Blog

  • Biografia Rubro Negra: Capítulo 15 – A grande final do Campeonato Brasileiro de 1980


    GUSTAVO ROMAN | Twitter @guroman

    PARA SABER COMO FOI A CAMINHADA PARA A FINAL:

    Biografia Rubro Negra: Capítulo 14 – O Campeonato Brasileiro de 1980 Parte 2

    Biografia Rubro Negra: Capítulo 13 – O Campeonato Brasileiro de 1980 Parte 1

     

    Atlético-MG 1×0 Flamengo

    Coutinho armou a equipe com Raul, Carlos Alberto, Rondinelli, Marinho e Júnior. Andrade, Carpegianni e Tita. Reinaldo, Nunes e Carlos Henrique. A partida começou de maneira nervosa, com o Atlético em cima, pressionando, forçando as jogadas com Éder pela esquerda. A ideia era explorar o fato de Carlos Alberto não contar com o apoio de Tita na marcação, já que o ponta direita Reinaldo pouco auxiliava atrás.

    O Flamengo tocava bem a bola e esfriava o time e a torcida do galo. Aos 13, Andrade deu uma entrada mais dura em Reinaldo. Foi a senha para que a partida ficasse mais violenta. Aos 18, foi a vez de Jorge Valença pegar Reinaldo por trás. Romualdo Arpi Filho nem amarelo mostrou.

    O comentarista da TV Globo, Ciro José chamava atenção para a melhora do time carioca. “O Flamengo se acertou em campo. Toca a bola e não corre riscos”. Aos 30, a primeira oportunidade de gol do jogo. Éder cobrou falta na área. A zaga rebateu e Orlando bateu rasteiro, forte. Raul espalmou para escanteio.

    A resposta rubro-negra veio no lance seguinte. Tita fez boa jogada individual e bateu de longe. A bola desviou em Nunes e quase enganou João Leite, que no reflexo conseguiu a defesa. Andrade, destruindo com perfeição e responsável por dois cortes precisos que salvaram o Mengo era o grande destaque do primeiro tempo.

    A etapa final começou de forma agitada. O Galo assustou com uma cobrança de falta de Éder e o Fla respondeu com uma cabeçada de Rondinelli, que João Leite defendeu de mão trocada.

    A equipe carioca era superior no jogo quando aos 10, Júnior falhou ao tentar sair driblando. Palhinha roubou a bola que sobrou para Reinaldo. O chute saiu forte, no canto direito, indefensável para Raul. Atlético um a zero.

    Assim que sofreu o gol, Coutinho mexeu no time. Colocou Anselmo em campo, sacando Carlos Henrique. As discussões voltaram a aparecer. Tita e Chicão. Nunes e Osmar. Palhinha e Rondinelli trocavam faltas e insultos a torto e a direito.

    O Flamengo sentiu o baque. Aos 15, Cerezo pegou uma sobra na entrada da área e mandou uma bomba que explodiu na trave esquerda. Quase o Atlético ampliava. Aos 24, Reinaldo cobrou escanteio pela esquerda. Nunes subiu sozinho e testou firme. Infelizmente, a conclusão saiu em cima de João Leite, que agarrou firme.

     

    Reinaldo comemora o gol da vitória do Atlético na primeira partida da final | Foto Reprodução

     

    Um minuto depois, Palhinha agrediu covardemente Rondinelli sem bola, depois de uma confusão dentro da área rubro negra e provocou uma fratura no maxilar do zagueiro. Nelson entrou em seu lugar.

    Aos 30, mais confusão. Nunes acertou Luisinho caído. Os jogadores do Atlético foram para cima do centroavante, mas a turma do deixa disso conseguiu apaziguar os ânimos. Tita e Chicão voltaram a trocar “gentilezas” em seguida. Romualdo deu cartão amarelo apenas para o mineiro. Aos 37, Reinaldo, de carrinho, perdeu de dentro da pequena área outra grande chance para o galo.

    A grande chance do Flamengo chegar a igualdade veio a três minutos do apito final. Anselmo disputou uma bola pelo alto com a zaga atleticana. Deu sorte e a pelota ficou na sua frente, após o bate rebate. A finalização saiu muito perto do gol.

    Ainda haveria tempo para Marinho falhar em um corte e deixar Reinaldo livre, na cara de Raul. O goleiro fez uma defesa maravilhosa e evitou que as coisas ficassem piores para o Rubro-Negro.

    Nas entrevistas após o jogo, as visões de cada lado. Por um lado, Tita dizia que o resultado havia sido até bom para o Flamengo e que no Rio haveria forra de toda a violência imposta pelos mineiros. Enquanto isso, Cerezo mostrava preocupação, dizendo que o Galo perdera muitas oportunidades para sair com um resultado melhor e que jogar no Maracanã, mesmo com a vantagem de poder empatar não era garantia de nada.

    Para tentar frear os ânimos, Coutinho garantiu que seu time iria jogar bola e não revidar a violência do galo. Sábias palavras. Uma vitória simples servia para o mengo conquistar o título. Zico, Toninho e Júlio César foram liberados pelo Departamento Médico e reforçariam o time na decisão. O único desfalque será Rondinelli. Manguito jogaria em seu lugar.

    A Diretoria já havia encomendado as medalhas e mais de 40.000 litros de chopp para a festa. E ainda anunciou a renovação de Zico, por mais um ano. O Galinho de Quintino, aliás, deu a seguinte declaração ao jornal O Globo. “Chegou a hora de provar que o Flamengo é de fato o melhor time do Brasil”.

    Flamengo 3×2 Atlético-MG

    Recém saído da operação no maxilar, Rondinelli teria que ser sedado na hora do jogo, para que não ficasse muito nervoso. Antes disso, ele escreveu uma carta aos companheiros,que foi lida na preleção. Lá, ele pedia que conquistassem o título por ele e pela torcida. Isso serviu para incendiar ainda mais aquele grupo de extraordinários jogadores.

    Com um minuto e meio, Tita deu no meio de Jorge Valença. Ao contrário de Belo horizonte, José de Assis Aragão mostrou o cartão amarelo ao ponta direita. O início do Mengo era nervoso. Aos dois, Carpegianni errou passe simples para Manguito na saída de bola. Reinaldo recuperou e rolou para Palhinha avançar e assustar Raul pela primeira vez.

