Thiago: Não teve culpa nos gols do Corinthians. Consolidou sua grande competição nessa final. Faz defesas difíceis e chamou a responsabilidade na cobranças e pênalti, mas não converteu. Se redimiu pegando duas batidas do adversário. NOTA 8.
Thiago Ennes: Atuação com a cara do bom lateral-direito. Forte na defesa e incisivo sempre que possível no ataque. Mostrou que tem futuro no futebol. Bateu pênalti com frieza, digna de um veterano. NOTA 7,5.
Léo Duarte: Grande Capitão dessa geração. Zagueiro que impõe respeito. Hoje fez valer tudo isso. Sempre com muita seriedade, foi muito firme na defesa e marcou presença nas bolas aéreas. NOTA 7.
Dener: Se esgotou em campo. Sua disposição supera a diferença técnica do seu parceiro de zaga. Ajudou nas coberturas dos lados e também no meio. Saiu exausto. NOTA 6,5.
Arthur Bonaldo: Sua pouca força no ataque é superada pela força e segurança na defesa. Fez uma partida boa na lateral e depois foi colocado na zaga, quando Dener cansou. Mesmo assim deu conta do recado. NOTA 7.
Ronaldo: Teve um começo de jogo apagado, não foi tão bem na cobertura da zaga, mas acordou junto com o time e se acertou. Quando ajuda na articulação com os meias e o Flamengo coloca a bola no chão, fica difícil pros adversários. NOTA 7.
Trindade: Fez sua melhor partida na competição. Justamente na final. Marcou o gol que diminuiu a vantagem alvinegra e iniciou a jogada do gol do de empate, com uma excelente roubada de bola na defesa. Superou todo cansaço físico da competição e não deixou de marcar firme um instante sequer. Melhor jogador da final. NOTA 8,5.
Matheus Sávio: Voltou a ser titular na final e mostrou sua estrela novamente. Ele pode não jogar bem por um tempo inteiro, mas é bom deixá-lo em campo. Afinal, a estrela do camisa 10 brilha muito. E como brilha! Mais uma vez ele foi decisivo e garantiu o empate no tempo regulamentar com uma assistência e um bonito gol. Saiu com dores de muito cansaço. NOTA 8.
Lucas Paquetá: Começou o jogo muito mal. Aparentemente era o jogador mais nervoso em campo. Não tinha a confiança de dominar e tocar bem a bola. Teve chance clara de abrir o placar logo no começo, mas se enrolou com a bola e a zaga corintiana chegou a tempo de cortar. No segundo tempo, depois de já estar no clima do jogo, melhorou seu desempenho, mas não foi tão participativo do jogo como nas fases anteriores. Ainda teve um gol mal anulado. NOTA 6,5.
Cafu: Assim como Trindade, resolveu fazer sua melhor partida na final da competição. Bom pra nós. Incisivo e perigoso desde os primeiros minutos, foi de Cafu a primeira grande chance de gol da partida. Ele pegou um bonito chute de primeira de fora da área, obrigando o goleiro Felipe a fazer grande defesa. Muito mais participativo do que nos jogos anteriores, o camisa 7 se desdobrou pra ajudar na marcação defensiva. Enquanto teve fôlego e pernas pra atuar bem, deu mais uma linda assistência pra Matheus Sávio empatar o jogo. Saiu extremamente esgotado. NOTA 8.
Felipe Vizeu: Não fez seu gol na final, mas isso não significa que fez mau jogo. Pelo contrário, jogou pra equipe, tentando segurar a defesa adversária ao máximo, deixando assim mais espaço pro meio-campo trabalhar melhor a bola. Termina a competição com 7 gols em 9 jogos. Vice-artilheiro da copinha. NOTA 6,5.
Patrick: Não participou muito do jogo, mas foi importante na retenção de bola no ataque. Bateu o pênalti decisivo que nos deu o 3° título da Taça São Paulo de Futebol Junior. NOTA 7,5.
Kleber: Entrou no lugar de Sávio pra manter a dinâmica no segundo tempo, mas o jogador (mais uma vez) não correspondeu. Porém não deixou de se dedicar e ajudou muito o time na defesa. NOTA 5,5.
Michael: Pouco tocou na bola. Mas converteu seu pênalti. NOTA 6.
Zé Ricardo: Colocou seu 11 mais forte. Apostou na dinâmica do seu time com a posse de bola e foi o que ocorreu. Mesmo tomando dois gols por méritos do adversário, o técnico buscou manter a calma do time e no segundo tempo rapidamente o Flamengo igualou o placar. As mexidas deram gás ao time, mas não mantiveram a agressividade comum ao grupo campeão. NOTA 7,5
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Raony Furtado e Hesley Menezes fazem parte da equipe Mundo Bola Informação. Raony Furtado integra a plataforma Mundo Bola Blogs com o Blog Urubu Matuto
No Pacaembu, Flamengo e Corinthians se enfrentaram pela grande final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Após empate no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis e o Mais Querido se sagrou campeão pela terceira vez.
O jogo
O Flamengo deu a saída e buscou a primeira infiltração com Cafú. O goleiro do Corinthians, atento, fez a defesa.
Com o jogo muito corrido no início, mais uma vez o Mengo chegou com perigo após cobrança de falta, mas o corintiano Filipe fez a interceptação. O dono na casa chegou com perigo com Matheus Pereira pela esquerda, mas Cafú acompanhou bem o lance e fez o corte para escanteio. Aos 8 minutos, a primeira chance clara do jogo: Felipe Vizeu disputou bola dentro da área e rolou para Cafú, que bateu rasteiro e com muito perigo, mas o goleiro espalmou para escanteio.
Com o jogo foi bastante estudado nos minutos iniciais, o Flamengo adiantou a marcação e dificultou a saída do Corinthians. Após mais uma boa jogada de Cafú, Paquetá ficou de frente para o gol mas foi atrapalhado pela zaga corintiana.
