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  • Votação da MP do Futebol foi adiada para esta quinta-feira às 9h



    Da Redação


    Não foi hoje ainda que a medida provisória 671/2015 foi votada na reunião da comissão mista de futebol, nesta quarta-feira, Em Brasília.

    Devido à abertura da Ordem do Dia na Câmara dos Deputados, o entendimento da comissão mista foi da impossibilidade de uma votação concomitante. Fato curioso foi a comemoração dos deputados pertencentes à chamada Bancada da Bola. Os políticos aproveitaram a reunião de hoje para um maior aprofundamento na discussão da MP, para encaminhamentos de emendas.

    De qualquer forma a votação foi adiada para amanhã às 9h.

  • A quarta no Ninho

    Flamengo treina nesta manhã no Ninho visando clássico com Vasco. Canteros foi poupado



     

    A manhã nublada desta quarta foi de trabalho no CT George Helal. A continuidade da preparação para o clássico de domingo, que será realizado na Arena Pantanal, neste domingo, reservou momentos de apreensão. Canteros, que sofreu pancada na coxa esquerda foi poupado e ficou na academia.

    Após aquecimento no campo 2 com exercícios de explosão muscular, os atletas de linha partiram para uma atividade técnica com Cristóvão Borges, enquanto os goleiros aprimoravam impulsão com o preparador Wagner Miranda. Na primeira parte do treinamento com bola, grupo dividido em três em espaços reduzidos, tendo como objetivo tocar a bola de primeira sem cometer erros. Atividade técnica comandada com muita cobrança do treinador, que prima pela qualidade no passe desde que chegou ao clube.

    Na terceira parte do treinamento, elencou dividido em quatro grupos em espaços reduzidos, com dois em cada espaço. O objetivo do trabalho era aprimorar a troca de passe e o deslocamento para iniciarem tabelas e jogadas. Nessa atividade, um susto. Após dividida com Emerson Sheik, Gabriel levou a pior. Sentiu torção no tornozelo, mas a princípio não preocupa, segundo a assessoria do clube.

    Uma novidade foi o retorno de Almir. Apesar de não ter treinado com o restante dos jogadores, o meia já está entregue aos preparadores físicos, após ter lesão no cotovelo. Marcelo Cirino, que também sentiu pancada no joelho esquerdo ontem, treinou normalmente.

    O Flamengo retorna aos treinamentos na manhã desta quinta, às 9:30.

     

    @Mundo Bola_CRF

     

  • Comissão pode votar relatório da MP do Futebol nesta quarta


    Por Diogo Almeida


     

    Depois da reunião entre dirigentes e políticos que analisam a MP671 – MP do Futebol -, na última quarta-feita, 17 a comissão mista que analisa a MP 671/2015 (MP do Futebol), que refinancia dívidas de clubes, marcou para esta quarta-feira (24) a partir de 17h a votação do relatório final.

    Comissão mista pode votar MP do Futebol hoje (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

    A Medida Provisória 671 trata da criação do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut). Depois de editada pela presidente Dilma Rousseff, o projeto foi encaminhado à comissão que hoje decide se será aprovada sem ressalvas e encaminhada para votação de aprovação no Plenário da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

    Os clubes que aderirem ao programa podem conseguir a redução de 20% de suas dívidas com a União, dentro de um prazo de vinte anos para o pagamento total. Para isso, terão que se submeter a algumas contrapartidas de modernização de gestão exigidas pelo Governo, que, se não cumpridas, oderão resultar em algumas sanções, incluindo até o rebaixamento de divisão do clube. A MP não só atinge os clubes como também as Federações e a Confederação Brasileira de Futebol.

    Na reunião da semana passada, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) adiantou que a maior alteração feita no relatório foi a flexibilização da exigência de Certidão Negativa de Débito (CND) da Receita Federal para que os clubes possam participar de competições. Ele explicou que os clubes alegaram que a burocracia da Receita pode atrasar a obtenção do documento e prejudicar os times que estão em dia com suas obrigações. Outra mudança pode vir nos trechos da MP 671/2015 que tratam da garantia da participação de atletas nas eleições internas dos clubes.

    Se não aprovada até o dia 17 de julho deste ano o documento perde a validade. Outro congressista a favor da aprovação da MP, Randolfe Rodrigues (Psol-AP), cobrou em pronunciamento na última quinta-feira a aprovação da medida. “É fundamental que a sociedade pressione por adoção de regras para a moralização do principal esporte do país. Essa medida provisória foi uma iniciativa dialogada com o Bom Senso Futebol Clube”, defendeu o parlamentar.

    Neste site a torcida pode exercer seu direito de participação no processo. (Clique no banner e envie seu manifesto para Brasília)


     

    LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO AQUI NO Mundo Bola: 

    Flamengo lidera processo de aprovação da MP que promete moralizar futebol brasileiro

    http://bit.ly/1dVDwLq

    A importância da Lei de Responsabilidade Rubro-Negra

    http://bit.ly/1G76zso

  • Flamengo joga hoje contra o Corinthians em busca da liderança no Brasileiro Sub-20

     
    Depois da vitória contra o Coxa fora de casa, a nossa garotada promete um bom jogo hoje às 19h, contra o lanterna Corinthians, no Raulino de Oliveira.

    O Flamengo faz seu terceiro jogo pela fase classificatória do maior torneio organizado pela CBF na categoria. O Grêmio, do atacante sul-africano Tyroane, joga contra o Coritiba, à 15h no Couto Pereira e possui o mesmo número de pontos do Mengão.

    Sem Jajá e Jorge, que estavam no Mundial Sub20 da Nova Zelândia, o Flamengo iniciou a edição deste ano com um empate desanimador em casa mas se recuperou jogando no estádio Janguito Malucelli, na capital paranaense. Com a integração ao Profissional do meia e do lateral-esquerdo que foram destaques no vice-campeonato com a seleção, o técnico Zé Ricardo pode repetir a formação anterior com Marcos na lateral-esquerda.

    O Corinthians faz péssimo papel neste Brasileiro. Depois de perder para o Grêmio (1 x 2) em casa, foi derrotado ao visitar o  Vitória no Barradão (4 x 2) e ficou só no empate contra o Coritiba, em casa ( 2 x 2), somando apenas um ponto.

    FICHA TÉCNICA

    O provável time do Flamengo: Daniel, Thiago Ennes, Wyllian, Rafael Dumas e Marcos, Ronaldo, Otacílio, Hugo, Lucas, Thiago e Douglas Baggio.

    O trio de arbitragem é carioca,  Rodrigo Carvalhaes de Miranda apita, Daniel de Oliveira Alves Pereira e Carlos Henrique Alves são seus auxiliares.

    CLASSIFICAÇÃO (GRUPO B)

    VITÓRIA – BA
    5 pontos /3 jogos

    FLAMENGO
    4 pontos / 2 jogos

    GRÊMIO – RS
    4 pontos / 2 jogos

    CORITIBA – PR
    1 ponto / 2 jogos

    CORINTHIANS – SP
    1 ponto / 3 jogos

    TELEVISÃO

    A ESPN Brasil vai transmitir a partida.

  • Ídolos de verdade!


     

      Watson Tannacka – Blogueiro da Nação, Espírito Santo.

     
     
    Vou falar em meu nome!

    Todos nós Brasileiros somos carentes de ídolos no futebol! Isso faz com que endeusamos qualquer um que caia nas graças da torcida por algum feito ou acontecimento. Isso é normal!

    Relacionar Léo Moura a ídolo de nós Rubro-Negros, vem de encontro a isso! Pergunte a quem viu Zico, Rondinelli, Adílio e outros dessa linha jogarem, se reconheceram ou reconhecem Léo Moura como ídolo! Detalhe que alguns dos citados acima por mim, jogaram em rivais do RJ! Mas são ídolos eternos da nação e sem debate algum sobre isso!

    Ídolo não se faz somente dentro de campo! É muito mais pelas atitudes fora dele! Basta olhar para Ronaldo Angelim: nunca foi um craque dentro de campo, mas sua entrega nas quatro linhas e sua atitude de amor ao Fla e sua vida sem ranhuras, o levantou ao status de ídolo de muitos, inclusive meu!

    Léo Moura ficou 10 anos no Fla! Sempre tendo todos seus contratos sendo renovado com aumento salarial, mesmo estando em baixa técnica ano a ano, jurou amor ao Clube de infância mesmo criando atrito fora de campo com a mídia. Usou revistas e sites para escancarar isso, sempre que saia algo de revés referente a seu nome, dois dias depois a revista Caras ou outro site de grande circulação soltava uma matéria dele jurando amor ao clube ou de sua esposa numa viagem linda a seu lado! Saiu do Fla e coincidência a parte, notícias pararam de vazar do clube, como puderam perceber com esse punhado de especulações a respeito de contratações que contaminou as mídias nesses últimos 3 meses.

    O cara teve um jogo amistoso de despedida, Maracanã lotado, chorou nos ombros de Zico, prometeu voltar um dia, disse que só jogaria no Brasil se fosse no Flamengo, foi para os Estados Unidos ganhando uma bolada no qual nenhum clube aqui poderia lhe pagar, depois de 3 meses, mesmo que somente na intenção, joga tudo isso por terra, e quer ser ídolo? Mas espere aí, ídolo de quem e porque?

    Aí vejo hoje, com a notícia da possível volta dele ao futebol Brasileiro, um monte de pessoas se doendo pelo ídolo que voltou atrás e talvez não cumpra sua palavra! FAÇA-ME o favor né?

    Cansei de avisar! Esse profissional nunca merecerá a idolatria de ninguém!

    Somos adversários! PONTO.

    Essa imagem abaixo foi de contra a muitos e muitos Rubro-Negros! A favor daqueles que acreditaram nele! O respeito da imagem era para ter sido dele com nós, apaixonados! Nós torcedores sim, somos inegociáveis e apaixonados de verdade.

    Agora, bola para frente! O Flamengo continua e temos batalhas a vencer. Domingo é dia dos verdadeiros apaixonados do Flamengo entrarem em campo.
    Temos que vencer!

    Em tempo, Vai com Deus Mestre Carlinhos Violino! Não se faz mais ídolos como antigamente. O povo Rubro-Negro Capixaba e a Nação do mundo inteiro te venera. Torça por nós daí de cima!
    SRN

  • Reflexões sobre os 65 anos do Maracanã: Entrevistamos o sociólogo do esporte Bernardo Buarque de Hollanda

    Diogo Almeida

    A última semana foi de comemorações pelos 65 anos do Estádio Mario Filho, nosso Maracanã. O portal Mundo Bola convidou Bernardo Buarque de Hollanda, autor do ensaio “O Maraca é nosso? | As torcidas do futebol do Rio de Janeiro e suas percepções sobre o novo Maracanã” para uma pequena entrevista onde conseguimos, mesmo que de modo bastante superficial, inserir perspectivas e aspectos socioeconômicos na relação do mítico estádio.

    Professor da Fundação Getúlio Vargas, autor dos livros O clube como vontade e representação: o jornalismo esportivo e a formação das torcidas organizadas de futebol do Rio de Janeiro (2010), O descobrimento do futebol: modernismo, regionalismo e paixão esportiva em José Lins do Rego (2004), ABC de José Lins do Rego (2012) e o recente Hooliganismo e Copa de 2014 (2014). O professor Bernardo é uma força ativa na construção do Pensamento esportivo brasileiro, uma voz que precisa ecoar não apenas nas salas de aula. Precisa também ser ouvida por aqueles que cantam, pulam, gritam (ou não) nas arquibancadas brasileiras.

    Filho de brasileiros exilados, nasceu na Costa Rica em 74 e cresceu no Rio. Graduou-se, fez mestrado e doutorado na cidade. Em Paris, na Maison des sciences de l’homme, fez pós-doutorado. Desde 2010 é professor da FGV e também constrói saberes no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da mesma instituição. Suas linhas de pesquisa vão da história literária a sociologia do esporte.


    Mundo Bola: Na semana passada comemoramos o aniversário de 65 anos do Maracanã. Depois da reforma para a Copa 2014 o estádio sofreu grandes alterações. O que ficou do antigo “Maior do Mundo” e o que representa o novo Maracanã com padrão FIFA?

    Bernardo Buarque de Hollanda: Sucedeu com o Maracanã o mesmo que ocorreu com o estádio de Wembley, construído em 1923, destruído no final dos anos 1990, para ser reinaugurado em 2003, na capital londrina. É um eufemismo dizer o Maracanã foi reformado. Ele foi destruído e reconstruído. Para o bem e para o mal, não cabe a mim juízo de valor. Haverá sempre aqueles que dirão nostalgicamente que sua aura findou, que nunca mais se verá o geraldino ou o arquibaldo a frequentar o espaço. Outros celebrarão o conforto do novo estádio. Impossível agradar a todos. Mas, assim como Wembley, a dimensão icônica do estádio, preservado no mesmo local, continuará a acionar a memória coletiva.
     
    O perfil da torcida do Flamengo no estádio mudou? Já existem pesquisas acerca desse “novo” público?

    Solicitei a um colega de pesquisa a confecção desses dados.

    NOTA: O Professor nos enviou uma pesquisa. Caso queira baixar o link é esse: http://bit.ly/1K9KN8q
     
    Há pouco mais de dois anos o Maracanã foi reaberto após uma modernização e adequação aos padrões internacionais das arenas multiuso. A “cultura torcedora” nos jogos do Flamengo mudou?

    Sim, mas isso não chega a ser uma particularidade da torcida rubro-negra, ainda que por suas características sociais, esta tenda a resistir em maior grau ao processo de imposição de um novo modelo comportamental no interior dos estádios. Como todos sabem, vivemos uma fase do futebol globalizado em que a espetacularização modificou a função e a natureza dos estádios. Se, no passado, uma praça de esportes necessitava de amplas capacidades para absorver o maior número de pessoas, nos dias de hoje seu tamanho não é decisivo como dantes. Podemos dizer que a figura do telespectador afigura-se mais importante na atualidade que a do espectador presente no estádio. Com a redução de sua capacidade, as atuais arenas tendem igualmente a redefinir o público desejado nas suas dependências. As massas trabalhadoras que marcaram a formação do século XX já não fazem mais sentido nos estádios ultramodernos do início do século XXI. É este fenômeno social que incide atualmente também no Brasil, na esteira de um megaevento esportivo cujo impacto demarcou os espaços físicos que circundam o campo de jogo.
     
    Em 2013, o Sr. realizou uma pesquisa com membros de Torcidas Organizadas. Foi uma surpresa constatar que 68% desses torcedores, frequentadores sistemáticos do estádio, se mostraram satisfeitos com a renovada configuração do estádio?

    Sim, mas deve-se considerar que toda sondagem de opinião constitui um retrato do momento. O Maracanã acabava de ser reinaugurado, o que gerou uma série de comparações com o seu estado no final de 2011, por parte daqueles que responderam à aplicação de questionários, o que foi feito nas dependências do estádio. Isto mostra que a visão estereotipada do torcedor organizado como tão somente aquele pertencente às classes subalternas deve ser revista. Ele é muito mais heterogêneo do que parece à primeira vista. Ademais, é um ledo engano supor que a torcida não quer conforto. O ponto que criticamos é que o suposto conforto tende a ser atrelado a uma armadilha, pois o bem-estar do frequentador do Maracanã acaba condicionado à elitização, sem que haja espaço para a manifestação da emoção coletiva.
     
    Em 2005, o então prefeito Cesar Maia e a governadora Rosinha Garotinho deram o aval para a construção do estádio na Gávea. Marcio Braga, presidente do Flamengo à época afirma que conseguiu todas as licenças e autorizações necessárias aos órgãos municipais, estaduais e federais. E atendia todos os requisitos urbanísticos. Sérgio Cabral depois retirou esta autorização de construção do estádio na Gávea e tranqüilizou o clube dizendo que participaríamos do processo de licitação. Ou seja, poderíamos vir a administrar o Maracanã. E quando o edital saiu os clubes se viram proibidos de entrar na disputa. Qual sua visão sobre a atual administração do Maracanã? Um consórcio formado por Flamengo e Fluminense não fortaleceria os clubes?

    Estamos de fato diante de um problema para os clubes do Rio. O Brasil constituiu historicamente um modelo de estádio público, como o Pacaembu em São Paulo e o Maracanã, no Rio. Com isto, dispensou-se por décadas a necessidade de os clubes terem os seus estádios particulares no eixo Rio-São Paulo. A Copa foi a ocasião para uma mudança de paradigma, sendo que a cidade de São Paulo “resolveu” este problema com a construção das arenas para dois dos seus grandes clubes, a exemplo do Corinthians e do Palmeiras. Como o simbolismo do Maracanã fez dele a referência arquitetônica para a Copa de 2014, os clubes cariocas assistiram à passagem de poder do governo do Estado para um consórcio problemático, constituído inclusive com acionários de moral duvidosa, como Eike Batista. Em contrapartida, o fortalecimento da dupla Fla – Flu é mais do que necessária, pois serão os seus usuários mais frequentes e que efetivamente darão vida ao equipamento esportivo.
     
    O que está certo e o que está errado quando falamos de elitização no futebol?

    De fato a expressão se vulgarizou, a ponto de se tornar vaga e pouco precisa. Em meu entendimento, como o Brasil é um país historicamente marcado pela modernização reflexa, isto é, por um processo de desenvolvimento cuja característica primordial é a atualização com dimensões político-econômicas que vêm de fora para dentro, e que não se colocam como necessidades surgidas da própria realidade social. A “elitização” neste sentido diz respeito à assimilação de um modelo internacional cujo estopim foi a Inglaterra dos anos 1990. Reduzir a escala do estádio, de grande para pequeno e médio porte, e passar da massa/grupo para a dimensão atomizada do espectador individual, foram processos assimilados no Brasil, dentro do receituário propiciado pela Copa e por seu “padrão FIFA” de estádio. Uma vez passado o Mundial, vemo-nos às voltas com o paradoxo: arenas novas para um espetáculo de baixa qualidade técnica, com um acréscimo de valor ao ingresso que não encontra correspondência no que se é visto como produto oferecido. Este descompassado, implementado sem adequações à realidade brasileira, é que se torna a meu ver o efeito perverso da “elitização”.
     
    O Maracanã dos anos 50 até o início dos anos 90, quando manteve sua arquitetura original, sempre foi o modelo ideal para o futebol como entretenimento popular, independente das mazelas de infra-estrutura? Temos a impressão que todos os torcedores dessa época têm uma história de perrengue e desconforto.

    Segundo os institutos de pesquisa, como o IBOPE, até a construção do Maracanã, o futebol no Rio de Janeiro só perdia para o cinema em termos de popularidade e de opção de lazer. Após a inauguração do estádio, as multidões sacramentaram-no em preferência popular. Mas é evidente que existe uma idealização pretérita, que começou a ser construída com o filme “Garrincha, alegria do povo” (1963) acerca do torcedor do Maracanã, numa exaltação da suposta “democracia social” de que o estádio era a encarnação, sem considerar a estrutura hierárquica já existente na concepção original, em que as subdivisões escalonavam o frequentador do estádio: do geraldino ao arquibaldo, da cadeira comum à especial, do camarote à tribuna de honra, do anel inferior ao anel superior, e assim por diante.
     
    Como o programa de Sócio-Torcedor pode ajudar a trazer de volta para o Maracanã aquele torcedor que perdeu o hábito de ir aos jogos?

    O programa Sócio-Torcedor parece estar sendo bem sucedido em diversos clubes brasileiros. Em São Paulo, por exemplo, a atratividade da fidelização relaciona-se à construção ou à reforma de novos estádios, bem como à introjeção do discurso de que a arena consiste na “casa” do clube e, portanto, do torcedor. Como o Maracanã ficou sujeito às injunções políticas da sua nova administração, esta percepção tem sido dificultada no Rio de Janeiro. Mas é um caminho que precisa ser trilhado e que contribuirá para a apropriação do estádio como a “casa rubro-negra”.
     
    O Flamengo está errado em preferir ganhar dinheiro com um ingresso mais caro mesmo que o público não seja bom do que diminuir o valor do tíquete mas engrossar o coro nas arquibancadas?

    Há jogos e jogos, campeonatos e campeonatos. Deve haver bom senso e algum tipo de critério. Criar promoções e atratividade às partidas é uma necessidade de um clube que cultiva o ideal de ser uma agremiação popular. Para que não volte a ser o clube pré anos 1930, anterior aos ídolos negros que popularizaram o time, como Domingos da Guia, Leônidas da Silva e Fausto, na esteira das mudanças introduzidas por José Padilha durante a sua gestão no clube. Majorar preços sem considerar as circunstâncias e a qualidade dos torneios parece ser uma estratégia elitista, que não condiz com a tradição clubística do Flamengo. A meu juízo, o princípio deve ser o seguinte: o valor do ingresso tem de fazer jus à qualidade do espetáculo oferecido e ao seu grau de importância.
     
    O que esperar da relação Torcida do Flamengo x Maracanã nos próximos anos?

    Isso dependerá da conjuntura e das diretrizes políticas do clube nos próximos anos. Cada torcida tem a capacidade de se apropriar de um espaço futebolístico. Veja-se o que fez a torcida do Cruzeiro com o Mineirão e a torcida do Atlético com o Independência, para ficarmos no exemplo de apenas um estado. Creio que, tendo o maior volume de torcedores da cidade, a torcida rubro-negra tem o poder de se apropriar na mesma proporção do Maracanã.

    Para uma leitura mais profunda sobre a questão das novas “Arenas FIFA”, o Blog da Boitempo fez um dossiê com artigos importantes, e vale a pena mesmo conferir: http://blogdaboitempo.com.br/megaeventos/
     
    Leia também o artigo do professor Bernardo Buarque de Hollanda, que motivou esta entrevista: http://blogdaboitempo.com.br/2014/06/15/o-maraca-e-nosso-as-torcidas-de-futebol-do-rio-de-janeiro-e-suas-percepcoes-sobre-o-novo-maracana/
     
    Também quero agradecer à Boitempo pelas fotos que ilustram esta postagem, retiradas do próprio artigo acima citado.
     

  • Treino desta terça no Ninho

    Flamengo treina com Jajá e Jorge integrando o elenco profissional. Pico pode voltar para a lateral esquerda



    Jorge e Jajá. Parceiros na base, e agora no profissional. (Foto: Flamengo Oficial)

    Enquanto na Gávea aconteciam inúmeras homenagens e visitas ilustres no velório do eterno Carlinhos Violino, que faleceu nesta segunda, aos 77 anos, o futebol do Flamengo treinava no CT George Helal, com bandeiras à meio mastro em sinal de luto. Uma terça feira triste no clube Mais Querido do Brasil.

    E no treinamento de hoje, Cristóvão como já de costume, dividiu o grupo e comandou trabalho de toques de bola e domínio, em campo reduzido. O fundamento tem tido certa evolução, e na última partida, apesar da derrota, o Flamengo teve um aproveitamento de 90% nos passes. A novidade desta manhã ficou por conta das aparições dos jovens Jorge e Jajá, que estavam servindo a seleção sub 20, que foi vice campeã mundial na Nova Zelândia. Jorge foi um dos destaques do Brasil na competição, e Jajá foi titular na maioria dos jogos.

    Depois um treino de ataque contra defesa. E nessa parte do treinamento, Cristóvão sinalizou uma mudança no setor defensivo. Pará, que vinha atuando improvisado na lateral esquerda, deu vaga a Anderson Pico, que tem origem na posição. Sendo assim, César, Luiz Antônio, Wallace, Samir, Anderson Pico, Jonas, Canteros e Márcio Araújo compunham o sistema defensivo, que treinava situações de jogo com o ataque reserva. Na outra ponta do campo, atacantes titulares aprimoravam finalizações para o gol.

    No decorrer desta atividade, mais uma rápida mudança. O lateral Ayrton foi para a lateral direita no lugar de Canteros, com Luiz Antônio indo para a posição de segundo volante. Dois momentos na atividade geraram certa apreensão. Marcelo Cirino sentiu a coxa esquerda após dividida com César, e Canteros recebeu pancada no joelho esquerdo, mas nenhum dos dois preocupa. Treino transcorreu normalmente após isso.

    O Flamengo retorna às atividades na manhã desta quarta feira, 9:30 da manhã.

     

    @Mundo Bola_CRF

  • Entrevista com nossa judoca Bárbara Timo



     Por Talita Nunes

     

    Em entrevista ao Mundo Rubro-Negro, Bárbara Timo, judoca do Mais Querido e da seleção brasileira, conta um pouco de sua trajetória até aqui, rotina e planos para o futuro.

    Talita Nunes: Bárbara, como foi o seu início no judô? Foi escolha própria ou influência dos pais, e com que idade isso aconteceu?

    Bárbara Timo: Eu comecei aos 8 anos, primeiro eu fazia ginástica olímpica, mas por conta dos muitos impactos eu já sentia incômodos no joelho, e isso me levou a ter que largar a ginástica. Com isso meu padrasto, que eu considero pai, já tinha feito judô e me deu a ideia de conhecer o esporte. E desde o primeiro momento eu adorei. Você consegue fazer amigos muito rápido por conta dos treinamentos com diversos atletas, e assim eu me apaixonei pelo esporte e comecei numa academia perto de casa.

    T: Há quanto tempo você é atleta do Flamengo?

    B: Aos 12 anos eu vim pro Flamengo mas com 15, 16 fui pra outros lugares e em 2012 retornei pro clube. Então somando as duas passagens dá uns 6 anos.

    T: Como chegou aqui?

    B: No judô a gente não tem muito essa história de empresário, alguém pra te encaminhar. Eu me matriculei numa escola pública aqui em frente, e um dia minha mãe e eu tivemos a ideia de ver como era a escolinha do Flamengo. Quando eu vim, eles gostaram muito da minha altura, na época eu estava com 12 anos e já tinha 1,65m, era bem grande e forte, e hoje eu tenho 1,68, não mudou muita coisa. Gostaram e me incluíram aqui, foi de primeira.

    T: Como é a rotina de uma judoca?

    B: Não é nada facil. Quando eu estou no Flamengo e em casa, faço faculdade 3 vezes por semana e às vezes faço mais de 3 treinos por dia. Normalmente eu saio de casa às 7 da manhã e chego por volta das 22 horas. E nisso eu intercalo as aulas, treino técnico, físico, fisioterapia, temos psicólogo também, que se encaixa na rotina também, e a nutricionista. Praticamente o dia inteiro ligada ao judô. E na seleção a gente viaja muito e a rotina é treinar, dormir, treinar e descansar.

    T: E na véspera das competições, o que muda cronograma dos treinos e na alimentação?

    B: Muda o treino, na semana da competição a gente já precisa mudar um pouco o foco. Eles já não ficam tão intensos, a gente não faz tanta luta pra diminuir as chances de lesão, as vezes ficamos muito estressados e ansiosos e por algum descuido alguma contusão pode acontecer. E no dia que precede a competição, cada atleta tem sua rotina. Eu procuro relaxar, quando eu descubro minhas adversárias eu procuro estudar, ver alguns vídeos delas. É mais ou menos por aí. Procuro me concentrar, bato um papo com o psicólogo pra focar mais, saber os momentos certos pra usar a adrenalina e tudo mais.

    A maioria dos atletas perde peso para ficar dentro do permitido para a categoria, eu mesmo já perdi muito peso. Era da categoria dos meio-médios(até 63 kg), perdia 6, 7 quilos em 1 mês. Era sempre muito desgastante, e então eu resolvi subir a categoria. Hoje estou nos médios(até 70 kg) e não preciso mais perder tanto peso, minha dieta não precisa mudar muito. Só faço uma pequena restrição com relação a alguns alimentos e consigo bater o peso com tranquilidade.

    T: Em relação à estrutura do Flamengo, desde que você chegou ao clube, o que você acha que mudou?

    B: Mudou! Em 2012 mudou a presidência e a diretoria, e muitas coisas mudaram com isso. A sala de musculação, que antes era muito ruim e realmente não nos dava condições de ter uma preparação física descente, hoje está entre as mais tops, comparada às que eu já visitei no Brasil e no mundo. Agora nós temos a nossa sala de dojo, e embora ainda não tenhamos visto como vai ficar, só de saber que tem ar condicionado, está sendo feito um tablado, e que dobrou no tamanho, temos certeza que ficará muito boa.

    T: Na sua opinião, com essa presidência, o judô e outros esportes olímpicos receberam uma atenção maior?

    B: Sim, porque eu acho que eles buscaram a independência dos esportes olímpicos. Por um lado foi um choque, pois no começo foi bem difícil, mas agora estamos colhendo os frutos.

    T: Nos últimos anos, é notório que o judô feminino obteve melhores resultados do que o masculino. Como você enxerga futuramente o judô no Brasil?

    B: O judô masculino também é muito bom e não acho que tenha tanta diferença. As duas categorias são muito boas, mas acho que terá uma mudança após as Olimpíadas, e a gente não sabe o que vai acontecer. Esse é o principal medo dos atletas de alto rendimento, porque hoje temos toda a estrutura financeira para treinar, mas depois de 2016 não sei como será o investimento pro feminino e pro masculino, nem qual vai ser o legado. Eu espero que continue assim, mas acho que no geral, a maioria dos atletas têm dúvidas sobre o que vai acontecer.

    T: Você acha que após 2016, vão melhorar ou piorar as condições pros atletas Olímpicos?

    B: O histórico de todas as Olimpíadas é de que quando acaba o torneio, diminuem os investimentos de um modo geral, mas isso é uma coisa óbvia. Se as Olimpíadas são no Brasil, aqui no Rio, é preciso investir pra gerar resultados, pois o foco é aqui. Depois eu não sei o que pode acontecer, mas espero que continue, e que essa base que estão construindo permaneça e evolua. Mas o que todos acreditam é que uma nuvem negra vai pairar sobre esses esportes.

    T: Falando sobre patrocínio para o judô, sendo aqui o “País do Futebol”, quais são as dificuldades que você costuma enfrentar?

    B: Entre o judô e o futebol não há comparação. Até mesmo os atletas mais top de judô do Brasil e do mundo não chegam nem perto do que ganha um jogador de futebol, que eu acho que é um salário surreal para o país. Mas no geral, comparando a outros esportes está muito bom. Atualmente, por causa das Olimpíadas, o cenário está mais propício para conseguir patrocínio, no caso dos atletas de alto rendimento, mas ainda faltam por parte de empresas, porque conseguimos mais por clubes ou pelo governo, que é nosso maior incentivo. Eu por exemplo, sou 3a Sargenta da Marinha, então estou neste ciclo, mas patrocínio por fora é muito difícil, a não ser que seja um atleta muito renomado.

    T: Sendo 3a Sargenta da Marinha, você têm recebido uma atenção maior do governo, ou realmente ele está apoiando na preparação para as Olimpíadas em outras modalidades?

    B: Nós temos o “bolsa atleta” a cerca de 10 anos, não sei exatamente. Me ajudou sempre. Se você é o terceiro no brasileiro, se vai para a seleção de base e for bem internacionalmente você tem direito. Hoje eu ganho “bolsa pódio” que é para os atletas que possuem chances de ir às Olimpíadas e brigar por medalha, mas isso é apenas até 2016, depois eu acho que voltaremos a receber o “bolsa atleta”.

    T: Para encerrar, quais são seus planos para o futuro?

    B: O meu agora são as Olimpíadas. Não é nem o futuro. É algo que eu penso quando eu acordo, a cada treino em que estou desanimada ou muito animada, eu penso que é para a competição, para minha evolução, e o caminho é muito difícil. Hoje eu estou disputando a vaga com a Maria Portela, do SOGIPA (Sociedade de Ginástica Porto Alegre), e cada competição é uma guerra para buscar pontos para garantir classificação pros jogos.

  • Uri Geller, Leandro, Jr. Baiano, Bujica, Renato Carioca e Marquinhos: Reverência ao Eterno Violino

    Da Redação

     
    Nesta segunda-feira (22) Carlinhos, o Violino, se foi. O portal Mundo Bola procurou ex-jogadores, craques do passado, que trabalharam com o meio-campista que abençoou Zico e que é o técnico mais icônico da tradição rubro-negra de técnicos caseiros. Carlinhos Violino foi mais que um vencedor, não precisamos repassar seus títulos e fazermos radiografias dos seus méritos futebolísticos.

    Então pensamos como seria bom escutar e ler os jogadores que trabalharam com Carlinhos, que conviveram com o Violino, que aprenderam como o Mestre. Marquinhos, Júlio César Uri Geller, Renato Carioca, Leandro, Bujica e Junior Baiano atenderam ao nosso chamado e fizeram parte de mais essa singela homenagem ao gigantesco rubro-negro que nos deixou. #ObrigadoCarlinhos.

     

    LEANDRO

     Sem dúvida nenhuma ele foi o treinador que mais se identificou com o Flamengo. Com o seu jeito simples, humilde e de voz mansa, mas com grande personalidade e firme liderança, sempre se colocou a disposição dos jogadores e acima de tudo pelo Clube. Foi um excelente jogador e técnico e o mais importante um ser humano incrível. Só tenho que agradecer por todos os momentos que passamos juntos, foi uma honra. Neste momento difícil para seus familiares, estou solidário com seus sentimentos.

    MARQUINHOS

     

    JUNIOR BAIANO

    É… na verdade estou muito triste. Além de ser um treinador era um amigo nosso. Principalmente daquela geração da mulecada de 90 que subiu. Me ajudou muito na minha formação como atleta, sempre falava que eu tinha que ter segurança naquilo que eu ia fazer, pois muitas das vezes não teria tempo de pensar duas vezes. Sempre carreguei isso comigo. Fica a saudade.

     

    JÚLIO CÉSAR URI GELLER

    BUJICA

    O futebol brasileiro e principalmente o torcedor do Flamengo, perde hoje um dos seus treinadores mais importanteS, além de ter participado da formação de grandes jogadores na base, também conquistou títulos importantes no profissional. tive a felicidade de tê-lo  como treinador nos juniores e aprendi muito com ele, que descanse em paz, a nação Rubro Negra agrade por tudo.

    RENATO CARIOCA

    LEIA TAMBÉM A MATÉRIA DA THAYNÁ TORRES

  • Eterno Carlinhos Violino



    Por Thayná Torres

    Ponho as mãos no teu corpo musical
    Onde esperam os sons adormecidos.
    Em silêncio começo, que pressente
    A brusca irrupção do tom real.
    E quando a alma ascendendo canta
    Ao percorrer a escala dos sentidos,
    Não mente a alma nem o corpo mente.
    Não é por culpa nossa se a garganta
    Enrouquece e se cala de repente
    Em cruas dissonâncias, em rangidos
    Exasperantes de acorde errado.

    Se no silêncio em que a canção esmorece
    Outro tom se insinua, recordado,
    Não tarda que se extinga, emudece:
    Não se consente em violino fado.

    José Saramago

    Uma nação de 40 milhões de apaixonados! Muita gente, não é? O melhor é quando se segue a máxima de que “Flamenguista gera Flamenguista”. Claro! Quem se apaixona pelo flamengo, sempre quer repassar esse amor aos seus; Às vezes esse amor pelo clube vem de um avô, do pai, da mãe, de um tio, de um vizinho, de um ídolo… Nós, discípulos desse sentimento nos mantemos grato eternamente.

    É! Nos orgulhamos de sermos a maior torcida do mundo e lógico que ficamos felizes quando nasce mais um flamenguista e ficamos desconsolados quando um se vai, ainda mais quando esse um, foi quem nos inspirou a ser Flamengo.

    Hoje o canto da Nação Rubro Negra amanheceu desafinado! O nó na garganta que fica ao nos despedimos de um dos maiores ídolos que o Flamengo: Carlinhos “Violino”, um jogador que com certeza inspirou muita gente a ser flamenguista e amar esse clube como ele amou.

    Carlinhos, em toda sua carreira, nunca conheceu a camisa de outro time que não fosse o Flamengo! É o oitavo jogador que mais jogou com o manto sagrado: foram 516 partidas jogadas em alta classe, sem nunca sequer ter recebido um cartão vermelho, tanta habilidade e refinamento que rendeu o apelido de Violino.

    Poderia colocar aqui, vários números da carreira do nosso “Violino”, números impressionantes tanto quanto jogador como treinador do Flamengo, mas a verdade é que nesse momento, isso é o que menos importa. Não que não seja relevante, aliás, muito em parte, foi por isso que o Carlinhos se tornou ídolo, mas tenho certeza de que mais nos inspirou nele, não foram os 516 jogos, mas sim os 77 anos de vida dedicados ao clube, sempre demonstrando repeito e amor ao nosso Flamengo!

    É justamente esse amor que faz hoje, 40 milhões se entristecerem pela perda de 1. Esse “1” que gerou tanto flamenguista! Continuará vivo nos corações de todos nós!

    Quando você, que está lendo esse texto, estiver mostrando a alguém o que é ser flamenguista! Fale o quanto você é grato a quem te ensinou o bom de ser flamengo, fale do Zico, do Júnior, do Adílio… Fale do Carlinhos!

    Sei que ele merecia mais do que essas breves palavras, peço desculpa! E apesar dele não está lendo esse texto agora, quero apenas dizer uma coisa: Obrigada Carlinhos!