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  • Arbitragem: Héber Roberto Lopes apita estreia do Mengão na Primeira Liga

    Héber pode complicar um jogo que já promete ser disputado. Foto; Reprodução Internet

    A estreia do Flamengo na Sul Minas Rio terá arbitragem catarinense. Apita o jogo Héber Roberto Lopes (FIFA) e os auxiliares serão Rosnei Hoffmann Scherer (CBF1) e Nadine S. Câmara Bastos (FCF).

    Nos últimos 10 jogos, ele aplicou 40 cartões, sendo 37 amarelos e 3 vermelhos, média de 4 cartões por jogo. Visivelmente fora de forma e comum postura arrogante, o paranaense costuma apitar mal, pelo fato de acompanhar os lances à distância e ignorar as observações e marcações dos auxiliares, faz parecer um árbitro relapso, que apita bem quando quer. Héber é um velho conhecido da torcida rubro-negra já tendo comprometido o andamento de várias partidas do Mais Querido do Brasil.

    Jorge recebe o vermelho após retardar o reinício do jogo. Foto: Ivan Storti

    Sua última atuação em uma partida do Mengão foi no empate em 0x0 com o Santos na Vila Belmiro, em jogo válido pela última rodada 35 do Brasileirão 2015. Naquela oportunidade ele teve um desempenho razoável, porém sua arrogância característica deixaram alguns jogadores visivelmente irritados com sua atuação, aplicou cartões de forma justa, mas não teve critério para repetir o feito em lances semelhantes, nos minutos finais aplicou o segundo amarelo em Jorge por retardar o reinício da partida, mas não interferiu no resultado do jogo.

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    Raony Furtado faz parte da equipe Mundo Bola Informação e integra a plataforma Mundo Bola Blogs com o Blog Urubu Matuto
  • Contra CBF e FERJ, Fla enfrenta Atlético-MG na Primeira Liga

    Estreando em partidas oficiais em 2016, o Flamengo vai até Belo Horizonte enfrentar o Atlético-MG, confronto válido pela primeira rodada da Primeira Liga. Apesar das discussões e alfinetadas com FERJ e CBF, o clube rubro-negro seguirá o plano de disputar a competição e dá seus primeiros passos nela nesta quarta-feira (27) às 21h30 (horário de Brasília). O jogo tem transmissão do SporTV.

    Depois de um 2015 extremamente conturbado desde o início, o Flamengo começa 2016 com problemas parecidos. A briga com a FERJ continua, mas dessa vez a questão vai além do Campeonato Carioca. Desde o início da criação da Liga Rio-Sul-Minas, a federação do RJ fazia de tudo para impedir que a dupla Fla-Flu disputasse outra competição. A questão gerou muita discussão durante o ano passado, reviravoltas na criação da Primeira Liga foram frequentes; notas oficiais, vetos e imposições marcaram o processo.

    Na terça-feira (25) a CBF cedeu à pressão e as conversas com a FERJ e lançou uma nota vetando a Primeira Liga desse ano, permitindo que a criação do campeonato seja discutida e executada apenas em 2017. Como já havia sido imposto pela federação carioca, os times só podem jogar até dia 30 de janeiro e desde que o jogo seja em caráter amistoso. Apesar disso tudo, as doze equipes participantes já expressaram publicamente que o torneio é legal e que seguirão com a disputa independente das ameaças feitas, principalmente direcionadas a dupla do Rio de Janeiro.

    Dentro de campo, a pré-temporada não foi tão animadora. Apesar do intenso trabalho feito por Muricy Ramalho, o time ainda tem dificuldades em alguns setores e parece não ter encontrado a formação ideal. Nos amistosos realizados contra Ceará e Santa Cruz, o rubro-negro acabou se saindo mal e perdeu os dois, levando seis gols no total.

    O Mais Querido terá algumas ausências importantes. Ederson, que segue fazendo trabalhos físicos, ainda não foi liberado pelo departamento médico. Mancuello, Alan Patrick e Cúellar não foram regularizados no BID ainda e não podem participar de competições oficiais por enquanto. Kayke, Nixon e Arthur Henrique, que não viajaram para os amistosos no Nordeste, e Marcelo Cirino, que sentiu uma lesão na última partida, são dúvida para o jogo.

    Depois do vice-campeonato no Brasileirão do ano passado, o Atlético-MG chegou em 2016 com um time praticamente igual. Durante a preparação, alvinegro ganhou o torneio Flórida Cup, disputado nas últimas semanas. Entre as contratações da pré-temporada estão o treinador Diego Aguirre e o ex-jogador do Flamengo, Erazo. Para a partida, Aguirre não poderá contar com Luan e Carlos, que estão lesionados. Thiago Ribeiro ainda é dúvida. Erazo, Cazares e Hyuri ainda não tem registro no BID e também não podem atuar.

    No retrospecto, Flamengo e Atlético-MG se encontraram 105 vezes, com o rubro-negro tendo 41 vitórias, 34 derrotas e 30 empates. O Mais Querido não consegue vencer o alvinegro desde o dia 29/10/2014, na partida de ida da Copa do Brasil daquele ano.

     

    FICHA TÉCNICA:

    Atlético-MG x Flamengo – 1ª rodada

    Data: 27/01/2016, quarta-feira

    Horário: 21h45 (horário de Brasília)

    Local: Mineirão, Belo Horizonte

    Árbitro: Heber Roberto Lopes

    Auxiliares: Nadine S. Câmara Bastos e Rosnei Hoffmann Scherer

    Transmissão: SporTV

     

    INGRESSOS DA TORCIDA VISITANTE: A venda de ingressos para a torcida do Flamengo acontecerá, por questões de segurança, somente no dia do jogo, a partir das 19h45, na bilheteria do Mineirinho. Os ingressos têm o preço único de R$40,00/ e meia entrada R$20,00.

