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  • O Flamengo que a Nação quer ver! Apático contra o Vasco, raça foi destaque contra o Flu

    Cuéllar foi bem e expulso injustamente. Volante colombiano pode ser o símbolo de raça que faltava. Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

     

    Na partida contra o Vasco, há pouco mais de uma semana, o time do Flamengo foi fortemente criticado pela torcida e por parte da imprensa devido à falta de entrega e a apatia dos atletas diante de um clássico tão tradicional e acirrado. No último domingo (21), contra o Fluminense, o torcedor rubro-negro pôde notar uma mudança de postura e acompanhar uma equipe comprometida do inicio ao fim, mesmo com a vantagem no placar na maior parte do jogo.

    Apesar de o tricolor ter criado duas boas chances no começo da partida, o Fla jogou com uma intensidade tão grande que a vitória por apenas um gol de diferença não retratou o que realmente aconteceu nos 90 minutos. Com 58% de posse bola, os comandados de Muricy Ramalho conseguiram criar oportunidades de perigo e imprimir volume de jogo, diferente do que já ocorreu em outras ocasiões, quando o time ficou bastante tempo com o domínio da pelota e pouco produziu.

    Além disso, jogadores que vinham sendo bastante criticados conseguiram fazer uma boa partida. Destaque para César Martins, que só atuou devido ao descanso concedido ao veterano Juan e deu conta do recado, anulando o centroavante Fred e garantindo segurança no lado direito da defesa rubro-negra. Vale lembrar que César é um dos jogadores mais esforçados do time, apesar de poucas vezes corresponder à altura.

     

     

    Para jogar no Flamengo e cair nas graças da Nação, o jogador nem sempre precisa ser um primor em termos técnicos. Vários atletas que se destacaram pelo Mengão ganharam notoriedade através da entrega e dedicação, como no caso de Rondinelli, por exemplo. O “Deus da Raça”, como é conhecido, atuou por mais de dez anos no Flamengo e é um dos grandes ídolos da história do clube, tendo em vista que foi o autor do gol do título do Campeonato Carioca de 1978, após completar de cabeça o cruzamento de Zico e estufar a rede vascaína. Para muitos, foi esse gol que abriu o ciclo vitorioso do Mais Querido na década de 80.

    Utilizando um exemplo mais recente, pode-se citar Ronaldo Angelim. O autor do gol que deu o hexa-campeonato brasileiro ao Flamengo disse certa vez: “Eu me considero um torcedor, jogo com a alma. Procuro jogar com raça porque sou flamenguista desde criançinha e o mínimo que posso fazer é correr quando entro em campo.” O “Magro de aço” é um dos grandes ídolos da história recente do clube.

     

  • Olivinha destaca importância de manter o foco e exalta vitória rubro-negra

    (Foto: Bruno Lorenzo / LNB)

    No último sábado (20), o Flamengo tratou de deixar para trás a derrota para o Basquete Cearense e passou com tudo pelo Vitória no Tijuca Tênis Clube. O resultado trouxe não só a liderança do NBB 8 de volta, mas também confiança para seguir na fase semifinal da Liga das Américas, que acontece nos próximos dias 27, 28 e 29. Após a partida, Olivinha, dono de 16 pontos e 11 rebotes, falou com o Mundo Bola.

    O resultado negativo da última rodada fez com que o time fosse para esse duelo com outra postura. Diferente dos outros jogos, o FlaBasquete foi muito eficiente no ataque e conseguiu marcar 101 pontos. “A gente sabe que o jogo contra o Basquete Cearense foi atípico. Uma partida onde a gente não teve aproveitamento nos arremessos, tivemos uma boa defesa, mas nosso ataque não fluiu”, comentou Olivinha.

    “Viemos pros dois últimos treinamentos focando no ataque e deu bastante certo. Hoje foi completamente diferente. Nossa equipe conseguiu aproveitar as chances que teve, fazer uma alta pontuação. Quando isso acontece é difícil a gente perder”, adicionou o veterano.

