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  • Vício e abstinência


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    Gerrinson R. de Andrade | Twitter: @GerriRodrian

     

    Se é vício de erva, internet ou Flamengo, tanto faz.
    A abstinência lasca os nervos do sujeito.
    Tudo é um grande tédio, tudo é motivo de rusga.

    Inventaram ano-novo, natal e férias, mas nada disso parece útil para quem tá na nóia, nos cascos, respirando seco a cada segundo.

    Pessoas festejam, estouram suas champanhas, algumas parecem felizes.
    O rubro-negro nem tem par com toda esta alegria.

    Que alegria pode existir se há quase um més não há Flamengo no campo?

    O flamenguista até finge, tenta esconder de todos sua sofreguidão e a vontade de mandar tudo e todos para os quintos de São Januário.

    O sujeito já suporta o trabalho, os impostos e as mazelas da vida – mereceria ao menos a liberdade de sofrer sofrendo com a liberdade de quem pode gritar um sujo palavrão após topar com os dedos no canto da porta.

    Mas quem é que permite ao outro o doce pânico da abstinência?
    Pior que a privação e seus efeitos irritantes são os outros a condenar, pisando:

    “ah como você é fracote”
    “o vício é mais forte que você”
    “está levando sua vida pro buraco”.

    O mau humor e a irritabilidade já seriam suficientes para acabar com qualquer feriado – mas a incompreensão alheia chega a ser mais danosa.

    Se é vício de sexo, refrigerante ou Flamengo, tanto faz.
    Todos querem que você mostre os dentes em gentileza, todos querem que supere sua vontade real, que ignore o cérebro a latejar.

    No natal, os outros se regozijam com seus presentes.
    O flamenguista ganha tudo com sorriso amarelo.

    No ano-novo, os outros se deleitam com os tolos fogos de artifício explodindo no céu, se fartam com a ceia, se tornam infantes com a festa.

    Só o flamenguista não vê graça em coisa alguma e definha, triste, neste período da vida, anualmente insuportável.

    Orra, é Mengo!

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    Gerrinson R. de Andrade escreve no Blog Orra, é Mengo, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.

     

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  • Flamengo x Red Bull – Estreia nervosa, mas promissora

    A estreia do Flamengo na Copinha era cercada por dúvidas e mistérios, o time estaria bem modificado em relação ao ano passado com a subida de jogadores do sub-17 e ainda estrearia a tão falada unificação de sistema do profissional e todas as categorias da base.

    Zé Ricardo começou escalando a equipe no 4 – 1 – 4 -1 com Thiago – Thiago Ennes, Léo Duarte, Dener, Arthur – Ronaldo – Cafu, Trindade, Paquetá, Matheus Sávio – Felipe Vizeu.

    De cara o esquema não estava tão claro, o time ainda nervoso em campo parecia estar num 4-3-3 com Sávio e Cafu muito perto de Vizeu, Paquetá mais centralizado e Trindade auxiliando Ronaldo na marcação. A bola passava rapidamente de uma área a outra com o Red Bull buscando contra-ataques rápidos e o Flamengo saindo no chutão.

    Após a primeira paralisação para atendimento Zé Ricardo pareceu orientar e organizar melhor a equipe em campo, deixando as linhas mais claras e o time mais compacto defensivamente, porém com um abismo de distância entre o meio e o centroavante solitário.

    O adversário aproveitou e pressionou, teve as jogadas mais perigosas, chegava mais e com mais perigo à área, o que fez Thiago começar a se consagrar com importantes defesas. A saída de bola ainda era um problema, o Flamengo insistia na ligação direta até que novamente o jogo foi parado e Zé Ricardo deu uma mexida no time, inverteu o posicionamento de Sávio e Cafu, Paquetá também caiu um pouco mais pela direita e assim as jogadas começaram a sair.

    Talvez a melhor de todas sendo uma sequência em que Sávio tabelou com Thiago Ennes, depois com Paquetá e então recebeu a bola na área quando foi travado. Uma das poucas bolas trabalhadas do jogo, restando ao Flamengo finalizar de longe em bolas que sobravam na frente da área para os homens de meio chutarem, nenhuma bola em boas condições para Vizeu arrematar.

    Na volta pro 2° tempo o time começou ligado, pressionando mais, a linha de 4 conseguindo subir ao invés de tentar tanto lançamento. E, logo no início, deu sorte aquando o zagueiro do Red Bull errou, Vizeu roubou a bola, entrou na área e tocou para Paquetá que avançava pelo meio, este limpou o lance e bateu bonito para estufar a rede. O gol deu tranquilidade ao time, mas também o fez recuar, péssimo hábito que carregam há algum tempo.

    A partir de então o Red Bull intensificou a pressão, encontrava espaços no meio ainda desarticulado, precisando treinar, Ronaldo não conseguindo dar conta da proteção à zaga entre as linhas de 4, o zagueiro Denner falhando seguidas vezes e Arthur tomando um calor de Alisson, melhor jogador do Red Bull na partida. Thiago novamente ia aparecendo com segurança, afastando o perigo e segurando a vitória.

    Por câimbra, algo preocupante em início de competição, o Flamengo perdeu Denner (essa aí graças a São Judas) e Paquetá, Sávio saiu pouco depois do gol após ter levado o amarelo. Entraram, respectivamente, Lincoln, Henrique e Kleber. E, após a entrada de Lincoln, a defesa ficou um pouco mais segura.

    Foi em um contra-ataque rápido que Cafu disparou pela esquerda e fez um belo lançamento para Vizeu, que recebeu entre os zagueiros e finalizou forte pra ampliar o placar. Apesar da bela assistência, Cafu errou demais o jogo todo, disputando com Denner o posto de pior da partida.

    Foto: @iFlamengoNews
    Foto: @iFlamengoNews

    Mas como Flamengo é Flamengo, o time recuado e sob pressão viu Alisson fazer bela jogada pela esquerda, Arthur errar o bote, e então um cruzamento desviar no zagueiro, tirando do Thiago, atingir a trave e entrar no gol. Um mole já nos acréscimos que não comprometeu no jogo e, espero, não prejudique no decorrer dessa fase de grupos.

    Os destaques positivos ficam para Thiago e Paquetá, os melhores do jogo. Já o negativo fica por conta de Cafu, nitidamente acima do peso, e Denner que espero tenha perdido o lugar para Lincoln. Sobre o esquema, acho ainda cedo para cobrar, o entrosamento vem com o tempo, mas merece uma cornetada no posicionamento do Matheus Sávio.

    Como você pega um meia habilidoso e amarra na lateral? Não dá pra limitar um jogador com o potencial do Sávio ao limite do campo só para ter um volante a mais no meio. O melhor para o Flamengo, inclusive pensando nesses jogadores no profissional, seria ter Paquetá e Matheus Sávio por dentro dessa linha de 4 deixando velocistas mais abertos. Isso poderia expor mais a defesa, no entanto é muito mais fácil ensinar um jogador a marcar do que armar jogadas, Paquetá inclusive tem bom físico e poderia tranquilamente ser um 2° volante, basta trabalhar firme marcação com os jogadores.

