O Mundo Bola está promovendo uma enquete no Twitter, que elege posição por posição, o time ideal do Flamengo. Na disputa estão os time de 2009 (campeão Brasileiro), 2013 (campeão da Copa do Brasil) e 2019 (campeão Brasileiro/Libertadores)
Desde a última sexta-feira (27), o Mundo Bola está promovendo uma enquete em seu Twitter, que elege posição por posição, o time ideal do Flamengo. Na disputa estão os time de 2009 (campeão Brasileiro), 2013 (campeão da Copa do Brasil) e 2019 (campeão Brasileiro/Libertadores).
Na posição de lateral-esquerdo, Juan (fazia parte da espinha dorsal da equipe do Hexa), André Santos (suas assistências e experiência contribuíram para o Tri da Copa do Brasil) e Filipe Luís (fez um segundo semestre de 2019 espetacular, ajudando o Fla no Hepta e no Bi da Libertadores), participaram da votação que durou 24 horas.
E de forma tranquila, o atleta que tem apenas oito meses de clube, venceu o ”marrentinho” (apelido carinhoso que a torcida deu ao Juan), e ”goleou” André Santos. Filipe Luís triunfou com 76,9% dos votos.
FALA, NAÇÃO!
A partir de hoje (27), estaremos realizando uma enquete por dia para escalarmos posição por posição, o time ideal do Flamengo.
ESTARÃO NA DISPUTA OS TITULARES DE 2009, 2013 E 2019.
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) March 31, 2020
Juan recebeu apenas 23% dos votos, enquanto André Santos não conseguiu atingir 1%.
Filipe Luís
Contratado junto ao Atlético de Madrid, a negociação do Flamengo com Filipe Luís não foi fácil. O atleta estava encerrando seu vínculo com o clube espanhol, mas ainda tinha dúvidas sobre seu futuro e estudou propostas de várias equipes durante um mês (período em que esteve no Brasil para a disputa da Copa América).
Após este período de indefinição, no dia 23 de julho acabou a novela, com o lateral sendo anunciado pelo Flamengo.
Time ideal (2009x2013x2019)
Goleiro: Diego Alves (2019)
Lateral-direito: Rafinha (2019)
Zagueiros: Rodrigo Caio (2019) e Pablo Marí (2019)
O Mundo Bola está promovendo uma enquete no Twitter, que elege posição por posição, o time ideal do Flamengo. Na disputa estão os time de 2009 (campeão Brasileiro), 2013 (campeão da Copa do Brasil) e 2019 (campeão Brasileiro/Libertadores)
Desde a última sexta-feira (27), o Mundo Bola está promovendo uma enquete em seu Twitter, que elege posição por posição, o time ideal do Flamengo. Na disputa estão os time de 2009 (campeão Brasileiro), 2013 (campeão da Copa do Brasil) e 2019 (campeão Brasileiro/Libertadores).
Na dupla de zaga, colocamos quatro opções para votação: Ronaldo Angelim (2009) e Samir (2013), Pablo Marí (2019) e Rodrigo Caio (2019), Álvaro (2009) e Pablo Marí (2019) e Ronaldo Angelim (2009) e Rodrigo Caio (2019). A enquete durou 24 horas.
Os vencedores foi a dupla campeã Brasileira e da Libertadores da última temporada. Marí e Caio triunfaram com 72,8% dos votos.
FALA, NAÇÃO!
A partir de hoje (27), estaremos realizando uma enquete por dia para escalarmos posição por posição, o time ideal do Flamengo.
ESTARÃO NA DISPUTA OS TITULARES DE 2009, 2013 E 2019.
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) March 29, 2020
Uma possível combinação entre Ronaldo Angelim e Rodrigo Caio também empolgou a torcida, já que a opção recebeu 26,3% dos votos. As duplas Álvaro e Marí e Angelim e Samir, não esboçaram reação e terminaram com menos de 1%.
Rodrigo Caio
Primeira contratação da gestão Rodolfo Landim, Rodrigo Caio custou ao Flamengo cerca de 5 milhões de euros. O rubro-negro adquiriu 45% do atleta na transação com o São Paulo. O defensor rapidamente caiu nas graças da torcida com as atuações ainda sob o comando de Abel, e seu nível aumentou ainda mais com a chegada do mister Jorge Jesus.
Com os títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, já figura entre os grandes zagueiros da história do clube.
Pablo Marí
No dia 11 de julho do ano passado começou uma história, que foi curta, porém intensa e vitoriosa. O Flamengo anunciava a contratação do zagueiro espanhol Pablo Marí. O jogador, de 25 anos, pertencia ao Manchester City, da Inglaterra, mas estava emprestado ao La Coruña, da Espanha.
