Pra quem me acompanha, não é novidade nenhuma minha idolatria pelo Zico. Eu votaria nele até pra presidente do Brasil.
Acho ele tão exemplar que, se fosse meu amigo, eu diria pra desistir de se candidatar à presidência da FIFA. Vai ser a maior dor de cabeça que ele vai ter comprado.
Mas eu não sou amigo dele (infelizmente). E mesmo assim, duvido que ele mudasse de ideia. Poucas pessoas no mundo têm uma imagem tão limpa. Só lembro de duas vezes que alguém o acusou.
A sonegação de impostos, na Itália, na qual foi absolvido e ainda mostrou que pagou mais que um cidadão comum.
Assinei um contrato de uso de imagem no Brasil e, na Itália, o presidente da Udinese acertou um outro contrato de publicidade. Seria preciso uma autorização da receita federal italiana para que eu pudesse fazer publicidade na Itália. Respeitei isso e cumpri meu outro contrato. Mas aí os agentes da receita entraram com uma ação contra mim e tive que apelar. Mostrei, então, o contrato que tinha assinado no Brasil, que respeitava as leis brasileiras, e provei que pagava impostos corretamente. O engraçado é que acabei pagando mais impostos do que um cidadão de Udine normalmente pagava. Paguei algo próximo de US$500 000 e fui processado por sonegação devido a um erro contratual. Apelei e fui totalmente absolvido. Era totalmente legal e não fiz nada para evitar pagar meus impostos. Só que a imprensa não mencionava isso. (Zico)
E naquela acusação absurda do conselho fiscal quando o Zico era diretor no Flamengo. Nem provas eles tinham e, no final, quem o acusava ainda teve que desmentir e jogar a culpa na imprensa.
Sendo assim, Zico mantém seu histórico perfeitamente limpo e seu caráter acima de qualquer suspeita.
Com isso tudo, a única conclusão que eu consigo chegar é que o Zico é mais importante para a FIFA que a entidade é para o nosso ídolo.
Com a entidade máxima do futebol atolada em denúncias de corrupção, um nome acima de qualquer suspeita seria a melhor solução para uma reviravolta completa. Patrocinadores já estão ameaçando romper contratos com a Federação. A FIFA precisa de um nome forte e honesto.
Podem até questionar a capacidade administrativa do Zico. Sobre isso eu não posso opinar por não entender a fundo. Mas quem é exemplo? Havelange? Blatter? Ricardo Teixeira? Assim como na política brasileira a honestidade deixou de ser uma obrigação, virou diferencial.
A CBF, fica em cima do muro. Prometeu apoiar o Zico caso ele consiga o apoio de outras quatro federações nacionais. No fundo, devem estar rezando pro Galinho não conseguir o apoio que foi imposto pela Confederação para chancelar a candidatura, mas a nossa Confederação deveria ser a primeira. A CBF também está no meio de vários escândalos, e seria uma grande demonstração de apoio a um nome de peso, que se propõe a mudar o que está errado. Sem o apoio nacional, fica complicado o Zico conseguir apoio no exterior. Claro que os outros dirigentes se questionam por que ele não é apoiado logo pelo Brasil.
Que a CBF tenha coragem de assumir logo um posicionamento forte em direção a mudança que o futebol precisa. Daqui a pouco é a Seleção Brasileira quem começa a perder patrocinadores. Melhor mudar a imagem antes de ter que correr do prejuízo.
Luiz Filipe Machado escreve no Blog CRF & ETC, da plataforma Mundo Bola Blogs. As opiniões do autor não refletem necessariamente a opinião do Mundo Bola.
Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença!
Foi com surpresa que a torcida recebeu a notícia, vinda do próprio Zico, de que iria entrar na disputa para presidente da FIFA. No dia 3 de junho a jornalista Thayna Torres publicou matéria aqui no fla.mundobola.com sobre a possível candidatura de Zico. Em seu Facebook o nosso maior Ídolo perguntou “Por que não?”. Já fui Ministro dos Esportes. A Sandra e meus filhos me apoiam. Eu penso o futebol acima da política”.
A Nação teve certeza absoluta que a decisão estava tomada. A veia no pescoço estava inchada e o Zicão estava de volta a uma guerra. A pré-candidatura de Arthur Antunes Coimbra é uma realidade e está em amplo crescimento.
APOIO NAS REDES
Nas últimas semanas o Galo enviou cartas de intenção a dezenas de confederações, viajou para diversos países para conversar pessoalmente com os representantes locais e mídia em geral e chegou a se reunir em Lausanne, na Suíça, com o Presidente da Comissão de Reforma da FIFA François Carrard.
O perfil @ZicoFIFA no Twitter cresce em números de seguidores e a hashtag #ZicoFIFA está se espalhando de uma forma impressionante. No Facebook, o número de curtidas da página oficial da campanha também têm aumentado de uma forma impressionante e o o site oficial www.zicofifa.com apresenta os “10 Princípios” que nortearão a conduta do Galo à frente da FIFA. Muitos daqueles que foram tomados de surpresa e se perguntaram o por quê do Zico “se meter nessa politicagem” começam a entender o motivo do Galo.
Justamente a politicagem.
DICA
Leia as propostas da campanha. Entenda os motivos da candidatura do nosso maior jogador e, se depois disso, você encontrar argumentos que te façam apoiar essa pré-candidatura, compartilhe e converse sobre a questão com seus amigos. Jogue no time do Zico.
Diogo Almeida é editor do Mundo Bola. Escreve no Mundo Bola Informação e no Blog Cultura Rubro Negra.
Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença!
ÚLTIMAS DO Mundo Bola
“Torcida do FLAMENGO, o MAIOR movimento cultural do país. MILHÕES de Rubro-Negros que formam no Brasil e no MUNDO a MAIOR torcida esportiva do Planeta Terra.”
(Gabriel Skrilatt)
Hoje o Blog Urubu Matuto cede seu humilde espaço no fla.mundobola.com para uma história digna do Hexa. Boa leitura!
Rubro Negro desde pequeno, minha paixão pelo Flamengo foi crescendo junto comigo, a cada jogo, a cada campeonato, a cada temporada, o amor pelo Mais Querido sempre aumentou e continua aumentando. Mesmo presenciando alguns dos momentos mais difíceis do clube, jamais condicionei a minha torcida, sempre fui um amante incondicional do Flamengo.
Apesar dessa paixão tão grande, nascido no Interior do Pernambuco, jamais havia cogitado a possibilidade de ver um jogo ao vivo, até que em 2009, já morando longe da família, vislumbrei em uma excursão a minha chance. Alguns amigos organizaram lotação de um ônibus para assistir o jogo entre Flamengo e Náutico na cidade de Recife-PE. Meus olhos brilharam só em receber aquela noticia. Seria um sacrifício? Sim, claro, mas não poderia perder essa oportunidade. Perderia uma aula na faculdade, gastaria o dinheiro que teria praticamente para o mês inteiro, deixaria namorada irritadíssima, chefe chateado no trabalho por ter que sair mais cedo… Entre outros motivos que facilmente impediriam alguns de concluir essa viagem, mas eu não.
Saímos em uma tarde de sexta-feira, em um ônibus lotado de flamenguistas, todos muito empolgados, ali começava a festa que duraria todo o fim de semana. Apesar da vontade de ficar acordado, o cansaço não permitiu e dormi a viagem quase completa e acordei já olhando pela janela do ônibus vendo todos aqueles prédios da capital pernambucana. Logo que paramos, todos desceram e admiraram a paisagem da praia e eu com meu manto sagrado inseparável fui procurar um local para fazer uma refeição, mas pela minha inexperiência e inocência de um jovem do interior fui alvejado por inúmeras palavras nada agradáveis por parte dos torcedores locais que passavam por mim, me xingavam de tanta coisa que alguns eu nem sabia o que significava. Com isso fui obrigado a tirar a camisa e esconder, recebendo o sol de uns 40 graus, rs.
Ao lado do mito do Hexa, Ronaldo Angelim / Arquivo Pessoal
Após voltar e comentar com o restante, ficamos mais precavidos e conseguimos driblar os perigos e chegar ao estádio em segurança. Dentro do palco do espetáculo, parecia uma criança com seus olhos brilhando ao ganhar um brinquedo novo, era tudo muito especial. Bruno, Ronaldo Reigelim, Álvaro, David Braz, Léo Moura, Zé Roberto, Airton, Petkovic, Toró, Willians e Adriano, esse era o time titular do Técnico Andrade naquele dia. Lembro-me de cada detalhe, ate mesmo da tradicional cornetada que disparei ao saber que entraríamos com três zagueiros. Tudo isso foi esquecido ao longo do jogo, quando jogamos bem do início ao fim, com dois gols dos gigantes Adriano e Pet, me levando ao ápice da alegria.
Voltei do estádio como se estivesse anestesiado, não prestava atenção em nada, só lembrava dos lances do jogo. Voltei pra casa com a certeza de que valeu a pena cada esforço feito para lá estar. Aquele jogo foi importante na caminhada para conquista do Hexa Campeonato e eu fiz parte daquilo. Desde aquele dia já fui alguns outros jogos do Flamengo, mas aquele foi inesquecível.
Texto escrito por Joaquim Jackson (Twitter: @jj_araripina)
Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença!
Raony Furtado escreve no Blog Urubu Matuto, da plataforma Mundo Bola Blogs e também é integrante da Equipe Mundo Bola Informação.
Leia outros textos do Blog Urubu Matuto.
ÚLTIMAS DO Mundo Bola
Há 39 anos o Flamengo venceu a Seleção Brasileira e chorou por Geraldo Assoviador
Encantado com a torcida, Robinson diz que Fla pode voltar a vencer tudo
Um dia na imprensa do Maracanã
NBA aproveita sucesso do Flamengo para alavancar sua liga no Brasil
Lulucast 2.0 #38 – Flamília Reunida!
EDITORIAL: OS 5 PRINCÍPIOS DO Mundo Bola NAS ELEIÇÕES DO FLAMENGO
Jason Robinson fez seus dois primeiros jogos com a camisa do Flamengo nos amistosos da equipe rubro-negra contra o UniCEUB/BRB/Brasília, que aconteceram domingo (4) e segunda-feira (5) na Gávea. O americano falou sobre seu desempenho, a diferença entre Brasil e Europa, sua adaptação, o NBA Global Games e, claro, a Nação Rubro-Negra.
O Orgulho da Nação saiu dessas duas partidas de preparação para o grande encontro com o Orlando Magic com uma vitória e uma derrota. Robinson analisou sua participação: “Pra mim não é tão importante quantos pontos marquei, ou algo assim, só me adaptar ao time. Descobrir as jogadas ofensivas, as defensivas estão bem, mas o mais importante é me adaptar aos jogadores e ao sistema aqui”.
“Eles acordam e vão dormir assim como nós, não é diferente.” | Foto Flamengo
Para o confronto contra o time da NBA, o atleta de 35 anos acredita que o entrosamento é o principal ponto a ser melhorado e também frisou que o resultado não é o mais importante, mas sim o nível de competitividade da equipe.
“Nossa química tem que melhorar. Temos alguns jogadores novos no time, então para mim é só a química. Uma vez que tivermos química, então todo o resto estará em seu lugar. Espero que sejamos competitivos, que mostremos para os nossos torcedores que seremos um time muito competitivo. A pré-temporada não consiste em vitórias ou derrotas, e sim sobre melhorar a cada dia. Ser competitivo com o Orlando Magic é isso que espero”, comentou.
O experiente ala-armador ainda fez questão de dizer que, por mais que estejam na liga de basquete mais importante do mundo, os jogadores de Orlando não são diferentes dos que vestem a camisa rubro-negra: “Joguei contra o Mario Hezonja ano passado, conheço o Victor Oladipo também. Esses caras são jogadores da NBA, são ótimos, mas são o mesmo que nós. Eles acordam e vão dormir assim como nós, não é diferente.”
Sobre a adaptação ao Brasil, Jason disse que Meyinsse está ajudando a conhecer a cidade, as pessoas e que já o apresentou até ao açaí. Com saudade de sua esposa – grávida de 7 semanas – e de sua filha, ele garante que não será problema para a adaptação e que elas estarão aqui no Rio já no próximo mês.
Com relação ao estilo de jogo, o americano, que atuou por sete anos na forte Liga Espanhola, afirmou que vai se adaptar: “Eu falei com alguns amigos que jogaram aqui e eles me disseram que é uma liga muito forte. Os jogadores aqui são bem duros na defesa e é muito físico. Então estou me adaptando a tudo. Só mais uma ou duas semanas e eu estarei bem, não estou preocupado, posso me adaptar a qualquer situação.”
Como já foi dito outras vezes, o desafio para o ano é continuar no topo e tentar fazer a temporada perfeita novamente. Para Robinson, é possível manter o nível: “não viria para cá se não achasse que temos a chance de ganhar. É algo que está faltando em minha carreira, ganhar todos os títulos, e isso é muito importante para mim. Então acho que temos uma boa chance de fazer isso, mas temos um longo caminho pela frente”.
Para completar – e como não poderia faltar – comentou ainda sobre o grande patrimônio do Flamengo, sua torcida. Jason foi ao jogo contra o Vasco e ficou impressionado com o que viu: “incrível. É uma atmosfera ótima, são um dos melhores torcedores do mundo, se não forem os melhores. Eu amei, estarei em todos os jogos que puder. Infelizmente eles perderam o primeiro jogo que fui, mas temos muitos outros, então serei muito sortudo por ser parte desse time.”
“Claro que tem a pressão (de ter essa torcida), porque você quer jogar bem pra todo mundo, mas não acho que é uma pressão ruim. Acho que isso nos ajudará a passar pelos momentos difíceis. Você tem bons momentos, mas também tem maus durante a temporada, e você precisa de torcedores assim para te ajudar a passar por esses momentos”, completou.
Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença!
Luiza Sá é estudante de jornalismo e escreve no Mundo Bola Informação.escreve no Mundo Bola Informação. Twitter: @luizasaribeiro
LEIA MAIS Mundo Bola INFORMAÇÃO
ÚLTIMAS DO Mundo Bola
Um dia na imprensa do Maracanã
NBA aproveita sucesso do Flamengo para alavancar sua liga no Brasil
Lulucast 2.0 #38 – Flamília Reunida!
No primeiro dos dois amistosos preparatórios, Fla perde para UniCEUB/BRB/Brasília na Gávea
Uma vitória inquietante
ATUAÇÕES: Ayrton faz golaço e Gabriel entra iluminado; NOTAS de Flamengo 2×0 Joinville
EDITORIAL: OS 5 PRINCÍPIOS DO Mundo Bola NAS ELEIÇÕES DO FLAMENGO
Graças ao portal Mundo Bola, que agora, finalmente, teve acesso justo e de direito ao Setor de Imprensa do Maracanã, experimentei algo único. Ser imprensa, pelo menos, por um dia. Sabe aquele setor lá em cima na Oeste, onde tem cabines de televisão, jornalistas, pessoal de rádio, cameras, meio ao lado e em cima das cadeiras cativas? Pois é. Eu fiquei por lá no jogo entre Flamengo e Vasco, no qual perdemos vergonhosamente de 2 a 1 para os vices.
Esperei meu amigo, Diogo Almeida (@DidaZico) o criador e editor desta fantástica iniciativa chamada Mundo Bola, um portal que reúne informações, opiniões, blogs e notícias de rubro-negros espalhados por todo país. A mídia independente fazendo sua história. Como colaborador de primeira ordem e colunista fui agraciado desta honra de acompanhá-lo nesta primeira ida do @Mundo Bola_CRF ao setor de imprensa do Maracanã.
Esperei por sua chegada em frente ao Portão 11 no qual entra imprensa, presidente, VP´s que vão ao camarote do Flamengo, convidados que ganham permissão de estacionar por lá, é um acesso de pessoas a pé (imprensa) e de carros. Enquanto esperava encontrei, para minha surpresa, o coordenador da TI do Flamengo, o Leonardo Tripoli. Ele informou que quando há jogos do Flamengo no Maracanã é voluntário para recepcionar VP´s, pessoal do STJD, e demais convidados que podem entrar pelo portão 11, por parte do Flamengo. Estavam lá tb representantes da ACERJ para recepcionar a imprensa que chegava de carro com permissão de estacionar e jornalistas que vinham a pé e queriam entrar no Maracanã.
Como era jogo contra o Vasco, vários vascaínos passavam pelo local. Estávamos perto do acesso de entrada desta torcida. Eventuais rubro-negros por ali. Alguns vascaínos passando bêbados, outros mexendo com rubro-negros que encontravam, mas na boa. Sem violência ou qualquer tipo de agressão verbal. Só zoeira mesmo, que faz parte e pessoalmente acho muito saudável. Como estava vestido com camisa verde, o que pode (desculpem!) não ter trazido sorte ao Flamengo, passavam por mim sem sequer notar minha presença.
E aí chega o Diogo! Conversamos mais um pouco com o simpático Leonardo, entramos em contato com o representante do Maracanã que iria liberar nossa presença e aguardamos. Depois de alguns minutos enfrentando um sol a pino, finalmente chega nosso contato com nossos crachás de acesso.
Só permitido acesso a Setor 1,2 e 3…
Bem, sou um “Apoio Imprensa”. Não sei bem o que é isto, mas se serve para cobrir o jogo, vamos nessa. Na entrada não resisti e registrei o momento único da entrada inaugural e merecida do Diogo Almeida como imprensa no Maracanã.
Diogo Almeida
O representante do Maracanã andava muito rápido, enquanto eu ao menos, deslumbrado, entrava pelo térreo e, em uma sala ampla, vislumbrei pessoas tirando fotos da Fla Refugiados, em que estava junto o presidente Eduardo Bandeira, pessoas circulando. Mas não podia perder o cara. Entrou no elevador e lá fomos com ele então para o quinto andar, que deve ser um destes setores do crachá. Não sei exatamente qual. Ao contrário do setor leste ou norte, a saída do elevador dá para um corredor pouco espaçoso. Não há lanchonete, nada. Mais ou menos como se saísse de um elevador de um, vá lá, hotel. O representante abriu uma porta descemos uma escadinha e voilá! Estávamos no setor de imprensa da arquibancada. Ele apontou e disse:”Senta ali pelo meio!”. Agradecemos e fomos lá, sentar pelo meio, seja lá onde era isto. Fomos andando. Um pouco acima de nós, as cabines de TV…SportV, ESPN…no nosso nível um monte de mesas brancas com duas cadeiras cada. Serve para os jornalistas apoiarem seus notebooks e embaixo da mesa, tem tomadas que servem para carregar seus equipamentos. Procuramos uma mesa que não tivesse uma camera atrapalhando nossa visão na frente e fomos sentar no tal “meio”, agora já extremista….logo abaixo da cabine do SportV, onde víamos Junior e Juninho.
Juninho e Junior da Sportv
Nem precisa dizer que eu, como um “jornalista” newbie, não levei nada, a não ser um bloquinho e caneta para anotar minhas observações como se tivesse sido descongelado da década de 90(?). Na minha imaginação sentia o ar de desprezo dos jornalistas ao redor, todos eles com notebooks digitando freneticamente, ao lado de celulares com telas grandes que usavam para se comunicar aparentemente com uma multidão, sei lá. Bem, peguei meu Motorola, de tela digamos, abaixo das 5 polegadas, para digitar também com a senha de wifi dada pelo ilustre representante anteriormente. Claro que não consegui. Tive que pedir “ajuda aos universitários”, o jornalista que estava ao meu lado digitando freneticamente em seu notebook. Ele me atendeu gentilmente, trabalha na FutRio, ou algo assim. Consegui me conectar mas vi logo que a conexão era nível time do Flamengo que veria logo mais em campo. Cheio de altos e baixos. Conectava e desconectava como uma onda senoidal.
A simpática Cris, do Fim de Jogo, estava, coincidentemente na mesa ao lado. Ela chegou logo depois. Conhece literalmente todo mundo. Disse que a melhor conexão era a da Claro. Bem, a minha da Oi nem “um pauzinho” dava no telefone… Ao lado dela duas jornalistas, todas com o indefectível notebook.
E a visão? Bem estávamos no alto. Me lembro que no Maracanã antigo as cabines de TV ficavam logo acima das cadeiras. Nesta colocou todo mundo afastado, com uma visão mais ampla mas menos detalhada (eu acho).
Visão do local: Notem as cabines em cima, e as tais mesas brancas embaixo. Campo afastado embaixo.
Bom que dali dava para observar bem a torcida do Flamengo e a do Vasco. A torcida do Flamengo muito animada até o início do segundo tempo. Depois se calou a partir do primeiro gol do Vasco.
E então? Como foi observar o jogo dali? Reconheço que foi difícil. Sou torcedor do Flamengo. Na primeira jogada bisonha do Paulinho comecei a gritar xingando. Aí me lembrei rápido onde estava e me calei. Mico…tsc tsc…”bem que aquele bloquinho não me enganou”, pensou um jornalista. Tentava me conter, mas para mim é muito difícil em um estádio. O juiz deixando o Vasco jogar MMA com o Flamengo sem punição e inventando um monte de faltas para os vices, estava difícil de aturar. E pior, do alto ali, do meio de campo (onde gosto mais de ficar no estádio), deu para perceber melhor a extrema precariedade tática do Samir. Como ele abandona a posição a todo momento deixando n buracos na defesa. É exasperador. Flamengo jogando espaçado, Paulinho aéreo em campo, Canteros com seu amigo imaginário, ambos não jogando nada. Assistir o jogo como jornalista é difícil. Olhava para o lado. Todos encarando como se fosse um trabalho (claro, não é?…). Sem emoção. Frios. Digitando freneticamente em seus notebooks enquanto eu tentava imaginar o que eles poderiam digitar tanto se olhavam mais para a tela que para o jogo…Em todo caso, certamente isto deve auxiliar e muito o trabalho deles. Na velocidade da internet a matéria deve ser postada em sequencia. Algumas horas depois já é notícia velha. Gutemberg não deve ter previsto isto com sua prensa de tipo móvel. Acredito que se o jogo pára, é hora de digitar o que tiver na cabeça. Devem agradecer demais um jogador se machucar e parar o jogo…
Intervalo…Diogo saiu dali e foi lá para dentro, fez uma social e depois voltou. Então fui eu, subi a escada, abri a porta e entrei de novo no tal corredor. Lá tinha banheiro (pelo menos) e um bebedouro. Só isto. Tomei vários copos d’água e trouxe outro monte para minha mesa branca. Bem, fica a dica para o jornalista de primeira viagem que for ao Maracanã. Leve mochila com água, tomada para celular, tomada para notebook, lanche, notebook, caneta e bloco (se notebook falhar, claro). Não esqueça destes itens. Passa-se fome lá e não dá para sair durante o jogo senão atrapalha o pessoal que trabalha vendo o jogo das cabines logo acima. Outra coisa, no tal corredor passa-se pelas portas abertas que dá acesso a estas cabines. Eles abrem no intervalo. Então vi diversas pessoas de imprensa, um perto da cabine do outro, interagindo entre si. Vi pessoal da Bradesco, ESPN, Globo…
Voltei logo no início do segundo tempo. Flamengo, nem preciso comentar. Apanhando do Vasco, do juiz e sumindo em campo. Lá de cima percebeu-se claramente que a jogada do primeiro gol do Vasco foi marcada falta por causa da má intenção do juiz. Bolca quicando por ali, lance normal, jogador do Vasco cai e juiz dá falta. Como ocorreu a partida toda. Vexatório este Vuaden.
Depois o tal penalti em um lance que, sabemos, juiz algum marcaria caso fosse para o Corinthians. Todos os comentaristas diriam também que “claro que não foi…bola na mão..não podia evitar o movimento”. Mas com a Geni do futebol brasileiro, tudo pode. É penalti, é falta, é para cartão. Tudo de ruim é válido.
Jogo acabou. Fim de desta. Hora de outra etapa para minha jornada. O fim de jogo. Coletivas e entrevistas. Emocionante. Embora triste com o resultado estava ansioso para ver como era.
Saímos de novo para o tal corredor. Bem, patos novos, nem sabíamos onde tínhamos que nos dirigir. Ficamos meio sem saber o que fazer até que Diogo, numa sacada esperta, resolveu seguir uns cameras. Entraram no elevador e fomos juntos. Primeiro andar. Novamente. Interessante.
Víamos jornalistas meio que se dividindo no amplo salão do primeiro andar. Uns indo por um lado, outros para outro. E nós ali, meio que em circulos tentando ver pelo movimento alheio o que fazer…Bem, vimos vários se dirigindo para uma única sala e um segurança conferindo permissão de acesso olhando o crachá. “Será que somos permitidos lá? Temos este “poder”?…debatemos entre nós. Como não quer nada, fomos entrando, segurança olhou e aproveitei e disse que era minha primeira vez ali e não sabia o que tinha acesso. Ele disse que podia ficar ali na área mista, tranquilamente, assim como acompanhar a coletiva dos técnicos. Olha só. Legal. Gostei deste crachá.
Bem, o que é “área mista”? Descobri que é uma área em que os jornalistas se posicionam para fazerem perguntas aos jogadores. Passa jogadores de um time de um lado e do outro time, do outro. No caso, os jogadores do Flamengo passavam pela direita (olhando de dentro para fora, que dava para o gramado). Encontrei lá meu amigo Yuri, que trabalha no clube e está sempre nestes jogos, ajeitando o painel de propaganda do Flamengo.
Yuri arrumando o painel
Como é o sistema? Os jogadores passam por este corredor atrás desta faixa azuis escritas “Maracanã”. Os jornalistas se posicionam do outro lado da faixa. O jogador que quiser dar entrevista vai para frente do painel. Os outros seguem por trás do painel, circulam pelo corredor, saem e vão para o ônibus. Quando o jogador sai do corredor é intocável. Não se pode entrevistá-lo, nada. Jornalistas já sabem disso.
Mas conversando com Yuri e mais um colega deles perguntei sobre a coletiva. Bem, ele explicou que, infelizmente, ela ocorre geralmente concomitante a saída dos jogadores. Enquanto os jogadores se arrumam no vestiário, alguns tomam banho e tal, o treinador vai para a sala ou auditório fazer a coletiva. Ou seja, você, jornalista, tem que optar, perde um pouco da saída dos jogadores ou acompanha a coletiva? Escolhi a segunda opção, saí então do salão da área mista e fui para o auditório onde Oswaldo Oliveira daria a coletiva. Não podia perder esta, certo? Como uma barata tonta procurando o tal auditório, acabei perguntando a um segurança que indicando o caminho explicou que no Maracanã, o mandante geralmente dá coletiva no auditório e o visitante numa sala menor. Andando um pouco, achei o auditório. No corredor que dá acesso a ele, vi muitos torcedores andando do lado de fora. Interessante. Pois bem, entrei. Salão amplo. E vazio.
Vista interna do auditório da coletiva do Oswaldo Oliveira
Esperei um pouco, com meu amigo Diogo. Poucos jornalistas. Um funcionário do Flamengo, jovem, ficava com um microfone sem fio nas mãos. Chega Eduardo Bandeira pelo palco, sai e senta solitário em uma cadeira na frente. Ninguém faz qualquer pergunta a ele. Jornalistas se sucedem em perguntas ao Oswaldo. Nada assim de muita originalidade. Nas perguntas e nas respostas. Particularmente me lembrei de uma resposta do Oswaldo que a partida foi decidida em detalhes, lances fortuitos de jogo, porque o Vasco não teria tido volume de jogo para ter ganho. Poderia ter sido empate ou o próprio Flamengo ter ganha. Bem, discordo. Enfim, não ia fazer qualquer pergunta. Queria só observar, mas reparei uma coisa. As pessoas que faziam as perguntas sequer levantavam a mão tipo “Eu aqui!”. Não, o rapaz ia entregando o microfone como se tivesse uma lista de quem ia perguntar. Auditório vazio (vide foto), era fácil de localizar. Talvez se você, jornalista, queira perguntar algo tem que dar seu nome para a tal lista antes. Em certo momento vi o rapaz apontando para um jornalista e fazendo um sinal que seria a última pergunta. E foi. Fred Luz, CEO do Flamengo, apareceu na beirada do palco. Eduardo Bandeira se levantou e subiu, saindo de vista e Oswaldo foi embora, educadamente.
Voltei correndo para a área mista, no caminho vendo que tinha uma lanchonete por ali (olha aí…). Olhei de relance para a sala onde rolava a coletiva com Jorginho, técnico do Vasco. Muita cheia. “Ao vencedor as batatas”, pensei. Chegando de novo na área mista encontrei com o simpático segurança Douglas, onipresente na Gávea e em vários eventos do Flamengo. Gabriel passou, falou com ele, Paulinho, Wallace, vários jogadores. Ele realmente parece bem querido. Explicou de novo como funcionava a área mista e quem podia perguntar. Passou o Marcelão da Massa, e com raiva do Samir, disse para ele que tinha que ter jogado…foi minha, digamos, contribuição no local…E eis que chega César Martins e se posiciona em frente ao display dos patrocinadores. Jornalistas correm para lá, filmar, fotografar e gravar.
César Martins
Cheguei perto, mas achei a voz do César Martins ininteligível. Não entendia nada que ele falava. Muito baixo e um tom meio monocórdio. Vi a “briga” dos jornalistas para posicionar o microfone e perguntar. Uma hora rolou uma troca de agressões entre dois jornalistas, um dele com raiva do outro o ter esbarrado.
Enquanto César Martins falava vi outros jogadores saindo de fininho por trás do painel.
Saída pela esquerda
O time do Flamengo saiu todo. Enquanto isto o Vasco ainda tinha jogador. Jogadores todos passando e dando entrevistas. Em frente e fora do painel. A vitória faz todo mundo ser comunicativo.
Vasco saindo. Jogadores dando entrevista…
Na saída tinha um salão com várias mesas e alguns jornalistas por lá. Bem, aparentemente eles fazem parte da matéria durante o jogo, da arquibancada e finalizam lá embaixo, neste salão, depois das entrevistas e coletivas. Pode ser também que haja jornalista que passe a matéria ali depois da coletiva e/ou entrevista e não do jogo. Enfim, algumas variáveis a considerar. Monte aí seu quebra-cabeça.
Bem, Me perdi um pouco para sair do local. Mas Diogo salvou com seu senso de localização. Saímos do Maracanã pelo mesmo portão 11. Triste com a vitória mas, confesso, maravilhado com esta experiência. Obrigado Diogo!
Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença!
Os conceitos emitidos nos textos do Blog Pedrada Rubro Negra são de inteira responsabilidade do autor. Não refletindo, obrigatoriamente, a opinião do fla.mundobola.com. Flávio H. Souza (Twitter: @PedradaRN) escreve no Mundo Bola Blogs e no Buteco do Flamengo.
OUTRAS COLUNAS DO BLOG PEDRADA RUBRO NEGRA
ÚLTIMAS DO Mundo Bola
NBA aproveita sucesso do Flamengo para alavancar sua liga no Brasil
Lulucast 2.0 #38 – Flamília Reunida!
No primeiro dos dois amistosos preparatórios, Fla perde para UniCEUB/BRB/Brasília na Gávea
Uma vitória inquietante
ATUAÇÕES: Ayrton faz golaço e Gabriel entra iluminado; NOTAS de Flamengo 2×0 Joinville
Uma vitória para mostrar que a ambição não é pequena
EDITORIAL: OS 5 PRINCÍPIOS DO Mundo Bola NAS ELEIÇÕES DO FLAMENGO
Gegê briga para armar mais um jogada. | Foto: Flamengo
Rafael Lisboa e Luiza Sá
Após a derrota ontem, 73 a 71, o Flamengo voltou a enfrentar a equipe do UniCEUB/BRB/Brasília no Ginásio Hélio Maurício na Gávea. Esse era o segundo dos dois amistosos preparatórios para o NBA Global Games. O técnico do rubro-negro José Neto, ainda sem Olivinha e Rafael Luz, mandou a quadra o seguinte quinteto: Marquinhos, JP Batista, Gegê, Mingau e Jason Robinson. Já a equipe da capital federal vem a quadra com o seguinte quinteto escalado por Vidal: Fúlvio, Guilherme Giovannoni, Arthur, Coimbra e Pureza.
No primeiro quarto, o clube carioca começou melhor e logo abriu 6 a 0, se aproveitando dos ‘turnovers'(erros do adversário). Mas a equipe visitante logo empatou, também se aproveitando dos erros do clube carioca. No fim do quarto, o Orgulho da nação voltou a abrir, seis pontos, 20 a 14, e assim foi até o fim do quarto, vencido pelo rubro-negro por 24 a 19.
No segundo período, o Flamengo abriu a sua maior vantagem logo no início, 30 a 20, com 5 pontos de Marcelinho Machado, que entrou no decorrer do primeiro quarto. Após o pedido de tempo do Vidal, o Flamengo abriu novamente 10 pontos, 36 a 26, na metade do período. A partir daí a equipe brasiliense conseguiu virar graças à vitória no segundo quarto, 26 a 20, e foi para o vestiário vencendo por 45 a 44.
Na volta do intervalo, a partida começou equilibrada, com a equipe do Brasília conseguindo sua maior vantagem na partida, apenas 52 a 49. Mas com grande partida — mais uma — do jovem Mingau e do experiente Marquinhos, o Flamengo chegou à metade do período vencendo por 61 a 54. Após duas faltas técnicas, Guilherme Giovannoni foi expulso e perdeu a cabeça. Revoltado e reclamando muito, o experiente ala/pivô da equipe visitante parece ter minado a equipe do Brasília, que não conseguiu jogar bem e reagir após esse episódio. Só restou ao Flamengo se aproveitar disso e vencer o período por 31 a 17. E 75 a 62 acumulados.
No último quarto, o Brasília conseguiu voltar ao jogo, com uma corrida de 11 a 1, cortando a vantagem para apenas 3 pontos. José Neto foi obrigado a parar o jogo. Cometendo erros bobos, o Flamengo foi presa fácil e permitiu a virada do Brasília antes da metade do último período de partida, com inacreditáveis 17 a 2. Após isso, o experiente Marcelinho voltou a comandar a equipe e junto com Marquinhos, levou o Flamengo à vitória por 93 a 88.
Jason Robinson não fez uma grande partida mas se movimentou bastante. | Foto: Flamengo
Destaques:
Flamengo:
Marquinhos- Novamente foi o cestinha do time, e ajudou junto com Marcelinho nos momentos mais difíceis do Flamengo na partida.
Marcelinho Machado- O jogador mais velho da equipe foi fundamental para a reação da equipe durante o jogo, e principalmente no último quarto.
Meyinsse- O pivô querido pela torcida, foi fundamental na partida de hoje, com 12 pontos e rebotes importantíssimos para ajudar o Fla a ganhar hoje.
UniCEUB/BRB/Brasília:
Arthur- O ala foi um dos cestinhas da partida, anotando 18 pontos e mantendo a equipe visitante dentro da partida até onde pôde.
Fúlvio- Novamente, o armador comandou a equipe dentro de quadra, e com sua experiência, foi importante nos momentos cruciais a favor de Brasília.
Vidal- O técnico foi fundamental para a incrível reação de Brasília, especialmente por controlar os nervos da equipe após a expulsão do Giovannoni.
A próxima partida do Orgulho da Nação é no dia 11 de outubro, contra o Macaé pelo Campeonato Carioca. Será a última partida antes do jogo contra o Orlando Magic na Arena da Barra.
LEIA MAIS SOBRE O BASQUETE DO MENGÃO
Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.
Rafael Lisboa e Luiza Sá fazem parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @rafinhalisboa e @luizasaribeiro
ÚLTIMAS DO Mundo Bola
NBA aproveita sucesso do Flamengo para alavancar sua liga no Brasil
Lulucast 2.0 #38 – Flamília Reunida!
No primeiro dos dois amistosos preparatórios, Fla perde para UniCEUB/BRB/Brasília na Gávea
Uma vitória inquietante
ATUAÇÕES: Ayrton faz golaço e Gabriel entra iluminado; NOTAS de Flamengo 2×0 Joinville
Uma vitória para mostrar que a ambição não é pequena
EDITORIAL: OS 5 PRINCÍPIOS DO Mundo Bola NAS ELEIÇÕES DO FLAMENGO
Arena do ‘NBA3X – Desafio dos Campeões’ será montada na praia de Ipanema (Divulgação / NBA)
O NBA Global Games não terá somente a partida entre Flamengo x Orlando Magic no sábado. O fim de semana, dos dias 16 a 18 de outubro, contará com várias atividades na Cidade Maravilhosa para alavancar a NBA entre os cariocas e brasileiros. Uma delas é a final do ‘NBA3X’, apresentado pela Oi Galera nas areias da praia de Ipanema (Zona Sul do Rio de Janeiro) com entrada franca. E a primeira lenda confirmada para o Global Games e para o ‘NBA3X’ é o alemão Detlef Schrempf, três vezes selecionado para o All-Star Games (Jogo das estrelas da NBA). Além do alemão, o evento em Ipanema contará com shows de dançarinas e mascotes e a exposição do Troféu Larry O’Brien, entregue aos campeões da maior liga de basquete do mundo, e que os fãs da bola laranja terão oportunidade de conhecer de perto.
Detlef Schrempf tem 52 anos e brilhou com a camisa do Dallas Mavericks, onde joga atualmente o também alemão Dirk Nowitzki, do Indiana Pacers, Seattle SuperSonics e Portland TrailBlazers, onde também atua um compatriota, Chris Kaman. Schrempf foi a oitava escolha do draft de 1985, e anotou ao todo na NBA, somados temporadas regulares e playoffs, 15.761 pontos, 7.023 rebotes, 3.833 assistências em 1.250 jogos.
O alemão teve duas participações na seleção olímpica, 1984 pela Alemanha Ocidental e 1992 pela Alemanha unificada. O ex-ala ainda foi campeão da Conferência Oeste com o Seattle SuperSonics em 1996, foi eleito por duas vezes o “Melhor Sexto Homem” em 1991 e 1992, além de participar três vezes do ‘All-Star Games’ em 1993, 1995 e 1997.
Gary Payton foi uma das ‘Lendas’ do ‘NBA Fan Zone’ do ano passado(Divulgação / NBA)
Em 2014, no ‘NBA Fan Zone’ na praia de Ipanema, estiveram presentes Gary Payton e Steve Smith e encantaram o público. Esse ano, Schrempf estará acompanhado do mascote Stuff, o ‘Dragão Mágico’ de Orlando, dos grupos de dançarinas Minnessota Timberwolves Dance Team e Magic Dancers, do time de enterradas Sacramento Kings Dunk Team e da equipe de entretenimento do Orlando Magic Blue Crew.
O repeteco do NBA3X este ano sem dúvidas tem ligação com a continuidade do sucesso do time do Flamengo, que unindo-se ao potencial financeiro e midiático da nossa torcida abriu os olhos da NBA Brasil. Inclusive, na coletiva de apresentação oficial do NBA Global Games 2015, que será disputado por Flamengo e Orlando, o diretor-executivo da NBA no Brasil, Arnon de Mello Neto foi claro em relação ao sucesso do Flamengo para a penetração cada vez maior da NBA nos corações dos brasileiros. “Essa partida será diferente de qualquer outra que um time da NBA já tenha participado. Temos aqui uma torcida inflamada, que acompanha o time e é apaixonada. Nenhum time de basquete do mundo tem a torcida que o Flamengo tem!”, declarou. Clique aqui e leia essa matéria.
E Alexandre Póvoa, VP de Esportes Olímpicos do clube, falou com o Mundo Bola especialmente sobre esta questão: “Você tem dois estágios para estar com a NBA: Um é jogar lá, como jogamos ano passado, que é o estágio alto mas ainda não é o estágio máximo. O fato de ser o primeiro time latino-americano à jogar lá durante a pré-temporada é muito significativo, mas o estágio máximo é você receber um time da NBA para jogar aqui, o que é mais raro ainda, explicou orgulhoso. “Até porque, quando vêm jogar aqui eles precisam ter um adversário forte, para que o jogo prometa ser bom, e eles precisam ter garantia de público também. A relevância do Flamengo é motivo de isso tudo estar acontecendo!, finalizou.
Os ingressos para Flamengo e Orlando ainda não estão esgotados. Faltam apenas cerca de 7 mil ingressos. Corra e adquira o seu. Faça parte do Orgulho da Nação nas arquibancadas da Arena HSBC!
No Lulucast 2,0 edição #38 @Cissa_Morena, @BrunaLugatti, @danisouto falam sobre a vitória do #Flamengo sobre o #Joinville pelo Campeonato Brasileiro.
O jogo foi marcado pela grande presença da #torcida rubro-negra. Mesmo com o time vindo de três derrotas seguidas, incluindo uma pro #Vasco, a torcida mostrou sua força e compareceu. Foram quase 60.000 pessoas no estádio!
O que se viu nesse domingo no #Maracanã foi lindo! Famílias inteiras foram torcer pelo Flamengo. Muitas crianças andavam pelos arredores do Maraca na expectativa de assistir ao jogo. Muitos idosos também foram ao estádio.
O jogo foi às 11 horas, o tempo estava nublado e o que se viu foi uma bela festa rubro-negra!
Parabéns, MAIOR TORCIDA DO MUNDO!
O campeonato para por dez dias, por causa das Eliminatórias da #Copa e o Flamengo volta a campo no dia 14 de outubro, quarta-feira, contra o #Figueirense.
O #Lulucast volta no dia 18 de outubro, logo após o jogo contra o #Internacional, que será disputada no Maracanã.
Esperamos voltar com mais seis pontos na conta e com o #Mengão no #G4!
Vem papear com a gente também! Nosso encontro é todo #domingo, mas durante a semana podemos conversar através das redes sociais. Mande sua ideia, crítica, sugestão. Use #Lulucast nos comentários!
Em uma tarde chuvosa no Rio de Janeiro, Flamengo enfrentou UniCEUB/Brasília no Ginásio Hélio Maurício na Gávea no primeiro dos dois amistosos preparatórios para o NBA Global Games. O técnico José Neto mandou à quadra na equipe titular, Marcelinho, Marquinhos, Gegê, Mingau e Meyinsse. Já Vidal, escalou o seguinte quinteto titular da equipe do Brasília: Fúlvio, Arthur, Pilar, Giovannoni e Ronald. Fla não contou com Rafael Luz e Olivinha para esse amistoso.
No primeiro quarto, o jogo começou equilibrado com muitos erros de ambos os times, com Brasília abrindo 9 a 5 com quatro minutos de partida. Após esse baque inicial, só deu a equipe da capital federal que abriu 14 a 5, forçando o técnico José Neto a parar o jogo. Após o tempo, o rubro-negro continuou errando muitos arremessos, alguns até simples, e viu Brasília abrir 20 a 7. Logo após a primeira cesta do estreante Jason Robinson que cortou a vantagem para 10, o Orgulho da Nação cortou a desvantagem para 7 pontos, perdendo o quarto por 22 a 15, com destaque para o jovem Mingau e o novato Jason Robinson que ajudaram na reação da equipe.
No segundo quarto, a equipe carioca voltou mais ligada e conseguiu diminuir a vantagem para quatro, 28 a 24, após uma bela cesta de três de Marquinhos, obrigando Vidal a parar o jogo. Após o pedido, o jogo voltou a ser equilibrado, e a vantagem da equipe brasiliense se manteve em quatro pontos até quando faltavam três minutos para o intervalo, que foi quando a vantagem voltou para oito pontos, 34 a 26. A partir daí só restou ao Brasília administrar a vantagem e ir para o interavlo em vantagem. 38 a 32, com Flamengo vencendo no quarto, 17 a 16.
Na volta do intervalo, o Flamengo voltou melhor e aproveitando o fato do armador Fúlvio ter feito a quarta falta na partida para novamente cortar a vantagem, dessa vez para dois pontos, na metade do quarto. Nos minutos finais do quarto, o Flamengo finalmente conseguiu ficar a frente no placar, 52 a 50, algo que não aconteceu desde o primeiro quarto. Aproveitando a ansiedade de Brasília e o ótimo período de Marquinhos, o Flamengo foi para o último quarto vencendo por 55 a 50, 22 a 12 no período.
No último período, o Brasília voltou melhor e logo voltou a frente do placar em uma corrida de 6 a 0, obrigando mais um pedido de tempo do Neto. Após o pedido de tempo, o Brasília continuou melhor e abriu 3 pontos de vantagem, 60 a 57, aproveitando de erros do rubro-negro carioca. Nos minutos finais, a equipe visitante soube ser cirúrgica para levar o Brasília à vitória. Brasília 73 a 71.
Destaques
Flamengo:
Mingau- O jovem rubro-negro continua muito bem nesse início de temporada e hoje não foi diferente.
Marquinhos- Um dos mais experientes do time, foi responsável pela recuperação da equipe na partida. Melhor em quadra
UniCEUB/BRB/Brasília:
Fúlvio: Impressiona como a equipe brasiliense é outra com ele em quadra. Melhor da equipe visitante.
Arthur- Cestinha da equipe. Conduziu a equipe visitante à frente do marcador na maior parte do jogo e à vitória.
O Flamengo receberá novamente o Brasília amanhã (05), também na Gávea, às 19h, encerrando a série de amistosos preparatórios para a partida contra o Orlando Magic, pelo Global Games. O ingresso para a partida de amanhã é 1kg de alimento não-perecível.
Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz a toda diferença.
Luiza Sá e Rafael Lisboa são integrantes da equipe Mundo Bola Informação
Pela segunda semana seguida o Flamengo teve tempo para treinar aproveitando a folga na rodada da Copa do Brasil e esperava-se evolução. O jogo, apesar de ser num horário ingrato, seria contra o lanterna Joinville, conhecido por ter uma defesa boa e um ataque pavoroso, portanto jogo tranquilo de ataque rubro-negro contra defesa tricolor.
Oswaldo não teria Paulo Victor e Emerson suspensos, além de Wallace, Pará e Ederson no DM. As substituições foram as previsíveis: Éverton no lugar de Emerson, César no gol e Ayrton na vaga do Pará.
O tempo, ao contrário do esperado, estava ameno, céu nublado, mas ainda assim o Flamengo agiu de modo prudente usando o uniforme branco. Na arquibancada um mar rubro-negro com muitas famílias, mais de 52 mil pagantes e quase 59 mil presentes.
Em campo, o jogo seguiu o esperado. O Flamengo tendo mais a bola, com volume de jogo, o Joinville conseguindo a posse nos erros do Flamengo, mas com contra-ataques pouco eficientes, as poucas finalizações para fora, César só fez uma defesa e no 2° tempo. Já do lado contrário o Flamengo jogava contra si mesmo e “perdia”.
O primeiro grande problema é tático, o posicionamento em campo e a dinâmica entre os jogadores é equivocado. O segundo problema é técnico e aí podemos questionar algumas escalações e substituições, além de avaliar a influência do problema tático agravando o desempenho individual.
Na saída de bola víamos claramente um grande espaço entre os jogadores e especialmente entre as linhas, isso provoca um grande número de passes entre os jogadores de defesa tanto no 1° quanto no 2° terço de campo, especialmente quando o time adversário não marca sob pressão. Isso provoca distorções como ver os jogadores de defesa com mais passes que os jogadores de ataque, cerca de 59% num jogo em que o time adversário dava espaço e se entrincheirava na frente de sua área.
Observem a distância entre as linhas, jogadores do meio indo pro ataque ao invés de dar opção
E, se a saída de bola enfrentava problemas, o ataque rendia ainda menos com jogadores sem paciência para trabalhar a bola ou inteligência para perceber os companheiros melhor posicionados ou ainda passar no tempo certo, o que provocou vários lances de impedimentos corretamente marcados. Outro problema crônico que vem atrapalhando é a vontade de decidir sozinho, a individualidade excessiva por parte de alguns jogadores faz o time perder muitas boas jogadas que poderiam resultar em gol.
Um exemplo disso é o desempenho de Paulinho e Éverton, os dois jogadores que ocupam a faixa intermediária do meio com Alan Patrick no 4-2-3-1 de Oswaldo. Ambos jogadores “fominhas”, carregadores de bola com dificuldade de jogar coletivamente como mostra o número de passes certos: Éverton com 24 e Paulinho com 17,o que menos passes certos deu entre os jogadores de linha. Alan Patrick, que joga entre eles, teve 54 passes certos, Canteros que também ajuda na armação teve 40.
A consequência desse jogo pouco coletivo do ataque é que poucas bolas chegam no Guerrero, que acaba tendo que se deslocar para ajudar na armação e fica sem chances de finalizar. Quando o centroavante aparece pelo meio, foge da marcação e se posiciona pra receber, o sábio trio de meio campistas do Flamengo acha que pode resolver sozinho e chuta de longe ao invés de trabalhar a bola e penetrar na área criando chances mais claras, o que se reflete nas 21 finalizações do Flamengo com apenas 5 chutes no gol, só Alan Patrick chutou 6 vezes e mandou apenas 1 bola na direção do gol.
Ayrton comemora gol importantíssimo. | Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
O placar foi aberto aos 12 do 2° tempo com Ayrton em uma cobrança primorosa de falta, no ângulo, indefensável. A ampliação veio aos 37 minutos do 2° tempo com Gabriel, mais um golaço por cobertura na saída do goleiro.
Entre um gol e outro chamou a atenção o comportamento de Oswaldo, que mais uma vez parecia estar guardando substituição como se pudesse usar na próxima partida. O técnico, que deveria identificar os problemas do time e procurar meios de solucionar, manteve-se como um espectador privilegiado ao invés de mexer no time que evidentemente não funcionava.
Quando se tem muita posse de bola, mas não se consegue trabalhá-la ou criar chances claras de gol na mesma proporção, o treinador deveria olhar para o banco e buscar alternativas, promover uma variação tática, aumentar a presença do ataque. A mudança mais intuitiva era a de usar o 4-4-2 para colocar mais um atacante dentro da área, havia Kayke e Baggio no banco e, aqui, cabe um adendo importante: Time vencendo, jogando contra o lanterna que mal ataca, não pode colocar o artilheiro da base que está no banco? Vai deixar pra dar chance contra o Atlético-MG, Corinthians, Grêmio?
A melhor substituição de Oswaldo acabou trazendo sorte (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Contudo, mostrando a falta de ousadia e até de repertório, Oswaldo apenas trocou Guerrero por Kayke, na alteração mais “ousada” não colocou Cirino e sim Gabriel no lugar de Paulinho, completando com a bizarra entrada de Almir no lugar de Canteros já aos 42 minutos do 2° tempo. E, além das críticas já feitas ao esquema engessado e não-funcional, cabe as dúvidas sobre as repetidas chances ao Almir, enquanto Luiz Antônio, que sempre entrou bem, continua no banco, assim como o veto a titularidade do Ederson por não aguentar os 90 minutos, quando Paulinho SEMPRE sai durante o jogo.
Por todos esses motivos acima, a vitória ao invés de tirar um peso do torcedor, traz mais preocupação. Semanas cheias para treinar, opções no banco e não vemos evolução tática e menos ainda opções de variação, compactação e jogadas ensaiadas na bola parada, enquanto sobram erros bobos de passe, especialmente no ataque, individualidade e péssimo aproveitamento nas finalizações. Lembremos que dos 9 jogos que faltam, Flamengo enfrentará Internacional (C), Corinthians (F), Grêmio (F), Santos (F) e fecha contra o Palmeiras (C), 5 dos times que estão brigando em cima, sendo 3 adversários diretos pela 4ª vaga do G4.
Saudações Rubro-Negras
Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença.
Nayra M. Vieira é integrante da equipe Mundo Bola Informação e também escreve na plataforma Mundo Bola Blogs