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  • No reencontro com Shilton, Fla encara Minas fora de casa

    Após derrota no último jogo, o Orgulho da Nação quer sua sétima vitória

    (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

    Após a derrota em casa por 83 a 79 para o Pinheiros, o Flamengo agora encara o Minas na Arena Minas Tênis Clube, em Belo Horizonete (MG), na próxima terça-feira (15), às 19h30 (horário de Brasília). A partida não tem transmissão na televisão, mas o Mundo Bola faz tempo real no twitter.

    O principal inimigo do Orgulho da Nação até agora é a falta de regularidade. Como falou José Neto após o último jogo, quando o time conseguir ser consistente, o melhor rendimento virá. E é isso que os rubro-negros buscam nesse confronto. Segundo o treinador, será difícil, mas eles estão focados.

    “Nesse campeonato não tem nenhum jogo fácil. Contra o Minas em Belo Horizonte sempre foi um jogo difícil, é um time que joga com muita intensidade, que tem muito volume de jogo, então a gente está preparado para isso e já estamos focando para sair com uma vitória de lá”, disse.

    O confronto tem história. As duas equipes, que participaram de todas as edições do NBB, já se encontraram 14 vezes e os rubro-negros tem ampla vantagem. São 11 vitórias do FlaBasquete e 3 dos mineiros. Outro fator interessante é que Meyinsse pode se tornar o quinto atleta do Flamengo a alcançar os mil pontos no torneio, disputando sua terceira temporada, falta apenas mais um para o pivô chegar à marca.

    O Minas é o sétimo colocado no campeonato e em 10 partidas tem 5 vitórias e 5 derrotas. No último jogo conseguiram um triunfo sobre a Liga Sorocabana fora de casa por 61 a 58 com uma bola de três no último segundo. O duelo marcará o reencontro do Flamengo com o pivô Shilton. O atleta passou duas temporadas na Gávea – as edições de 2012/13 e 2013/14 – e conquistou o bicampeonato do NBB.

    Ficha técnica:

    Minas x Flamengo

    Local: Arena Minas Tênis Clube (MG)

    Horário: 19h30 (horário de Brasília)

    Transmissão: Tempo real no Twitter do Mundo Bola

    Prováveis escalações:

    Flamengo: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Rafael Mineiro e Meyinse. Técnico: José Neto

    Minas: Coelho, Danilo, Siqueira, Sosa, Léo Demétrio e Shilton. Técnico: Cristiano Grama

  • O mundo é vermelho e preto pela primeira vez

    Um show em 45 minutos, uma vitória pra história, um mundo aos seus pés


    Zico carrega a taça mundial de clubes. (Foto: Reprodução)

    Com uma goleada incontestável, o Flamengo surpreende o mundo e derruba o gigante Liverpool e é campeão mundial de clubes.

    A tarde em Tóquio era linda, parece até que já estava escrito o que aconteceria. Diante de 62 mil pessoas, o estádio Nacional era tomado por torcedores, em sua maioria, rubro-negros.

    Conhecendo o poder ofensivo dos ingleses, o Flamengo começou impondo o jogo para evitar qualquer tipo de sufoco. O Flamengo deu as cartas desde o apito inicial e mostrou que não era o “time do Maracanã”. Com um toque de bola sensacional, clássico,  as jogadas pareciam ser feitas por artistas, e na verdade eram, artistas da bola, aconteciam naturalmente, envolvendo e deixando os ingleses perdidos.

    Tanta qualidade e arte resultou no primeiro tento aos 13 minutos da etapa inicial. Nunes deu de calcanhar para Mozer, o zagueiro tocou para Zico no meio que fez um lançamento primoroso para o artilheiro das decisões, ele mesmo, Nunes, receber após uma furada de cabeça de Thompson e com classe mandar pro fundo das redes: 1 a 0.

    O mundo olhava sem acreditar, o Flamengo flutuava em campo. Com a vantagem adquirida, o Flamengo mostrou mais ainda o seu talento em campo. Zico em tarde inspirada mostrava o que é um camisa 10 de verdade.

    Aos 33 minutos McDermott derruba Zico na entrada da área inglesa. Falta perigosíssima, ainda mais quando se tinha um gênio das cobranças de falta como Zico. O camisa 10 bateu direto, Grobbelaar defendeu parcialmente e após tentativa de Lico, Adílio estufou as redes novamente: 2 a 0.

    Não demorou nem 10 minutos e o Flamengo fez o estádio Nacional se render ao encanto que o time causava. Aos 41 minutos do primeiro tempo, Adílio sobe pela direita e serve Zico, que dá um passe milimétrico pra Nunes, que livre, chutou cruzado no canto de Grobbelaar: 3 a 0.

    O que o Flamengo fazia era algo jamais visto. Será que o Liverpool teria forças pra reagir?

    A etapa inicial veio e só havia um questionamento entre os rubro-negros: quanto falta pra acabar?

    O Flamengo gastava tempo com seu toque de bola rápido. Um time mais neutro e menos agressivo teve muita paciência e simplesmente não deu chances ao Liverpool. Uma defesa bem compactada e arrumada.

    Quando Rúbio Vasquez apitou o final do jogo a festa, o alívio, o silêncio do rivais tomaram conta do mundo. O Flamengo é campeão mundial de clubes!

    Nunes comemora seu primeiro gol diante do Liverpool. (Foto: Reprodução)

    FICHA DO JOGO: Flamengo 3×0 Liverpool

    Final do Mundial de Clubes

    Data: 13 de dezembro de 1981

    Local: Estádio Nacional de Tóquio, Japão

    Público: 62 mil pessoas

    Gols: Nunes aos 13′ e 41′ e Adílio aos 33′ do 1º T

     

  • Rio-Hollywoody-Tóquio: a viagem do Flamengo para o Mundial de 1981

    Como parte das comemorações dos 34 anos da conquista do Mundial de 1981 pelo nosso Mengão, pensei em escrever um pouco sobre como o Flamengo chegou até o fenomenal 13 de dezembro de 1981, em Tóquio.