Canhoto, habilidoso e bom no jogo aéreo, o defensor formou uma dupla de zaga espetacular com Rodrigo Caio, e em seis meses, foi importantíssimo para o rubro-negro nas conquistas do Brasileirão e Libertadores.
No início desta temporada, Marí foi negociado com o Arsenal, da Inglaterra.
Time ideal (2009x2013x2019)
Goleiro: Diego Alves (2019)
Lateral-direito: Rafinha (2019)
Zagueiros: Rodrigo Caio (2019) e Pablo Marí (2019)
Mais uma vez o Futebol Feminino marca um golaço! Atletas de grandes clubes estão se unindo neste momento tão delicado em que vivemos devido à pandemia do COVID-19, e idealizaram uma bela ação nestes tempos tão difíceis.
Tudo começou com Mariana Dantas, atleta do Flamengo/Marinha: em uma publicação em sua conta no Twitter, a lateral propôs uma “vaquinha” onde a renda obtida seria destinada ao SUS – Sistema Único de Saúde. Em troca (mas não esquecendo que o principal objetivo é arrecadação de recursos para o SUS), os “doadores” concorreriam a camisas das jogadoras participantes da ação.
E se a gente fizesse uma vaquinha do futebol feminino para o SUS sorteando várias camisas das jogadoras, eu colaboro com uma do Mengão
E a excelente ideia foi facilmente incorporada pelos elencos das equipes de futebol feminino do Brasil. Atletas do Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, Santos, Internacional, entre outros clubes, “compraram a briga”. Além disso, jogadoras de equipes de várzea e de futsal feminino também participam da ação.
Dantas falou sobre a iniciativa, com exclusividade ao Mundo Bola: “O objetivo dessa ação é arrecadar fundos para ajudar o combate ao coronavírus. Acho que ninguém no mundo estava preparado para essa pandemia. Como todos sabem, nós do Futebol Feminino não temos salários milionários, então pensei em ajudar de alguma outra forma, criando uma ação que fizesse com quem além de nós da modalidade, outras pessoas também fizessem doações, que, mesmo que de valores baixos pudessem ajudar, então fiz a postagem sem noção nenhuma de que ia ter tanto engajamento, que tantas atletas iriam participar, atletas importantes para a modalidade, atletas do futsal e fut7, treinadores, assessores, jornalistas, etc… toda a galera envolvida com o futebol feminino participando, foi lindo, criamos um grupo, uma página oficial da campanha e após as doações pro SUS, vamos focar em ajudar famílias que estão mais desamparadas”.
Como doar?
As doações podem ser realizadas de duas maneiras: através do site VAKINHA (CLIQUE AQUI), cujo valor mínimo é de R$ 25, e do PicPay (jogajuntoff), que recebe doações a partir de R$ 0,50.
Regras para concorrer aos prêmios
Ter doado (guarde o comprovante)
Seguir o @jogajuntoff no Instagram
Marcar 03 amigosna foto dos sorteios das camisas (quantas vezes quiser)
Como funcionarão os sorteios?
Os sorteios serão liberados de acordo com as metas atingidas. Será disponibilizado/publicado um flyer com duas camisas distintas dos clubes e jogadoras a cada meta. O sorteio será através dos comentários da publicação em questão, logo, a cada publicação, você tem uma nova chance de ganhar. Duas camisas e dois ganhadores por sorteio. O sorteio será via live (ao vivo), sendo também conferido através do site (os sites nos disponibilizam esse mecanismo de conferência de doação).
SAIBA MAIS SOBRE O PROJETO SEGUINDO @JOGAJUNTOFF NO TWITTER E INSTAGRAM!
Cabe a nós, a partilha da história rubro-negra. Jamais esquecer, principalmente para quem chegou agora, a dor de tropeços e deslizes
Por André Café
Somos uma Nação. Pela proporção de rubro-negras e rubro-negros e sua paixão colossal. Um país dentro do outro, aficionados pelo tremular da flâmula vermelha e preta, que desbrava o mar revolto, mas ordenado, das palmas e canções nos estádios, quadras, em águas e no ar.
Entoamos letras que embalam sonhos. Mesmo com possíveis conflitos geracionais, donde cada trupe e cada canto é uma história, possuindo forma e conteúdo próprio: era de um jeito há 10 anos atrás, agora tem outra roupagem. Mas o que importa é jamais se calar. É impedir o silêncio pelo romper de vozes esganiçadas. Somos a frente que eleva o poder de um Flamengo vencedor. Mais que uma faísca, catalisamos a potência, emulamos nossos corações com ataque e defesa. Olhamos para o time como um rebento, uma extensão de nossa própria existência.
