Autor: diogo.almeida1979

  • Andrade, 63: lembre 10 momentos marcantes da trajetória do ídolo rubro-negro

    Há exatos 63 anos, em 21 de abril de 1957, nascia em Juiz de Fora Jorge Luís Andrade da Silva, que entraria para a história como um dos maiores e mais vitoriosos ídolos do Clube de Regatas do Flamengo. Para marcar esta data, o Mundo Bola lembra 10 momentos marcantes da trajetória de Andrade no Flamengo:

    A ESTREIA

    Como se num sinal de destino, a estreia de Andrade no Flamengo se deu num jogo histórico: o amistoso em 6/10/1976 no qual o Flamengo derrotou por 2×0 a seleção brasileira, com gols de Paulinho e Luiz Paulo. O jogo é marcado por outra curiosidade: então com 19 anos, Andrade entrou na partida justamente no lugar do zagueiro Jayme de Almeida. Décadas depois, os dois seriam técnicos de títulos nacionais do Flamengo: Andrade do hexa Brasileiro em 2009 e Jayme, do tri da Copa do Brasil em 2013.

    Você sabia? Apenas cinco clubes já venceram a Seleção Brasileira ...

    A CONSOLIDAÇÃO

    Após a estreia, Andrade teve um destino insólito. Foi emprestado por duas temporadas para o futebol venezuelano, no Universidad Los Andes, de Mérida. Voltou em 1979 a tempo de se integrar à geração mais vitoriosa do clube. Já no ano da volta ganhou dois Estaduais no mesmo ano, um feito inédito que mostrava seu gene de campeão, e no ano seguinte, ajudou o Flamengo a conquistar o primeiro Brasileiro.

    O GOL HISTÓRICO

    Em mais um sinal de que era um predestinado, coube a Andrade, camisa 6, marcar o gol que desentalou um grito que há 9 anos estava preso nas gargantas rubro-negras. Em 1972, no dia do aniversário do clube, o Botafogo aplicou uma das mais dolorosas derrotas da história do Flamengo, derrotando o Flamengo por 6×0. A torcida alvinegra carregava faixas lembrando a goleada para cada clássico. Até que em 8 de novembro de 1981 Andrade, aos 42 minutos do segundo tempo, marcou o sexto gol do jogo do troco: Flamengo 6×0 Botafogo. Ao lado de Mozer e Adílio, ele ainda foi um dos remanescentes daquele time que, quatro anos depois, participou de outra goleada histórica na qual o Flamengo saldou de vez a dívida de 1972, sapecando 6×1 no Botafogo.

    A ESCALAÇÃO MAIS MARCANTE

    Raul, Leandro, Mozer, Marinho, Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico. Qualquer rubro-negro sabe o que esses 11 nomes, ditos nesta ordem, significam. Mas o que alguns não sabem é que esta escalação só começou quatro partidas pelo Flamengo. Uma delas, em 13 de dezembro de 1981, tornou esse onze imortal. Naquele dia, o Flamengo derrotou em Tóquio o Liverpool por 3×0 e conquistou o maior título de sua história, o Mundial Interclubes.

    Mundial 1981 | Wiki | Clube De Regatas Do Flamengo Amino

    ASSISTÊNCIA PARA A HISTÓRIA

    Andrade atravessou gerações vitoriosas no Flamengo. Em 1987, ele teve um papel fundamental na conquista do tetracampeonato brasileiro: foi dele o passe para o gol do título, de Bebeto, na partida contra o Internacional no Maracanã. Ao lado de Zico, ele era o único remanescente da geração tricampeã brasileira naquela equipe.

    A DESPEDIDA

    Em 1988, após dez temporadas seguidas no Flamengo, Andrade seguiu os passos de outros ídolos campeões mundiais: foi para o futebol italiano, no caso, a Roma. Em 1990, ele ainda disputaria dois amistosos pelo Flamengo, incluindo o da despedida de Zico. Ao todo, Andrade vestiu 570 vezes o manto – é o quinto jogador com mais partidas pelo Flamengo, atrás de Junior, Zico, Adílio e Jordan. Marcou 29 gols e conquistou quatro Cariocas, quatro Brasileiros, uma Libertadores e o Mundial.

    O BOMBEIRO

    Após rodar por clubes pequenos até o fim dos anos 90, Andrade começou uma nova carreira à beira dos gramados e foi trabalhar no Flamengo. Passou pela base e se tornou auxiliar técnico permanente do clube. Em 2004, após passagens fracassadas de vários nomes, coube a ele o papel de bombeiro para evitar que o Flamengo fosse rebaixado à Série B, e Andrade cumpriu. O time escapou na última rodada com uma goleada de 6×2 contra o Cruzeiro.