     

    Provável escalação do Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão e Everton; Gabriel, Emerson Sheik e Guerrero

    Provável escalação do Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete, Dátolo, Giovanni Augusto e Patric; Lucas Pratto

  • Os três senhores da casa-grande

    Até setembro de 1978 a Federação de Futebol do Rio de Janeiro não existia. Ela foi o fruto de uma fusão entre a Federação Carioca de Futebol e da Federação Fluminense de Desportos, consequência de outra fusão, esta entre o estado da Guanabara e o Rio de Janeiro.

    Natural que a forte Federação Carioca de Futebol herdasse a presidência. Octávio Pinto de Guimarães foi o primeiro dos três. Em 1985 assume Eduardo Vianna, o famoso Caixa D’água. 21 anos depois assume seu pupilo Rubens Lopes, que já perdura por longuíssimos quase dez anos.

    O primeiro senhor da Casa-grande teve sua gestão marcada por campeonatos confusos, porém Estaduais eram ainda grandes campeonatos e não sofriam o esvaziamento de hoje, com pequenos clubes que mal conseguem se manter como clubes sociais, sem categorias de base fortes. O Flamengo vivia sua era de ouro, Fluminense e Vasco tiveram bons esquadrões e o futebol do Rio era forte, com o Maracanã sendo o principal fator de arrecadação, um estádio gigantesco e barato. Otavinho Piteira, como foi apelidado, era torcedor do Botafogo e talvez por isso desse o valor necessário aos grandes clubes do Rio, que em sua visão, precisavam continuar sendo grandes.

    Octávio virou presidente da CBF após o golpe de Nabi Abi Chedid no início de 86, e passou para a história como a marionete dos interesses paulistas. De fato quem reinava era seu vice golpista. Em 86 decretou que a CBF não teria condições de organizar o Brasileiro de 87. Os clubes se uniram. Precisavam do campeonato, porque, afinal, quem precisa pagar todas as contas são eles. Nascia a Copa União de 87. Um sucesso que a CBF, do ex-presidente da FERJ e seus aliados — leia-se clubes pequenos que ficaram de fora da competição — não poderiam deixar na mão do Clube dos 13, uma Liga de clubes. Se meteu na história – filho bonito todos querem -, e bagunçou tudo.

    Enquanto isso, na FERJ, Eduardo Vianna, torcedor do Americano, começa a dar suas cartas. Sempre tutelado por mais de 36 ligas suspeitas de nem existirem na prática. Durante seus vinte anos de poder, protagonizou episódios que apenas jogavam o nome do futebol carioca cada vez mais na lama. Em 2004, foi afastado da federação sob acusação de evasão de renda da bilheteria do Maracanã. Voltou. Afastado novamente no ano seguinte, dessa vez por não cumprimento do Estatuto do Torcedor, e de novo retornou ao poder.

    Acusado de estelionato, formação de quadrilha, fraude processual, falsidade ideológica e desvio de quase um milhão de reais da venda de ingressos em 2003, com emissão de notas fiscais fraudulentas. As acusações formaram a ação da 7ª Vara Empresarial, processo de número 2004.001.057730-7 por infrações ao Estatuto do Torcedor. Em 2012 o ex-árbitro José Roberto Wright revela que Eurico Miranda e Caixa D’água manipulavam sorteios de árbitros.

    Em 2006, ainda presidente em exercício, apesar das dezenas de acusações e afastamentos, sente-se mal durante um arbitral. Morre no hospital depois de quatro paradas cardíacas o segundo Senhor da Casa-grande, aos 67 anos.

    Rubens Lopes sentira o gostinho do Poder durante as diversas licenças forçadas de Eduardo Vianna ao longo da turbulenta década de 2000 . Vice-geral da entidade, foi assumindo aos poucos, picotando o último mandato de Vianna. Declarava-se opositor do presidente, estratégia inteligente para desassociar seu nome da dúzia de inquéritos e acusações sofridas pela entidade. Cada vez mais fortalecido com novas alianças, que viam o futuro da FERJ nas mãos de outro mandatário, com mais saúde e menos desgaste na mídia. Rubinho, ex-presidente do Bangu, virou o homem forte do futebol carioca pelo enfraquecimento de Vianna.

     

     

    Assim, tamanha era a vergonha do povo carioca com a figura nefasta de Caixa D’água, que muitos dos jornais noticiavam uma nova era no futebol do Rio, com a chegada de alguém que aparentemente não era da laia do antigo gestor.

    Oposição que não foi transportada como antagonismo de atos e condução do poder no futebol do Rio. Ao longo dos anos, ficou muito perceptível que a velha fórmula de manutenção de poder se mantinha intacta e ainda por cima aditivada.

    As intenções de Rubens Lopes já tinham se mostrado contra o Flamengo no início do Carioca de 2005, quando exercia como presidente interino.

    Em 23 de janeiro daquele ano, Flávio Pereira, responsável pela fiscalização de arrecadação de bilheteria do Flamengo, revelou que três outros funcionários do clube foram impedidos por Rubens Lopes de fiscalizar, conferirem os ingressos e a distribuição feita aos bilheteiros, assim como de acompanharem o trabalho na sala de arrecadação. Esse é um trabalho cujo direito é conferido pelo Estatuto do Torcedor.

    Flávio Pereira prestou depoimento à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE).

    “Ciente dos fatos, determinei que eles se retirassem do local e aguardassem a minha chegada. Quando cheguei ao Maracanã, dirigi-me ao presidente da Ferj em companhia do secretário de Estado Francisco de Carvalho.

    Somente aí Rubens Lopes decidiu voltar atrás, autorizando todos os membros de minha equipe a procederem seu trabalho na sala de arrecadação.