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Clamamos, “educamos”, muitas vezes com vocabulário vasto e non grato – atenção que não cabe preconceito em refrão – gritamos mais forte, para que como um sibilo, alcance o motor motivacional de cada jogadora e jogador, no auge do caos de emoções em uma falta a favor aos 43, ou numa jogada – a priori – despretensiosa aos 46. É sinergia pura, é conexão em milhões de megahertzs, é uma simbiose que oscila entre momentos bucólicos e traumáticos, a explosão supernova de alegria no gol, na cesta, no ponto fatal e lancinante.
Cabe a nós, a partilha da história rubro-negra. Jamais esquecer, principalmente para quem chegou agora, a dor de tropeços e deslizes. Mas para de deliciar com toda trajetória de felicidade carnavalesca e sem fim, pois esta história é por demais preenchida de glória, de vitórias, de superações. E mais ainda, a Nação é pintada de orgulho, pela nossa amplitude. Nós alcançamos todas as classes. Nosso rosto é diverso. Por esse motivo, o Flamengo é nosso, de cada uma e um. Aqui não cabe divisão, aqui não se permite cerceamento. O Flamengo é do povo? O povo é o Flamengo, então em cada espetáculo, lá devem estar todas e todos nós. E estamos, mas podemos ser bem mais plurais, assim como já fomos.
Marcamos na pele, fazemos promessas, olhamos para cima, num céu que parece ser convite para mais e mais desafios e delícias. É o tal de “Ai, Jesus” reeditado a cada milhagem que se espreita. E seguimos, e planamos, mais ariscos e faceiros que Ícaro, para além do Sol, buscando estrelas de grandeza maior, levando cada sorriso e angústia de milhões que te amam, time do povo, time de luta, time de tradição. Avante, Adelante, Forward! Seguiremos contigo, nessa aventura sem fim, de ser feliz.
Ajude a manter o Mundo Bola com R$ 5,00 mensais Imagem destacada: Alexandre Vidal/Flamengo
Paixão pela camisa e pelo jogo: Jorge Jesus com certeza está ajudando no processo de mudança de mentalidade no futebol brasileiro
O que você vai encontrar neste artigo: – Jogar feio e ganhar ou jogar bonito e perder é um dilema superado – Nos últimos anos equipes pragmáticas venceram e deixaram uma falsa impressão – Em 2019, a nova diretoria optou por grandes jogadores com muito poder de decisão – A escolha de Abel Braga sinalizou que a nova diretoria seguiria a cartilha rezada por Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro – Porém, a torcida do Fla não aceitaria essa filosofia de futebol de resultado – Com Jorge Jesus, finalmente tudo e muito mais do que a Nação esperava foi encontrado – E hoje o torcedor do Flamengo não tem do que reclamar: tem as glórias e também tem o prazer de ver o seu time jogar
Por Marcelo Portella
Uma discussão que sempre faz parte das resenhas de futebol: jogar feio e ganhar ou jogar bonito e perder? Não raro vemos comentaristas com visões mais simplistas defendendo que “futebol é bola na rede”, “o que interessa é botar na casinha”, “o que importa são os três pontos”. Óbvio que não é possível escolher, pois nenhuma destas formas garante absolutamente nada. E ainda que houvesse qualquer garantia, a escolha seria sempre pela opção que traz a vitória.
De 2016 pra cá, quando a meu ver essa discussão ficou um pouco mais debatida, tivemos: Palmeiras do Cucabol e de Felipão levantando o Brasileiro em 2016 e 2018, respectivamente. Corinthians de Carille (esse com um futebol não tão feio assim, mas focado em uma defesa forte) campeão brasileiro de 2017. Cruzeiro de Mano Menezes campeão da Copa do Brasil em 17 e 18. Treinadores no melhor estilo futebol de resultado que tiveram êxito e foram ovacionados por grande parte da mídia.
Com um elenco recheado de jogadores dispensados de outros clubes, o Grêmio de Renato Gaúcho tentou fugir dessa “caixinha” e apresentou um bom futebol e com ele ganhou a Libertadores de 2017. Em 2018 e 2019, por vezes demonstrou um futebol vistoso, embora não tenha conquistado nada relevante.
O Flamengo de intensa troca de treinadores de 2016 até 2018 (Zé Ricardo, Rueda, Carpegiani, Barbieri e Dorival) oscilou sobre o que queria buscar. Em alguns momentos apresentou um bom futebol (principalmente em 2018 com Barbieri e depois Dorival), mas faltou um algo a mais. Poder de decisão.