    Não, não estou falando do gol do Rondinelli, ou das campanhas no Brasileiro de 1980 e na Copa Libertadores de 1981. Vocês já pararam pra imaginar o perrengue que deve ter sido sair do Rio de Janeiro e chegar na capital japonesa no início da década de 80? Aviões mais lentos, menos conforto… Fato que não foi uma viagem simples e que não seria fácil.

    Não deixe de ler: Flamengo 3×2 Atlético: a verdadeira história da decisão do Brasileiro de 80

    Além da longa distância (lembrando que a viagem que os ingleses do Liverpool fariam seria bem mais curta e com menor efeito de fuso-horário), o Flamengo embarcaria no dia 7 (segunda-feira) para o jogo mais importante de sua história apenas um dia após uma desgastante final de Estadual contra o Vasco (no dia 6, vitória de 2×1, Adílio e Nunes, e mais um título).

    Aliás, os últimos 35 dias daquela temporada incluíram 11 jogos (com as finais de Libertadores e o histórico 6×0 no Botafogo) em quatro países diferentes. Soma-se a isso tudo o episódio da morte de Cláudio Coutinho.

    Com toda certeza, a maior preocupação do novo técnico Carpegiani não era de fato treinar a equipe, mas sim descansar os jogadores, física e psicologicamente, depois de uma longa temporada. E foi bem por aí.

    Para facilitar a adaptação ao fuso-horário, o planejamento do Flamengo incluía alguns dias em Los Angeles, nos Estados Unidos, de onde partiria o voo que finalmente levaria nosso time pro Japão. Caso a viagem fosse direta para Tóquio, nosso esquadrão teria que encarar gostosas VINTE E OITO HORAS de viagem.

    Saiba mais: Os consagradores 17 minutos de Carpegiani

    Nada convidativo pra quem iria encarar o campeão europeu em poucos dias, né? O voo para os EUA ainda incluiu uma escala em Lima, no Peru (como se a viagem não fosse desgastante o suficiente), totalizando 18 horas. Adílio, com aval da comissão técnica e do grupo, viajou pouco depois e encontrou com a delegação nos EUA, pois se casou logo após a final do Estadual.

    A delegação ainda contava com Anselmo que, suspenso após a agressão a Mario Soto na final da Libertadores, não poderia jogar – o que não o torna menos campeão do mundo do que ninguém da delegação rubro-negra.

    A estadia foi no Hotel Inn Hollywood, que está em funcionamento até hoje! Fica a mais ou menos meia hora do Aeroporto Internacional de Los Angeles. Hoje é um dois estrelas simples, mas arrumadinho, bem no centro da cidade.

    Uma localização boa pra escapar do trânsito até a Hollywood High School, a escola secundária que seria o local de treinamentos do time, que ficava a 15 minutos apenas do hotel. Nessa escola, como poderíamos esperar, estudaram diversas estrelas do cinema mundial, como James Garner, Laurence Fishburne, Ricky Nelson, Jane Fonda, entre outros.

    Não deixe de lembrar também: Quando o Rei Pelé vestiu a camisa 10 do Flamengo no Maracanã

    O gramado da Hollywood High nem ao menos tinha as marcações do futebol, e teve de ser adaptado. Hoje em dia, o campo serve como centro de treinamentos do time de futebol americano da escola, que curiosamente é conhecido como “Os Sheiks” (curioso tanto pelos problemas políticos entre os EUA e países islâmicos quanto pela coincidência do apelido do nosso atual camisa 11).

    Além dos treinos leves, o elenco aproveitou pra tirar o que seria a foto oficial do título (a que abre esse post). Além do bate-bola, que não contou com alguns jogadores poupados, inclusive Júnior e Figueiredo (que não conseguiu jogar a final e deu lugar a Mozer), rolou um jogo treino com alguns alunos do colégio, que acabou interrompido após o Flamengo chegar rapidamente ao décimo gol da atividade.

    Os poucos treinos na Califórnia serviram apenas para soltar a musculatura, mas o foco de relaxar os jogadores não foi deixado de lado: o elenco foi liberado praticamente todos os dias para rodar Los Angeles e conhecer a capital mundial do cinema. O livro “1981 – O Ano Rubro-Negro“, de Eduardo Monsanto, cita:

    “Nunes, fã de cinema, ficou empolgado ao conhecer a Calçada da Fama em Hollywood. Leandro circulava pela cidade quando passou por um estúdio de tatuagem. O cabofriense entrou e pediu ao tatuador que desenhasse um peixe em seu braço, um pouco abaixo do ombro. A passagem por Los Angeles ganhava uma lembrança eterna.”

    Mozer e Figueiredo, mais tarde, foram arrastados por Leandro pra fazerem a mesma tatuagem no mesmo estúdio. Zico e Adílio, os únicos a levarem suas esposas, e o resto do elenco chegaram a visitar a Disney World, o que rendeu fotos incríveis! Vamos lá: quando que você esperava ver na mesma foto Zico, Tita e… Pateta?

    O voo pro Japão, na quinta-feira, ainda rendeu mais um hilário episódio. Sem nenhum atleta acostumado a tão longa viagem, nosso artilheiro das decisões, Nunes, foi o autor da pérola: “Já estamos aqui dentro há mais de dez horas! Quando vai aparecer a lua???” pra matar de rir jornalistas e membros da comissão técnica e jogadores presentes no avião.

