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  • Renascimento 2.0

    Flavio H Souza escreve no blog Pedrada Rubro Negra, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @PedradaRN


     

    “Chegou o natal
    Vamos cantar
    E celebrar
    O nascimento de Jesus”
    By Laura

    Sim, amigos. O natal chegou. Novo ciclo em uma data mitológica que significa uma nova vida, uma nova oportunidade, pois se celebra o (re)nascimento de uma divindade para os seguidores do cristianismo. Festeja-se o imenso potencial do “porvir” dos caminhos que se abrem à nossa frente dependendo de nossa conduta perante o mundo, do nosso pensar que reflete em nosso agir. Festeja-se, portanto, o nascimento de um grande mito que fez enorme diferença no mundo, modificando a cultura espiritual e moral de grande parte da humanidade. E ter isto em mente, o desejo do renascimento, é primordial para realizar mudanças profundas e corajosas que produzam um grande salto para melhor em nossas vidas. Seja nós como indivíduos, núcleo familiar, de amizades, empresarial, governamental ou mesmo…clube.

    E, simbolicamente, tivemos isto há poucos dias atrás. A posse da Chapa Azul “repaginada”, com a ausência de vários aliados da eleição de 2012 e primordiais para o sucesso financeiro e administrativo que a gestão EBM 1.0 alcançou em 2013/15.

    EBM hasteando a bandeira em sua posse

    Estive presente nas duas posses. Enquanto em 2012, na mesma época, o clima da plenária na posse foi triunfal, pois uma eleição conquistada com novos nomes, novas perspectivas, um caminho que se abria para o clube, e apoio em massa, dentro e fora do clube, para fazer a mudança. Este renascimento ocorreu. O “mito” nasceu e transformou o clube de forma profunda, pois agora os conceitos de desenvolvimento sustentável ficaram entranhados na alma dos associados, conselheiros e digo mais, torcida e imprensa. Flamengo renasceu um clube financeiramente responsável e administrativamente organizado.

    Agora 2015. Posse. Um clima, admito, mais frio. Não tão triunfal. Foi uma batalha ganha de forma fratricida. Bravos companheiros da luta inicial resolveram sair e disputar com os que ficaram causando um embate que dividiu o clube, em meio a troca pesada de acusações e disse-me-disses. Clima ficou tenso. Desenvolvimento de campanha visando desconstruir imagem do Presidente, desqualificando suas ações, aliados e grupos de apoio, criaram imenso rancor com os que defendiam sua reeleição. Elevando o tom. Mas por fim, Chapa Azul venceu. Gestão EBM 2.0 pela frente. Mas ao mesmo tempo ganhar de um pessoal, ou parte dele, que se sabe que é bom, que poderia agregar ainda ao clube, desconsiderando os tais discursos, ao meu ver nocivos e desnecessários, de campanha, não dá o gosto do triunfo de 2012. Mesmo com novos VP´s, de alto nível como apresentados agora, confesso que senti nostalgia do momentum de 2012 com aqueles feras todos reunidos em um só Conselho Diretor e a comoção que aquele instante proporcionou.

    Mas isto não invalida o fato de estarmos diante de uma excelente perspectiva de “renascimento”. Com os resultados ruins e não-enganosos do futebol em 2015 (neste ponto ainda bem), é da consciência de todos, ou da vasta maioria de associados e torcedores, que o mito a renascer agora é o futebol. E ele, independente de acharmos todos que o entendemos bastante, é muito, mas muito complexo. E ficou ainda mais complexo à partir do momento que usaram ciência aplicada para aperfeiçoamento da performance física, atlética, fisiológica, tática, técnica, nutricional, comportamental e mesmo psicológica dos jogadores. E não é só isto, o futebol, para ter o grande diferencial competitivo, reunindo todos os atributos acima ao menos no nível “bom”, ainda precisa de talentos. E estes além de estarem cada vez mais raros estão cada vez mais caros. Há outros mercados disputando. E a moeda brasileira sendo depreciada e economia afundando, em ambiente político aterrador. Em suma, dito isto, ainda há a barganha com agente, jogador, atravessador. Que se quer em sigilo mas logo agente anuncia para leilão. Entram outros clubes em disputa. Fica a batalha arraigada. Mas não é só contratação. É retenção de valores também. Negociação de dispensa de jogadores fora dos planos, que também é difícil. Há jogadores problemáticos com salários altos o que dificulta empréstimos.

    Sabemos disso. Acompanhamos o noticiário. Mas torcedor quer jogador. Quer time. Mas, como dito antes, time é a ponta do iceberg. E no nossa caso nem temos algo digno de ser chamado assim. Nossa estrutura, conforme vista na excelente reportagem de Ivan Raupp, do GE, com Alexandre Wrobel, (Fla promete CT profissional pronto em 10 meses; veja como estão as obras) mostra ainda uma estrutura com os alicerces erguidos, mas oca por dentro. Tudo, literalmente tudo, por fazer ainda, para termos equipagem, instrumentos de recuperação fisiológica, hospedagem, sala de musculação, entretenimento, enfermaria, etc.  Não temos condições de recuperar jogadores como clubes top de linha, nem sequer de prepará-los hoje ao nível ótimo. Jogadores que vem de times que preparam fisiologicamente melhor caem de produção quando vem aqui. E o fato de não termos uma boa estrutura impede de elevarmos a capacidade física, fisiológica e mesmo técnica dos jogadores, impedindo que sejam valorizados com estada em nosso clube. E não se enganem. Esta falta de estrutura certamente afasta jogadores com nível de profissionalização mais alto, com consequente maior cuidado de carreira. Estes preferem, por exemplo, ir para o São Paulo, Corinthians, a preço menor.

    Isto tem que acabar. O futebol tem que “renascer”. E o renascimento parte não do time teoricamente mais forte, que este pode ir relativamente bem nas mãos de um Muricy, técnico de alto nível, mas é ocasional. Não é patrimônio. Também sujeito a sorte e azar nas contusões e aproveitamento físico/técnico. Time deve ser encarado como a ponta de um poderoso iceberg que sustenta estrutura, métodos modernos de treinamento, equipagem, ciência de nutrição, fisiologismo, capacitação de recursos. Mas não. No Flamengo temos uma placa de gelo a flutuar que tentamos adicionar e recolocar jogadores para ver se dá certo. Não dá.