Em 2019, com uma nova diretoria, o Flamengo meio que tentou buscar uma receita que deu certo em seus rivais. Para ser mais exato, tentou imitar a estratégia do Palmeiras. Também trouxe um treinador de vestiário, com currículo, com experiência: Abel Braga. E deu a ele o que os antecessores não tiveram – pelo menos não em tanta abundância: jogadores com qualidade e poder de decisão. E talvez, depois de muito tempo, parte da torcida do Flamengo começou a entender que resultado e bom futebol não são coisas comparáveis e muito menos excludentes. São independentes.
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Abel ganhou o Campeonato Carioca, ganhou a Taça Rio, se classificou em primeiro do seu grupo na Libertadores, deixou o time com uma classificação encaminhada nas oitavas de final da Copa do Brasil (venceu a ida contra o Corinthians por 1 a 0) e ganhou até a Copa “Mickey”. Nada disso impressionava ou convencia o torcedor rubro-negro. Parte da imprensa, talvez cega ou talvez dissimulada, não entendia a insatisfação da torcida com resultados “tão bons”. Parecia difícil de entender. Mas não era.
O Flamengo obtinha resultados, mas o torcedor sabia que, à medida que as competições afunilassem e os adversários fossem se tornando mais difíceis, o time dificilmente iria longe com o futebol apresentado e com as ideias de jogo do seu treinador. Isso ficou evidente na irregular campanha da primeira fase da Libertadores e principalmente, no início mediano da equipe no Campeonato Brasileiro com as famigeradas “derrotas normais”. Derrotas normais não fazem um time campeão de pontos corridos. Perder fora de casa para 11, 12 clubes do futebol brasileiro em termos de tradição é algo completamente normal e o time que faz o normal, quando muito, termina no meio da tabela.
Não era esse o foco do Flamengo. Não era esse o objetivo com tamanho investimento feito.
Veio então Jorge Jesus. Vieram também mais quatro reforços. Dois consagrados que chegaram para ser titular, Rafinha e Filipe Luís, e outros dois que não se sabia exatamente o que se esperar deles, Pablo Marí e Gerson. Os quatro rapidamente foram integrados ao time titular e deixaram ainda mais forte o elenco rubro-negro.
O Flamengo rapidamente mudou e em pouco tempo assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro com goleadas e vitórias convincentes. Passou com facilidade pelos rivais brasileiros na Libertadores, tendo enfrentado mais dificuldade contra os rivais sul-americanos (no caso do Emelec, ainda início de trabalho de Jesus e com muitos desfalques).
Jogadores que já haviam começado o ano muito bem como Bruno Henrique e Gabigol tiveram sua qualidade maximizada. Arrascaeta tornou-se titular e um dos protagonistas, Arão, de jogador execrado virou jogador imprescindível. O futebol apresentado encantou torcedores, mídia (até as mais descrentes) e fez rivais terem que torcer o nariz ao reconhecer nossa supremacia. Comentaristas ficaram boquiabertos com o futebol apresentado e começaram a fazer comparações com equipes históricas do passado. Tamanha era a carência do futebol brasileiro em times que jogassem futebol.
A própria torcida do Flamengo, mesmo parte dela incomodada com o estigma do “cheirinho”, já tinha orgulho do seu time antes mesmo dos títulos serem consumados. Era o retorno de um futebol de imposição, de busca incessante ao ataque, aliado à marcação forte e eficiente e claro, aos resultados.
Óbvio que o ótimo plantel do Flamengo foi fundamental para que tudo desse certo. Jorge Jesus mesmo admite isso ao explicar porque não aceitou propostas de Vasco e Atlético-MG e também ao dizer que só aceitaria uma volta a Europa para dirigir times que lhe deem condição de conquistar a Champions. Material humano sempre será importante no futebol.
Flamengo de Jorge Jesus comemora gol diante do Ceará. Crédito da imagem: Alexandre Vidal/Flamengo
Mas a mentalidade do treinador aliada à sua competência fizeram tudo isso se tornar possível. É lógico que em alguns jogos, o time pode não ter desempenho e ainda assim conseguir a vitória e essa vitória suada será sempre celebrada (como, por exemplo, o jogo contra o Botafogo no Engenhão com gol do Lincoln). Mas esses jogos têm que ser a exceção, não a regra.
O auge do bom futebol apresentado pela equipe de Jorge Jesus foi posto à prova na final do mundial contra a melhor equipe do mundo, o Liverpool. O Flamengo não venceu. Empatou no tempo normal e perdeu na prorrogação, até de maneira justa.
Mas mais uma vez deixou muita gente estupefata com o nível de competitividade tática apresentado pela equipe. Foi inegável que o time perdeu jogando bem. Uma equipe que praticamente só foi mais agredida nos minutos iniciais de cada tempo e ficou por aí. Um time que teve a bola e ditou o ritmo do jogo em muitos momentos da partida, principalmente no primeiro tempo. Independente da derrota, perdeu jogando futebol. Se buscasse jogar feio, provavelmente também perderia (e mais facilmente). Daí o orgulho de grande parte da torcida, mesmo com a derrota.
