Tô no saguão do hotel, de bobeira e aparece o Pet pra sentar no sofá e ler jornal. Sim, Petković, Dejan, o próprio.
Por Hermínio Correa
Então… Aos 40 anos já me convenci, há muito tempo, de que não jogo porra nenhuma de futebol. Mas havia um tempo lá pelos anos 90 que eu me esforçava para tal (ou me enganavam para tal). Pois bem…
Estava ainda no Futsal e treinava na AGAP (Associação de Garantia ao Atleta Profissional) em Belo Horizonte. Era pivô, treinado pelo irmão do Moacir (um volante que jogou no Atlético, Corinthians, Atlético de Madrid, Flamengo etc), mas que se dane, não é isso que importa na história.
Por conta da Associação, era muito comum atletas e ex-atletas prestigiarem os campeonatos e certa vez foi lá o tal grande ídolo de uma das grandes torcidas mineiras ver uma das finais de campeonato.
Veja também: Quem és tu?
Aquela confusão do caramba, gente se matando por foto e autógrafo e eu na minha, cansado depois do jogo, querendo minha medalha pra seguir o rumo de casa. Mas sei lá porque o tal ídolo me vê e solta algo tipo:
– Ô mininu, cê qué um autrógofo?!
– Ué, pode ser…
– Qual seu nome?
– Hermínio.
– Tá e sua mãe como que chama?
– Eunice.
O autógrafo saiu “Para Eunice um abraço do “fulano de tal”.
Veja também: Emoção no Maracanã: um Brasil x Alemanha com meio time do Flamengo
O ano é 2010.
Eu estava em São Paulo, dia 05 de Maio. Hotel de concentração do Flamengo, dia de Jogo de volta pelas oitavas de final da Copa Libertadores. O Corinthians favoritaço classificado com a melhor campanha da fase de grupos e o Flamengo tendo entrado na rabuda, pior campanha dentre os 16. Mas também pouco importa que tenhamos nos classificado aquele dia (esse dia foi loko). Não é esse o tema, de novo…
Tô no saguão do hotel, de bobeira e aparece o Pet pra sentar no sofá e ler jornal. Sim, Petković, Dejan, o próprio.
Não tinha quase ninguém mesmo… lá fui eu:
– Pet, com licença, um autógrafo por favor.
– Clarrrrrrrrrrrrro (sérvio né). Qual seu nome?
– Hermínio.
– Quê?
– É Hermínio, Pet.
– Ahn Ok.
Sem entender meu nome, o autógrafo saiu apenas, “Petkovic”. Seco e direto.
Sem Caju, convocado por Zagallo, o Flamengo fechou a preparação para o Brasileiro excursionando pelo Zaire, Grécia e Oriente Médio
Por Gustavo Roman
Enquanto o Palmeiras sagrava-se bicampeão nacional ganhando o campeonato de 73 já em 74, Zagallo convocava os 40 para a Copa — 22 da lista oficial mais os 18 da lista de suplente. Com apenas Paulo Cézar Caju entre os chamados, o Flamengo partia para uma excursão à África.
O primeiro desafio seria enfrentar a Seleção do Zaire, que estava no grupo do Brasil na Copa do Mundo. Numa partida cheia de emoções houve um empate de 4 a 4. Os gols foram de Zico (2), Dario e Zé Mário. Três dias depois, na revanche, nova igualdade. 3 a 3 (Zico, Dario e Paulinho).
Veja também: Biografia Rubro-Negra – Capítulo 1: Um 1973 para esquecer e o começo de 74 – Zico vira titular com Joubert
Da África o Fla seguiu para a Grécia. Lá, foi derrotado pelo Olympiacos por 2 a 1. O gol foi marcado pelo ponteiro Rogério. De lá a equipe viajou para Ryad, na Arábia Saudita. Diante da seleção nacional e da presença do Sultão nas tribunas de honra mais uma vez o time não conseguiu vencer. 2 a 2. Com dois gols de Zico.
48 horas depois era hora de encerrar a excursão enfrentando o Kuwait. E finalmente o triunfo veio. Num confronto bastante equilibrado o time carioca venceu por 3 a 2. Zico marcou mais uma vez e novamente foi o grande destaque. Dario e Paulinho completaram o escore. Era hora de voltar ao Brasil e se preparar para a estreia no Campeonato Nacional.