    Isso ocorreu por volta das 13h30min, quando os ingressos já haviam sido distribuídos sem a presença da fiscalização do Flamengo. O Flamengo foi impedido de acompanhar a prestação de contas feitas por seus próprios bilheteiros, uma vez que eles foram obrigados a apresentar suas contas diretamente à FERJ, sem a presença da fiscalização do clube. Sobre a disponibilização dos ingressos ao público, na chamada venda antecipada, desejo consignar que a FERJ violou o Estatuto do Torcedor, uma vez que os ingressos só chegaram às bilheterias algumas horas antes do jogo. (…) O Flamengo contratou a BWA para confecção dos ingressos de seu jogo com o Olaria. Só que a Federação impediu que fizéssemos a comercialização dos bilhetes, fato comprovado por documento assinado pelo próprio presidente da FERJ, cuja cópia foi juntada no presente feito. A Federação descumpriu decisão judicial da 13ª Vara Cível, que determinava que os equipamentos da empresa BWA não deveriam ser retirados do Maracanã. A Federação desobedeceu a referida decisão judicial, alterando os mecanismos internos das catracas de acesso ao estádio. Tal fato resultou em uma fraude na qual o Flamengo se sente profundamente lesado, uma vez que ingressos do jogo de ontem, Botafogo x América, foram utilizados para acessar o jogo de hoje (Flamengo x Olaria).”

     

    Assim começa a Era Rubinho na FERJ e a relação do terceiro presidente da entidade com o Flamengo. Com o maior clube do Brasil.

  • Ajude o Flamengo e ganhe uma Papagaio de Vintém

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    Para mandar seu código é bem simples, bastar comentar nessa publicação do facebook (clique aqui) ou nesse tweet (clique aqui). Se usou o código ou alguém já foi usado e não atualizamos, basta avisar nesses mesmos links informando qual código foi usado. Se você não tiver perfil em nenhum dessas duas redes, pode deixar no comentário dessa publicação.

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    Eduardo Nascimento (@DuduCordovil) – 56A13FEDA2D24

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    Glauber Dourado Mooitinh – 56A1408D992C1

    Guilherme Cruz () – 56A133BF8FAA5

    Gustavo Duarte () – 56A1418A25B45

    Gustavo Júnior (@gustavojrcrf) – 56A140B1352D3

    Hugo Torres (@hugotorresmelo) – 56A140B89BACF

    Igor Ferreira56A14088E02B4

    Ilton (@iltonn_) – 56A1406B938F2

    João Victor (@Jota_vgm) – 56A13432B97B3

    J Carlos Ferreira – 56A14179C392A

    Joel Junior (@_JoelJunior_) – 56A1418FC11C7

    José Beto (@Jose_BetoLopes) – 56A140F92DD39

    José Marques (@JMarques1978) – 56A14111AD020

    Junior (@gjsjunior) – 56A1411BBCC22

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    Leandro Lemos (@leandroaslemos) – 56A13FD59876D

    Leandro Queiroz (@Leandro1000001) – 56A1412A582AA

    Léo (@leofla1984) – 56A1410791A6F

    Luan () – 56A133806F46E

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    Lucas González (@lukinhasgonzale) – 56A140323A721

    Luiz Bello () – 56A14049B9C8B

    Luiz Filho (@lavfilho) – 56A13FF332C85

    Luiza Sá (@luizasaribeiro) – 56A134261578D

    Lu Matos (@LuMMengao) – 56A1409BE5803

    Marcelo Comparin (@marcelocomparin) – 56A140569732B

    Marcio Gomes (@marciogomesilva) – 56A14161DC2AF

    Marcos Ferreira () – 56A1409F8751D

    Maurício (@CRFMauricio) – 56A141D354A0A

    Mayson Figueiredo (@ricardomayson) –  56A14EC2121C4 e 56A141EADFB97

    Murilo Wandermurem (@murilowf) – 56A133F388D02

    Patrick Rajala () – 56A14135C0F36

    Paula (@geezertrouxa) – 56A1408F8D2E9

    Pedro (@pedrucrf) – 56A14E299C38D

    Rafael (@orgamcrf) – 56A142194697B

    Rafael (@paranoae) – 56A1417C10D8D

    Rafael Pimentel (@RafaPimentel84) – 56A1405B4BE10

    Rodrigo Luz (@RLuz10) – 56A140EBE86A7

    Rodrigo Ribeiro (@rodsouri) – 56A1340F4C470

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    Sharliê Oliveira (@Sharlieoliveira) – 56A1410A8287A

    Sylvio Junior (@SyyJunior) – 56A1404588D27

    Tadeu Medeiros (@tadeu_medeiros) – 56A1412F1FCD9

    Thiago (@Thiago_CRF) – 56A141138F72A

    Thiago Biz (@bizcoito) – 56A1405FF049D

    Valério Launier (@valeriolaunier) – 56A1407943B6D

    Vinicius Quintanilha () – 56A1416168C5F

    Victor Lopes (@VlopesFLA) – 56A140E508780

    Vitor (@VitorVhps) – 56A14E2B92106

    Vítor Benigno () – 56A140FE271AC

    Vinny () – 56A140765E85D

    Wallace Tayson (@wtayson) – 56A13FEF3F272

    Yves Andrade (@AndradeYves) – 56A1415DB2854

    Zico81 (@10Zico81) – 56A13FD8790A9

  • #VlogdoPoeta – Top5 – Gols do Flamengo na Copa SP Junior 2016

     

    O Flamengo se sagrou tricampeão da Copa São Paulo de Futebol Junior esse ano e para isso foram preciso muitos gols. No meio de tantos belos tentos, fiz uma lista com os cinco gols mais bonitos.

     

    Veja outros vídeos do #VlogdoPoeta:

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    O Vlog do Poeta é uma produção do @BlogSerFlamengo que o fla.mundobola.com traz para seus leitores! Não deixe de comentar!