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Se um time joga mal e vence, parece ótimo, a equipe conquistou os três pontos. Se ele joga mal de novo e continua vencendo, você precisa se atentar para o nível de adversário que está sendo enfrentado. Você pode jogar mal e vencer algumas vezes, mas se você não se convencer de que o time está jogando mal e não buscar melhorar, lá na frente, o que realmente importa que são os títulos, estes não virão.
A forma mais fácil de se vencer é jogando bem. Jogando bem você estará mais próximo da vitória. Você não tem nenhuma garantia de que vencerá jogando bem, mas também não a tem se jogar mal. Jogando mal você pode até vencer, mas estará mais perto de fraquejar do que de triunfar.
Esse é o ponto deste texto. Não é romantismo de jogar bonito, de dar espetáculo. É o conceito de jogar bem, de jogar um bom futebol. Extrair dos seus jogadores o máximo que eles podem dar. Ou talvez extrair até mais do que eles aparentam poder entregar.
É inegável que o Flamengo tem um grande plantel, mas o plantel sob o comando de Jorge Jesus parece bem mais forte do que avaliávamos quando os jogadores foram contratados. Jorge Jesus preza pelo jogo bem jogado. Não necessariamente um jogo bonito. Sim, um jogo bem jogado, com qualidade, com intensidade, com posse de bola, com agressividade e também com agressividade defensiva.
Jorge Jesus mudou isso no Flamengo. E com certeza está ajudando no processo de mudança de mentalidade no futebol brasileiro. O futebol não pode ser apenas a paixão pela camisa. O futebol tem que despertar paixão também pelo jogo. O jogo precisa ser bom.
E hoje o torcedor do Flamengo não tem do que reclamar. Tem as glórias e também tem o prazer de ver o seu time jogar um grande futebol.
O Mundo Bola está promovendo uma enquete no Twitter, que elege posição por posição, o time ideal do Flamengo. Na disputa estão os time de 2009 (campeão Brasileiro), 2013 (campeão da Copa do Brasil) e 2019 (campeão Brasileiro/Libertadores)
Desde a última sexta-feira (27), o Mundo Bola está promovendo uma enquete em seu Twitter, que elege posição por posição, o time ideal do Flamengo. Na disputa estão os time de 2009 (campeão Brasileiro), 2013 (campeão da Copa do Brasil) e 2019 (campeão Brasileiro/Libertadores).
Na posição de lateral-direito, Léo Moura (um dos protagonistas do Hexa e líder no Tri da Copa do Brasil) e Rafinha (fez um segundo semestre de 2019 espetacular, ajudando o Fla no Hepta e no Bi da Libertadores), participaram da votação que durou 24 horas.
E o atleta que tem apenas nove meses de clube, venceu de ”goleada” o lateral que ficou 10 anos na titularidade da posição. Rafinha triunfou com 82,6% dos votos.
FALA, NAÇÃO!
A partir de hoje (27), estaremos realizando uma enquete por dia para escalarmos posição por posição, o time ideal do Flamengo.
ESTARÃO NA DISPUTA OS TITULARES DE 2009, 2013 E 2019.
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) March 28, 2020
O futebol apresentado por Léo Moura em 2009, o fez ficar em segundo com 15,8%, enquanto seu rendimento em 2013 ficou na última colocação, atingindo 1,6% dos votos.
Rafinha
Vindo do Bayern de Munique, Rafinha foi anunciado pelo Flamengo no dia 9 de junho do ano passado. A diretoria do Mais Querido oficializou a contratação logo após um empate em 0 a 0 contra o Fluminense, no primeiro turno do Brasileiro. O jogador chegou sem custos ao Fla, após defender o gigante clube alemão durante oito temporadas seguidas.
O lateral chegou para suprir uma carência de anos do Flamengo na posição, que desde a saída de Léo Moura em 2015, teve atletas como Pará, Ayrton e Rodinei. Em menos de um ano de clube, já conquistou Brasileirão, Libertadores, Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana.
O Mundo Bola está promovendo uma enquete no Twitter, que elege posição por posição, o time ideal do Flamengo. Na disputa estão os time de 2009 (campeão Brasileiro), 2013 (campeão da Copa do Brasil) e 2019 (campeão Brasileiro/Libertadores)
Desde a última sexta-feira (27), o Mundo Bola está promovendo uma enquete em seu Twitter, que elege posição por posição, o time ideal do Flamengo. Na disputa estão os time de 2009 (campeão Brasileiro), 2013 (campeão da Copa do Brasil) e 2019 (campeão Brasileiro/Libertadores).
