A rivalidade entre Flamengo e Palmeiras ganhou um novo capítulo explosivo fora das quatro linhas nesta segunda-feira (8). Após o Rubro-Negro formalizar junto à CBF uma proposta para padronização dos gramados no Brasil, que inclui o fim do gramado sintético, a presidente alviverde, Leila Pereira, rebateu duramente a iniciativa.
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Em nota oficial, a mandatária classificou os argumentos do Flamengo sobre lesões como “fake news”, criticou a qualidade do gramado do Maracanã e ainda provocou o Rubro-Negro sobre a falta de um estádio próprio.
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‘Quando tiver estádio próprio…’, provoca Leila
Ao defender a autonomia do Palmeiras na escolha do gramado do Allianz Parque, ela alfinetou a gestão do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap).
“Se a atual gestão do Flamengo […] estivesse realmente preocupada com a qualidade dos gramados do Brasil, o campo do Maracanã não seria tão ruim quanto é. Aliás, o Flamengo, no dia em que tiver um estádio próprio, pode instalar nele o tipo de gramado que quiser”, disparou Leila.
A presidente reforçou que tanto no Allianz Parque quanto na Arena Crefisa Barueri (também sob sua gestão), a opção pelo sintético é uma decisão estratégica dela.
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‘Fake News’ sobre lesões
O documento enviado pelo Flamengo à CBF argumenta que estudos mostram um aumento de lesões e problemas de saúde causados pelo contato com componentes plásticos do gramado artificial. Leila Pereira contestou veementemente essa afirmação.
“O fato é que não há qualquer evidência científica de que os campos sintéticos ofereçam maior risco de lesão aos atletas. […] As alegações feitas pela atual gestão do Flamengo não passam de fake news”, afirmou.
Ela citou o próprio Palmeiras para sustentar sua defesa: “Desde que implementou o gramado artificial no Allianz Parque, em 2020, o Palmeiras é um dos clubes da Série A com menor número de jogadores lesionados”.
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Proposta do Flamengo
Nesta segunda-feira (8), o Flamengo enviou à CBF o Programa de Avaliação e Monitoramento da Qualidade de Gramados. O objetivo é padronizar os campos da Série A e elevar o nível ao das principais ligas europeias.
Os principais pontos defendidos pelo Fla são:
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Transição para eliminar gramados artificiais da Série A até 2027 e da Série B até 2028.
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Nenhuma grande liga da Europa usa sintético; elite de Argentina, Uruguai e Colômbia jogou 100% em grama natural em 2025; rejeição pública dos atletas.
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Regras rígidas para altura da grama, irrigação, drenagem e nivelamento em todos os estádios.
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Exigência de protocolos de rolagem da bola e absorção de impacto.
Para o Flamengo, a presença do sintético afasta grandes jogadores do mercado brasileiro e compromete a integridade física dos atletas.
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