  • São José! A consagração de Zé Ricardo na Copa SP

    Zé Ricardo é sem dúvida, o grande nome do Flamengo na Copa SP de Futebol Jr (Foto: Rico Ferrari)

    Tratado como o principal responsável pelo 3° título do Flamengo na Copa SP, o treinador Zé Ricardo mudou o jeito com que o torcedor rubro-negro olha para as categorias de base do clube. Com seu método inovador, principalmente no futebol brasileiro, Zé fez com que a garotada do Mais Querido, ganhando ou não, jogasse da mesma maneira, do mesmo esquema tático que ele propôs a eles antes de cada partida, encantando o torcedor rubro-negro.

    Zé Ricardo não perdeu nenhum jogo em Copa SP no comando do Flamengo. São duas Copinhas. Veja no infográfico abaixo:

    Zé está invicto dirigindo o Fla na Copinha (Foto: Adriano / Flamengo em Números

    Na manhã dessa segunda-feira (25), no Pacaembu, o Flamengo de Zé Ricardo não temeu o poderoso e, também invicto, Corinthians do competente treinador gaúcho Osmar Loss, apontado por muitos como o favorito para a final. Começou a partida jogando melhor, sempre na base do toque de bola e com o menor número possível de chutões, ordem do treinador, mas viu a equipe paulista abrir 2 a 0 rapidamente, gols de Gabriel Vasconcellos e Matheus Pereira, mas os meninos do Ninho não se abateram e foram até o fim do primeiro tempo pressionando, sem sucesso. Zé sabia que algo precisava ser feito no intervalo para que a equipe pudesse conquistar o tri:

    “Conseguimos fazer um bom primeiro tempo. Mas se a gente precisava equilibrar o defensivo com o ofensivo. Deu tudo certo”

    E deu tudo certo. Pois logo com um minuto do segundo tempo, Lucas Paquetá jogou a bola para a rede após escanteio de Matheus Sávio, mas o assistente marcou um impedimento inexistente do camisa 11. No minuto seguinte, outro escanteio cobrado por Matheus Sávio dessa vez encontrou a cabeça de Trindade sozinho na pequena área, que só teve o trabalho de diminuir. Aos oito, o Mengão empatou. Cafu roubou a bola de Léo Jabá, puxou o contra-ataque e tocou para Matheus Sávio empatar a partida, 2 a 2. A partir disso, a tensão foi se espalhando no campo e a partida terminou empatada, indo para as penalidades máximas. Nos pênaltis, com provocações de ambos os lados, os meninos do Ninho venceram por 4 a 3 e se sagraram tricampeões da Copinha. Um título, que para quase toda a torcida rubro-negra, tem nome e sobrenome: Zé Ricardo.

    Treinador defende transição “no momento certo” e diz que ainda não conversou com Muricy

    Na coletiva após a festa do título no campo, Zé Ricardo rasgou elogios ao grupo de jogadores que disputaram a Copa SP, destacando a união dos atletas:

    “Esses meninos adoram estar juntos, trabalhar e treinar, e o investimento foi nesse ponto. A coletividade numa competição curta é importante, e é fundamental que o grupo viva de forma harmônica. Eles foram maravilhosos, não tiveram reclamações nem problemas.”

    “Somos facilitadores dos sonhos deles. Esse título mostra o trabalho da Base. Vou ficar feliz se eles derem retorno pro Clube.” – Completou

    Sempre que a base conquista um título, o torcedor sempre questiona: “Quem irá subir (para os profissionais)?”. Sabendo disso, o treinador pregou cautela para que o clube não cometa os mesmos erros do passado:

    “Logicamente que um título desse pode credenciar garotos ao time profissional, mas acredito que eles ainda têm etapas a cumprir. Essa transição é a mais complicada. Acho que o Flamengo já sofreu com isso, já aprendeu bastante com isso lá atrás e vai ter oportunidade para fazer isso no momento certo.”

    Quando foi perguntado se já se encontrou com o treinador dos profissionais, Muricy Ramalho, para tratar da integração entre a base e o time profissional, Zé culpa a falta de datas disponíveis até agora:

    “Na verdade, não tive a oportunidade de conversar com o Muricy, houve um desencontro no nosso calendário. A gente estava no Sul, disputando a Copa RS, quando ele foi apresentado. Depois viemos para a Copa São Paulo, e o time profissional estava de férias. Agora vamos ter oportunidades.”

  • Campeão Incontestável

    A Copa São Paulo de Futebol Junior é um torneio tradicional da base e por ocorrer no período de pré-temporada do futebol profissional acaba sendo o único torneio de base que a maioria dos torcedores acompanha, assim alcançar o título pode criar grande expectativa em cima dos jogadores através de uma “fotografia” do que é o processo da base. Nesse texto analisarei o título da Copinha como o fruto de uma evolução que começou ainda em 2014 e só foi possível pela perfeita união do talento dos jogadores e de treinamento impecável de Zé Ricardo.

    Foi no dia 10/11/2014 que o Flamengo anunciou em seu site oficial que Zé Ricardo assumiria o juniores, antes treinado por Marcelo Buarque. Houve apenas dois meses para o treinador se adaptar e conhecer os garotos antes de começar a reformulação da categoria no último ano, que foi marcado por adaptações de jogadores e resultados não tão expressivos.

    Retrospectiva da Base (2015)

    Antecipando as saídas e chegadas por mudanças de idade, Zé Ricardo levou para a disputa da Copa Ipiranga sub-20 (a tradicional Copa RS que era o Campeonato Brasileiro da categoria antes da CBF organizar um) quase o mesmo grupo de jogadores selecionados para a Copinha já visando usar o torneio de fim de ano como preparatório. A inovação do Flamengo foi o esquema tático muito bem treinado, porém testado e aprimorado durante a competição e sobre o qual já escrevi em análise anterior.