    A vitória do Orgulho da Nação também foi importante para que o time pudesse reassumir a liderança, perdida na última rodada para o Bauru. O ala-pivô destacou o peso disso para a disputa da LDA: “É super importante, sem dúvidas. Com essa vitória a gente vai para a Liga das Américas com mais confiança, sabendo do potencial da nossa equipe. A gente sabe que vai ter só pedreira lá, então vamos bastante focados para tentar buscar a classificação”.

    (Foto: Bruno Lorenzo / LNB)

    Ainda sobre o torneio continental, ele adicionou que o grupo precisa estar focado para não ter problemas e ainda falou sobre o peso de ter o Brasília como adversário no Grupo F. “A gente sabe que é um campeonato de tiro curto, não podemos dar mole. Temos que ficar focados nos três jogos. Essa fase é mais difícil que a primeira, então se a gente perder o foco, sabemos que pode custar a classificação”, disse. “Acho positivo ter um time brasileiro porque a gente já sabe todas as características da equipe, sabemos como eles jogam. Acredito que a gente já estará preparado pra esse jogo e para os outros também”, completou o camisa 16.

  • Pitacos da vasco-feira #1 – Márcio Araújo de Cuéllar é…

     

    Falem aí, sérios e sacanas flamengos!!

     

    Estou pensando há tempos em fazer essa coluninha depois das rodadas de fim-de-semana. Para falar de modo descontraído sobre os acontecimentos mais marcantes das peladas que inflamam a nossa paixão flamenga. Falarei sobre o campo e o extracampo, longe de querer ser taxativo e chato, quero levantar questões de maneira leve e trazer vocês para os comentários da página. Afinal, o legal do futebol é discordar para concordar e concondar para discordar, né não?

     

    Fla x Flu em Brasília

    E não é que o time jogou com raça? Depois da justa derrota do domingo passado, o Flamengo jogou como Mengão diante do Fluminense. Conseguiu ser primoroso em alguns momentos. Não deixou a peteca cair nos quesitos vibração, gana, força, garra e demais adjetivos inerentes à essência máscula do CRF, os quais, de maneira alguma devem ser esquecidos por quem veste este pesado Manto Sagrado, glorificado de pé nas arquibancadas do mundo.

    Demorou ali uns minutos para encaixar a marcação, que contava com uma formação nova: Juan poupado e Massaraújo nos poupando.

    Com um escanteio de fazer chorar o narrador Luiz Carlos Junior, Mancuello mostrou como Cavalieri é um goleiraço, ao bater roupa na pequena área. Arão tava esperto, afinal, centroavante é centroavante…peraí…rs! Arão é o volante, cara!! Mas como caiu bem de vermelho e preto, galera. Aquele cabelinho afro correndo já começa a intimidar adversários. Ele não perdoa, Arão é seleção!

    Depois foi show até o apito encerrando a etapa. Saiu barato para o Flu, era pra estar perdendo por um placar mais elástico. Diego Souza chegou a dar graças a Deus por só terem tomado um gol. No segundo tempo ele voltaria firme e forte para ser o pior do jogo.

    Pois quem retornou encerrando o caô foi Guerrerô. Cabeçada fulminante antecipando-se ao péssimo Henrique que eu tanto quis que fosse contratado. Mérito também para o cruzamento de Rodinei, que parece que vai fazer mesmo ótima temporada com a camisa 2.

     

     

    Márcio Araújo de Cuéllar é…

    Acabou seu reinado Marcião. Depois da entrevista em que declaraste seus dotes futebolísticos, Muricy ficou bolado e te barrou. Tu esqueceste de dizer que é titular em tudo quanto é time por causa da misericórdia divina e todos sabem que os técnicos brasileiros nao perdoam a falta de religiosidade de seus comandados. Gustavo Leonardo Cuéllar Gallego foi tiro certo. Parabéns para a turma do software de mapeamento e desempenho que buscou o desconhecido colombiano de 23 anos. Esse tem futuro promissor com a camisa rubro-negra!