Caju, junto com o goleiro Renato, foi convocado por Zagallo em 1974. Na foto, o craque em ação no México. Crédito: veja.abril.com.br.
Crédito imagem destacada no post e nas redes sociais: Foto oficial do time do Flamengo campeão do Carioca de 74. Ao final do post você encontra vídeo do Canal 100 com imagens deste título que será contato em detalhes, aqui, na série histórica Biografia Rubro-Negra.
Eu cresci ouvindo histórias rubro-negras. A maioria dela, sem registro em vídeo. Uma delas, que Zico chegou em 1967 à escolinha e seu primeiro jogo foi no mesmo ano, um amistoso contra o Everest na Gávea, dois gols na vitória por 4×3. Um jogo no meio do nada, que sempre persegui nas pesquisas com quase nenhuma esperança. Afinal, era só um garoto estreando na escolinha do clube.
Primeiro erro do pesquisador. Zico não era um só um garoto e, mesmo antes de ser jogador, já era notícia. Afinal, seus irmãos eram profissionais, Zico ia aos jogos do América para ver Antunes e Edu, que sempre afirmavam “o craque da família é aquele ali”, apontando para o garoto loirinho e mirrado. O enredo é conhecido: Celso Garcia foi ver o garoto jogar futebol de salão pelo River, e teve a visão de que ali estava o Rei e o levou para a Gávea em 1967.
Segundo erro do pesquisador. Se não havia a data certa do amistoso em 1967, por que acreditar cegamente que ele havia sido naquele ano? Voltei então a 1966, porque Edu e Antunes já eram notícia e ampliei a busca também para as notícias do América.
Veja também: Emoção no Maracanã: um Brasil x Alemanha com meio time do Flamengo
Primeiro susto do pesquisador. Houve um Zico antes de Zico. No dia 31 de julho de 1966 o time infanto-juvenil do Flamengo quebrou uma invencibilidade de 11 jogos do Olaria na categoria, ao vencer por 2×1, gols de Jorge e Zé Alves e os rubro-negros formaram com Valckaner, Paulinho, Zico (Sílvio), Nariz e Álvaro; Luiz Henrique e Odélio; Zequinha, Jorge (Paulo), Zé Alves e Carlos Alberto. Destes, acho que só Zequinha chegou aos profissionais, mas ali está o nome Zico na zaga, com zero chance de ser da família Antunes Coimbra. Houve um Zico antes de Zico.
Num canto de página, em 17 de novembro de 1966, exatos 71 anos depois da fundação do Flamengo, o Jornal dos Sports traz uma pequena nota: Mais um Antunes. O texto se refere a Nando, outro irmão de Zico, e traz pelo menos uma verdade definitiva sobre o patriarca do número 7 da Lucinda Barbosa: “Outro Antunes, o segundo na lista de idade, está em vias de entrar no América. Nando, mais moço que Antunes e mais velho do que Edu, com 21 anos de idade, treinou e mostrou que filho do ‘seu’ Antunes é sempre bom de bola”. O final do texto chama a atenção para outra cria do ‘seu’ Antunes: “Se ficar confirmada a contratação de Nando, o América reunirá quatro dos cinco irmãos: Antunes, Edu, Nando e Tunico (zagueiro infanto-juvenil). Ficará faltando apenas Zico, caçula da família e que segundo o testemunho dos próprios irmãos é o melhor de todos”.
O América tinha quatro dos filhos do ‘seu’ Antunes e estava de olho no quinto. Mas o Flamengo tinha Celso Garcia.