    Avaliações individuais* e perspectivas futuras:

    Thiago: Fundamental na conquista rubro-negra, é um goleiro que vem me impressionando desde o juvenil, passa muita confiança para o grupo e não tem falhas gritantes, apesar de precisar melhorar a saída de bola. Tem boa impulsão, reflexo e não se intimida no um contra um, fez muitas defesas difíceis na competição e, na decisão, confirmou o bom histórico em cobranças de pênaltis.

    Hoje o profissional conta com um goleiro recém contratado, mas ainda tem Paulo Victor (que pode sair no meio do ano, foi muito assediado ano passado) e César, cujo histórico é bem parecido com o do Thiago, aguarda mais chances. Em caso de saída do Paulo Victor, Thiago passa a ser excelente opção de terceiro goleiro, caso contrário seria bom empréstimo para ganhar experiência em algum clube da série A ou B do Campeonato Brasileiro.

    Thiago Ennes: Lateral direito que se destacou pela postura defensiva impecável na marcação e cobertura, além de apoiar muito bem no ataque alternando entre ir a linha de fundo cruzar e cortar para o meio e entrar na área pra finalizar, chegando inclusive a marcar 2 gols na competição.

    É um dos jogadores que mais evoluiu tecnicamente e taticamente nas mãos de Zé Ricardo, sendo um jogador que até pouco tempo atrás eu cornetava muito e hoje peço já no futebol profissional. Thiago Ennes hoje é melhor que Pará e apresenta muito mais futebol que Rodinei, deveria estar no Carioca para ser testado.

    Léo Duarte: Foi o capitão do time e um dos jogadores mais regulares. Veloz e com uma grande leitura de jogo, se destacou pelo bom posicionamento que aumentou a eficiência nos desarmes. Historicamente nunca foi um jogador que me agradou, inclusive muito facilmente driblado por jogadores velozes e habilidosos, mas nessa competição mostrou ter aprendido a compensar suas limitações com uma melhor leitura de jogo, mas não sei se muito em parte pelo esquema redondo e comprometimento do time ou se de fato realmente evoluiu em sua formação.

    Assim como as laterais, a zaga é uma posição carente no profissional e muitos torcedores já pedem Léo Duarte ao lado do Juan, sendo o zagueiro rápido que poderia firmar parceria com um jogador mais técnico e lento. Por suas características de jogo seria uma opção melhor que Dumas e Antônio Carlos, que treinam com o profissional, porém acredito ser temerário demais colocar um zagueiro jovem e sem tanta força física para atuar no profissional com um time ainda desestruturado defensivamente, típica situação que queima jogador.

    Dener: Apesar de ser titular incontestável para Zé Ricardo, mostrou fragilidade durante toda a competição e cometeu falhas que resultaram em gols do adversário ou finalizações perigosas. Pode ser que Zé Ricardo consiga extrair mais dele e faze-lo dar o salto de qualidade que precisa para pensar em atuar profissionalmente por um grande clube.

    Arthur Bonaldo: Jogador coringa que atua como volante, zagueiro e jogou a maior parte do tempo como lateral esquerdo, mostrou que é um bom defensor, tem um chute forte de fora da área, mas não apoia bem e cometeu algumas falhas defensivas por ainda estar se adaptando a posição de lateral.

    A tendência é que Michael, recém promovido do juvenil, assuma a lateral esquerda e Arthur volte a atuar como volante, principalmente com a saída de Ronaldo para o profissional. Ainda tem muito o que evoluir e ter mais espaço pode ajudar.

    Ronaldo: Eleito pela torcida o craque do time na competição, mostrou ser um primeiro volante sintonizado com o futebol moderno. Atuando entre as linhas de 4, era o responsável pela distribuição de jogo e saída de bola seja com passes curtos para os meias centrais ou lançando pontas ou laterais, não só no campo de defesa como também dando assistência como no gol de Thiago Ennes contra o Palmeira. Apesar de ter errado pouco, ainda apresenta algumas falhas na marcação, precisa melhorar no fundamento e nos desarmes.

    Talvez Ronaldo seja o maior trabalho de Zé Ricardo no juniores. Antes atuava como lateral direito e era simplesmente horroroso, perdi a conta de quantas vezes o xinguei durante os jogos, mas foi direcionado para o meio campo onde teve um período longo de adaptação e evolui enormemente. No profissional poderíamos dizer que teria vaga garantida quando o “titular” é Márcio Araújo, mas acredito que seja precipitado promove-lo nesse momento, acho que vale testá-lo num jogo ou outro, mas deixa-lo no juniores para aprimorar mais os fundamentos defensivos.

    Para o profissional temos a chegada do Cuellar, que se não for bem pode ser substituído por Jonas ou Canteros, que foi muito bem nos testes realizados por Muricy na pré-temporada.

    Cafu: Tem habilidade, boa técnica, mas além do físico estar longe do ideal, ainda é um jogador que, a exceção da final, viveu de lampejos durante os jogos. Seu estilo lembra o Everton, que corre muito e se impõe fisicamente, mas na hora de produzir acaba errando o passe ou perdendo a bola por prender demais.

    Tem quem goste do estilo, mas com o físico que possui e a limitação produtiva que apresenta, não acredito que vá ter espaço no profissional e dificilmente se manterá na série A.

    Trindade: é um volante regular que ganhou espaço por ser mais consistente defensivamente e acabou ficando com a titularidade na competição com Sávio, que é um meia mais ofensivo e de criação. Apresenta limitações na visão tática, deficiência na saída de bola, não acerta tanto os passes no ataque, mas se apresenta bem para finalizar, principalmente de longe.

    É um jogador regular que atua em uma posição onde as exigências estão aumentando com o passar dos anos, assim não acredito que terá tantas oportunidades no profissional do Flamengo, principalmente com todas as opções disponíveis.