Aos 19′, após bola alçada na área do Flamengo, Gabriel Vasconcellos recebeu no meio de três defensores e bateu no contra-pé do goleiro Thiago, abrindo o placar para o time paulista. Aos 25′, Ronaldo tentou e errou o passe, o adversário partiu em contra-ataque, Matheus Pereira recebeu bom passe e bateu firme no canto do gol rubro-negro, ampliando o marcador. O Mais Querido sentiu o gol e o rendimento caiu; o alvinegro seguia com a posse de bola, impondo seu ritmo.
Após a parada técnica, só o Flamengo teve boas chances, mas Cafú e Arthur Bonaldo desperdiçaram as oportunidades. Já nos minutos finais do primeiro tempo, mais um chute perigoso do Flamengo, dessa vez com Trindade, e goleiro Filipe não conseguiu encaixar, mandando para escanteio. O juiz assinalou quatro minutos de acréscimo e o Fla tentava uma última investida na jogada aérea, mas sem sucesso. Fim de primeiro tempo e o Corintians foi para o intervalo vencendo por 2 a 0.
A partida recomeçou e as duas equipes voltaram sem alterações. Assim como foi no primeiro tempo, o Flamengo começou tomando iniciativa. Após escanteio cobrado por Cafú, a bola sobrou para Felipe Vizeu na pequena área e o atacante fez o gol, mas o bandeira marcou impedimento claramente inexistente.
O rubro-negro voltou melhor e, aos três minutos, em mais um escanteio, Trindade cabeceou livre e diminuiu a vantagem. O Corinthians percebeu a melhora do Flamengo na partida e tentou o gol com Maycon, mas o goleiro Thiago faz ótima defesa.
Quatro minutos após o gol, o Fla partiu em ótimo contra-ataque pela esquerda com Cafú, que encontrou Matheus Sávio em ótimas condições pela direita, e o camisa 10 bateu cruzado para empatar a partida.
O técnico Zé Ricardo teve que queimar a primeira substituição logo aos 16 minutos, já que Sávio recebeu uma pancada forte no começo da etapa final, não conseguiu seguir na partida e foi substituído por Klebinho.
A bola voltou a rolar após a parada técnica, e o Corinthians teve uma cobrança de escanteio e a zaga rubro-negra afastou mal, mas o juiz já havia parado o jogo, assinalando falta de ataque. O time paulista acordou no jogo e chegou com muito perigo após chute do volante Maycon, mas o goleiro Thiago, bastante atento, fez uma defesa espetacular. Aos 30 minutos, Zé Ricardo queimou a sua última substituição: saiu Dener, sentindo muitas cãibras, e entrou Michael. Com essa mudança, Arthur Bonaldo foi deslocado para a zaga.
O Flamengo fez mais uma investida pelo alto, dessa vez com Patrick, que mandou na área, mas Léo Duarte cabeceou torto. A partida foi paralisada devido à fumaça que vinha da arquibancada, já que torcida alvinegra fazia a festa com sinalizadores e o juiz aguardou para reiniciar o jogo. Após a volta, o juiz assinalou mais cinco minutos de acréscimo.
Sem muitas chances nos minutos finais, o jogo foi decidido nos pênaltis.
Com muita emoção durante as cobranças, o Mais Querido não se abalou quando Klebinho perdeu a terceira. Logo depois, o Corinthians chutou para fora e Paquetá deixou o placar em 3×3. Em seguida, Thiago errou seu chute, mas defendeu duas bolas seguidas e, com o acerto de Patrick, se consagrou junto com seus companheiros. O Flamengo venceu nos pênaltis por 4 a 3 e conquistou o tri-campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Ficha Técnica
Gols
Corinthians: Gabriel Vasconcelos e Matheus Pereira Flamengo: Matheus Trindade e Matheus Sávio
Cobranças de pênalti
FLAMENGO: Thiago Ennes (O), Ronaldo (O), Klebinho (X), Paquetá (O) e Thiago (X), Patrick (O) CORINTHIANS: Maycon (O), Guilherme (O), Dawhan(O), Matheus Pereira (X) e Gabriel Vasconcellos (X), Claudinho (X)
FLAMENGO: Thiago, Thiago Ennes, Dener, Léo Duarte, Arthur Bonaldo, Ronaldo, Trindade, Cafú, Matheus Sávio, Paquetá e Felipe Vizeu
CORINTHIANS: Filipe; Léo Príncipe, Vinícius, Dawhan e Guilherme; Warian, Maycon e Pereira; Tocantins, Léo Jabá e Gabriel Vasconcelos.
Gustavo Leonardo Cuéllar Gallego (14 de janeiro de 1992) é um meio-campista colombiano que atua como volante, tem passagens pelas Seleções de Base colombianas e pela Seleção profissional, tendo feito sua estreia em 2015. Cuéllar iniciou sua carreira no Deportivo Cali, da Colômbia, sendo promovido ao time principal em 2009. Ele ficou no Deportivo até maio de 2014, quando foi por empréstimo ao Junior Barranquilla, onde destacou-se bastante, sobretudo no ano de 2015, sendo peça-chave do time.
Estilo de jogo
Cuéllar caracteriza-se como o “volante moderno”, mesclando o perfil de “cão de guarda” e a qualidade no passe, buscando sempre a ligação defesa-ataque com o mínimo de erro possível, característica que Muricy deseja trazer ao atual meio-campo Rubro-Negro e que não é possibilitada atualmente pelo primeiro volante que tem sido titular.
Segundo Rafael Castillo, do Diario El Heraldo da Colômbia: “É um volante moderno que conduz bem a bola e tem boa pegada. Atua na primeira linha do meio do campo e ajuda bastante na saída de bola. Não é veloz ou potente, mas tem muito bom controle de bola. Sua principal virtude é essa. Recuperar a bola e conduzi-la bem. Apesar da juventude, já tem certa experiência, pois jogou o Mundial Sub-17 e Sub-20 e em ambos chegou até as fases finais. Recentemente, foi convocado para a seleção colombiana”.