    Dito tudo isto, é meu desejo a todos vocês um excelente natal e que aproveitem o momento para pensar e concretizar um renascimento positivo também em suas vidas.

     

  • Se Papai Bandeira Noel permitir


    Neste fim de ano fervilham muitas informações e disse me disse, mas o que sabemos de negociações confirmadas por dirigentes é que os grandes nomes que negociam com o Flamengo são Henrique do Napoli, Díaz do Hamburgo e Mancuello do Independiente. Assim, supondo que o Flamengo traga todos os 3 – o que não é difícil, já que, por exemplo, o Díaz custa o que o Flamengo ganhou com Samir – falarei do meu Flamengo ideal para 2016.

    Partindo do pressuposto que Muricy usará as informações estatísticas, o bom senso e terá como um dos critérios a disciplina para escalar o time, além de saber de sua habilidade para montar boas defesas e inclusive trabalhar com linhas de três zagueiros, acredito que seja muito possível ver a formação abaixo.

    Muralha – Rodinei, Wallace, Henrique, Jorge –Canteros, Díaz, Ederson, Mancuello – Emerson Sheik, Guerrero.

    A escalação mudaria meia defesa, quase todo o meio campo (desastroso em 2015) e ainda manteria o ataque mais promissor com os homens de confiança de Muricy, que possuem experiência e entrosamento. Uma alteração possível, apesar de eu duvidar no primeiro momento, seria a troca de Emerson por Marcelo Cirino.

    Apesar da formação base ser o 4-4-2 com um meio em losango, a ideia é promover uma variação para o 3-4-1-2 quando o time estiver sem a bola fazendo uma simples rotação na defesa. O conceito não é complicado de implementar com o tempo de treinamento que o Flamengo terá no 1° semestre e a justificativa seguirá abaixo com imagens ilustrativas.

    ideal 2016 2016 atk
    Formação base ou sem bola (4-4-2) Formação com a bola (3-5-2)

    Como Rodinei, assim como Pará, é um lateral de habilidades defensivas mais robustas, enquanto Jorge apoia muito bem, um meio de evitar que o ataque fique “torto” como em 2015 é manter o lateral direito mais preso compondo uma linha de 3 com os zagueiros, que apenas se deslocariam para a esquerda.

    No meio temos a trinca de gringos que promete fazer Canteros voltar ao bom nível de 2014 quando formou grande dupla com Cáceres. Díaz atua como 1° volante e tem bom posicionamento, velocidade, além de poder aparecer de trás e finalizar, Canteros e Mancuello atuam como 2° homens de meio e tem boas habilidades defensivas e ofensivas no auxílio a criação de jogadas, sendo Mancuello também um finalizador bastante razoável aparecendo de trás (talvez nosso novo Elias). Para completar, nosso armador com característica de condução e finalização é o Ederson, que mostrou imensa qualidade técnica quando jogou.

    Dadas as características de cada um e o histórico de atuações, a formação de uma linha de 4 com Jorge aberto na esquerda e Canteros na direita com Mancuello e Díaz por dentro forma não só uma linha com bom potencial de criação, como também um meio capaz de rapidamente retomar a bola quando ela por ventura é perdida na frente.

    Já no ataque temos Guerrero como um jogador mais fixo, centroavante que está lá para guardar a bola na rede, ao lado de Emerson que pode derivar para um lado ou outro como 2° atacante, além da possibilidade de formar um triângulo de base baixa ou alta perto da área a depender do Ederson subir mais centralizado ou pelos lados.

    E se o Ederson se machucar e não puder jogar? Uma possibilidade que eu gosto menos é a simples substituição pelo Alan Patrick, a que eu acho mais interessante seria colocar o Cirino que iria defensivamente recompor como o Ederson compondo a linha de 4 do meio e ofensivamente se colocaria como um atacante de lado na mesma linha de Emerson e a meio “caminho” de Guerrero e da linha de 4, onde Mancuello poderia acrescentar o toque de criação no meio tendo um pouco mais de liberdade para subir.

    E o William Arão? Seus números o colocam como um possível substituto coringa de um dos três estrangeiros do meio, mas idealmente muito mais no lugar do Díaz que dos outros, a não ser que desejem uma opção mais forte defensivamente e aí Jonas encaixaria melhor.

    Se perguntam por que não Juan na zaga ou querem ver os números base para o cenário que construí, basta clicarem aqui. Abaixo a tabela com os números comparativos dos meias, cabendo as seguintes ressalvas:

    1. Ederson jogou muito pouco, então há alguns números muito ruins ou muito bons que num período maior chegariam a um equilíbrio.
    2. Mancuello está no início da temporada 2015/2016, ou seja, são números de meio de temporada.

    meias

    Saudações Rubro-Negras e um Feliz Natal a todos!


    Nayra M Vieira escreve no blog Flamengo em Foco, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @NayraMV e @Flamengoemfoco
  • Estejam preparados para a festa em 2016!

     

    Gerrinson R. de Andrade | Twitter: @GerriRodrian

     

    Rubro-negros,

    tempo de avaliarmos as porcarias do ano que finda,
    planejarmos novos comportamentos, ter um 2016 diferente,
    ir longe na boa transformação.

    40 milhões de pessoas preparam sua reprogramação,
    para que estejam saudáveis e tonificados, prontos para os festejos e batalhas.

    Barriga estufada não faz jus ao Manto,
    garganta suja não grita gol de radialista,
    depressivos e anêmicos não pulam na arquibancada.

    O torcedor titânico apavora, saúde mental, equilíbrio geral,
    fiscal, financeiro, emocional,
    sem oficial de justiça apertando campainha,
    sem dívida na quitanda.

    Cérebro bem nutrido, reflexos testados,
    torcer em vibração de física quântica,
    respirar flamenguismo pelo diafragma.

    Iniciar dieta rica em frutas.
    Beber 3 litros de água filtrada por dia.
    Evitar sal e açúcar e jamais se alimentar após as dez.