    Minha sugestão, com as alterações sugeridas em vermelho, para a próxima partida seria:

    Thiago – Thiago Ennes, Léo Duarte, Lincoln, Arthur – Ronaldo – Kleber, Matheus Sávio, Paquetá, Michael – Vizeu

    Saudações Rubro-Negras

     

     


     

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  • Flamengo sofre, mas estreia com vitória na Copinha

    Felipe Vizeu e o goleiro Thiago foram os destaques na estreia vitoriosa do Flamengo na Copinha

     

    O Flamengo passou sufoco, mas conseguiu estrear com vitória na 47ª edição da Copa São Paulo de Futebol Jr. O Mais Querido, terá agora pela frente, o Palmeira (RN), time que também venceu o seu primeiro jogo no grupo e já construiu um bom saldo de gols ao bater  o União Mogi por 4 x 0. O jogo acontece na próxima terça-feira, às 19h, também no estádio Nogueirão, em Mogi das Cruzes.

    O JOGO

    O time grande sempre inicia a partida indo pra cima do seu adversário, criando as melhores chances de gol e mostrando porque é o favorito, certo? Não! Com o Flamengo não foi assim. A equipe da Gávea tirou os primeiros minutos do jogo para estudar o seu adversário. Felipe Vizeu era o único jogador adiantado, enquanto isso, o RB tocava a bola lateralmente.

    Diante da apatia do Flamengo, o time campineiro tomou a iniciativa e aos 9′ chegou pela primeira vez. Hiago chutou forte, mas o goleiro Thiago estava apostos para fazer a defesa. Além disso, o árbitro já havia marcado, equivocadamente, o impedimento. No lance seguinte o Fla apareceu com Lucas Paquetá, após um lançamento de Matheus Sávio, o goleiro Felipe, que estava ligado no lance, saiu e ficou com a bola. Outra oportunidade para o RB abrir o placar, aconteceu aos 20′. Julio entrou livre na área do Fla pela ponta direita, e, com um companheiro livre ao lado, preferiu o chutar, para defesa do goleiro Thiago.

     O RB Brasil seguia com mais presença no ataque. O arqueiro do Mengão, até os vinte e cinco minutos de jogo, era o grande nome do Flamengo. Depois de sofrer tanta pressão, o time comandado por Zé Ricardo, parecia, finalmente, ter acordado. Ronaldo recebeu na entrada da área, fintou o zagueiro e chutou, colocado, de canhota, no canto direito de Felipe, mas a bola foi pra fora. Aos 31′, Thiago Ennes cobrou rápido o lateral na área do Red Bull Brasil, a bola sobrou e Cafu que bateu firme para a defesa do goleiro Felipe.

     A primeira etapa terminou zerada e com o mesmo número de finalizações para as duas equipes, 3 a 3. Porém, o RB saiu de campo com uma leve superioridade, e o Flamengo, sabendo que precisava melhorar para conseguir a vitória.

    A chuva que era anunciada ainda no final do primeiro tempo, e parecia que iria dificultar ainda mais a vida do Mais Querido, caiu. Mas isso não foi empecilho para o Flamengo, que abriu o placar logo no primeiro minuto da etapa final. A zaga do Red Bull Brasil falhou e o Felipe Vizeu não perdoou. O atacante dominou a bola e entregou à Lucas Paquetá, que estava melhor posicionado. O meio campista não teve dificuldade para tirar do goleiro e colocar no fundo da rede.

    Lucas Paquetá marca o primeiro do Mengão, após receber ótimo passe de Felipe Vizeu. Reprodução: SporTV

    Com o gol, a pressão inicial que estava sobre o Flamengo passou, mas o time acabou relaxando, e deu espaço para a equipe de Campinas tocar a bola. O jogo estava tão perigoso para o Fla, que até o Matheus Sávio foi obrigado a cometer uma falta para impedir o contra-ataque do adversário, e levou cartão amarelo. Pelo lado do RB, o destaque na segunda etapa foi Gabriel. Em dois chutes de fora da área, o jogador quase empatou a partida.

    A primeira mudança do Flamengo foi a entrada do Kleber no lugar de Matheus Sávio. Com o meio campo congestionado, o Red Bull Brasil apostava nos chutes de longa distância. Por sua vez, o Rubro-Negro procurava não se expôr, apenas esperava uma oportunidade para marcar o segundo gol. Zé Ricardo ainda teve que trocar Denner e Lucas Paquetá, por Lincoln e Henrique  respectivamente, ambos saíram de campo com dores.

    A estratégia do Mais Querido deu certo. Com o time todo à frente, o RB desguarneceu sua defesa, e, aos 36, Cafu puxou o contra-ataque e deixou Felipe Vizeu livre para fazer o segundo do Mengão. O atacante confirmou porque foi o escolhido para substituir Douglas Baggio. Mostrou muita presença de área, firmeza nas finalizações e personalidade na entrevista depois do jogo.

    Cafu puxa contra-ataque e deixa Felipe Vizeu livre para marcar. Reprodução: SporTV

     

    A desvantagem no placar, porém, não desanimou o RB Brasil, que continuou pressionando em busca do seu gol, e, mesmo sem querer, ele acabou saindo. Aos 44′, Alisson, em jogada pela direita, tentou o cruzamento, mas a bola desviou na zaga rubro-negra e morreu no fundo da rede.  Faltavam quatro minutos para o término da partida, e o Fla, conseguiu se segurar e garantir a primeira vitória na Copinha.

    FICHA TÉCNICA

    Flamengo 2×1 Red Bull Brasil

    Local: Estádio Nogueirão – Mogi das Cruzes

    Data: 03 de janeiro de 2016

    Horário: 19h30

    Flamengo: Thiago; T.Ennes, Léo Duarte, Dener (Linclon) e Arthur Bonaldo; Ronaldo, Trindade e Paquetá (Henrique); Cafu, Matheus Sávio (Kleber) e Felipe Vizeu. Técnico: Zé Ricardo

    Red Bull Brasil: Filipe; Rocha, Matheus Garrido, Igor e Lucas Camilo; Pedrinho, Julio (Judson) e Gabriel; João Gabriel, Alisson e Hiago. Técnico: Pablo Fernandez

    Cartões amarelos: Rocha e Pedrinho (RB Brasil); Matheus Sávio (Flamengo)

    Cartões vermelhos: Não houve

    Destaques da partida: Goleiro Thiago e o atacante Felipe Vizeu.


    Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos93

     

     


     

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  • Um Flamengo sem palavra

    Não precisamos de análises mais profundas para saber que a temporada de 2015 foi vergonhosa. O Flamengo virou freguês do rebaixado Vasco, que até o eliminou da Copa do Brasil, teve uma campanha medíocre no Brasileiro ainda pior que a de anos anteriores, mesmo com um time mais caro e com nomes mais “consagrados”.