    O gol saiu aos seis. Osmar adiantou demais a bola. Andrade roubou-a, já tocando para Zico. O galinho esticou para Nunes, nas costas de Osmar. O atacante tocou na saída de João Leite, que abandonava a meta em desespero. A pelota foi mansa, por baixo do goleiro e entrou. Um a zero!

    O artilheiro contou depois que tinha ordens de deixar o Luisinho, que era bem mais técnico, sair jogando. E quando quem saísse com a pelota dominada fosse o Osmar, ele e outros jogadores deveriam apertar a marcação, para forçar o erro. Deu certo.

    Mas não houve nem tempo de comemorar. No lance seguinte, após a nova saída de bola, Reinaldo dominou na área, passou por Andrade e chutou. A finalização tocou em Marinho e matou Raul. Num piscar de olhos, tudo igual. Um a um!

    Aos 15, Éder fez fila, passando como quis por Toninho a Andrade. Na hora de marcar, o ponteiro quis enfeitar demais e tentou encobrir o goleiro rubro-negro. Acabou mandando por cima e perdendo ótima chance de colocar os mineiros à frente.

    O Flamengo procurava sair para o jogo. Já o galo vivia de bolas longas, esticadas para Reinaldo. E de faltas. Pelo excesso delas, Cerezo e Chicão foram advertidos com amarelo. O centroavante mineiro quase ampliou de novo, aos 32, em escapada nas costas de Júnior.

    Aos 39, Nunes acertou Luisinho de forma desleal e também foi agraciado com o seu amarelo. Aos 44, o gol. Toninho centrou na área. João Leite não conseguiu encaixar e soltou. Orlando afastou. No rebote, Júnior dominou e bateu. A redonda explodiu em Palhinha e voltou para o lateral que chutou novamente. João Leite já ia caindo para fazer a defesa. Mas, a finalização bateu em Zico e, incrivelmente, ficou a sua frente. Aí, o camisa 10 bateu para a meta, com o goleiro caído e fez dois a um!

    Depois do apito final da primeira etapa, mais confusão. Chicão chutou a bola em cima de Júnior, que não gostou e foi tomar satisfações. Os dois trocaram xingamentos e agressões, mas nenhuma atitude foi tomada pelo árbitro. O segundo tempo prometia muitas emoções.

    O Galo voltou com Silvestre no lugar de Orlando. No primeiro lance, Júnior fez falta em Chicão e, com ele caído, pisou em sua mão. Aragão viu e deu o amarelo ao lateral esquerdo. Aos 11, Geraldo substituiu o lesionado Luisinho.

    O panorama da partida nesse momento era favorável ao Flamengo. Jogava bem e nos contra ataques, como gostava. O rival, precisando do gol, se lançava à frente. Numa disputa de bola normal, Reinaldo saiu com a mão na coxa. Distensão muscular. Como as duas alterações já haviam sido feitas por Procópio Cardoso, o atacante ficaria em campo, apenas para fazer número.

    Aos 21, o improvável aconteceu. Éder cruzou da esquerda. Marinho não conseguiu cortar e Reinaldo, mesmo com uma perna só, escorou de direita e empatou a decisão. Dois a dois. O título voltava para Minas Gerais.

    Imediatamente, Coutinho sacou Carpegianni e pôs Adílio em campo. Aos 24, Reinaldo tentou ganhar tempo e foi expulso por Aragão. Procópio e vários dirigentes do Atlético invadiram o campo. O treinador também foi expulso. O médico Neylor Lasmar, disse que foi agredido pelo árbitro. Também levou o seu vermelho. A partida ficou paralisada por seis minutos.

    Nem mesmo a vantagem de um jogador deu tranqüilidade ao rubro-negro. Aos 36, Andrade esticou uma bola para Nunes. O atacante tentou o passe para a direita, mas a pelota bateu em Silvestre e voltou para ele. Sem outras opções, Nunes resolveu arriscar o drible no pé de apoio de Silvestre. Deu certo. Deixou seu marcador para trás e percebeu João Leite já saindo para cortar um possível cruzamento. Para surpresa de todos, o que se viu foi uma finalização, passando por cima do goleiro e entrando. Flamengo três a dois!

     

    Nunes! Nunes! Nunes! | Foto: Gazeta Press

     

    Coutinho tratou de reforçar a defesa, colocando Carlos Alberto como volante, exclusivamente para acompanhar Toninho Cerezo. Júlio César deixou o gramado. Com isso, Andrade e Carlos Alberto jogavam como volantes. Tita, Zico e Adílio completavam o meio no 4-2-3-1 armado pelo treinador. Aos 49, Chicão agrediu Tita e foi expulso. Palhinha foi reclamar e também foi pro chuveiro mais cedo.

    Com três jogadores a mais, tudo que o Mengo precisava fazer era tocar a bola. Mas ainda haveria um último e enorme susto. Carlos Alberto atrasou para Manguito. Sem ritmo de jogo e com as pernas pesadas, o zagueiro que há muito não atuava, tentou recuar para Raul, mas o passe saiu curto. Pedrinho ganhou do goleiro e, quando ia empatar, Andrade surgiu num carrinho salvador, salvando a pátria Rubro-Negra! Pela primeira vez, o Flamengo era Campeão Brasileiro de futebol!

    No próximo texto: O pós brasileiro, a excursão para a Europa e o pré Taça Guanabara. Até lá!

     

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.

    Leia a Saga do Penta – BIOGRAFIA RUBRO-NEGRA

     


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros No campo e na moralFlamengo campeão brasileiro de 1987, Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte? e 150 Curiosidades das Copas do Mundo. Conhecido como um dos maiores colecionadores de gravações de jogos de futebol, publica toda quinta-feira, aqui no Mundo Bola, a série “Biografia Rubro Negra 1978-1992″, onde conta a saga do período mais vitorioso da história do clube mais querido do mundo.


     

     

    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

    Meia Verdade, Inteira Vergonha

    O que mudou?

    ATUAÇÕES: Primeiro tempo G4, segundo tempo Z4; NOTAS de Atlético-MG 4 x 1 Flamengo

    Com retorno praticamente garantido, Guerrero duela com Lucas Pratto no Independência

    Ensina-me a torcer!

    Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

     

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

  • Meia Verdade, Inteira Vergonha

     


    Bruno Cazonatti | Twitter @cazonatti

    Do público que o Flamengo recebe em seus jogos, em média, 60% são estudantes. E olha que a arcoirizada ainda cisma em chamar nossos torcedores de analfabetos… Mas, quantos deste montando realmente se dedicam de verdade aos estudos? Realmente eu não tenho essa resposta, mas o Maracanã quer mensurar este número e endureceu a fiscalização.

    No último jogo do Flamengo no Rio de Janeiro, contra o Cruzeiro (36.844 pagantes, sendo 58% de meia entrada), o Maracanã avisou que apertaria o cerco contra os falsos estudantes e malandros que pagam meio ingresso. Muita gente sentiu a pressão, mas a atuação dos fiscais foi, digamos mais branda, pois neste dia foi o início da “versão Beta” desta ação. Aliás, se o Maracanã não tivesse “avisado”, acho que o resultado seria outro.

     

    Fiscalização vai apertar o cerco no próximo domingo!

     

    Entretanto, a partir da próxima partida, o bagulho vai ficar sério e até Sócio Torcedor que paga meia da meia vai ter que comprovar que está realmente estudando. E vale para o momento da compra, retirada e acesso ao estádio. As catracas do Maracanã já estão habilitadas para identificar o cartão do sócio carregado com metade do valor do ingresso. E não adianta levar boleto ajustado no Word, carteirinha photoshopada ou qualquer artifício fraudulento. Isso é crime! E, se identificado, será encaminhado para prestar contas no posto do Juizado Especial Criminal (Jecrim) do estádio.

    Sim, o ingresso é muito caro. Justamente por conta das falsificações, pois o valor da entrada aumenta conforme a venda de meias-entradas cresce. Quer pagar meia? Estude de verdade, pois esse benefício é infinitamente melhor. Não tem condições? Vire Sócio Torcedor do Flamengo (www.nrnoficial.com.br ) e usufrua das vantagens. Se você tem direito ao benefício, fica de boa. Pra malandragem 171, a casa caiu.

    Parabéns a todos pela iniciativa.
    Agora só falta tomar uma efetiva atitude contra esses cambistas safados.

     

     

    Se liga aí como você pode comprovar sua meia entrada, rubro-negro estudioso:

     

    O resto é tudo mimimi.

    Bruno Cazonatti
    @cazonatti

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.

     

    LEIA MAIS MIMIMI DO CAZÔ

    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

    O que mudou?

    ATUAÇÕES: Primeiro tempo G4, segundo tempo Z4; NOTAS de Atlético-MG 4 x 1 Flamengo

    Com retorno praticamente garantido, Guerrero duela com Lucas Pratto no Independência

    Ensina-me a torcer!

    Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

    Sandro Meira Ricci: arbitragem polêmica à vista

     

     

     

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

  • O que mudou?

    Depois de 6 vitórias, duas derrotas acachapantes. Qual é a explicação? | Foto: Site Atlético-MG


    Náyra M. Vieira | Twitter @NayraMV

    Uma sequência de 6 vitórias seguidas no campeonato brasileiro não pode ser simplesmente sorte ou coincidência, sendo assim o que mudou nesse período que fez com que os 2 últimos jogos fossem desastrosos?

    Mas antes de analisar o que houve contra o Atlético-MG, vale esclarecer um ponto para evitar ruídos: O que faz um time ser melhor que outro durante um período de tempo em uma partida?

    Posse de bola

    Alguns clubes e seleções da Europa adotam a posse de bola como princípio de domínio de jogo, algo executado primorosamente pelo Barcelona, o que faz todo sentido já que o time que retém a bola possui mais chance de chegar ao gol do que de sofrer um. Porém no Brasil as coisas funcionam diferente, quem ganha vantagem no placar tende a ficar mais sólido na defesa e deixar a bola com o adversário, que no afã de fazer o gol se expõe defensivamente e fica frágil a contra-ataques.

    Número de finalizações

    O número de finalizações diz muito pouco sobre uma partida se analisado de forma isolada, precisa-se pôr no contexto analisando a porcentagem de chutes que de fato foram na direção do gol e, se possível, ver as condições em que se deu. Surpreendentemente não é incomum no campeonato brasileiro ver um time que perdeu ter um número maior de finalizações que o adversário, porém nota-se sempre um equilíbrio entre as que foram na direção do gol.

    Volume de jogo

    Ter volume de jogo é manter a posse de bola no campo ofensivo, principalmente no último terço, e criar jogadas, situações que possam gerar finalizações e, portanto, gols. O time que tem mais a posse de bola geralmente tem mais volume de jogo, apesar de exceções serem possíveis.

     

    Atlético mesmo ganhando não relaxou em nenhum momento | Foto: Site Atlético-MG

    Esclarecidos os pontos acima, vamos voltar ao jogo Atlético-MG x Flamengo, que surgia como um marco para ambos os times que vinham de derrota e precisavam reagir se quisessem alcançar posições na tabela. O jogo contra o Coritiba foi cercado de críticas a torcida de Brasília e falas sobre oba oba provocando um pequeno tropeço, mas não vi ninguém discutindo as reais falhas do time durante o jogo. A consequência foi ver a repetição de uma escalação equivocada.

    Paulo Victor – Pará, Marcelo, Samir, Everton – Canteros, Alan Patrick, Márcio Araújo – Cirino, Guerrero, Paulinho

    Com a indisposição de Jorge este fim de semana, Everton foi recuado para a lateral e Cirino ganhou uma vaga no time, além disto, Guerrero voltava de lesão. Marcelo entrou no lugar de César Martins, suspenso pelo 3° amarelo.

    No cenário geral, o Atlético-MG e o Flamengo começaram buscando fazer o placar, ambos os times iam para o ataque e davam espaços, o jogo estava parelho, até que em um contra-ataque Paulinho lançou Cirino que dominou driblando, entrou na área e sofreu um pênalti cometido por Victor. Alan Patrick foi pra batida e chutou fraco, Victor pegou sem problemas e o time da casa se empolgou.

    Em um contra-ataque, após Cirino perder a bola no meio, o fantasma da bola aérea voltou com força quando Marcelo cabeceou o cruzamento pro gol, marcando contra. Houve, contudo, esperança de que não fosse afetar tanto o psicológico do time quando Canteros deu um passe primoroso para Paulinho, que bateu de primeira dentro da área e a bola desviou no defensor tirando completamente do goleiro e empatando o jogo.