    A EMOCIONANTE QUEBRA DE TABU

    Em 2009, Andrade mais uma vez foi chamado para assumir o Flamengo como bombeiro. Mas a sina de simples interino começou a mudar num jogo na Vila Belmiro, no qual o Flamengo quebrou um tabu de 33 anos sem derrotar o Santos no seu estádio. Além da vitória, o jogo ficou marcado pelo choro de Andrade ao final, homenageando o amigo Zé Carlos. O goleiro campeão brasileiro de 1987 havia morrido precocemente naquela semana, vítima de um câncer.

    O HEXA

    Confirmando a sina vitoriosa de Andrade, em 6 de dezembro de 2009, após uma impressionante campanha de recuperação – saindo da metade de baixo da tabela e descontando 14 pontos para o líder Palmeiras em menos de um turno – o Flamengo quebrou um jejum de 17 anos e voltou a ser campeão brasileiro. Andrade se tornou o único pentacampeão brasileiro pelo Flamengo, superando Júnior e Zico, que ganharam o troféu quatro vezes. Meses depois, encerrou sua trajetória como técnico do Flamengo da única maneira possível: com uma vitória contra o Caracas, pela Libertadores de 2010.

    O BUSTO

    Com essa longa folha de serviços prestados, Andrade não poderia deixar de ser reconhecido pela nação. No mês passado, Andrade ganhou um busto na Gávea, juntando-se a nomes como Adílio, Nunes e Leandro, outros ídolos da geração de 81. Agora o ídolo está imortalizado não apenas nos corações rubro-negros.

    Paula Reis/Flamengo/Divulgação
  • Em live, Alexandre Pires reencontra Zico dez anos depois de “Zico É o Nosso Rei”, e ainda atende Neymar, Rafinha e Bruno Henrique

    Em 2010, Zico foi surpreendido por Pires durante uma gravação no Maracanã. Neste sábado, foi o Galo que apareceu do nada na live do cantor

    Em 2010, Zico foi surpreendido com a visita de Alexandre Pires durante uma gravação no Maracanã. Dez anos depois, é Zico que aparece sem aviso durante a live “Nego Veio” do cantor

    Mais de 600 mil pessoas marcaram presença na live “Nego Veio” de Alexandre Pires neste sábado. O cantor e compositor voltou a emocionar seus fãs ao relembrar grande sucessos dos anos 90. “Ninguém Explica Deus” foi a escolhida para iniciar os trabalhos, depois de uma mensagem de fé e otimismo para os brasileiros que estão passando sufoco por causa da pandemia do novo coronavírus.

    A partir da daí, o mineirinho começou a desfilar um vasto repertório de sambas e pagodes, tais como “Vai Voltar para Mim”, “O Samba Não Tem Fronteiras”, “Essa Tal Liberdade”, “Delírios de Amor”, “Caçamba”, “Mariana Parte Minha”, “Temporal”, “É Bom Demais” e “Que se Chama Amor”, entre outras.

    Escolhas do Editor:
    + Pandemia, saudades e ilações sobre o futebol do amanhã
    + De 1980 a 2020: 25 jogos inesquecíveis do Flamengo
    + O Flamengo em documentários

    “Estou com uma infecção na garganta, uma faringite, que piorou de ontem para hoje. Nossa live estava marcada e gostaria de poder fazer estando 100%. Mas estou aqui, com nossa pequena equipe, tentando fazer o melhor para vocês”, pediu desculpas ao público que se não fosse informado, nem teria reparado. O craque Alexandre Pires mostrou que está em plena forma.

    Por falar em craques, Neymar, Bruno Henrique, Rafinha e nada mais, nada menos do que Arthur Antunes Coimbra foram atendidos por Alexandre Pires. Neymar chegou a ligar novamente para pedir a canção “Pacto de Felicidade”, que parece tê-lo ajudado a superar um momento romântico: “Nos encontramos em Barcelona. Eu estava em um momento amoroso ruim, lembra?”, disse o craque do PSG.

    https://twitter.com/1leocrf_/status/1251619356880121864

    Há dez anos, Pires apresentava “Zico É o Nosso Rei” ao nosso rei

    O astro parecia estar mais à vontade esta tarde vez com Zico. Bastante diferente daquele Alexandre Pires que vimos apresentar a música “Zico É o Nosso Rei” ao próprio homenageado, nas arquibancadas do Maracanã, em 2010. Envergonhado, sem jeito, intimidado como todos que já tiveram seu encontro com Zico, numa clara tentativa de auto-controle emocional, falou pra si mesmo: “Nunca tremi tanto”.

    live alexandre pires canção zico é o nosso rei

    E Zico, como apenas os deuses vivos fazem, agiu com naturalidade, acostumado que só a tornar primeiros encontros em reencontros entre velhos amigos, quebrou o gelo perguntando sobre peladas jogadas em algum lugar. Alexandre mal escutou a indagação do ídolo, respirou tão fundo que perdemos o ar. “Vamos lá”, suplicou medrosamente.

    Típico dos gênios da raça, o frio na barriga desaparece com os primeiros acordes do violão. A voz inconfundível do artista esconde com facilidade o pânico. A arte reluz no templo do futebol. E os versos, a cadência, o dedilhado calmo das cordas do violão do sambista vão nos dando a certeza de que estamos diante de mais um exemplar do cancioneiro erigido a Zico.