Na posição de goleiro, Bruno (importante na conquista do Hexa Brasileiro em 2009), Felipe (titular no título da Copa do Brasil em 2013) e Diego Alves (peça fundamental na temporada passada), participaram da votação que durou 24 horas.
Com uma larga vantagem e atingindo 74,2% dos votos, Diego Alves venceu.
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) March 27, 2020
Bruno ficou em segundo com 25% e Felipe em último com 0,8%.
Diego Alves
O goleiro foi anunciado pelo Flamengo no dia 17 de julho de 2017. Para contar com Diego, o Flamengo desembolsou 300 mil euros (cerca de R$ 1,1 milhão). O começo não foi fácil, já que Alex Muralha e Thiago viviam péssimos momentos na meta rubro-negra, e fez com que a pressão sobre o atleta vindo do Valencia-ESP fosse muito grande.
Diego Alves participou da campanha do vice-campeonato da Sul-Americana em 2017, e do também vice do Brasileiro em 2018, porém teve seu auge em 2019 com as conquistas do Brasileirão e da Copa Libertadores.
Federação havia parado suas competições por 15 dias, mas devido às circunstâncias atuais do surto de coronavírus, entidade decidiu ampliar suspensão
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro ampliou a suspensão de seus campeonatos, incluindo o Carioca profissional, para até 30 de abril. A primeira paralisação havia sido de 15 dias, que nem chegaram a ser totalmente cumpridos. A pausa tinha começado em 16 de março, mas a entidade preferiu estender a suspensão em razão da “necessidade de integrar o esforço concentrado visando conter a disseminação do novo coronavírus”.
A Ferj ainda não divulgou como ficará o formato do Campeonato Carioca após a paralisação. O campeonato foi realizado até a 3ª rodada da Taça Rio. Flamengo é o líder do grupo A, enquanto o Fluminense ocupa a primeira posição do B. O Rubro-Negro é o campeão da Taça Guanabara e o Tricolor é o líder da classificação geral.
Confira a nota da Ferj
“Considerando a necessidade de integrar o esforço concentrado visando conter a disseminação do novo coronavírus; Considerando a excepcionalidade do momento e da situação em geral.
RESOLVE: Estender o alcance das deliberações constantes da RDP nº 013/20, determinando o RECESSO de todas as atividades relacionadas ao futebol no Estado do Rio de Janeiro até o dia 30 de abril de 2020. Esta resolução entra em vigor nesta data revogadas as disposições em contrário.
Como todos sabem, Jorge Jesus foi recebido por muitos, inclusive técnicos brasileiros, com desprezo e deboche. A cada jogo do Flamengo sob a batuta do português, a ficha da opinião pública caía um pouco mais. Terminada a temporada 2019 com o Rubro-Negro campeão da Libertadores e do Brasileiro jogando o fino, ficou fácil prever que outros clubes procurariam treinadores de outras escolas. Virou moda.
Logo começou-se a falar que com a vinda desses novos técnicos para o futebol brasileiro começaríamos a viver uma nova era de ouro de técnicos estrangeiros no Brasil. Mas nunca houve uma era de ouro para treinadores estrangeiros no passado. Como demonstra o texto abaixo do jornalista David Butter, publicado em seu perfil no Twitter:
Não houve Era de Ouro de aceitação de treinadores estrangeiros. Eles se afirmaram na marra. Dori Kürschner, húngaro de Flamengo e Botafogo nos anos 1930, era chamado de AÇOUGUEIRO por impôr carga física aos jogadores (veja só, um crime…). Além de ser alvo de antissemitismo.
Nicolas Ladanyi, judeu húngaro, bicampeão Carioca pelo Botafogo, era tratado com desconfiança por falar em PSICOLOGIA. A imprensa se esforçava em falar de sua “estranheza”.
Nos anos 1950, a explosão húngara suavizou um pouco a entrada de estrangeiros, por uma pequena janela. No SPFC, Béla Guttman foi mais bem tratado. No América, Gyula Mándi foi execrado por inovar (quem o resgatou de maneira épica, na contramão, foi Nelson Rodrigues).
Mas mesmo Guttmann: Feola trabalhou com ele no SPFC e levou muito para a seleção campeã de 1958. Hoje, há quem trate 1958 como a “primeira prova” de nossa autossuficiência. Porcaria nenhuma. Nosso futebol sempre trocou com o mundo, mesmo que a contragosto.