    O time da casa não relaxou e voltou a buscar o ataque, conseguindo apenas 6 minutos depois chegar ao gol quando Datolo cobrou uma falta lançando a bola na área e Jemerson pulou entre Samir e Pará para marcar o 2° do Atlético-MG. Sem querer dar abertura para outro empate, o alvinegro adotou uma postura um pouco mais cautelosa ficando mais recuado, abrindo a mão da posse da bola, mas partindo forte nos contra-ataques, geralmente pela esquerda do Flamengo onde Everton ficava sozinho na marcação… opa, sozinho?

    Conhecem a célebre frase “pika não marca” do Jônatas? Pois é, Cirino e Paulinho que já mostraram o quão rápido se contagiam com oba oba e vestem a máscara — hoje isso foi mais claro que nunca. No 4-3-3 os pontas precisam voltar para marcar auxiliando os laterais para não deixar espaços na defesa, mas nossas divas não podiam se sujeitar a fazer “trabalho de peão” então que Pará e Everton se virassem! Novamente também pudemos ver Paulinho prender a bola, abandonando a lateral pra ir passear pelo meio (e ficando!), forçando dribles, distribuindo mal a bola e perdendo a posse desta.

    Com o Flamengo tendo mais volume de jogo, poder-se-ia esperar que o time pressionasse, criasse situações de jogo, porém o domínio não se refletia em poder ofensivo real. Primeiramente, se um time quer ser perigoso, tem que colocar jogadores na área para finalizar, isso vinha acontecendo até o jogo contra o Coritiba, foi o que, por exemplo, o Palmeiras fez ontem quando em todos os ataques tinha pelos menos 3 jogadores dentro da área, coisa que o Flamengo não fez nos últimos dois jogos. Choviam cruzamentos ruins para Guerrero sozinho entre dois zagueiros bons pelo alto, além disto os pontas pouco conseguiam realmente produzir, houve poucas ultrapassagens dos laterais, em parte pelo modo fominha dos ponteiros e outra pela desatenção tática, quando, por exemplo, Everton por algumas vezes tinha a bola e ninguém aparecia pra receber na esquerda.

    Já o Atlético-MG aproveitava muito bem os contra-ataques, toda hora aparecia jogador cara-a-cara com Paulo Victor que por várias vezes teve que sair do gol para evitar o pior, os zagueiros ficavam no mano-a-mano com os atacantes, Márcio Araújo não estava tão fixo pela necessidade do time atacar, os laterais não tinham cobertura, enfim, não vou culpar só os zagueiros quando a defesa estava um caos como um todo.

    Everton improvisado e Datolo em grande dia | Foto: Site Atlético-MG

    Aos 10 minutos do 2° tempo o 3° gol, segundo de Jemerson, que novamente subiu mais que os marcadores e colocou a bola na rede. Oswaldo novamente demorou muito a mexer, ia tirar Alan Patrick e acabou por tirar Cirino, que pediu pra sair, para colocar Ederson. O time já cansado e sentindo o peso da derrota continuou com seu domínio pouco produtivo, Guerrero que vinha de muito tempo parado estava sem ritmo e também não recebeu muitas bolas, Victor não trabalhou tanto quanto Paulo Victor e a consequência da exposição rubro-negra e da letalidade do Galo foi um golaço, com um drible humilhante no Pará, para encerrar o jogo, já que logo depois Oswaldo colocou Almir no lugar de Alan Patrick e isso diz tudo.

    É normal que na história um clube se torne freguês de outro por um período de tempo, mas o Flamengo não simplesmente perde para o Atlético-MG, o Urubu tem caído de quatro e sendo destroçado pelo Galo. Hoje, o Atlético-MG jogou com inteligência, eficiência e ainda contou com a falha generalizada na defesa do Flamengo, vitória com méritos, indiscutível.

    Por fim, vou lembrar do texto que escrevi antes do jogo contra o Coritiba, os números mostravam alta eficiência na defesa, que além de ser protegida fixamente contava com rápida recomposição de TODOS (lembram-se do Sheik vindo tirar bola na linha de fundo do Flamengo?), duas linhas de 4 bem postas e Márcio Araújo ou Jonas na proteção. Além disso, havia alta eficiência no ataque com o time colocando 3 ou 4 dentro da área para receber as bolas, com direito a meia aparecendo de trás pra finalizar, algo que Alan Patrick não tem feito. O esquema era o 4-3-3 com dois atacantes abertos, o que dava mais consistência ao meio, algo que nem de perto se viu nos últimos jogos.

    Saudações Rubro-Negras

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.

    LEIA MAIS FUTEBOL

     

    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

    ATUAÇÕES: Primeiro tempo G4, segundo tempo Z4; NOTAS de Atlético-MG 4 x 1 Flamengo

    Com retorno praticamente garantido, Guerrero duela com Lucas Pratto no Independência

    Ensina-me a torcer!

    Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

    Sandro Meira Ricci: arbitragem polêmica à vista

    Vivendo o Flamengo pela primeira vez em um estádio

     

     

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

  • ATUAÇÕES: Primeiro tempo G4, segundo tempo Z4; NOTAS de Atlético-MG 4 x 1 Flamengo



    HESLEY MENEZES | Twitter @_hesleymenezes

    Time jogou bem no 1T. Depois de levar o 3º gol na etapa final, não teve forças pra reagir. Foto Flamengo

    Paulo Victor: Fez as defesas que pôde fazer pra evitar o pior. Nas bolas que passaram por sua meta, todas indefensáveis. NOTA 5.

    Pará: Até tentou produzir ofensivamente, porém não foi muito feliz. Defensivamente, a mesma disposição de sempre. Não teve culpa nos gols.  NOTA 4.

    Marcelo: Partida ao seu nível. Nos combates 1 contra 1, foi vencido por muitas vezes, tanto pelo chão, como pelo alto. Ainda abriu o placar… para o galo. Mais um gol contra na conta do Marcelo. NOTA 1.

    Samir: Era o jogador responsável pela marcação do Jemerson. O zagueiro atleticano saiu com 2 gols de cabeça do jogo. Vinha numa crescente, mas hoje foi péssimo. NOTA 1.

    Everton:  Fez boa partida na lateral. Por não ser efetivamente da posição, espera-se que seu lado seja mais exposto. Mas o flanco esquerdo, assim como o direito, não o problema do Flamengo nesta partida. NOTA 4.