    Filho senta aqui no colo do papai
    Que eu tenho uma história para lhe contar
    De um grande ídolo que eu me apaixonei
    Quando lhe vi jogar
    Eu contava as horas pra chegar domingo
    Acordava bem cedo e sorrindo
    Vestia uma camisa e ia pra rua brincar
    Filho o nome dele também é Arthur
    Fazia mágica com os seus pés
    No tempo em que os jogadores
    Por seus clubes eram fi…éis

    Ele nos encheu de orgulho e alegria
    O seu drible era pura magia
    Zico esse samba é pra você
    Assistia o Adílio na TV
    O craque da esperança pode crê
    Eu sonhava em ser Adílio
    Passeando, tabelando com você

    A galera explode de emoção
    Garotinho narra mais um gol
    Lá vai Galinho de Quintino atirou, entrou.

    Eêeêeêeêi, Zico é o nosso rêeêeêei
    Obrigado Deus
    Por ter me dado o prazer de ver ele jogar
    Eêeêieei, Zico é o nosso rêeêeêei
    Meu camisa 10,
    A nossa massa rubro-negra sempre vai te amar

    Eêeêeêeêi, Zico é o nosso rêeêeêei
    Obrigado Deus
    Por ter me dado o prazer de ver ele jogar
    Eêeêieei, Zico é o nosso rêeêeêei
    Meu camisa 10,
    A nossa massa rubro-negra sempre vai te amar

    Veja:

    Encontro surpresa

    Durante as gravações do DVD no gramado do Maracanã, a equipe de produção [do documentário Zico na Rede] foi interrompida pelo cantor Alexandre Pires. Na ocasião, Alexandre estava gravando um quadro para um programa de TV. O cantor chegou de surpresa, sentou-se ao lado do Zico e com seu violão, começou a cantar a composição que havia terminado na noite anterior. A música retratava uma história que o pai conta para o filho, sobre um jogador que se chamava, assim como a criança, Artur e realmente fazia mágica com os seus pés.

    Ainda não havia uma música definida para as imagens que foram gravadas momentos antes do cantor chegar. Elas retratavam Zico lembrando a sua carreira no gramado do estádio. Quando Alexandre Pires homenageou Zico, surgiu a música que traduzia tudo o que estava nas imagens gravadas. “Coincidência”, ou não, estava composta a trilha sonora de Zico na Rede.

    Na verdade, a música conta a admiração que Alexandre Pires tem por Zico. E a criança, Arthur, é o filho do cantor, que recebeu este nome em homenagem ao Arthur Antunes Coimbra, o nosso Zico. A ideia de batizar o filho de Artur veio de um show na década de 90 em uma casa noturna carioca. Zico estava na platéia e Alexandre Pires contou sobre a sua admiração no palco e prometeu colocar o nome do seu filho homem igual ao do seu ídolo.

    Arthur nasceu no dia 23 de agosto de 2008.

    Trecho extraído do site Zico Na Rede

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    Crédito imagem destacada: Marcelo Cortes / Flamengo

  • Flamengo conversa com Witzel em busca de liberação para atuar sem público na Gávea

    Governador do Rio, Wilson Witzel está em contato direto com Rodolfo Landim, presidente do Flamengo

    Por intermédio do presidente Rodolfo Landim, o Flamengo já vislumbra a volta do futebol tentando se precaver. Possivelmente o retorno aos gramados será sem público, e o Mais Querido busca liberação junto ao governador do Rio, Wilson Witzel, para que seu estádio na Gávea, possa ser utilizado pelo clube. Além disso, o mandatário rubro-negro ainda tenta convencer Witzel a liberar os clubes a voltarem a treinar no próximo dia 21. A informação é do jornal O Globo.

    A resposta do governador é esperada ainda nesta sexta-feira. Rival do Flamengo, o Botafogo não aprova a ideia da volta aos treinamentos no dia 21. Carlos Augusto Montenegro, membro do comitê gestor do alvinegro, declarou.

    ”O Flamengo, que já passou por uma tragédia com os garotos, a respeito da qual foi colocado que houve uma falta de atenção, está querendo arriscar de novo a vida dos atletas? Que maluquice é essa de querer jogar? Por que o Carioca é a coisa mais importante do mundo? É ridículo o Flamengo acionar o governador, e o governador que está com coronavírus”, disse Montenegro ao O Globo.

    Montenegro acrescentou: ”Se fizer isso, ele (Flamengo) está preparando uma outra tragédia. Agora, calculada. A anterior foi o acaso. Ninguém imaginava. O Flamengo deveria ser, até pelo trauma, o primeiro a defender a quarentena, mostrando que aprendeu a lição. Muito triste isso”.

