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  • O Polêmico RGC de 2016 da FERJ

     

    Todos estamos cientes da briga entre Eduardo Bandeira de Mello, presidente reeleito do Flamengo, e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro desde o início de 2015 culminando na criação de uma liga de clubes, a Primeira Liga, que criou um campeonato a ser disputado concorrentemente aos campeonatos estaduais.

    A fala reiterada publicamente de que o Flamengo disputaria o Campeonato Carioca com um time B recheado de jovens da base e jogadores pouco usados na temporada anterior, reservando o time titular para a competição da Primeira Liga, provocou imensa insatisfação da federação que usou de sua autoridade para criar regras que deixem o Flamengo na popular “sinuca de bico”.

    Primeiramente, a FFERJ continuará definindo os preços mínimos e máximos de ingressos, um dos fatos que causou os atritos que levaram a diretoria do Flamengo a iniciar a briga contra a federação.

     

    Imagem retirada do RGC publicado pela FFERJ

     

    Contudo os pontos mais polêmicos são as partes que previnem a FFERJ da tentativa de sabotagem do Flamengo e que “controlam” o clube em 2 frentes diferentes.

     

    Imagem retirada do RGC publicado pela FFERJ

     

    Imagem retirada do RGC publicado pela FFERJ

     

    A primeira medida se baseia no não reconhecimento do campeonato da Primeira Liga pela CBF, ou seja, o torneio seria amistoso e não teria caráter oficial, portanto se o Flamengo o disputar sem permissão da FFERJ estará infringindo o artigo acima. O dinheiro da multa será dividido conforme o destaque abaixo.

     

    Imagem retirada do RGC publicado pela FFERJ

     

    A segunda medida é uma precaução caso a CBF por ventura oficialize o torneio da Primeira Liga e atua na limitação e condicionamento da inscrição de jogadores. Lembrando que segundo capítulo IV, artigo 34, parágrafo 5° são 28 atletas excluídos até 3 goleiros.

     

    Imagem retirada do RGC publicado pela FFERJ

     

    O Regulamento Geral das Competições foi aprovado em Assembleia Geral no dia 04 de dezembro de 2015, na qual Flamengo e Fluminense não enviaram representação. Ou seja, o Flamengo abdicou do direito de opinar, negociar, protestar e etc.

    A primeira consequência que percebo é a de que mesmo que a CBF dê o devido reconhecimento a Primeira Liga tornando-a competição oficial, o Flamengo não poderá usar como base o time de juniores já que só podem ser inscritos até 5 jogadores com menos de 21 anos, além disso, se o Flamengo estivesse disputando a Libertadores, teria que inscrever os mesmos jogadores sob pena de multa pesada por jogador que estivesse inscrito em uma competição e não na outra.

    Contudo o cenário não é otimista, nada indica que a CBF reconhecerá o torneio da Primeira Liga e isso significa que o 7° artigo deverá ser a referência. O primeiro impacto é que além de perder tudo que teria a receber em forma de cota de TV, ainda repassaria isto aos outros times e, se usado como referência a colocação do campeonato, significa dar uma bela quantia a Vasco e Botafogo.

    Porém a pior consequência é a proibição de ter as divisões de base disputando competições durante o ano, o que inclusive resulta em rebaixamento automático na categoria. Se o Flamengo está comprometido com a formação de seus jogadores, não pode em hipótese alguma permitir que fiquem fora de competições da FERJ e, pior, ocasionando o rebaixamento para o ano seguinte, principalmente pelo calendário nacional de competições ser bem restrito.

    E para aqueles que acham que o sacrifício da base valerá a pena e que a cota de TV da Primeira Liga pode compensar, vale a pena refletir mais um pouquinho. Ter um time alternativo com somente 5 jovens significa ter pelo menos 12 jogadores a mais do que os 30 ideais de um elenco na folha de pagamento por no mínimo um semestre, sabendo que o Campeonato Carioca sem cota de TV e com jogos de público pequeno (e tende a agravar com time alternativo em campo) fechará no vermelho e que a cota de TV da Primeira Liga não será vultuosa, qual seria o impacto nas finanças do clube?

    Lembrando que a proposta inicial da Primeira Liga é de que 44% do dinheiro das cotas de TV sejam divididas igualmente entre os clubes, 44% segundo pay-per-view e 12% ficariam para a premiação. E, até agora, não há direitos negociados com qualquer emissora.

    A consequência do impacto nas finanças é o clube não conseguir montar um time mais forte, podendo até montar um time mais fraco que o de 2015, principalmente se não conseguir negociar os jogadores excedentes após o término do Carioca. Seria por isso que vemos nomes como Marcelo Díaz e Romero sendo considerados caros? Vamos viver de jogadores que os clubes já não querem e nem são tão baratos assim como Juan?

    Será que Bandeira de Mello recuaria em sua decisão e não jogaria o torneio da Primeira Liga ou assinaria um termo de compromisso com a FFERJ se comprometendo a escalar em ambas as competições o mesmo time para evitar as punições previstas no RGC?

    Em minha opinião o melhor seria um recuo estratégico, estabelecer uma retomada de diálogo com a federação enquanto se aproxima dos clubes que compõem a primeira divisão do Campeonato Carioca para costurar uma aliança que poderia ser oposição a Eurico Miranda e sua turma para ter peso para efetuar mudanças no campeonato estadual e futuramente influenciar no resultado da eleição da federação.

     

    Regulamento Geral de Competições da FFERJ 2016

     

    Saudações Rubro-Negras

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    Nayra M. Vieira escreve no blog Flamengo em Foco, da plataforma Mundo Bola Blogs.

     

  • Muricy diz se preocupar com a formação de atletas e cita filosofia do Barcelona como modelo

    Treinador quer unificar o modelo de jogo, das categorias base ao profissional

    Geração vitoriosa do Flamengo na base, que dois anos mais tarde viria a conquistar a Libertadores e o Mundial. Foto: Site do Flamengo Frase criada pelo jornalista Geraldo Mainenti virou slogan do Flamengo. Foto: Site do Flamengo

    Craque o Flamengo faz em casa! A frase do jornalista Geraldo Mainenti, se tornou o mais famoso slogan rubro-negro. Geraldo criou o bordão em 1979, quando fez uma reportagem sobre a base do Mais Querido, para a revista Manchete Esportiva. Um ano após a reportagem, o Flamengo conquistou o seu primeiro Campeonato Brasileiro. Conquista que lhe deu o direito de disputar a Libertadores, em 81. O Rubro-Negro não só disputou como foi campeão. O mesmo aconteceu no Mundial, no mesmo ano. O time liderado por Zico entrou de vez para a história do futebol mundial, ao golear o Liverpool, melhor time da Europa, por 3 a 0.

    Tendo como exemplo o que aconteceu em sua própria casa, o Flamengo sabe que para voltar a ser uma super potência mundial, precisa revelar jogadores, como fizera em sua era de ouro. O investimento em estrutura e uma reformulação nas divisões de base foi uma das promessas de Eduardo Bandeira de Mello, presidente reeleito na última segunda-feira (07-12). O Flamengo finalmente contratou um técnico que pode fazer com o mais famoso slogan rubro-negro, volte a ser dito.

    Em sua entrevista de apresentação ao Flamengo, Muricy Ramalho revelou que um dos fatores que o fez escolher a proposta do clube da Gávea, que financeiramente nem era a melhor, foi por ter autonomia para trabalhar na base rubro-negra. O treinador deseja unificar a forma de jogar dos atletas desde a base até profissional, algo similar com que o Barcelona realiza.

    Gestão profissional. Isso não tem mais volta no futebol. No Barcelona é pura profissionalização de tudo, e dá para fazer aqui. Unificar tudo. Todas as categorias. Unificar ideais de futebol, escolher um modelo e trabalhar com os professores de futebol da base. Explicar o que é o Flamengo. Filosofia do clube. O técnico tem que se adaptar ao clube. É uma ideia que conversei com o presidente e diretoria. No Brasil se troca muito de técnico, então troca-se toda hora a filosofia.

    O clube catalão é referência na formação de jogadores no futebol mundial. A filosofia implantada pelos espanhóis, encantou Muricy, que passou por um período estuando sobre futebol no país. O treinador ressalta que mais importante do que conquistar resultados imediatos (títulos), é formar jogadores. Muricy também critica a constante troca técnicos na base.

    Isso é uma outra coisa que a gente erra demais no Brasil, a base. Não dá para acreditar que no mirim vai mandar treinador embora. Isso é um absurdo! Não tem correção e nem filosofia de nada. Temos que fazer jogadores. Ganhar títulos é importante, mas o principal é formar jogadores. Os técnicos são obrigados a fazer jogadores. Lá na base tem que ensinar isso.

    O novo comandante do Mengão espera contar com o apoio dos profissionais da base rubro-negra. A ideia é criar um padrão de jogo único, desde as divisões de base até a equipe principal. O objetivo é que se possa ter o seu modelo de jogo. E que independentemente de quem passe, dê sequência ao processo. Muricy Ramalho disse que o trabalho não será tão rápido, mas é importante promover a integração para o jogador do Flamengo, que quando chegar ao time profissional vai se encaixar com mais facilidade.

    Segundo o vice de patrimônio, Alexandre Wrobel, num investimento de mais R$ 25 milhões, a parte das categorias de base no CT George Helal, ficará pronta até o fim de 2018.

    Estrutura do Barcelona é vista como exemplo a ser seguido

    La Masia. Casa das categorias de base do Barça. Foto: Site do Barcelona.

    Situada nos fundos do estádio Camp Nou, La Masia é a casa da equipe de base do Barcelona. O objetivo dessa residência tem sido o de educar, tanto esportivamente quanto intelectualmente, os jovens que deixaram as suas famílias e as suas comunidades para ir atrás de uma carreira. Mais do que formar jogadores, o Barça forma homens, cidadãos. O maior exemplo de revelação do clube, é o argentino Lionel Messi, que chegou às categorias de base do time com 13 anos. Pep Guardiola, considerado o melhor técnico do mundo, também se formou em La Masia.

     

     


    Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos_CRF.
  • Conselho Deliberativo decide eliminação de sócio por supostas irregularidades hoje

    O Conselho Deliberativo do Flamengo se reúne hoje para julgar Gonçalo Veronese, sócio do clube e membro do Conselho Fiscal do clube. Caso o parecer da comissão de inquérito instaurada para investigar o caso seja desfavorável ao réu, assim como a votação dos demais conselheiros, a punição será a exclusão do quadro social do clube por 10 anos. O conselheiro não perde o título, podendo até vendê-lo, mas fica impedido de qualquer tipo de direito associativo como o mais básico, de frequentar as dependências do clube.

     

    Entenda o caso

     

    Em abril de 2014, Gonçalo Veronese, procurador federal e membro do Conselho Fiscal do Flamengo, entrou com um requerimento no Conselho Deliberativo do clube denunciando quatro vice-presidentes administrativos de estarem nos cargos de forma irregular, nomeadamente Rafael Strauch, à época VP do Fla-Gávea, Gusvo de Oliveira, à época VP de Comunicação, Wallim Vasconcellos, à época VP de Futebol e Rodolfo Landim, à época VP de Planejamento. No documento ao qual o jornal Lance! teve acesso com exclusividade pedia a exoneração dos dirigentes irregulares e a nulidade dos atos praticados até então.

    O motivo alegado para este pedido era que alguns VPs não teriam o tempo necessário para assumirem os cargos, apesar do estatuto do clube não fazer nenhuma restrição quanto a isso.

    Foi aberta uma comissão para apurar o vazamento. Esta comissão apontou que Veronese foi o responsável pelo vazamento, e ainda sugeriu a nomeação de uma nova comissão para comprovar se houve fraudes de documentos durante o processo de investigação. Portanto, esta segunda comissão também foi instaurada e um perito chamado para analisar os documentos supostamente fraudados pelo acusado e hoje será dado o parecer e votação do plenário formado pelos conselheiros do CoDE está marcado para decidir o futuro de Veronese no auditório Rogério Steinberg, à partir das 20h desta quarta-feira.

     


    Da Redação.
  • Tratado para o futebol

    Os meses de letargia do futebol molambo chegaram ao fim na noite da última segunda-feira, quando o presidente Eduardo Bandeira de Mello, cabeça da Chapa Azul, foi reeleito para a administração geral do clube por mais um triênio. Pelo menos é essa a expectativa do torcedor rubro-negro. E nessa direção caminharão as cobranças.

    Se 2013, o primeiro ano da gestão da Chapa Azul original, foi um ano duro, de reestruturação financeira, time modesto e título improvável, os anos seguintes foram marcados por contratações atrapalhadas (ou “na tentativa e erro”, como admitiu publicamente o presida num desses chatíssimos debates eleitorais recentes), fracassos retumbantes em campo, contusões em excesso e episódios (poucos, sejamos justos) de indisciplina. Das escorregadas na Libertadores ao passeio atleticano na Copa do Brasil; da queda precoce ante ao maior (e enfraquecido) rival no Carioca e na Copa do Brasil. Das contratações de Elanos e Armeros, e até a venda mal conduzida do Brocador. De fato, o futebol rubro-negro teve muito pouco o que comemorar em 2014 e 2015. E, para todos os efeitos, nesse momento vale aquela máxima: “quem é esse CT? em que posição ele joga?”.

    O rubro-negro prometeu paciência. Aplaudiu cada esforço feito pela diretoria. Pagou muito para ver um time jogar e, pior, se doar pouco. Aceitou o contexto, abraçou a causa, comprou o barulho. Mas por mais delicado que possa ser (ainda!) o cenário financeiro do clube, a ampulheta tá rolando. “Em 2016, teremos condições de fazer mais investimentos, teremos um elenco condizente com a grandeza do Flamengo”. Nem acho que deveria ser assim, já que me acostumei com a ideia de que “torço para que o meu time faça a coisa certa” – mas esse é assunto para outro post. Agora, a torcida vai cobrar.

    Os dirigentes sabem disso. Tanto que, menos de uma hora depois de ter sua reeleição confirmada, Bandeira dava suas primeiras entrevistas confirmando a contratação de Muricy Ramalho como novo técnico do futebol profissional. Perfil ralador, extremamente competitivo, o novo comandante rubro-negro vem com a credencial “aqui é trabalho” e com uma mentalidade mais fértil, depois de um longo período afastado do ofício – o tal “período sabático”, que se tornou tão ridiculamente popular quanto o 4-1-4-1, apresentado tão didaticamente pelos comentaristas esportivos quanto por papai Joel.

    “Bonita essa sede. E nem tem ratos”. Foto: Site oficial

    Muricy poderia não ser o preferido da Nação, mas parece muito bom para começar essa transformação no futebol. Diferentemente de Jaime de Almeida e Luxemburgo, mantidos nas viradas dos últimos anos, Muricy chega para trabalhar duro e provar, a si mesmo e à Nação, que pode fazer um Flamengo forte sem jogar um futebol pragmático. Dele, a diretoria espera mais: sabe que o traquejo do comandante com seus atletas é um trunfo importante para melhor aproveitar aqueles que pouco renderam nos últimos meses. O discurso de integrar base e profissional salta aos olhos daqueles que ainda acreditam no slogan “craque o Flamengo faz em casa”. A habilidade para conceder entrevistas é outro fator que tira dos jogadores e dirigentes o peso de ter que dar explicações idiotas para tudo. E, por fim, a sede de trabalho e o discurso de contribuição do treinador colocam ele, Muricy, e a diretoria na mesma direção. É o tal “fechamento” entre as partes, a narrativa que todo molambo de boa fé sonhava em ler no fim de 2015.

    Tudo muito bonito na teoria. O maior vencedor do Brasileirão nesse século vem, dá jeito nos degenerados, promove atletas da base, dá pitacos de como transformar o Ninho do Urubu em um centro de excelência e ainda tem tempo de colocar em prática os ensinamentos aprendidos no breve tour que teve em Barcelona.

    Dessa vez, tem tudo pra ser diferente. Mas também tinha em outras oportunidades – e simplesmente não foi. Por isso, é hora de firmarmos um “Tratado para o futebol”, onde se estabeleça, mais que metas, conceitos para aplicar ao esporte.

    1. Fazer valer o contrato do treinador: Muricy assinou um contrato de duas temporadas. Em sua apresentação, empolgado, falou em “ficar mais um pouquinho”. Como falei acima, o técnico é muito bom para começar essa transformação no futebol. Para “dar um passo a mais”, eu já não sei – mas tampouco chegamos nessa etapa. Então, o melhor que a diretoria pode fazer é isso: dar a ele o tempo prometido para trabalhar. Não me importa se o Sampaoli estará disponível nesse período e se parece muito tentador contrata-lo. Muricy veio para ficar até o fim de 2017 e é até lá que ele tem que ficar.
    2. Tratar jogador como ativo do clube: Marcelo Cirino foi uma decepção em 2015? Sem dúvidas. Dá mó vontade de chutar o traseiro desse cara e usa-lo como moeda de troca por qualquer balinha de tamarindo? Dá sim. Mas, porra, já morreu numa grana pra trazer o cara, ele tem contrato longo e já mostrou que é capaz de produzir mais do que isso. Então vamos parar de descartar jogador por qualquer meia dúzia de atuações ruins. A maioria dos atletas pertence ao Flamengo e são, não apenas a fonte do nosso sucesso em campo, como podem representar o alívio financeiro no fim do ano. Fazer um elenco produzir seu máximo é um desafio importante de estarmos vigiando.
    3. “Vou te processei”

    4. Nem Samir, nem Luiz Antônio. O foco é o Jorge: é, eu também já sonhei em ver um Flamengo recheado de moleques, do goleiro ao centroavante. Acontece que é cada vez mais difícil manter os jovens talentos. Eles jogam playstation, escolhem os gigantes europeus e se imaginam jogando ao lado dos ídolos. E ainda tem um caminhão de dinheiro os esperando. É foda competir com isso. Mas um olhar mais cuidadoso pra base pode reservar boas surpresas. Partindo da premissa que todo moleque da base é razoavelmente talentoso, o foco tem que ser, quase que exclusivamente, em “cabeça” e “foco”. Tipo o Jorge, um moleque que não se borra todo só de entrar em campo simplesmente porque é bom profissional. A história recente mostra que a base do Flamengo é recheada de Samires (que se acham o último biscoito do pacote) e Luiz Antônios (que ficam num limbo entre a constante evolução e o questionamento se conseguirão ser mais do que só aquilo). Os caras estilo Samir são mais fáceis de identificar – e o Muricy será muito útil na reversão desse processo. Já os moleques estilo Luiz Antônio demandam tempo, um pouco mais de paciência e podem, eventualmente, ajudar a preencher uma ou outra lacuna. Diagnosticar isso com rapidez e eficiência é fundamental para não perder o garoto.
    5. Treino é jogo, jogo é guerra e vão pra guerra os melhores: papo reto: rachão é o caralho. Vagabundo não veste o Manto Sagrado nos treinos, na academia? Então é pra suar. Atleta profissional de elite precisa estar em forma, tem que ser cobrado pra isso. E sem essa de “ele foi contratado pra isso”. Se alguém colocou uma cláusula que torne obrigatória a escalação de um determinado jogador, parabéns, você é o dirigente bosta do ano! No momento em que ficar claro que joga quem se dedica mais, os vagabundos deixam de ser vagabundos. Ou tomam o caminho da rua.
    6. Cada um com o seu: a EXOS não é referência em análise de desempenho? Então deixa eles cuidarem disso. O Rodrigo Caetano é fodão em “contatos com empresários”? Então toca esse barco. Cada um na sua, sem intromissões desnecessárias.
    7. Tornar o Ninho do Urubu um local realmente adequado para o trabalho: autoexplicativo.

    Nada além do óbvio. Da mesma forma que o Flamengo um dia se orgulhou de dizer publicamente que os salários estavam em dia, é hora de se orgulhar em dizer que, sim, fazemos o básico. Com a nossa capacidade de investimento, fazer o básico deverá ser, nesse momento, suficiente para colocar o clube entre os melhores do país. Terminar entre os primeiros no Brasileiro, estar brigando por títulos e classificar-se com regularidade para a Libertadores da América. Um tratado para o futebol rubro-negro que seja respeitado pelo clube. Chegou a hora de colher os frutos.

     


    Daniel Endebo escreve no blog Molambo Racional, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @danisendebo
  • Jogadores descompromissados não terão vez com Muricy Ramalho

    Treinador nega fama de disciplinador, mas garante que vai cobrar empenho dos jogadores “Tem que respeitar a camisa”.

    O torcedor rubro-negro já viu times inferiores tecnicamente que o atual.

    Porém, pior do que a falta de qualidade, é o descomprometimento que um jogador pode demonstrar com o clube ao qual defende. O episódio envolvendo o ‘Bonde da Stella’ foi apenas uma gota d’água em um balde que estava prestes a transbordar. O caso veio à tona quando o Flamengo atravessava o seu pior momento no Campeonato Brasileiro. Foram seis derrotas em sete jogos disputados, e a diretoria não titubeou em aplicar uma punição aos jogadores envolvidos.

    O fato já não é raro. O desrespeito ao momento que o clube passava, vinha desde o Campeonato Carioca, onde os mesmos jogadores foram vistos bebendo cerveja, em meio à jogos decisivos.

    Ao ser perguntado sobre o seu estilo de ser e se pretende dar um tipo de manual de comportamento para os jogadores, Muricy foi enfático.

    Acho que não é cartilha,  não é nada autoritário. Mas com certeza que é o básico de um grande time que quer conquistar alguma coisa. Isso aí faz parte do trabalhador. Aqui são profissionais. O cara recebe para estar aqui trabalhando. Então ele tem que dar as coisas em volta (retorno). Tem que ser disciplinado, tem que ter comprometimento com a camisa, tem que se comportar bem, trabalhar muito e dar resultado. Essa palavra é super importante. Parece que não estamos falando de futebol, mas é assim… Não tem outra saída. O treinador é o grande cobrador de objetivos, e é isso que vai ser cobrado!

    Eu sou um cara que as pessoas acham que sou super disciplinador. Eu sou um cara normal que cobra o que tem que ser cobrado. Agora, cobro mesmo. Alguém do time tem que cobrar, esse é o treinador.

    Em outro trecho da coletiva, Muricy Ramalho voltou a falar sobre o comprometimento que os jogadores devem ter pelo clube e qual é o perfil de atleta com quem deseja trabalhar.

    Não dá pra existir esse tipo de jogador. Jogador que não responde. Jogador que tanto faz ganhar ou perder. Não dá! Isso não tem mais. O cara é profissional e vai ser cobrado por isso. É uma coisa natural, não estou fazendo nada de excepcional não, nada demais. É assim que tem que ser. Não sou pai de ninguém, não sou babá dos caras. Eu sou um cara que vou exigir isso que é o mínimo. O cara não pode sair do campo e… (pausa). O cara tem que pensar no torcedor.

    Esse tipo de jogador hoje não convence mais. É por isso que quando contratarmos um jogador, vamos ver quem é o cara, para ver qual que é o pensamento dele. Para ver se é só vir aqui, fazer um bom contrato. O Flamengo hoje está organizado nesta parte. Todo mundo quer vir para o Flamengo, beleza, e o resto? Então estamos estudando também isso. O cara está vindo para um clube e tem que dar resultado, e vai ser pressionado para isso. Aqui vai ser pressionado, não tem como.

    Muricy não citou nomes, mas deixou um recado explícito a todos os jogadores que fizeram pouco caso com o Manto Sagrado. Dos atletas envolvidos em polêmicas extra-campo, Marcelo Cirino é quem o treinador demonstra ter interesse em trabalhar na próxima temporada. O camisa 7 chegou ao Flamengo no início do ano com status de craque. Teve uma boa participação no Campeonato Carioca (exceto clássicos), apesar de ter sido prejudicado por Vanderlei Luxemburgo, que tentou transformá-lo em centroavante. No restante da temporada, atrapalhado por lesões, Cirino foi um jogador comum, que em nenhum momento assumiu o papel de ser um dos protagonistas do time, pelo contrário, tornou-se vilão.


    Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos_CRF.
  • Muito além de um treinador

    Fonte: Reprodução Wikipedia

    Cláudio Coutinho é um dos maiores nomes que já comandaram o time do Flamengo. Curiosamente, sua passagem pode até ser considerada curta (1976-1977 / 1978-1980), porém seu legado é espetacular:

     

    Ano Jogos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
    1976-1977 77 50 18 9 72,73%
    1978-1980 189 130 41 18 76,01%
    Total 266 180 59 27 75,06%

    Fonte: Flapedia

     

    Conquistas com o Flamengo (Reprodução Flapedia):

    Mas não pensem que tudo isso foi fácil. Coutinho foi preparador físico da Seleção Brasileira campeã em 1970. Suas ideias inovadoras não foram aceitas sem a habitual crítica dos avessos ao novo. Para nossa sorte, o alcance da cornetagem era limitado aos meios tradicionais de comunicação. Por isso, os conceitos oriundos do método de preparação física Cooper, trazidos para o Brasil por Cláudio, aliados ao que se tinha de mais avançado em termos táticos do futebol praticado na Europa, lhe conferem um protagonismo ímpar na história do Flamengo e do futebol praticado no Brasil.

    É possível identificar alguma semelhança do que ocorreu na primeira metade da década de 70 com o período atual. O Flamengo fazia campanhas sem maiores ambições nas competições nacionais. Tal situação propiciou o surgimento da FAF – Frente Ampla pelo Flamengo – que entendia que a quinta colocação no Campeonato Brasileiro era inaceitável, além das críticas pertinentes a gestão administrativa e financeira.

    Fonte: Reprodução Blog Fla Eterno

    Para os dias atuais, boa parte dos torcedores do Flamengo sonhava com um treinador capaz de revolucionar novamente o futebol rubro-negro. É inegável que um nome como Sampaoli faz quem gosta do esporte bem jogado balançar. Mas será que ter um treinador estrangeiro nesse momento seria apropriado? Os exemplos recentes no Brasil tem sugerido cautela. E olha que nem acho que o problema esteja nos profissionais técnicos, mas sim na ausência de paciência de torcedores, jornalistas e dirigentes amadores.

    Fonte: Reprodução site Oficial do Flamengo

    Nesse sentido é possível que Muricy Ramalho consiga ajudar no estabelecimento de uma estrutura que comporte um salto de qualidade ao futebol profissional do Flamengo. E, pelo que vi na primeira entrevista, o novo treinador se preocupará com a integração de toda a categoria de formação de atletas na base, o que foi uma marca no Clube até 1992.

    Que bom que ele trouxe consigo uma proposta otimista que já visa resultados imediatos a partir de 2016. Até por que Muricy sabe que é improvável um técnico se sustentar com sequência de derrotas. Os campeonatos estão aí para comprovar. A primeira gestão Bandeira de Melo fracassou na tentativa de sedimentação de um trabalho de longo prazo no futebol. Nesse sentido, ponto para o Presidente reeleito, que acelerou o processo de contratação de Muricy, que já está trabalhando!

    Muricy é o primeiro reforço anunciado pelo Presidente Bandeira de Melo Fonte: reprodução site oficial do Flamengo

    Muricy é experiente e detém o carimbo de maior vencedor de campeonatos brasileiros da época dos pontos corridos. Já conquistou Libertadores… Ou seja, possui uma bagagem tão vistosa a ponto de dispensar convite para ser treinador da seleção brasileira. Não obstante todo o currículo, Muricy terá que contar com o término do Centro de Treinamento, como elemento estratégico para que paremos de contratar perebas, e passemos a aproveitar melhor os jogadores feitos em casa.

    Muitos insistirão em dizer que o CT não é fundamental, mas basta observarmos o crescimento de produção de outros clubes da Série A, e a retomada de revelações de novos talentos neles. Nem citarei os nomes, pois não os tenho como referência plena, além de ser convencido de que, o Flamengo arrumado, organizado administrativa e financeiramente, se dará a chance de ultrapassar quaisquer agremiações no mundo. Pois, como disse o próprio Muricy, “O Flamengo é gigante!”.

    A construção de um estádio próprio é totalmente desnecessária em minha opinião. A Gávea pode ser preparada para absorver jogos sem expressão, do Carioca, por exemplo; o estádio da Portuguesa na Ilha do Governador, ou o do Nova Iguaçu, e também o Engenhão, são perfeitos para confrontos médios; e o Maracanã continua sendo nossa casa para os grandes espetáculos, bastando um rearranjo nos aspectos contratuais, aonde que a situação atual da Odebrecht acaba nos favorecendo.

    Informações dão conta que a Construtora possui uma dívida deveras elevada, o que pode impulsionar sua necessidade em trocar recebimentos futuros por valores imediatos. Negociar assim costuma ser vantajoso, e o Flamengo pode fazê-lo, em conjunto com o Fluminense e com eventuais patrocinadores ou empreendedores. O mercado financeiro também apresenta boas opções de captação em moldes de certificados de recebíveis.

     

    Particularmente eu vejo o ano de 2016 como o da estruturação de uma base sólida para grandes conquistas a partir de 2017. Todavia, na minha formação de administrador de empresas, eu trabalho com cenários, e o que projeto para o ano que vem é bem semelhante ao que esperamos da situação político-econômica do País como um todo. Imagino um ano difícil, mas com boas notícias a partir do segundo semestre, o que, para nossa alegria, ainda existem coisas a serem disputadas.

    O momento atual é para que sejamos objetivos. Para tanto, todos temos que remar na mesma direção, o que facilita, e muito, a coisa. Afinal, regata é uma das nossas principais especialidades!

    Desejo boa sorte ao Muricy e, consequentemente, a todos os 40 milhões de integrantes da Magnética! Que Cláudio Pecego de Moraes Coutinho lhe seja uma das grandes fontes de inspiração…

    Cláudio Coutinho, saudade eterna! https://www.youtube.com/watch?v=WKmv78IxLAU

    Cordiais Saudações Rubro-Negras!

     


    Ricardo Martins escreve no blog Mulambeiros, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @Rick_Martins_BH

     

  • Flamengo acerta com Chiquinho, Juan e Rodinei; busca por contratações incontestáveis continua.

    Início do ciclo de contratação não é exatamente animador, mas isso não quer dizer muita coisa.

     

    “Chiquinho? É assim que o Fla vai ser campeão brasileiro??”. Foto: Santos/Divulgação

    O Flamengo começa a construir seu elenco para a próxima temporada e os primeiros nomes acertados são do zagueiro Juan, do lateral-direito Rodinei e do lateral-esquerdo/meia Chiquinho. Nenhum dos três são tratados pela cúpula de dirigentes rubro-negros como os jogadores que formarão a procurada base titular necessária para mudar o patamar técnico do time. Todos os dirigentes ouvidos nos últimos dias pelo Mundo Bola, independente da base de atuação, se mostraram convictos na afirmação de que o próximo triênio é todo dedicado ao sucesso do futebol.

    O que apuramos até agora é que o Flamengo vai trazer três nomes de primeira linha e incontestáveis, mas vamos falar com mais atenção sobre os jogadores acertados e que já sofrem certa rejeição da impaciente (com toda a razão) Nação Rubro-Negra.

    Juan em fevereiro completa 37 anos. Um craque internacional que retorna, finalmente, para encerrar sua carreira no clube de coração. Visto como um jogador que pode ajudar muito Muricy Ramalho e o grupo como um todo. O nosso colunista Daniel Endebo mostrou de forma surpreendentemente taxativa (baseando-se numa análise com dados relevantes), em texto intitulado Definindo Papeis, que há diversos pontos positivos com a vinda de Juan. Mais ainda pela expectativa da diretoria ser exatamente a demanda que o jogador pode entregar. Para ler o texto no Blog Molambo Racional, vale o clique aqui.

    Juan, entretanto, não será a prometida grande contratação para a zaga do Flamengo. Segundo a avaliação de um dos responsáveis pelo futebol rubro-negro, do jogador será esperado importância pontual. Isso pode ser traduzido em ajuda em campo, mesmo que repita a média dos últimos anos, e ajuda fora de campo. Juan é um ídolo do Flamengo, independente de qualquer coisa. E isso importa muito, na prática, para o grupo de jogadores que não vai zarpar dentro da Barca 2015.

    Chiquinho tem 26 anos e pode ser considerado um jogador experiente. Teve passagens pelas Bases do CFZ de Brasília e América Mineiro. Em 2009 foi lançado profissionalmente no Atlético Mineiro por Emerson Leão. Em 2010 começa a peregrinar por clubes como Tupi, Ipatinga e Nova Iguaçu, onde disputou o Carioca de 2012. De volta ao Ipatinga para a disputa do campeonato Brasileiro da série B, teve uma ótima temporada e transferiu-se para o Corinthians, reforçando o elenco alvinegro recém campeão da Libertadores para o resto da campanha no BR2012.

    Emprestado à Ponte Preta em 2013, teve temporada regular como titular. Apesar da Macaca ter sido rebaixada no Brasileiro daquele ano, fez parte do vice-campeonato da Copa Sul-Americana, maior feito da história centenária do clube de Campinas. Novamente teve oportunidade em um grande brasileiro e 2014 começa com chegada ao Fluminense. No time tricolor, Chiquinho não agradou nem na meia, nem na lateral. Apesar de sempre receber oportunidade, a rejeição por parte da torcida foi grande. Este ano foi tentar a sorte no Santos, onde novamente não deslanchou em um clube grande.

    Alguns motivos para a vinda do jogador: 1) O titular da lateral-esquerda é um jovem de 18 anos. Mesmo que na Base tivesse outro promissor talento, seria muito perigoso ter na composição do elenco dois garotos; 2) O jogador é polivalente, chega pra ser o reserva de Jorge mas pode atuar no meio, como segundo volante. Com certeza será muito útil na disputa do Carioquinha; 3) Jogador virá sem custo nenhum e; 4) Muricy deu aval.

     

    Rodinei é uma aposta. Foto: Ponte Preta/Divulgação

     

    Por fim, o lateral-direito Rodinei. Posição carente no futebol brasileiro, o clube vai ficar com Pará que tem contrato até o fim do ano com renovação automática por mais dois anos. Muricy treinou Pará no Santos, tem apreço pelo jogador e as informações que nos chegam da Gávea é que o jogador seguirá no Mengo.

    Então o plano é trazer o jovem de 23 anos, considerado por muitos a revelação do campeonato na posição e torcer que dê certo. Vamos combinar que não precisamos de nenhum Leandro Peixe-Frito na lateral para sermos campeões brasileiros. Em último caso caberá ao técnico minimizar as dificuldades. Qualquer time comprometido e bem treinado pode suplantar a fragilidade de um setor como a lateral. Exemplo próximo é o do atual campeão brasileiro do possante Fagner.

    O clube vai trazer um zagueiro, um volante e um meia cujos nomes vão fazer a alegria da galera. O Fla espera fechar com os três grandes nomes ainda em dezembro. A meta é um time titular cem por cento fechado antes da temporada. Mas as contratações difíceis são mais demoradas e precisam da nossa paciência. Paciência esta que também devemos ter para com os jogadores que chegam sem status de grande contratação. Juan, chamado de velho, Chiquinho, possivelmente o novo alvo das cornetas e Rodinei, um jovem que pode se assustar no início, ainda não entraram em campo e muito menos são culpados pela péssima temporada dos seus colegas de novo time.

     

     


    Diogo Almeida faz parte da Equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @DidaZico.

     

  • Números do Flamengo no Brasileirão 2015

    No último domingo, 6, o Flamengo despediu-se do Campeonato Brasileiro 2015 com a sua 19ª derrota na competição. Ou seja, um turno do Brasileirão resumiu-se em derrotas. Com aproveitamento fraco como mandante, o Flamengo até ameaçou lutar por uma vaga pra Libertadores 2016, chegando a ficar 2 rodadas no G4 (que saudades), mas diversos fatores (principalmente extracampo) resultaram nessa 12ª colocação. Nesse texto, traremos com detalhes os números dos atletas, dos treinadores e do time na competição.

    Jogos

    Héctor Canteros foi o jogador rubro-negro que mais entrou em campo no Brasileirão 2015,

    com 34 partidas. Éverton e Marcio Araújo, com 33 cada, fecham o Top 3. Ambos estiveram

    presentes no clube em 2014.

     

     

    Gols e Assistências

    Alan Patrick estreou na derrota para o Atlético-MG, no Maracanã. Disputou 26 jogos com o

    Manto Sagrado, e foi o líder desses dois quesitos: 7 gols e 5 assistências. Inclusive, todos os

    gols dele, foram no Maracanã. Kayke também se destacou: em 16 jogos, fez 6 gols e 2 passes

    que resultaram em gol. Kayke teve a melhor média de gol por jogo (0,37) e Pablo Armero, a

    melhor média de assistências por jogo (0,5).

     

     

     

    Cartões

    Foram 82 cartões amarelos e 6 cartões vermelhos, distribuídos para 26 atletas. Éverton e

    Canteros foram os que mais foram amarelados (7 cada), e Jonas, o mais expulso (2).

     

     

     

    Técnicos

    4 treinadores comandaram o Flamengo nesse Brasileirão. Oswaldo de Oliveira teve o melhor

    aproveitamento, com pouco mais de 50%. Jayme, em apenas 2 jogos, obteve 2 derrotas.

     

     

    Números totais

     

    Detalhes – Gols Marcados e Gols Sofridos

     

     

     


    Adriano Skrzypa escreve no Blog Flamengo em Números, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @FlamengoNumeros
  • Com um segundo quarto arrasador, Fla vence Caxias do Sul na Gávea

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    Após uma segunda-feira (07) agitada com as eleições do clube, o ginásio Hélio Maurício receberá mais um jogo do NBB 8. O Orgulho da Nação, 3º colocado, recebe o caçula Caxias do Sul, penúltimo colocado, pela oitava rodada do campeonato, buscando a terceira vitória seguida na competição.

    No primeiro quarto, a equipe visitante começou melhor e abriu 11 a 7, com três bolas de três pontos em quatro tentadas, mas o Orgulho da Nação reagiu, mesmo não tendo um bom aproveitamento de quadra e contou com a boa participação de Marcelinho Machado para virar e vencer o primeiro quarto por 19 a 13. Destaques do quarto foram Marcelinho (FLA) com 5 pontos, Jason Robinson (FLA) com 7 pontos e Marcão e Diego (CAX) com 3 rebotes cada.

    No segundo quarto, o Mengão começou melhor e abriu uma corrida de 5 a 0, 24 a 13, forçando o pedido de tempo de Rodrigo Barbosa. Após o tempo, começou o massacre rubro-negro, com ótima partida coletiva, e boa participação de Mingau, para abrir incríveis 40 a 15, e ai foi só administrar até o fim do período e ir para os vestiários com a partida praticamente definida: 47 a 20 (28 a 7 no quarto). Destaques do quarto foram Mingau (FLA) com 8 pontos e 3 rebotes, Marcelinho (FLA) com 6 pontos, JP Batista (FLA) com 5 rebotes e Vinícius (CAX) com 5 pontos.

    Na volta do intervalo, Meyinsse marcou os dois primeiros pontos do período, o rubro-negro abrir trinta pontos de frente, mas após isso a equipe visitante fez uma corrida de 10 a 0, cortou a desvantagem para vinte pontos e forçou um pedido de tempo de José Neto, 53 a 33. Após o tempo, o rubro-negro até conseguiu aumentar a vantagem novamente para 29 pontos, mas outra reação dos gaúchos, trouxe a vantagem no fim do quarto para 21 pontos, 61 a 40, Caxias 20 a 14 no período. Destaques do quarto foram JP Batista (FLA) com 5 pontos, Diego, Gustavinho e Vinícius (CAX) com 6 pontos.

    No último quarto, a equipe comandada por José Neto começou com tudo e abriu uma corrida de 10 a 2, retornando a vantagem para 71 a 42, forçando mais um tempo de Rodrigo Barbosa. Após o tempo, o atual tricampeão do NBB abriu 31 pontos, 78 a 47, com grande participação de Marquinhos. Nos cinco minutos finais, restou ao FlaBasquete administrar e aumentar a vantagem e garantir a terceira vitória seguida na competição, Flamengo 93 x 51 Caxias do Sul (Fla 32 a 11 no quarto).

    A próxima partida do Orgulho da Nação é na quinta-feira (10) contra o Pinheiros no Hélio Maurício também às 20h

    Destaques:

    Flamengo:

    Pontos: Meyinsse com 17 pontos

    Assistências: Marquinhos e Jason com 4 assistências

    Rebotes: JP Batista com 8 rebotes

    Caxias do Sul:

    Pontos: Vinicius e Diego com 13 pontos

    Assistências: Vinicius e Betinho com 2 assistências

    Rebotes: Dida com 4 rebotes

  • Deem o Flamengo à torcida

     

    Todos nos orgulhamos de ter a maior torcida do Brasil, batemos no peito e bradamos alto que somos o único clube nacional, uma verdadeira Nação, enquanto o Corinthians é um clube de grande torcida, porém regional, sem a representatividade que o Flamengo tem.

    Quando o Flamengo vai jogar em outros estados geralmente há festa, grande recepção no aeroporto, estádios cheios, e, por várias vezes, estão em maior número que a torcida do time da casa. Quando se faz necessário que o Flamengo venda o mando de campo, salvo raras exceções, a torcida também comparece e faz bonito.

    E os rankings de venda de camisa? Não há qualquer dúvida de que o Flamengo vende mais produtos oficiais, incluindo camisas, como prova o ranking da Centauro onde desde julho o Flamengo só não liderou nos meses de outubro (3°) e dezembro (3°) mesmo sem fazer uma campanha brilhante.

    O programa de sócio torcedor do Flamengo é um dos que menos benefícios concede, inclusive só permitindo adesão por cartão de crédito, também garantindo que só apareçam no ranking do Futebol Melhor os STs que estejam em dia e, mesmo assim, com uma temporada cheia de vexames, o Flamengo aparece em 7° com 65.329 sócio torcedores.

    Mas o que tudo isso tem a ver com a eleição do Flamengo?

    Havia aproximadamente 7.200 sócios aptos a votar no dia 7/12/2015 para definir quem seria o Presidente do Flamengo de 2016 a 2018 e apenas 2.753 sócios, cerca de 38%, foram exercer seu direito. Menos da metade dos sócios aptos a votar definiram o futuro do Flamengo, clube que só é gigante pela torcida imensa que possui!

    Como pode a paixão de quase 40 milhões de brasileiros ser definida por 2.753 pessoas?

    Para terem uma ideia do quão ridículo isto é, vamos comparar o Flamengo com o Internacional. Enquanto o clube carioca possui 18% da torcida do país, o clube gaúcho tem apenas 3%, o que em números significa que o Flamengo tem 30 milhões de torcedores a mais que o Internacional. Entretanto, em sua última eleição em dezembro de 2014 o clube gaúcho teve seu destino definido por 21.292 sócios, quase 10x mais votos que definiram a eleição do Flamengo.

    Não é admissível que o destino do Flamengo seja definido por um corpo eleitoral tão insignificante, o clube foi fundado com finalidade esportiva e cresceu como marca, como Nação, pelas glórias obtidas pelo Remo, Futebol, Basquete, Vôlei, Ginástica e tantos outros esportes que já foram ou ainda são modalidades profissionalmente praticadas. Já passou da hora do clube se abrir para a torcida, adotar categorias de sócio com preços menores e restrição a visita à sede social.

    Uma alternativa seria a mudança do estatuto para permitir que o sócio torcedor tenha direito a voto após 3 anos de contribuição ininterrupta como é o caso da categoria OFF-Rio, que aliás é muito pouco divulgada como opção. Outra medida importante é a adoção do voto online para permitir que quem more em qualquer cidade do país possa votar e minimizar problemas como sócios que não querem enfrentar trânsito e chuva para ir até a sede do clube.

    Operações pela internet são tão seguras, que os bancos disponibilizam praticamente todos os serviços online.

    Para terem um ponto de comparação da diferença que faz ter votação online, vejamos novamente o caso do Internacional. O clube em 2008 teve votação presencial no Gigantinho e em 8 cidades do interior do Rio Grande do Sul e obteve um total de 7.423 votos para presidente, número que praticamente triplicou com a adoção de votação online em 2014 que teve os 21.292 votos.

    Um dos argumentos mais usados para combater essa abertura é a de que o torcedor vota com o coração e não conhece a política do clube, o que é uma mentira deslavada. Hoje em dia qualquer um, em qualquer lugar do globo, pode ficar por dentro do que acontece no clube, inclusive na política, já que temos as chapas fazendo campanha na internet, cobertura da mídia formal e, principalmente, o excelente trabalho da mídia rubro-negra em portais como o Mundo Bola (@Mundo Bola_CRF) ou de pessoas como a Vivi Mariano (@vivi_mariano) e o Túlio do Blog Ser Flamengo (@BlogSerFlamengo) que fizeram uma série de entrevistas e coberturas de vídeo de todas as chapas, com imparcialidade e muito mais conteúdo que a mídia tradicional.

    Outro argumento muito usado é o de que uma categoria de associação barata poderia permitir manipulação de resultado. Oras, para que uma pessoa possa votar seria necessário desembolsar quase R$ 1.500,00 em 3 anos, vamos supor que um maluco resolva investir 2 milhões de reais nisso, conseguiria manipular 1.330 votos, o que num universo de quase 70 mil leitores é absolutamente nada! Para conseguir 10 mil votos teria que investir 3 milhões por ano, 15 milhões no triênio e mesmo assim a possibilidade de manipulação não é garantida. Portanto, não aceito como argumento válido.

    Para terem uma ideia, se usarmos o percentual de votos do Internacional em relação ao tamanho da sua torcida como parâmetro, o destino do Flamengo seria decidido por 126 mil rubro-negros, um número ainda inferior a 0,5% da torcida, mas muito mais representativo e legitimador que os menos de 3 mil votos que definiram o próximo triênio.

    O Flamengo é gigante pela sua torcida, tem um dos maiores orçamentos do futebol brasileiro, torcedores por todo país que sustentam essa paixão ao adquirir produtos oficiais, assistir aos jogos na TV (o que garante nossas gordas cotas de TV), ir aos jogos onde quer que o time jogue e ao assinar planos de sócio torcedor. E, se é a torcida que banca e garante a grandeza do Flamengo, que seja também a torcida a responsável por decidir os rumos do clube.

    Saudações Rubro-Negras

    Fontes: Blog Teoria dos Jogos, O Globo, S.C. Internacional pág. 1 e pág. 2

     


     

    Nayra M. Vieira escreve no blog Flamengo em Foco, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @NayraMV