    Márcio Araújo: Fez boas coberturas, e não comprometeu durante o jogo. Mas é muito improdutivo no ataque. No jogo de posse de bola que O Flamengo se propõe a fazer, é preciso que todos os jogadores tenham afinidade com a bola. Na marcação, não há dúvidas da boa fase do nosso camisa 8. Mas com a posse de bola, dificilmente sairá algo de seus pés. NOTA 4.

    Canteros: Fez um primeiro tempo excelente. Com muitas roubadas de bola e uma assistência perfeita. Caiu de rendimento no 2° tempo assim como toda a equipe. NOTA 6.

    Alan Patrick: Partida pra esquecer daquele que vinha sendo nosso maestro em campo. Além de perder o pênalti que abriria o placar a nosso favor, fez um primeiro tempo muito ruim. Segurou muito a bola, e errou passes bobos dando a possibilidade de contra ataque para o Galo. Nada fez nos minutos que atuou no 2° tempo. De qualquer forma nunca se ausenta e é o comandante das ações de armação do Flamengo sempre, e isso deve ser levado em conta. NOTA 5.

    Paulinho: Assim como Canteros, fez um primeiro tempo excelente. Além de fazer mais um gol no campeonato, enfiou duas bolas lindas para Marcelo Cirino. Uma delas resultou em pênalti. Buscou o jogo o tempo todo, e trabalhou bem a bola no ataque. Foi o melhor do Flamengo hoje. NOTA 7.

    Cirino: Teve a chance de voltar a ser titular com a saída de Jorge do time, e não foi mal. Sofreu o pênalti que poderia mudar a cara do jogo. Fez boas penetrações na defesa atleticana. NOTA 6.

    Ederson:  Não fez bom jogo. Mas sua entrega pra tentar dar o seu melhor e ajudar o time é incrível. Ele disputa todas as bolas, vai pra cima, arrisca. E quando a tarde não é das melhores, arriscar já tá valendo. NOTA 5,5.

    Guerrero: Muito se esperava sobre a volta do atacante peruano. Depois da péssima apresentação em Brasília, a torcida depositava as esperanças no camisa 9 do Mengão para recuperar os pontos perdidos no meio de semana, justamente contra o vice líder do campeonato. É verdade que a bola não chegou tanto, mas mesmo voltando de lesão, ele podia apresentar mais. NOTA 5.

    Kayke: Entrou faltando poucos minutos para o fim da partida. SEM NOTA.

    Almir: Até entrou bem e arriscou alguns lances. Driblou, chutou a gol, tentou algo. NOTA 5.

    Oswaldo de Oliveira:  Depois de 6 vitórias seguidas, infelizmente vieram 2 derrotas em sequência. A de hoje, normal. Perdemos para o 2° colocado do campeonato na casa deles. O time como um todo fez um bom primeiro tempo, jogando até melhor que o Galo. Mas fomos para o vestiário com o placar adverso em duas falhas dos dois zagueiros e com um pênalti perdido: Marcelo fez contra e Samir deixou Jemerson subir com facilidade para desempatar o jogo e Alan Patrick perdeu o penal. Voltamos no mesmo ritmo para o segundo tempo, mas novamente em jogada de bola parada tomamos o 3° gol. O time sentiu e não conseguiu mais desenvolver um bom futebol. NOTA 5.

     

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.

     

    LEIA MAIS FUTEBOL

    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

    Com retorno praticamente garantido, Guerrero duela com Lucas Pratto no Independência

    Ensina-me a torcer!

    Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

    Sandro Meira Ricci: arbitragem polêmica à vista

    Vivendo o Flamengo pela primeira vez em um estádio

    A Federação mandou iniciar a partida: uma ofensa ao clube, e sobretudo às mulheres

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

  • Com retorno praticamente garantido, Guerrero duela com Lucas Pratto no Independência


    RAONY FURTADO | Twitter @UrubuMatuto

    O Flamengo volta a campo hoje às 16h, horário de Brasília, pela 27ª rodada do Brasileirão, tentando retornar ao G4. Após derrota para o Coritiba na última quinta-feira, 17/09, o Rubro-Negro, vai ao Independência precisando vencer o Atlético Mineiro — o duelo tem grande importância, já que o Galo briga diretamente com o Mengão por uma vaga no grupo de acesso para a Libertadores 2016.

    Além do confronto direto, uma derrota significa ficar distante do pelotão que integra os times que buscam vaga na Libertadores: Com a vitória sobre o Grêmio ontem, o Palmeiras abriu 3 pontos de vantagem (44) e o São Paulo, atualmente em 5º na tabela e uma posição acima da nossa, com 42 pontos, enfrenta o Avaí na Ressacada podendo chegar aos 45. O Flamengo chega ao jogo na 6º colocação.

    A boa notícia é o retorno de Paolo Guerrero ao time, o atacante peruano vem de lesão no tornozelo direito. Curado, disse estar bastante motivado e que só pensa em jogar. “Estou com muita fome de voltar ao time. A saudade já está batendo. Saudade de entrar no campo, ter esta adrenalina de ir a jogo com meus companheiros, de ter esta alegria de jogar. E do mais importante, que é conquistar três pontos para o time. Todas estas coisas passaram pela minha cabeça, batia esta saudade. Felizmente, estou treinando com o grupo e à disposição do Oswaldo”, afirmou em entrevista ao site oficial do Flamengo.

    Pratto é a arma mineira e a dupla Marcelo e Samir será responsável por neutralizá-la.

    Após atividade tática com parte do elenco na véspera do jogo, o técnico Oswaldo de Oliveira concedeu entrevista coletiva. Entre as declarações, o técnico do Mais Querido disse que é preciso “sacudir a poeira”. “Claro que ninguém vai dar gargalhada quando perde, fica todo mundo triste. Mas isso é uma convivência que temos que ter. O resultado do jogo não pode nos prejudicar para o próximo. Agora é sacudir a poeira e partir para o próximo adversário.”

    Oswaldo não deve promover muitas mudanças em relação ao time que jogou contra o Coritiba, além da prevista entrada do zagueiro Marcelo no lugar do suspenso César Martins, já que o capitão Wallace ainda não se recuperou de lesão e o retorno de Guerrero na vaga de Kayke. Com isso, a provável escalação deve ser: Paulo Victor, Pará, Marcelo, Samir, Jorge; Márcio Araújo, Canteros, Alan Patrick, Everton; Paulinho e Guerrero. O lateral Jorge, após indisposição, não treinou ontem mas não deve deixar de atuar.