Os platinos se afirmaram ganhando, sobretudo quando a gente precisava MUITO deles — um nome: RAMÓN PLATERO, uruguaio, pioneiro no Flamengo, campeão por Flu, Vasco (essencial na história do cruzmaltino) e Palestra Itália.
Este coro de gente “sabedora dos atalhos” — o senso comum embandeirado, de chuteira amarrada “à brasileira” — sempre existiu. Qualquer estrangeiro que venceu aqui foi confrontado em algum momento com suspeitas de charlatanice e superfluidade (“não precisamos aprender nada!”).
Kürschner, que fazia treinar sem bola e que, quando empregava bola, queria mais de uma (“para quê?! se só se joga com uma!…”), lidou com editorial de jornalão do Rio de Janeiro pedindo sangue. Dizendo algo na linha de “ninguém lamentaria se este hebreu sumisse”.
Pula no tempo. Osorio no SPFC, o mesmo SPFC que recebeu Guttmann de maneira exemplar. A imprensa foca no quê? Nas “estranhezas”: nas “notinhas de papel”, no “rodízio” (conceito INAUDITO…). Infelizmente, mudamos muito pouco na nossa pegada de rastaqueras.
(O Palestra/Palmeiras talvez seja o clube que mais estrangeiros recebeu no banco no Século XX. Talvez pela própria origem do clube. Tudo que é corrente de influência sobre o futebol brasileiro passou por lá: húngaros, platinos, mediterrâneos).
Fleitas Solich, paraguaio, afirmou-se ENTIDADE ganhando. Lançando geração. Fazendo a torcida achar no campo o “ímpeto” que, anos antes de o Flamengo se vender como “O Mais Querido”, décadas antes do próprio Solich, havia levado o clube a ser descrito como da “Força da Vontade”.
Não está tudo errado. Não precisamos zerar. Mas a gente tem que deixar o jogo falar. Para além do calor da hora, os treinadores lidam com o concreto — por mais que deslizem na fala, estão em campo “dialogando”. O que me preocupa mais é quem valida fechamento como “opinião”.
Treinadores estrangeiros no futebol brasileiro atual
Com a temporada paralisada por causa da pandemia do novo coronavírus, a torcida do Flamengo espera ansiosamente o sucesso das tratativas para a renovação do contrato de Jorge Jesus. O Atlético-MG já trocou a aposta no venezuelano Rafael Dudamel para aceitar as altas condições financeiras de Jorge Sampaoli – mantendo as portas fechadas para os brasileiros.
Depois do elogiado trabalho no Racing-ARG, Eduardo Coudet chega ao Internacional com a missão de tirar o clube do papel de coadjuvante. Sem acerto com Jorge Sampaoli, o Santos resolveu também olhar para Portugal e trouxe o experiente Jesualdo Ferreira.
Certamente não há atualmente uma “Era de Ouro” dos treinadores estrangeiros, assim como Reinaldo Rueda sofreu em 2017, Jorge Jesus sofreu em 2019. Eles continuam sendo rechaçados, muitas vezes de forma xenofóbica, pelo status quo que impera, emperra e empurra o futebol tupiniquim para a vala comum da reserva de mercado.
Com o Mister idolatrado pela Nação, Coudet, Ferreira e Sampaoli (este menos, devido ao bom trabalho ano passado) precisarão matar um leão a cada dia. Para os treinadores estrangeiros, o jogo mostrado em campo precisa falar muito mais alto.
Com 43 gols em 2019, Gabriel Barbosa foi o maior artilheiro do ano no Brasil. Isso todo mundo já sabe. Mas como Gabigol marca seus gols?
Olhando com cuidado, podemos entender padrões e qualidades do atacante do Flamengo, além de como o posicionamento influencia no rendimento!
Primeiro, os pênaltis. Gabigol converteu sete no ano passado. Ou seja, 16% dos seus gols vieram da marca da cal. Até aí, tudo bem. O que impressiona é a versatilidade do repertório. Cobranças de todos os tipos, para todos os gostos.
Versatilidade, aliás, é a palavra de ordem aqui. Gabriel é um atacante que possui uma caixa de ferramentas impressionante, sempre encontrando uma solução diferente para os problemas do jogo.
Ele faz gols de todos os jeitos, não é um maestro de uma nota só. No começo do ano, um tipo de jogada chamava a atenção. Gabigol saía do meio para o lado esquerdo, recebia e chutava cruzado. Um tipo de gol até pouco comum no futebol hoje. Seis dos nove primeiros gols do camisa 9 foram com essa movimentação.
Os gols do vídeo não são iguais – nem na finalização, nem na movimentação -, mas revelam um padrão interessante.
Por que Gabriel marcava tantos gols assim? Temos que lembrar que, no Flamengo de Abel, ele jogava isolado no ataque em um 4-2-3-1. O atacante nesse esquema joga centralizado e tem muito espaço na frente para ocupar.
