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  • Guerrero: treino no Ninho, apresentação na Gávea e viagem para Porto Alegre


    Bruno Vasconcellos | Twitter: @BruNoCellos_CRF


    Em menos de 24 horas Paolo Guerrero sentiu a responsabilidade do que é ser o camisa 9 do maior clube do país. O atacante desembarcou no Rio de Janeiro acompanhado de sua namorada por volta das 4h. Com menos de cinco horas de descanso, o jogador se apresentou às 09h30 no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, onde assinou o contrato de três anos com o clube. O presidente Eduardo Bandeira de Mello recebeu o atleta, que logo em seguida conheceu os novos companheiros de time.

    1° DIA DE PAOLO GUERRERO

     

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    O artilheiro da Copa América fez o seu primeiro treino pelo Flamengo após treinar no CT do time em Vargem Grande. Guerrero seguiu para Gávea onde concedeu entrevista coletiva. Além da imprensa, estavam presentes cinco dos trinta sócios-torcedores que ganharam a área vip, pequenos rubro-negros e um ST escolhido pelo engajamento. O clube informou que o critério de escolha destes 5 STs foi: plano + alto e ordem de solicitação.

    APRESENTAÇÃO NA GÁVEA
    A torcida rubro-negra tem um novo ídolo. Paolo Guerrero foi apresentado de forma oficial no início da tarde de hoje no Salão Nobre da Gávea. Guerrero estava ao lado do vice-presidente geral  do Flamengo, Walter D’ Agostino, e do diretor-executivo, Rodrigo Caetano. O atacante agradeceu ao dirigente pelo esforço feito para sua contratação, ao patrocínio da Caixa Econômica Federal e aos Sócios-Torcedores.

    Os Pequenos Rubro-Negros (filhos de Sócio-Torcedores) do programa Nação: tarde inesquecível | Foto Gilvan de Souza/Flamengo

    O peruano não poupou elogios ao novo clube e à torcida rubro-negra:

    Sei que o Flamengo tem muita história não só dentro do futebol, mas é internacionalmente conhecido. Estou muito feliz por ter chegado nesse clube tão grande.

    O jogador se colocou à disposição do técnico Cristóvão Borges para o jogo contra o Internacional:

    Estou à  disposição do treinador e por isso vou viajar com o time. Espero que tudo dê certo amanhã.

    O jogo de amanhã é um clássico. São dois times grandes. O Flamengo tem que entrar em campo com o objetivo de ganhar.

    Estou cansado pela viagem, mas estou preparado, estou trânquilo. Estou bem pra jogar amanhã.

    O Flamengo não vem fazendo uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Em 11 jogos, o time conquistou apenas 3 vitórias e já sofreu 7 derrotas. Paolo Guerrero disse estar acompanhando o time, sabe das dificuldades que o Flamengo tem enfrentado, mas que acredita em dias melhores:

    Os torcedores estão chateados pela fase do time. Mas todos os times passam por uma fase assim. Vou dar tudo de mim. Tenho certeza que o time vai melhorar.

    Entrosamento:

    O entrosamento com o elenco parece não preocupar Guerrero “Com esse time que a gente tem vou me entrosar muito rápido. Sei das características e qualidade de cada jogador. É um time jovem e com muito talento.

    Comprometimento:

    Quando chego num time a única coisa que prometo é que vou dar tudo de mim, vou dar meu sangue. Não gosto de perder.

    Ao ser questionado sobre o futebol alemão e o seu ex-clube Bayern de Munique, Guerrero disse que o Flamengo tem mais torcedores que o clube alemão e por isso é maior.

    O centroavante não escondeu a ansiedade para estrear:

    Estou muito ansioso para estrear jogando em casa, no Maracanã. “A estreia de Guerrero no estádio acontecerá no dia 18 de julho, já que, por conta de uma cláusula contratual, o jogador não poderá atuar contra o Corinthians, seu ex-clube.

    A coletiva terminou com o Vice Presidente Geral do Fla Walter D’Agostino elogiando Rodrigo Caetano e Alexandre Wroebel.

    Eu diria que essa transação comercial que foi feita para a conquista desse grande jogador, a gente deve muito à competência do nosso conselho gestor, especialmente ao Rodrigo Caetano e ao Wroebel.

    O mandatário ainda deixou um recado “Para os derrotistas e pessimistas, é essa a resposta que o Flamengo dá, para aqueles que não acreditam. Jamais duvidem que o Flamengo possa sempre ter um grande jogador, sempre uma grande equipe. Vivemos um momento que não é agradável para nenhum de nós, devemos muito ao esforço de um cara competente, Rodrigo Caetano.”

    A declaração não deixa de ser uma resposta a especulações veiculadas, após a derrota contra o Figueirense, de uma possível demissão do diretor-executivo.

    Peruanos da Escola Nova Geração, que disputaram e ficaram em terceiro lugar na Taça Brasil Internacional 2015- Categorias de base- Futebol 7 prestigiaram a apresentação do ídolo peruano.

    Time infantil peruano que esteve na sede social do clube. Cresce a visibilidade do Flamengo no continente. | Foto Gilvan de Souza/Flamengo

    PORTO ALEGRE
    O dia terminou para Guerrero da mesma  forma que começou: dentro de um avião. O camisa 9 viajou com a delegação rubro-negra para Porto Alegre e foi um dos jogadores  mais assediados no desembarque na capital gaúcha. O Flamengo enfrenta o Internacional nesta quarta-feira, ás 22h, no estádio Beira-Rio, local onde não vence há treze anos.
     