A disputa vira manchete no Jornal dos Sports de 19 de fevereiro de 1967: FLA E AMÉRICA DÃO TUDO PARA TER ZICO. Zico, a duas semanas de fazer 14 anos, caçula dos craques rubros, filho do ex-goleiro Antunes na casa onde até o cachorro se chamava Mengo. Assopre a poeira e leia a matéria original:
Zico chegou a fazer um jogo treino pela escolinha do América, contra um time da Penha, e foi aprovado para começar a treinar. Estava com um pé no time dos irmãos. Aí entrou em cena o rubro-negro Germano José, vizinho dos Antunes e que convenceu Celso Garcia, da Rádio Globo e igualmente rubro-negro, a assistir um jogo de Zico em Quintino. Vitória por 14×0. Nove gols de Zico. O garoto já tinha o seu primeiro treino marcado no América, mas Celso ajeitou tudo no Flamengo e foi à casa dos Antunes dar a notícia: “- Pessoal, o Zico vai para o Flamengo”. Edu contestou, disse que já estava certo para iniciar no América. Zico interveio: “- É, está certo para iniciar, mas ainda não iniciei”. Seu Antunes deu a sentença: “- O garoto vai para onde ele quiser”.
Zico quis o Flamengo. Participou de um treino e foi aprovado. Não consegui determinar a que tempo entre fevereiro e setembro, mas é neste mês que surge no Jornal dos Sports, edição do dia 16, a notícia de que George Helal havia assumido o compromisso com dona Matilde de que o clube bancaria o almoço de Zico antes de ele seguir todos os dias para as aulas no Colégio Rivadávia Correia.
Veja também: Zico contra ele próprio
E, edição a edição, jornal a jornal, procurei pelo amistoso contra o Everest, a primeira vez que Zico vestiu a camisa do Flamengo como jogador. Afinal, se os passos anteriores foram notícia, como o primeiro o jogo do mais talentoso dos Antunes não seria? E não encontrei nenhuma notícia até 31 de dezembro de 1967.
Terceiro e último susto do pesquisador. Segui a busca em 1968, mais para encontrar relatos de outros jogos, aceitando que o jogo contra o Everest estava no limbo, destinado a ser contado como uma fábula. Mas em fevereiro surge a notícia de que na quarta-feira, dia 7, Zico treinou primeiro entre os infanto-juvenis, comandando por Joubert; e depois na escolinha dos treinadores Célio de Sousa e José Nogueira, recebendo a notícia de que deveria continuar.
Isso indicava que o jogo contra o Everest ainda não havia acontecido. E na edição do domingo, 11 de fevereiro de 1968, perdido entre as notícias da possível volta de Flávio Costa e da renovação de contrato de Murilo, está o registro do primeiro jogo de Zico com a camisa do Flamengo. Palavras exatas: “O caçulinha Zico, ponta-de-lança já famoso no subúrbio de Quintino Bocaiúva como artilheiro-mor do torneio de futebol de salão do River, apesar dos seus 14 anos, vestiu pela primeira vez a camisa do Flamengo no jogo em que a Escolinha de Célio de Sousa – meninos até 15 anos – derrotou a equipe do Everest de Inhaúma por 4×3. Zico fez dois gols e deu um show de bola que entusiasmou a torcida”.
A notícia diz ainda que Edu, Antunes e Nando, e o pai, o velho Antunes, estavam na arquibancada e que depois todos foram apresentados ao presidente Veiga Brito.
Esta matéria, letra a letra, deveria ser gravada em uma placa de bronze e afixada na velha arquibancada da Gávea para que todos saibam que o primeiro jogo de Zico, com dois gols e um show de bola foi no sábado, 10 de fevereiro do ano da graça de 1968, o dia em que tudo começou.
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Imagem destacada no post e redes sociais: Zico com 14 anos, no campo do Flamengo, na Gávea em 1967. Acervo: Curiosidades Futebolísticas. Publicação Facebook: goo.gl/1t7sti https://www.flickr.com/photos/caminhosdecascadura/18140186850
Contratado por empréstimo em 2019 e em definitivo em 2020 (ambos em acordo com a Inter de Milão-ITA), o atacante Gabriel Barbosa é um dos maiores ídolos do Flamengo na atualidade. Artilheiro nato e com ótima relação com a Nação Rubro-Negra, Gabigol incorporou o Manto Sagrado como poucos e será o destaque principal deste Quiz.
O questionário conta com trinta perguntas sobre Gabigol no Flamengo, passando por toda sua trajetória vencedora pelo Rubro-Negro carioca. Vamos lá? Saudações Rubro-Negras!
[HDquiz quiz = 10333]
Veja outros quizes do Mundo Bola: + 25 perguntas sobre o heptacampeonato brasileiro do Flamengo + Musical do Flamengo: qual é a música, Nação? + Responda este grande desafio sobre a Libertadores 2019 + Você sabe tudo sobre o Flamengo/Marinha?
SIM, NAÇÃO! #PodeLevantarAPlaquinha! Teremos gols do artilheiro rubro-negro até 2024! O GABIGOL É NOSSO! ??⚫ pic.twitter.com/6Q6T0jJAp6
— Flamengo (@Flamengo) January 28, 2020
CONTÉM SPOILER: Gabigol é atualmente o vice-artilheiro do país em 2020. O centroavante do Flamengo marcou onze gols em dez jogos na temporada, perdendo apenas para Tiago Orobó, do América-RN (14 gols em 20 jogos). Neste ano, foi campeão da Taça Guanabara, Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana, marcando gols nas finais das três competições. Saudades, né?
Nosso blogueiro narra duelo no Velho Maracanã com a Seleção Brasileira escalada com Zico, Adílio, Júnior, Leandro e Vitor
Por Mauricio Neves, para o blog Fla Pra Valer
Há um jogo que não é do Flamengo, mas que me dá uma saudade absurda do velho Flamengo e do velho Maracanã. Vínhamos de uma virada épica contra o Inter, no Beira-Rio: 3×2, em 1982. “Conhecemos a grandiosidade do futebol dos campeões mundiais”, disse Antônio Ranzolin na Rádio Guaíba.
Havia sido em um meio de semana à noite. Era de se esperar um Maraca lotado no fim de semana seguinte, independente do adversário. Mas o Campeonato Brasileiro parou para um amistoso da seleção contra a Alemanha, no domingo, 21 de março. Mas foi Flamengo do mesmo jeito.
Veja também: Biografia Rubro-Negra #1: Um 1973 para esquecer e o começo de 74 – Zico vira titular com Joubert
Zico está comemorando de braços erguidos e Junior está se levantando após ter mandado a bola no ângulo, em passe mágico de Adílio. Zico, Junior, Adílio, magia, Maracanã: como assim, não era Flamengo? Era Flamengo pra caralho.
Antes do jogo, aí está Zico, capitão como era no Flamengo. E que camisa maravilhosa! Mais ou menos nessa hora, depois da troca de flâmulas, o Maracanã começou a gritar Mengooo e surgiram algumas vaias. A magnética se uniu e virou um estrondo: MEENGOOOO… MEENGOOO… MEENGOOOO…
E não eram em campo apenas Zico, Junior e Adílio: aí está o Vitor com a 5, e lá estava o Leandro. O tripé de meio era todo rubro-negro, Vitor, Adílio e Zico, e mais os laterais Leandro e Junior. Era a SeleFla! (… E que coisa mais linda esse placar do velho Maracanã, suspiro).
E olhem para essa foto, a faixa rubro-negra de uma torcida na arquibancada, e o Zico com a bola colada ao pé: não precisa de muito esforço para mentalmente colorir essa camisa amarela com faixas horizontais vermelhas e pretas e trocar o azul do calção por branco. MEEENGOOO!
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E Júnior alternava carrinhos e divididas com dribles e tabelas com Zico e Adílio, como jogou o futuro Maestro naquela tarde! Em 81 ele havia feito dois gols pelo Brasil contra Alemanha, em Montevidéu e Stuttgart, porque não haveria de fazer ali na sua casa e diante de sua gente?
Adílio flutuava com a bola no pé, e quando ele e Zico trocaram quatro passes seguidos, a voz imortal sacudiu outra vez o velho estádio municipal: MEEENGOOOO MEEENGOOOO MEEEEENGOOOO.
Zico e Adílio entre dois alemães. E vocês não estão vendo Leandro, mas essa foto é toda sobre Leandro. Zico tocou para Adílio, Adílio abriu para Leandro que está indo ao encontro da bola para cruzar, e ela ia chegar em Adílio e Zico quando o beque alemão cortou a córner, MEENGOO!
E como não gritar Mengo, se onde o mundo via o duelo dos 10 Zico e Matthaus a arquibancada estava no mesmo transe que se repetia desde dezembro de 1978, o bumbo marcando lá na Raça, o som batendo na marquise e circulando o anel do estádio no grito MEEENGOOO
E para que mais Flamengo, se Zico protege a bola e Vitor aponta lá para onde se desloca Leandro, o ponto futuro de Cláudio Coutinho, no time que há anos jogava por música e no ritmo das palmas que marcavam o grito de Mengo?
Então a bola foi a Junior na esquerda, que tocou de lado para Adílio, que fez uma peteca e elevou para a penetração de Junior pegar de primeira como na praia: aí a bola no ângulo do imóvel Harald Anton “Toni” Schumacher: gol do Flamengo nas redes alemãs! MEEENGOOO!
E antes mesmo de a bola voltar a rolar, começamos a cantar QUERO CANTAR AO MUNDO INTEIRO A ALEGRIA DE SER RUBRO-NEGRO, e é impossível negar que faltou mais Flamengo no time que foi a à Espanha, no mínimo Raul no Valdir, Adílio no Isidoro, Mozer no Luizinho e Nunes no Serginho.
Mas tudo bem, porque se naquela vitória contra a Alemanha no Maracanã dourado pelo sol do começo de outono os 120 milhões brasileiros se imaginaram campeões mundiais, nós rubro-negros não precisamos despertar daquele sonho porque, afinal, já éramos os donos da bola na Terra.
Fotos: Revista Manchete. Para melhor creditação, agradecemos o envio de email com informações para pauta@fla.mundobola.com. Obrigado!
Em entrevista à FlaTV, Braz garante que o Rubro-Negro fará o possível para manter o técnico português e afirma que agora não é “tão no escuro como lá atrás”, ao lembrar do esforço para trazer Jorge Jesus
O vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, comentou neste sábado (25) sobre as negociações com Jorge Jesus, o esforço do Flamengo para trazê-lo e a possível renovação do treinador português, em entrevista à FlaTV. Além disso, Braz também fez comparativos ao futebol de dez anos atrás com o de hoje.
“O Flamengo fez um esforço enorme financeiro para trazer ele. Eu tinha muita segurança nele, mas precisávamos analisar a parte financeira. O presidente Landim foi fundamental porque ele acreditou nesta situação de trazer um técnico estrangeiro. O Flamengo fez o possível. Ok, o Jorge veio. Aconteceu o que aconteceu em relação aos títulos. Tem essa situação de renovação, mas não é tanto no escuro como lá atrás”, pontuou o vice-presidente de futebol.
Braz lembrou sobre o início de Jesus no Flamengo: “Quando o Jorge veio, o Flamengo empatou um jogo aqui, na Copa do Brasil, e foi desclassificado. Fomos jogar contra o Emelec e perdemos o jogo. O que a gente apanhou naquele período… se o Jorge não desse certo, seria uma chacota. Mas nós acreditamos. Aí nós tiramos uma responsabilidade enorme das nossas costas.”
Sobre a renovação, Braz frisou: “Todos os esforços serão feitos de novo. O presidente Landim já autorizou. Mas aconteceu essa situação que está no mundo. O euro vai pra mais de 6, isso é um fator ruim. O Flamengo está analisando várias situações porque um ou outro recebível pediu um tempo para o Flamengo. Então o Flamengo está aí que nem todos os outros clubes, outras empresas. O Flamengo vai fazer a parte dele, mas não depende só do Flamengo, depende do Jorge entender o momento que nós vivemos hoje. Vai dar tudo certo, vai acontecer o melhor pro Flamengo.”
Retorno ao Flamengo
Braz explicou como foi o seu retorno ao Rubro-Negro: “Eu conheci o presidente ainda no período eleitoral, muito antes do fechamento das chapas. Eu tinha certeza que era o candidato mais preparado para a continuidade desse novo mundo que o Flamengo entrou. De 10 anos pra cá mudou tudo, não só no Flamengo. O mundo mudou, o futebol mudou. E eu achava que o Landim era o mais preparado. E por isso, eu fiz essa opção.”
Em alguns momentos, o vice-presidente de futebol fez comparações de 2009 com o momento atual: “A quantidade de notícias na imprensa [mudou]. Hoje a gente tem a figura da mídia alternativa (youtubers, blogueiros). Você tem várias empresas de comunicação. Acabando o treino, uma vez ao mês eu fico ali com a imprensa tomando um café. Eu preservo isso até hoje. Antigamente, quando eu ia para a sala de imprensa, eu via dez pessoas no máximo. Hoje, você vê um mundo de gente. É muito diferente.”
Braz também lembrou de um fator tecnológico importante em relação à exposição midiática e possíveis polêmicas: a câmera de celular. “O grupo de 2009 me deu trabalho, mas a gente não tinha celular com câmera. Não tinha tanta exposição.”
Sobre fazer parte da história do clube, Braz pregou humildade: “Eu contribuí para o clube, como outros contribuíram. Tenho a sensação de dever cumprido. Eu ainda não tenho essa percepção de ‘entrei na história’. Eu trato isso com muita naturalidade.”
Papo Virtual
O Papo Virtual é transmitido pelo canal do Flamengo no YouTube, a FlaTV. A atração foi criada devido à paralisação dos esportes por causa da pandemia de coronavírus.
A história de títulos do Flamengo é repleta de nomes. Craques que não decepcionam e heróis improváveis. Neste quiz queremos apenas lembrar de alguns jogadores que colocaram seu nome na história do Mais Querido em momentos decisivos.
Neste quiz escolhemos quatro jogadores que atuaram na mesma decisão. Mas atenção, apenas um deles marcou na finalíssima. Depois de cada resposta, clique no botão NEXT para continuar. Será que você consegue gabaritar? Boa sorte!
Veja outros quizes do Mundo Bola também + Quiz: 25 perguntas sobre o heptacampeonato brasileiro do Flamengo + Quiz Musical do Flamengo: qual é a música, Nação? + Quiz: Responda este grande desafio sobre a Libertadores 2019 + Quiz: você sabe tudo sobre o Flamengo/Marinha?
[HDquiz quiz = “10322”]
Ajude a manter o Mundo Bola com R$ 5,00 mensais Crédito imagem destacada: Reprodução
Apesar da sua deficiência, o baiano não deixou de sofrer e se extasiar com a conquista da Libertadores 2019
Praia de Guarajuba, litoral norte da Bahia
Estava muito ansioso para a grande final do dia seguinte contra o River Plate. Só falava no jogo a ponto de minha mãe reclamar:” Filho, muda o disco!!! Só fala nesse jogo, menino!!!”.
No final da tarde, o vizinho me chamou para tomar uma cerveja na casa dele. Quando cheguei lá, o hino do Mengão tocava a toda altura, e olha que o senhor nem flamenguista é. Tomei uma cerveja ouvindo a música Fio Maravilha e conversando sobre as perspectivas do jogo.
Veja também: Torcedor conta de forma incrível como é torcer para o atual Flamengo em site do Corinthians
Mas logo voltei pra casa, pois queria ouvir a entrevista coletiva do treinador mais importante da história do Flamengo: o GRANDE Jorge Jesus, vulgo Mister. Depois comi algo e voltei para o quarto para acompanhar os programas esportivos. Fui TENTAR dormir por volta de 00h30.
Chegou o grande dia
Já acordo com um amigo irmão vascaíno com o secador ligado, dizendo que o Fla ia perder. Tomei um banho e vesti o Manto. Era dia de festa, aniversário de minha mãe sendo organizada e eu totalmente por fora de tudo. Só pensava no jogo. A festa começou 16 horas e eu contando os demorados 60 minutos que faltavam para o jogo mais importante da minha vida. 16:50 subi para o quarto cantando o tradicional Vamos Flamengo, vamos ser campeão, vamos Flamengo!
Bola rolando em Lima! Mengo começa bem, mas o River logo equilibra o jogo. Aos 14 minutos do primeiro tempo, o gol do milionário. Tensão no ar. Meu amigo vascaíno sobe pulando e gritando, mas eu o recebo aos gritos de: “Oooh, vamos viraaar Meeengoooo!”.
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Jogo vai passando, Flamengo perdido em campo e eu preocupado e a cada instante mais nervoso. Intervalo. Desci para falar com o resto dos convidados e todos perceberam meu tom preocupado. Eu dizia: “Vamos virar, eu tô tranquilo. Nosso time é melhor. Voltei para o quarto para acompanhar o segundo tempo.
O Mais Querido volta bem, Gabigol perde um gol feito, e a tensão só aumenta. 35 do segundo tempo, já estava bem desanimado, mas nunca sem esperança. Mãos suadas mas… 43 do segundo tempo, bolão do Arraxca para o Gabigol: “Gooooooool”, eu gritava, pulava, me arrepiava e chorava!!! 46, Gabigol de novo!!! Gooool do bicampeão da América!
Desci as escadas em desabalada carreira, parecendo um louco gritando e com os braços para cima. Emoção indescritível. Abracei minha mãe chorando com a certeza de ter tido a maior emoção da minha vida quando se trata de Flamengo. Termino esse texto com uma frase que sempre falo: para ser Flamengo não precisa enxergar, basta sentir.
Sou Marcelo Moita, jornalista, 23 anos, deficiente visual e um rubro-negro apaixonado.
Como prometido, segue hoje o quiz do nosso heptacampeonato brasileiro. São outras 25 perguntas sobre a histórica e magnífica campanha do time dos recordes.
Brinquem, comentem e compartilhem!
Um abraço a todos, se cuidem e Saudações Rubro-Negras!
O ano anterior foi de expectativas frustradas. 1974 começou com saída de Zagallo. E o novo técnico Joubert confirma Zico no time
Por Gustavo Roman
O ano de 1973 não foi dos melhores para o Flamengo. O time perdeu o Campeonato Carioca para o Fluminense e fracassou no Torneio do Povo e no Brasileiro com uma campanha bem fraca, sem ficar entre as 20 classificadas para a segunda fase. E olha que eram 40 participantes.
Além disso, o técnico Zagallo tinha que dividir a atenção com a Seleção Brasileira que se preparava para a Copa da Alemanha. A única alegria veio na conquista do bicampeonato da Taça Guanabara. Muito pouco para quem contava com Paulo Cézar Caju, Afonsinho, Doval, Dadá Maravilha e com um jovem craque chamado Zico.
Logo após a eliminação no Brasileiro circularam rumores de uma lista de dispensas. Era preciso enxugar a folha salarial e sem as rendas dos jogos decisivos a solução seria excursionar pelo país. Zagallo se dedicaria exclusivamente à Seleção no primeiro semestre, deixando o comando do time nas mãos de Joubert. A ordem era renovar o grupo e dar chances a alguns juniores que vinham encantando nas preliminares. Casos de Rondinelli, Júnior e Geraldo.
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Na reapresentação, três novidades. Eli, ponta-direita vindo do Guarani. Lúcio, zagueiro do Próspera de Santa Catarina e Salvador, também zagueiro. E o primeiro coletivo do ano mostrou que Joubert teria mesmo muito trabalho pela frente. Vitória dos reservas por 2 (Zico e Arílson) a 1 (Dario). O Galinho de Quintino foi o destaque do treinamento. Mostrando que merecia a vaga no onze inicial.
E o treinador teve que dar o braço a torcer. Já no segundo (e último) coletivo antes do primeiro amistoso do ano Zico foi promovido ao time titular no lugar de Dario. O resultado? Vitória dos titulares por 2 a 1. Com direito a gol dele. Não havia mais como deixá-lo no banco. A partir de agora o time tinha que ser Zico e mais dez.
Outro garoto que ganharia a vaga de titular, ao menos momentaneamente, era o zagueiro Jayme, escolhido para substituir o paraguaio Reyes, que ganhou passe livre do clube e se despediria nesse amistoso.
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O primeiro teste do ano aconteceu no Maracanã contra o Zeljeznicar, campeão e base da Seleção da Iugoslávia. E a temporada começou de maneira convincente. Vitória de 3 a 1. Com Zico sendo o grande destaque do jogo. Com menos de cinco minutos ele já havia obrigado o goleiro Janius a fazer uma grande defesa e sofrido um pênalti claro não assinalado pelo árbitro. Aos oito, Zico recebeu de Aluísio, driblou seu marcador e fuzilou para abrir o placar. Depois do tento, o Fla diminuiu o ritmo e o placar não se alterou.
Sentindo a queda física da equipe, Joubert voltou do intervalo com três alterações. Dario, Arílson e e Zé Mário entraram nos lugares de Doval, Paulo César Caju e Afonsinho. Aos três minutos, Dario acertou a trave iugoslava. Aos 13, Zico driblou vários oponentes, passou pelo goleiro e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade. Aos 25, Arílson acertou o travessão da Janius em um tiro de longe. Aos 41, o próprio Arílson, de falta, marcou o terceiro. Quase no apagar das luzes, Hodric fez o gol de honra dos europeus. O Mengo 74 começava encantando!
Os jogos não podiam parar. Afinal, o clube precisava faturar. Dois dias depois, o Rubro-Negro já estava em Ituiutaba para enfrentar o União Tijucana. Afonsinho, com dores musculares, nem viajou. Zé Mário foi escalado em seu lugar. Cansado, o time não repetiu a atuação anterior e acabou derrotado por 1 a 0. Pior. Zico contundiu-se no segundo tempo e foi substituído por Dario.
Na sequência, o Fla foi para Vitória jogar com a Desportiva. De novo ficou devendo. Zico marcou o primeiro aos 27 minutos de jogo. Zezinho empatou de cabeça, aos 31 da etapa final. A atuação nos 45 minutos finais foi motivo de críticas. E a renda acabou sendo bem abaixo do esperado.
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O próximo compromisso era contra o Fluminense, em Brasília. O clássico valia o troféu Presidente Médici. E foi decidido nas penalidades máximas já que no tempo regulamentar nenhuma das equipes mostrou competência para tirar o zero do placar. E o Tricolor acabou saindo vencedor por 5 a 4, com o ponta-direita Rogério desperdiçando sua cobrança.
Pior foi a crise que estourou após o jogo. Alegando dores na coxa Paulo Cézar Caju pediu para voltar ao Rio de Janeiro. O médico Célio Cotecchia disse ao jogador que seria melhor iniciar o tratamento ali mesmo e esperar pelo menos 24 horas para um diagnóstico mais preciso. O jogador não quis saber. Disse que ia embora. Pegou sua mala e partiu rumo ao aeroporto. O vice-presidente de futebol Ivan Drumond afirmou que iria primeiro falar com os envolvidos para depois resolver o que fazer. Mas até a suspensão do contrato do jogador estava em pauta.
Paulo Cézar Caju abandonou excursão do time. Foto: Reprodução
No dia seguinte, o Flamengo anunciou a contratação do zagueiro Luís Carlos, ex-Corinthians. Na federação, os dirigentes informaram que Paulo César seria multado em 60% do seu salário. E no meio de tudo isso ainda haveriaum amistoso em Goiânia, diante do Vila Nova. Goleada de 4 a 0. Com ótima atuação, especialmente no segundo tempo. Dario, Paulinho (2) e Geraldo marcaram.
Três Dias depois, o time já estava em campo novamente. Dessa vez goleando o Goiatuba por 6 a 2. Tentos de Dario (3), Zico (2) e Paulinho. Geraldo, recém-promovido dos juniores foi o grande destaque. Com jogadas de alta categoria e excelente visão de jogo ele se entendeu perfeitamente com o Galinho. E mostrou que apostar nos jovens poderia ser o caminho para um ano melhor.
Com uma semana livre finalmente houve tempo para treinamento. E no coletivo de 60 minutos vitória dos titulares por 2 a 0. Gols de Zico e Arílson. Justamente os dois melhores em campo. Depois, foi tomar banho e partir rumo ao avião. As viagens não paravam. Em Juazeiro, o time enfrentou o Icasa. E o time voltou a golear. Dessa vez por 7 a 1 (com três gols de Zico, três de Dario e um de Paulinho).
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O próximo amistoso foi contra o Corinthians. Pelo menos dessa vez não houve viagem. A partida aconteceu no Maracanã. No último coletivo antes do confronto vitória dos titulares. 1 a 0. Gol de Dario. A na escalação ficou por conta da presença do zagueiro Luís Carlos, estreando justamente contra seu ex-clube. O resultado foi mais uma goleada Rubro-Negra. 5 a 1. E de virada! Vaguinho abriu o marcador aos 20 minutos. Aos 44, Zico deixou tudo igual. No segundo tempo veio o show. Geraldo, Zico e Dario, duas vezes completaram o placar. Uma atuação de gala.