    Aproveitamento

    O pior, no entanto, não foram os resultados, mas o modo como se davam as derrotas, a postura do time, a falta de vontade de vencer, a apatia diante de qualquer resultado, o desrespeito a nação que lotava os estádios. Espera-se que um profissional vencedor se abata com uma sequência de maus resultados como vimos tantas vezes Guerrero transparecer, não a comemoração sem fim extracampo do “bonde da Stella” que comportavam-se como se estivessem liderando com ampla vantagem sobre o 2° colocado.

    Aliás, peço perdão, porque obviamente líderes não se comportariam como o Bonde, estariam concentrados, dedicando-se nos treinos e entrariam em campo cheios de vontade de vencer mesmo após serem campeões, como vimos o Palmeiras jogar no Maracanã, na última rodada do Brasileiro, tendo acabado de vencer a Copa do Brasil.

    E os jogadores que mais vezes formaram os 11 do Flamengo foram: Paulo Victor- Pará, César Martins, Wallace, Jorge – Canteros, Márcio Araújo –Paulinho, Alan Patrick, Éverton – Guerrero

    Dos citados, tinham contrato terminando em dezembro de 2015: Pará, Márcio Araújo e Alan Patrick, menção honrosa para o que poderia estar entre os 11 se não houvesse cavado tantas suspensões estúpidas: Emerson Sheik. César Martins tem contrato de empréstimo até o meio do ano. Ou seja, o Flamengo facilmente poderia mandar 3 jogadores símbolos da mediocridade, apatia e falta de sangue embora e ainda poderia tentar devolver um dos piores zagueiros do elenco, além de se livrar de um jogador que fala muito, joga pouco e ama uma suspensão.

    Durante o período eleitoral todos os grandes membros da Chapa Azul, concorrente a reeleição, criticaram o time de futebol não só pelos resultados ruins, mas pela postura completamente inadequada para um time da grandeza do Flamengo. E, entre todas as declarações, destacarei uma dada poucos dias antes da eleição pela figura que “mais importa”, o dirigente que conduzia o planejamento para 2016 e assumiria a Vice-Presidência de Futebol: Godinho.

    Trecho retirado de entrevista ao GE
    Trecho retirado de entrevista ao GE

     

    Trecho retirado de entrevista ao GE
    Trecho retirado de entrevista ao GE

    Como podem ver, Godinho destacou que tinha que passar o Rodo e nem era em relação ao time goleado pelo Atlético-PR e sim ao titular, chegando a mencionar a falta de vontade que refletia na incapacidade de virar jogos ou buscar reação após estar atrás no placar. Também destacou que viriam 6 jogadores para serem titulares, com boa vontade podemos considerar Rodinei e Muralha dos que já foram contratados, há a possibilidade de Mancuello, assim faltam ainda 3, principalmente ao perceber que há 2 jogadores estrangeiros em negociação para a posição do Arão, o que aponta que este veio para compor e não para chegar e jogar.

    Mas esquecendo as contratações, prometidas antes da eleição para o início da pré-temporada e recentemente adiadas para até o fim de Janeiro, vamos focar no que era mais importante para a torcida, o famoso rodo!

    Os “entusiastas” de chapa logo enumeram as saídas de Ayrton, Marcelo, Almir, Samir, Luiz Antônio, mas o fato é que todos esses e outros eram reservas e, a maioria, pouco jogou durante o 2° semestre. O único titular a sair foi Paulinho, que praticamente implorou por isso ao publicar uma foto vestindo a atual camisa do Corinthians. Todos aqueles que estavam com contrato encerrando e deveriam ter saído, sem exceções, não só tiveram o contrato renovado como, pasmem, ganharam aumento!

    Ter um contrato renovado já diz que a direção aprova a temporada do jogador e, isso, como um todo – tecnicamente, disciplinarmente e no rendimento -, dar um aumento salarial dá o recado de que o jogador não só foi aprovado, mas rendeu acima do esperado e, pelo mérito, merece receber mais.

    Alguém aí realmente acha que a temporada do Flamengo rendeu mérito a alguém no futebol, da diretoria ao elenco? Pois é, começaram passando o rodo no Rodrigo Caetano e depois em todos os outros com contrato acabando, não ficou um sem contrato e sem aumento!

    Saudações RubroNegras a todos os “otários” que acreditaram que os gestores iriam reconhecer seus erros e não iriam repeti-los em 2016, que começa com jeitão de 2015, que começou com jeitão de 2014 e tinha cara de 2013.

  • Um Raio-X do Sub-20 do Flamengo na 47ª Copa SP de Juniores


     

    Estamos às vésperas de mais uma edição da tradicional Copa São Paulo de Juniores. A cada ano essa competição que acontece durante o recesso do futebol profissional desperta mais atenção. O mercado do futebol, não apenas nacional, volta seus olhos para o desfile de algumas das jovens promessas do futebol brasileiro. A despreparada e relapsa imprensa esportiva brasileira, como de hábito, oferece a cobertura mais rasa possível sobre o evento. Assim, vou oferecer uma breve resenha sobre o que se pode esperar, especificamente, do time do Flamengo que participará do torneio, além de uma telegráfica análise sobre cada um dos jogadores que constam da relação dos inscritos pelo clube.

    O grupo de jogadores do time sub-20 do Flamengo que durante boa parte do ano de 2015 formou o time titular, numa análise comparativa com todas as demais categorias de base do clube, talvez seja o menos qualificado. Esse fato – a pouca qualidade do time sub-20 do ano passado -, além da subida (risível) de alguns desses jogadores que estouraram a idade (outros que também estouraram a idade como o Renan Donizete e o zagueiro Willyan não estão sendo aproveitados, além do LE Marquinhos que foi para o Luverdense) e que, diga-se, possuem muito mais nome do que futebol, como o zagueiro Dumas, o centro avante Baggio e o atacante Thiago Santos, acabou por determinar alguma, mas demasiadamente tímida, reformulação no time, abrindo espaço para a chegada de sete jogadores que, em 2015, disputaram o campeonato da categoria sub-17 ou tinham idade para tal.

    Lucas Paquetá e Matheus Sávio: os dois grandes destaques.
    Lucas Paquetá e Matheus Sávio: os dois grandes destaques.

    Entendo como benéfica essa renovação do grupo que compunha o sub-20 no ano passado, o qual já vinha há bastante tempo demonstrando claramente o que poderia dar ao clube, o que, na realidade, é pouquíssimo. Com as honrosas ressalvas do Jorge e o do Jajá — que estão noutro patamar –, o que se poderia aproveitar do sub-20 permaneceu para a disputa, refiro-me, especificamente, ao meia Matheus Sávio, ao meia/2° volante Lucas Tolentino (Paquetá) e ao centroavante Vizeu.

    Alguns jogadores que integraram o elenco sub-20 em 2015, e não tiveram a idade estourada, sequer foram relacionados, como são os casos do goleiro Rodrigo Antunes, do LD Diego Superti (que veio do Aimoré do RS e já foi devolvido … sobre o qual fiz um post alertando que não jogava nada), do quarto zagueiro/LE Rafael, assim como dos atacantes Jarles, Robinho, Juninho e Wainy.

    Não posso deixar de registrar que a reformulação realizada está muito longe do ideal. Jogadores limitados e sem maiores possibilidades de evolução, pois completarão 20 anos nesse ano de 2016, não deveriam ter sido relacionados. Cito como exemplos: o goleiro Thiago Rodrigues; o lateral-direito Thiago Ennes; o volante Ronaldo; o volante Trindade e o atacante Cafu. Eu levaria os seguintes jogadores em substituição aos referidos: para goleiro, Yago ou Hugo; o zagueiro central Thuller, o volante Hugo Moura, o meia Lucas Abreu e o atacante Lucas Silva. Inscrever jogadores sem maiores perspectivas de futuro apenas porque são “experientes” numa competição de tanta importância, só serve para uma coisa, atrasar a evolução de jogadores mais jovens e promissores. Uma decisão lamentável. A função das categorias de Base é formar e revelar jogadores para o time profissional do clube e não obter enganosos resultados em competições nesse período formativo dos atletas.

    Em tal contexto, não é muito difícil prever que o time sub-20 do Flamengo será mero coadjuvante na 47ª Copa São Paulo de Juniores, e pior do que isso, deixará de utilizará a competição para dar quilometragem a jogadores de mais potencial que estão subindo do sub-17.

     

    Passemos, então, à sintética análise dos jogadores inscritos na competição.

     

    Goleiros

    1. João Lopes (20 anos em janeiro 2016)

    Sem ser nada de excepcional, é um goleiro seguro, não comete falhas grotescas; mas também é incapaz de operar maiores milagres.

    João Lopes

    2. Gabriel Batista (18 anos em junho 2016)

    É um bom goleiro, ainda em fase de progressão. Esteve no mundial sub-17 recém disputado e amargou injustamente a condição de reserva para o horroroso goleiro Juliano, um dos piores que já vi numa seleção de Base do Brasil.

    Gabriel

    3. Thiago Rodrigues (20 anos em junho de 2016)

    É um goleiro de mediano para fraco. Desde que subiu para o time sub-20 simplesmente estagnou.

    Thiago Rodrigues

    Zagueiros

    4. Léo Duarte (20 anos em julho de 2016)

    É um zagueiro central razoável apenas. Sem muitos recursos técnicos, tenta compensar no jogo aéreo a sua limitação, especialmente, graças a sua elevada estatura. Tem muito poupo a evoluir. Veio do Desportivo Brasil.

    Leo Duarte

    5. Denner (19 anos em outubro de 2016)

    Joga mais de zagueiro central. É um jogador firme, sem grandes refinamentos técnicos. Possui espírito de liderança, foi capitão no time sub-17. Veio do Figueirense e tem o ex-jogador Sávio como empresário.

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    6. Lincoln (20 anos em março de 2016)

    É um quarto-zagueiro canhoto com certos recursos técnicos e bom porte físico. Chegou a ser convocado para as seleções brasileiras sub-15 e sub-17. Sofreu lesões e não teve a evolução esperada. Não sei as condições em que se encontra no momento.

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    Laterais

    7. Kleber (18 anos em março 2016)

    É um bom lateral direito. Possui eficiência no apoio ao ataque, mas ainda tem problemas no posicionamento na hora de defender (essa deficiência se deve, em boa parte, ao fato dele jogar há pouco mais de um ano na posição, antes era volante). Esteve recentemente no mundial sub-17. Possui boa margem de progressão.

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    8. Thiago Ennes (20 anos em 2016)

    É um lateral direito comum, mediano. Jamais será aproveitado no time profissional do Flamengo.

    Ennes

    9. Michael (17 anos em 2016)

    Será o sucessor do Jorge. É um excelente lateral esquerdo. Tem boa técnica, velocidade e grande poder de finalização (no time sub-15 era o segundo artilheiro). Subiu para o sub-17 no ano passado e ainda com 15 anos assumiu a titularidade. É preciso ter paciência com ele no aspecto defensivo (vai jogar a Copa SP com apenas 16 anos) pois ainda não tem maturidade física para marcar jogadores na faixa dos 20 anos.

    Michael

    Volantes

    10. Ronaldo (20 anos em outubro 2016)

    É um jogador bem comum, tem muito mais prestígio (inexplicavelmente) do que futebol.

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    11. Arthur Bonaldo (20 anos em fevereiro)

    É um jogador pouco mais do que mediano. Há alguns anos prometia ser mais jogador do que acabou se transformando. Simplesmente não evoluiu.

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    12. Trindade (20 anos em março 2016)

    Completa a trinca de volantes que estoura a idade esse ano e dos quais nenhum será aproveitado duradouramente no time profissional. Jogador comum. Infelizmente não levaram o promissor volante Hugo Moura que já foi, inclusive, convocado para a seleção brasileira sub-17.

    Trindade

    Meias

    13. Matheus Sávio (19 anos em abril de 2016)

    Certamente o jogador mais conhecido desse time sub-20 por conta das participações que já teve no time profissional. É um jogador com qualidade técnica, velocidade, bom passe. Mas não é atacante nem meia atacante. Não possui instinto do gol (é só ver a estatística dele nas categorias de base). No Desportivo Brasil jogava mais de meia armador (camisa 8), vindo mais detrás e distribuindo o jogo. Essa é a sua verdadeira posição.

    Matheus Sávio

    14. Lucas Tolentino (Paquetá) (19 anos em agosto de 2016)

    É um caso emblemático nas categorias de base do Flamengo. Me lembro dele jogando no sub-15, ficava penalizado, parecia uma criança jogando entre adultos. Mal tinha força para chutar a bola. Em três anos cresceu fisicamente e evoluiu como jogador. A posição ideal para ele é a de segundo volante (ou quando muito armador, camisa 8). Também não possuiu vocação para fazer gols. Tem ótimo passe, inclusive em velocidade, mas vindo detrás.

    Lucas Paquetá

    15. Patrick (18 anos em 2016)

    Jogador com DNA de meia esquerda. Canhoto, habilidoso, tem drible, sabe fazer uma assistência capaz de gerar uma situação de gol. O vi jogar pela primeira vez no time sub-13. Me lembro do gol que ele fez contra o Fluminense e nos deu o título daquele ano na categoria. Mas confesso que esperava que ele estivesse num patamar muito mais elevado do que se encontra hoje. Evoluiu menos do que eu imaginava. Precisa encorpar fisicamente (espero que já tenha melhorado nesse aspecto) e ganhar mais atitude, mais ambição pela vitória.

    Patrick

    16. Pepê (18 anos em 2016)

    Jogador razoável. Possui algum verniz de técnica, o que ilude os desavisados, mas não tem qualidade nem consistência para jogar de meia atacante (camisa 10). Talvez possa render numa posição em que jogue mais recuado.