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  • Com presença ilustre! Saiba como foi o treino e os destaques da coletiva


    Rafael Lisboa (@rafinhalisboa)


     

    Na manhã dessa terça-feira, o Flamengo realizou seu último treinamento antes da partida contra o Internacional, amanhã às 22h no Beira-Rio em Porto Alegre, em jogo válido pela décima segunda rodada do Brasileirão.

    O Mundo Rubro-Negro chegou ao CT, que se localiza em Vargem Grande às 8h30min e acompanhou a chegada da maioria dos jogadores ao Centro de Treinamento localizado em Vargem Grande.

    Obviamente a expectativa pairava sob a chegada de Paolo Guerrero, veja como foi a chegada do peruano, aqui(link da matéria), mas enquanto aconteciam

    Gerrero já treinando cobranças de penalidades máximas. Gramado do Campo 1 em perfeitas condições | Foto Rafael Lisboa/Mundo Bola

    ações de marketing e apresentação de Guerrero para o grupo de jogadores, a imprensa esperava no lado de fora, e assim foram mais de 1h até que os jogadores fossem a campo, e mesmo assim o treino ainda não havia sido liberado para os jornalistas presentes. De longe, deu para perceber, além da entrada de Guerrero no time, a presença de Paulinho entre os titulares no lugar de Éverton.

    Quando a imprensa teve a entrada liberada, o que se viu foram alguns jogadores, em sua maioria reservas, realizando um coletivo em campo reduzido. Sendo assim, o provável time titular que enfrentará o Internacional é: César, Ayrton, Marcelo, Wallace e Jorge; Jonas, Canteros e Alan Patrick; Paulinho(Éverton), Emerson Sheik e Paolo Guerrero.

    DESTAQUES DA COLETIVA

    Treinador pareceu não estar abalado com a pressão | Foto Rafael Lisboa/Mundo Bola

     

    Na coletiva após a atividade, quem falou foi o treinador Cristóvão Borges. O treinador comentou sobre a utilização de Guerrero na partida desta quarta-feira, sobre o desempenho da equipe no jogo de Domingo e sobre o time que escalará amanhã:

    (Guerrero) É importante, é experiente, já vinha jogando, mantém a forma, problema nenhum para poder participar do jogo de amanhã.

    Pode ser que tenham algumas mudanças, porque o Inter é uma equipe que modifica muito, não só na troca de jogadores, como na maneira de jogar, então eu tenho observado, olhei os últimos jogo deles, e ele(Aguirre) fez modificações e provavelmente fará para esse jogo.

    Equipe melhorou e fez um bom jogo. Mas o resultado foi péssimo. Precisamos de vitória.

     

     

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  • Guerrero chega ao Ninho e já treina com o time


    Rafael Lisboa e Diogo Almeida


     

    O atacante Paolo Guerreno já conhece sua nova casa de treinamentos. O atacante se apresentou à Comissão Técnica por volta das 9h desta terça-feira, fez algumas avaliações físicas na academia e conheceu seus novos companheiros de grupo; além de participar do coletivo que foi fechado à Imprensa.

    Por volta das 11:30h os portões foram abertos e o artilheiro da última Copa América já pôde ser visto no Campo 1 treinando cobranças de pênalti, atividade que durou cerca de 15 minutos, encerrando assim o primeiro dia de treinamento no gramado perfeito do CT.

    O jogador tem ainda sua apresentação oficial definida para às 13h na Gávea. Cancelada a festa, que teria presença de Sócios-Torcedores no Estádio José Bastos Padilha, agora Guerrero será apenas protagonista na coletiva marcada para acontecer no auditório Rogério Steinberg.

    O Mundo Bola estará presente na coletiva e fará a cobertura em tempo real pelo Twitter (@Mundo Bola_CRF), à partir das 12:30h.

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  • Processos e Inteligência a Serviço do Futebol


    Luiz Filho (Twitter: @lavfilho)


    Em momentos de crise, a revolta é o caminho mais curto, mas nos últimos anos, alargando, neste século o Flamengo só anda em crise. Algo deve ser feito para que se evolua positivamente. Além das medidas corretas, na tomada do rumo certo, penso que a criação de processos internos, claros, facilitem a tomada de decisões e a avaliação de todos os fatores envolvidos. Os positivos e os negativos, para a reprogramação e mudança de rotas, quando necessárias forem. Para isso, o paradigma deve mudar, pois não conheço, nem reconheço, de fora, no futebol do Flamengo os tais processos claros e a utilização plena da inteligência a serviço do futebol do clube.

    Leila Souza em um artigo, descreve com base em autores da área administrativa para que servem os processos e como utilizá-los na solução de problemas e na autoavaliação constante. Para ela, controlar a qualidade é “Planejar, Manter e Melhorar Constantemente”, através das seguintes etapas:

    1. Identificação do Problema: Qual a frequência do problema? Como ocorre? Estabelecer uma data limite para se ter o problema solucionado;

    2. Observação: Investigação;

    3. Análise: Formação do grupo de trabalho, reuniões participativas (brainstorming);

    4. Plano de Ação: Elaboração da estratégia, certificar as ações sobre causas, não sobre efeitos, Propor soluções diferentes, Fazer cronograma, orçamento e metas;

    5. Ação/Execução: Bloquear causas através de treinamento, Corrigir para que problemas não ocorram pelas mesmas causas;

    6. Verificação: Avaliar os resultados;

    7. Padronização: Elaboração ou alteração do padrão. Esclarecer no procedimento operacional “o que”, “quem”, “quando”, “onde”, “como” e principalmente “por quê”, para as atividades que efetivamente devem ser incluídas ou alteradas nos padrões já existentes. Evitar que o problema resolvido reapareça devido à degeneração no cumprimento dos padrões, estabelecendo um sistema de verificação periódica.