    Lucas Paquetá: Se consolidou como o maestro do time, tendo consistência ofensiva com ótimo passe, boa visão de jogo, compreensão tática e cada vez mais arriscando finalizações, coloca-se como uma das maiores promessas da base. Porém cabe ressalvar que ele é um 8 e não um 10, precisa melhorar mais suas habilidades defensivas para se tornar mais consistente na defesa e assim se consolidar como futura boa opção de meio campista pro profissional.

    Matheus Sávio: Começou como meia aberto variando como ponta, mas não é um velocista e sim um organizador de jogo e, até por isso, rendeu muito mais como meia central, porém não se firmou por não ser um marcador tão bom e acabar cometendo faltas bobas nas tentativas de desarme. Suas qualidades ofensivas são inegáveis, além de articular bem as jogadas aparece com eficiência para finalizar tendo marcado alguns gols na Copinha, inclusive o de empate na final. Porém, ainda precisa evoluir muito defensivamente para jogar no meio sem afetar o equilíbrio do time. Comparando em termos de função, seria como se o Paquetá tivesse que se adaptar para a função do Elias e o Sávio se adaptar para função do Renato Augusto.

    Felipe Vizeu: Destaque da Copinha e eleito o melhor jogador da competição, mostrou ser o centroavante clássico que não se encontra mais no mercado hoje em dia. Eficiente nos chutes de primeira e hábil no domínio e disputa de lance, não é driblador, mas se impõe fisicamente, faz bem o pivô e joga de modo inteligente, deslocando a marcação para deixar espaços para os companheiros aparecerem na área com liberdade pra finalizar.

    Eu já destacava Vizeu no juvenil e percebo como evoluiu muito no seu caminho, aprendendo a ser mais técnico, ganhando mais visão e compreensão de jogo. Se o clube continuar investindo e trabalhando para que ele se fortaleça ainda mais fisicamente, tem tudo para se firmar no juniores esse ano e ter chances no profissional em 2017 com um estilo muito mais parecido com o de Adriano do que com o de Guerrero.

    Kleber: Recém promovido do juvenil, ainda precisa evoluir mais fisicamente para atuar como lateral, mas pela sua qualidade no apoio acabou ganhando vaga como meia aberto ou ponta. Rápido e com boa qualidade no drible e cruzamentos, ainda peca ao não aparecer tanto na área para finalizar nem cair mais pro meio e ajudar na armação. Defensivamente sabe marcar, mas ficou devendo quando atuou de lateral talvez por ainda estar se desenvolvendo fisicamente ou ainda sentindo a transição do juvenil pro juniores.

    Se Thiago Ennes subir, como acredito e espero que aconteça, Kleber tem tudo para se firmar na lateral, porém ainda com oscilações pelas limitações apontadas. É um jogador baixo, apesar de forte para a idade e precisa encontrar um equilíbrio.

    Patrick: Opção para a ponta em todos os jogos, tendo começado algumas vezes como titular, se revelou um trunfo ofensivo para o 2° tempo. Rápido e com bom drible, puxa contra-ataque muito bem e tem visão de jogo para saber quando dar assistência ou finalizar a gol, o que fez muito bem em todos os jogos. Defensivamente ainda precisa evoluir, mas procura contribuir cercando e com velocidade na recomposição.

    Tido como grande promessa, pode ser o atacante de lado ou meia aberto que o Flamengo precisa formar para ocupar lacunas no profissional. Hoje temos as promessas Cirino e Gabriel, Nixon correndo por fora e Emerson Sheik já em declínio, mas a referência de jogo dele me parece muito mais afinada com Ederson quando em plenas condições de jogo. De toda forma, a estrada ainda é longa, acabou de subir pros juniores e precisa se firmar na categoria primeiro.

    Michael: Outro jogador vindo do juvenil e que me impressionou bastante. Fisicamente ainda é frágil para as disputas corpo-a-corpo e esse me parece ser o motivo pelo qual não foi titular, pois apoia muito bem tendo velocidade, capacidade de drible e sabendo cruzar bem, além de recompor com muita velocidade, o que usa para tentar se posicionar bem e antecipar ao adversário para marcar e desarmar.

    Acho difícil que Jorge termine este ano no Flamengo se for para a olimpíada, mas caso o Flamengo consiga mantê-lo até o meio do próximo ano, podemos ter em Michael um potencial substituto, basta saber como preparar bem o garoto.

    Lincoln: Era no juvenil um dos destaques da zaga com passagens pela seleção e sendo inclusive capitão do Flamengo e da seleção. Quando subiu pros juniores, na mesma época que o Jorge, teve alguns problemas de lesão e quando voltou acabou não conseguindo ter espaço, chegou a ser usado como primeiro volante e na Copinha foi reserva de Dener, tendo atuado como titular em dois jogos.

    Eu não entendo o porquê de ele ser reserva do Dener. Além de ser um zagueiro forte e bom pelo alto e no corpo-a-corpo, tem boa leitura de jogo, bom passe e liderança. Quando atuou lembro de ter tido apenas uma falha e que mesmo assim não resultou em gol.

    Se há um zagueiro que merece mais atenção e dedicação é o Lincoln, tem potencial e assim como Léo Duarte, me parece um investimento melhor e mais inteligente do que as contratações em apostas que a diretoria têm feito.

    * Os demais Jogadores não atuaram tempo suficiente pra ter uma avaliação individual sólida.

    Contudo o destaque do juniores é o Zé Ricardo e o trabalho sublime que tem feito primeiramente na lapidação dos jovens jogadores, recuperando o futebol de alguns, encontrando as melhores posições e estilos de jogo de outros, trabalhando não só a parte técnica, mas ensinando-os a ter visão de jogo e consciência tática. Mas para além de ser um professor, de descobrir e puxar o que de melhor há em cada jogador, mostrou que é um estudioso da organização de um time, não se limitando a copiar um esquema muito usado, mas sabendo como implementá-lo de um jeito eficiente, com transição e variabilidade, deixando confortável para os jogadores e potencializando suas qualidades. Por fim, como se não bastasse qualificar bem e treinar bem, ainda soube como estruturar emocionalmente o grupo de jogadores, deixando-os focados, comprometidos e tão disciplinados que o rodízio em algumas posições foi muito bem assimilado.