    O Flamengo vai com tudo pra buscar mais um triunfo fora de casa e encostar mais ainda no grupo de cima do Brasileirão.

    O confronto é interessante por marcar o duelo entre Paolo Guerrero e Lucas Pratto. Os dois ainda não se enfrentaram neste Brasileiro e são considerados os melhores goleadores da competição. O argentino foi responsável pelo gol que sacramentou a dura derrota do Flamengo na 8ª rodada, quando Samir “abriu o placar” pro time mineiro. É a hora perfeita do peruano voltar a brilhar, após longo tempo longe dos gramados, e justamente quando o Flamengo mais precisa recuperar sua auto-estima após o baque em Brasília.

     

    FICHA TÉCNICA

    ATLÉTICO-MG X FLAMENGO

    Local: Estádio Independência, Belo Horizonte – MG

    Horário: 16:00

    Arbitragem: Sandro Meira Ricci – FIFA (SC)

    Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho – FIFA (SP)

    Marcelo Carvalho Van Gasse – FIFA (SP)

    Prováveis escalações

    Flamengo: Paulo Victor, Pará, Marcelo, Samir e Jorge (Everton); Márcio Araújo, Canteros e Alan Patrick; Everton (Ederson), Paulinho e Guerrero.

    Atletico-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca e Dátolo; Luan, Thiago Ribeiro e Pratto.

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.

     

    LEIA MAIS FUTEBOL

     

    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

    Ensina-me a torcer!

    Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

    Sandro Meira Ricci: arbitragem polêmica à vista

    Vivendo o Flamengo pela primeira vez em um estádio

    A Federação mandou iniciar a partida: uma ofensa ao clube, e sobretudo às mulheres

    A fábula do menino que xingava

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

  • Fla se reforça em busca de um melhor desempenho na LDB

     


    Luiza Sá | Twitter @luizasaribeiro

    O desempenho do Flamengo na Liga de Desenvolvimento de Basquete nas duas primeiras etapas da fase classificatória foi bastante abaixo do esperado, como já publicamos aqui no Mundo Bola. A equipe rubro-negra venceu apenas dois jogos de onze disputados.

    Neste sábado se encerrou a terceira e última fase classificatória. Depois de quatro partidas, o sub-22 não conseguiu aumentar o número de vitórias. As derrotas foram para o Paulistano (74 a 66), Internacional de Regatas (78 a 64), Pinheiros (79 a 67) e Palmeiras (57 a 50). Em três jogos decididos apenas no último quarto – Paulistano, Pinheiros e Palmeiras – e um onde a equipe foi dominada do início ao fim – Inter –, o time carioca encerrou sua participação no LDB 2015.

    Antes do início dessa etapa o FlaBasquete acertou com mais três jogadores para sua categoria de base. Pedro Abbade, João Felipe e Gabriel dos Santos disputaram essa fase e têm contrato até o final deste ano. Pedro chegou a atuar na fase anterior da competição.

    “A expectativa é boa para a chegada deles. Melhora a qualidade do time, apesar de ainda não termos conseguido repor duas peças importantes da equipe que perdemos, na posição de pivô. O Gigante foi para os Estados Unidos e o Miguel quebrou o dedo, os dois fazem muita falta e muita diferença no jogo por serem bastante altos. Em compensação, ganhamos boas peças. João Felipe e Gabriel entrarão nesta próxima etapa da LDB, e na última fase já ganhamos o Pedro. Ainda temos atletas que servem à Seleção Brasileira no Sul-americano sub-17 e também nos fazem falta”, analisou Rodrigo Silva, treinador do sub-22.

    O vice-presidente dos esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa, afirmou que a prioridade era a formação de atletas, e não necessariamente a conquista de mais títulos. É importante frisar que a base rubro-negra está sofrendo uma reformulação importante. O Mais Querido, em quatro edições, é o maior vencedor do LDB, com duas conquistas (2011/12 e 2013/14), um vice-campeonato (2014/15) e um terceiro lugar (2012/13).

    O Flamengo ocupa a 18ª posição na tabela restando 8 jogos.

    REGULAMENTO DA FASE CLASSIFICATÓRIA
    As 24 equipes formarão um grupo único (A) e se enfrentarão todas contra todas apenas uma vez, totalizando 23 partidas disputadas por equipe. Os jogos serão disputados em forma de sediamento, levando-se em conta a logística da competição. Ao término da Fase de Classificação as equipes que obtiverem do 1º ao 8º lugar estarão classificadas para a Fase Final.

     

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.

     

    LEIA MAIS BASQUETE

     

    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

    Ensina-me a torcer!

    Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

    Sandro Meira Ricci: arbitragem polêmica à vista

    Vivendo o Flamengo pela primeira vez em um estádio

    A Federação mandou iniciar a partida: uma ofensa ao clube, e sobretudo às mulheres

    A fábula do menino que xingava

     

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

  • Ensina-me a torcer!

     


    RICARDO MARTINS | Twitter @Rick_Martins_BH

    Eu aprendi a torcer pelo Flamengo. Obviamente que após a década de 80 essa tarefa pareceu mais fácil. Ledo engano! Não se aprende a torcer apenas nas vitórias e conquistas. O torcedor de verdade é colocado à prova nos momentos mais difíceis.

    No final da década de 70 O Flamengo teve decepções que poderiam ter colocado tudo a perder nos anos vindouros. Além dos desencontros que custaram o título Carioca de 1977, uma derrota em particular freiou nossa expectativas de conquistar o primeiro Campeonato Brasileiro, quando perdemos de 4×1 para o Palmeiras em pleno Maracanã:

    Volta e meia eu me recordo desse jogo, pois eu estava no estádio. Lembro que fiquei tão atordoado que até perdi a conta de quantos gols levamos naquele dia. Tanto que até hoje eu pensava que 5×1 era o placar da partida. Pior, eu saí com um colega argentino que me acompanhara e fomos caminhando meio que sem rumo. Eu agitava uma bandeira do Flamengo e era xingado por alguns que passavam de carro. Andei tanto sem pensar, que quando vi eu já estava na Central do Brasil, onde peguei um ônibus para casa.

    Essa talvez tenha sido a pior derrota que presenciei, mas ela está longe de ser o maior vexame ocorrido com o Flamengo. Bem recentemente sofremos uma goleada histórica de 4×1 para o Madureira, mas que também não foi mais dolorosa do que a ocorrida em 2004 para o Santo André, na final da Copa do Brasil.

    Não obstante os vexames que culminaram em derrotas marcantes, o Flamengo acumula um conjunto de vitórias e conquistas bem mais representativas. Eu tive o privilégio de ser contemporâneo ao período mais rico em termos de jornadas bem sucedidas, mas nenhuma delas foi fácil. Até por que essa palavra não existe no vocabulário rubro-negro.

    A derrota para o Coritiba na quinta-feira já integra o passado, apesar de ainda repercutir no presente campeonato. O principal aprendizado que tive diante dela é que talvez eu ainda não saiba torcer, embora pensasse justamente o contrário.

    Talvez eu esteja errado ao torcer pelo Flamengo. Ao que percebi, o verdadeiro tem que exigir que o time vença sempre. Empates ou derrotas são permitidos apenas aos adversários. E se o treinador escalar alguém que não preencha os requisitos de jogador para o Flamengo, o contrato de sempre torcer poderá ser descumprido e a Magnética poderá passar a ser contra, com direito a gritos de olé.

    Interessante é que acabei de me recordar que lá nos anos 70 e 80 ir ao Maracanã era obrigação de todo torcedor rubro-negro. Quem não fosse era logo taxado de “torcedor de radinho de pilha”. Hoje é pior ainda. Com o encolhimento dos estádios, o sócio-torcedor virou um consumidor. Então as categorias de torcedores são novas e diversas. Daí surge esse debate de que o torcedor do Rio de Janeiro é diferente do de Brasília, do Nordeste, do mundo…

    Nesse novo cenário categorizado de torcedores eu admito que necessito aprender a torcer. Afinal, eu não torci contra o Flamengo nem quando Bruno (que atualmente encontra-se encarcerado) foi contratado para assumir a titularidade do gol do Flamengo. Eu não torci contra o Flamengo quando tinha elenco muito inferior ao atual e que, por muitas vezes obteve conquistas surpreendentes, apesar das limitações do time nas ocasiões.

     

    “Quem não fosse ao Maracanã era taxada torcedor de radinho de pilha”.

     

    Talvez eu esteja errado por torcer pelo Flamengo com Diego, Marcelo Lomba ou César no gol. Eu sempre confiei e acreditei neles, mesmo que outros desconfiassem. Por favor, me perdoem, eu não sabia que torcer era uma atitude opcional. Eu sempre torci incondicionalmente.

    E contra o Coxa eu devo ter errado novamente. Torci para o Flamengo vencer a sétima partida consecutiva. E logo para o time comandado por Oswaldo de Oliveira, do qual eu não tinha boas recordações de sua passagem em 2003, e pouco acreditava em seu atual momento. Mesmo assim torci para ele, que vem tendo um desempenho brilhante.

    E por respeitar o trabalho atual, e por coerência (pois eu apoio qualquer treinador que leve o Flamengo a conquistas pontuais e holísticas), eu esperava que Oswaldo pudesse nos trazer mais uma vitória. Talvez por isso eu tenha acreditado em sua escalação e em suas substituições.

    Por não dominar o regulamento do torcedor moderno, eu acreditei nas alterações que Oswaldo fez para tentar reverter o jogo. Eu tenho algumas convicções. Eu tenho opinião. Eu quero ver determinados jogadores em campo. O Jajá é um deles. Mas isso não quer dizer que eu vá torcer apenas quando ele for escalado. Por isso que ao ver Almir na beira de campo eu torci piamente para que ele entrasse e fizesse a partida da vida dele. Desculpem-me se errei mais uma vez. Parece que o comportamento correto era o de apostar que o treinador que o vê todos os dias estava totalmente equivocado.

    Há jogadores que sequer são avaliados pelo que fazem. Sorte que existem alguns que são iguais ao Pará. Duramente criticado, vaiado, mas ele insiste em ser regular, raçudo e comprometido o tempo todo. Pena que eu tenha sempre torcido para ele acertar. Afinal, o manual do torcedor moderno parece indicar um roteiro que tem que levar o atleta de vilão a herói, para receber uma espécie de autorização para não ser mais vaiado e criticado.

    Enquanto aguardo instruções para saber como torcer, eu vou torcendo da forma que aprendi. Nesse domingo torcerei para vencermos o Atlético Mineiro. Só que torcer é uma vontade, torcer é fé. O resultado de cada partida é o empirismo que nos leva ao choque de realidade. E só existem três resultados possíveis. Eu, velho torcedor, démodé, venho aceitando todos ao longo da minha vida rubro-negra. Se alguém acha que estou errado, por gentileza, ensina-me a torcer…

     

    Cordiais Saudações Rubro-Negras!

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.

     

    LEIA MAIS O BLOG MULAMBEIROS

     

    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

     

    Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

    Sandro Meira Ricci: arbitragem polêmica à vista

    Vivendo o Flamengo pela primeira vez em um estádio

    A Federação mandou iniciar a partida: uma ofensa ao clube, e sobretudo às mulheres

    A fábula do menino que xingava

    Eu não sou carioca, mas o Flamengo é – Só me odeie depois de ler

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

  • Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

    Marcado por um clima amistoso entre todas as chapas, o dia eleitoral na Gávea foi tranquilo. A quantidade de apoiadores de cada chapa se equivaleram, sem parecer que houvesse flagrante superioridade para uma chapa específica. A Chapa Azul contou com a vinda do Eduardo Bandeira de Mello e dos VP´s Rafael Strauch, Pedro Iootty, José Sabino, Gelson Biscotto e Pedro Almeida, além de membros do SóFLA e da FAT, grupos que acordaram apoiar a candidatura do Eduardo Bandeira.

    A Chapa Verde veio representada por Wallim Vasconcellos e Rodolfo Landim, conversando, distribuindo adesivos da campanha e tirando fotos. Mais tarde chegaram Bap e Gustavo Oliveira. Vários associados que os apoiam estiveram presentes.

    Pela Chapa Branca, Cacau Cotta circulava pela Gávea, conversando com todos. Vários membros do Grupo União Rubro Negra compareceram, além dos membros do Conselho Fiscal, do grupo Fla-Tradição, José Pires e Marcelo Vargas.

    Vários fotos foram tiradas, hino do Flamengo cantado, dia de calor forte porém de temperatura amena política. É hora de mostrar força e que tem apoio. À medida que a eleição for chegando mais pessoas comparecerão. É hora de democracia.

    [metaslider id=10883]

    Siga o Mundo Bola no Twitter e Instagram: @Mundo Bola_CRF.
    Apoie a mídia rubro-negra independente! Contribua em catarse.me/Mundo Bola.

  • Sandro Meira Ricci: arbitragem polêmica à vista


    Valdemir Henrique | Twitter @netobygu

    O jogo entre Atlético MG x Flamengo, válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, contará com a arbitragem de Sandro Meira Ricci – SC (FIFA) – e os auxiliares Emerson Augusto de Carvalho – SP (FIFA) – e Marcelo Carvalho Van Gasse – SP (FIFA).

    Nos últimos 9 jogos, Ricci aplicou nada mais nada menos que 58 cartões, sendo 53 amarelos e 5 vermelhos. Criticado pela falta de critério, ele costuma ser o protagonista das partidas em que atua, invertendo faltas e distribuindo cartões indiscriminadamente para controlar o jogo do ponto de vista disciplinar.

    O juiz mineiro atuou no Fla x Flu, ainda no primeiro turno. Naquela oportunidade logo aos 6 minutos de jogo ele marcou um pênalti inexistente a favor do time tricolor, posteriormente, começou a distribuir cartões amarelos para os jogadores rubro-negros numa tentativa coibir as reclamações.

    Um fato curioso é que apesar de tantos erros e críticas ele continua sendo escalado com frequência para jogos importantes dentro e fora do Brasil.

    Sem critério!

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz a toda diferença.

     

     


    Valdemir Henrique é colaborar do Mundo Bola, escreve sobre arbitragem no pré-jogo do Mundo Bola Informação. E é colunista no Blog Vivendo o Flamengo.

    “Sou off-Rio apaixonado pelo Mengão!!”.


    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

    A Federação mandou iniciar a partida: uma ofensa ao clube, e sobretudo às mulheres

    A fábula do menino que xingava

    Eu não sou carioca, mas o Flamengo é – Só me odeie depois de ler

    A Nação só é nacional quando convém

    O dia em que tudo deu errado

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

  • Vivendo o Flamengo pela primeira vez em um estádio


    Valdemir Henrique | Twitter @netobygu

    Desde que recebi esse espaço abordei diversos temas, falei sobre muita coisa, mas esse post faz jus ao nome deste espaço no fla.mundobola.com. Poucas coisas na vida são tão marcantes quanto ir pela primeira vez num estádio para ver o Mengão. É uma emoção inigualável…

    No jogo desta quinta-feira (17) pude realizar esse sonho. O cenário não podia ser melhor: Flamengo embalado, Mané Garrincha lotado e muita expectativa. O resultado foi ruim, a arbitragem e o desempenho do time foram piores ainda, mas nada capaz de estragar essa experiência incrível.

    Alguns leitores cariocas (ou que moram no Rio de Janeiro) devem estar se perguntando:

    — Como assim? O time joga mal, perde, e o cara ainda sai feliz?

    Eu explico, caros leitos. Somos uma Nação com mais de 40 milhões de súditos. Devido nossa dimensão continental, pouquíssimos de nós terão a oportunidade de ver o Mais Querido in loco.

    A Nação off-Rio vive quase um amor platônico, acompanhando tudo sobre sua paixão à distância. Infelizmente a maioria nunca verá um jogo no estádio, entretanto, essa dura realidade não os faz desanimar, pelo contrário, só fortalece o incondicional amor. Sempre sonhamos ver o Flamengo em campo, porém, do sonho à realidade vai existe um percurso enorme. Muitas vezes, problemas financeiros e dificuldades da vida cotidiana impedem o rubro-negro, e a única saída para ver o time jogar é a televisão.

    Voltando ao meu caso, quando recebi a notícia de que havia ganhado um ingresso senti um misto de perplexidade e ansiedade. Foi uma baita surpresa! Eu nem imaginava ir ao jogo. Além de não ter condições de comprar o ingresso, possuo problemas físicos que restringem minha locomoção, e todos sabem que a acessibilidade é um grande problema em qualquer cidade brasileira.

    Eu ali segurando o celular e o meu primo Lucas Marques, que me ajudou! Que felicidade!

    Passado o susto, com o ingresso e a carona até o estádio garantida, me restava apenas aguardar o grande dia. Foi a semana mais longa da minha vida, parecia uma eternidade.

    As belas vitórias rubro-negras só aumentaram a expectativa; até que finalmente chegou o grande dia… Quando desci do carro e ouvi o som da torcida meu coração foi a mil, era um turbilhão de emoções indescritíveis.

    Fiquei impressionado com a grandiosidade do estádio e com toda a movimentação da Nação, mas quando a bola rolou o ar contemplativo saiu de cena dando lugar ao torcedor apaixonado. Cantei, apoiei e também xinguei.

    A vitória ficou para uma próxima vez — um mero detalhe comparado a tudo o que tinha vivido naquela noite. Ficou a recordação e uma imensa gratidão aos amigos Diogo Almeida (@DidaZico), ao Leonardo Buarque (@BuarqueLeo) e a todo o pessoal da Embaixada Fla Brasília. Graças a essa galera bacana meu sonho virou realidade.

     

    Mas e você leitor, como foi seu primeiro jogo num estádio? Qual o seu maior sonho como Rubro-Negro?

    Comente no meu Twitter ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz a toda diferença.

     

    Saudações Rubro-Negras!

    Mengão sempre!

     


    Valdemir Henrique é colaborar do Mundo Bola, escreve sobre arbitragem no pré-jogo do Mundo Bola Informação. E é colunista no Blog Vivendo o Flamengo.

    “Sou off-Rio apaixonado pelo Mengão!!”.


     

     

    ÚLTIMAS DO Mundo Bola

    Sábado quente no Rio e clima eleitoral ameno na Gávea

    A Federação mandou iniciar a partida: uma ofensa ao clube, e sobretudo às mulheres

    A fábula do menino que xingava

    Eu não sou carioca, mas o Flamengo é – Só me odeie depois de ler

    A Nação só é nacional quando convém

     

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER