Autor: diogo.almeida1979

  • Mauricio Neves | Deixou Chegar – A Copa Mercosul 1999: uma conquista ao velho modo Flamengo de ser

    “Deixou Chegar” resgata a memória de uma conquista que ficou espremida entre o apagar das luzes dos anos 1990 e a década que se tornaria o período mais turbulento da nossa existência, e acabou não sendo valorada do modo correto

    Os anos 1990 começaram com um gosto de fim de festa para o Flamengo. Olhar em retrospectiva para a década anterior seria ter a certeza de que o futuro imediato não teria como competir com aquele passado recente, tão vivo na memória. O ano de 1990 começou triste demais: Zico faria seu último jogo com o Manto no dia 6 de fevereiro, um tempo entre os mundialistas de 1981, outro com o time que teria que seguir sua trajetória com Edu Marangon com a camisa 10, suspiro. Para piorar, Junior assegurava que só jogaria o estadual e no meio do ano trocaria os gramados pela areia. É verdade que ele ainda faria muito, se tornaria o Maestro e só pararia em 1993, renovando o contrato semestre após semestre, mas naquele início de 1990 nós tínhamos duas verdades: adeus a Zico em fevereiro, adeus a Junior em junho. Era melhor não olhar para trás, sob pena de não conseguir viver a realidade que se anunciava.

    O maior contraste entre passado e futuro se deu na semana da despedida de Zico. Na terça-feira, 6 de fevereiro, cem mil pessoas foram ao Maracanã para aplaudir o atleta Zico pela última vez e assistir a 45 minutos luxuosos dos campeões mundiais contra o estrelado time dos Amigos de Zico, e mais 45 minutos de Zico dando alguma lucidez ao time que deixaria órfão instantes depois. Foi triste, mas foi lindo. Dois dias depois, na quinta-feira, 8 de fevereiro, meia-dúzia de gatos pingados foi ao Maracanã ver o Flamengo se arrastar diante de um esquálido América pela Taça Guanabara, sem Zico para sempre pela primeira vez. Na tentativa de mudar o fúnebre zero a zero, Espinosa promoveu a estreia do centroavante Guga pelo Flamengo, contratado para ser o goleador que faltava desde a saída de Bebeto. Guga se movimentou pelo gramado com se fosse um sapo no asfalto fervente. Foram seus únicos minutos com a camisa do Flamengo. O 0x0 no placar final anunciava um tempo árido pela frente. Foi triste, só triste.

    O começo da década foi salvo porque Junior decidiu continuar. Suas atuações no campeonato brasileiro daquele ano fizeram o Jornal dos Sports alcunhá-lo Maestro. Sob sua batuta, regendo a base que conquistou a Copinha de 1990, vencemos a Copa do Brasil daquele ano, o estadual do ano seguinte e o pentacampeonato brasileiro em 1992. Mas ele parou definitivamente no meio de 1993, e começou a década da desesperança que se anunciara no dia 6 de fevereiro de 1990. O ano de 1994 foi de uma ruindade indecente e o de 1995 inaugurou a era dos “flactóides”, como escreveu, se não me falha a memória, o Sidney Garambone no finado FutBrasil, termo autoexplicativo. A contratação de Romário gerou uma justificada euforia, mas nem os mais de 200 gols converteram em títulos relevantes aquela alegria. Sua saída do Flamengo, direto para o Vasco, no final de 1999, haveria de confirmar a década de 1990 como a década da desesperança. O Flamengo parecia sem rumo.

    Em parte, estava sem rumo mesmo. O clube Flamengo era desgovernado por Edmundo Santos Silva, que ante a saída de Romário viu na ISL a tábua de salvação e jogou o Flamengo em um atoleiro de dívidas e sucessivos flactóides. A ISL faliu e o Flamengo passaria a primeira metade da primeira década no novo século numa luta feroz para não ser rebaixado. Mas no meio daquele tumulto do clube Flamengo no final de 1999, a entidade Flamengo ressurgiu ao som de um Violino. Sem Romário, o Flamengo estava na semifinal da Copa Mercosul. Sem Romário e sem Beto, afastados no mesmo episódio da noitada do camisa 11. O técnico Carlinhos tinha um punhado de garotos para a missão impossível: passar pelo melhor Peñarol desde o que havia ganho a Libertadores de 1987 com o mítico gol de Diego Aguirre e, se operasse o milagre, encarar o Palmeiras campeão da América e buscando o bi da Mercosul.

    Pois o Flamengo deu no Peñarol, deu no Palmeiras e levantou o caneco continental, o primeiro desde a Libertadores de 1981. Devo dizer que poucas vezes eu vi o Flamengo ser tão Flamengo quanto naqueles quatro jogos, e nunca vi ser mais Flamengo do que naqueles quatro jogos. Talvez por ter sido ao apagar das luzes dos anos 1990, talvez porque as falsas esperanças dos anos 2000 tenham virado o período mais turbulento da nossa existência, talvez por ter ficado espremida entre esses períodos históricos, a conquista da Copa Mercosul de 1999 acabou não sendo valorada do modo correto, como aquilo que realmente foi: uma conquista ao velho modo Flamengo de ser. Quando eu me referia àqueles dias, costumava dizer que a Mercosul 99 merecia ter virado livro. Pois virou, e um grande livro. “Deixou Chegar: a Copa Mercosul 1999” é um relato preciso, meticuloso e emocionante trazido à tona por Gustavo Duarte. O feito do eterno Carlinhos e daqueles garotos finalmente tem o reconhecimento que merece.

    Gustavo não abordou apenas a competição continental, mas toda a temporada, dentro e fora de campo, com narrativa, estatísticas, aspas e rememorando o que cantavam as arquibancadas. Para responder a pergunta de como havia nascido o time campeão da Copa Mercosul de 1999, o autor mergulhou nos jogos, nos bastidores e, coisa rara, faz reviver o sentimento da época, o que afirmo eu porque passei os dias da leitura sendo o rubro-negro que eu era em 1999, acumulando angústias até libertá-las às lágrimas quando a bola chapada por Lê morreu mansamente nos cordéis palestrinos. Mas as emoções de “Deixou Chegar” começam bem antes da final da Mercosul. O relato de Gustavo, lance a lance, da final do Estadual que vencemos com o gol de falta de Rodrigo Mendes, me levou de volta para o lugar em que eu estava no alto da arquibancada naquela tarde, no que hoje seria o Leste Superior. Nenhuma das vezes em que revi aquele jogo em vídeo me proporcionou a viagem no tempo que fiz durante a leitura. Obrigado, Rodrigo Mendes; obrigado, Gustavo Duarte.

    Passei os dias da leitura sendo o rubro-negro que eu era em 1999. O feito do eterno Carlinhos e daqueles garotos finalmente tem o reconhecimento que merece.

    O autor também relembra que o título da Mercosul foi muito mais do que o gol de Lê. A primeira fase caótica, a batalha de Avellaneda, as almas rubro-negras lavadas e vingadas no dilúvio que caiu sobre o Maracanã nos 4×0 contra o Independiente (ainda com Romário); o atropelamento imposto ao Peñarol na ida e a pancadaria na volta no Centenário (ambos os jogos já sem Romário), está tudo em “Deixou Chegar”. Mas a resposta à pergunta sobre como havia nascido aquele time campeão acabou por responder muito mais. Os últimos quatro parágrafos e, soberanamente, o antepenúltimo parágrafo do livro, são uma aula de Flamengo. Uma aula dada por Carlinhos e seus pupilos que culminou com uma conquista tão épica, mas tão épica, que merecia ter sido contada por Nelson Rodrigues, com o céu acima do Parque Antártica tremendo com uma tempestade do Quinto Ato de Rigoletto. E talvez por isso tenha demorado tanto para ter um registro à altura, como este feito agora pelo Gustavo, letras definitivas sobre um time eterno.

  • Flamengo encara o Corinthians na estreia da Copa Super 8 e sonha com o bicampeonato do torneio

    A Copa Super 8 começa hoje para o Flamengo, às 18h, na Arena Carioca 1, na Barra da Tijuca. O Rubro-Negro tenta o bicampeonato do torneio que teve sua primeira edição na temporada passada. Na edição passada, o Orgulho da Naçã bateu o Franca na final em pleno Ginásio Pedrocão e trouxe o caneco para a Gávea.

    A competição acontece entre os dois turnos do NBB, é um torneio curto em que o campeão vai à Champions League das Américas, uma espécie de Libertadores do Basquete. Como o Flamengo foi o primeiro colocado no primeiro turno do NBB, leva vantagem em todas as fases da Copa Super 8. O chaveamento é simples: 1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e assim por diante.  

    Além da diferença entre os times na tabela, o que coloca o Flamengo como franco favorito à classificação, na última partida de 2019 os times se enfrentaram no Ginásio Wlamir Marques, em São Paulo e o Flamengo venceu por 72 x 68.

    FICHA TÉCNICA

    Copa Super 8 de Basquete – Flamengo x Corinthians  

    Local: Arena Carioca 1 – Rio de Janeiro 

    Data: 05 de Janeiro de 2020 

    Horário: 18h (Brasília) 

    Transmissão: Facebook do NBB


  • Perto do Flamengo, Michael não é ‘andorinha de um só verão’

    Os títulos conquistados em 2019 levaram o Flamengo a outro patamar. Inclusive de exigência da torcida. Se em outras épocas os múltiplos prêmios de revelação do Campeonato Brasileiro já seriam credencial suficiente para a torcida estar empolgada com a notícia de que o atacante Michael está próximo de ser contratado pelo clube — dada pelo jornalista Mauro Cezar Pereira em seu blog no UOL–, desta vez há uma desconfiança e um certo receio de que Michael seja um fenômeno de uma temporada só e não esteja à altura do nível do investimento necessário para contratá-lo.

    Embora Michael só tenha aparecido para a maioria dos rubro-negros no ano passado, quando fez um excelente Campeonato Brasileiro, com 9 gols e 5 assistências — conduzindo um Goiás que teve a defesa mais vazada do campeonato à briga por uma vaga na Libertadores até as últimas rodadas –, essa não foi a primeira boa competição do jogador de 23 anos.

    Em 2018, Michael já havia sido o principal jogador do Goiás na campanha que fez o clube conquistar o acesso à Série A após três temporadas consecutivas na Série B. Tanto que foi o primeiro nome em uma lista feita pelo Globoesporte.com com os destaques da competição que poderiam ser contratados por um clube da Série A.

    ” O atacante de 22 anos marcou sete gols, deu nove assistências e foi a principal válvula de escape do time esmeraldino. Tem mais três anos de contrato, mas a diretoria cogitaria a venda se houvesse boa proposta”, diz o texto publicado pelo portal em dezembro de 2018.

    Michael chegou ao Goiás no meio de 2017, após se destacar no Campeonato Goiano daquele ano pelo pequeno Goianésia. Inicialmente foi reserva e marcou apenas 1 gol na Série B de 2017, mas ganhou espaço em 2018 e se tornou o principal jogador do time, status que manteve em 2019.

    Após o fim do Brasileiro, competição da qual foi eleito revelação tanto no prêmio oficial da CBF quanto na tradicional Bola de Prata, Michael atraiu interesse de vários clubes. Antes da informação de que estaria próximo de fechar com o Flamengo, quem chegou mais perto de contratá-lo foi o Corinthians, mas o clube paulista não chegou a um acordo financeiro com o Goiás, que não abriria mão de receber R$ 50 milhões pelo jogador. Mauro Cezar Pereira, porém, garante que caso o negócio com o Flamengo seja mesmo fechado, será por cifras inferiores a esse montante.

  • Bruno Henrique receberá salário milionário após reajuste, diz jornalista

    Vice-artilheiro do Flamengo na última temporada e fundamental para a conquista do Brasileiro e da Libertadores no ano passado, o atacante Bruno Henrique receberá um senhor reajuste salarial para permanecer no Flamengo, segundo informou o jornalista do Globoesporte.com Cahê Mota.

    O novo salário que Bruno Henrique receberá será superior a R$ 1 milhão mensal, vencimento compatível com os dois outros protagonistas do time, o meia De Arrascaeta e o atacante Gabigol — este, caso permaneça no clube, o que ainda não é certo.

    https://twitter.com/cahemota/status/1213659808529887233

    Segundo relatos, o salário anterior de Bruno Henrique girava na casa de R$ 250 mil mensais. Mas a temporada na qual marcou 35 gols, chegou à seleção brasileira e foi eleito melhor jogador do Brasileiro pela CBF e da Libertadores pela Conmebol fez com que o jogador subisse para “outro patamar”, para usar o termo cunhado pelo próprio Bruno Henrique para se referir ao abismo entre o Flamengo e os adversários no futebol brasileiro.

    Há relatos de que clubes da China estejam interessados em contratar Bruno Henrique, mas o Flamengo não está disposto a negociar o jogador por nenhum valor inferior à multa. O aumento salarial deve vir acompanhado de uma extensão do contrato atual, que vai até o fim de 2021, e possivelmente de um aumento da multa rescisória.

    O próprio Bruno Henrique já disse recentemente que, se pudesse, assinaria um “contrato vitalício” com o Flamengo e que não tem nenhuma intenção de deixar o clube que lhe abriu as portas após uma temporada complicada em 2018, no Santos, devido a uma grave lesão no olho.

  • Seis meses após deixar clube, Filipe Luís é homenageado antes de jogo do Atlético de Madrid

    O lateral-esquerdo Filipe Luís recebeu uma bonita homenagem de seu ex-clube, o Atlético de Madrid, equipe que defendeu por oito temporadas, realizando 333 partidas e conquistando sete títulos.

    Como o Atlético estava de férias quando Filipe acertou sua transferência para o Flamengo, não houve uma despedida da torcida naquela ocasião. Agora, nas férias do Flamengo, o lateral entrou em campo antes da partida do Atlético contra o Levante, no Estádio Wanda Metropolitano, pelo Campeonato Espanhol. Filipe Luís recebeu o carinho dos ex-companheiros e da torcida do time madrileno.

    O famoso jornalista espanhol Mister Chip disse considerar Filipe Luís o maior lateral-esquerdo da história do clube madrileno, fundado em 1903.

    Entre os títulos conquistados por Filipe em Madrid, o principal foi o do Campeonato Espanhol na temporada de 2013/14 — o Atlético não vencia o tútulo local há quase duas décadas.

    Após 15 anos na Europa, com passagens também por Ajax, Deportivo La Coruña e Chelsea, Filipe decidiu voltar ao Brasil depois da Copa América do ano passado, aos 34 anos, para jogar no Flamengo, seu clube de coração. Em menos de seis meses, conquistou a Libertadores e o Brasileiro. Foi eleito para a seleção do Brasileiro no prêmio da CBF e para a seleção das Américas na tradicional enquete do jornal uruguaio “El País”.

    O lateral continua de férias até o dia 23, quando se reapresenta ao Flamengo com o restante dos jogadores que disputaram o Mundial de Clubes para iniciar a preparação para a temporada, a começar pela disputa da Supercopa do Brasil contra o Athletico-PR, em 16 de fevereiro.

  • Gustavo Henrique justifica escolha pelo Flamengo e explica polêmica com empresário

    Anunciado na tarde desta sexta-feira como novo jogador do Flamengo, o zagueiro Gustavo Henrique, ex-Santos, falou ao programa “Bola Na Veia”, da ESPN Brasil, sobre a mudança na carreira. Confira os principais trechos:

    Disputa por posição

    Independente do clube em que você estiver, você vai ter que dar o seu melhor para disputar posição. Vou respeitar muito meus companheiros. Vai ser uma disputa muito sadia. Qualquer clube que eu estivesse eu ia brigar por posição, até se eu renovasse com o Santos, vai ser uma disputa sadia e quem sai ganhando é o Flamengo, fortalecendo cada vez mais o seu elenco. Eu vou ser mais um que vou procurar fazer o meu melhor para ajudar o clube. Meu maior desafio é dar o meu melhor todo dia. Eu sou um cara que me cobra muito. Meu pensamento primeiro é no grupo, eu não tenho a vaidade de querer estar sempre jogando. É lógico que todo jogador quer jogar, e eu vou buscar meu espaço pra isso, mas vou respeitar muito o Rodrigo e o Marí, e outros zagueiros que tem lá também. Você dando o seu melhor no dia a dia as coisas podem acontecer, mas eu sou só mais um pra agregar e sempre dar o meu melhor.

    Escolha pelo Flamengo

    Um tempo atrás o Flamengo foi o primeiro clube que veio atrás de mim, assim que eu já pude assinar um pré-contrato. Eu na minha cabeça já tinha planejado sair do Santos. Eu precisava como ser humano me dedicar a outras coisas. Eu não respondia o presidente do Santos porque na minha cabeça já tinha mentalizado que eu queria sair, buscar outros desafios. Não foi questão de dinheiro, até porque o Santos também me ofereceu um bom salário. Meu desejo maior, como todo mundo sabe, como o Flamengo sabe também, era ir pra Europa. Mas como não chegou nada, eu optei pelo Flamengo, que foi o clube que me procurou há mais tempo e que mais me motivou no projeto novo. Tiveram outros clubes interessados, mas eu optei pelo Flamengo, foi uma escolha minha e estou muito feliz com isso. Era uma necessidade que eu tinha, procurar novos desafios para a minha carreira, e o Flamengo foi para mim a melhor opção, um grande clube e eu não podia deixar essa oportunidade passar. Sei que o Flamengo vai ter a pressão de ganhar mais títulos, pelo elenco que tem, e eu vou pro Flamengo querendo ganhar esses títulos. É um grande desafio, individual e coletivo, um leva o outro. Estou muito motivado para isso e espero que o Flamengo tenha um ano melhor ainda do que esteve esse ano.

    Adaptação ao esquema do Flamengo

    O Sampaoli me ajudou muito, foi muito importante pra mim, me ajudou muito na saída de bola, ele gostava muito de trabalhar isso. Realmente foi um ano muito bom para mim. O Sampaoli exigia muito que os zagueiros começassem seu estilo de jogo desde trás, com toque de bola, envolvendo o adversário e sempre com protagonismo. Isso é o que o Flamengo também busca e eu acho que este ano (2019) vai me ajudar muito para os próximos anos e eu espero que eu esteja pronto para fazer um grande ano. No Santos a gente já tinha isso também, a gente trabalhava muito a linha alta, porque o Sampaoli exigia isso, a pressão pós-perda da bola. Esse ano eu aprendi coisas que na minha caminhada eu não tinha aprendido. Lógico que tem riscos, mas o primeiro e o segundo colocado foram o Flamengo e o Santos, que jogam assim, que sempre querem a bola, querem estar pressionando o adversário. Quanto mais você tem a bola mais chance você tem de criar jogadas e fazer o gol, e menos chances o adversário tem. Então eu acho que os dois são muito parecidos.

    Expectativa de trabalhar com Jorge Jesus

    Estou muito feliz e motivado para isso (trabalhar com Jorge Jesus). É um grande treinador, provou neste ano, fez um grande trabalho. Eu aprendi muito com o Sampaoli, um cara muito exigente, que cobrava muito da gente, e pelo jeito o Jesus também é assim. E eu acho que isso é bom pro atleta. Eu espero realmente que eu possa contribuir, independentemente de estar jogando ou não, fora de campo ajudando meus companheiros e dentro de campo sempre dando meu melhor. Eu não conheço o trabalho do Jesus, mas pelo que eu venho acompanhando e venho conversando com ex-companheiros que eu tive aqui no Santos, é um grande treinador. Espero que ele possa dar oportunidade para todos e com certeza o Flamengo vai vir muito forte.

    Data da apresentação ao Flamengo

    Eu tenho contrato até o final de janeiro com o Santos. Se depender de mim eu vou cumprir. Eu sempre me dediquei muito a esse clube, e sempre vou ser grato, quero sair pela porta da frente. Foram 13 anos aqui, metade da minha vida foi dedicada a esse clube. Mas a gente já está conversando com o presidente para ver o que ele vai fazer, se ele vai me liberar ou não para participar da pré-temporada do Flamengo. Vou deixar na mão deles que sabem melhor do que eu nessa parte.

    Polêmica com empresário

    Primeiramente quando eu tive um mês que eu já podia assinar com outro clube, o Flamengo foi o primeiro clube que já me fez a proposta, que já me encaminhou, que foi através de outro empresário. Eu nunca tive, eu não tenho contrato assinado com o meu ex-empresário, meu ex-agente, então outras pessoas poderiam trazer também essa proposta. E no caso eu não poderia conversar com esse (outro) empresário porque eu ainda era jogador do Santos, eu ainda estava focado em brigar pelo título naquela ocasião. E eu falei que não queria conversar com o Flamengo ainda, e eu pedi para o meu pai acompanhar essa negociação, ir até o Rio de Janeiro escutar as propostas, escutar os valores, porque a gente não pode deixar um clube como o Flamengo de lado. É um clube gigante e a gente não pode deixar passar essa oportunidade. Enquanto isso eu fui conversando com ele, eu fui falando que meu desejo ainda era jogar na Europa, eu estava esperando a oportunidade, que chegasse alguma coisa, e não chegava nada. Eu fui adiando enquanto pude, mas falei pra ele: “eu preciso fechar com o Flamengo, os caras tão me pressionando, porque um clube como o Flamengo tem um planejamento de buscar outros jogadores se eu não aceitasse a proposta. Então eu fui dando datas para ele, e isso não aconteceu. Chegou a hora em que faltava um mês para acabar o meu contrato, e eu não podia trocar o certo pelo duvidoso, não podia trocar o Flamengo por algo que eu não tinha. Então eu acabei resolvendo isso. Meu pai não teve nada com isso, eu só pedi pra que ele acompanhasse as negociações. Acredito que ele (o empresário) acabou ficando chateado com isso, mas pelo respeito que eu tenho com ele, pelos 12 anos de trabalho, eu exigi do outro empresário que ele recebesse metade da comissão. Não foi ele que trouxe a proposta, mas eu queria que ele recebesse, por respeito. Talvez ele tenha falado isso, que eu ia ser titular no Palmeiras, no Corinthians, mas a gente sabe que em nenhum time a gente é titular absoluto, e nem no Flamengo também. O elenco é muito forte, é grande, eu vou ter que disputar posição, em qualquer outro clube eu também disputaria. Ele ficou chateado com isso, mas é vida que segue.

  • Flamengo ganha concorrência de Chelsea e West Ham por Gabigol

    Novela envolvendo Gabigol e Flamengo ganha novos capítulos

    A negociação para manter Gabigol no Flamengo segue em curso, mas o rubro-negro parece ter ganhado um concorrente de peso na disputa. Se o West Ham, primeiro clube inglês desejando contar com o camisa 9 da Gávea não assustava o clube carioca, o segundo já pode preocupar Marcos Braz e companhia.

    De acordo com o jornal inglês The Sun, o Chelsea demonstrou interesse no artilheiro brasileiro da última temporada e avalia uma oferta para a Inter de Milão, clube onde Gabriel tem contrato. Os italianos não irão permanecer com o atacante.

    Leia também no Mundo Bola: Saída de Reinier pode aproximar Flamengo de 150 milhões de euros com vendas da base desde 2017

    Gabigol ainda não deu o “ok” ao Flamengo sinalizando sua permanência. O jogador quer um salário maior do que o clube carioca ofereceu, e as negociações seguem. É possível que os agentes do atacante usem as sondagens de Chelsea e West Ham nas novas conversas com o Fla.

    Conseguindo acertar com Gabriel Barbosa, o rubro-negro conta com o bom relacionamento com o clube italiano, para fechar a contratação, estimada em mais de R$ 60 milhões.

    CASAMENTO DEU CERTO

    Gabigol foi emprestado pela Inter de Milão ao Flamengo, em janeiro do ano passado. O rubro-negro ficou de arcar com todos os vencimentos mensais do atacante, facilitando assim o acordo.

    Após o primeiro gol contra o Americano, no Maracanã, o atleta deslanchou de fazer gols e honrou seu apelido. Foram 43 na temporada, com 11 assistências.

    Com Gabriel Barbosa comandando o ataque, o Flamengo foi campeão do Carioca, ainda sob a tutela de Abel, campeão da Libertadores, com o próprio atacante fazendo dois gols na decisão e sendo artilheiro da competição com nove, e selou a temporada levando também o Brasileirão, com Gabigol também sendo o goleador máximo com 25. Foi o melhor ano da carreira do atacante, que vive indefinição sobre seu futuro em 2020.

  • Saída de Reinier pode aproximar Flamengo de 150 milhões de euros com vendas da base desde 2017

    Com a provável venda de Reinier, a base do Flamengo — por muito tempo relegada a um segundo plano por gestões do clube — pode chegar a uma arrecadação total de quase 150 milhões de euros com venda desde 2017, se consolidando como uma das principais fontes de receitas do clube. a base rubro-negra se recuperou nos últimos anos e se tornou uma das principais fontes de receita para o clube.

    Desde o dia 26 de janeiro de 2017, quando fechou a venda do lateral-esquerdo Jorge ao Mônaco, o Flamengo arrecadou R$ 112,3 milhões de euros com as saídas de seis jogadores formados no clube. O valor da possível venda de Reinier ao Real Madrid giraria em torno de 30 a 35 milhões de euros, fazendo o valor total se aproximar dos 150 milhões de euros.

    Na atual cotação, esse valor total representa quase R$ 680 milhões — mais do que a receita anual do Palmeiras, segundo time com maior arrecadação do futebol brasileiro.

    Reinier poderá ser vendido a partir do próximo dia 19, quando completa 18 anos. A expectativa é que o Real Madrid possa pagar a multa, que giraria entre 30 e 35 milhões de euros. O valor de 70 milhões de euros foi reduzido em novembro, quando o jogador renovou contrato com o Flamengo até 2024. Mas caso ele não renovasse, poderia sair de graça ao fim deste ano, quando se encerrava o contrato anterior.

    Não foi divulgado se, na renovação, o Flamengo manteve 100% dos direitos do jogador, como era o caso no contrato anterior, segundo registra o balancete trimestral mais recente do clube.

    Uma das principais promessas de sua geração, Reinier está convocado para a disputa do Pré-Olímpico pela seleção brasileira. Pelo profissional do Flamengo, ele jogou 15 jogos e fez 6 gols, participando do elenco campeão brasileiro e da Libertadores. Se for vendido, pode não voltar a vestir a camisa do clube antes de se transferir para o Real Madrid.

    A venda seria uma das três maiores da história do Flamengo, ficando atrás da de Vinicius Júnior, negociado por 45 milhões de euros, e, a depender do valor, empatada ou atrás da venda de Lucas Paquetá por 35 milhões de euros.

    Além desses dois jogadores e do já citado Jorge, o Flamengo vendeu nos últimos 3 anos o atacante Felipe Vizeu, por 5,8 milhões de euros; o volante Jean Lucas, por 8 milhões de euros; e o zagueiro Léo Duarte, por 10 milhões de euros. Nos três anos anteriores, havia negociado somente dois jogadores da base, Samir e Caio Rangel, por um total de 9,2 milhões de euros.

    O orçamento do clube prevê 80 milhões de reais em vendas de jogadores neste ano. A venda de Reinier por valores entre 135 e 157 milhões de reais já cobriria e muito este valor.

    Mesmo perdendo sua principal joia com a venda de Reinier, a base do Flamengo, que no ano passado venceu os principais títulos nacionais nas principais categorias continua tendo uma série de prospectos que podem fazer que o clube continue a arrecadar bastante nos próximos anos. Um exemplo é o atacante Lázaro, que marcou o gol do título do Brasil na Copa do Mundo sub-17 de 2019, e recentemente renovou seu contrato até 2025 com multa recorde de 80 milhões de euros.

  • Elias-2014 x Gabigol-2020: negociações semelhantes, mas Flamengos diferentes

    O ano de 2020 começa com algo de dejà-vu no mercado da bola para os rubro-negros: como em 2014, o Flamengo tenta manter um jogador contratado por empréstimo junto a um clube europeu que deu muito certo, tornou-se rapidamente ídolo da torcida e foi fundamental para que o clube voltasse a ser campeão. Há seis anos, Elias. Hoje, Gabigol. O jogo de paciência pode ser parecido, mas o Flamengo conta com cartas melhores desta vez para que o final possa ser bem diferente.

    O Mundo Bola resolveu comparar as duas situações para mostrar o que elas têm de semelhante e diferente e o que o torcedor pode esperar:

    Situação financeira

    A principal diferença é a situação financeira do clube. O Flamengo teve em 2013 uma receita de R$ 273 milhões. Em 2019, a expectativa era de um número final entre R$ 800 milhões e R$ 900 milhões. A dívida do clube, além de maior do que hoje, ainda não estava equacionada — o Profut ainda não havia sido aprovado, o Flamengo ainda tinha penhora de parcela significativa de suas receitas para pagar dívidas trabalhistas e outras pendengas cíveis não haviam sido resolvidas. Também não havia no elenco jogadores que pudessem ser vendidos por altos valores, com o Flamengo sem realizar uma boa venda da base desde 2008, com a saída de Renato Augusto. Nesse cenário, os direitos econômicos fixados em 15 milhões de euros por Elias pelo Sporting no contrato de empréstimo eram um valor impensável para o Flamengo na ocasião. Houve relatos desencontrados na imprensa: o Flamengo garantiu ter proposto 4 milhões de euros inicialmente, mas o Sporting afirmou que a proposta foi apenas de 1,5 milhão de euros. Hoje, a questão financeira não parece ser empecilho para as negociações com a Inter: os dirigentes dizem ter chegado a um pré-acordo com o clube italiano, e as cifras, a depender dos relatos, girariam entre 16 milhões de euros e 22 milhões de euros. Números longe de ser baixos, mas factíveis para o Flamengo atual.

    Vontade do jogador

    Na medida em que é possível saber externamente o que passa na cabeça do jogador, Elias, apesar do fracasso na negociação, parecia inicialmente mostrar mais vontade de permanecer. Diferentemente de Gabigol, o projeto do volante àquela altura não era o de se provar num grande clube da Europa. Elias inclusive recusou uma oferta de um clube chinês que o Sporting tinha aceitado. Já Gabigol sempre foi evasivo nas entrevistas sobre o seu desejo de permanecer ou sair do Flamengo, e o acerto salarial com o jogador parece o maior entrave para a negociação, mas também pode ser uma estratégia para ganhar tempo enquanto espera propostas de grandes clubes europeus até o fechamento da janela.

    Concorrência

    Atualmente, não existe outro clube brasileiro capaz de fazer frente ao Flamengo na briga pelos direitos econômicos de Gabigol. Em 2014, havia a concorrência do Corinthians — clube pelo qual Elias já havia jogado e do qual é declaradamente torcedor. Tanto que, uma vez fracassadas as negociações com o Flamengo, o volante acabou voltando para o clube paulista. Mas fora a proposta chinesa, que não atraiu o jogador, não havia concorrentes fora do Brasil. A temporada de Elias foi boa, mas não teve o destaque e os números espetaculares de Gabigol. O atacante certamente tem mercado na Europa — a questão é se esse mercado está à altura das suas ambições. Nos últimos dias, surgiu a especulação de um interesse do Chelsea, o que significaria um desafio muito grande para a permanência do artilheiro no Flamengo caso se concretize.

    Negociações

    Em 2014, a estratégia de negociação do Flamengo foi alvo de muitas críticas. Nem o então vice-presidente de Futebol Wallim Vasconcelos, nem nenhum outro dirigente rubro-negro viajou a Portugal para tratar pessoalmente das negociações com o Sporting, que foram delegadas a seu Eliseu, pai e empresário de Elias. Desta vez, ainda não há notícia de que o Flamengo tenha tido negociações pessoais com a Inter, porém o vice-presidente de Futebol Marcos Braz e o diretor Bruno Spindel já viajaram em outras ocasiões para a Europa para tratar de contratações para o Flamengo e mostraram saber operar o mercado com êxito em várias contratações. A expectativa é que, se as negociações fracassarem, não será por falta de esforço dos dirigentes rubro-negros.

    Reposição

    Em 2014, o Flamengo insistiu na contratação de Elias até o último dia da janela de transferências. Como resultado, não repôs a saída do jogador a tempo de inscrever um novo volante na Libertadores — jogou a competição com Muralha, jogador da base que voltava de empréstimo e nunca mostrou muito como profissional, de titular. Quando enfim contratou um volante, o escolhido foi Márcio Araújo, longe de manter o padrão de qualidade de Elias. Para piorar, o time ainda perdeu ao mesmo tempo, por um imbróglio jurídico, Luiz Antônio, o outro volante titular na conquista da Copa do Brasil. O resultado foi uma eliminação na primeira fase da Libertadores. Este ano, o Flamengo indica que não esperará por Gabigol até o último momento, justamente para poder investir em uma peça de reposição. E, se esse for o caso, a situação financeira e o retrospecto das contratações em 2019 indica que, quando fizé-lo, trará um jogador de um nível ao menos similar do artilheiro do Brasil na última temporada.

    Promessa

    Uma diferença final: apesar do clube estar em uma situação muito melhor, em nenhum momento algum dirigente garantiu a torcida que Gabigol permaneceria. Em 2013, dirigentes rubro-negros asseguraram que o dinheiro da renda da final da Copa do Brasil seria usado para pagar a permanência de Elias, o que justificaria o alto valor cobrado pelos ingressos — a renda de mais de 9 milhões é até hoje a maior do Flamengo na história do Maracanã. Quando Elias não foi contratado, o torcedor naturalmente se sentiu enganado.

  • Flamengo divulga lista dos jogadores que iniciarão disputa do Carioca

    O Flamengo divulgou hoje a lista dos 27 jogadores que se apresentam na próxima terça-feira para começar a pré-temporada e disputar, ao menos, a Taça Guanabara, enquanto os jogadores do elenco principal terminam de desfrutar as férias e se preparam para o restante da temporada (a partir do dia 23).

    A lista inclui nove jogadores que fizeram parte do elenco profissional em 2019, mas não foram inscritos no Mundial, embora tenham viajado para o Qatar: o goleiro Gabriel Batista, o lateral-direito João Lucas, os zagueiros Dantas e Rafael Santos, os volantes Hugo Moura e Vinicius Souza, o meia Pepê e os atacantes Lucas Silva e Vitor Gabriel. Esse é o momento de saber Como Receber o Bônus de Boas-Vindas com o Código Promocional Sportingbet e aproveitar desde o começo da temporada.

    A relação tem ainda o atacante Thiago Fernandes, contratado ao Náutico após se destacar na última temporada. Pedro Rocha, outro reforço já anunciado, não foi relacionado e deve se apresentar normalmente com o elenco principal.

    Os atacantes Thiago Santos, que estava emprestado à Chapecoense, e Bill, que disputou a Série B pela Ponte Preta, também fazem parte da lista.

    Os outros 15 jogadores estavam na base em 2019, participando da vitoriosa temporada em que o Flamengo conquistou os Campeonatos Brasileiros sub-17 e sub-20. São eles: os goleiros Hugo Souza e Yago, o lateral-direito Matheus França, os zagueiros Gustavo, Guilherme Noga e Natan, os laterais-esquerdos Ramon e Ítalo, o volante João Gomes, os meias Luiz Henrique, Richard Rios e Yuri César e os atacantes Wendel, Guilherme Bala e Rodrigo Muniz. O uso desses jogadores no profissional fez com que o Flamengo desistisse de participar da tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior, cuja disputa começou hoje, após a Federação Paulista recusar a solicitação do clube para refazer a lista de inscritos.

    O elenco será comandado pelo técnico do sub-20, Mauricio Souza, que no ano passado conduziu o time aos títulos Carioca e Brasileiro da categoria, além de vencer a Supercopa do Brasil, que classificou a equipe para a disputa da Libertadores sub-20. A estreia na Taça Guanabara está prevista para o dia 18 deste mês, contra um time que sairá da seletiva entre América, Americano, Friburguense, Macaé, Nova Iguaçu e Portuguesa.