Gabigol, no entanto, nunca se sentiu muito confortável entrando do centro para o lado direito, pois ficava meio torto buscando a finalização com a bola no seu pé ruim. Seu movimento em diagonal partindo da esquerda para dentro também sempre foi meio rudimentar.
Por isso, naturalmente ele buscava sempre atacar o espaço na diagonal do centro para a esquerda. Para isso, normalmente tendia a cair um pouquinho mais para o lado direito antes da corrida e costumava correr em arco para controlar bem a posição de impedimento.
De repente, esses gols desapareceram.
Aliás, de certa forma, os gols dele desapareceram. Em 12 jogos do Fla, Gabriel fez apenas dois gols: um rebote contra o Cruzeiro (que veremos depois) e um pênalti contra o Athletico (que já vimos).
No mesmo período, Bruno Henrique fez sete. Esse tipo de jogada simplesmente sumiu do repertório. Há alguns motivos para isso, mas o principal tem a ver com posicionamento. Abel começou a experimentar com Gabriel aberto pela direita, jogando Bruno Henrique para a área. Assim, aquele movimento não existia mais.
Jogar com Gabigol partindo do lado direito não parecia uma ideia tão ruim. Afinal, como já vimos, o movimento mais confortável para ele é carregar na diagonal para a perna esquerda. O problema é que, além da presença de BH, essa movimentação esbarrava com a infiltração de Arão.
Gabigol simplesmente não se adaptou jogando na direita.
Mesmo quando jogava na frente, o ataque não funcionava e a fonte secou. Abel caiu e veio JJ.
O Mister priorizou logo uma formação com dois atacantes que também limitava o movimento centro-esquerda, mas abria outras portas.
O camisa 9 começou a jogar em espaços muito mais naturais para ele. Sua movimentação se tornou mais fluida e a chegada na frente era muito mais coerente. Repare como os movimentos são mais simples e bem executados do que nos primeiros gols.
O primeiro gol de fora da área, inclusive, foi contra o Botafogo, em 28/07, no sexto jogo de Jorge Jesus. Jogando mais à direita, mas como atacante e não partindo da ponta, Gabriel ficou mais confortável e começou a liberar todo o potencial da sua perna esquerda.
Mas não foi só isso que aconteceu. Além da versatilidade nas finalizações, começou a aparecer a versatilidade da sua movimentação. Depois de desaparecerem os gols na diagonal centro-esquerda, começaram a surgir gols de rebote. Muitos gols de rebote.
Não é sorte. Gabigol tem um faro apuradíssimo para encontrar soluções na área. Fica impedido muitas vezes, mas só porque está constantemente atacando as costas da defesa. Na verdade, ele controla muito bem a linha de impedimento. Por isso faz tantos gols assim. Ele tem uma capacidade de previsão impressionante. Sabe onde a bola pode sobrar e faz todo o esforço para se posicionar antes dos zagueiros. Além disso, reage muito, muito rápido.
Repare no gol contra o Vasco… Castán até marca bem, mas Gabigol prevê a jogada e chega antes.
Contra o Bahia, a mesma coisa. No exato momento que a cobrança de Arão toca na trave, todo mundo ainda está parado, mas Gabigol já começou a reagir para pegar o rebote. Uma fração de segundos que faz toda a diferença.
Essa capacidade de antever o fim das jogadas é o grande diferencial de Gabriel. Sua movimentação sempre busca os espaços certos na hora certa. Não basta estar lá, mas entender como e quando a bola vai chegar lá.
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Sua movimentação abre espaços que ele mesmo ataca logo depois.
É por isso que ele faz tantos gols só empurrando para as redes. Não basta dizer que “os companheiros o colocaram na cara do gol”. Ele sabe criar as situações para chegar ali.
Repare como ele se coloca por trás da defesa, em impedimento, na hora do primeiro passe. Ele não quer aquele passe. Ele quer o passe depois do passe. Já está pensando lá na frente. Como um mestre de xadrez, ele já se posiciona para o xeque-mate que virá alguns movimentos depois.
Gabriel ainda tem aspectos para refinar no seu jogo. Normal. Afinal, tem apenas 23 anos.
Nesse quesito de movimentação, no entanto, já é muito, muito, muito bom, mesmo comparando com os grandes atacantes do mundo. É um especialista em abrir caminhos. Um casamento perfeito! Gabigol e a Nação rubro-negra se amam!
O camisa 9 é um artilheiro versátil, inteligente e mortal.
Se for colocado no contexto certo, jogando da forma mais natural para ele, pode preparar o estoque de plaquinhas.