“O ano de 2015 foi o melhor dele no Junior. Não sei se foi o melhor da carreira, porque no Cali teve grandes atuações, quando ainda era bem jovem. Quando chegou ao Junior, em 2014, não começou tão bem, mas depois cresceu muito. Era considerado fundamental para o time por causa do seu estilo de jogo. Vai fazer muita falta ao esquema armado na equipe.”
Já Daniel Molina Durango, do diário El País, de Cali, descreve Cuéllar como: “É muito bom jogador. Apesar de ser jovem (23 anos), é um jogador de personalidade. Além disso, ele tem muita dinâmica de jogo, recupera muitas bolas e sabe distribuí-las muito bem. É um jogador de bom passe e gosta de arriscar chutes de meia distância. É uma boa contratação” e que: “Chuta muito bem de meia distância e bate bem cobranças de falta, mas, para mim, a principal qualidade é o temperamento, a personalidade, a tranquilidade que ele tem”.
Estatísticas
Fez 47 jogos em 2015, totalizando 3831 minutos. Nestes, conseguiu 24 vitórias, 8 empates e 15 derrotas, recebeu 14 amarelos e nenhum vermelho. Foi titular em 43 partidas e começou na reserva em 4 delas.
Considerações Finais
Gustavo Cuéllar pode finalmente nos dar a tão sonhada tranquilidade, tanto em relação a contra-ataques quanto a transição da defesa para o ataque, e, desde que entenda que a arbitragem no Brasil é mais cheia de “frescura” em relação à colombiana, sua chegada nos alçará a um patamar melhor. Abaixo segue um vídeo com alguns lances dele na temporada 2015:
Rava Ogawa é integrante da Equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @RavaOgawa
Um dos jogos que mais marcaram a minha infância foi justamente contra o Santa Cruz. Foi no dia 4 de dezembro de 1975, pelo Campeonato Brasileiro. Aquele Flamengo jogou com os conhecidos Cantarele, Jayme de Almeida, Junior, Zico, Doval, Rodrigues Neto e Luisinho. Ainda contava com o zagueiro Luis Carlos e o saudoso Liminha, ambos amigos de meu pai. A ficha completa desta partida pode ser encontrada aqui.
Havia muita expectativa em relação a um bom resultado, e o Maracanã lotou com mais de 74.000 torcedores. O curioso é que não vi o jogo. Era uma noite de quinta-feira e eu deitei na cama para escutar a peleja pelo rádio de pilha e acabei pegando no sono. Naquela época eram raras as transmissões ao vivo pela televisão, com a ênfase de que a TV por assinatura, pelo menos na forma como a conhecemos atualmente, ainda não existia no Brasil.
No dia seguinte, eu acordei num híbrido de frustração e ansiedade. Logo procurei saber do resultado da partida. Meu pai, com uma cara de poucos amigos, me disse que o Flamengo perdera o jogo pelo placar de 3×1, e fiquei achando que era brincadeira. Afinal, como que um time com Zico e companhia poderia ser abatido em pleno Maracanã para o Santa Cruz? Mas foi…
Pelos gols, me parece que o Junior foi o Wallace ou o Márcio Araújo daquele dia. E enfatizo que não era amistoso. Um personagem bastante conhecido hoje como treinador, Levir Culpi, na ocasião era atleta do Santa Cruz e recentemente deu um depoimento acerca daquele jogo, que foi incluída como uma das 15 vitórias mais marcantes da equipe pernambucana, que a conduziu às semifinais do campeonato contra o Cruzeiro.
Fonte: Divulgação
Não quero usar essa derrota histórica para minimizar o insucesso de hoje, na disputa da Taça Chico Science, mas lamento pelo excesso de “ataque de pelanca” dos profetas do apocalipse. Uns já apontam que o ano acabou e outros, pasmem, estão morrendo de medo de jogar contra o Atlético na estreia pela Primeira Liga.
Primeiro que o ano apenas começou. E se esses resultados contra Ceará e Santa Cruz não foram os melhores, a conquista do Torneio de Manaus, no início de 2015, não nos valeu de nada na temporada anterior. Segundo que, para esses que estão prevendo uma derrota desastrosa para o Galo na próxima quinta-feira, só tenho a dizer que ninguém morre de véspera e que o futebol é feito de três resultados possíveis, a derrota é um deles.
Para completar, eu aceito qualquer tipo de crítica, mas não suporto frouxidão. Já vi o Flamengo ser goleado algumas vezes, porém jamais tive medo de vê-lo enfrentar qualquer equipe que fosse. Todos ficaram indignados no dia em que o falecido goleiro Bruno fez cera contra o Cruzeiro, em pleno Maracanã, ocasião em que foi corretamente vaiado. No vestiário, o ex-goleiro ainda foi explicar que estava com medo de levar mais gols!
Se nós não aceitamos a demonstração de fraqueza pelo ex-capitão do Flamengo, como admitir publicamente medo? Até por que sentir medo é uma coisa que nos faz saber a dimensão do que enfrentamos. É como bem diz o professor e filósofo Mário Sergio Cortella, “coragem não é não ter medo, coragem é saber enfrentar seus medos”.
Antes que alguém fique muito irritado comigo, cabe lembrar que, apesar de tanta polêmica, o Flamengo foi o campeão do Brasileirão de 2009, e todas as mazelas foram esquecidas. Não obstante essa capacidade de vencer na adversidade ter sido algo que todos comemoramos, eu, na contramão dos que exigem um time que conquiste tudo em 2016, embora jamais deixe de torcer para que isso aconteça, já ficarei bastante contente se a base do time de 2017 estiver montada ainda este ano.
Cheguei a conclusão que quero, de fato, que nossas conquistas venham, enfim, do planejamento. E planejamento envolve paciência, inteligência, persistência, coragem para enfrentar as dificuldades e saber aonde queremos realmente chegar. E precisamos muito mais do que vencer as partidas. Há que existir uma convergência entre os objetivos da diretoria, comissão técnica, elenco e a Magnética.
Se isso ocorrer, eu acredito que o Flamengo dos próximos anos só fará o que determina seu hino: vencer, vencer, vencer…
Com 100% de aproveitamento em finais de Copinha, Fla vai em busca do Tri
Jogadores comemoram a classificação para final na Arena Barueri. Foto: FPF
Após vinte e três dias de batalha, eis que chegou a grande final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Nesta segunda-feira, (25), às 10h, no Pacaembu, Flamengo e Corinthians fazem a decisão da 47ª edição da Copinha. Como sempre acontece, a final será no dia do aniversário da cidade de São Paulo e tenha certeza que festa não irá faltar. Em campo, os dois clubes de maior torcida no Brasil e, nas arquibancadas, torcedores que empurrarão os seus respectivos times.
A Copinha teve mais uma temporada emocionante que, sem dúvidas, deixou os torcedores em êxtase com boas partidas. Com média de mais de três gols por jogo, a final contará com o melhor ataque da competição (Corinthians – 28 gols) e com o quarto colocado neste quesito (Flamengo – 20 gols), com dois times que ainda não perderam (8 vitórias dos paulistas contra 7 vitórias e um empate dos cariocas) e com duas defesas fortes (5 a 6 em gols sofridos).
Em números e, contando com o fator “ex-casa”, há quem coloque o Corinthians como favorito. Com ótimos jogadores como Maycon, artilheiro do time com 6 gols, e como Léo Jabá, que tem 6 assistências na competição, o atual campeão defenderá com muita qualidade para o título não sair de lá.
Contudo, o Mengão não será um adversário mole. Muito pelo contrário! A equipe comandada pelo incrível Zé Ricardo foi escolhida por muitos como o time que melhor joga na competição. Muito forte atrás (destaques para o ótimo goleiro Thiago, para Thiago Ennes e para o capitão Léo Duarte), com uma saída de bola de qualidade tamanha e que poucos times profissionais têm (destaque para Ronaldo, um dos craques da atual edição), com apoio e técnica afiados mais a frente (destaque para Matheus Sávio, Cafu e, principalmente Paquetá) e com um atacante decisivo (Felipe Vizeu, artilheiro do time com 7 gols), o rubro-negro terá totais condições de levantar o caneco e comemorar o terceiro título da Copinha.
Confira os números de Flamengo e São Paulo na Copa São Paulo de Juniores
Histórico em finais
Em número de títulos (9 a 2) e, também em finais disputadas (16 a 2),o Corinthians ganha de lavada do Flamengo, o que pode, ou não, significar alguma coisa. Sem dúvidas que os paulistas, já mais acostumados a chegarem nessa fase, podem usar isso a seu favor. Contudo, esse pensamento pode levá-los a uma exibição mais displicente e, o que poderia vir a ser uma ajuda, viraria um forte motivo para uma derrota.
O Flamengo, por sua vez, chega à sua terceira final. O que pode, e deve deixar a Nação animada é o fato do time ter levantado o troféu todas as vezes que chegou a uma final. Dada a experiência do adversário, os jogadores provavelmente irão concentrados, esperando manter o 100% de aproveitamento em finais.
Seja qual for o campeão, esse deve trazê-lo de forma invicta, feito gigante para jogadores tão jovens que sonham com chances ainda maiores.
INGRESSOS PARA A NAÇÃO RUBRO-NEGRA
os torcedores do Flamengo devem acessar o sitewww.bilheteriadigital.com para comprar seus ingressos que serão vendidos, inicialmente, somente via internet. Caso sobrem ingressos, serão abertas as bilheterias no dia do jogo, à partir das 7h, nos dois lados do Tobogã. O voucher deve ser trocado no dia do jogo, na bilheteria ímpar do Tobogã.
Por recomendação do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a carga de ingressos a ser vendida para os torcedores visitantes é de 9 mil.
Para atendimento da legislação, os menores de 12 e maiores de 60 anos deverão se cadastrar previamente para garantir seu ingresso.
R$ 50,00
Numeradas Descobertas (P8 e P20) e Numeradas Cobertas (P10, P12 e P18).
Portão 13: Portadores de Necessidades Especiais (o acompanhante deverá portar ingresso do setor da arquibancada especial)
FICHA TÉCNICA
Copa São Paulo de Futebol Júnior- Final
Flamengo x Corinthians
Local: Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu)
Horário: 10h (Brasília)
Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva
Assistentes: Daniel Paulo Ziolli, Danilo Ricardo Simon Manis
Flamengo: Thiago; Thiago Ennes, Léo Duarte, Lincoln e Arthur Bonaldo; Ronaldo, Trindade e Paquetá; Klebinho, Cafu e Felipe Vizeu. Técnico: Zé Ricardo
Corinthians: Filipe Léo Príncipe Del’Amore Léo Santos Guilherme Warian Maycon(C) M. Pereira Léo Jabá Tocantins Gabriel Vasconcelos. Técnico: Osmar Loss
TRANSMISSÃO
SporTV, Espn Brasil, Rede Vida e TV Globo transmitirão a partida.
O @Mundo Bola_CRF fará o Tempo Real no Twitter.
A radioweb RPC vai transmitir a partida. Clique no ícone.
Lucas Tinôco faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @LucasTinco
Adriano Skrzypa escreve no Blog Flamengo em Números, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @FlamengoNumeros
Os amistosos contra o Ceará e o Santa Cruz provam que, ao contrário das expectativas da torcida, Muricy não é milagreiro. A partir do momento que a diretoria manteve como plantel a base do time que fez vergonha em 2015, estava claro que seria necessário um trabalho intenso e muitas mudanças para termos um time sólido e vencedor.
De início vou deixar claro que o time titular não foi visto em nenhum jogo. Muricy parece ter usado os amistosos para fazer testes em diferentes formações e com jogadores posicionados em situações diferentes para assim encontrar o melhor time e as variações táticas possíveis.
O sólido 4-1-4-1 já mostrado na base com muita eficiência parece ser o esquema a ser adotado por Muricy, variando para o 3-4-3 quando o time tiver a posse da bola com o 1° volante recuando para fazer um falso zagueiro central, enquanto os laterais avançam para compor a linha de 4 e os meias abertos avançam como pontas podendo cortar para dentro e entrar na área.
Em qualquer esquema tático é fundamental que todos os jogadores marquem, recompondo rápido o posicionamento defensivo para não deixar espaços para o adversário criar ou penetrar na defesa sem marcação como vimos acontecer várias vezes nesses amistosos. Repito: Independe do esquema todos os jogadores precisam marcar e agrupar de modo compacto.
Tentarei explicar abaixo como o time deveria se comportar nesse 4-1-4-1 e, para deixar mais didático, não irei escalar nenhum time deixando apenas a numeração padrão nas imagens, deixando para depois indicar qual seria o melhor time para este esquema após a pré-temporada e levando em conta o histórico recente dos jogadores.
Vejam como as setas apresentam várias opções de movimentação, o que aponta a necessidade de ter jogadores versáteis, mas também com visão tática para perceber por onde os companheiros estão se movimentando e, assim, onde abre espaço para ser ocupado. Por exemplo, se o meia aberto segue até a linha de fundo pela lateral, o lateral daquele lado precisa cair pro meio e se apresentar na entrada na área pra receber e finalizar, na Copinha vemos o Thiago Ennes fazer isso várias vezes quando Cafu ou Kleber vai para linha de fundo cruzar.
Essas movimentações dependem de muito treino, trabalho repetido várias e várias vezes para que os jogadores aprendam por onde correr e conheçam melhor a movimentação dos companheiros para quem vão passar a bola. Obviamente se o jogador tiver visão tática se destaca nisso e passa a contribuir mais pro jogo coletivo.
Mas se os meias abertos e laterais podem usar e abusar da velocidade, cabe aos meias centrais ter uma visão de jogo mais apurada e criarem as jogadas de ataque, seja passando para deixar o companheiro em condições de finalizar, ou tabelando para entrar na área e finalizar. Esses meias distribuem o jogo e também aparecem na área para concluir, porém não ao mesmo tempo já que ter dois meias que avançam demais acaba deixando o time exposto a contra-ataques.
Já o volante que fica entre as linhas de 4 tem papel fundamental na saída de bola, principalmente quando a marcação adversária está encaixada, pois tanto pode sair jogando com os meias centrais em toques curtos quanto lançar pontas ou laterais, desde que estejam ocupando os espaços certos. Entretanto, se for para escolher entre um volante mais marcador e um que tenha um passe melhor, devemos dar preferência ao marcador já que os zagueiros do elenco são lentos, o que obriga os meias centrais a começarem o ataque um pouco mais recuados para executar a saída de bola.
Quando a posse é perdida e o time precisa recompor, passa a ser fundamental que os laterais recuem rápido para formar a primeira linha de 4, os meias centrais sustentam um combate alto com o centroavante, enquanto os pontas voltam para a posição aberta próximo a lateral. Claro que eventualmente um dos meias abertos que estavam na área pode recompor marcando pelo meio e o meia central abrir, o que não pode é a linha de 4 ficar desarrumada dando espaço ao adversário.
Levando o acima exposto em consideração, ao revermos os gols sofridos pelo Flamengo contra o Ceará e o Santa Cruz vemos que a recomposição defensiva não está funcionando nas laterais, pois os 2 jogadores que deveria estar por ali nas linhas de 4 não estavam marcando como deveriam deixando o zagueiro e o primeiro volante sobrecarregados.
Ofensivamente vemos também alguns problemas na criação pela falta de visão de jogo de alguns jogadores e pelo posicionamento equivocado de outros. Não dá para colocar 2 carregadores de bola como meias centrais, falta criação e distribuição de jogo, as jogadas tendem a incorrer pela individualidade e mais pelos lados, diminuindo o número de jogadores na área e facilitando a marcação o que deixou o time improdutivo no 1° tempo contra o Ceará e foi resolvido no 2° tempo com Mancuello e Canteros, depois Alan Patrick pela meia central. Do mesmo jeito não podemos ter meias lentos abertos como no 2° tempo contra o Santa Cruz onde notavelmente Jajá e Mancuello não funcionaram.
Assim acho que o time deveria ter na linha Pará, Wallace, Juan, Jorge – Jonas – Cirino, Canteros, Mancuello, Ederson – Guerrero. Na ausência de Ederson ou Cirino temos como opção Éverton ou dois jogadores que atuam bem em um tempo de jogo, Sheik e Gabriel, respectivamente. Nixon é um jogador que quando recuperado também pode atuar muito bem pelos lados do campo ou substituindo Guerrero. Em jogos com times mais frágeis aparece como boa opção ter Mancuello, Canteros e Arão no meio deixando para Canteros e Arão alternarem na posição de volante entre as linhas. Alan Patrick é, a princípio, um reserva desses três já que sai em desvantagem por não marcar e esse é um fundamento essencial no esquema de jogo sem um volante “cão de guarda”.
Por fim, cabe um comentário importantíssimo sobre Guerrero: Foi um dos melhores do Flamengo nos 2 jogos. O peruano se movimentou de forma muito inteligente no ataque, se aproximando do meio pra ajudar na criação, já que Arão e Éverton não formam um meio muito criativo, então ele se desloca para receber de costas pro gol e girar ou passar para um dos velocistas que sobe como no gol de Arão contra o Santa Cruz. Essa movimentação que tira a marcação da área também foi fundamental nos gols que saíram contra o Ceará onde vemos Sheik e Cirino aparecem livres ou com pouca marcação na área, no espaço aberto pelo peruano que sempre leva 2 ou 3 adversários consigo. Ou seja, ele não ter feito o gol não significa que não tenha participado do ataque ou que esteja jogando mal, pelo contrário, já que permitiu a outros marcarem para o Flamengo.