    Como se não bastassem as constantes brincadeiras com o meia-atacante Peu, principal alvo do elenco. Peu ostentava um senhor bigode, clássico na época, e foi alertado por Júnior e demais colegas, de que não deixariam ele entrar no Japão com aquele visual.

    Sem questionamentos, Peu raspou o bigode no banheiro do avião, pra matar todos de rir. Bom, acabou dando sorte!

    Na capital japonesa, o Flamengo se hospedou no Takanawa Prince. Apesar de bem próximo do aeroporto internacional, o trânsito em Tóquio era um verdadeiro inferno na época. O trajeto que hoje pode ser feito facilmente em menos de meia hora, levou mais de duas em 1981.

    Entretanto, os apenas sete quilômetros que separavam o hotel do estádio justificavam a localização. Já era sexta-feira, e o objetivo do dia era descansar das adicionais dez horas de viagem entre Los Angeles e o Japão. Os jogadores, que não são bobos, saíram para turistar.

    Anselmo, sem a pressão de ter que enfrentar os ingleses no domingo, adquiriu sua câmera fotográfica (artigo caríssimo e pouco acessível na época) e se tornou o fotógrafo oficial da delegação.

    Em Tóquio, o Flamengo fez um único treinamento de reconhecimento no Estádio Nacional, palco da decisão, na véspera da partida. O estádio foi inaugurado em 1958 para ser o principal palco das Olimpíadas de 1964.

    No início de 2015, o estádio foi demolido para ser completamente remodelado, visando o Mundial de Rúgbi em 2019 e, claro, os Jogos Olímpicos de 2020, num orçamento previsto de US$ 1 bilhão.

    A partida, bem, vocês sabem. É história.

    O voo de volta obviamente foi muito mais leve e tranquilo. Júnior, como não podia deixar de ser, puxava o samba e a festa com as taças com Zico e cia. Mas o elenco se dividiria. Enquanto parte voltaria para o Brasil, outra parte aproveitou a viagem e emendaram alguns dias no Havaí!

    O que não foi o caso de Leandro, que afirmava que “o Havaí dele era Cabo Frio, sua cidade natal”. Hospedados em Waikiki, capital da ilha, Adílio e os demais jogadores aproveitaram as praias e apresentaram o futevôlei e o samba para os havaianos, naquela farra convencional. Convenhamos: férias merecidíssimas!

    O carnaval rubro-negro ainda se estenderia no Rio de Janeiro e nos quatro cantos do Brasil. O único clube carioca campeão do mundo estava de volta pra casa, nos braços da Nação!

    Eu (e muita gente que é viciado em viajar) costumo dizer que viagem é uma coisa que você coloca dinheiro e sai mais rico. Seja por causa de uma experiência, uma atração qualquer, um restaurante, até mesmo uma tatuagem (né Leandro?).

    A viagem que acabei de relatar, parando pra pensar, foi a mesma coisa. Saímos do Brasil como um novato campeão da Libertadores e voltamos como os maiores do mundo. Hoje, ser a referência do futebol no mundo, o exemplo, para nós rubro-negros, não é um sonho. É apenas uma viagem que queremos repetir. Já sabemos o caminho.

    Ainda sobre o assunto, recomendo o texto do Francisco Moraes, conhecidíssimo torcedor do Flamengo que escreve em seu site História de Torcedor, contando como ele e amigos fizeram pra chegar em Tóquio.

    Espero que tenham curtido essas histórias da viagem mais importante que o Flamengo já fez. Se os ingleses do Liverpool ficaram imaginando que, para serem atropelados daquele jeito, nosso time treinou duro na semana que antecedeu o jogo, bom… Não precisaram!

    Saudações Rubro-Negras!

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  • Toda vez, no 13 de dezembro

     

    Gerrinson R. de Andrade | Twitter: @GerriRodrian

     

    Toda vez, no 13 de dezembro
    é inevitável de se lembrar,
    aniversário de Luiz Gonzaga, nosso rei do baião,

    fez música de maestro grande.

    Toda vez, no 13 de dezembro
    é inevitável de se lamentar,
    dia do Ato Institucional número 5, em 1968,

    ditadura e militarismo e controle.

    Toda vez, no 13 de dezembro,
    alguns devem saber,
    o Dia do Pedreiro, esse trabalhador de construir cidades,

    tijolo por tijolo, muita areia fina e grossa.

    Toda vez, no 13 de dezembro,
    na mitologia do povo,
    Dia de Santa Luzia, a Lúcia de Siracusa,

    protetora dos oftalmologistas, dos oculistas e dos olhos de todo mundo.

    E toda vez, no 13 de dezembro,
    o rubro-negro recorda e se emociona,
    o jogo emblemático, o chocolate dos chocolates,

    Flamengo, esbofeteando o Liverpool.

    Sempre, no 13 de dezembro, é dia:
    aplaudir de pé, tirar o chapéu,
    agradecer pela temporada das temporadas.

    13 de dezembro, o thanksgiving do flamenguista.

    O momento de subir o polegar no tudo joia,
    mirar cada jogador no poster dos campeões,
    agradecer lá do fundo das profundezas.

    Foi alegria demais, continuada para sempre.

    Mas não há sucesso sem a dor no cotovelo alheio
    e toda vez, no 13 de dezembro,
    renasce também a inveja dos mil demônios.

    Há 34 anos os neuróticos piram.

    E o mais carismático e talentoso time que jogou sobre a Terra,
    tanto amigos e amantes ganhou,
    quanto produziu inimigos frustrados e detratores.

    13 de dezembro é imensurável.

    Pois, na real, outros até ganhariam o mesmo título,
    mas nenhum deles com Zico em campo.
    Nenhum outro esbanjou tanta autoridade.

    Hoje é dia de cada rubro-negro pensar em sua própria grandeza.

    Orra, é Mengo!

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    Gerrinson R. de Andrade escreve no Blog Orra, é Mengo, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.

     

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  • Faltam 24 horas pro jogo mais importante da história do Flamengo

    Os dois maiores times do futebol da atualidade decidem em Tóquio quem será o campeão mundial


    Liverpool ou Flamengo: quem conquistará o mundo? (Foto: Reprodução)

    Flamengo e Liverpool vão em busca do título mundial neste domingo, no estádio Nacional de Tóquio. A ilha de Honshu, onde fica a metrópole japonesa abriga a maior conglomeração populacional do mundo por metro quadrado e está de braços abertos para receber um esporte ainda incipiente na milenar cultura oriental. Nas ruas da cidade pudemos ver muitos turistas ingleses e brasileiros comprando ingressos e o povo japonês já escolheu o Mais Querido como o time a de sua preferência. Com certeza o clima será de Maraca lotada amanhã.

    Ao caminharmos pelos arredores do estádio já não nos surpreendemos mais com a proliferação de rodas de samba formadas por torcedores que cruzaram o globo solitariamente ou em caravanas para ver o Fla. Aqui estão brasileiros do Oiapoqui ao Chuí, literalmente, cantando a alegria de ser rubro-negro. O carnaval futebolístico se espalha, abraçando o esforçado e gentil povo japonês, tão carente dessa felicidade onírica.

    A equipe inglesa vai pra mostrar seu favoritismo e poder sobre o futebol do mundo. A tricampeã europeia, comandada por Neal, Kennedy, Dalglish, McDermott e Souness e que venceu o poderoso Real Madrid na decisão da Liga dos Campeões por 1 a 0, com gol do próprio Kennedy, quer mostrar a força do futebol inglês e superioridade sobre os rivais. Os Reds dominam o futebol não apenas da ilha britânica, como de toda a Europa Ocidental. Conquistaram de 1973 até aqui (1981) seis troféus continentais, e são considerados pelos especialistas e amantes do jogo no Velho Mundo uma equipe que vai entrar para a história como um dos maiores esquadrões montados na história do esporte.

    O Flamengo quer surpreender e acabar com a fama de “time do Maracanã”, apelido que condiciona de maneira pouco inteligente a capacidade impressionante de jogar bola deste fabuloso aglomerado de craques comandado pelo gênio da raça Zico, cada vez mais saudado como o grande craque nacional, e legítimo herdeiro da linhagem de Pelé na Seleção Brasileira.

    O Fla vem de uma dura missão na decisão da Libertadores, quando bateu o violento time do Cobreloa, há pouco menos de 20 dias. Após 3 jogos muito pegados e catimbados, o Flamengo venceu os chilenos por 2 a 0 em Montevidéu, com dois gols do nosso camisa 10, conquistando a América e o passaporte para estar aqui na terra do sol nascente.

    O time mais popular do futebol tupiniquim além de brilhante é veloz e raçudo. Recheado de craques, uma máquina pensada pelo falecido Cláudio Coutinho, montada pra trabalhar sem muito desgastar suas valiosas peças e conduzir a máxima entrega de resultados. Depois do título brasileiro de 80, o primeiro da história do Mengão, libertar a América do Sul há três semanas, é hora do ardor rubro-negro ecoar por todos os quatro cantos do mundo! Vamos torcer sem esquecer do lema “Vencer, Vencer e Vencer”. Sucesso, Mengo!

     

    Depois de sofre até com pedradas contra o Cobreloa, time espera um jogo mais leal contra os Reds.

     

    FICHA TÉCNICA

    Final do Mundial de Clubes

    Data: 13 de dezembro de 1981

    Local: Estádio Nacional de Tóquio, Japão

    Horário de início: 00h (horário de Brasília) e 12h (horário de Tóquio)

    Flamengo: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Lico e Nunes. Técnico: Paulo César Carpegiani.

    Liverpool:  Grobbelaar; Neal, R. Kennedy, Lawnson e Thompson; Hansen, Dalglish e Lee; Johnstone, Souness e McDermott (Johnson). Técnico: Bob Paisley.

    Árbitro:  Rúbio Vasquez (MEX)

     


    Yann Rodrigues faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @yann_rodrigues
  • “Faltou praticamente tudo”, diz José Neto após derrota para o Pinheiros

    Treinador falou sobre a importância da defesa e da falta de consistência

    (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

    Na última quinta-feira (10), o FlaBasquete sofreu sua terceira derrota no Novo Basquete Brasil 8. Após um final emocionante, os rubro-negros não conseguiram reverter o placar e o Pinheiros saiu da Gávea com a vitória por 83 a 79. Após o revés, o Mundo Bola falou com o treinador campeão de tudo pelo Flamengo, José Neto.

    Em uma noite onde tanto defesa quanto ataque deixaram a desejar, Neto reconheceu que o time ficou devendo: “Faltou praticamente tudo, faltou uma intensidade maior que a do Pinheiros, a gente se impor da maneira como vínhamos fazendo anteriormente. Acho que faltou muito e nós estamos conscientes disso”.

    “A gente era a melhor defesa do campeonato e talvez hoje tenhamos perdido o posto por conta dessa pontuação que o Pinheiros fez. Ofensivamente também foi um aproveitamento muito baixo. Somos uma das equipes mais eficientes, mas não conseguimos ser hoje, então foi um dia que deixamos praticamente tudo a desejar”, completou.

    A parte defensiva tem sido um ponto muito positivo até esse momento do NBB 8. São apenas 618 pontos sofridos em nove jogos, ou seja, uma média de 68,6 por partida. O técnico explicou a importância que esse quesito tem no rendimento do Flamengo.

    “Temos um time que consegue ser intenso e quando a gente consegue aplicar isso, é como foi, por exemplo, no começo do jogo, quando abrimos 10 a 0. A gente aproveita muito da situação defensiva para fazer pontos. E quando a gente não consegue ter isso, temos muita dificuldade. São coisas que a gente precisa voltar a fazer, nosso time tem capacidade pra isso. Agora é focar no próximo jogo pra que a gente possa voltar a vencer no campeonato”, comentou Neto.

    O entrosamento foi um problema no início da temporada graças ao grande número de mudanças no time. Com a disputa dos jogos, o grupo conseguiu ter ótimos desempenhos, mas, para José Neto, ainda falta consistência para que seja 100%: “Falta a gente ser consistente. A gente conseguiu, na maioria dos jogos, impor uma maneira de jogar e por isso conseguimos a vitória, e quando a gente deixou de fazer isso, não conseguiu mais impor esse ritmo a gente perdeu, como foi hoje, contra Paulistano e Bauru”.

    “Qualquer coisa que eu fale além da capacidade da gente executar isso é uma justificativa e eu não gosto de ficar dando justificativas. Se cada derrota ficarmos dando justificativas, a gente não evolui. Então é analisar os nossos erros, pois hoje fomos abaixo daquilo que queríamos e daquilo que a gente tava fazendo”, finalizou.

    O próximo desafio do Flamengo é em Belo Horizonte, contra o Minas. O duelo acontece no dia 15, terça-feira, às 19h30 (horário de Brasília), na Arena Minas Tênis Clube.

  • Rodinei, o novo reforço do Flamengo

    Lateral-direito assina com o Mais Querido até 2019


    Lateral Rodinei ainda pela Ponte Preta. (Foto: reprodução)

    Rodinei Marcelo de Almeida, 23 anos, natural de São Paulo, mais especificamente de Tatuí. O lateral-direito que teve muito destaque nesse campeonato brasileiro de 2015 é o novo reforço do Flamengo. O atleta assinou por 4 anos na última quinta-feira (10/12/15).

    Para quem não conhece, Rodinei se destacou muito pela Ponte Preta nesse ano. O jovem lateral-direito ficou muito conhecido após o ótimo campeonato nacional que fez, e isso chamou a atenção do Fla.

    Rodinei começou sua carreira aos 17 anos. Passando por times pouco conhecidos acabou chegando as categorias de base do Avaí onde se tornou destaque e ganhou chance no profissional em 2011, mas não chegou a atuar.

    Rodinei foi para o Corinthians para atuar nos juniores onde sofreu bulliyng, sendo chamado de “bom de bola” ironicamente. Pelo profissional do time paulista fez apenas um jogo no qual nem chegou a ser titular.

    Após passagens por Crac, de Goiás, e Penapolense onde se destacou na equipe que surpreendeu no paulistão de 2014, o jogador teve sua contratação pela Ponte Preta confirmada, mas ainda era vinculado ao Avaí e ficaria na Ponte até o fim de 2014 para a disputa do Campeonato Brasileiro da série B. No seu segundo jogo com a camisa da equipe de Campinas, o lateral fez seu primeiro gol e, mantendo regularidade, não perdeu mais a posição. Rodinei foi considerado o melhor lateral-direito da série B de 2014.

    Ao fim do ano, ele assinou com o Hortolândia e adquiriu seus direitos econômicos. No fim das contas, o atleta acabou renovando com a Ponte para o ano de 2015, cedido por empréstimo até o fim desse ano. O lateral manteve o nível e foi um dos principais trunfos da Ponte esse ano.

    Após ser cobiçado por Corinthians, Grêmio, entre outros clubes do Brasil, Rodinei assinou com o Flamengo.

    São 119 jogos na carreira, 2 gols e 8 assistências. Apesar de não ter números exorbitantes, o lateral é fundamental taticamente.

  • Em jogo com final emocionante, Fla perde a terceira no NBB

    Após vencer com muita facilidade a equipe do Caxias do Sul, o FlaBasquete (3º) recebeu o Pinheiros (6º) no ginásio Hélio Maurício na noite de quinta-feira (10).

     

    Derrota em casa. Foto: Gustavo Duarte/Mundo Bola

    A tradicional equipe paulista buscava voltar a vencer após duas derrotas fora de casa para Macaé e Paulistano, enquanto o rubro-negro buscava a quarta vitória seguida na competição. O técnico José Neto mandou a quadra o seguinte quinteto: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e Jerome Meyinsse. Já César Guidetti, treinador do Pinheiros, mandou a quadra os seguintes jogadores: Holloway, Bennett, Lucas Dias, Renan e Arthur.

    No primeiro quarto, Olivinha voltou a pontuar após um mês parado e o Orgulho da Nação começou abrindo 7 a 0, após dois ótimos trabalhos defensivos. e duas cestas de Jerome Meyinsse, e após uma cesta de três de Robinson, 10 a 0, o técnico César Guidetti. Após o tempo, a equipe paulista finalmente entrou na partida e anotou seis pontos seguidos, cortando a desvantagem para quatro pontos, 10 a 6. Após três pontos de Marquinhos, a equipe paulista anotou mais uma corrida de 6 a 0, trazendo a diferença para apenas um ponto, 13 a 12. A partir disso, as equipes trocaram cestas, e o rubro-negro terminou o quarto vencendo por quatro pontos, 20 a 16. Os destaques do quarto foram Bennett (PIN) com 6 pontos, Arthur (PIN) com 4 rebotes, Jason Robinson (FLA) com 5 pontos e Rafael Luz (FLA) com três assistências.

    No segundo período, a equipe do Pinheiros virou rapidamente a partida, 22 a 20, em uma corrida de 6 a 0. Mesmo após reagir e retomar a dianteira no placar, 28 a 27, o Pinheiros abriu 31 a 28, com dois lances livres após o tempo de José Neto. Após o tempo, a equipe paulista aumentou ainda mais a sua vantagem, 40 a 33 após bons trabalhos defensivos e ótimo aproveitamento ofensivo, forçando outro tempo de Neto no quarto. Após o segundo tempo de seu treinador, o Orgulho da Nação cortou a desvantagem para quatro pontos, mas foi para o intervalo perdendo por quatro pontos, 40 a 36, 24 a 16 para a equipe paulista no quarto. Os destaques do quarto foram Marcelinho (FLA) com quatro assistências, JP Batista (FLA) com três rebotes, Holloway (PIN) com seis pontos, Georginho (PIN) com três rebotes e Humberto (PIN) com três assistências.

    Na volta do intervalo, o Pinheiros começou os trabalhos com uma bola de três de Renan, colocando a sua maior vantagem na partida, 43 a 36. Errando lances livres e ataques bobos o Flamengo se manteve perto no placar graças a Marquinhos, que anotou seis pontos seguidos. Mas a confusa marcação do rubro-negro, permitiu que o sexto colocado do NBB abrisse dez pontos, 56 a 46. Após isso, Rafa Luz apareceu novamente marcando cinco pontos seguidos, trazendo a desvantagem para apenas cinco pontos, 56 a 51. Nos dois minutos finais do quarto, a equipe, e a torcida, quase perderam o emocional para as reclamações contra a arbitragem, mas a vantagem paulista se manteve em apenas cinco pontos, 60 a 55, Pinheiros 20 a 19 no quarto. Os destaques do quarto foram Marquinhos (FLA) com 6 pontos, Renan e Holloway (PIN) com 7 pontos e o próprio Renan (PIN) com 6 rebotes.

    No último quarto, Gegê continuou com a mão quente e trouxe a diferença para quatro após um bola de três, 64 a 60. Em mais um quarto com muitos erros, Neto parou o jogo na metade do quarto, 69 a 61 para a equipe paulista. Após o tempo, o Orgulho da Nação fez uma corrida de 8 a 2, com seis pontos de Marquinhos, trouxe a diferença para dois, 71 a 69, inflamou o ginásio Hélio Maurício e forçou o pedido de tempo de Guidetti. O final de jogo foi de muita emoção para todos os presentes no ginásio na Gávea, com reclamações contra a arbitragem, principalmente contra a árbitra Fabíola Carraro, que marcou uma falta bem duvidosa de Rafa Luz, e com a excelente participação de Marquinhos, que chamou a responsabilidade. Mas os erros, dessa vez por nervosismo, deram um ponto final na partida e confirmaram a terceira derrota do rubro-negro no NBB 8, 83 a 79.

    A próxima partida do Orgulho da Nação é no dia 15/12 às 19h30 contra o Minas Tênis Clube em Belo Horizonte.

     

    Destaques:

    Flamengo:

    Pontos: Marquinhos com 25 pontos

    Assistências: Marcelinho com 6 assistências

    Rebotes: JP Batista com 7 rebotes

    Pinheiros:

    Pontos: Holloway com 19 pontos

    Assistências: Holloway, Humberto e Bennett com 4 assistências

    Rebotes: Renan com 13 rebotes

  • Na Gávea, FlaBasquete busca quarta vitória seguida no NBB

    Nesta quinta-feira (10) o Flamengo enfrenta o Pinheiros, às 20h (horário de Brasília), na Gávea. Após um ótimo triunfo sobre Caxias do Sul (93 a 51), os rubro-negros vão em busca da quarta vitória seguida. A partida não terá transmissão da televisão, mas o Mundo Bola fará o tempo real no Twitter direto do Ginásio Hélio Maurício.

    O Flamengo procura se manter embalado na competição e permanecer na cola de Paulistano e Bauru, primeiro e segundo colocados respectivamente. A vitória em casa na última terça-feira (8) melhorou o clima na Gávea e, novamente com seu torcedor ao lado, o Orgulho da Nação tentará outro resultado tranquilo. Com a volta de Olivinha na última partida, o FlaBasquete não tem desfalques para este confronto.

    Para acrescentar ainda mais importância à partida, alguns jogadores podem bater recordes pessoais. Marquinhos pode chegar a 800 rebotes defensivos no NBB, já que faltam apenas oito, e Meyinsse quer alcançar 1000 pontos em apenas 88 confrontos.

    O duelo também marca reencontros. Marquinhos jogou pelo Pinheiros por três temporadas, fazendo 105 jogos e 20,4 pontos por partida. Além dele, Olivinha também enfrentará o clube que defendeu nas quatro primeiras temporadas do NBB. Com a camisa azul e branca, o jogador estava nos NBB’s de 2010/2011 e 2011/2012, quando a equipe ficou em terceiro, e no título do Campeonato Paulista 2011.

    Flamengo e Pinheiros se enfrentam desde 2008/2009, quando foi disputada a primeira edição do NBB. Desde então foram 17 partidas, sendo nove vitórias do clube carioca e sete do time paulista.

    O Pinheiros disputou nove jogos nesse NBB 8 e tem 5 vitórias e 4 derrotas. O clube pinheirense vinha embalado por três triunfos seguidos na competição, mas teve sua sequência quebrada pelas derrotas no clássico de São Paulo para o Paulistano (101 x 77) e para o Macaé Basquete (101 x 97) na última rodada.

     

    Ficha técnica:

    Flamengo x Pinheiros

    Local: Ginásio Hélio Maurício (Gávea)

    Horário: 20h (horário de Brasília)

    Transmissão: Tempo real no Twitter do Mundo Bola

    Prováveis escalações:

    Flamengo: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Rafael Mineiro e Meyinse. Técnico: José Neto

    Pinheiros: Bennett, Holloway, Lucas Dias, Renan, Mineiro e Andrezão. Técnico: César Guidetti

  • Avaliação do Plantel de 2015

    Temporada finalizada é hora de fazer um balanço do plantel levando em consideração o desempenho na temporada, a comparação histórica e os fatores que possam ter influenciado no desempenho de cada um sejam estes extracampo ou de situações de dentro de campo.

    Goleiros

    Paulo Victor – Não é um goleiro espetacular, tão pouco está entre os piores da série A do Brasileiro, porém teve um ano ruim. Todo goleiro que tem uma zaga aberta a sua frente sofre e esse ano o sistema defensivo do Flamengo se saiu muito mal, não à toa teve a 3ª defesa mais vazada. Talvez seja o momento de emprestá-lo para que ganhe mais rodagem em algum time com menos pressão e se estabilize.

    César – Precisa jogar mais e o Carioca será ótimo pra isso. O ideal seria ter um goleiro mais experiente e cascudo pra passar as manhas pra ele e ainda acho que não haveria melhor nome que Júlio César, seria uma tentativa para a janela de meio de ano.

    Daniel – Nunca senti muita confiança nele nos jogos do sub-20, mas pode ser útil como reserva no Carioca. Vale renovar e emprestar depois do estadual.

    Thiago – Gosto de suas atuações desde o juvenil, pegador de pênalti, consistente no mano a mano, precisa melhorar as saídas pelo alto, mas acho que tem futuro. Ainda tem um tempo de juniores e pode ser 3° goleiro do profissional se necessário.

    Zagueiros

    Wallace – Seu desempenho oscila, pois é um zagueiro mediano que precisa de trabalho intenso e boa proteção à sua frente e seu desempenho cai muito quando atua pelo lado esquerdo. Pelo modo sério e dedicado, além da falta de boas opções no mercado, acredito que possa continuar e até ser titular, desde que tenha um companheiro mais qualificado.

    César Martins – Apesar de ter tido algumas boas atuações, foi mal na maior parte dos jogos, cometendo alguns erros de passe e posicionamento que geraram situações de perigo ou gol para o adversário. Seu contrato termina no meio do próximo ano, assim acho que poderia ser útil no time do estadual e não deveriam renovar o empréstimo.

    Samir – Apesar de cometer alguns erros é o melhor zagueiro do plantel hoje. Gostaria que permanecesse, poderia crescer muito com um grande zagueiro ao lado, ainda mais com um bom trabalho físico e de prevenção de lesões, mas infelizmente deve ser vendido e as cifras mencionadas até agora são baixas.

    Marcelo – Não fez uma boa temporada em 2014 e menos ainda em 2015. Zagueiro atrapalhado/estabanado, é um pouco melhor que os outros pelo alto, mas ruim com a bola nos pés. O contrato está terminando e não acho que deva ser renovado.

    Laterais

    Pará – É um lateral tecnicamente ruim, principalmente no apoio. Apesar de ajudar na defesa, não justifica ser titular e, inclusive pelos problemas extracampo, não acho válido mantê-lo. Outro “agravante” é que já não é novo e para ser reserva nessa posição seria mais vantagem um jovem como Madson do Vasco.

    Jorge – Eu já falava dele no juvenil, muito talentoso e com muito a evoluir não tendo nem 20 anos. Apoia bem e foi um dos melhores defensores do elenco esse ano, poderia ter rendido mais se houvesse bons parceiros na meia ou ponta esquerda. Acredito que estará nas olimpíadas e vai se valorizar muito na competição, apesar de esperar que não saia tão cedo do Flamengo.

    Ayrton – É um bom batedor de faltas, apoia bem e poderia ser opção na reserva se jogassem num 3-5-2, mas como dificilmente o esquema será usado é melhor não renovar.

    Armero – Sua constante permanência no DM e falta de resposta em campo dispensa avaliação. Não deve renovar.

    Volantes

    Márcio Araújo – Tecnicamente é um jogador muito limitado. Ofensivamente tem velocidade, mas não tem bom passe quando precisa se arriscar, a maioria de seus toques é pro lado e pra trás naquela faixa de campo em que o Flamengo adora cozinhar o jogo. Defensivamente não sabe se posicionar tão bem, acaba acompanhando na velocidade e por isso cerca mais que desarma, inclusive tem números piores que Jorge e Canteros.

    Canteros – Tecnicamente o melhor volante disparado do Flamengo, em 2014 jogou muito quando chegou no meio do ano e foi o melhor do time. Esse ano com um péssimo trabalho físico e com uma bagunça tática em campo acabou sendo prejudicado, apesar de ter visão de jogo seus companheiros raramente colaboram se posicionando bem em campo. É um dos líderes de assistência do time, fez alguns gols e seus números – mesmo num ano atipicamente ruim – reiteram que é bom jogador e merece ficar no próximo ano.

    Jonas – É um volante de potencial, o que melhor protege a zaga, mas ficou marcado pela arbitragem, precisa de sequência para desenvolver um bom futebol e, se tivesse um volante top para lhe orientar, poderia ser ainda melhor. Marcelo Díaz poderia ser esse nome, está no mercado.

    Luiz Antônio – Teve poucas chances e quando entrou foi bem, acrescentou dinâmica ao meio, se sobressaiu por subir em velocidade e arriscar chutes de meia e longa distância. Andou fazendo belos gols e melhorando sua habilidade na bola parada. Pra mim merecia muito mais chances no time, talvez até uma efetivação como lateral direito. Se for vendido como noticiam, que seja por um bom valor já que tem potencial.

    Meias

    Éverton – Tem muita velocidade, força e uma habilidade de drible razoável, porém além de cruzar mal demora demais a tomar decisões, as quais geralmente são ruins, em espaços óbvios, sem conseguir qualquer passe mais complexo e ainda finaliza mal. Poderia ser um bom reserva para algumas situações específicas de jogo, mas seu comportamento fora de campo acaba pesando contra sua permanência. Espero que Luxemburgo de fato o leve e por uma bela quantia.

    Alan Patrick – Tem técnica, porém é extremamente passivo, não assume a responsabilidade nos momentos difíceis, muitas vezes se esconde, a maioria dos passes certos não é para frente, além disso a displicência além de ser irritante tem cedido inúmeros perigosos ataques para os adversários. Poderia ser um reserva útil se não fosse o mal comportamento fora de campo, cujos maus hábitos o levaram a não se firmar em time algum.

    Almir – Tecnicamente fraco, já tem idade avançada, fez jogos muito ruins pelo Flamengo e tem uma carreira nômade. Não vale a pena renovar nem pelo estadual.

    Jajá – Tem potencial técnico, mas é um jogador passivo, que costuma sumir diante de pressão. Vi muitos jogos dele no sub-20 e sempre o achei “pipoqueiro”, algo que não combina com Flamengo. Por mim seria titular no time do estadual e depois o Flamengo o emprestaria ou até venderia em caso de boa proposta. Vale destacar também que seu potencial ofensivo é bom, mas defensivamente é fraco, se posiciona mal e é precipitado o que gera faltas bobas e por vezes muito duras.

    Ederson – Tem inegável qualidade técnica, quando jogou mostrou que conduz bem a bola e pode ser ótima opção para meia esquerda ou ponta, além disso finaliza bem, tem experiência e não pareceu sentir pressão, além de ter mostrado raça. Seu problema é o vasto histórico de lesões e o longo tempo que leva no DM para se recuperar (inclusive nas lesões anteriores a sua vinda para o Flamengo), o que me lembra um pouco o Renato Augusto que demorou quase duas temporadas para se firmar, portanto o jeito é ter paciência com ele.

    Atacantes

    Marcelo Cirino – Tem técnica, força e velocidade, poderia estar brigando por vaga na seleção se quisesse, mas não tem cabeça. Desde quando estava no Atlético-PR havia relatos de problemas por mal comportamento fora de campo, jogador baladeiro que encontrou companheiros de farra no Flamengo. Pelo potencial que tem mereceria uma chance, mas pela dor de cabeça fora de campo poderia ser usado como moeda de troca por um jogador de alto nível de outro time. Aliás, gostei dos rumores sobre uma possível troca pelo Ganso.

    Paulinho – Tem velocidade e alguma habilidade de drible, mas é incapaz de tomar uma decisão inteligente, erra qualquer passe que não seja simples, chuta pra onde o nariz aponta, inclusive tem o pior percentual de finalizações certas. Para completar teve um grande período de lesões que nunca curavam, mas sempre foi visto na noite, para piorar esse ano passou a se comportar de modo altamente displicente em campo, sem qualquer compromisso seja ofensivo ou defensivo, ainda colecionando casos bizarros como o do dia em que apareceu nu na sala de musculação e ficou dançando. Eu fui contra sua contratação, contra a renovação e continuo o querendo bem longe do Flamengo.

    Emerson – A idade está pesando cada vez mais forte, o corpo não acompanha a mente. Além disto, volta e mexe toma um amarelo por motivo idiota e adora uma suspensão longa, esse ano só tomou 1 cartão amarelo a menos que Wallace, que é zagueiro. Poderia até ser bom reserva, mas é o tipo de jogador que não aceita bem reserva e ainda é caro, por mim não renovaria.

    Guerrero – É um dos melhores centroavantes do país e vimos o quão impressionante pode ser em sua atuação pela seleção peruana na Copa América. Entretanto, o início avassalador esteve na conta do preparo físico que veio do Corinthians e da seleção, no Flamengo não teve preparação adequada e taticamente o time estava desorganizado demais para lhe servir (havia sempre um imenso buraco que o deixava isolado e os cruzamentos do time são um lixo). O Flamengo precisa oferecer trabalho físico e estrutura para que ele renda, caso parecido com o de Canteros.

    Kayke – Veio para cobrir um buraco com as constantes convocações de Guerrero, que em 2016 merece uma sombra mais forte. Por mim não renova até por que para o estadual temos Baggio e Nixon.

    Gabriel – É bom tecnicamente, mas até por não ter feito trabalho de base precisa de atenção física especial. Não pode um jogador de futebol ter físico de maratonista etíope! Com a chegada da Exos espero que finalmente consigam dar a ele a força necessária para que seu bom futebol desabroche, assim será uma boa opção na reserva para entrar quando o time precisar de rápidos contra-ataques.

    Nixon – Precisou fazer uma cirurgia no início do ano e houve uma complicação que o impediu de jogar em 2015, mas tudo indica que estará disponível para jogar o estadual.

    O diagnóstico geral indica que o Flamengo tem sim uma boa base ao contrário do que os torcedores acreditam após uma temporada abaixo de qualquer crítica. A infraestrutura precária junto a um trabalho péssimo da comissão técnica seja na preparação física, recuperação de jogadores, passando por treinadores horríveis somado a falta de comando no futebol criou um cenário em que fez florescer o lado baladeiro e descompromissado dos maus profissionais e murchou o desempenho de quem poderia fazer a diferença.

    O contrato com a Exos me anima quanto a preparação física e reabilitação de jogadores, não gosto do trabalho do Muricy e não sei se dará certo, mas o potencial destrutivo em caso de falha é muito menor do que o mal deixado por Luxemburgo, Cristóvão e Oswaldo. Acredito que as posições críticas que mereçam alto investimento são (apenas um jogador para cada) zagueiro, volante, armador e um ponta, mas se sobrar algum para um goleiro top também cairia bem.

    Saudações Rubro-Negras