    Banir o sofá da sala, só torcer pelo Mengo pulando feito um kickboxer,
    90 minutos de interação, descansando no intervalo, respirando forte.

    O cidadão bem preparado,
    vendo a história sendo escrita,
    melhor compreende e reverbera se tiver paz: lucidez é saúde.

    Torcedores sentados em sofás como velhas cansadas seguem salgando no sedentarismo.
    Tiozão cansado molengão não acompanha contra-ataque.
    Voz de desnutrido não faz volume, não empolga ninguém.

    Em 2016, o nosso Flamengo terá ano de golear jogo sim jogo também.
    Ninguém vai entender nada, a Seleção de 70 vai parecer time de quinta.
    O Futebol terá um novo reinício.

    Estejam preparados.

    Orra, é Mengo!

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    Gerrinson R. de Andrade escreve no Blog Orra, é Mengo, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.

     

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  • Quando a FERJ te der limões, faça uma limonada – Como tirar proveito do Ferjão 2016?

    20150818143145


     

     

    O Flamengo não gostaria de jogar o Campeonato Estadual de 2016. É um torneio chato, pouco atrativo e deficitário.

     

    20151223050749 Isso todo mundo sabe, mas há alguns detalhes que a maioria da torcida desconhece.

    Não pretendo entrar aqui nas desvantagens financeiras (talvez em um próximo post), mas apenas citar algumas normas do Regulamento Geral de Competições (RGC) 2016 da Coréia do Nor, digo, da Ferj, que todos devem ter conhecimento.

    – O Flamengo pode inscrever apenas 28 jogadores + 3 goleiros;
    – Desses 31 atletas, apenas 5 podem ter 21 anos ou menos;
    – O Flamengo não pode jogar amistosos sem autorização da Ferj;
    – O Flamengo é obrigado a participar do campeonato.

    Ok, vamos supor que o regulamento do Estadual de 2016 e o RGC não contenham vícios de inconstitucionalidade e o clube não questione a legalidade dessas e de outras normas. O Flamengo vai ter que jogar o campeonato e terá que ser nesses moldes. O que fazer então? Inscrever um time alternativo, claro. Finalmente a diretoria entendeu que essa é a solução menos dolorosa. Aparentemente isso é péssimo, mas o clube pode tirar alguma vantagem pelas seguintes razões:

    1. Minar a Federação – O Flamengo é a grande estrela da festa e, já que não pode estar ausente, vai apenas dar uma passadinha, fazendo cara de nojo e sem cumprimentar os convidados. Um time sem as principais estrelas enfraquece o produto da Federação, tira o interesse do público, da TV (o contrato é entre Globo e Ferj mesmo) e dos patrocinadores. Sim, há o inconveniente de que o time A jogará pouco até o início do Brasileiro (3 a 5 jogos da Primeira Liga e as 2 primeiras fases da Copa do Brasil), mas é um risco calculado. Muricy terá tempo para treinar (jogos-treino são permitidos) e não sofrerá pressão por resultados. Além de atirar no coração da Federação, o time pode chegar mais bem preparado para o Brasileiro e a fase final da Copa do Brasil (ou Sul Americana).

    2. Peneira interna – Há vários jogadores voltando de empréstimo. Outros tantos estão no clube, mas tiveram pouca ou nenhuma oportunidade. Peguemos o exemplo de Douglas Baggio. Artilheiro ano após ano na base, participou de pouquíssimos minutos e sempre em partidas irrelevantes. No Ferjão 2016, sem muito compromisso, ele pode e deve ser o 9 titular absoluto do time. Ele precisa fazer gols, perder gols, ser aplaudido e ser vaiado, mas com a confiança de que terá sequência de jogos. Se esse garoto performar (a diretoria gosta desse termo, né), será um bom reforço para o time A. Baggio é apenas um exemplo. O clube poderá dar sequência para vários jogadores amadurecerem e, quem sabe, se destacarem ao ponto de merecerem uma reavaliação. Se 2 ou 3 atletas, com mais minutos e confiança, se destacarem, o Flamengo já sai no lucro.

    3. Realocação de ativos no mercado – Todo jogador que o Flamengo tem participação em seus direitos econômicos é um ativo do clube. Diferentemente de um carro velho, que uma empresa poderia se desfazer, o jogador sob contrato não pode ser descartado. Não existe isso de mandar fulano embora. Uma rescisão unilateral não é barata. O piso mínimo (e que geralmente é o estipulado em contrato) é 100% de tudo que o atleta teria a receber até o fim do vínculo. Por isso é importante pegar esses atletas (que as vezes não tem nem mercado para empréstimo) e dar uma oportunidade em um torneio que, por pior que seja, tem visibilidade. Eu sei que ninguém aqui morre de amores por Frauches, Muralha ou Bruninho, etc, mas esses jogadores precisam voltar ao mercado para, após o estadual, conseguirem ser emprestados sem custos para o Flamengo ou, de preferência, vendidos para mercados secundários. Qualquer milhão que o clube arrume com um time chinês ou árabe já cobre os custos dos salários desses jogadores durante o Ferjão. O Flamengo é reconhecidamente um péssimo vendedor e precisa começar a mudar isso. Colocar jogadores esquecidos para jogar é o primeiro passo.

    O fato é que, fazendo um planejamento consciente, coisa que faltou nos últimos anos, o Flamengo pode preparar melhor o time para o restante da temporada e, ao mesmo tempo, enfraquecer a Federação, descobrir um reforço dentro do próprio elenco, desonerar a folha salarial para o segundo semestre e aumentar a receita com a transferência de atletas atualmente sem mercado.

     

     

    Leia mais textos meus em BLOG CRFLAMENGUISMO


    José Peralta escreve no blog CRFlamenguismo, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @CRFlamenguismo.
  • Novo Presidente da Assembleia Geral quer eleição “fácil” para Sócios off-Rio

    20151208003608_60Pedro Iootty foi Vice-Presidente da Secretaria durante o primeiro mandato do Presidente reeleito Eduardo Bandeira de Mello. Assim que a votação teve seus números declarados e a Chapa Azul derrotou as demais Chapas concorrentes no pleito do último dia 07, ele já discursou como novo presidente da Assembleia Geral do clube, prometendo ser mais um “soldado” a serviço do Flamengo.

    E parece que Iootty, engenheiro econômico do BNDES, já atentou para um problema que, na prática, parece simples de resolver mas que triênio após triênio insiste em se perpetuar: as eleições presidenciais do clube em dias úteis, tradicionalmente na segunda-feira, como a última. Entre alguns sócios é nítida a sensação de que a programação é feita para diminuir o colégio eleitoral, apesar da explicação dada pelo ex-Presidente, Gil Bernardo: “O Flamengo tradicionalmente faz sua eleição numa segunda-feira para que seja justamente em um dia útil. A ideia é evitar que seja em fins de semana, quando as pessoas muitas vezes têm questões familiares e pessoais para resolver”, disse em entrevista ao Site Oficial, no último dia 05.

    — Muita gente tem seu acesso dificultado. Alguns saem cedo de casa, trabalham e moram não tão perto do clube e acabam por desistir de ir votar. — Disse Iootty ao Mundo Bola.

    Outro problema chama atenção. A falta de respeito com sócios que moram longe do Rio de Janeiro. Alguns rubro-negros querem exercer sua cidadania flamenga mesmo estando a milhares de quilômetros de nossa querida sede social localizada na Gávea. Contudo podem se programar para estarem no clube se a eleição ocorrer no final de semana. Votar, para alguns que adquirem o título de sócio do CRF é o maior desejo de alguém que gasta seu dinheiro para se sentir “mais parte” da sua paixão. É realmente uma falta de respeito com a Nação off-Rio uma eleição em plena segunda-feira, dia de trabalho e outros compromissos inadiáveis.

    — Vamos tentar fazer com que as próximas eleições ocorram no final de semana. — Finalizou.

     

    O que é a Assembleia Geral?

    A Assembleia Geral e o conjunto de todos os Conselhos e o fórum, a grosso modo, de todos os sócios aptos a exercerem direito de voto. O presidente da Assembleia se torna a figura mais poderosa do clube ao menos um dia do triênio, quando se torna o “presidente do clube”.

     

    Confira alguns trechos do discurso de posse de Pedro Iootty

    Recebo com muito orgulho, responsabilidade e alegria o mandato para presidir a Assembleia Geral do Flamengo no próximo triênio. Venho suceder grandes rubro-negros que, no passado, receberem esta mesma distinção. Assim como eles, empenharei toda minha disposição para respeitar e cumprir os deveres de lealdade, probidade e moralidade, previstos no nosso Estatuto Social.

     

    Hoje, ao lado de senhores que dedicaram uma vida às nossas cores, se juntam jovens associados, que igualmente nada querem tirar delas. Jovens que se associaram para aprender com aqueles que fizeram do Flamengo a paixão extraordinária que constituiu uma Nação. Jovens que querem continuar este trabalho, entregando um Flamengo ainda maior às futuras gerações.

     

    Gerações diferentes, que democraticamente unidas, apóiam um regime de responsabilidade orçamentária que permitiu ao Flamengo se tornar um clube cidadão e cumpridor de suas obrigações. Gerações que testemunham o prestígio do Flamengo como vanguarda no esporte brasileiro, modelo de transparência, profissionalismo, equilíbrio financeiro e gestão.

     

    No momento em que o país atravessa uma grave crise ética, o Flamengo é um exemplo, talvez único, de credibilidade nacional. Como tal, devemos assumir a responsabilidade de inspirar e atender às expectativas da nossa torcida, não só do ponto de vista da prática ética, mas também da densidade e eficácia das nossas ações.

     

    Realizar o nosso destino só depende de cada um de nós, porque, unidos, não somos apenas fortes, mas imbatíveis. A todos os associados rubro-negros peço esperança, confiança, participação e muito trabalho, com persistência e ânimo.

     


    Da Redação
  • Promessas da Base – Felipe Vizeu | Uma entrevista que merece nossa leitura

    “Em 2016 penso em arrebentar na Copa São Paulo, ter oportunidade na equipe principal e também na Seleção Brasileira sub-20”

     

    Foto- Facebook do jogadorO Mundo Bola conversou com Felipe Vizeu, umas das nossas grandes promessas para a “Copinha”. O atacante que chegou ao clube em 2013, assumiu a condição de titular, esse ano, após a subida de Douglas Baggio para o time profissional.

    Além de talento dentro das quatro linhas, Vizeu é um jogador diferenciado fora dos gramados. Com apenas dezoito anos, já mostra maturidade e têm seus objetivos bem definidos. Amado pela família, seu principal pilar, querido pelos amigos, e agora, temido pelos adversários. O atacante promete deixar sua marca e fazer história vestindo o Manto Sagrado.

    Felipe dos Reis Pereira Vizeu do Carmo, nasceu na cidade de Três Rios (RJ), mas passou boa parte da sua vida em Belo Horizonte, já que atuava pelo América Mineiro, o seu primeiro clube. De uma saída conturbada do Coelho à chegada empolgante no Urubu: no meio disso tudo o jogador ficou seis meses de “molho”. Felipe conheceu bem cedo as mazelas que o futebol de vez em quando proporciona. Por um momento pensou que sua carreira, que mal havia começado, teria chegado ao fim. A fé foi mais forte e a redenção aconteceu. Conheça um pouco mais da história do jogador, quem em menos de três anos de Flamengo já soma 78 gols.


     

    Como começou sua história com o futebol? Tem algum jogador na família?

    Pra falar a verdade não teve nenhum profissional, porém, vários tentaram. Meu avô até chegou a se profissionalizar, mas depois largou. Não quis saber de jogar futebol. Fui jogar no América Mineiro através do tio do André (atacante que atualmente joga no Sport Recife). Ele foi ex-jogador do clube, me viu jogando e me levou pra fazer um período de duas semanas. Comecei a me destacar e em um campeonato Sub-15, a famosa BH Cup, o Flamengo e outros grandes clubes tiveram interesse em mim. Foi quando decidi vir para o Flamengo. O coração falou mais alto.

     

    O América Mineiro é um grande revelador de jogadores no futebol brasileiro, mas como foi essa transição de sair de um clube regional para jogar no gigante Flamengo? 

    Na verdade foi bem complicada. Depois que tomei a decisão tive que ficar 6 meses na justiça pra esperar a liberação pra eu poder atuar pelo clube. Foi difícil demais. Nesse período achei que minha carreira iria acabar ali mesmo. Graças a Deus quando fui liberado o Flamengo estava me esperando.

     

    Ficou esses seis meses parado?

    Não, não. Na verdade meus pais já moravam em Cabo Frio. Então retornei pra lá, voltei aos estudos e continuei treinando em um time que sempre treinei quando morei lá.

     

    Qual foi o problema que fez com que esse caso fosse parar na justiça? Você quis sair antes do término do contrato?

    Na verdade eu só tinha contrato de formação com o clube. Então eles não quiseram liberar e acabaram que quebraram muitas cláusulas do meu contrato. Então foi onde pude conseguir me liberar.

     

    Sobre sua chegada ao Flamengo, como te receberam? Se adaptou rápido?

    Me receberam muito bem. Tive que me adaptar. Na minha segunda semana de clube fui para um jogo de titular pela sub-17. Foi pela Copa do Brasil, contra o Internacional. O primeiro jogo foi 1×0 pra eles, então estávamos saindo da competição. Foi onde no segundo jogo fiz 2 gols e saímos classificados lá no Rio Grande do Sul. Depois disso continuei me mantendo. Chegamos até a final. (Flamengo 1 x 3 São Paulo). Continuei de titular na equipe e graças a Deus estou até hoje brilhando pela Base do clube. Agora já vai fazer três anos.

     

    O Flamengo está trabalhando para dar a seus atletas uma estrutura de excelência. Alguns clubes, por enquanto, estão à frente do Mais Querido nesse quesito. Você percebeu muita diferença na estrutura do América para a do Flamengo? 

    Foto: Reprodução Facebook
    Juniores no Ninho do Urubu. Foto: Reprodução Facebook

    Sim, muita diferença. O América é um clube formador, então a base é muito boa. Claro, não tem comparação com o Flamengo. Flamengo é Flamengo! Então, sobre estrutura, morei nos dois alojamentos. Tanto no América quanto no Flamengo. A diferença era que no América faltava água. Às vezes ficávamos sem poder ir estudar porque o transporte não tinha gasolina.

    Já no Flamengo é diferente. Desde quando cheguei ao alojamento, a cada dia que passa está melhorando ainda mais a estrutura. Hoje tenho meu apartamento no Recreio. Meus pais e meus dois irmãos já moram comigo.

     

    Como vocês (jogadores da Base) fazem para conciliar agenda de jogos e treinamentos com os estudos?

    Na verdade é um pouco difícil. Quando saí da concentração ficou um pouco complicado para conciliar os estudos com os treinamentos. Então acabei parando no 2º ano. Mas no próximo ano irei estudar a distância pra terminar o Ensino Médio.

     

    Sempre pensou em ser jogador de futebol ou já cogitou trabalhar em outra área?

    Eu sempre pensei em ser atleta profissional. Nunca me passou pela cabeça ser outra coisa, além de atleta.

     

    Felipe, você sempre foi importante para a equipe, mas nessa temporada assumiu a titularidade do Sub-20. A pressão é maior ou você joga do mesmo jeito?

    A pressão é maior sim, além de ser maior, a boca do funil fica cada vez menor. Sempre me dedico ao máximo nos treinamentos, não só nos coletivos e nas finalizações, mas também na academia nos treinos físicos, táticos e tudo mais.

     

    Você se cobra muito quando não consegue fazer aquilo que se espera de um atacante?

    Sobre gol eu penso que é natural. Sou atacante, vivo de gols. Então sempre mantenho minha concentração para quando eu tiver a oportunidade conseguir balançar as redes.

     

    Taça São Paulo, Campeonato Carioca, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Torneio OPG, Copa Ipiranga. O ano foi agitado. Qual é o balanço que você faz da temporada 2015?

    Sobre minha temporada esse ano, acho que obtive sucesso, não tanto quanto ao ano passado, quando fiz 43 gols. Mas fui muito feliz na maioria das vezes que entrei em campo pra disputar um jogo. Fui campeão Carioca Sub-20. Ganhei a Taça Guanabara, Taça Rio, Torneio Super Clássicos. Então foi um ano muito bom. Batemos na porta no Brasileiro, um campeonato em que minha estrela brilhou muito. Agradeço a Deus por essas oportunidades, sem Ele não teria conquistado nada disso.

     

    O jogador mostrou que tem estrela ao marcar esse belíssimo gol, que resultou na vitória de 1 x 0 sobre o Vasco, quando acabara de entrar na partida, pelo Campeonato Brasileiro Sub-20. Reprodução: SporTV

     

    Muricy Ramalho, novo técnico do Fla, disse em sua apresentação na Gávea, que pretende implantar no clube o mesmo método utilizado pelo Barcelona, que é de unificar o sistema de jogo de todas as categorias de Base com o time profissional. O que você acha disso?

    O Muricy é um grande professor. Esse ano ficou um grande período no Barcelona, então sabe do que um atleta precisa pra alcançar o sucesso. Tenho certeza que com esse pensamento dele irá dar tudo certo. E para nós jogadores da Base será muito bom. Pois quando chegarmos em cima já não será tão difícil e demorado para nos adaptarmos, pois já estaremos cientes do que temos que fazer, por já estar sendo aplicado nos jogos da Base o que ele está aplicando no profissional. E espero ter oportunidades de poder mostrar o meu talento. Espero ter sucesso tanto agora quanto no profissional.

     

    O Flamengo tem grandes jogadores que atuam na mesma posição que você. Como pretende vencer essa barreira e ser chamado para o time profissional, levando em conta, muitas vezes, a falta de paciência da torcida com o jogador da base?

    Em todas as equipes profissionais, na posição em que jogo, existem grandes jogadores. Na verdade são os grandes personagens do time. Quanto a isso estou tranquilo, sei do meu potencial, o dia em que eu tiver a minha oportunidade agarrarei com unhas e dentes. Tenho certeza que farei o meu melhor, pois se eu tive a oportunidade de estrear pelo profissional do Flamengo é porque tenho potencial pra ser o camisa 9 do time. Então terei que trabalhar muito. Não só no campo, mais na parte da psicologia também. Hoje no futebol, nós jogadores, precisamos muito da parte mental. Ter nosso autoconhecimento, autodisciplina, autocontrole, autoconfiança. Nós, jogadores, temos que nos conhecer primeiramente. Estando tudo ok não tem como dar errado.

     

    Quem são os seus ídolos no futebol?

    No futebol atual me inspiro em 4 jogadores. Lewandowisk e no Benzema. São dois jogadores que me identifico muito. Pela estatura, pelo posicionamento e também pelas funções feitas nos jogos. Aqui no Brasil gosto muito de ver o Fred jogar. Acho que ele é muito diferente. Na área é com ele mesmo. Não tem conversa, é rede… E também com o Paolo Guerrero. Vejo ele treinando e percebo o quão profissional ele é. Além de ter muita postura é um fenômeno. Mas o meu maior ídolo é o Ronaldo Fenômeno. Igual a ele eu acho que nunca vi. Era rápido, habilidoso, inteligente e excelente finalizador.

    Vizeu observa Guerrero duante os treinamentos. O Peruano é um dos seus ídolos. Foto: Site Oficial
    Vizeu observa Guerrero durante os treinamentos. O Peruano é um dos seus ídolos. Foto: Site Oficial

     

    O que espera da próxima temporada?

    Em 2016 penso em arrebentar na Copa São Paulo e ter oportunidade na equipe principal e também na Seleção Brasileira sub-20.

     

    Um recado para a Maior Torcida do Mundo.

    Nação, sou o Felipe Vizeu centroavante da equipe sub-20 do Mengão. Queria deixar um grande abraço e dizer que em breve estarei dando muitas alegrias pra vocês torcedores rubro-negros. A maior do Brasil #SRN

     

     

                  


    Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @Brunocellos_
  • “É ganhar o que tem pela frente e ser campeão de tudo”, afirma Rafa Luz


     

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    (Foto: Bruno Lorenzo/LNB)

    O último jogo do ano foi sofrido para o FlaBasquete. Em uma partida decidida nos detalhes, o Fla bateu Mogi por 79 a 77 e encerrou 2015 com vitória. Após o jogo, o armador Rafa Luz falou com o Mundo Bola e comentou sua adaptação ao basquete brasileiro, além das expectativas para 2016. “Agora não tem mais desculpa, é ganhar o que tem pela frente e ser campeão de tudo”, disse.

    O atleta marcou 12 pontos, deu 3 assistências e teve o melhor aproveitamento da equipe com 85.7% (12/14). Luz analisou o confronto: “A gente teve altos e baixos, o time deles é um time que você não pode bobear nenhum minuto. Eles têm uma qualidade ofensiva muito importante, usam muito o rebote de ataque. Nesses momentos que a gente cochilou eles empataram o jogo. Tivemos que rezar pra última bola sair, mas o importante foi o trabalho que fizemos para voltar pro jogo. Faltando dois minutos eles passaram na frente, a gente conseguiu manter a cabeça no lugar para conseguir ganhar”, concluiu.

    Após passar oito anos na Espanha, a primeira temporada do armador no basquete brasileiro tem sido de muitas mudanças. “É muito novo pra mim, muita coisa nova, o ritmo de vida é muito diferente, mas estou me acostumando muito bem, achei que seria muito mais difícil. Meus companheiros estão me ajudando bastante, é uma cidade grande”, comentou.

    “O basquete também é muito diferente, estava acostumado com um tipo mais controlado, muito diferente, mas acho que a cada semana que passa, a cada jogo eu vou entendendo melhor a maneira de jogar e isso vai dando resultado”, completou o jogador de 23 anos.

    A defesa tem sido um ponto muito importante do desempenho rubro-negro até o momento e Rafa também comentou sobre isso. “É um quesito que o Neto coloca muita ênfase nos treinamentos. Se conseguirmos defender e ser uma das melhores defesas do campeonato, vamos ser campeões. E nós estamos acreditando, estamos abraçando a ideia do Neto de tentar deixar os times abaixo de 75 pontos”.CW3kZYlWAAIhqyn

    2016 será o ano decisivo para essa equipe que ainda vem se adaptando graças ao grande número de reforços. Recém-chegado, ele fala sobre sua expectativa para a Liga das Américas e a reta final do NBB: “Agora começa a parte boa do campeonato. Já vamos definindo posições, já vem aquele gostinho de finais, playoffs, temos a Liga das Américas também. Agora é o momento de estarmos mais fortes e passar por cima de tudo que vier pela frente, com certeza”.

    Por fim, não tem como falar do ano que está chegando sem lembrar das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Rafa Luz torce por uma chance na Seleção e – como temos visto nos jogos – vem se empenhando muito para conquistar seu espaço: “Quero estar lá para treinar pelo menos, depois já é muito difícil. Tem que treinar bem e depois ser convocado. Então, fazendo bem aqui no Flamengo, espero essa convocação, que tenho muita vontade”.

    “O Flamengo é o maior clube que tem no Brasil, com certeza a visibilidade é muito grande. Então fazer uma boa temporada aqui significa, com certeza, estar pelo menos entre os jogadores que vão treinar e tentar ficar entre os 12 nas Olimpíadas”, completou.

    O Orgulho da Nação só volta às quadras no dia 08 de janeiro, em casa, contra o Macaé Basquete.

  • Do ridículo ao cagaço: Por que só o Flamengo não pode “inflacionar” o mercado?


    Por Thauan Rocha | Twitter @Thauan_R e @flaimparcial Facebook: Flamenguista Imparcial

    Na tarde dessa terça (22/12) eu vi uma declaração bem interessante do presidente gremista falando da negociação com o zagueiro Henrique, do Napoli. Vejam só:

    – Com o jogador nós temos um pré-acerto, mas acho que vão oferecer mais do que podemos. O Flamengo poderia cuidar do time dele e não atravessar nossos negócios. O Grêmio não faz loucuras. Quem quiser vir disputar a Libertadores conosco, com um time competitivo, porque vamos montar um time competitivo, nessas condições, ótimo. Senão pode jogar o Campeonato Carioca pelo Flamengo.

    Confesso que eu ri bastante disso, afinal, porque só o Flamengo não pode atravessar uma negociação?

    Em 2013 o Grêmio pouco se importou com “ética” ou qualquer coisa do tipo, eles simplesmente chegaram com uma proposta melhor para o Welliton e concretizaram a negociação. Estávamos em um momento de grande dificuldade, a dívida ainda era absurdamente maior que nosso faturamento, não tínhamos como investir. Éramos até zoados pelos outros times. E o que o Mengão deveria fazer? Ficar chorando na imprensa porque o (i)Mortal ganhou? Isso é papo de time pequeno. Reconhece que não tinha proposta melhor e segue o jogo.

    Pra mim, qualquer profissional pode receber proposta a qualquer momento, cabe ao próprio definir se vai tratar pessoalmente ou com intermédio de um empresário, para não atrapalhar seu desempenho em campo. O futebol é um negócio, queira você ou não. Não seria ético ficar fazendo propostas constantemente, tirando o foco do jogador, de forma que tumultue o outro time. Mas em período de contratações me vem um presidente chorar chapéu? Fala sério, Romildo, você acha que é fila de banco onde cada um pega uma senha e o outro só entra para negociar quando você já tiver terminado? Acorda, cara, o mundo real é diferente. Inclusive, você iria sorrir de orelha a orelha se um time levasse um chapéu quando estivesse tentando comprar um jogador que tu quer vender.

    As coisas só são certas quando você é beneficiado, não é?

    E um detalhe bem importante, se nós vamos jogar o Carioca (na verdade só vai um time sub-23, o principal vai jogar a Primeira Liga) e vocês a Libertadores, deveriam estar bem mais preocupados com a atratividade do seu time. Ainda não temos CT bom, nem temos um orçamento muito grande para contrações, mas já incomodamos bastante, imaginem em 2017/18 se estivermos na Libertadores e voltando a ganhar títulos. Agora que estamos caminhando de volta aos tempos de bonança, vocês querem chorar?

    Enfim, é como já disse Alexandre Kalil, nós estamos com uma diretoria que está arrumando o Flamengo, e se arrumarem, acabou o futebol brasileiro, pois viria um Pato (se refere ao investimento de R$40,5 mi em um único jogador em 2013) por ano. Enquanto isso, os nossos adversários vão ficar chorando chapéu e cota de televisão.

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    Aí, Romildo Bolzan…

    SRN!

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook. Sua opinião faz toda diferença!


    Thauan Rocha escreve no Flamenguista Imparcial, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.
  • Em jogo decidido na última bola, Fla vence Mogi e pula para a segunda posição do NBB

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    Rafa Luz teve atuação regular mas acerou bola de 3 importante! Foto: NBB

    Na noite quente de terça-feira (22) Flamengo (3ª) e Mogi das Cruzes (4ª) se enfrentaram pela 14ª rodada do Novo Basquete Brasil 8, a última do ano de 2015, no ginásio do Tijuca Tênis Clube. O Flamengo buscava assumir a segunda posição e para isso precisava da vitória na partida contra o Mogi e de uma derrota de Bauru contra a Liga Sorocabana.

    Já Mogi buscava se manter entre os quatro primeiros e para isso necessitava da vitória fora de casa para passar a virada de ano no G-4. Para a partida José Neto mandou a quadra o seguinte quinteto: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e Meyinsse. Danilo Korber, técnico mogiense, mandou a quadra o seguinte quinteto: Larry Taylor, Filipin, Shamell, Wagner e Tyrone.

    O primeiro quarto foi o mais fraco tecnicamente. A equipe paulista começou forçando uma marcação agressiva ‘2-3’ o que dificultou bastante o jogo interno, possibilitando que a equipe abrisse 5 a 0 rapidamente, mas o Orgulho da Nação reagiu rapidamente e também fez uma corrida de 9 a 0 virando a partida para 9 a 5. A partir disso, a partida foi repleta de erros, incluindo arremessos fáceis por parte das duas equipes, o que possibilitou uma reação de Mogi cortando a vantagem no fim do quarto para 18 a 17. O destaque do quarto foi Jerome Meyinsse (FLA) com 3 rebotes.

     

     

    O segundo quarto iniciou com uma bola de três de Marcelinho, a primeira dele na partida, recolocando a vantagem em quatro pontos. Quando Mogi colocou novamente a vantagem em um ponto, 21 a 20, a arbitragem paralisou a partida para um tempo técnico devido ao forte calor na noite carioca. Após o tempo, a equipe de Mogi chegou a passar a frente no placar por duas vezes, mas uma corrida de 5 a 0 em dois contra-ataques colocou o FlaBasquete na frente e forçou o tempo de Korber, 30 a 27. Após o tempo, a equipe de José Neto melhorou ainda mais a marcação e o rubro-negro abriu oito pontos de frente, 37 a 29. No fim do quarto, o Mogi cortou um pouco a vantagem mas Rafa Luz deu números finais ao primeiro tempo, Flamengo 40 x 34 Mogi (22 a 17 no quarto).

    Os destaques do quarto foram Marcelinho (FLA) com 9 pontos, Marquinhos (FLA) com incríveis 7 assistências e 3 rebotes, Larry (MOGI) com 3 assistências e Tyrone (MOGI) com 3 rebotes. O terceiro quarto iniciou da mesma maneira que o primeiro, com muitos erros, até que Rafa Luz anotou os dois primeiros pontos do quarto, 42 a 34. Mas rapidamente a equipe de Mogi comandada por Larry Taylor trouxe o placar para 44 a 42. Até que Rafa Luz e Marcelinho resolveram aparecer na partida, com 5 pontos de cada no quarto o rubro-negro voltou a abrir uma boa vantagem, 60 a 50, forçando mais um tempo de Danilo Korber. Após o tempo, ainda deu para uma bola de três de Shamell dando ponto final ao quarto, Fla 60 a 53 ( 20 a 19 no quarto). Os destaques do quarto foram Rafa Luz e Meyinsse (FLA) com 3 rebotes cada e Shamell (MOGI) com 7 pontos.  
     


     
    No último quarto, a vantagem de sete pontos se manteve até que Mogi emplacou uma corrida de 6 a 0 e trouxe a diferença para apenas dois pontos, 63 a 61, forçando o pedido de tempo de José Neto. Após o tempo a partida ficou completamente alucinante com a equipe mogiense virando a partida em erros defensivos, mas logo na sequência três jogadas de três pontos do rubro-negro colocaram a vantagem em 71 a 65, mas Mogi não desgarrou e virou novamente a partida, 75 a 73 forçando tempo de Neto. Os últimos três minutos de partida foram de matar qualquer torcedor do coração, com tudo que o basquete pode proporcionar: Emoção, vibração de um lado e lamento do outro. Na volta do tempo, Rafa Luz acertou uma bola de três fundamental para recolocar a equipe carioca na frente, 76 a 75. Faltando 7.3 segundos, a vantagem caiu para dois pontos novamente, forçando um último tempo de Korber, 79 a 77. Na última jogada, Shamell errou o arremesso de três e o Orgulho da Nação venceu a décima partida, assumindo a segunda colocação. Que fim de 2015 de tirar o fôlego

    O próximo compromisso do Orgulho da Nação é só em 2016. No dia 08/01 às o Fla recebe o Macaé no Hélio Maurício pela última rodada do primeiro turno.

     

     

    Destaques:

    Flamengo:

    Pontos: Marcelinho com 18 pontos

    Assistências: Marquinhos com 8 assistências

    Rebotes: Meyinsse com 11 rebotes

    Mogi das Cruzes:

    Pontos: Larry Taylor com 15 pontos

    Assistências: Larry com 5 assistências

    Rebotes: Tyrone com 7 rebotes

     

     

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  • Alexandre Póvoa fica e comenta sobre os principais assuntos olímpicos

    ninho

     

    O presidente reeleito Eduardo Bandeira de Mello toma posse nesta terça-feira, às 19h, para o seu segundo mandato.

    Alexandre Póvoa, que não se posicionou nesta eleição, está confirmado e continua como o vice-presidente de esportes olímpicos para a próxima gestão.

    O blog bateu um papo com ele sobre os principais assuntos da pasta, confira:

     

    Póvoa por mais três anos! Foto: Flamengo
    Póvoa por mais três anos! Foto: Flamengo

     

    PERMANÊNCIA

    Sim, estarei amanhã tomando posse como VP de Esportes Olímpicos. Na verdade, dado que não participei da campanha, não houve tempo de se discutir todos os assuntos na profundidade que eu queria. O Eduardo me pediu um voto de confiança, que eu estou dando. Não mudei em nada a minha opinião. Vou discutir fortemente a minha ideia de um Flamengo único com o grupo e avaliar até que ponto as pessoas vão aceitar. Depois de autossuficiente, o que queremos do esporte olímpico agora? Temos a Gávea toda reformada, temos condições agora de avançar.

     

    ARENA NA GÁVEA

    Marcos Braz está vendo diretamente com a Casa Civil, o processo está no Urbanismo (que vai distribuir para o Meio Ambiente). A burocracia é gigante.

     

    VÔLEI

    A derrota do vôlei (no estadual adulto contra o Botafogo) foi muito dura, garotada toda sub-20, o Botafogo já tem alguns adultos. Mas faz parte do processo de amadurecimento desse time de muito talento, que é tetracampeão carioca (inclusive ganhando sempre do Botafogo). Estaremos trazendo 3 ou 4 adultos para encorpar o time na Superliga B. Nomes em breve, mas é claro que o orçamento é modesto.

     

    NATAÇÃO

    Muito emocionante a conquista do índice do Altamir. Diria que depois da NBB em maio, foi a minha maior alegria no cargo em 2015. Símbolo de um projeto do qual assumimos em 2013 e que apanhamos muito por isso. Como foi a reconstrução A Myrtha já está no porto de Vitória e chega na Gávea em duas semanas. A maior parte dos 1,3 milhões do último projeto da CBC será para completar a piscina – filtragem, blocos de partida, entre outras coisas que tornarão a Piscina do Flamengo na linha das mais modernas do mundo.

    A Jheniffer da Conceição já está com o índice B também. Se ninguém atingir o índice A na prova dela, ela também vai a Olimpíada também. A Nathália de Almeida também tem chances. Todos nadando na Gávea em 2016, precisando avançar na equipe gradativamente e em bases sólidas.

     

    BASQUETE

    Sobre o basquete, acho novamente que o pessoal está muito ansioso e talvez mal acostumado. Gostaria de lembrar que no ano passado, se não me engano, no primeiro turno perdemos 5 ou 6 jogos. Perdemos a Liga das Américas e muitos deram a NBB como perdida. Jogadores como o próprio Nico não jogaram nada na fase inicial da NBB. Tivemos o problema do Marcelinho. Trabalhamos muito e deu no que deu no final. Portanto:

    1 – Primeiro, nossa preparação física esta fortíssima, para chegarmos bem na Liga das Américas. Alguns jogadores estão sentindo. Confio nesses profissionais, tem enorme crédito. Na hora certa voamos no ano passado, lembra?

    2 – Acho cedo para falar do Jason e do Rafael Luz. Ambos ainda se adaptando. Vão crescer. Mas é claro que todos os jogadores que chegaram tem que provar, jogar no Flamengo é o auge no basquete.

    3 – Perdemos jogadores importantes. É um chute completo afirmar que os jogadores atuais vieram pelo mesmo preço, em dólares ou reais, do que os anteriores. A realidade é outra com o dólar à 4 reais. Não esperem o time com o mesmo talento do ano passado, mas certamente um time mais marcador, mais pesado, nem por isso mais fraco.

    4 – Não subestimem a capacidade de planejamento e observação do basquete do Flamengo. No começo da temporada, planejamos uma equipe e às vezes guardamos cartas na manga para, se possível, usarmos na hora certa. Podemos até errar, mas estamos sempre pensando. Lembrando que a cada ano é mais difícil ganhar de novo.

     

     

     


    @Ninhodanacao

     

    https://fla.mundobola.com/Mundo Bola-blogs/14453