Com uma partida abaixo da crítica, Fla leva virada do Santa Cruz e encerra série de amistosos sem vencer
Foto: Flamengo
No segundo desafio da temporada, o Flamengo foi derrotado pelo Santa Cruz, no estádio do Arruda, em Pernambuco. Em jogo válido pela Taça Chico Science, o time de Muricy Ramalho entrou em campo com o objetivo de tentar apagar a impressão deixada na última quinta-feira (21-01) quando empatou em 3 a 3 com o Ceará e perdeu nos pênaltis a Taça Asa Branca. A missão, porém, não foi bem concluída. Aliás, a derrota por 3 a 1 para o Santa Cruz, serviu para reforçar o pensamento propagado após o empate com o Ceará. O próximo desafio do Fla é na Primeira Liga. Na quarta-feira (27-01) Flamengo x Atlético-MG se enfrentam, às 21h45, no Mineirão.
O JOGO
Sem um jogador criativo no meio campo, o Flamengo abusou em jogadas pelas laterais. Jorge e Rodinei foram muito acionados, mas não conseguiram fazer a bola chegar no Guerrero. A primeira vez em que levou perigo ao gol do time pernambucano, foi aos onze minutos, Gabriel tirou do marcador e chutou rasteiro com a perna esquerda. Recuado, o Santa Cruz não ameaçava o Flamengo, e a partida por um momento ficou tediosa.
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Aos dezenove minutos o goleiro Tiago Cardoso fez uma linda defesa. Gabriel recebeu no meio, ajeitou o corpo e bateu de primeira. Nesse momento o Fla aparecia com mais perigo na área adversária. Já que a bola não chegava no Guerrero, o peruano resolveu participar do jogo de outra forma. O atacante serviu William Arão, que invadiu livre a área e finalizou. O goleiro Tiago ainda chegou a defender, mas no rebote e volante do Mengão marcou o seu primeiro gol com o Manto Sagrado.
O Flamengo ainda acertou a trave com Everton e teve nos pés de Emerson Sheik e chance ampliar o marcador. Aos 36′ Emerson recebeu livre, demorou para finalizar e depois de pressionado chutou longe do gol defendido por Tiago. O velho ditado não falha: Quem não faz, leva! Grafite girou sobre Juan na área e caiu. O árbitro marcou a penalidade inexistente. O próprio jogador fez a cobrança e empatou para o time da casa. 1×1. E assim o jogo foi para o intervalo.
Muricy Ramalho mudou todos os jogadores de linha. Pará, Chiquinho, César Martins, Antônio Carlos, Jonas, Jajá, Canteros, Alan Patrick, Mancuello e Douglas Baggio entraram na segunda etapa. O início até foi animador, aos 5′ , Jonas apareceu na área, mas chutou por cima. O volante do Fla protagonizaria outro lance terrível para o Mais Querido. Jonas fez uma saída de bola errada, João Paulo aproveitou a bola que bateu na trave e colocou para dentro. 2×1 Santa Cruz. Se no primeiro tempo com o time titular já estava difícil, com os reservas ficou pior. Claramente desentrosados, os jogadores até corriam, mas não se comunicavam dentro de campo.
O Santa Cruz, que nada tem a ver com os graves problemas recorrentes do Flamengo, aproveitava as falhas e tentava no contra-ataque ampliar o placar. Já no final do jogo, Arthur, jogador bem conhecido pela torcida rubro-negra, colocou números finais na partida, com ajuda de todo o sistema defensivo do Flamengo. Wallyson cruzou rasteiro, Antônio Carlos não cortou, e Arthur fez a festa da torcida tricolor. O goleiro Muralha estava no lance, mas falhou, deixando a bola passar. 3×1 Santa Cruz e fim de jogo.
Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos93
Apesar dos desfalques e de um churrasco realizado em Jacarepaguá para comemorar o título brasileiro, o Flamengo estreou com vitória na Taça Guanabara, competição que não valia pelo Campeonato Carioca, sendo um certame à parte, com apenas seis clubes. Os quatro grandes mais Americano e América, adversário inicial. Um solitário gol de Zico deu os dois primeiros pontos ao time na busca pelo Tricampeonato.
A lista de desfalques só aumentava. Marinho, com verminose estava fora do Fla x Flu. Carpegiani, com lesão na coxa, também. Buscando reforçar o elenco, a diretoria mandou para o Vitória o zagueiro Manguito e o meia Jorge Luís, trazendo o ponta esquerda Sivaldo e o goleiro Gélson. Com tantos problemas, Coutinho foi obrigado a lançar a prata da casa. Mozer e Vitor seriam os próximos. No coletivo, atuação ruim e empate de zero a zero com os reservas.
No clássico, com Mozer ao lado de Rondinelli na zaga, nova vitória. Dois a zero, gols de Adílio e Tita. Mozer, aliás, foi eleito o melhor jogador em campo. Com o tropeço dos concorrentes, o Mengo já abre dois pontos de vantagem.
O próximo compromisso seria em Campos, diante do Americano. Os cartolas passaram a temer por algum tipo de confusão no acanhado Estádio Godofredo Cruz. Carpegiani fará um teste no vestiário, para saber se reúne condições de jogo.
A semana foi agitada também nos bastidores. Primeiro, a Diretoria recusou uma proposta da Roma de 90 milhões de cruzeiros por Zico. Insatisfeito, o Galinho disse que exigiria um salário de nível internacional para renovar o seu vínculo.
Depois, o passe do ponta Reinaldo foi vendido para o Universidad de Guadalajara, por 10,6 milhões. Por empréstimo até o fim do ano, chega o lateral Gilson Paulino, do Vasco.
Como já estava virando tradição, o último coletivo foi ruim. Derrota de dois a zero para os reservas, com dois gols do recém contratado Sivaldo.
Em Campos, nem o campo ruim foi capaz de parar o rubro-negro. O dois a zero, com gols de Zico e Adílio só não foi mais comemorado porque Nunes foi expulso e Rondinelli e o Galinho deixaram o campo contundidos. No julgamento, o atacante acabou suspenso por duas partidas e ficou de fora do restante da competição.
Para evitar acomodações, Coutinho usou o programa Globo Repórter, exibido pela TV Globo e que falava sobre a derrota brasileira na Copa de 50. Os atletas entenderam o recado. Tanto que no coletivo, já contando novamente com Zico e Rondinelli, os titulares golearam por quatro a zero (Zico, duas vezes, Júnior e Júlio César).
Uma vitória frente ao Botafogo já seria suficiente para garantir o título com uma rodada de antecipação. Luisinho das Arábias abriu o placar, mas o alvinegro conseguiu chegar a igualdade e adiou a volta olímpica.
A situação ainda era muito cômoda. O Flamengo tinha sete pontos e enfrentaria o Vasco. O Americano, tinha cinco e receberia o América. Mesmo que o fla fosse derrotado e a equipe de Campos vencesse, ainda haveria um jogo extra, no Maracanã.
A fim de tumultuar o ambiente, o Vasco apresenta uma proposta de 120 milhões de cruzeiros por Zico. Márcio Braga rechaça com a habitual ironia. Enquanto isso, mais um reforço se aproxima da Gávea. O Flamengo consegue a prioridade para contratar o jovem meia Peu, destaque do CSA de Alagoas.
No último coletivo antes do clássico dos milhões, vitória dos titulares por dois a um. Luisinho e Tita marcaram para a formação inicial e Vitor descontou.
Na véspera do jogo, uma notícia ruim. Zico, com lesão na coxa estava fora da decisão. O craque teria que passar por exames na segunda-feira para avaliar o grau da contusão e se ele poderia ir com os companheiros para a nova excursão a Europa.
Flamengo 0 x 0 Vasco
Se perdesse para o Vasco, Americano poderia ser campeão. Foto: Reprodução Youtube
De camisa branca, o Flamengo jogou com Cantareli, Carlos Alberto, Rondinelli, Mozer e Júnior, Andrade, Carpegiani e Adílio. Tita, Luisinho e Júlio César. Jogando pelo empate e sem sua maior estrela, o rubro-negro começou sem forçar muito o ataque, tocando apenas a bola. E se no Maracanã nada acontecia de bom, em Campos o Americano fazia um a zero no América.
A partir dos 30 minutos, vendo que o Flamengo não sairia para o jogo, o Vasco passou a atacar mais. Roberto cobrou uma falta para boa defesa de Cantareli. Aos 37, Guina deu bom toque para Catinha, nas costas de Júnior. O ponteiro bateu rasteiro, forte. O goleiro rubro-negro fez a defesa com os pés.
O fato é que o primeiro tempo foi muito chato, com pouquíssimos momentos que se salvaram.
Na volta do vestiário, Coutinho disse ao repórter Raul Quadros, da TV Globo, que o time precisava se agrupar mais em campo e tomar mais cuidado com a marcação a Catinha, explicitando o problema do lado esquerdo de sua defesa.
Aos dois minutos, houve falha do lado direito da defesa rubro-negra. Marco Antonio cobrou uma falta lateral na área. Adílio errou a cabeçada e a sobra ficou com Zandonaide que chutou para boa defesa de Cantareli.
A torcida, presente em número muito superior a do adversário, bem que tentava ajudar gritando “Mengo, Mengo”. Mas o time não correspondia em campo e o domínio vascaíno era cada vez maior. Tanto que Coutinho mexeu cedo, logo aos nove minutos, colocando Anselmo na vaga de Luisinho.
Aos 12, Catinha passou como quis por Júnior e cruzou. Rondinelli afastou e Andrade tinha a bola dominada, mas escorregou e perdeu-a para Guina, que entrou na área e finalizou. Canterele espalmou. Mozer cortou para o alto. Porém, a pelota ganhou altura e não distância. Quando caiu, Guina cabeceou no travessão. Finalmente, Mozer afastou o perigo, jogando a redonda para escanteio. Enquanto isso, em Campos, o Americano marcava seu segundo gol e colocava mais pressão ainda sobre o clube da Gávea.
Com mais gente no meio de campo, o Flamengo conseguiu equilibrar a partida. Anselmo não ficava parado entre os zagueiros. Ele revezava com Tita na função de comandante de ataque. Aos 25 minutos, a primeira chance do Fla em todo o jogo. Júlio César soltou uma bomba cruzada, de fora da área. Mazaropi teve que se esticar todo para fazer a defesa. Dois minutos depois, foi a vez de Tita arriscar de longe e o goleiro agarrar em dois tempos. O caminho parecia ser esse. Aos 29, foi a vez de Carpegianni bater de longe e assustar o arqueiro cruzmaltino.
Aos 41, nova e derradeira chance do Vasco. Orlando cobrou escanteio de três dedos. Guina desviou e Wilsinho cabeceou como manda o figurino. Para baixo, forte. Cantareli foi junto à trave direita e fez excepcional defesa para garantir o título.
Com o empate, mesmo jogando mal, o Flamengo conquistou o Tricampeonato da Taça Guanabara. O triunfo só não foi mais celebrado porque não dava vaga na final do Estadual. E como veremos a seguir, isso faria falta ao rubro-negro.
Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987, Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte? e 150 Curiosidades das Copas do Mundo. Conhecido como um dos maiores colecionadores de gravações de jogos de futebol, publica toda quinta-feira, aqui no Mundo Bola, a série “Biografia Rubro Negra 1978-1992”, onde conta a saga do período mais vitorioso da história do clube mais querido do mundo.
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Agora líder isolado, UPIS/Brasília derrota o Fla pela terceira rodada da Superliga B (Foto: Andressa Ribeiro/UPIS)
O clima não foi bom para Flamengo na tarde deste sábado. A equipe jogou pela terceira rodada da primeira fase da Superliga B e, com tempo chuvoso no Distrito Federal, a cidade não conseguiu ver o nosso vôlei brilhar no ginásio 1 da AABB, contra o agora líder isolado do Grupo B, o UPIS/Brasília.
O primeiro set começou com o Flamengo na frente, dominando o placar a maior parte do jogo. A vantagem chegou a ser de cinco pontos (10/15), porém o time comandado pelo técnico Arly Cunha pecou muito e permitiu a reação da equipe candanga. Após virada em 21 a 20, o Fla sucumbiu após trocas de ponto em 26/24.
Novamente imprimindo forte ritmo, o bom grupo rubro-negro se viu com a vitória no set seguinte. Marcello, Gabriel, Jardel e cia chegaram a estar incríveis oito pontos à frente do adversário. E a apenas cinco bolas de fechar o set, permitiu incrível virada brasiliense. Não adiantaram os esforços de acertar o time nas paradas e com a entrada de novos jogadores. O UPIS/Brasília massacrou o Mengo e fechou em um sensacional 25/22.
Depois do atropelo no set anterior, o terceiro mostrou que o time se abateu e o UPIS não perdeu o foco. Vitória tranquila no quarto por 25/17. Dia nublado para o FlaVôlei.
Após vitória na estreia contra o Botafogo, o Flamengo soma 3 pontos em 2 jogos. E é o oitavo na classificação geral – entre os 13 clubes da Superliga B, os 8 melhores no geral avançam à fase de quartas-de-final. O próximo confronto é contra o atual campeão Sada Cruzeiro, que compete com time alternativo, em parceria com a Unifemm, na segunda divisão do vôlei nacional. Os mineiros se recuperaram da derrota na estreia batendo o Botafogo. O alvinegro carioca virou o lanterninha do grupo.
Gegê liderou a equipe em rebotes e assistências na vitória sobre LSB (Foto: Bruno Lorenzo/LNB)
Na tarde deste sábado (23), o FlaBasquete, líder do NBB, recebeu a Liga Sorocabana (13º) no Tijuca Tênis Clube, em partida válida pela 18ª rodada do Novo Basquete Brasil 8, a última antes da estreia do Flamengo na Liga das Américas 2016.
Buscando manter a liderança da competição, o técnico José Neto mandou à quadra a seguinte equipe: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e Jerome Meyinsse. Já Fernando Augusto, que comanda os paulistas no lugar do técnico Rinaldo Rodrigues – suspenso –, escalou os seguintes jogadores: Socas, Alexandre Pinheiro, Neto, Lupa e Fab Melo.
A partida começou com o rubro-negro se impondo na defesa e forçando o ataque no jogo dentro da área pintada, abrindo 4 a 2, mas, sob comando de Fab Melo, a equipe paulista logo virou e forçou que José Neto mudasse o time e pedisse tempo com menos de três minutos. O FlaBasquete voltou só com Robinson do quinteto titular, mas o Mais Querido continuou cometendo os mesmos erros e o placar ficou em 7 a 4 por mais 3 minutos, já que a Liga Sorocabana não soube aproveitar. Após a entrada de Ronald Ramon, a segunda unidade estava completa em quadra, o Orgulho da Nação empatou com cinco pontos seguidos de Rafael Mineiro e virou com Ramon e JP Batista, encerrando o período com 13 a 9 e explodindo a torcida no ginásio do Tijuca TC. Os destaques do quarto foram Fab Melo (LSB) com sete pontos e Lupa (LSB) com três rebotes.
O segundo período começou com os mesmos erros, mas Ronald Ramon apareceu duas vezes. Na primeira, serviu Rafael Mineiro em uma linda ponte aérea; e na segunda converteu sua primeira bola de três na partida, fazendo a equipe carioca abrir dez pontos e forçando tempo de Fernando Augusto, 19 a 9. Depois disso, Marquinhos entrou no lugar de Gegê e Ramon virou o armador da equipe, mas o jogo continuou com nível técnico bem baixo e a Liga Sorocabana conseguiu diminuir para 21 a 14. Fazendo seu pior primeiro tempo do NBB 8, o Flamengo viu a sua vantagem cair para apenas dois pontos, 23 a 21, mas, na última bola, Ramon anotou uma bandeja fácil e deu números finais ao fraco primeiro tempo, 25 a 21 (12 a 12 no quarto). O destaque foi Ronald Ramon (FLA) com cinco pontos.
Na volta do intervalo, a LSB retornou melhor e chegou a cortar a diferença para dois pontos, 27 a 25, mas Olivinha e Marquinhos recolocaram a vantagem em nove pontos, 39 a 30, forçando outro tempo de Fernando Augusto. Durante o tempo, a luz chegou a cair mas voltou quase meia hora e a partida recomeçou. Após o tempo, Rafa Luz colocou a vantagem em dez pontos, 42 a 32, mas a Liga Sorocabana anotou uma corrida de 5 a 0 e trouxe a diferença para apenas cinco pontos. Marcelinho, em sua especialidade, e Jason Robinson anotaram duas bolas de três pontos e deram números finais ao quarto, Fla 48 a 39 (23 a 18 para o rubro-negro no período).
O período final começou com Marcelinho recolocando a vantagem em dois dígitos, JP Batista dando um toco belíssimo em Neto e Rafa Mineiro completando o ótimo início de quarto do FlaBasquete, forçando mais um tempo do técnico dos paulistas, 52 a 39. Após o tempo, a equipe visitante voltou melhor e impôs uma corrida de 6 a 2, trazendo de volta a diferença para nove pontos, forçando a volta de Ronald Ramon à equipe. Logo depois, José Neto pediu tempo novamente, seu primeiro na segunda parte da partida.
Depois, a LSB chegou a diminuir a vantagem para sete pontos, mas Marquinhos fez uma grande jogada individual, recolocou a diferença em dez pontos e praticamente definiu a vitória rubro-negra, 60 a 50. Só restou ao tetracampeão do NBB administrar e aumentar o placar no minuto final, para sair com a nona vitória seguida na competição. Flamengo 69 x 53 Liga Sorocabana.
A próxima partida do Orgulho da Nação será no dia 29/01, às 21h15, contra o Gimnasia e Esgrima Comodoro (ARG), na Cidade do Panamá, na estreia do rubro-negro na Liga Das Américas. A partida terá transmissão do Sportv e tempo real no @Mundo Bola_CRF