols marcados e 24 sofridos / 8 jogos sem sofrer gol / 4 jogos sem marcar gol.

    Leomir Souza (auxiliar AB) – 2 jogos / 1 empate / 1 derrota / 2 gols marcados e 3 sofridos.

    Marcelo Salles (interino) – 4 jogos / 3 vitórias / 1 empate / 5 gols marcados e nenhum sofrido / 4 jogos sem sofrer gol / 1 jogo sem marcar gol.

    Jorge Jesus – 39 jogos / 27 vitórias / 8 empates / 4 derrotas / 86 gols marcados e 36 sofridos / 14 jogos sem sofrer gol / 5 jogos sem marcar gol.

    João de Deus (auxiliar JJ) – 1 jogo / 1 vitória / 3 gols marcados e 1 sofrido.

    Jogos

    Abel Braga (Leomir Souza), Marcelo Salles e Jorge Jesus (João de Deus) foram os treinadores da equipe em 2019, utilizando no total, 42 atletas ao longo da temporada. Assim como 2016 e 2017, o meio-campista Willian Arão foi o atleta que mais entrou em campo pelo Flamengo (64 jogos). Bruno Henrique, Diego Alves, Everton Ribeiro e Rodrigo Caio completam o Top 5. Vitinho foi o atleta que mais entrou no decorrer das partidas: em seus 52 jogos, iniciou 32 deles no banco de reservas.

    Gols marcados e sofridos

    Artilharia Flamengo 2019. Créditos: Adriano Skrzypa

    Cento e cinquenta gols. O poderio ofensivo Rubro-Negro foi absurdo em 2019. Dos 67 jogos disputados, o Flamengo não anotou gols em dez, e não sofreu em 26. Dezessete atletas (além de 3 gols contra) anotaram os 150 tentos da equipe na temporada. Destaque para o trio Gabigol (43), Bruno Henrique (35) e De Arrascaeta (18).

    Foram 64 gols sofridos em 48 jogos. Diego Alves sofreu 53, César sofreu 10 e Gabriel Batista sofreu seu primeiro gol pelos profissionais, contra o Goiás. Vinte e seis deles aconteceram no 1º tempo, outros 37 ocorreram na etapa final e um deles em uma prorrogação (contra o Liverpool). Diego Alves defendeu três penalidades máximas (contra LDU e Vasco 2x).

    Detalhes – gols marcados

    Gabigol fez 28 gols no 2º T – dois deles contra o River. Créditos: Adriano Skrzypa

    Assistências

    Quatro atletas ultrapassaram os dois dígitos (+10) em assistências na temporada: De Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol foram os líderes no quesito. Bruno Henrique foi o único jogador do Flamengo a distribuir assistências em todas as competições disputadas.

    Cartões

    Gabriel Barbosa foi o atleta do Flamengo mais advertido com cartões em 2019: recebeu 21 cartões amarelos e 3 vermelhos. Bruno Henrique (18 CA e 2 CV) e Diego Ribas (13 CA) completam o Top 3.

    Nação Rubro-Negra

    Flamengo foi o detentor dos maiores públicos do Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Créditos: Adriano Skrzypa

    Mais detalhes: JOGOS DO FLAMENGO ATINGEM 2 MILHÕES DE EXPECTADORES EM 2019

  • Jorge Jesus é condecorado em Portugal e afirma que carinho da torcida pode pesar para sua permanência no Flamengo

    O técnico Jorge Jesus foi condecorado nesta segunda-feira (30) pelo Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Ordem do Infante D. Henrique, pelas conquistas realizadas junto ao Flamengo em 2019. Essa é uma homenagem concedida a portugueses que se destacam e levam o nome do país pelo mundo. É uma tradição treinadores receberem a medalha.

    Durante a coletiva de agradecimento, Jorge Jesus foi questionado sobre o futuro e tornou a confirmar o cumprimento do contrato com o Flamengo, que vai até junho. O português também afirmou que o carinho da torcida pode pesar na sua permanência até o fim da temporada.

    “Dia 20 voltaremos ao Rio para a pré-temporada. Temos contrato até junho e estamos felizes. Não estava habituado a ter um estádio com 70 mil a gritar o meu nome. Tudo isso pode influenciar muito mais do que qualquer questão financeira”, afirmou Jesus.

    • Prêmio Mundo Bola: golaço de bicicleta de Arrascaeta é eleito o gol mais bonito do ano
    • Desejado por JJ, atleta do Sporting foi colocado na lista de transferências
    • Prêmio Mundo Bola: Jorge Jesus desbanca o trio artilheiro e vence como a contratação do ano
    • Pelo mundo de novo: a saga de quatro torcedores que acompanharam in loco um momento histórico
    • Prêmio Mundo Bola: Arão é eleito a surpresa da temporada

    Siga o autor: @matheusleal1

  • Prêmio Mundo Bola: golaço de bicicleta de Arrascaeta é eleito o gol mais bonito do ano

    Pintura do uruguaio contra o Ceará venceu com uma bela diferença de votos

    O Mundo Bola está promovendo em seu Twitter, algumas enquetes que perguntam como foi o ano do Flamengo na visão do torcedor. É a primeira edição do ”Prêmio Mundo Bola”.

    Na categoria ”Gol mais bonito do ano”, as opções eram: Arrascaeta (bicicleta contra o Ceará na vitória por 3 a 0), Henrique Dourado (outra bicicleta, mas no Carioca contra o Resende), Gabigol (golaço no Maracanã por cobertura, de fora da área, contra o Santos pelo Brasileiro) e novamente Arrascaeta (também por cima do goleiro, mas contra o Goiás na goleada por 6 a 1).

    A votação durou 10 horas, e a bicicleta de Arrascaeta no Castelão contra o Ceará, pela 16ª rodada do nacional, venceu como o gol mais bonito da temporada. A pintura do uruguaio teve 86,8% dos votos, seguido pelo golaço de Gabigol contra o Santos, com 8,2%.

    Arrascaeta teve outro gol nas opções de voto. Na estreia de Jorge Jesus no Maracanã, o Flamengo venceu o Goiás por 6 a 1 no Maracanã, e o meia além de fazer um hat-trick, fez um lindo gol por cobertura. Este lance ficou em terceiro na votação do Mundo Bola, com 3%. Por último, a pintura de Henrique Douardo que já deixou o clube, ainda pelo Carioca no empate em 1 a 1 contra o Resende, teve 2%.

    Relembre o gol mais bonito do ano eleito pelos rubro-negros

    https://www.youtube.com/watch?v=TBru6mbOAos
  • Desejado por JJ, atleta do Sporting foi colocado na lista de transferências

    Pretendido por Jorge Jesus, volante Wendel, do Sporting, foi listado como transferível pela equipe portuguesa.

    O Flamengo está no mercado e pretende contratar um atacante, um lateral-direito e um volante. Um dos nomes para esse último é Wendel, ex-Fluminense e atualmente no Sporting. Na manhã desta segunda (30), o jogador foi colocado na lista de transferências do clube português.

    Wendel trabalhou com Jorge Jesus no Sporting e o Mister quer contar com os serviços do atleta de 22 anos novamente. A pedida do clube lusitano, no entanto, assusta e, segundo o site “A Bola”, a terceira força do país quer algo em torno de 20 milhões de euros (cerca de R$ 90 milhões).

    O Sporting considera esse o preço “de custo”, ou seja, terá relutância em abaixá-lo. O valor está distante do que o Flamengo pode pagar. Nessa temporada, Wendel chegou a ser “rebaixado” para o elenco sub-23.

    O volante foi contratado pelos portugueses em janeiro de 2018, por 7,5 milhões de euros.