  • Adidas atrasa pagamento, pede empréstimo de bilhões, e faz Flamengo ficar em débito por Léo Pereira

    Flamengo irá renegociar pagamento com Athletico Paranaense, antigo clube do defensor

    A Adidas, patrocinadora de material esportivo do Flamengo, vive um momento complicado por conta da pandemia do novo cornavírus. A fornecedora atrasou o pagamento de R$ 8 milhões ao rubro-negro, previsto para o dia 1 de abril, e fez com que o Mais Querido atrasasse uma das parcelas mensais pela compra de Léo Pereira, vencida no último dia 14 de abril. O valor seria de aproximadamente R$ 3,5 milhões.

    “Temos boa situação, mas a crise exige repactuar alguns acordos anteriores”, disse Bruno Spindel, ao site do GloboEsporte. O Athletico entendeu a situação, e já conversa com o Flamengo para renegociar a forma de pagamento.

    Adidas

    A patrocinadora paga cerca de R$ 17.725.750,00 anuais ao Flamengo, com a primeira parcela de R$ 8.862.875 em abril e a segunda em outubro. Com ajuda do governo alemão, a Adidas receberá um empréstimo de 3 bilhões de euros, cerca de R$ 17 bilhões de reais na cotação atual. O montante veio do banco de desenvolvimento estatal alemão (KfW) e de um consórcio formado por UniCredit, Bank of America, Citibank, Deutsche Bank, HSBC, MizuhoBank e Standard Chartered Bank.

  • Pandemia, saudades e ilações sobre o futebol do amanhã

    Como que vai ser depois de tudo isso? De quais formas iremos nos organizar? O que deixamos no passado e o que ergueremos no futuro?

    Por André Café

    O coronavírus é o assunto que centraliza quase todas discussões do momento no país. Aqui de casa, com quase um mês entre cozinhar, escrever a dissertação de mestrado, rever gols e jogos do Flamengo – o que faz a saudade bater forte no meu peito rubro-negro, imaginando “como será o amanhã” com mais gols e vitórias inéditas –, surge a questão do vírus, num complexo de sentimentos e reflexões sobre a situação atual do mundo em relação à pandemia.

    Como que vai ser depois de tudo isso? De quais formas iremos nos organizar? O que deixamos no passado e o que ergueremos no futuro? E claro, com a garganta seca, pela falta dos gritos de amor ou raiva, no rosto áspero, sem as lágrimas de glórias e tristezas: como será o futebol? A priori, não dá pra afirmar ainda o que exatamente vai acontecer. Mas a nossa mente não para.

    Junto a isso, li duas notícias esta semana que colocaram mais fogo na caldeira de pensamentos: clubes alemães voltaram a treinar, ainda que em caráter de isolamento, e a FERJ, com o apoio dos principais times do Rio, tende a retomar o Campeonato Carioca, sem público presente, no mês de maio. Decisão que pode ser acompanhada no âmbito das competições nacionais e internacionais. No mesmo compasso que o coração pulula pela chance de ver o Flamengo novamente, a cabeça borbulha com a questão da pandemia, o que me fez inferir e chegar a alguns pontos.

    Primeiro, para quem tem ou não tem fé, crença ou religião, milhões de nós estamos implorando a São Judas Tadeu por um milagre: que retornem as alegrias de quartas ou quintas, de sábados ou domingos. Que voltem os dias de se preparar ritos, simpatias, costumes, de sentar naquela mesma cadeira daquele jogo do título, usar a mesma camisa que usei naquela final, de sentir a vibração ao redor do Maracanã ou a expectativa da transmissão de TV, do tremor e da consonância da torcida em êxtase ou da cerveja que cai no sofá e no chão das salas de casa, em cada lance de emoção. A nossa saudade não cabe neste hemisfério, é maior que a distância de ida e volta da Terra ao Sol.

    Saudade da conexão magnética que existe entre nós da Nação com nossa esquadra rubro-negra, que vem com raça, com amor e paixão em cada exibição. Poder ver nosso Flamengo é tudo que queremos. Entretanto, conjunção adversativa mais dolorosa possível, como segundo ponto, os contratempos: e os estádios vazios? Não falo de uma ou outra partida, mas, a partir da tendência do isolamento perdurar por mais tempo. Não sejamos levianos ou irresponsáveis, sigamos as indicações das autoridades médicas que ainda apontam a quarentena como forma mais contundente para conter a contaminação – e os jogos permanecerem sem o real contato do Flamengo com a gente.

    Sem falar de alguns esboços que versam sobre o mundo ter que reconfigurar seus espaços, seus modos de interação, sobretudo no que tange as aglomerações. Ser da Nação é nosso orgulho identitário, lotar, em qualquer lugar que o Flamengo estará, é nossa sina, pular, abraçar desconhecidos grandes amigos, pular junto, fazer frevo, botar pra ferver, casa cheia. Como faremos?