    8. Conclusão: Efetuar relação dos problemas remanescentes, planejar ataque a estes problemas, Analisar etapas executadas na metodologia.

    Parece simples, não? Para nossas vidas cotidianas, no mercado de trabalho, pode ser… Estas etapas devem se fazer presentes no futebol, talvez estejam lá e não conseguimos enxergar, talvez não as existam, mesmo. Caso existam, tenho sérias dúvidas de que estejam funcionando plenamente. A repetição de problemas temporada a temporada, como a má formação do elenco para o Campeonato Brasileiro, a troca constante de treinadores, a não formação de atletas que possam suprir necessidades momentâneas na base no time principal, etc; trazem o questionamento dos métodos de trabalho do departamento de futebol.

    Precisamos trabalhar com inteligência. O que é inteligência, na verdade? Essa pergunta é chave para se entender o porque, na minha opinião, do futebol não caminhar no Flamengo. Antes de recomeçar, me aterei a alguns conceitos do assunto, como um todo, por artigos e links sobre o assunto. A inteligência e a gestão de dados, caminham juntas no mundo empresarial e no futebol. Não é novidade para ninguém. O problema é como estão funcionando (ou não) no nosso futebol.

    Bergson Lopes Rego descreve em um artigo, quais os principais ganhos de uma gestão de dados eficiente e os benefícios comuns à maioria dos casos. Ele destaca:

    Melhor alinhamento entre as áreas de tecnologia e de negócio;

    Conhecimento dos dados através da adoção de vocabulário único;

    Melhoria na qualidade e confiabilidade dos dados e informações através do uso de dados cada vez mais claros, precisos, íntegros, integrados, pertinentes e oportunos;

    Criação da cultura do uso de indicadores de processo e qualidade dos dados;

    Reutilização de dados considerados corporativos, contribuindo dessa forma para a melhoria da qualidade dos dados e também reduzindo os esforços, tempos e custos do desenvolvimento de novas aplicações;

    Redução dos riscos e falhas no desenvolvimento dos sistemas e aplicações;

    Eliminação na quantidade de informações redundantes;

    Estabelecimento de mecanismos formais de segurança, acesso e disponibilização a quem realmente necessita;

    Aumento da produtividade das pessoas que utilizam os dados e as informações.

    Os benefícios citados resultam em vantagens competitivas. Estes são alguns dos motivos que norteiam uma mudança de paradigma no futebol do clube, nos bastidores, no que não se consegue enxergar das arquibancadas. Wellington Felix, apresenta em Introdução à Gestão da Informação, uma tabela que ajuda a entender o processo de gestão da informação para a gestão do negócio, como um todo. Vejam:

    Fonte: Felix, 2003, páginas 37 e 38

     Andrey Freitas, diz em outro artigo, que a “inteligência é o conhecimento que foi sintetizado e aplicado à determinada situação, baseada na experiência e intuição. Podemos dizer que inteligência seria ministrar um medicamento à pessoa com febre, ou qualquer outra iniciativa, com base na sua experiência”. Após a descrição, ele apresenta os cinco níveis hierárquicos de uma métrica:

    Dado: é a matéria-prima que será utilizada na produção de informações. Por si só, os dados são essencialmente inúteis porque falham em transmitir qualquer informação útil.

    Medida: cada medida é composta de um ou mais dados. Medidas trazem clareza, agrupando-os em relacionamentos reais e adicionando-os contexto.

    Informação: é o resultado do processamento de uma medida. A informação adiciona contexto na forma de significado, tornando assim as medidas compreensíveis.

    Conhecimento: é a avaliação da informação, sua relevância e importância, por isso a transformação da informação em conhecimento depende do background do receptor
    da mesma quando a interpreta.

    Inteligência: é o conhecimento que foi sintetizado e aplicado à determinada situação.

    Chegamos enfim ao ponto principal, o de como sairemos da mesmice, do lugar-comum para transformar o futebol do Flamengo em um sítio de trabalho e vanguarda, com resultados efetivos no campo de jogo. Com Processos e Inteligência. Nos dois sentidos do termo, no amplo, o das informações e no estrito, o do tratamento do conhecimento, individual, de cada peça da engrenagem. Só assim sairemos da crise constante, estaremos preparados para mudanças de rota com maior facilidade. A outra ponta do processo, para que paremos de correr atrás do rabo, é a estruturação e a responsabilização dos entes envolvidos. Na questão da estrutura, novamente falo de dois sentidos, no da estrutura física e nos recursos humanos.

    A estrutura é importante, os atletas têm que ficar no CT. Por isso, o treino “tradicional” deveria ser, em minha limitada visão, “obrigatoriamente” pela manhã. Todos os outros trabalhos (recuperação, reforço, bola parada… seriam pela tarde). O atleta tem sim que ficar no clube ao menos de 8hs até as 15hs. Foco total na profissão, no rendimento, no crescimento individual, pra melhorar o desempenho coletivo. Lembremos que o trabalho coletivo é a soma das individualidades. O elenco profissional do Flamengo estaria em condições normais entre os 10 melhores do campeonato, se estivesse rendendo minimamente (nem falarei de salários em dia…). Não é o que estamos vendo, nem o que temos visto nos últimos anos.

    Para ser mais objetivo, pretendo especificar o que penso para cada função e criar um processo de avaliação que resulte em melhora do desempenho do departamento de futebol. Sei que algo simplório, não tenho certeza se existe no Flamengo, mas ouvi no “Resenha ESPN”, Muricy Ramalho dizer o que funciona no São Paulo. Para isso, separei o departamento basicamente em seis níveis (logicamente existem entremeios, funcionários de outras funções) são eles: os Atletas, a Comissão Técnica, o Superintendente (da base e profissional, uma para cada setor), o Diretor de futebol e o Vice-Presidente ou o Conselho Gestor do Futebol e o Conselho Diretor do Clube (CoDi).

    Atletas
    Muricy disse que no São Paulo existem relatórios individualizados de pós-jogo para os atletas, onde apenas os atletas conhecem seus próprios resultados
    (nenhum companheiro sabe do resultado de outro atleta, a não ser que conversem entre si). Isso é ótimo! Mas para se formar uma cultura de análise no Flamengo, estes relatórios deveriam ser escalonados de baixo para cima, criando processos de análise menos subjetivos, baseados no desempenho.

    Os atletas deveriam responder a questionários curtos com perguntas e respostas objetivas, diariamente, sobre seu estado físico, técnico, mental e estratégico (funcional, tático). O atleta tem que ter a capacidade de se autoavaliar, de criar esta responsabilidade com seu papel profissional. Estes relatórios individuais seriam analisados pela comissão técnica. Além disso, dentro destes “novos processos”, os auxiliares, fisiologistas, analistas de desempenho e os preparadores físicos seriam de grande importância, fazendo trabalhos individuais e com grande sentido coletivo, imposto pelos trabalhos do dia a dia.
    Os atletas teriam mais tempo para entregar a estes relatórios individuais, analisar vídeos, corrigir postura, gestos técnicos e fatores individuais e coletivos dentro e fora do campo, com vídeos, conversas e treinos específicos no campo. Evoluir profissionalmente, estudar, pensar o jogo.

    Comissão técnica
    Basicamente, neste formato de relatórios e análise de dados e inteligência, a comissão trabalharia maciçamente com o treinador, seus auxiliares técnicos, os fisiologistas, os preparadores físicos e os analistas de desempenho. Estes tem como missão, além das responsabilidades “normais”, analisar coletivamente o grupo, coletar informações, preparar
    relatórios semanais e pré e pós-jogo para que o Supervisor auxilie em discrepâncias do processo. Não seria assim, tão simples derrubar o treinador e a comissão técnica ficaria mais forte perante o grupo de jogadores.

    É de suma importância este fator estratégico. Pode parecer que a responsabilidade sobrecarregaria a Comissão Técnica, mas pelo contrário, os atletas teriam que dividir a responsabilidade, pois ficaria mais nítido o compromisso ou descompromisso dos atletas. Quanto menos subjetiva, mais fácil de se detectar fatores externos que atrapalham o desempenho.

    Supervisor
    Tem como função,
    receber e analisar os relatórios semanais e os de pré e pós-jogo da comissão técnica e preparar relatórios quinzenais para o Diretor de futebol. Também prepararia os relatórios dos atletas, questionários curtos, ajudando na avaliação coletiva, junto com a comissão técnica. Pode produzir os relatórios de todo o elenco, até para saber o porque de certos atletas não tem sido relacionados ou até o não funcionamento de algumas “peças” não funcionam.

    Analisará de perto o trabalho da comissão técnica e dos atletas, sendo o elo entre os atletas, a comissão técnica e o Diretor de futebol. Mais ou menos o que fazia Paulo Pelaipe. As categorias de base teriam seu supervisor específico. Como sugestão tenho o próprio Muricy. Não se desgastaria tanto com o campo e bola, preservaria sua saúde e trabalharia no Rio de Janeiro onde morou. Com um projeto bacana, acho que aceitaria. Para as categorias de base, sugiro uma dupla: Jayme de Almeida e Adílio, treinados para ocupar tal função.

    Diretor de Futebol
    A peça mais importante do sistema, fará funcionar o departamento de futebol, controlando o setor com a autonomia e a cobrança necessária. Controle total de orçamento e gestão. Tem como meta ordenar a base e o futebol profissional com estes controles de inteligência aplicados, tornando o trabalho menos subjetivo, como disse acima.
    Contratará o Supervisor para gerir o trabalho, uma comissão técnica fixa do clube, procurar profissionais de ponta, ampliar o trabalho dos analistas de desempenho e a base de dados levada
    a sério, buscar profissionais qualificados, na academia, principalmente alguns que tenham curso fora do país, ampliar o trabalho dos olheiros, trazer treinadores funcionais, para rever e consertar movimentos dos atletas. Na base e para os profissionais. Treinador de zagueiros, laterais, atacantes… O treinador só trará para o Flamengo um auxiliar técnico e seu analista de desempenho. Os relatórios do Diretor de futebol serão mensais e não ao sabor dos ventos.

    Vice-Presidente ou Conselho Gestor do Futebol
    A princípio gosto da ideia de se trabalhar com conselho de futebol. Desde que o gerente de Futebol tenha autonomia de gestão. O conselho serve para impor metas, criar rotas, implantar filosofia, definir estio de jogo, etc. mas deve dar autonomia. O bom do modelo é não recair sobre uma única pessoa a responsabilidade de conduzir o processo. O que não pode virar é um “conselho de palpiteiros”.

    Conselho Diretor do Clube (CoDi)

    Este aspecto contou com o feedback do próprio texto, nos comentários enviados no blog e dos amigos por whatsapp. A tarefa mais importante é a do Conselho Diretor. Ela está no centro da questão, a reaproximação entre clube e torcida/consumidor, como no sentido antigo de Religião (re-ligação). A tarefa é criar e comunicar uma identidade Rubro-Negra. A apresentação de “Missão, Visão e Valores”, que o clube pretende, o que quer ser, como fazer e onde deseja chegar. Com metas e períodos a se cumprir. Aí sim, todas as peças da cadeia, de cima para baixo poderiam ser avaliadas com justiça, sem subjetividades, por um projeto completo de gestão do Futebol do Flamengo.

    Todos os agentes teriam suas responsabilidades e funções ampliadas, porém divididas. Geralmente, a maior responsabilidade recai sobre o treinador. Talvez isso mude um pouco. Pode também ser o momento de se tentar um treinador estrangeiro para implementar diferentes métodos, buscar o intercâmbio, ser vanguarda de fato e de direito, em conceitos sólidos, ao mesmo tempo criando a identidade do Clube de Regatas do Flamengo. Os processos somados a inteligência tem o papel de transformar as decisões do futebol mais técnicas, objetivas, menos subjetivas, ao sabor das vontades pessoais. Isso protege o sistema, aperfeiçoa os métodos de trabalho, previne desastres, define objetivos e como alcançá-los. O caminho da busca da excelência fica um pouco mais curto. Tem que se planejar e executar melhor.

     

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  • Lulucast 2.0 edição #25 – Eles não mereciam

    No Lulucast 2.0 edição #25 @danisouto, @BrunaLugatti, @Cissa_Morena e @NivinhaFla comentam mais uma derrota do #Flamengo no Campeonato Brasileiro. Uma derrota dentro de casa e de virada. O time, que continua apático e sem poder de reação, tomou um gol no último minuto e perdeu para o Figueirense diante de mais de vinte mil torcedores que foram ao Maracanã numa noite fria e chuvosa no Rio de Janeiro. Mais uma vez o time não honrou a presença de seus torcedores e continua ainda com apenas uma vitória em cinco jogos dentro de casa.

    Com a derrota o rubro-negro se manteve na décima quinta posição.

    Falaram ainda sobre a vitória no meio da semana contra o Joinville, por 1 a 0, que encheu o torcedor de esperança.

    A possível estreia do Guerrero no próximo jogo também foi comentada.

    Os próximos confrontos do Flamengo são Internacional, na próxima quarta-feira, fora de casa, e Corinthians, no domingo, em jogo a ser realizado no Maracanã.

    Assista o programa:

    Vem papear com a gente também! Nosso encontro é todo #domingo, mas durante a semana podemos conversar através das redes sociais. Mande sua ideia, crítica, sugestão. Use #Lulucast nos comentários!

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  • Apresentação de Guerrero é cancelada


    Da redação


     

     

    A direção do clube informou que não é momento para comemorações. Apesar dos esforços desprendidos para a contratação de um grande jogador, o jogo de ontem teve papel fundamental na decisão. STs contemplados com a promoção feita para a chegada do peruano ganharão ingressos para o jogo contra o Grêmio.

     

    O jogador participará apenas de uma entrevista coletiva aberta para a imprensa, como é comum na chegada de qualquer jogador.

     

    Leia a nota abaixo.

    O Clube de Regatas do Flamengo informa que o jogador Paolo Guerrero será apresentado à torcida em entrevista coletiva no auditório Rogério Steinberg, na sede do clube, nesta terça-feira (07.07) às 13h. Portanto, o evento festivo previsto para acontecer no gramado do Gávea não será realizado.

    A diretoria do Clube de Regatas do Flamengo entende que, em respeito à sua torcida, este não é o momento adequado para comemorações, apesar da alegria pela chegada de Paolo Guerrero, jogador de alto nível e que é um grande reforço para nosso time. Temos total consciência de que o desempenho da equipe está muito longe do que se espera de um clube tantas vezes campeão quanto o Flamengo. É hora de muito trabalho.

    Todos os sócios-torcedores que estariam presentes na festividade na Gávea serão contemplados com ingressos para o jogo de estreia do atleta no Maracanã, contra o Grêmio, dia 18 de julho.

  • Atuações: César falha, e Sheik entrega no fim; notas de Flamengo 1 x 2 Figueirense

    Flamengo tem bom início de jogo, faz gol logo no início do 2° tempo, mas sofre o empate e se abala. Herói da última partida, Sheik entrega no último minuto do jogo; César falha feio

    Por: Hesley Menezes (Twitter: @_hesleymenezes)

    César: 4 – Fez boas defesas no jogo, mas falhou feio ao tomar gol de falta em bola totalmente defensável.

    Ayrton: 5,5 – Depois da boa estreia no meio de semana, prometeu mais apoio ao ataque. Até que cumpriu o que disse. Apoiou mais do que o jogo contra o Joinville, mas não foi tanto produtivo. Talvez o apoio e velocidade do Luiz Antônio pela direita fosse a melhor opção pra hoje. Defensivamente, não comprometeu.

    Marcelo: 3 – Marcelo na zaga é sinônimo de aventura. Pode ser até voluntarioso, mas tem horas que confunde essa disposição com força exagerada, com um toque mais forte além da conta. Não dá pra imaginar o que o Marcelo vai fazer com a bola. É sempre uma surpresa. No segundo gol do Figueirense, não pulou pra cabecear, e a bola chegou nos pés do jogador do Figueira.

    Wallace: 6 – Fez uma partida segura no combate homem-a-homem. Roubou várias bolas, e até se aventurou no ataque. Foi quando cansou e nada mais pôde fazer, já no final do jogo.

    Jorge: 6,5 – Estreou bem no meio de semana longe do Rio, e a dúvida era se não sentiria a pressão de jogar no Maraca com a atual fase do time. E o moleque fez novamente boa partida. Partiu pra cima, foi ao ataque, apoiou, finalizou, fez boas ultrapassagens. O futuro do Jorge tem tudo pra ser brilhante.

    Jonas: 7 – É incrível a presença do Jonas em campo. Ele só não atua como centroavante. Ele marca, rouba bola, ajuda na distribuição, ele corre pra frente, corre pra trás, arrisca de fora da área. Ele se entrega em campo. E é isso que gostamos de ver em campo.

    Canteros: 3 – Mais uma vez improdutivo com a bola nos pés. Mais uma vez improdutivo na marcação. Tá merecendo ir pro banco há um bom tempo, mas parece ter cadeira cativa entre os 11 titulares.

    Alan Patrick: 6,5 – É um jogador de lampejos. É inconstante durante o jogo. Em um lance, ele é capaz de parar, pensar, driblar e achar o melhor companheiro livre pra fazer o passe. Em outro, aparenta estar totalmente desligado do jogo, resultando na perda da bola. No lance do gol, não há dúvidas. Ele estava ligadão, e na bobeira do goleiro do Figueira, roubou a bola da zaga e mandou pro fundo do gol.

    Everton: 4,5 – Começou o jogo muito bem, abusando da sua velocidade nos contra-ataques. Depois, com o time do Figueirense mais fechado, foi improdutivo como o resto do time.

    Cirino: 5 – Também começou o jogo muito bem, dando trabalho pra defesa do Figueira. Logo aos 5 minutos, chutou cruzado com perigo. Minutos depois acertou a trave em bonita finalização de esquerda. Já no fim do 1° tempo, pegou bonito chute de primeira, fazendo o goleiro adversário trabalhar. No segundo tempo, com o time nervoso em busca do desempate, também começou a jogar mal. Saiu do campo vaiado. Injustamente.

    Sheik: 3 – Atuação individualista. Muita firula, pra pouca produtividade. No fim, perdeu a bola no meio campo que resultou no segundo gol do Figueirense.

    Paulinho: 2 – Entrou pra errar passes.

    Eduardo Da Silva: (sem nota) – Entrou faltando 3 minutos pro jogo acabar.

    Cristóvão Borges: 0 – Seu time está empatando em casa contra um adversário fraco, que está satisfeitíssimo com o resultado. O que fazer? Substituir? Na cabeça do Cristóvão, só aos 32 minutos do 2° tempo. E uma segunda substituição? Ah, essa aí só aos 41 minutos. E uma terceira substituição? Ah não, essa aí nem precisa.

    Jonas, com raça e disposição, é o melhor do Flamengo em campo na derrota por 2×1 para o Figueirense.

  • Fla leva gol no final e perde de virada no Maracanã


    Bruno Vasconcellos (Twitter: BruNoCellos_CRF)

    O rubro-negro não fez sua parte e foi derrotado de virada para o Figueirense no Maracanã. Foi a 7º derrota em 11 jogos no Brasileiro.

     

     

    FLA PRESSIONA MAS NÃO ACERTA O ALVO

    O Flamengo teve o seu melhor início de jogo no campeonato. Com Allan Patrick no lugar de Gabriel e Marcelo Cirino inspirado, o time começou a partida de forma eletrizante. Emerson teve a chance de abrir o placar aos dois minutos. Cirino chutou cruzado e Sheik chegou de carrinho atrasado, a bola foi pra fora. Marcando em cima, o Fla recuperava as bolas com facilidade e tentava na velocidade de seus jogadores abrir o marcador.

    Cirino acertou a trave aos 5′. O torcedor estava animado por ver o Flamengo tão agressivo. Postura completamente diferente dos últimos jogos. Acuado, o Figueirense teve que fazer sua primeira substituição aos 14 minutos: Elias sofreu uma torção no tornozelo direito e deu lugar a Everaldo.

    As oportunidades perdidas pelo Flamengo impressionavam. A impressão que se tinha era de que a qualquer momento a bola iria entrar, que o gol estava maduro. Cansado de apenas se defender o Figueirense saiu pro jogo por volta dos 30 minutos, mas não levou grande perigo a meta flamenguista.

     

    GOL RELÂMPAGO E APAGÃO NO FINAL
    A segunda etapa mal tinha começado e foi preciso apenas dois minutos para o Flamengo fazer o que tentou e não conseguiu durante todo o primeiro tempo. Goleiro Muralha saiu jogando e deu a bola nos pés de Canteros que tentou lançou pra Éverton, o arqueiro alvinegro chegou primeiro mas não conseguiu ficar com a bola, Allan Patrick deu um belo drible em Marquinhos e chutou cruzado, 1 a 0 Flamengo. Allan comemorou com a torcida subindo a famosa escadinha e foi punido com cartão amarelo.

    O jogo estava fluindo bem até que o árbitro Jaílson Macedo de Freitas marcou uma falta frontal à favor do Figueirense. O juiz foi o único a enxergar a infração em cima do atacante Everaldo. E aos 16′, Ricardinho cobrou e César não conseguiu pegar o chute defensável do meia. Partida empatada e reclamação em cima do inexperiente goleiro do Mengão, que realmente saiu atrasado no lance.

    Após o gol sofrido, o Flamengo se encolheu – postura que vem sendo constante neste campeonato. Os jogadores parecem não ter poder de reação. Marcelo Cirino reclamou com o árbitro e também foi advertido com cartão amarelo, o terceiro do camisa 7 que está fora da próxima partida do Flamengo.

    Cristóvão Borges só foi mexer na equipe aos trinta e dois minutos. Paulinho entrou para a vaga de Allan Patrick. O meia saiu aplaudido pela torcida. Dez minutos depois Marcelo Cirino deixou o campo vaiado e foi substituído por Eduardo da Silva. O jogo caminhava para o fim. Jogadores e torcida lamentavam mais um tropeço no Maracanã.

    Time acumula mais uma derrota em casa. Torcida saiu com gosto amargo do estádio | Foto Flamengo

    Porém o que já era ruim ficou ainda pior. No último lance da partida Emerson perdeu a bola no meio campo para Dudu que lançou pra Yago, o atacante cruzou e achou Fabinho entrando na área. O volante se jogou de carrinho e fez o gol da virada. Derrota no último lance da partida que fez o time deixar o campo sem ter o que falar com a imprensa. “Não tem justificativa” disse o goleiro César.

    A crise voltou pra Gávea justamente na semana em que o clube fará a apresentação do artilheiro da Copa América, Paolo Guerrero. Os questionamentos em cima do trabalho de Cristóvão Borges ficaram ainda mais pesados.O diretor-executivo Rodrigo Caetano disse não pensar em mudanças “No meu entendimento o trabalho vai seguir, não vamos mudar por causa de pressão”.

    O Flamengo se reapresenta nesta segunda-feira na parte da tarde no Ninho do Urubu. O time viaja no dia seguinte para Porto Alegre e na quarta, às 22 horas, enfrenta o Internacional, no Beira-Rio, local onde não vence há treze anos.

     

    FICHA TÉCNICA

    Flamengo 1×2 Figueirense
    Local: Maracanã- RJ
    Data: 05 julho de 2015
    Horário: 18h30 (Brasília)
    Púbico Pagante: 17.986
    Presente: 20.769
    Renda: R$ 589.932,50
    Gols Allan Patrick (02’/2°T), Ricardinho (16’/2°T) e Fabinho (48’/2°T)

    Cartões amarelos: Allan Patrick, Emseron Skeik e Marcelo Cirino (FLA); Dudu e Careceda (FIG)

    Cartão vermelho: Não houve

    Arbitragem: Jaílson Macedo de Freitas (BA), Alessandro Matos da Rocha (BA) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)

    Flamengo: César,Ayrton, Marcelo, Wallace e Jorge; Jonas, Canteros, Allan Patrick (Paulinho) e Everton; Emerson Sheik e Marcelo Cirino (Eduardo da Silva) Técnico: Cristóvão Borges

    Figueirense: Alex Muralha, Leandro Silva, Thiago Heleno, Marquinhos e Cereceda; Paulo Roberto, Fabinho, Ricardinho e Rafael Bastos (Yago); Elias (Everaldo) e Thiago Santana (Dudu) Técnico: Argel Fucks

  • Vencer pra sair da confusão


    Bruno Vasconcellos (Twitter: BruNoCellos_CRF)


    Após deixar a zona de rebaixamento, Flamengo deseja se distanciar do pelotão de baixo

     

    Flamengo e Figueirense entram em campo hoje, às 18h30, no Maracanã, com a missão de se afastarem da zona de rebaixamento. Beneficiados pelos resultados de ontem que manteve Vasco, Coritiba e Joinville nos seus respectivos lugares na tabela, ambos poderão respirar um pouco mais alividos em caso de triunfo. Porém, o resultado negativo aliado a uma combinação de resultado poderá colocá-los no temido Z-4.

    Tanto Flamengo quanto Figueirense vencerem bem na última rodada. O Fla foi até Santa Catarina e com um gol de Emerson Sheik derrotou o lanterna Joinville. A atuação e postura do time foi bastante elogiada pela torcida e crítica esportiva. Bem diferente do que aconteceu no domingo (28.06) quando perdera pro Vasco na Arena Pantanal. O Joinville derrotou o Goiás por 3 a 1 no estádio Orlando Scarpelli e empurrou o Alviverde para o Z-4. Argel Fucks comandou neste sábado um coletivo curto antes de viajar para o Rio. O técnico deve manter a mesma equipe que venceu o Goiás na quinta-feira. A única dúvida fica por conta de quem substituirá o atacante Clayton, expulso no último jogo.

    O Flamengo se preparou para o duelo de hoje sem nenhuma grande novidade no time. Samir lesionado não treinou e não enfrenta o Figueirense. Armero ainda não foi regularizado. O Flamengo aguarda o documento da Udinese, com isso o jovem Jorge segue na equipe titular.

    O retrospecto do confronto é favorável ao Fla que possui 8 vitórias contra 6 do alvinegro catarinense, que não vence o Fla desde 2007.