    João Pedro

     

    Atacantes

    17. Vizeu (19 anos em março de 2016)

    É um centroavante típico. Alto, bom porte físico e eficiente nas finalizações. A sua deficiência reside no aspecto velocidade. Trata-se de um centroavante goleador de área. Nesse papel ele é mais jogador (possui dois anos a menos) do que o festejado Baggio.

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    18. Antônio (18 anos em de 2016)

    É um centroavante de mais mobilidade — mas com menos presença de área — que o Vizeu. É um jogador com alguma técnica e, diga-se, bem superior ao Iacovelli (a quem barrou no sub-17) que alguns diziam ser uma espécie de Baggio mais encorpado…

    antonio

    19. Luã Lúcio (19 anos em agosto de 2016)

    É um bom segundo atacante pelos lados. Além de ser muito veloz possui um bom poder de finalização. Entrando no segundo tempo, com o adversário já cansado, é capaz de criar boas situações de gol.

    Luã Lucio

    20. Cafu (20 anos em 2016)

    É quase um veterano no sub-20 do Flamengo. Jogador comum que vive de lampejos, apenas.

    Cafu

    21. Alan Cariús (19 anos em abril de 2016)

    É um atacante corredor. Pouca técnica, apesar de uma vez ou outra acertar um bom chute com a canhota.

    cariús

    22. Henrique (19 anos em dezembro de 2016)

    É o único jogador entre todos os inscrito que não conheço. Nunca via jogar. Sei apenas que foi descoberto num torneio disputado entre comunidades carentes no Rio de Janeiro. Nessa época jogava de atacante. Segundo dizem foi recuado para a posição de volante. Assim sendo, não tenho opinião a respeito desse jogador.

    Henrique

    Por fim, se fosse eu o responsável pela escolha dos jogadores a serem inscritos (levaria outros jogadores), esse seria o meu time sub-20 para a Copa SP: 1. João Lopes; 2. Kleber; 3. Thuller (que sequer foi inscrito); 4. Lincoln (como uma oportunidade); 6. Michael; 5. Hugo Moura (que sequer foi inscrito); 11. Lucas Tolentino (Paquetá); 8. Matheus Sávio; 10. Patrick; 7. Lucas Silva (que sequer foi inscrito); 9. Vizeu.

    Um time de faixa etária muito baixa, técnico, leve e rápido. Formado por jogadores com boa margem de evolução que poderiam ganhar quiilometragem numa competição muito competitiva.


     

     


     

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  • Reformulado, Fla estreia na Copinha 2016

    Uma nova chance para uma nova era

    O Flamengo inicia sua caminhada em busca do Tri da Copinha, neste domingo, às 19h30, em Mogi das Cruzes. A primeira peleja do rubro-negro será contra o Red Bull Brasil, time da cidade de Campinas (SP). Além do RB Brasil, estão no grupo 24, junto com o Mengão, o União Mogi (SP) e o Palmeira (RN). Todos os jogos deste grupo, serão disputados no Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, popularmente conhecido como Nogueirão.

    O Mais Querido já foi campeão em duas oportunidades. Em 1990 revelou jogadores como: Júnior Baiano, Nélio, Piá, Djalminha, Marcelinho Carioca e Paulo Nunes. A geração vitoriosa, porém, foi fazer sucesso longe da Gávea.

    Leia mais em: Flamengo homenageia 25 anos da Geração Perdida

    Fla bicampeão da Copinha. Foto: Reprodução

    Em 2011 a Nação invadiu o Pacaembu para assistir uma nova conquista. O Fla não era cotado entre os favoritos daquele ano, mas numa incrível campanha, foi campeão invicto da maior competição de Base do país. Adryan, Thomás, Muralha, Frauches, Luiz Antônio, Negueba e César foram algumas das revelações daquele time, que tinha como slogan “Formando Vencedores”. Quatro anos após a conquista, Luiz Antônio, foi quem mais atuou pelo profissional, sendo, inclusive, uma das peças fundamentais no título da Copa do Brasil em 2013. César é o substituto imediato de Paulo Victor. Os outros jogadores citados ainda têm contrato com o Flamengo, mas foram todos emprestados e não conseguiram se firmar em nenhuma equipe por qual passaram.

    Na edição passada, o Fla foi eliminado precocemente. Apesar de sair nas oitavas de final, alguns atletas se destacaram e ganharam oportunidade no time principal. Jorge foi o primeiro a ser integrado, já que a lateral esquerda era um dos problemas do Flamengo. No decorrer da temporada, Douglas Baggio e Jajá foram promovidos. O volante Ronaldo, o meio-campista Matheus Sávio e o atacante Thiago Santos, também tiveram chances no time de cima.

    Com um time mesclado entre juvenil e juniores, a expectativa é para que o Fla faça uma boa Copinha em 2016.  De um lado os “experientes” Matheus Sávio, Léo Duarte e Cafu, do outro, os estreantes, Klebinho, Antônio e Patrick.  Confira a relação dos jogadores que disputarão a Copinha. O Rubro-Negro  será comandado por Zé Ricardo, atual técnico campeão carioca da categoria. 

    ADVERSÁRIO NA ESTREIA 

    Um fato curioso do Red Bull Brasil, está na relação dos atletas inscritos na competição. Dos 25 jogadores, 7 são atacantes, o que representa um terço do elenco. Dá para esperar um time bem ofensivo e que pode surpreender seus adversários. Em entrevista ao site do clube, o técnico Pablo Fernandez falou sobre o Flamengo, principal concorrente na primeira fase.

    O Flamengo é um time bastante vertical, que tem atletas de muita qualidade. Eles possuem alguns jogadores de São Paulo que a gente já conhece e outros que pudemos observar. É um time forte.

    REGULAMENTO 

    Na primeira fase os 112 clubes serão divididos em 28 grupos e jogarão entre si, dentro do grupo, em turno único, classificando-se os dois que obtiveram a maior pontuação em seus respectivos grupos. Galgando de fase, o Fla enfrentará quem passar do grupo 23 (Portuguesa- Brasília- Goiânia- Atibaia). Excetuando-se a fase de grupos, os demais jogos serão eliminatórios, os que terminarem empatados serão decididos através de disputas de penalidades.

    Tabela de jogos

    Primeira rodada: dia 3 às 19h30 – Flamengo x Red Bull Brasil.
    Segunda rodada: dia 5 às 19h – Flamengo x Palmeira.
    Terceira rodada: dia 7 às 19h – Flamengo x União Mogi
     
    TRANSMISSÃO 
     

    SporTV e Espn Brasil transmitirão a estreia do Fla na Copinha para todo o Brasil.

    O @Mundo Bola_CRF fará o Tempo Real no Twitter.

     

    A radioweb RPC vai transmitir a partida. Clique no ícone.

     
     

    Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter@BruNoCellos93
     
     
  • Por que o Flamengo não revela bons jogadores como o Santos?


     

    O Flamengo teve grandes jogadores formados em sua Base, principalmente na Era de Ouro do futebol Rubro-Negro, mas desde a década de 90 poucos jogadores revelados pelo Flamengo atuaram de forma consistente no clube e menos ainda saíram do clube com o status de joia ou revelação.

    Parte do fracasso da Base se deve a estrutura precária, outra parte a péssimos profissionais que até pouco tempo controlavam a formação de jogadores, mas tudo isso age de modo a dificultar o surgimento de grandes jogadores, mas não impede, apenas tornam as joias ainda mais raras e dignas de atenção na transição para o profissional, onde aí sim temos o grande abismo que enterra as chances de revelar bons jogadores.

    A transição é um momento delicado onde o jovem precisa se adaptar a jogar entre profissionais que estão há anos na categoria, portanto mais experientes, e muitas vezes são bem mais fortes fisicamente. Além disso, garotos de 16 a 20 anos ainda estão formando seu caráter, construindo uma projeção do que querem alcançar em sua vida como adultos – basta vocês, leitores, tentarem se lembrar do que faziam ou no que pensavam quando tinham essa idade, que tipo de responsabilidade sustinham -. Agora acrescente a esse momento delicado da vida de qualquer pessoa muito mais dinheiro que um jovem normal possui e uma cultura baseada em idolatria com uma extensa base de fãs.

    Obviamente o momento de transição tem tudo pra dar errado, precisando assim vir de cima o suporte para fazer dar certo. Para começar a diretoria e comissão técnica precisam ter um planejamento para a transição dos jovens, não podem deixá-lo muito tempo sem jogar, pois perde-se o ritmo de jogo fundamental para qualquer um, ao mesmo tempo não se pode jogar um jovem já como titular, de modo que o ideal é que haja intervalos onde o jovem fique no profissional e outro momento de retorno à Base. Além disso, a comissão técnica e a diretoria precisam blindar esse jogador, tanto para reduzir as más influências, a idolatria exagerada, como para protegê-lo de cobranças excessivas.

    Outra parte fundamental para o bom crescimento de um jogador está ligada à torcida. Nenhum jovem de 18 anos pode ser alvo de idolatria desmedida, não é admissível que qualquer jogador suba para o Profissional com a torcida esperando que arrebente, que faça jogos excepcionais em sequência, mesmo porque nem gênios como Neymar, totalmente acima da média, conseguem subir jogando bem todo jogo, oscilações são esperadas, pois é absolutamente normal para alguém que está formando sua força mental e desenvolvendo seu corpo para a prática esportiva profissional.

    Vejam Neymar, que subiu aos 16 anos e não foi titular todo jogo, não jogou bem todo jogo, não fez gol todo jogo, ganhou fama de cai-cai e ainda foi chamado de Monstro. E tudo isso tendo um pai com uma visão de futebol e formação diferenciada, com assessoria de mídia e etc, sendo um gênio da bola, portanto como esperar que um jogador normal tenha desempenho impecável?

    O Gabriel, do Santos também, apelidado de Gabigol, surgiu com a mídia o chamando de novo Neymar, cheio de oba-oba, mas a diretoria soube blindar e dar tempo. Oscilou e muito, passou por uma fase horrorosa, mas a torcida segurou a corneta, deu tempo ao garoto, que se tornou um dos melhores do campeonato, o melhor do Santos ao lado do Lucas Lima.

    E o Flamengo? Nesses últimos anos o Flamengo poderia ter revelado uma boa safra de jogadores, mas fez tudo errado, estragou uma leva, comprometeu outra, e tudo com a cumplicidade da torcida, verdadeira máquina de “matar” promessas. E nem mesmo os “dirigentes diferenciados” souberam fazer um trabalho decente e ter pulso firme para proteger, cobrar e, principalmente, auxiliar na formação de jovens.

    A torcida do Flamengo, marcada pelo Flamengo da década de 80, espera que todo jogador que jogue do meio pra frente marque gol todo jogo, dê assistências toda hora e nunca erre um passe. Está no Flamengo tem que decidir como se fosse um jogador pronto, experiente, não é admissível perder um jogo. Se for zagueiro não pode falhar, a defesa não pode sofrer gol, independente da zaga estar protegida ou do sistema de defesa ser bom ou não.

    A triste e deprimente verdade é que a torcida do Flamengo espera que todo jogador suba pronto, sem oscilações, seja craque – não basta ser bom, ser útil para compor, tem que ser um Neymar – e nunca erre. Todos os jogadores que chegam, apostas ou não, podem errar e fazer o que for, mas jogador formado no Flamengo não, deste é exigida perfeição.

    Cansamos de ver a torcida rotular jogadores como sem sangue por que não o veem correr como malucos o tempo todo ou dar carrinho de 5 em 5 minutos. O engraçado é que Alan Patrick pode não marcar e só jogar com a bola no pé, também não precisa correr. Já outros podem passar o jogo todo correndo e não acertar um cruzamento, errar 80% das finalizações, produzir algo perto de zero e ainda assim são considerados ídolos porque dão carrinho na lateral e batem no peito. Jogadores estes que inclusive vivem em festa, bebendo e não mostram comprometimento algum com o time, quando estão perdendo não chamam a responsabilidade, não têm poder algum de reação. Mas esses jogadores não foram formados no Flamengo então tudo bem, pode ser.

    Exemplos de perseguição inclemente e injustificada existem aos montes, mas irei pegar três casos atuais e sem qualquer coerência para mostrar como a torcida não faz qualquer sentido e como os dirigentes não se esforçam para proteger e melhorar os jovens jogadores, matando qualquer promessa que realmente possa render.

     

    Luiz Antônio

    O jogador subiu sob o comando de Luxemburgo em 2011 e fez ótimas partidas, se destacando num meio campo que tinha Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Porém as lesões nos ombros o prejudicaram muito e acabaram fazendo com que o jogador passasse por cirurgias e perdesse espaço. O tempo na reserva foi bem aproveitado para que o jogador evoluísse fisicamente, ganhando massa muscular que o ajudaram a melhorar de desempenho.

     

    LA Luiz Antônio

     

    Em 2013 Luiz Antônio conseguiu conquistar seu espaço, se tornar titular atuando como um 2° lateral direito e foi importantíssimo na conquista da Copa do Brasil e na reta final do Brasileiro. O sucesso fez o olho do empresário crescer e tornou o 2014 um desastre com processos e tumulto na vida pessoal do jogador. O Flamengo deu uma 2ª chance a Luiz Antônio e ele mudou, fez por onde, trocando de empresário, se afastando das más influências, até se tornou mais sereno ao alcançar a paternidade, enfim, se dedicou a apagar o 2014 desastroso.

    Em 2015 Luiz Antônio sob desconfiança começa a atuar bem desde o torneio amistoso, sempre entrando e fazendo o time crescer, dando dinâmica, sendo um dos poucos a subir, aparecendo de trás, e arriscar bons chutes de fora da área. Inclusive se dispôs a mudar de posição e se tornar titular, treinou na posição enquanto Pará não tinha reserva e nunca ganhou chance, mesmo se dedicando nos treinos, aprimorando a bola parada (fez até gol durante o ano), jogando bem nas poucas oportunidades que teve durante o ano.

    O que a torcida fez? Primeiro pegou no pé do jogador dizendo que ele era de vidro, depois pressionando para que fosse o “novo Elias”, em 2014 o apelidaram de Processinho e em 2015 já vaiavam antes de ele entrar em campo. Um garoto que atuou mal apenas 1 ano desde que subiu para o profissional, tendo muito mais momentos positivos que negativos, que errou e não só reconheceu como mudou sua atitude e não ganhou uma mísera chance da torcida.

    Não dá pra entender quem critica e não dá chance a Luiz Antônio após 2014 e fica batendo palma pro sem sangue do Alan Patrick.

     

    Samir

    O melhor zagueiro do elenco desde que subiu para o Profissional. Um dos raros canhotos da zaga a passar pelo clube nos últimos anos, jogador alto, rápido e com boa habilidade com a bola no pé, que não costuma sair no chutão e erra muito menos passes que seus companheiros, sem em nenhum dos anos ter um jogador experiente e de qualidade que pudesse ajudá-lo a crescer. Teve de fato muitos problemas físicos e de lesão, mas vários jogadores do Flamengo passaram pela mesma coisa no período, o clube não conseguia prevenir lesão e nem recuperar bem os jogadores, tanto que agora está trazendo a Exos.

    Num rápido levantamento, podemos medir a importância do Samir ao ver que com ele em campo o time sofre menos gols. Nesses três anos a média de gols sofridos por jogo com Samir em campo é de 1,16 e sem ele de 1,33; só em 2015 a diferença chegou a ser de 1,2 para 1,5. Oras, se Samir tem números melhores que César Martins, por que foi preterido obrigando inclusive Wallace a atuar improvisado na esquerda?

     

    (por jogo) Samir César Martins
    Faltas 0,89 0,8
    Desarmes Certos 2,16 1,76
    Errados 0,44 0,32
    Botes Certos 1,83 1,44
    Errados 0,39 0,53
    Passes

    Longos

    Certos 1,83 3,94
    Errados 3,84 5,75
    Passes

    Curtos

    Certos 33,02 33,32
    Errados 4,37 4,74
    Cruzamentos Certos 0,11 0,16
    Errados 0 0,11

     

    A torcida estúpida e de memória seletiva prefere guardar 2 ou 3 escorregões de Samir na memória ao fato de que com ele o Flamengo sofria menos gols de cabeça, que com ele Wallace jogava pela direita e subia de produção a ponto de se tornar queridinho da torcida em 2014. É mais conveniente para a torcida opressora esquecer dos seguidos erros de César Martins que culminaram em gol, lembrando apenas de 2 ou 3 partidas levemente razoáveis que fez no Brasileiro.

     

    Nixon

    Um jogador que subiu discretamente com a torcida direcionando sua ira muito mais fortemente para outros como Adryan – talvez a maior promessa destruída pelo Flamengo, antes de tudo pela gestão criminosa de Patrícia Amorim, e depois pela torcida que foi da idolatria para a intolerância – e que foi conquistando espaço aos poucos, sempre como uma das últimas opções do ataque até alcançar algum espaço em 2014. Infelizmente, se machucou no início de 2015 e graças ao “competente” departamento médico do Flamengo não pôde atuar durante a temporada.

    Como um jogador que atuou em 71 jogos, mas apenas 3149 minutos, o que dividindo por 90 minutos dá apenas 35 jogos completos e tem como profissional 14 gols e 11 assistências pode ser um fracasso? E nem é dizer que são gols de Estadual, porque destas “35 partidas”, 20 foram do Brasileiro onde marcou 8 gols e deu 6 assistências. Paulinho, endeusado pela torcida até poucos meses atrás, nesse mesmo período jogou o dobro e produziu a metade, inclusive cabendo o detalhe de que só 1 das assistências dadas não foi em 2013.

     

    Paulinho Nixon
    Jogos (min/90) 71 35
    Gols 15 14
    Assistências 9 11
    Média Gols 0,21 0,40
    Assistências 0,12 0,31

     

    A torcida, portanto, tem comprovadamente perseguido seus jovens jogadores, demonstrado não ter paciência, compreensão e nem qualquer senso de preservação de ativos do clube. Muitos vão dizer que isso nunca vai mudar, mas até pouco tempo acreditavam que a torcida queria jogador e só importava o resultado esportivo, porém nos últimos 3 anos a torcida se tornou mais paciente, abriu mão de cobrar resultados esportivos em troca da recuperação da saúde financeira do clube, aceitando até a postura excessivamente conservadora da diretoria. Se hoje o torcedor compreende que é preciso responsabilidade de gestão, que as CNDs são fundamentais, por que não acreditar que um dia sejam capazes de ver os jovens como patrimônio do clube, material bruto a ser lapidado no profissional?

    E, se podemos dar um desconto pra torcida passional, não dá pra perdoar a falta de suporte da diretoria aos jovens jogadores. Falta acompanhamento psicológico, fisiológico, apoio da comissão técnica pra dar ritmo de jogo. Em compensação sobra frouxidão, vontade de “atender” os gritos nem sempre sábios da arquibancada, afinal quem possui analistas de desempenho são os dirigentes e não os torcedores cegos pelas emoções do momento, que muitas vezes ganham corpo baseadas em projeções e não avaliações.

     

    Saudações Rubro-Negras

     

     


     

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  • Três razões para não contratar Alex Muralha

    20150818143145


     

    Parece questão de tempo. Alex Muralha deverá ser contratado, mas enquanto não é jogador do Flamengo, cito aqui três razões para o clube não contratá-lo.

     

     

     

    1. Preço – Alguns falam que o Flamengo desembolsaria R$ 4M por 50% dos direitos econômicos do jogador, outros falam em R$ 2.5M. Não importa, é muito dinheiro para quem tem um orçamento tão apertado e carências maiores, como zagueiros e volantes. Sim, o Flamengo precisa de mais um goleiro, mas orçamento é um cobertor curto e há maiores prioridades. Particularmente, vejo necessidade imediata apenas de um goleiro reserva e imagino que um jogador em fim de contrato, que chegasse sem custos, seria o suficiente, pelo menos para o primeiro semestre.

    2. Paulo Victor – No clube desde os 17 anos, PV teve sua primeira chance para valer, com sequência e confiança, no meio de 2014 e não decepcionou. Foi um dos melhores jogadores do time e, caso a torcida não lembre, Paulo Victor ficou em segundo na Bola de Prata da Placar (atrás apenas de Marcelo Grohe) e terceiro no Troféu Armando Nogueira (atrás de Grohe e Jefferson).

    Em 2015 vinha bem, mas sofreu com lesões. Primeiro aquela concussão contra o Macaé, o que provocou uma cena memorável: PV ensanguentado e completamente desorientado, mas brigando com os médicos para voltar a campo. Essa contusão não o afetou muito, serviu mais para mostrar o tipo de jogador que ele se tornou, mas em junho, durante um treinamento, o goleiro fraturou a fíbula. Essa lesão, sim, foi um divisor de águas. PV não voltou ao nível de antes, muito por ter retornado ao time antes de ter se recuperado por completo, apressado pelas recorrentes falhas de César, seu reserva direto.

    Por mais que não tenha terminado a temporada no nível pré-lesão, PV teve a quarta melhor média do Flamengo no Troféu Armando Nogueira. Sem nada relevante a ser disputado no primeiro semestre, não há razão para não lhe ser dada uma nova chance, dessa vez com uma pré-temporada decente que lhe permita jogar 100% saudável.

    3. Alex Muralha – Alexes e Muralhas não costumam ir bem no Flamengo, mas esse não é o problema. Alex Muralha pode dar certo e virar ídolo do clube, mas não podemos tratá-lo como um tiro certo. Muralha tem 26 anos e, antes de chegar ao Figueirense, rodou por Votoraty-SP, Comercial-SP, Oeste-SP, Shonan Bellmare-Japão e Mirassol-SP. Não é um currículo impressionante.

    Ademais, o ano de ouro de Muralha (2015) não o torna exatamente incontestável. Sétimo colocado no Troféu Armando Nogueira do ano passado, sua média ficou bem abaixo da de Paulo Victor em 2014 (6,71 a 6,51). Muralha apareceu muito bem em um clube com pressão muito menor e em um time fraco, onde era muito exigido e, consequentemente, era obrigado a trabalhar e fazer muitas defesas. Muralha pode ser um grande goleiro, mas, pelo menos hoje, sua chegada não muda o time de 2016 de patamar.

     

    O tempo irá dizer quem tem razão, mas receio que passemos o ano vendo um goleiro de alguns milhões no banco e um Márcio Araújo em campo.

     

    Leia mais textos meus em BLOG CRFLAMENGUISMO


    José Peralta escreve no blog CRFlamenguismo, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @CRFlamenguismo.

     

     


     

     

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  • Biografia Rubro-Negra: Capítulo 16 – Pós Brasileiro, Excursão à Europa e Pré-Carioca 1980

     

    |        Leia antes:         Capítulo 15 – A grande final do Campeonato Brasileiro de 1980

    Não houve nem tempo para comemorações exageradas. Na terça, dois dias após a conquista nacional, a delegação já embarcava rumo a Europa. E quem pensou que a equipe teria moleza, se enganou profundamente.

    Logo em seu primeiro jogo na excursão, no dia 07/06/80 o Fla encarou o Eintracht Frankfurt, campeão da Copa da Uefa. Mesmo cansados da longa viagem, o time jogou bem e fez três a um nos alemães. Zico, de pênalti, Nunes e Andrade marcaram.

    Esse triunfo só fez aumentar o prestígio do futebol brasileiro no velho continente. No Torneio de Toulon, conquistado pelo escrete canarinho, Mozer foi o grande destaque, sendo escolhido o melhor jogador da competição.

     

    A vitória em cima do campeão da Copa da Uefa, hoje Liga Europa só aumentou o prestígio do Flamengo de Zico & Cia.

     

    Da Alemanha, o Mengo viajou para a Itália. Contra o Foggia, novo três a um. Conga (contra) e Tita (2) foram os autores dos tentos. Paralelamente, a Diretoria iniciou os contatos para repatriar o zagueiro Luís Pereira.

    De volta ao Brasil, Zico e Júnior se ausentam do clube, para servir a Seleção. Coutinho permanece na Itália, para assistir a fase final da Eurocopa. O Presidente da CBF, Giulite Coutinho sugere que Flamengo e Inter se enfrentem em uma espécie de tira teima dos campeões. Sem datas, a idéia não vai para frente.

    Nunes também é convocado por Telê para o amistoso frente a URSS. O atacante chega, treina bem e garante a sua escalação no lugar do machucado Serginho Chulapa. Comprovando a ótima fase, Nunes marca o gol do Brasil na derrota de dois a um para os soviéticos.

    Pensando na maratona até o fim da temporada, a Diretoria rubro-negra dispensa o elenco por 10 dias. A reapresentação foi marcada para o dia 23, quando os treinamentos visando a Taça Guanabara começariam.

    Nesse meio tempo, Carlos Henrique foi emprestado ao América por um ano. Toninho foi vendido ao Al Nassr, por 20 milhões de cruzeiros. E a delegação foi até Brasília ser recebida pelo Presidente Figueredo.

    Sem perder tempo, Coutinho fez logo um coletivo no dia 24. Vitória de um a zero para os titulares, com gol de Tita.

    O Kuwait vence nos pênaltis.

    O próximo compromisso da equipe era a participação no Torneio de Friburgo. Na estreia, um jogo horroroso e o empate sem abertura de contagem com a Seleção do Kuwait. Pior, na disputa de pênaltis, derrota por seis a cinco. Restaria ao Mengo disputar o terceiro lugar no dia seguinte.

    Diante do Friburguense, uma atuação bem melhor. A goleada veio naturalmente. Anselmo, com três gols foi o grande destaque do quatro a um. Almir, contra marcou o outro tento rubro-negro.

    Como a Seleção de Telê não parava de jogar, as principais estrelas do Flamengo também não. Diante da Polônia, Nunes e Zico deixaram o campo lesionados. Para piorar ainda mais a situação, na Gávea Tita e Júlio César também se contundiram e viraram dúvida para a estreia na Taça Guanabara. Finalmente, Raul sentiu uma distensão muscular e ficará afastado da equipe por 40 dias.

    No último amistoso antes de começar a briga pelo Tricampeonato da Taça GB (Que naquele ano foi disputado por seis equipes e sem fazer parte do Campeonato Carioca) mais uma atuação confusa e ruim. Empate de um a um com o modesto Itabuna, gol de Ronaldo.

     

    No próximo texto: A Taça Guanabara de 1980. Até lá!

     


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987, Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte? e 150 Curiosidades das Copas do Mundo. Conhecido como um dos maiores colecionadores de gravações de jogos de futebol, publica toda quinta-feira, aqui no Mundo Bola, a série “Biografia Rubro Negra 1978-1992”, onde conta a saga do período mais vitorioso da história do clube mais querido do mundo.

     

     

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  • #VlogDoPoeta #1 – Cobranças, Contratações e Primeira Liga

     

    O Vlog do Poeta é um espaço em que vou falar de mais relevância no Flamengo durante a semana e sua repercussão nas Redes.

    Nesse primeiro vídeo, falo das cobranças por contratações, a expectativa de um grande time para 2016 e sobre as cotas da Primeira Liga.

     

    Twitter: @PoetaTulio

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    O Vlog do Poeta é uma produção do @BlogSerFlamengo que o fla.mundobola.com traz para seus leitores! Não deixe de comentar!

     

     


     

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