    Escolhas do editor:
    + Alcançar o mundo, junto com o seu povo
    + O Flamengo em documentários
    + Como Gabigol marca seus gols? Entenda padrões, qualidades e posicionamento do atacante do Flamengo

    E, principalmente, com certeza o mais importante: a saúde das e dos trabalhadores do Flamengo, dos estádios, dos adversários. Como proceder, o que pensar sobre a exposição do nosso time? É a hora que colocamos tudo na balança. E ela deve ser justa. Há quem especule: defender um pouco mais de espera é amar menos o Flamengo? A nossa saudade é o termômetro, então com certeza os riscos estão calculados e podemos ficar tranquilas e tranquilos em relação a um possível retorno em maio?

    Lembrando também que, do ponto de vista econômico, tanto o Flamengo como os outros clubes e federações estão perdendo. Émerson Sheik já filosofara com o “não existe almoço grátis”. Patrocínios sem exposição se retiram enquanto as obrigações e os credores chegam todo mês. Como operacionalizar e gerir tudo isso? Além do ponto da gestão, a mente me provoca a pensar em mais. Talvez, toda esta situação poderia ser a oportunidade de se debater sobre como o mercado do futebol está inflacionado. Como valores, tanto de salário – e aqui não é dizendo que jogadores não mereçam bons vencimentos –, do acesso aos produtos e aos jogos, do futebol como um todo. Fico imaginando, na sequência dos anos, como o Flamengo e os outros times brasileiros conseguirão cumprir com os custos e gastos inerentes do mercado futebolístico para se manter sempre no topo, como a pandemia afetará e o que isso significará para cada rubro-negra e rubro-negro de nossa Nação.

    Um vírus, uma existência invisível, mas que provoca efeitos em todas as esferas da sociedade, com rebatimentos no futebol, em pontos diretos e indiretos. Não desejo ficar tanto tempo sem ver o Flamengo jogar. Mas desejo com mais veemência, que consigamos conter a pandemia e superá-la, passando o tempo que for preciso, torcendo pela produção científica e as repostas que ela nos oferecerá. Enquanto isso, o amor rubro-negro não cessa, aumenta mais e mais. E com a certeza desse amor de cada casa das milhões de pessoas que compõem a Nação, como células que materializam um organismo, o Flamengo, minhas amigas e meus amigos, nunca findará.

  • De 1980 a 2020: 25 jogos inesquecíveis do Flamengo

    Por Diogo Almeida

    Em tempos de pandemia, quarentena e cancelamento ou suspensão, como queiram, de jogos e campeonatos de futebol mundo afora, as listas de jogos, jogadores e o que quer que seja relacionado ao futebol, se tornaram tão populares quanto um reality show de gente confinada.

    Na televisão, emissoras estão rememorando jogos clássicos. Nos grupos de aplicativos e outros fóruns por aí, passatempos feitos com emojis são distrações felizes em meio ao isolamento social. No Twitter, além da inadjetivável polarização política e confusão mental de quem apenas acessa rede social por raiva da vida, ainda temos nichos resistentes de debates saudáveis sobre o nosso Flamengo, batizarei-os de FlaTwitter, olha que legal. Esse post também é pra vocês.

    Escolha do editor: Leia também “O Flamengo em documentários“.

    Confesso que eu e este Mundo Bola entramos na toca, estamos de soslaio, na espreita, tentando produzir e nem sempre conseguindo. De qualquer forma não desistiremos. Eu, pelo menos, não consigo, por mais que tente ficar afastado para viver a vida sem precisar do ludopédio flamengo exercido como religião através deste almanaque digital errático e com a melhor cobertura esburacada sobre o CRF. O Mundo Bola não pode ser pra você, mas pra mim é o melhor escapismo ao qual me habituei a correr de encontro quando as vicissitudes da vida tentam fagocitar-me. Então que bom que você está suave na nave, parceiro. Obrigado pela companhia e seja apoiador com cinco merréis mensais.  

    Já que adentrei ao sentimentalismo, confessarei também qual é a minha expectativa sobre vossa pessoa: que tenha chegado até este texto soluçando de frio com a falta do Flamengo no seu dia a dia. Porque fizemos esta lista com 25 jogos inesquecíveis do Flamengo para que você não consiga conter mais suas lágrimas aí dentro dessa máscara de pano.

    Um grupo de pós-doutorados em Clube de Regatas do Flamengo não fugiram do desafio e cooperaram. Cada qual em suas academias, com saudade chegaram a esta lista. Eis que aqui estão, portanto, os 25 jogos inesquecíveis do Flamengo de 1980 a 2020. Já estamos trabalhando em outras listas, para que personagens como Rondinelli, Valido e Moderato sejam devidamente relembrados.

    P.S.: Nesta lista não definimos ordem de importância. Ou seja, nenhum jogo é mais importante do que o outro. Boa oportunidade para você ganhar um tempo com coisas essenciais: reordene a lista nos comentários de acordo com a sua ordem de importância, usando, se possível, os jogos citados nesta postagem.

    De e Zico a Everton Ribeiro, de Romário a Gabigol, de Adílio a Bruno Henrique… Passando por Junior, Romário, Pet, Adriano, Brocador…

    1980
    1. Flamengo 3×2 Atletico – Final Campeonato Brasileiro 1980

    1981
    2. Flamengo 6×0 Botafogo – Campeonato Carioca
    3. Flamengo 2×0 Cobreloa – Final Libertadores
    4. Flamengo 3×0 Liverpool – Final Mundial

    1982
    5. Flamengo 3×2 São Paulo – Campeonato Brasileiro
    6. Grêmio 0x1 Flamengo – Final Campeonato Brasileiro

    1983
    7. Flamengo 3×0 Santos – Final Campeonato Brasileiro

    1986
    8. Flamengo 4×1 Fluminense – Campeonato Carioca

    1987
    9. Atlético-MG 2×3 Flamengo – Semifinais Campeonato Brasileiro

    1992
    10. Flamengo 3×0 Botafogo – Final Campeonato Brasileiro

    1997
    11. Flamengo 3-0 Corinthians – Torneio Rio-São Paulo

    1999
    12. Flamengo 1×0 Vasco – Final Campeonato Carioca
    13. Flamengo 3×3 Palmeiras – Final Copa Mercosul
    14. Peñarol 3×2 Flamengo – Semifinais Copa Mercosul

    2001
    15. Flamengo 3×1 Vasco – Final Campeonato Carioca

    2009
    16. Palmeiras 1×2 Flamengo – Campeonato Brasileiro
    17. Flamengo 1-0 Santos – Campeonato Brasileiro
    18. Flamengo 3×1 Atlético – Campeonato Brasileiro

    2010
    19. Flamengo 5 x 3 Fluminense – Campeonato Carioca
    20 Flamengo 1×2 Corinthians – Oitavas Libertadores

    2011
    21. Santos 4×5 Flamengo – Campeonato Brasileiro

    2013
    22. Flamengo 1×0 Cruzeiro – Oitavas Copa do Brasil

    2019
    23. Flamengo 2×1 River Plate – Final Libertadores
    24. Flamengo 5×0 Grêmio – Semifinais Libertadores
    25. Flamengo 3 x 0 Palmeiras – Campeonato Brasileiro

    Nosso trabalho daqui em diante será o de promover uma grande criação de conteúdo sobre estes 25 jogos. Fique conosco!

    Diogo Almeida é editor do Mundo Bola


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    A imagem destacada foi retirada do site Flamengo Alternativo. Caso você conheça o fotógrafo, mande-nos um email para pauta@fla.mundobola.com e imediatamente a creditaremos.

  • ‘Super Mundial’ que Flamengo estava garantido, sofre alteração em data e deixa participação do clube indefinida

    Por conta da pandemia, Fifa resolveu adiar o Mundial da China para 2022. Flamengo estaria garantido se competição fosse em 2021

    O novo ‘Super Mundial de Clubes’ da Fifa, que será realizado na China, sofreu uma alteração em sua data. A competição que seria realizada em 2021, foi adiada para julho de 2022, por conta da pandemia do coronavírus. A informação é do jornal espanhol As.

    A alegação é de que uma competição internacional em um curto período de tempo, poderia causar novas pandemias pelo vírus. Este novo Mundial irá substituir no calendário da entidade máxima do futebol, a Copa das Confederações, que é disputada por seleções, de quatro em quatro anos.

    A nova competição terá 24 clubes: oito da Europa, seis da América do Sul e as demais divididas entre os demais continentes. A Fifa deixou para cada confederação continental definir os critérios de classificação ao Mundial.

    Na ideia inicial da Conmebol, com a competição sendo disputada em 2021, seus seis representantes seriam definidos da seguinte forma: os campeões das Libertadores de 2019 e 2020, os vencedores das Copas Sul-Americana de 2019 e 2020 e outros dois classificados pela recriação da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Porém, a Fifa não tem interesse em receber os campeões da Sul-Americana, e com o adiamento do torneio, um acordo está longe de ser definido.

    Vaga do Flamengo ameaçada

    A Conmebol ainda não se manifestou se o Flamengo, campeão da Libertadores da temporada passada, e que estava garantido no torneio que seria realizado em 2021, continuará com a vaga do Mundial em 2022.

    Caso a confederação sul-americana de futebol acate o pedido da Fifa, excluindo os campeões da Sul-Americana, o rubro-negro pode participar pelo título de 2019, porém uma definição sobre os critérios de classificação só deve ocorrer nos próximos meses.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Fifa nega ”Mundial” do Botafogo e destaca conquista do Flamengo de 1981

    Entidade afirmou que só podem clamar essa honraria os clubes que conquistaram o Mundial a partir de 2000, ou a Copa Toyota, iniciada em 1960

    Na última semana, o Botafogo se auto proclamou tri campeão Mundial, pelas conquistas da Pequena Taça do Mundo, um extinto torneio triangular organizado em Caracas (Venezuela). O clube publicou em seu site os títulos e pretendia ir a Fifa para buscar o reconhecimento das conquistas.

    Porém, em contato com a ESPN, representantes da entidade máxima do futebol reforçaram que apenas os clubes que venceram o Mundial a partir de 2000 (organizado pela Fifa e que teve a segunda edição em 2005) ou a Copa Intercontinental (também conhecida como Copa Toyota), fundada em 1960, podem se considerar campeões do Mundo.

    “Em 2017, o Conselho da Fifa reconheceu todos os times europeus e sul-americanos que ganharam a Copa Intercontinental (disputada entre 1960 e 2004) como campeões mundiais”, disse um porta-voz da Fifa, à reportagem.

    Decisão que continua contemplando o Flamengo como o único clube do Rio de Janeiro campeão Mundial. Em 1981, o rubro-negro venceu o Liverpool por 3 a 0, em solo japonês.

    O Mais Querido disputou a Copa Intercontinental como representante da América do Sul, já que foi campeão da Libertadores no mesmo ano. O Liverpool conseguiu a vaga no torneio, conquistando a Champions League. O Mundial da época era disputado em jogo único, confronto entre o campeão da América contra o da Europa.

    Por esses critérios, os times campeões do mundo no Brasil são:

    Pela Copa Intercontinental
    Santos (1962, 1963)
    São Paulo (1992, 1993)
    Grêmio (1983)
    Flamengo (1981)

    Pelo Mundial de Clubes da Fifa
    Corinthians (2000, 2012)
    São Paulo (2005)
    Internacional (2006)

  • No Instagram, atletas do Flamengo rebatem presidente do Santos

    O zagueiro Gustavo Henrique, do Flamengo, respondeu na noite desta sexta-feira (10), as fortes palavras do presidente José Carlos Peres, mandatário do Santos FC, em seu Instagram. O atrito iniciou a partir de uma entrevista de Peres, onde chama o atual atleta Rubro-Negro de “sem caráter”, após sua saída do clube paulista rumo ao clube carioca.

    Gustavo publicou as seguintes palavras: “Fiquei espantado com uma notícia veiculada hoje na imprensa. O presidente do Santos, clube pelo qual tenho um carinho grande, fui criado, sempre respeitei e fui muito feliz, deu declarações denegrindo minha imagem.( me chamando de “mau caráter “ ). Meu contrato com o Santos foi cumprido rigorosamente. Todas as minhas obrigações e deveres foram feitos. Me espanta o presidente voltar à tona agora um assunto que já foi encerrado há quatro meses e de maneira diferente do que ele disse. Dei prioridade ao Santos desde o meio do ano passado, quando poderia ter assinado um pré-contrato com outro clube, e não o fiz, estive a todo momento à disposição para conversar e negociar, fui capitão do time com muito honra e orgulho, mas os ciclos se encerram. E isso não é sinônimo de desrespeito ao clube. É só perceber que dirigentes de outros times, técnicos que passaram pelo clube e todo mundo que tem relação com este senhor, sempre reclamam de sua postura.”

    O zagueiro ainda ressaltou seu novo clube e demostrou gratidão ao Santos: “Estou muito feliz no Flamengo e acredito que neste momento, uma entrevista como essa soa como oportunismo, até porque o período eleitoral do Santos Futebol Clube está se aproximando. Quem me conhece sabe do meu caráter e não é uma pessoa como ele que vai dizer quem eu sou. Novamente agradeço ao clube e tenho um carinho muito grande pela torcida que entendeu meus motivos e decidi ir para um lugar que seria melhor para mim e para minha família naquele momento. Agora estou trabalhando em outro local, com a mesma determinação que sempre tive em minha carreira e por respeito total ao Santos não quero nenhum tipo de relação com este senhor que ocupa o cargo de presidente e não teve suas contas aprovadas e já teve que passar até por processo de impeachment. Sem mais.”

    gustavo henrique santos
    Atletas vestiram a camisa do Santos antes de chegarem ao Flamengo. Foto: UOL

    Outro atleta que também deixou o Santos para vestir a camisa do Flamengo, o atacante Bruno Henrique defendeu o companheiro de equipe e também criticou a postura de Peres: “Ele fez a mesma coisa comigo irmão, falo notícias falsas que eu não falei e não fiz para me colocar como o errado da história, colocando a torcida do Santos contra mim também. Para ele depois sair como certo da história eu como o errado. Deus tarda mas não falha. Fica tranquilo quem te conhece sabe a pessoa que você é tmj seremos feliz”.

    A nota pode ser lida na íntegra aqui.

    Créditos imagem destacada: André Durão

  • O Flamengo em documentários

    Assistir documentários sobre o Flamengo constitui especial opção de conexão com a paixão em tempos de pandemia e suspensão dos jogos

    O gênero audiovisual dos documentários se estabeleceu nas ultimas décadas como um dos principais meios de expressão artística dentro do esporte. No futebol, algumas produções ajudam torcedores e público comum a perceberem como o esporte e, consequentemente o Flamengo, clube que detém a maior torcida do mundo e espalhada por toda a continentalidade brasileira, é elemento indissociável da cultura dos povos.

    Mais do que isso, o futebol pode ser visto como parte de diferentes patamares da sociedade, como, por exemplo, faz o documentário Two Escobars que destrincha a relação entre o futebol e o narcotráfico colombiano. Foi através de um documentário que Daniel Gordon, diretor britânico, se aprofundou na delicada temática da tragédia de Hillsborough, em que 96 torcedores do Liverpool faleceram durante uma partida.

    A própria FIFA já produziu uma coleção extensa de documentários, os mais conhecidos sobre cada edição da Copa do Mundo. Um dos mais recentes é uma grande compilação de fatos e estatísticas das Copas masculinas e femininas, A História Oficial da Copa do Mundo FIFA, está disponível na Netflix.

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    Quando o assunto é Flamengo, a situação não é diferente. Com o ano histórico de 2019, além de uma produção literária já disponível, dois documentários se sobressaíram: Sem Filtro: Flamengo, série documental produzida pela DAZN e Conspiração Filmes, dividido em sete episódios e disponível na mesma plataforma, relatando a conquista continental do rubro negro. E a série produzida pela Globo, Até o Fim, que explora a mesma conquista em cinco episódios, com direito a entrevistas com alguns jogadores do elenco principal.

    Mas voltando a outros tempos, um das primeiras produções do Mais Querido foi o filme Flamengo Paixão, de 1980 e dirigido por David Neves. O documentário mostra a perspectiva do Flamengo se tornando um clube de maior alcance com a conquista do tri Carioca em 1979, e a consolidação de Zico como ídolo da Nação.

    Outro documentário histórico é o Uma Vez Flamengo, de 1980 e dirigido por Ricardo D’Halvor Solberg, em que trabalha a relação do homem carioca com o futebol e a paixão pelo Flamengo. O filme se desenvolve mediante um Fla-Flu a ser jogado, mostrando a tensão dos torcedores, alguns lances da partida, além de um marcante registro dos flamenguistas cantando Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor. Da série Jogos para Sempre cabe citar o Flamengo X Vasco de 1978, e o Flamengo X Atlético de 1980.

    A ESPN Brasil produziu em 2012 o longa 1981: O Ano Rubro-Negro, dirigido por Dudu Monsato, e abordando a maior conquista do Flamengo, o Mundial em cima do Liverpool. Dessa fase de ouro também vale lembrar Nunes – Raça, Garra e Emoção e Zico – O Filme da vida do Ídolo.

    No assunto Campeonato Carioca, merece destaque a produção da Fla Filmes Penta Tri: A Hegemonia, que relata a conquista do quinto tricampeonato carioca do Flamengo, ultrapassando em número de conquista do torneio o Fluminense, em uma das mais tensas decisões por pênaltis da história, contra o Botafogo, em 2009. A narrativa é centrada em Fábio Luciano, zagueiro e capitão do elenco.

    No mesmo ano o Flamengo conquistou o Hexa do Brasileirão naquela que foi a disputa mais acirrada dos pontos corridos desde a sua implementação em 2003. A campanha foi tema do documentário Flamengo Hexa: 100 anos de futebol, dirigido por Diogo Dahl, produzido pela Fla Filmes e lançado em 2011. É também de autoria da produtora o documentário Flamengo É Campeão Copa do Brasil 2006.

    O documentário Flamengo Um Século de Paixão aborda a história do Flamengo na comemoração do centenário em 1995. A produção explora não só os jogadores, mas a história de remadores e músicos que fizeram parte da história do rubro negro.

    A terceira produção da Fla Filmes foi sobre o polêmico título nacional de 1987, a Copa União. Lançado em 2012, aborda a campanha vitoriosa do Flamengo de Zico e Renato Gaúcho, e as disputas jurídicas por trás daquele campeonato. O tema foi foco de um especial do Esporte Interativo Copa União 1987: o Brasileiro que ainda não acabou, com documentos e análises do lado do Flamengo e do Sport.

    Em curta metragens, cabe destaque para o filme Aqui é Flamengo, de Rafael Luiz Azevedo, que conta a história do pequeno distrito chamado Flamengo, do interior do estado do Ceará. A produção capta o cenário do vilarejo durante a final das Libertadores da América de 2019, mostrando a devoção a um clube distante de sua realidade.

    A crônica visual do Esporte Espetacular sobre o Flamengo x Santos de 2011 também merece citação. Narrada brilhantemente por Milton Gonçalves, a crônica narra a partida épica da 12ª rodada do Brasileirão, em que vemos o embate de Neymar e Ronaldinho Gaúcho. Simplesmente memorável.

    Há um número considerável de outras produções e de registros de importantes partidas, mas a maioria delas inacessíveis. O que podemos esperar é a exploração desses arquivos por parte do Flamengo, para contar cada vez mais cada detalhe dessa imensa história.