    O legado da Copinha, assim, me parece antes de tudo ser a consolidação de Zé Ricardo como um treinador a receber investimento do clube, que banquem o curso da UEFA, o enviem para estágio em um grande clube europeu e, assim, o efetivem no profissional daqui dois anos quando termina o contrato do Muricy com o Flamengo. Entre os jogadores Ronaldo e Thiago Ennes despontam como opções de encaixe imediato no profissional, enquanto Léo Duarte, Thiago, Vizeu, Paquetá e Sávio se consolidam como opções a serem trabalhadas para os próximos dois anos.

    Saudações Rubro-Negras

  • Uma bagunça chamada CBF


    Na tarde desta segunda-feira (25), a CBF publicou um comunicado em seu site oficial que veta a realização da Sul-Minas-Rio, aceitando conversas sobre o assunto apenas em 2017. A nota da confederação contra a Primeira Liga é quase um tapa na cara de quem luta por um futebol melhor e mais profissional no Brasil.

    Aqui vai um trecho da nota emitida pela Confederação Brasileira de Futebol: “CONSIDERANDO o interesse da CBF em harmonizar e democratizar o futebol brasileiro, pondo fim aos entraves, conflitos e antagonismos que acabaram se verificando entre os múltiplos atores de nosso futebol, visando a um relacionamento saudável entre todos eles”. Interesse em democratizar? Olhe para seu sistema eleitoral e a forma como fazem da Seleção Brasileira uma grande piada. Não tem intenção alguma em harmonizar, nunca teve.

    Porém, o medo de quem anda fazendo o que quer com os clubes é grande. A ameaça de perder o poder faz com que pessoas façam coisas sem pensar e cada vez mais vão se enrolar em suas ações e palavras. O primeiro exemplo disso é a declaração de Coronel Nunes, que pouco depois de vetar a Liga, nem fez questão de esconder que não sabe o que está fazendo. O presidente da CBF não conseguiu explicar porque barrou a competição em 2016, apesar da nota emitida ter sua assinatura.

    O mesmo está sob uma espécie de “Lei da Mordaça”, que foi imposta pela própria entidade para evitar que ele cometesse gafes ou entrasse em polêmicas. Preste bem atenção, Nunes não pode dar declarações pois foi proibido pela confederação que preside. Seria engraçado, se não fosse trágico.

    O que não adianta é um grupo bater de frente, se torcedores e clubes que não estão dentro da competição desvalorizarem o movimento por mudança. Entendam, vai respingar em todos. Pode não ser hoje ou amanhã. Mas, mais cedo ou mais tarde, o futebol brasileiro vai sofrer as consequências dessa falta de união – ou melhor, já está sofrendo. Não dá mais para ser conivente com a confederação.

    O presidente da Primeira Liga, Gilvan de Pinho Tavares, bateu o martelo e garantiu a realização do campeonato: “A Primeira Liga vai sair de qualquer jeito. Os clubes não abrem mão de disputar”, disse. E ainda completou: “A CBF não está em condições de exigir nada. Se estivesse, não teria um ex-presidente preso e o atual sem poder sair do Brasil”.

    O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, seguiu a mesma linha: “Eu tenho confiança de que não vai haver problema nenhum, até porque não estamos prejudicando ninguém. Não existe nenhum conflito com qualquer data do estadual e não estamos fazendo nada de errado. Quatro federações estão agindo de maneira colaborativa”. Além disso, os clubes envolvidos emitiram notas confirmando sua participação.

    A hora de iniciar a mudança é essa. Os clubes que compraram a briga precisam continuar batendo de frente com o apoio de suas torcidas e quem mais se interessar em acabar com o circo que virou o futebol brasileiro. Aos que ainda não apoiam a virada, é hora de pensar no futuro e se voltar contra uma confederação que só envenena e empobrece o Brasil.

    Ouça, na íntegra, o posicionamento de EBM sobre a nota emitida pela CBF:

  • Da desconfiança à euforia: Como o Flamengo conquistou a Copinha

    Foto: Flamengo

    Depois da última vitória em uma final de Copa São Paulo, em 2011, o Flamengo teve claras dificuldades para encontrar uma base vitoriosa. O acumulo de eliminações e frustações acabou despertando uma desconfiança na torcida, principalmente pela forma como o trabalho nessas categorias é feito. Naturalmente, a safra de 2016 demorou a ganhar a confiança da Nação, porém, com o passar do tempo, o potencial de cada jogador se fez presente e o Mais Querido conseguiu voltar a brilhar.

    No início da Copinha, a expectativa do próprio Flamengo era de melhorar a campanha do último ano, mas seguir apenas até a quarta fase, já que conhecia suas limitações. Sem ser pessimista e com um pensamento realista, o que a comissão técnica enxergava era exatamente a necessidade de um processo maior, com mais trabalho e, mais para frente, uma integração com o profissional, como é a ideia de Muricy.

    A nova geração perdeu peças importantes do elenco – como Douglas Baggio, Thiago Santos, Jajá e Rafael Dumas –, mas contou com aqueles que já esperavam por uma chance de brilhar desde que chegaram. Felipe Vizeu, Paquetá, Matheus Sávio e companhia não faziam parte de um time considerado como favorito. Entretanto, foi impossível não ver que, à medida que os jogos foram passando, apenas vitórias entravam no currículo e a solidez do grupo começou a pesar.

    Esses meninos adoram estar juntos, trabalhar e treinar, e o investimento foi nesse ponto. A coletividade numa competição curta é importante, e é fundamental que o grupo viva de forma harmônica. Eles foram maravilhosos, não tiveram reclamações nem problemas. É uma equipe que realmente gostar de estar junta – Zé Ricardo.