    Flamengo: César, Ayrton, Marcelo, Wallace e Jorge; Jonas, Canteros, Gabriel e Everton; Emerson Sheik e Marcelo Cirino

    Figueirense: Alex Santana; Leandro Silva, Marquinhos, Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso; Paulo Roberto, Fabinho, Ricardinho e Rafael Bastos; Thiago Santana e Elias. Técnico: Argel Fucks
    Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
    Data: 5 de julho de 2015
    Horário: 18h30 (Brasília)
    Transmissão: Pay per view
    Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
    Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS)


     

  • Flamengo: entre pântanos, desertos e abismos


    Sérgio Vieira (Twitter: @sergiomrvieira)



    A diretoria do Flamengo tem sido muito questionada sobre os resultados do futebol. A quase totalidade da torcida reconhece e apóia a boa gestão que os Azuis vêm fazendo nas finanças do clube. E a quase totalidade da torcida vem assoprando as cornetas com cada vez mais força quando o assunto é o time de futebol do Flamengo. E não sem razão.

    O difícil trabalho de saneamento das contas do Mengão que vem sendo feito pela diretoria bem poderia ser classificado como o Décimo Terceiro Trabalho de Hércules. Dívidas astronômicas, gestão financeira caótica, receitas baixíssimas para um clube do tamanho do Flamengo: tudo isso vem sendo muito bem solucionado por EBM & Cia. Mas num clube como o Flamengo, todo esse esforço e trabalho brilhantes podem ir pro vinagre se a rapaziada que manda prender e manda soltar não abrir o olho para o departamento de futebol.

    A torcida do Flamengo quer títulos. Glórias. Quer ver e participar da construção dessas glórias. Os Azuis precisam fazer um bom trabalho também no departamento de futebol. Como já escrevi aqui, o Flamengo encontrou sua estrada de ferro e tem de seguir por ela. Mas a questão é como. Há, basicamente, duas opções: na primeira, os Azuis se concentram no pagamento de dívidas e o futebol se contenta com o que der. Se for rebaixado é parte do sacrifício. Na segunda o pagamento de dívidas é prioridade, mas o futebol também o é. Afinal, o futebol é o coração do clube.

    Ou seja, a diferença é como atingir o objetivo. E pra falar disso vou lhes contar um pouco da história de Abraham Lincoln, o décimo sexto presidente da América. Afinal, aqui no Saloon do Urubu sempre pegamos personagens do velho oeste, e Lincoln foi presidente precisamente nesta época.

    A eleição de Abraham Lincoln foi, grosso modo, o estopim que deu início à Guerra Civil Americana. Sua eleição fez com que os estados do sul declarassem cessão à União, formassem os Estados Confederados da América e proclamassem eles próprios serem uma nação soberana. Lincoln desejava abolir a escravidão na América através de uma emenda constitucional e esse foi o motivo de os estados do sul se rebelarem.

    Abraham Lincoln em novembro de 1863. | Foto: Alexander Gardner

    Com o advento da guerra, Lincoln, membro do Partido Republicano, teve de usar toda sua habilidade política para que a maior parte dos estados ficassem do lado da União, ao mesmo tempo em que precisava lidar com a ala radical do seu partido, representada principalmente por Thaddeus Stevens. Stevens era um defensor ferrenho da abolição e queria que ela fosse decretada de qualquer modo, mesmo que isso significasse a perda do apoio de muitos estados importantes. Lincoln sabia que isso era suicídio, e deixou isso muito claro numa conversa que teve com Thaddeus Stevens: “Se eu tivesse lhe escutado, Sr. Stevens, eu teria declarado todos os escravos livres no instante em que o primeiro tiro de canhão atingiu Fort Sumter. Em seguida, os estados fronteiriços teriam passado para a Confederação, a guerra teria sido perdida e a União junto com ela. E, em vez de abolir a escravidão, como nós dois esperamos fazer, estaríamos vendo crianças escravas se espalhando pelo sul da América e pela América do Sul”. Stevens então rebate dizendo que as pessoas devem ter uma bússola interna que oriente a alma para a justiça. E que esta bússola estava ossificada nos homens brancos da América, pois eles toleravam algo repugnante como a escravidão. E Lincoln responde: “Um bússola, eu aprendi, vai apontar para o Norte, de onde você está, mas não tem nenhum conselho sobre os pântanos, desertos e abismos que você vai encontrar ao longo do caminho. Se na busca pelo seu destino você vai mergulhar de cabeça, sem se importar com os obstáculos, e conseguir nada mais que se afundar em um pântano, de que serve saber para onde fica o Norte?”

    É um belo argumento. A diretoria do Flamengo deveria ser dar conta disso: de que vai servir saldar as dívidas se o futebol, o coração do clube, a paixão máxima da Nação, não conquistar as vitórias e títulos que se esperam dele? A bússola dos Azuis aponta na direção certa, mas eles precisam saber atravessar os pântanos, desertos e abismos. Um time de futebol vencedor é vital para o Flamengo. Sem ele, todo o resto vai por água abaixo.

    Por fim, parafraseando Lincoln em seu mais famoso discurso, o Discurso de Gettysburg: “Há 103 anos, seis jovens remadores deram origem a uma nova Nação, concebida e consagrada no princípio de vencer, vencer, vencer. Cumpre-nos a nós, rubro-negros, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente e que todos nós aqui presentes admitamos que esses jovens remadores não se esforçaram em vão. Que esta nação renasça na liberdade, e que o Flamengo da Nação, pela Nação e para a Nação não desapareça desta terra.”


    Sérgio Vieira é Mengão, republicano e escreve histórias de faroeste no seu blog http://poeiraepedra.blogspot.com

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