Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo discorda do motivo da rescisão e buscará indenização após rompimento do Azeite Royal

    Marca portuguesa rompeu o contrato de patrocínio com Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense e Maracanã, pela suspensão do futebol causado pelo coronavírus

    Durante a semana, a marca Azeite Royal que patrocinava Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo e Maracanã, comunicou a todos a rescisão de contrato. O motivo do rompimento foi pela pandemia de coronavírus, que suspendeu as atividades futebolísticas no Brasil por tempo indeterminado.

    Eduardo Giraldes, dono da empresa, explicou a ação: ”Tomamos a decisão de rescindir com todos os clubes e também com o Maracanã até por tudo que estamos passando. Fizemos uma reunião de conselho e com o marketing. Os campeonatos estão parados e não temos porque manter esse investimento. Vamos focar nesta crise mundial com os supermercados, que são os que precisam desse tipo de ação. No momento, a prioridade é outra. A crise é para todos. Depois, sentamos e conversamos para um novo contrato”.

    A atitude não agradou ao Flamengo. Para a direção do rubro-negro, não há motivos para que o vínculo seja encerrado. Segundo o Jornal O Globo, o clube promete acionar na Justiça o Azeite Royal por causa da rescisão unilateral do contrato de patrocínio. O Mais Querido estipula cobrar R$ 1,2 milhão de indenização pelo rompimento do compromisso que iria até o fim do ano. O documento previa R$ 3 milhões por temporada ao Fla.

    Crédito de imagem destacada: Divulgação

  • A conquista do Carioca de 27: o vilão Orlando Penaforte contra o ídolo Moderato, recém-operado de apendicite

    A história do confronto entre Orlando Penaforte, ex-zagueiro do Flamengo, e Moderato, o ídolo rubro-negro convalescente 

    1927.

    “É a última palavra do clube?”

    “Sim. Sinto muito.”

    “Nesse caso, passar bem.”

    O jogador deixa a sede do Flamengo e se põe a caminhar. Exibe um misto de irritação e decepção, não entende e nem aceita a atitude de um clube por quem deixou a vida nos gramados. Uns ingratos, remói enquanto castiga com seus pés pesados os pedriscos que eventualmente se interpõem em seu trajeto. Anos de dedicação, de denodo, ajudando o Flamengo a erguer vários troféus e construir sólida reputação, e a troco de nada. Nada, segue bufando enquanto segue seu trajeto aparentemente errático. Mas Orlando Penaforte, apesar de enfurecido e nervoso, já sabe o que fazer, já tem a solução. Campos Sales.

    penaforte flamengo

    Penaforte sabe dos riscos que está assumindo. O jogador possui uma história no Flamengo, onde se criou, cresceu e se tornou um dos seus principais nomes. Zagueiro de baixa estatura, mas aplicado e vigoroso, comandou junto com Hélcio um sistema defensivo tão eficiente que o levou à Seleção Brasileira. Dois anos antes, participou da espetacular temporada de 1925, em que um Flamengo repleto de grandes jogadores conquistou o Campeonato Carioca e participou de uma histórica excursão a Pernambuco, um time que perdeu apenas três jogos em toda a temporada e marcou quase cem gols. E nesse time Penaforte era um dos ídolos, um dos símbolos da raça flamenga.

    Mas a diretoria não lhe deu outra alternativa.

    Prestes a se casar e sem o berço de outros futebolistas, Penaforte apenas pediu uma ajuda ao clube. Queria que o Flamengo lhe mobiliasse o quarto, uma espécie de reconhecimento, um bem vindo auxílio à guisa de presente. Mas a diretoria rubro-negra foi irredutível, nada de presentes ou brindes que indiquem favorecimento. Daqui a pouco, outro jogador irá demandar regalo semelhante, e como ficamos? Ademais, é sabido que o clube não nada em dinheiro, não pode sair por aí equipando a vida de seus atletas. Não e não. Infelizmente, o Flamengo nada pode fazer nesse caso.

    Amargurado, Penaforte insistiu várias vezes, apelou para outros jogadores e dirigentes, indignado com a recusa de um clube já tido como o mais popular da cidade, e que a cada dia angaria mais adeptos, em lhe providenciar um punhado de armários e criados-mudos. Sua história correu o meio futebolístico, e logo o América lhe bateu à porta. Nós não lhe oferecemos um quarto. Vamos mobiliar-lhe a casa.

    Penaforte ouviu a oferta, mas estacou, hesitante. Pediu tempo.

    Não é comum jogadores trocarem de clubes para atuarem em rivais, não em um amadorismo que, apesar de agonizante, ainda é cultuado quase religiosamente entre as equipes mais tradicionais do Rio. O zagueiro sabe que, se trocar Paissandu por Campos Sales, irá se tornar um sujeito maldito, traiçoeiro, pouco confiável. Será vilanizado por metade da cidade, e a rigor terá apenas os rubros ao seu lado.

    Mas agora, cego de ódio com a empáfia monolítica do Flamengo, irá assumir esse risco. Sim, às favas com o que pensarem. Uma casa mobiliada não é algo a se desprezar. E o América também é time de ponta, de elite. Certamente terá a oportunidade de fazê-lo calar os muitos críticos que certamente irromperão. Penaforte bate à porta da sede americana. Está armado com um sorriso e uma resposta.

    * * *

    Passa-se a temporada.

    O Flamengo vive a primeira grave crise de sua história, após ter sido suspenso por ter disputado um amistoso com o Paulistano, envolvendo-se na briga entre profissionais e amadores. Após forte indignação e pressão, a suspensão foi anulada, mas o estrago já estava feito, o time desmontado, refeito às pressas para a disputa do Carioca, um punhado de tocos de pau defendendo o sagrado manto negro e escarlate, afundando em goleadas nos primeiros jogos, alvo de risos e chacotas por toda a capital. Sem falar que seu principal jogador sucumbe a uma fortíssima apendicite. Aos poucos, aquele grupo se fecha e passa a atuar com uma garra e uma ferocidade poucas vezes vista em uma equipe de futebol. E, com as camisas jogando sozinhas, chega à reta final do campeonato disputando o título.

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    Enquanto isso, Penaforte, como previra, se torna um nome proibido. Agraciado com caudalosas vaias e apupos onde quer que seja reconhecido ou mencionado, vê o limitado Hermínio ocupar a camisa rubro-negra que havia sido sua e se tornar ídolo. Com efeito, Hermínio incorpora o espírito daquele time e passa as rodadas enfiando sua cabeça nas pesadas botinas adversárias, enterrando a cara na lama, saindo dos jogos com profundos hematomas e cortes vários. E ovacionado por uma torcida que não se cansa de entoar “hurras” de rejeição a Penaforte. Mesmo sem sua presença no estádio.

    time campeão carioca 27

    E o futebol, quando deseja, sabe ser cruel como poucos em sua refinada ironia.

    Passam-se as últimas rodadas. O Flamengo, já embalado e vivendo uma epopeia que agora faz todo o Rio de Janeiro acompanhar, sofrer e torcer (“vai ser histórico ver esses onze cabos de vassoura serem campeões”), chega ao derradeiro embate. Está a uma vitória do título. E o adversário é justamente o América.

    O América de Penaforte.

    A Rua Paissandu imerge em uma torrente de mentes e corpos ansiosos pelo desenrolar do jogão de logo mais. Três campeões poderão irromper da grande decisão entre Flamengo e América. O vencedor da partida, ou o Fluminense, em caso de empate. A cidade passa uma semana sem desviar os olhos ou o assunto. Só se fala, só se respira, só se ingere a final do maior campeonato de todos os tempos.

    Não cabe mais ninguém no pequeno campo dos Guinle. Apinhados, espremidos, pendurados, os torcedores transpiram e respiram o quente e tenso ar dos momentos decisivos. Entra o Flamengo, estádio explode em palmas e gritos de apoio. Alguns reconhecem o bravo Moderato, ainda convalescendo da apendicite, entre os onze do time, e comovidos com a coragem do ídolo, entoam-lhe cantos de aplauso e homenagem.

    Entra o América. Um ensurdecedor colchão de vaias encobre Penaforte. São arremessados no zagueiro palavrões, xingamentos, ofensas e até objetos. O time rubro não reage, parece indiferente. A princípio.

    moderato flamengo

    Começa o jogo, o Flamengo, mesmo inferior tecnicamente e com Moderato visivelmente no sacrifício, toma a iniciativa, domina o jogo, encurrala o América. Penaforte, muito nervoso, erra passes tolos, dá chutões, é envolvido. Os onze paus de vassoura do Flamengo vão pra cima, vão pra dentro, e logo o artilheiro Nonô abre o marcador, arrebentando de emoção toda a rua, o bairro, a cidade.

    A partida segue, o Flamengo não recua, sente o momento, tem que matar logo o jogo. A bola é aberta a Moderato, que arma o chute, faz um meneio e manda o tiro, que sai mascado, vacilante. Penaforte ergue o pé e intercepta a pelota, mas ao invés de reter-lhe a trajetória acaba apenas tirando-a do alcance do goleiro rubro, que impotente apenas contempla o gol acontecendo devagar, rolando indolente em seu canto oposto.

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    Flamengo 2-0. Gol contra de Penaforte. O êxtase agora parece jorrar das artérias de cada testemunha, cada torcedor flamengo se sente morrendo um pouco, ao urrar amor, paixão, vingança, fome e sangue pelo seu time campeão. Ajoelhado, prostrado, Penaforte parece sentir todo o peso de uma nação que o subjuga aos ombros. Está quebrado.

    O América ainda irá reagir e tornar dramático o final da partida, mas os 2-1 darão ao Flamengo um dos mais festejados títulos de todos os tempos.

    A torcida, mesmo em festa, não se esquecerá de Penaforte, homenageando o traidor com um enterro simbólico pelas ruas do Centro do Rio. É uma conquista emblemática, que mostra a todos que, não importa quem chegue, quem saia, quando time e torcida andam juntos, quando a essência flamenga se entranha em sua equipe, bastam as camisas.

    Basta o Manto.

    O nosso bastião inexpugnável.

  • Em post sobre BBB, Léo Pereira brinca com Gabigol: ”Pescoço pra baixo é canela, dica do Prior”

    Atletas do Flamengo se divertem nos comentários de publicação sobre o reality da TV Globo

    Com o futebol brasileiro em recesso pelo período de quarentena causado pelo novo coronavírus, os atletas tentam encontrar novas formas de se interagir uns com os outros, e dentro do Flamengo, o reality Big Brother Brasil, da TV Globo, vem sendo assunto entre os comandados de Jorge Jesus.

    Publicações nas redes sociais dos jogadores sobre o programa são comuns, e dois comentários nesta segunda-feira (23) chamaram a atenção do público. Um perfil de humor no Instagram publicou um vídeo do participante Felipe Prior, contando como atuava na posição de zagueiro quando era mais jovem.

    O atacante Gabigol comentou no post, marcando os zagueiros Rodrigo Caio, Matheus Thuller e Léo Pereira. Este último respondeu o camisa 9 do Flamengo com a seguinte frase: ”Pescoço pra baixo é canela, dica do Prior”. Ambos comentários receberam quase 10 mil curtidas dos torcedores.

    Crédito de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Final da Libertadores: Rodrigo Caio revela importância de Diego no vestiário durante o intervalo

    Camisa 3 do Flamengo foi o convidado da Fla TV para o ”Papo Virtual” realizado nesta segunda-feira (23)

    Por conta do período de quarentena que o país vive pelo coronavírus, o canal oficial do Flamengo no YouTube, a Fla TV, tem realizado diversas entrevistas por Skype com atletas do clube. O meia Everton Ribeiro e o volante Willian Arão participaram durante o último final de semana, e nesta segunda-feira (23), foi a vez de Rodrigo Caio.

    O zagueiro comentou diversos assuntos, como a paixão da torcida rubro-negra, jogo mais difícil, gol mais importante da carreira e revelou alguns detalhes de bastidores da final contra o River Plate, que deu o bi campeonato da Libertadores ao clube da Gávea.

    Mister deu “esporro” muito grande no intervalo da final da Libertadores, Diego Ribas também foi importante nas palavras ditas e depois grupo conversou entre si, olhou no olho de cada um e todos se ajustaram.

    Rodrigo Caio elegeu seu gol da carreira, com a camisa do Flamengo. O defensor escolheu a cabeçada marcante no último lance do jogo contra o Athletico-PR, 3 a 2 de virada no Maracanã.

    ”Eu fico com o gol contra o Athletico-PR, por todas as circunstâncias do jogo. Estávamos num momento difícil naquele começo de temporada, a torcida estava perdendo a paciência e foi um fator que fez que a gente crescesse muito. Foi algo que nos fortaleceu muito. No último minuto, eu falei para o Arão ficar e eu consegui fazer o gol da vitória e acredito que seja o mais importante da minha carreira.”

    Os títulos do Brasileirão e da Libertadores da última temporada, também foram lembrados durante a entrevista.

    As conquistas que marcam. Poder conquistar uma Libertadores e um Brasileiro praticamente junto, mostra que tudo valeu a pena. Poucas pessoas sabem o quanto a gente corre atrás. Eu acho que isso é o fundamental. Isso foi a realização final. Olhar para trás e ver tudo que passei.”

    Confira o vídeo na íntegra

    Crédito de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Flamiguinhos atinge marca de 1 milhão de visualizações no YouTube

    Canal infantil do Flamengo no YouTube vem fazendo sucesso entre as crianças e adultos

    Com apenas duas semanas de existência no YouTube, o canal Flamiguinhos, voltado exclusivamente para conteúdo infantil, atingiu a marca de 1 milhão de visualizações no último domingo (22). Os vídeos em formato de animação, músicas originais e cânticos clássicos das arquibancadas, conquistou não apenas as crianças, como também os pais rubro-negros.

    O Flamengo produz o material em parceira com a Grajaú Filmes, e o vice-presidente de comunicação e marketing do clube, celebrou o sucesso do negócio: ”A torcida do Flamengo é fantástica e estamos vendo que o engajamento e a paixão pelo clube realmente vêm de berço! Os pequenos cantam e dançam assistindo aos vídeos e os adultos não se cansam de se emocionar com o conteúdo lúdico que tanto fortalece o laço das crianças com o clube, como faz os pais recordarem de sua relação com o Flamengo na infância”, disse Gustavo Oliveira, ao site oficial do Mais Querido.

    Atualmente, o canal contém seis vídeos e um card com dicas sobre combate ao coronavírus. Já foi o suficiente para atingir a marca de 77 mil inscritos. Com o período de isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde, os pedidos por mais conteúdo dos Flamiguinhos têm sido recorrentes nas redes sociais.

    ”Entendemos que todos estão ávidos por novas animações, mas o processo de produção do nosso conteúdo requer etapas complexas, por isso não é tão simples liberar conteúdo com a rapidez que nossos seguidores nos solicitam”, explicou Thiago Rebelo, um dos sócios da Grajaú Filmes.

    Crédito de imagem destacada: Reprodução

  • Pedimos para os membros do nosso grupo de Whatsapp elegerem o melhor time do Flamengo de todos os tempos

    Júlio César, Leandro; Aldair; Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Gabigol, Romário e Bruno Henrique. Técnico: Jorge Jesus. Estes foram os jogadores, posição por posição, e também o treinador, mais votados em uma enquete feita no nosso grupo de Whatsapp “Mundo Bola – Pensar Flamengo”. A pergunta é clássica: escale o melhor time do Flamengo de todos os tempos.

    As respostas foram organizadas pelo Ivo Junior, que foi quem teve a ideia e contabilizou todos votos (você é o cara, Ivo!). Além do timaço com os mais votados acima, veja quem não deixou de ser citado pelos membros do nosso grupo:

    Goleiros

    Raul
    Yustrich
    Zé Carlos

    Laterais-direitos

    Leandro
    Rafinha

    Zagueiros

    Domingos da Guia
    Juan
    Reyes
    Rondinelli
    Rodrigo Caio
    Pablo Marí
    Aldair
    Rodrigo Caio
    Gamarra
    Mozer
    Angelim

    Laterais-esquerdos

    Júnior
    Leonardo
    Athirson
    Jordan

    Meio-campistas (volantes, armadores e meia-atacantes)

    Cuéllar
    Carpegiani
    Geraldo
    Carlinhos
    Dida
    Andrade
    Gérson
    Zizinho
    Renato Abreu
    Everton Ribeiro
    Adílio
    Felipe
    Arrascaeta
    Petkovic

    Atacantes (meia-atacantes, pontas e centroavantes)

    Pirillo
    Leônidas
    Tita
    Doval
    Adriano Imperador
    Nunes
    Júlio César (Uri Geller)
    Renato Gaúcho
    Sávio

    Técnico

    Claudio Coutinho
    Freitas Solich

    Sentiu falta de algum ídolo? Quais seriam seus nomes? Responda nos comentários e compartilhe essa matéria nas suas redes sociais.

    Também estamos curiosos para saber sobre os os ídolos que a galera viu jogar. Essa pesquisa está sendo feita através deste formulário e tem como objetivo final correlacionar a idolatria dos torcedores participantes com a idade. Sempre bom alertar que as pesquisas não têm rigor estatístico, elas são apenas muito legais para vocês que participam e nós que escrevemos!

    Recado importante (continue depois de ler com atenção)

    Em tempos de pandemia e quarentena, o melhor a fazer, além de se informar sobre a pandemia para podermos sairmos bem dessa, é conversar sobre o Flamengo. Vamos fazer o possível para manter a comunidade Mundo Bola unida e motivada para encarar a batalha contra o novo coronavírus e mais o tédio de um mundo sem Flamengo jogando nas tardes de domingo.

    Venha fazer parte da nossa comunidade Pensar Flamengo no Whatsapp, a mesmo que ajudou a formular esse conteúdo. Não precisa pagar nada, apenas respeitar as regras e ser gente boa. Preencha seus dados aqui e enviaremos seu convite. Seja muito bem-vindo! ?

    Falar em manter a comunidade unida também significa trabalhar para manter o projeto. Apenas com as propagandas do site não conseguimos pagar a criatividade e o tempo dos nossos colaboradores. Para o Mundo Bola continuar elevando a cultura, a história e as conquistas do Flamengo pedimos um apoio de R$ 5. Ajude o site a se manter em tempos difíceis: sua contribuição é muito importante. Clique aqui para saber mais da nossa campanha no catarse .

    Que time é esse!?!

    Goleiro: Júlio César
    Lateral-direito: Leandro
    Zagueiro Central: Mozer
    Quarto-zagueiro: Aldair
    Lateral-esquerdo: Júnior
    Volante: Andrade
    Armador: Adílio
    Armador, meia, atacante, ponta, capitão e deus rubro-negro: Zico
    Atacante pela direita: Gabigol
    Centroavante: Romário
    Atacante pela esquerda: Bruno Henrique.
    Técnico: Jorge Jesus.

    O eleito Jorge Jesus, assim como os lembrados Coutinho e Solich, iam brincar de fazer jogar bola este time aí ó ?. Atrevimento dizer que este escrete é comparável a todas as seleções brasileiras campeãs do mundo? Outra curiosidade é que nenhum jogador estrangeiro foi finalista. Por falar em estrangeiros, dois dos três professores lembrados pelos votantes são gringos.

    Os monstros sagrados fazedores de gols podem trocar de lado — até Romário pode recuar um pouco virando falso meia e também pivotar. Assim, abrirá espaço para Zico, Adílio e os “pontas” Gabigol e BH27 fecharem na pequena área. Armadilhas, combinações e tramas de um ataque goleador. Se muito já foi falado sobre eles, nos diga em uma palavra o que é Zico. Nossa mente imagina um futessonho com esses caras juntos. Um sonhobol impossível de ser realizado porque a maldita ciência não inventou ainda a máquina do tempo. Tudo, ela anda muito ocupada ultimamente salvando a humanidade.

    Os craques da retaguarda também podem movimentar-se neste carrossel vermelho e preto: Aldair e Mozer são destros que passaram a maior parte da carreira atuando pela esquerda. E quem diz que os dois não formariam uma dupla completa, tirando o lado no cara-e-coroa? E se por um vacilo improvável da zaga, algum rival metido a besta ousar chutar contra nossa meta o eleito melhor goleiro do mundo estará atento por lá para evitar o tento. Júlio César é cria, assim como todos, menos Romário, Gabriel e Bruno Henrique.

    Os ídolos da lateral possuem vários superpoderes. Junior e Leandro têm o dom da categoria mais fina que o futebol brasileiro já viu entre jogadores da mesma posição. Também possuem uma certa invisibilidade nos botes. Ninguém esquece dos domínios de bola fantásticos. As corridas de uma área a outra provam apenas que seus DNA’s foram modificados em laboratória, haja visto serem velocistas e fundistas ao mesmo tempo.

    Andrade não precisa se preocupar. Seus companheiros serão solidários, ocuparão espaços, farão pressão na saída do adversário. Ele não se desgastará ao longo do jogo. Por isso o veremos invadir a área como homem surpresa, tantas vezes soltar o canhão como no 6×0 da vingança, e, já nos acréscimos tabelar com calma no meio para esperar o apito final.

    Agora vamos rever os craques em ação?

    Júlio César

    Leandro

    Mozer

    Aldair

    Junior

    Andrade

    Adílio

    Zico

    Bruno Henrique

    Gabigol

    https://www.youtube.com/watch?v=qzA3fc2xSfU

    Romário

  • Conheça os patrocinadores e parceiros do Flamengo – PARTE 2

    Você conhece todos os patrocinadores e parceiros do Mais Querido? Nesta série, você vai saber sobre quem são e um pouco a respeito da sua relação com o clube. Confira também a parte 1. E já que estamos falando em empresas que apoiam o esporte com responsabilidade, aproveitamos para indicar a Bet365 Brasil como uma casa de apostas que assegura seu lazer e estimula práticas conscientes.

    Orthopride

    Patrocinadora do Flamengo, a Orthopride tem contrato com o Flamengo até o fim deste ano. A empresa de ortodontia teve seu início no Rubro-Negro em 2017, patrocinando as categorias de base. Na época, o diretor comercial da empresa, Alexandre Soares, falou sobre a motivação do patrocínio: “É a paixão nacional, tem ampla cobertura da mídia e passa uma imagem de saúde, bem estar e movimento, que combina com o conceito que queremos passar da Orthopride.” A volta ocorreu em 2019, já para o time profissional. A marca estampa o meião.

    Azeite Royal

    O Flamengo é patrocinado pela marca portuguesa desde setembro de 2019. Na época, o empresário Eduardo Giraldes, dono da Azeite Royal, comemorou o início do vínculo: “Flamengo é mais do que uma paixão nacional, é uma paixão mundial. Estou feliz em incentivar o esporte, que é uma importante ferramenta social para melhorar o desenvolvimento da nação. Além disso, é claro, o Flamengo nos dará enorme visibilidade carregando a nossa marca”. A marca está no calção rubro-negro.

    Sportsbet.io

    A empresa de apostas esportivas patrocina o Mais Querido desde julho de 2019. Foi a primeira vez que o clube fez uma parceria com uma empresa deste segmento. Na época, o diretor de Sportsbook do Sportsbet.io, Joe McCallum, exaltou o Rubro-Negro: “Estamos muito felizes com a parceria com o Flamengo. Estar junto de um clube tão grandioso e com tanta história nos dá muito orgulho. A expectativa de sucesso é enorme, o que nos levou a assinar o maior contrato de patrocínio de apostas com um clube brasileiro”. No Twitter da empresa constantemente há promoções de sorteios de ingressos para jogos do Flamengo.

    Na próxima matéria, você conhecerá outros patrocinadores e parceiros do Flamengo.

  • Mundial de Clubes FIFA 2021 adiado, e participação do Flamengo vira dúvida

    Os anúncios desta terça-feira, de adiamento da Eurocopa pela UEFA e da Copa América pela CONMEBOL afetam diretamente o Flamengo.

    O Mundial de Clubes de 2021, diante das modificações de data se tornou inviável, e o rubro estava classificado para a competição. A edição com o novo formato será adiado para as temporadas seguintes, como aponta matéria do Globo Esporte. Além disso, a Libertadores de 2020 pode se beneficiar com mais datas com o adiamento da Copa América, que será realizado apenas em 2021, desde que, obviamente, a pandemia seja controlada.

    A maioria dos campeonatos estão parados, mas você ainda encontra muita diversão no SportingBet e no Bet365 Brasil. Não fique de fora.

    Ainda não há mais esclarecimentos sobre o torneio dos clubes, mas há a possibilidade de que o título da Libertadores de 2019, e os demais continentais disputados, não mais classifiquem para o Mundial de Clubes no formato de 24 times que seria disputado pela primeira vez em 2021. Na quarta-feira, dia 18, a entidade se reunirá para decidir o reagendamento.

    Crédito da imagem destacada: Divulgação/Conmebol
  • Editor de O Globo brinca com resultado positivo para coronavírus de Jorge Jesus

    Depois de anunciar os resultados dos testes de COVID-19 no clube através de Nota Oficial, o editor esportivo do O Globo, Márvio dos Anjos, respondeu em tom de deboche o tweet de apoio de Marcos Braz ao Mister Jorge Jesus.

    marvio dos anjos

    O editor tuitou não ser “interessante ficar muito junto” ao técnico do Flamengo, que confirmou hoje mais cedo seu teste positivo para o Coronavírus. Dez minutos depois, após apagar seu tweet, Márvio se retratou e publicou:

    “Apaguei um tuíte meu sobre Jorge Jesus ao Marcos Braz, porque a gente não pode deixar de ter em mente que o assunto #covid19 é sério. Obviamente desejo tudo de bom ao Mister – e as medidas necessárias de preservação da saúde aos que estiveram em contato com ele.”

    Outras polêmicas

    Márvio tem uma longa lista de polêmicas nos últimos anos envolvendo o Flamengo. A primeira delas talvez tenha sido a a capa do Jornal Extra, com um editorial sobre goleiro Alex Muralha. No artigo, os defeitos do goleiro, que vivia uma fase terrível no Flamengo são listados de modo a justificar que “em nome da precisão jornalística”, não mais será chamado pelo veículo pelo apelido de Muralha, e sim Alex Roberto, seu nome de batismo

    Márvio do Anjos é rubro-negro, apesar de sua qualidade para piadas ruins envolvendo o clube. Quem pode provar é o repórter Adalberto Neto, da editoria de Bairros do O Globo, que filmou o editor comemorando a virada do Flamengo em Lima, quando Gabriel Barbosa decretou o bicampeonato da Libertadores para o Flamengo.

    Após o vídeo viralizar, Adalberto Neto foi demitido.

    A última polêmica foi a acusação de racismo no início do ano por Paulo Cesar Caju, que atuou no Flamengo de 1972 a 1974 . O ex-jogador também foi demitido pelo O Globo após criticar a postura da imprensa com a derrota do Flamengo para o Liverpool. Caju chamou Márvio de “racista desgraçado e flamenguista de bandeira”.

    “Nunca um vice-campeonato foi tão festejado, nunca aceitamos tão positivamente uma derrota, nunca assinamos um atestado de segundo escalão, talvez terceiro, quem sabe quarto, no futebol mundial”, diz um trecho da publicação. “O futebol brasileiro precisa contratar um bom psicanalista, deitar-se no divã e rever seus conceitos”, escreve Caju, claramente afetado pelo sucesso do Flamengo na temporada, no texto “Habituados a Perder”, o seu último no jornal.


  • O calendário do futebol brasileiro em tempos de coronavírus

    Por Marcus Castro – Twitter: @mvpcastro

    A pandemia causada pelo alastramento do coronavírus afeta toda humanidade, em uma proporção raras vezes vista na história. Além do enorme impacto sanitário da crise, temos inegáveis e incalculáveis efeitos econômicos, sociais e políticos. Nada será como antes.

    O setor do esporte é um dos que
    mais agudamente sente o impacto da pandemia, porque a aglomeração de torcedores
    faz parte da essência das competições. Assim, a maioria delas já foi suspensa
    ou cancelada no momento em que se escreve esse texto (16 de março).

    As competições nacionais de futebol já estão suspensas, no Brasil. Algumas estaduais também já seguiram o mesmo caminho, e decisões complicadas precisarão ser tomadas. Nunca é simples suspender competições, com todas as consequências econômicas, trabalhistas e desportivas dali decorrentes.

    Com todas as consequências em mente, além de considerar as limitações impostas pelo calendário, fazemos aqui uma explicação das possibilidades para os próximos anos, sugerindo soluções para minimizar os problemas que hoje enfrentamos.

    A questão do calendário mundial

    A adequação do calendário do futebol brasileiro ao mundial é um tema que já deveria ter sido enfrentado há muito tempo por aqui. O Brasil, que já tem uma temporada significativamente mais pesada que a dos demais países por causa dos Estaduais, ainda perde, anualmente, bom número de datas por usar o calendário solar, de janeiro a dezembro.

    É que nos meses de junho/julho sempre temos algum evento internacional que suspende as nossas competições, ou pelo menos tira toda a atenção das mesmas. Em 2020 seria uma Copa América a devastar o campeonato. Em 2019 foi outra Copa América. Em 2018 foi a Copa do Mundo na Rússia, em 2017 tivemos Copa das Confederações, em 2016 as Olimpíadas. A coisa ficaria ainda pior com o novo Mundial de Clubes a partir de 2021.

    Ou seja: já temos um calendário cheio, e frequentemente perdemos de 15 dias a um mês por causa de competições mundiais (aconteceu em 2018 e 2019). E, se não paramos, desvirtuamos todo o campeonato (aconteceria em 2020). E os clubes que eventualmente jogarem o Mundial também teriam muitos problemas de datas (acontecerá em 2021). É simplesmente estúpido fazer isso, porque aqui fazemos uma escolha de se jogar em junho.

    Seria muito mais lógico mudarmos a temporada, adotando assim o calendário mundial. Início da temporada em meados de julho, término no final de maio. Nunca mais teríamos que perder de oito a doze datas com eventos internacionais. Nunca mais teríamos conflitos insolúveis com as seleções. Ganhamos datas e valorizamos o produto seleção.

    Há sempre aquele que diz ser
    impossível a adaptação por uma questão climática. Ora, o argumento não faz
    sentido. Sabem qual o mês mais quente no Brasil? Fevereiro. A temperatura média
    no Rio é de 31 graus. E aqui sempre se jogou em fevereiro. Dezembro e janeiro
    tem temperaturas médias de 29 graus. Aliás, a gente joga em dezembro por aqui
    (campeonato termina na 1ª semana de dezembro). Jogamos também em janeiro
    (temporada começou dia 18 de janeiro esse ano).

    Se é quente, façamos como os espanhóis e italianos no verão europeu: vamos mudar os horários. Jogos de dezembro a março começando mais tarde, às 18 horas. Ou às 19 horas. Depende do lugar. Isso tá longe de ser um problema intransponível.

    Assim, a crise do Coronavírus pode nos trazer pelo menos algo positivo, que é uma necessária adaptação ao calendário internacional de futebol, o que na prática nos daria até mais folga para nossas competições locais. Vamos ver a seguir o que isso significaria na prática para 2020, 2021 e 2022.

    calendário futebol coronavírus
    Image por Andreas Lischka de Pixabay

    Brasileiro de transição

    O Campeonato Brasileiro é disputado por pontos corridos desde 2003, e os resultados econômicos são muito visíveis. Apesar de eventuais protestos por parte de alguns desportistas, é considerado como modelo de sucesso.

    A edição de 2020 começaria em 03
    de maio, uma data que é considerada muito improvável para o retorno das
    atividades esportivas. A NBA, por exemplo, trabalha com uma data para retorno
    na metade de junho, e mesmo assim sem público. O Brasil terá seu pico da
    epidemia por volta da virada dos meses de abril a maio.

    Mesmo nos cenários mais
    otimistas, é difícil imaginarmos uma temporada ainda com 38 rodadas encaixadas
    no calendário. Especialmente se considerarmos que ainda teremos 11 datas para a
    Libertadores, e 8 outras para a Copa do Brasil.

    Observo que o cancelamento da Copa
    América – inevitável a essa altura – em nada auxilia a questão do campeonato,
    pois o torneio continuaria mesmo durante a Copa.

    Há quem diga, simplesmente, que o
    campeonato deveria começar em setembro e seguir até maio de 2021, servindo como
    o primeiro campeonato a seguir o modelo mundial. Ora, isso apresenta alguns
    problemas evidentes: o mais claro deles é que saltaríamos uma temporada.
    Teríamos o campeão de 2019 (Flamengo) e o campeão de 2020/21, que na verdade é
    o campeão de 2021 (com o campeonato começando a disputa em 2020).

    Um salto histórico não desejável,
    claro. Especialmente para o Flamengo, que tem chances reais de vencer em 2020 e
    em 2021.

    Além disso, esse salto geraria
    uma série de problemas práticos: quem disputaria as competições internacionais
    de 2021, que começam em fevereiro? Estaríamos no meio dessa temporada 2020/21.
    Repetiríamos os qualificados de 2020? Muitos clubes iriam se opor, claro.

    Ah, mas a Libertadores precisaria
    se adaptar também. Ok. Aí precisaríamos esticar a Libertadores atual até maio
    de 2021, começando uma nova em agosto de 2021. Ficaríamos sem campeão de 2020 (e
    quem disputaria o Mundial do Catar em 2020?). E precisaríamos da concordância
    de nove outros países.

    Precisamos nos lembrar que esses
    problemas de calendário já ocorreram. Vez por outra, países mudam do calendário
    solar para o calendário sazonal. Rússia, Ucrânia, Argentina, Colômbia. Vão e
    voltam. E sempre é necessária uma temporada que fica meio “estranha” até que as
    competições se encaixem.

    Como fazer isso no Brasil? É
    perfeitamente possível que se façam dois campeonatos brasileiros de transição,
    mais curtos, no período que temos disponível.

    Se nossas competições voltarem em julho, digamos, poderíamos até fazer a reta final dos Estaduais (item à parte, que será analisado a frente).

    O segundo turno do Brasileiro tem
    sua data de início prevista para 22 de agosto de 2020. Como teríamos 6 datas
    que necessariamente seriam usadas para repor jogos da Copa do Brasil e
    Libertadores que deixarão de ser jogadas no primeiro semestre, precisaríamos
    antecipar essa data de inicio para o fim de julho. Assim, os jogos atrasados
    das Copas caberiam nos meses restantes.

    Feita essa adaptação, poderíamos
    perfeitamente ter um campeonato com turno único, em 2020. Valendo o título e
    vagas na Libertadores e Sulamericana 2021, dentro do ano de 2020.

    Há um detalhe não desprezível na proposta, que foi abordado na Argentina e Colômbia em situações semelhantes: campeonato em turno único tem 19 datas. Alguns times acabam jogando uma vez a mais em casa que outros. A solução encontrada foi a de se fazer uma vigésima rodada. Nos dois países vizinhos se optou por uma rodada extra só com os clássicos locais, que assim seriam jogados duas vezes nessa competição de turno único. Assim, todos jogam 10 em casa, 10 fora, igualando mais as coisas. Ou seja: teríamos dois Grenais, por exemplo, mesmo sendo turno único. 20 datas, campeão brasileiro de 2020.

    Ah, mas não dá pra fazer em mata
    mata? Dá, mas aí aperta mais ainda. Um mata mata com 8 clubes, por exemplo, precisaria
    de mais seis datas, além de tornar terrivelmente injusta a concepção do
    campeonato. Há dúvida se haveria essa possibilidade no Estatuto do Torcedor.
    Seria muito ruim para o Flamengo, sem dúvida. Mas eu creio que sequer há datas
    disponíveis além das 19 ou 20 propostas.

    O campeonato de 2021, da mesma
    maneira, começaria em fevereiro do ano que vem. Com o mesmo modelo, 19 ou 20
    datas, turno único. Dá pra fazer entre fevereiro e maio. Campeão consagrado, e
    vagas distribuídas para as competições internacionais de 2022.

    Aí, finalmente, na metade de
    2021, começaríamos com o sonhado momento de pontos corridos seguindo o padrão
    mundial, começo em agosto de 2021, término em maio de 2022. Sem qualquer
    interrupção de títulos, sem qualquer problema nas qualificações das Copas.
    Teríamos, como ocorreu em outros países, doze meses de transição até chegarmos
    lá.

    calendário coronavírus
    Image por Gerd Altmann de Pixabay

    Rebaixamentos

    A questão dos rebaixamentos é um pouco diversa, porque rebaixar um clube após 19 ou 20 rodadas pode ser visto como injusto. Aqui se sugere o modelo argentino: os campeonatos de 2020 e 2021 (os de turno único) sejam contados como um só para fins de descenso.

    Assim, os 4 clubes com piores
    desempenho durante os dois certames seriam rebaixados.

    As divisões inferiores, por sinal, não precisam passar pelo campeonato de transição: as series B, C e D já poderiam adotar o modelo europeu a partir de julho de 2021, fazendo o campeonato de temporada inteira até maio de 2022, com os acessos e descensos de acordo. Isso porque eventual salto no histórico de títulos de divisões de acesso não gera muito impacto, de qualquer maneira, e não tem qualquer reflexo em outras competições.

    Assim, a Serie B pode ser jogada em pontos corridos, com 38 rodadas, sem maiores problemas, já em 2020/21.

    Vasco Fluminense Rebaixamento
    Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

    Estaduais

    Poucos estão satisfeitos com a posição atual dos Estaduais no calendário do futebol brasileiro. Esse é um tema que merece uma reflexão muito maior e específica. Mas é um fato que a paralisação das competições chega quando restam seis datas por jogar em tais competições.

    Se é evidente que, para os clubes
    grandes, há um desinteresse na competição (o que poderia gerar a defesa de um
    simples cancelamento dos Estaduais 2020), é preciso entender os interesses
    econômicos e desportivos dos clubes médios e pequenos.

    Um cancelamento do Carioca 2020 o
    deixaria sem campeão. OK. Mas quem iria se classificar para a Serie D de 2021
    (ou 2020/21, no modelo proposto?). Quem iria ser o campeão piauiense, que
    jogaria a Copa do Brasil? Quem iria jogar a Copa do Nordeste? A Copa Verde? O
    que fazer com as segundas divisões estaduais, se não se faz o rebaixamento esse
    ano? Há toda uma pirâmide para atender, não só a dos clubes grandes.

    Sugerir que as seis datas
    restantes dos Estaduais sejam jogadas nas datas atualmente destinadas à FIFA é
    impraticável (setembro, outubro e novembro). Obrigaria os clubes pequenos a
    realizar dois jogos a cada 45 dias. Mantendo elenco até novembro, sendo que seu
    planejamento financeiro previa despesas até maio. É algo impagável.

    Podemos colocar as classificações
    de acordo com a posição atual dos times na competição (o que já seria injusto,
    pelas discrepâncias de tabela e/ou jogos em casa). Mas distribuir títulos e
    rebaixamentos é inviável.

    Uma solução menos danosa seria,
    se a temporada do Brasileiro começar no fim de julho, separar 6 datas para a
    reta final dos Estaduais 2020. Inicio de julho, portanto. Final de junho. Não
    deixaria de ser um aquecimento para as competições nacionais, e não
    comprometeria a integridade do calendário proposto.

    Assim, no modelo proposto de
    competições nacionais, os Estaduais teriam seus campeões e qualificados de 2020
    normalmente, e retornariam em agosto de 2021, para suas novas edições
    (esperamos que com menos datas, mas essa ideia foge ao proposto nesse texto).

    A saída está longe de ser fácil,
    porque os clubes pequenos teriam que pagar salários e estrutura por março,
    abril, maio e junho para jogar algumas vezes em julho. Duvido que existam
    condições para tal. Será preciso algum tipo de financiamento de emergência,
    solidariedade para que os pequenos consigam sobreviver.

    A outra saída seria terminar os Estaduais com portões fechados assim que possível, para resolver a questão no campo esportivo e reduzir os danos no campo econômico. Aí se jogaria em maio, digamos, após o pico da epidemia. Mas esse é um tema em que não há uma saída clara.

    Estádio vazio coronavírus
    Image por wgbieber de Pixabay

    Copas (do Brasil e Libertadores)

    Teríamos, pelo calendário normal, a realização de 4 rodadas da Libertadores no primeiro semestre. Paralelamente à tais datas, teríamos também 3 rodadas da Copa do Brasil, ainda pelas fases preliminares. Ou seja, um calendário todo concentrado no segundo semestre precisaria de espaço para acomodar essas 4 datas.

    A sugestão realizada acima,
    começando a temporada em julho, conseguiria encaixar essas 4 datas no período
    proposto.

    Ademais, duas outras datas seriam
    usadas para os jogos das oitavas de final da Copa do Brasil, que seriam jogadas
    também no 1º semestre. Ou seja: seriam 6 datas atrasadas a cumprir em julho.

    Jogando quarta e domingo, é
    possível recuperar esses jogos atrasados em julho. A partir daí, o calendário
    seguiria o que já estava previsto para o 2º semestre. Podendo ter até alguma
    folga se usadas as datas hoje dedicadas à FIFA.

    A Copa do Brasil 2021 seria toda jogada no 1º semestre, para que a 2021/22 seja disputada ao longo de toda a temporada.

    maracanã futebol
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    Conclusão

    Mesmo partindo de um cenário a
    princípio catastrófico, que é o da suspensão das competições até julho de 2020,
    ainda é possível termos uma proposta logística que contemple todos os títulos e
    disputas previstas para a temporada.

    A realização de campeonatos de
    transição em 2020 e 2021 permite que todos os recursos televisivos sejam
    arrecadados normalmente (fundamental para a saúde dos clubes) e permite que se
    disputem todos os títulos e qualificações ora em jogo.

    No mais, ajusta o calendário
    brasileiro ao calendário mundial, com ganhos de 15 a 30 dias todos os anos em
    período útil para os clubes. As férias seriam concedidas no começo de junho,
    para retorno das atividades em julho e competições a partir de agosto.

    Mesmo os Estaduais podem ser
    disputados ainda esse ano, talvez em alguma situação de emergência em razão das
    dificuldades econômicas dos clubes. Mas, restando apenas seis datas para seu
    término, possível imaginarmos uma solução razoável com disputas em junho. É de
    se observar a questão econômica dos clubes pequenos, que se programam para
    encerrar as atividades no fim de abril e terão que manter elencos por mais 60
    dias, pelo menos.

    O calendário não pressupõe nenhuma revolução nos Estaduais, que seria desejável mas não é o tema do estudo. Nem mudança na Libertadores, que também exigiria um consenso que hoje não há. Há uma solução viável, que poderia ser feita apenas no âmbito nacional e que geraria, a curto prazo, uma grande vantagem esportiva e econômica para nosso futebol.


    Credito imagem destacada: Alexandre Vidal/Flamengo/Divulgação