    A campanha invicta dos garotos do Ninho, que teve cobertura completa no Mundo Bola, não pode ser ignorada. De desacreditados, os rubro-negros passaram para surpresas, potências, finalistas e, finalmente, campeões. Acima de tudo que foi jogado, há o trabalho fundamental de Zé Ricardo. O treinador chegou ao Sub20 Flamengo no fim de 2014 vindo do vitorioso Sub15, pegou um time sem vontade e, aos poucos e sem holofotes, construiu um elenco seguro e capacitado. Sobre o técnico, Paquetá disse: “Compramos a ideia do nosso treinador, o Zé Ricardo, que era vir com bastante humildade e pés no chão. Fomos passando fase a fase e chegamos à final e conseguimos chegar ao título”.

    Foto: Flamengo

    Quando a euforia pela conquista passar, os meninos, além de se prepararem para o resto dos campeonatos da temporada, ainda viverão uma fase de expectativa, já que Muricy Ramalho assistiu todos os jogos da Copinha e declarou que deve chamar mais ou menos cinco jogadores para compor o elenco.

    Estamos apenas começando uma temporada. Logicamente que um título desse pode credenciar garotos ao time profissional, mas acredito que eles ainda têm etapas a cumprir. Essa transição é a mais complicada. Acho que o Flamengo já sofreu com transições equivocadas, já aprendeu bastante com isso lá atrás e vai ter oportunidade para fazer isso no momento certo – Zé Ricardo.

    Preparados para o profissional? Os garotos do Ninho garantem que, assim que receberem o chamado, estão prontos. “Claro que estou preparado. Se o Muricy quiser me aproveitar estarei preparado”, disse Ronaldo após a partida. Trindade também acrescentou “A gente fez bem a nossa parte. Agora é com eles. Eles vão decidir o que é melhor para o Flamengo. E acho que a gente tá pronto, acho que a gente está bem servido na base, sim”.

    O futuro das promessas é incerto, mas a equipe mostrou que tem potencial para alcançar objetivos maiores. Agora, tanto o Flamengo quando a Nação esperam que, diferente do que aconteceu em 2011, o clube consiga realmente aproveitar essas peças e, quem sabe, formar a próxima geração vitoriosa que foi formada pelo Mais Querido.

  • Eleito melhor jogador da Copinha, Felipe Vizeu atinge a primeira meta que traçou para 2016

    Felipe Vizeu foi eleito o melhor jogador da Copa São Paulo de Futebol Júnior

    Foto: Reprodução/Instagram

     

    Há pouco mais de um mês, o atacante Felipe Vizeu conversou com o Mundo Bola. Felipe, que assumiu a condição de titular do Sub-20, após Douglas Baggio ter ingressado ao time profissional, contou sobre sua história, fez uma avaliação da temporada 2015 e traçou os seus objetivos para 2016. 

    “Em 2016 penso em arrebentar na Copa São Paulo, ter oportunidade na equipe principal e também na Seleção Brasileira sub-20”

    Leia mais em: Promessas da Base – Felipe Vizeu | Uma entrevista que merece nossa leitura

    Trinta e seis dias após a declaração, o jogador atingiu sua primeira meta do ano. Além de ser um dos vice-artilheiros da Copa São Paulo, com sete gols marcados, Vizeu foi indicado por jornalistas convidados pela Federação Paulista de Futebol, como um dos destaques do torneio. Nesta segunda-feira (25-01), juntamente com a Taça de Campeão da Copinha, Felipe Vizeu recebeu o prêmio de melhor jogador da competição, em votação popular.

    O artilheiro do Mengão falou ao site do clube sobre o seu desempenho na Copa São Paulo, e também agradeceu o apoio que recebeu da torcida rubro-negra.

    “Não fui artilheiro do campeonato, mas do time. Queria dedicar esse título individual e o da copinha para toda Nação Rubro-Negra. Agradecer a todos que estão no estádio, que estão em casa, acompanharam pela internet… Isso foi muito importante para a gente. Esse título da copinha é para vocês, Nação. Estamos juntos.”

    O jogador ressaltou a importância da conquista e ainda falou sobre a possibilidade de jogar no time profissional.

    “Com certeza o professor (Muricy) está observando e sabemos da importância de todo campeonato e sei que ele tá de olho na gente. A oportunidade que tivermos vamos aproveitar com muita humildade. Graças a Deus conseguimos levar esse título para a Gávea. O nosso grupo está de parabéns, sabíamos da importância da competição e da nossa dificuldade, mas com toda  garra dentro dos gramados a gente conseguiu”, completou.

    A Redação do Mundo Bola selecionou os cinco gols mais bonitos do Fla na Copinha. O gol de Vizeu, contra o Bahia foi um dos escolhidos.

    Felipe dos Reis Pereira Vizeu do Carmo, nasceu na cidade de Três Rios (RJ), mas passou boa parte da sua vida em Belo Horizonte, já que atuava pelo América Mineiro, o seu primeiro clube. De uma saída conturbada do Coelho à chegada empolgante no Urubu: no meio disso tudo o jogador ficou seis meses de “molho”. Felipe conheceu bem cedo as mazelas que o futebol de vez em quando proporciona. Por um momento pensou que sua carreira, que mal havia começado, teria chegado ao fim. A fé foi mais forte e a redenção aconteceu.

    A Copa São Paulo foi o terceiro título de Felipe Vizeu com o Manto Sagrado, antes já havia conquistado o Torneio Otávio Pinto Guimarães, em 2014, e o Campeonato Carioca Sub-20 (Taça Guanabara + Taça Rio + Torneio Super Séries), em 2015. Vizeu  tem vínculo com o  Flamengo até setembro de 2017, e o Mais Querido detém 60% do seu passe. O artilheiro vai completar três anos de clube e já soma 85 gols pelo Mengão.

     


    Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos93