São Paulo Futebol Clube – História e Fundação

Fundado no dia 25 de janeiro de 1930, o São Paulo Futebol Clube é o mais jovem entre os considerados 12 grandes do futebol brasileiro. Criado no mesmo dia que se celebra o aniversário do Estado, o Tricolor carrega em sua história capítulos marcantes de superação, inovação e vitória.

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A origem do São Paulo toma forma ainda em 1900, com a fundação do Club Athletico Paulistano. Equipe essa que rapidamente se consolidou como uma das principais forças do futebol paulista no início do século XX. Entretanto, contrária ao processo de profissionalização que começava a ganhar espaço no esporte, o Paulistano manteve-se fiel ao amadorismo.

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Essa postura levou alguns de seus integrantes a deixarem o clube e a se juntarem à Associação Atlética das Palmeiras. A agremiação, no entanto, passava por graves problemas financeiros. Assim, para dar vida ao que seria o São Paulo, sessenta membros do Paulistano concordaram em transferir ao novo clube seus jogadores (campeões paulistas de 1929), enquanto a Associação Atlética das Palmeiras contribuiria com seu estádio, a tradicional Chácara da Floresta.

Em respeito à herança dos dois fundadores, o uniforme da nova equipe recebeu faixas vermelha e preta. Assim, surgindo o tradicional e histórico manto tricolor. Ele, que simboliza a união das cores e das tradições de ambos seus “fundadores”.

Logo nos primeiros anos, o recém-criado Tricolor Paulista mostrava sua força e gradeza. O time foi vice-campeão estadual em 1930, 1932, 1933 e 1934 e conquistou o Campeonato Paulista de 1931 já em sua segunda temporada profissional.

Clube da Fé: A refundação do São Paulo

Apesar do sucesso, divergências políticas e dificuldades financeiras abalaram o clube ao longo da década de 1930. Até que em 14 de maio de 1935, o São Paulo acabou sendo temporariamente dissolvido, ao se unir ao Clube de Regatas Tietê. Dessa forma, passando a atuar como um departamento de futebol dentro da instituição.

A história, porém, não terminou ali. Insatisfeitos com a fusão, um grupo de antigos dirigentes e atletas tricolores convocou uma assembleia em 16 de dezembro de 1935, na qual o São Paulo Futebol Clube foi oficialmente reestruturado e reconduzido à condição de clube independente. Aqueles que refundaram o clube tiraram do próprio bolso, apostaram numa reestruturação, tudo na base da fé e paixão pela equipe, marcando assim a verdadeira refundação da instituição, que a partir dali, ganhou o apelido de Clube da Fé.

Quando a moeda caiu em pé

Após a refundação, o São Paulo passou por muitas dificuldades. Se um time mais organizado financeiramente, ainda estava bem atrás dos rivais Corinthians e Palmeiras. Tanto que mal brigava pelos títulos estaduais e era tratado sempre como azarão e pequeno, apesar do apelo popular.

Até quem em 1943, tudo mudou. Durante reunião realizada na sede da Federação Paulista para definir o calendário do Paulistão daquele ano, um dirigente do Corinthians fez uma provocação, afirmando que o encontro era desnecessário. Isso porque, o campeão poderia ser decidido simplesmente jogando uma moeda para o alto, e se desse cara, o título ficaria com o Corinthians, e se desse coroa, com o Palmeiras.

A soberba fazia alusão ao momento do time, já que a dupla rival era favorita. Um representante do são paulino, no entanto, retrucou, perguntando sobre o São Paulo. Com ironia, o dirigente corintiano respondeu que o Tricolor seria campeão só se a moeda caísse em pé.

Então, num torneio de pontos corridos, a moeda caiu em pé. No último jogo, contra o Palmeiras, o São Paulo segurou um empate e faturou o título. Assim, quebrando a hegemonia dos rivais e a partir dali, começando um capítulo histórico, conquistando mais quatro títulos na década.

O Morumbi

No início da década de 50, o São Paulo começou o projeto de construção de seu estádio. Ambicioso, o plano era encabeçado por Cicero Pompeu de Toledo, então presidente do clube. De 1952 até 1959 o clube destinou todo o dinheiro para o estádio e mesmo assim montou equipes vencedoras.

Porém, a verba foi acabando e isso custou esportivamente. O São Paulo viveu um jejum de 13 anos sem títulos, entre 1957 e 1970. Recorte que apesar de grande, é o menor período dentre os grandes brasileiros sem taças de expressão.

Nos anos 60, o São Paulo ainda estava com seu estádio inacabado e sem recursos para concluí-lo. A solução foi inaugurá-lo antes do término, visando arrecadar com público e aluguel para outros clubes. Em 2 de outubro de 1960, diante de 64.748 torcedores, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo foi inaugurado contra o Sporting.

A construção terminou em 1970 e assim, o investimento voltou ao time para buscar títulos. Assim, nos anos 70, o São Paulo evoluiu em diversos aspectos, apresentando crescimento em seu desempenho, conquistando os Paulistas de 1970, 1971 e 1975, além do inédito título do Campeonato Brasileiro de 1977. Também marcou esse período os vices no Brasileirão de 1973 e na Libertadores de 1974.

Era Telê

Após duas décadas empilhando títulos, o São Paulo precisava de um salto para se consolidar de vez como uma potência no país. Depois de dois vices no Brasileirão, derrotas no Paulistão e fracasso na Libertadores. Chegou ao clube Telê Santana, lendário como jogador e visionário como técnico.

Em 1991, logo de cara, o São Paulo de Telê venceu o Paulistão e voltou a levantar a taça do Brasileirão. No ano seguinte, então, a meta virou a Libertadores, num movimento que mudou para sempre a visão da competição para o brasileiro. Dessa forma, diante um Morumbi com 105 mil pessoas, o Tricolor conquistou sua primeira taça, contra o Newells Old Boys.

O título levou o São Paulo a encarar o Barcelona de Cruyff no Mundial Interclubes. Após sair atrás no placar, dois gols de Raí garantiram a virada e o título mundial. Na volta ao Brasil, o Tricolor ainda venceu o Palmeiras na final do Paulistão.

Em 1993, mais uma vez a prioridade era a Libertadores. E o time de Telê Santana foi buscar o bicampeonato. Passando por cima dos adversários, o Tricolor ainda goleou a Universidad Católica na final por 5 a 1, para conquistar o bi.

Naquele ano, ainda conquistaria o bi-mundial, contra um Milan histórico. Além da Recopa Sul-Americana frente ao Cruzeiro e Supercopa frente ao Flamengo. Em 94 chegou na terceira final seguida, mas parou no Vélez.

Telê Santana conquistou tudo que disputou como técnico do São Paulo, com exceção a Copa do Brasil. Ele ficou no Tricolor até 95, porém, problemas de saúde o afastaram do futebol. Assim, encerrando a Era Telê.

Rogério Ceni, Muricy e o Soberano São Paulo

Com o fim da Era Telê, o São Paulo passou por um hiato de dez anos onde teve uma conquista de expressão. Sendo ela, o título paulista de 1998, conquistado sobre o Corinthians. Tendo Emerson Leão no comando, chegou ainda na semifinal da Libertadores de 2004.

Em 2005, enfim voltou a levantar uma taça. De maneira arrasadora, conquistou o Paulistão daquele ano. Porém, logo após o título, Leão pediu demissão inesperadamente. Paulo Autuori assumiu seu lugar

O novo treinador evoluiu ainda mais o time e trouxe, no final do ano, o tricampeonato inédito para um time brasileiro na Libertadores. Porém, não parou por aí. Fechando a tríplice coroa, já numa era onde o futebol europeu parecia imbatível, o Tricolor bateu o Liverpool e conquistou terceiro Mundial.

Em 2006, um desmanche aconteceu no elenco, inclusive com a saída de Paulo Autuori. O São Paulo então foi atrás de Muricy Ramalho, pupilo de ninguém mais que Telê Santana. O técnico foi bem e logo de cara trouxe o título brasileiro, além de terminar como vice do Paulistão, Recopa e mais uma vez da Libertadores.

Em 2007, mais uma vez o time caiu na Libertadores e Paulistão. Restando apenas o Brasileirão, triunfou de maneira avassaladora, levando o bi para o Morumbi. Naquela campanha surgiram nomes como Hernanes, que se consolidaria como um dos maiores da história do clube.

Fechando essa épica trilogia, o São Paulo de Rogério Ceni e Muricy conquistou mais um Brasileirão. Eliminado de forma traumática na Libertadores, retomou as atenções para a Libertadores. O contexto era difícil, já que o time se via muito atrás na tabela. Ainda assim arrancou e levantou a taça na última rodada.

São Paulo campeão de tudo

Depois de alguns anos sem conquistas, somente com a Copa Sul-Americana de 2012, o São Paulo voltou a erguer um título ao vencer o Campeonato Paulista de 2021. Na final, derrotou o Palmeiras por 2 a 0 no Morumbi. Em 2022, o clube ainda chegaria às finais de mais um Paulistão, além da Copa Sul-Americana, mas acabou vice-campeão em ambas.

Determinado a reagir, o Tricolor fez grande campanha na Copa do Brasil de 2023. Numa das maiores trajetórias da história da competição, eliminou o Palmeiras nas quartas, Corinthians na semifinal, antes de conquistar o troféu diante do Flamengo, vencendo por 1 a 0 no Maracanã e empatando por 1 a 1 no Morumbi.

No dia 4 de fevereiro de 2024, o São Paulo encarou o Palmeiras no Mineirão pela Supercopa Rei. Nos pênaltis, levantou o título pela primeira vez. Com essa conquista, o clube tornou-se o único a ganhar todos os troféus possíveis no futebol brasileiro, assim, com a alcunha de ‘Campeão de Tudo’.

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