     

    Sheik, o pior

    Ontem não esteve bem. Aliás, espero que não seja titular quando Ederson ou até mesmo Alan Patrick estiverem a disposição.

     

    Mancuello não quis pisar no Tapete Tricolor

    Estão acusando-o de desrespeitar o escudo tricolor. A torcida do Fla enlouqueceu no estádio quando ele tirou o pano do seu caminho. Eu acho que não tem motivo para mimimi. Ele achou que o tapete atrapalharia na cobrança. Sei que tapete é assunto sério nas Laranjeiras, mas não vamos polemizar. O meia já até se desculpou.

     

     

    Mancuello contra o fanático que virou fanático do nada e agora está pegando no seu pé

    Mauro Cezar Pereira sempre foi Flamengo. Mas lá em São Paulo deve ser proibido dizer que é Flamengo. Então ele desenvolveu uma paixão pelo Racing, talvez para soltar no mundo o seu lado torcedor sem cornetas. Freud explica. Mas já está demais! E ele anda até fazendo troça com o seu verdadeiro — ou antigo, sei lá — clube de coração…

    Pois bem, o fanático e forçado torcedor do Racing quis tirar uma onda com Mancuello. No Twitter, logo após a partida contra o Flu, postou gol de um jogador qualquer lá do Racing contra o Independiente, ex-clube de Federico e maior rival do Racing do jornalista da ESPN com um recadinho para nosso meia, que não deixou barato na resposta.

     

     

    Será que Mancuello vai levar block depois dessa resposta?

     

    Tem que desenhar Muricy?

    Acho que sim. Onde está o técnico trabalhador que a gente tanto enaltece? Sim, porque acredito que todos sabíamos que o ano seria sem casa e que a diretoria CONTA COM ELE para conseguir bons resultados, apesar dessa adversidade. Vejo muitos torcedores dizendo que o Flamengo sabia há muito tempo que não teria o Maracanã disponível e não se planejou satisfatoriamente para a temporada. Eu já acho que a diretoria está fazendo muito bem em não ter planejamento algum. É importante ter sua casa definida? Claro que é! Contudo, acredito que este ano é uma boa oportunidade de rodar o Brasil jogando em bons estádios, para bons públicos, enchendo o combalido cofre do Mengo e fazendo a galera off-Rio feliz.

    Cabe ao técnico cobrar resultados de seus jogadores, com acúmulo de milhagens ou não. O sentimento de superação em torno de um momento não pode existir? Isso acabou no futebol? Acredito de verdade que não. Se um elenco se fechar em torno da ideia de que serão campeões de tudo INDEPENDENTE de qualquer coisa, tenho certeza que poderemos ganhar mais de uma taça este ano, porque o grupo é grande, tem opções e qualidade.

    Cabe ao técnico parar de enviar seus choramingos via imprensa. Muricy Ramalho é mais um técnico cria do futebol 7×1 que se instalou no Brasil nos últimos 20 anos. Acorda, cara! Vai trabalhar e conscientizar seus jogadores que eles podem ser campeões, que a diretoria precisa da renda de bilheteria para pagar os salarios em dia. Péssimo hábito, ficar criando escudo para futuros fracassos. Veste a camisa, cara!

     

     

    César Martins

    Eu não concordo com meu amigo José Peralta e milhares de outras mentes brilhantes, as quais respeito e aprendo muito. César Martins é bom zagueiro. Contratado pelo Benfica depois de uma temporada perfeita na Ponte Preta. Teve poucas oportunidades em Portugal, muito por conta do próprio planejamento do clube. Sabemos que eles contratam jovens valores brasileiros e esperam pacientemente sua maturação. Empréstimos são artíficios recorrentes das equipes lusas.

    >> Poucas oportunidades e eleito o melhor da rodada na Champions, César chega para ser titular

    Escrevi matéria sobre o jogador quando chegou e, espero desde então, que o cara se firme, ganhe confiança e seja realmente útil. Gosto particularmente de sua velocidade e poder de marcação. Contra o Cruzeiro, ano passado no Maraca, ele jogou demais. E ontem voltou a ser firme.

    No Twitter do Mundo Bola dezenas de pessoas disseram que ele foi o melhor da partida. E eu estou de acordo! Fred não se cresceu pra cima do Mengão ontem. Bem, ganhou algumas pelo alto sim, é verdade, mas o cara não teve oportunidades claras e isso se deve pelo bom trabalho do Martins.

    Será que não dá para arrumar um jeito de entrosar uma dupla Juan/Cesar Martins? Com o Juan caindo pela esquerda talvez…

     

     

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    Abraços do @DidaZico!

     

  • “Nosso time jogou muito bem” afirma Muricy após vitória sobre o Fluminense

    Guerrero observa a bola entrando após ganhar na cabeça de Henrique. Foi o primeiro gol do atacante em clássicos (Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

    Único a dar entrevista após a importante vitória, Fla 2 x 1 Flu, o técnico Muricy Ramalho era só felicidade na sala de entrevistas do Mané Garrincha em Brasília. O treinador fez questão de valorizar logo no início da coletiva, a ótima atuação da equipe até as expulsões de Cuéllar e Marcos Jr:

    Nosso time jogou muito bem. As expulsões prejudicaram o jogo, mais para o Flamengo, que estava melhor posicionado. A expulsão do Wallace achei exagerada. Mas o time foi bem, dominou a maior parte do jogo e mereceu ganhar.

    A enorme superioridade do rubro-negro no primeiro tempo foi comprovada nos números: 56% de posse de bola, 9 finalizações (6 no gol) e com 92% de precisão nos passes mostraram que o 1 a 0 parcial, com mais um gol de Willian Arão, era pouco. No início da segunda etapa, mantendo a supremacia em campo, Guerrero fez o segundo e tranquilizou a equipe até as expulsões. Para Muricy, essa partida estava sendo completamente diferente da derrota para o Vasco:

    Muito diferente (do jogo contra o Vasco). Hoje o time se portou muito bem. Teve a posse de bola e criou oportunidades no primeiro tempo, coisa que não fez contra o Vasco. Pouco a pouco vamos ajeitando o time. O Cuéllar foi muito bem, é um volante de força e muito bom passe. Mancuello também foi bem e sairia de qualquer jeito porque levou uma pancada forte. Tivemos posse de bola, trocamos passes e merecemos a vitória. Estamos no caminho certo, mas não podemos nos entusiasmar, porque equipe ainda está ganhando corpo.

    É um time muito ofensivo e para isso tem que ter uma transição boa. Os volantes têm que jogar e o meia tem que fazer essa transição. A chegada à frente hoje foi muito forte e isso me deixou feliz“.

    Muitos jogadores se destacaram na partida de hoje e ganharam elogios do treinador. O primeiro foi César Martins, apontado por parte da torcida como melhor em campo, que não jogava desde o ano passado:

    Há algum tempo ele não jogava e foi bem. O Wallace também cresceu demais. Tem que ser frio para analisar isso. Estamos nos ajustando, é difícil do dia para a noite. Por isso é importante chegar forte na Copa do Brasil e no Brasileiro. O campeonato não perdoa.

    O segundo foi Willian Arão, autor do primeiro gol. Para Muricy, o volante ajuda mais atacando do que na marcação e vai muito bem como “homem-surpresa”:

    É mais forte na frente do que na marcação. É um jogador muito perigoso quando vem de trás e faz gols. Hoje não cabe mais aquele volante brucutu. Fez uma boa dupla com o Cuéllar, são dois volantes que saíram bem para o jogo.

    O lateral-direito Rodinei, que teve sua melhor atuação com o Manto Sagrado, foi o último jogador que teve menção do treinador na coletiva. O camisa 2 teve sua força física e habilidade elogiadas pelo técnico:

    “Tem muita qualidade e força física para fazer o corredor o tempo todo. E para fazer isso tem que estar bem fisicamente. Levou o amarelo muito cedo. Isso ele ainda tem que dosar. Ali não é lugar de fazer falta, uma falta besta que leva amarelo e fica com receio o resto do jogo. Mas é um jogador que tem muita liberdade para atacar”.

    Muricy volta a cobrar definição sobre a “casa” do Flamengo 

    Sob olhar de Bandeira de Mello durante toda a coletiva, Muricy Ramalho voltou a lamentar mais partida longe do Rio de Janeiro e cobrou uma definição sobre um estádio fixo para o clube, já que o Maracanã ficará fechado até Outubro:

    “Aproveito que nosso presidente está aqui para dizer que temos que achar uma casa. Temos que nos reunir para achar um lugar. A parte econômica é importante, mas temos que achar esse lugar. Se esse lugar for aqui, a torcida foi excelente e o gramado é bom. O Campeonato Brasileiro dá poucas chances. Pular de um lado para outro arrebenta o time e depois tem a cobrança. Temos que estar atentos a esse problema.”

    Além de novamente comentar sobre uma “casa” para o rubro-negro, o treinador comentou sobre os desgastes com as viagens nesse início de ano:

    Teremos cuidado com a recuperação do time. Não é reclamação, mas não é fácil jogar e viajar. Muito complicado. Na quarta vamos viajar de novo, não por cima, mas por baixo. Por isso temos que fazer rodízio um pouco.

  • Atuações: César Martins anula Fred e Rodinei vai bem; Guerrero e Arão marcam

    PAULO VICTOR: Mais uma ótima partida do nosso goleiro. Fez grandes defesas, saiu rápido com as mãos e segue sendo importante com os pés. A chegada de uma sombra realmente forte na posição parece ter tirado ele da zona de conforto. Não teve culpa no gol do adversário. NOTA 7,5.

    RODINEI: Parece ainda não estar pronto pra ser tudo que se espera dele. Em alguns momentos comete erros infantis e em outros acerta a cabeça do principal atacante do time. Fôlego infinito, parece estar na defesa e no ataque ao mesmo tempo. Precisa aprimorar os cruzamentos para repetir o passe para o segundo gol do Mengão.  NOTA 7,5.

    CÉSAR MARTINS: Substituiu Juan a altura. Muito questionado em 2015 e com partidas medianas na pré-temporada, jogou com confiança e protegeu bem o lado direito da nossa defesa. Se servir para avaliação, nosso técnico vai ter uma boa dor de cabeça após essa partida.  NOTA 8.

    WALLACE: Vinha bem, com segurança e marcando muito bem o ataque do Fluminense, mas durante o segundo tempo comprometeu inteiramente sua atuação e o resultado do jogo. Cometeu a falta que resultou no gol adversário e deu um chutão bobo após uma marcação de falta e foi expulso de forma absolutamente desnecessária.  NOTA 6.

    JORGE: Partida eficiente. Segue limitado ofensivamente devido a pouca cobertura e insistência mínima dos articuladores do time em jogar por aquele lado. Defensivamente segue dando conta do recado no seu lado do campo. NOTA 7.

    CUELLAR: Fez a torcida não sentir falta alguma do titular da posição. Buscou a bola entre os zagueiros, articulou jogadas no meio e ajudou bastante nas laterais, porém se envolveu numa briga boba e acabou sendo expulso. Poderia ter nota maior.  NOTA 6,5.

    WILLIAN ARÃO: Teve uma ótima movimentação, atuou bem no ataque e na defesa, marcou seu gol e segue mostrando que tem muita importância no esquema tático de Muricy. Quando o jogo ficou conturbado, cometeu uma sequência de erros de passe e, em alguns deles, colocou o time em maus lençóis.  NOTA 7,5.

    MANCUELLO: Parece ter recebido alguma orientação de Muricy Ramalho. Veio buscar o jogo no meio e na lateral esquerda, trabalhou com bastante movimentação no meio e apoiou em diversos lances a defesa. Não deveria ter saído do time quando Cuellar foi expulso.  NOTA 7.

    CIRINO: Partida que justificou, mais uma vez, a insistência de Muricy em contar com ele esse ano. A cada dia que passa, ele se sente mais confiante e busca as jogadas em velocidade incomodando a defesa adversária. Contribui muito na defesa também e sempre ajuda o time pelo lado direito. Com chute de longe quase marca um golaço.  NOTA 7,5.

    SHEIK: Partida melhor que suas últimas atuações. Foi menos fominha que geralmente tem sido e foi muito mais eficiente. Quando se comporta dessa forma em campo, sua qualidade técnica sobressai e o time ganha. Ficou bastante recuado após a primeira expulsão e pouco produziu ofensivamente daí pra frente. No fim, sentiu e Everton entrou em seu lugar.  NOTA 6,5.

    GUERRERO: Partida clássica de camisa 9. Nosso atacante se movimentou bastante, apareceu pelos lados, se posicionou entre os zagueiros, fazendo o papel de atacante clássico, veio buscar o jogo no meio, sofreu faltas e numa cabeçada inteligente deixou o seu.  NOTA 8.

    MÁRCIO ARAÚJO: Precisou entrar pra recompor o time após a expulsão de Cuellar e fez seu papel. Roubou algumas bolas e seguiu fazendo passes simples pra não comprometer o time. NOTA 6.

    EVERTON: Entrou no lugar do Sheik pra deixar o time com gás para aguentar a pressão tricolor, mas não fez nada positivo. Ainda perdeu bola no meio-campo, ocasionando a expulsão de Wallace. NOTA 5,5.

    GABRIEL: Pouco tocou na bola. Sem nota.

  • Com domínio em quase toda a partida, Flamengo vence por 2×1 em Brasília

    Arão fica “invisível” ao ser abraçado pelos companheiros. Jogador fez o primeiro da vitória. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

     

    Após vitória contra o América-MG pela Primeira Liga no meio de semana, o Flamengo retornou a campo nesse domingo (21). Dessa vez, a partida foi válida pela quinta rodada do Campeonato Carioca e o adversário foi o Fluminense. Pela primeira vez na história a dupla Fla x Flu disputou um jogo válido pelo Estadual fora do Rio de Janeiro.

    Com o maior público do campeonato até aqui, a torcida rubro negra mais uma vez marcou presença e foi maioria esmagadora no estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde a partida foi realizada.

    Com o resultado do confronto, o rubro-negro aumenta a vantagem que tinha em disputas realizadas fora do Rio contra o Fluminense. Agora o Flamengo tem 6 vitórias em 17 jogos disputados, contra apenas 2 da equipe tricolor e 9 empates.

     

    PRIMEIRO TEMPO DE DOMÍNIO RUBRO-NEGRO
    O Flamengo dominou o primeiro tempo e conseguiu movimentar bem a bola e criar jogadas de perigo ao longo de toda primeira etapa da partida. Rodinei se mostrou uma boa opção para lateral e conseguiu criar jogadas de perigo.

    No meio, Arão e Mancuello tiveram boa movimentação e foram fundamentais para o bom desempenho no primeiro tempo da equipe. Dos pés de Mancuello saiu a bola que sobrou para Arão finalizar e marcar o primeiro gol, após falha de Cavalieri.

     

    CONFUSÃO E EXPULSÕES MARCARAM SEGUNDA ETAPA
    O Flamengo voltou bem do intervalo e logo aos 2 minutos da segunda etapa aumentou a vantagem no marcador. Após lindo cruzamento de Rodinei, Guerrero finalizou com sucesso para o gol e colocou o Flamengo com 2 gols de vantagem no placar.
    Logo depois do segundo gol rubro-negro, uma confusão se instaurou no campo. Cuéllar e Marcos Júnior caíram em disputa de bola e ao ser agredido pelo camisa 5 do Fluminense, Pierre, Cuéllar revidou dando início a um tumulto generalizado. O resultado da confusão foi uma expulsão para cada lado: Cuéllar pelo Flamengo e Marcos Júnior pelo Fluminense.

    Já no final da partida, o capitão Wallace recebeu o segundo amarelo, depois de chutar a bola para longe, após o árbitro marcar falta para o Fluminense, e acabou expulso aos 42 minutos do segundo tempo. Com isso, o jogador cumprirá suspensão no próximo jogo e, quando retornar à equipe, continuará pendurado por cartão amarelo.

     

    BOA SITUAÇÃO NO CAMPEONATO
    Com os 3 pontos conquistados sobre o Fluminense, o Flamengo chega a 10 pontos e agora é vice-líder do Grupo B, atrás apenas de Botafogo, que tem 15 pontos. O próximo desafio da equipe é contra a Cabofriente na próxima quarta feira (24) e a partida será disputada em Macaé, no Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, o Moacyrzão.

     

    MURICY DESTACOU BOA ATUAÇÃO DA EQUIPE
    Após o jogo, Muricy falou sobre a boa partida que a equipe realizou e o domínio de bola ao longo dos 90 minutos. O ténico ainda destacou a importância de ganhar um clássico, além de comentar as expulsões ocorridas na partida.
    “É clássico. Nosso pensamento era de ganhar, porque dá moral. Nosso time jogou muito bem. As expulsões prejudicaram o jogo, mais para o Flamengo, que estava melhor posicionado. A expulsão do Wallace achei exagerada. Mas o time foi bem, dominou a maior parte do jogo e mereceu ganhar”, concluiu o técnico rubro-negro.

     

    Ficha Técnica

    Time: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, C. Martins, Jorge; Cuéllar, Willian Arão, Mancuello (Márcio Araújo); Marcelo Cirino (Gabriel), Emerson (Éverton) e Guerrero

    Cartões Amarelos: Flamengo – Jorge, Rodinei, Guerrero e Wallace / Fluminense: Léo Pelé, Douglas e Renato Chaves

    Cartões Vermelhos: Flamengo – Cuéllar e Wallace / Fluminense: Marcos Júnior
    Arbitragem: Bruno Arleu de Araújo
    Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha

    Público: 32.024 pagantes / 32.024 presentes
    Renda: R$ 2.388.360,00

  • Universidade Rubro-Negra

     

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    Gerrinson R. de Andrade | Twitter: @GerriRodrian

     

    Sei não. Alguém já vendeu esse peixe?
    Em todo caso, passo aqui pra deixar no registro que a ideia é minha.

    A parada é sem caô: pelo menos 1 milhão, tenho certeza,
    faz o vestibular pra ser calouro na Universidade Rubro-Negra.

    Instituição de ensino pra ensinar Flamengo em profundidade,
    formando bacharel, mestre, doutor e PHD.

    Nota de corte lá em cima,
    pra selecionar as maiores cabeças de todos os cantos do país.

    Mensalidade com preço justo,
    bolsa para os mais carentes.

    Campus na Gávea, mais a versão EAD na internet,
    todo mundo querendo ser bacharel em Flamengo,
    todo mundo estudando como filho de alemão.

    Na disciplina de História Geral,
    os éons, as eras e períodos do tempo mengológico.

    Aluno vai aprender sobre o ProteroZico, o PaleoZico, MesoZico e CenoZico.
    Vai se aprofundar nos caminhos e descaminhos, de Pullen a Guerrero.

    Nas aulas de Economia,
    as estratégias e fórmulas para administrar o clube de futebol mais bonito de todo o planeta.

    Em Estatísticas,
    todos os dados que comprovam a superioridade rubro-negra, na vida e no campo.

    Mais matéria de Cultura Rubro-Negra,
    para saber de tudo o que o Flamengo já fez por este país.

    E mais ainda uma porção de aulas,
    numa grade curricular que exija dedicação e estudo.

    Aluno vagaba e malandrinho tomará fumo,
    ficará de DP e será expulso – se reincidir na bobeira.

    A Universidade Rubro-Negra o aluno faz é por paixão pelo saber.
    O formando pega o diploma e põe na parede da sala, vira doutor e mestre missionário.

    Vai multiplicar seu saber, vai montar escolinha nos cantos do Brasil,
    mestre ensinará criança, ensinará adolescente, ensinará adulto.
    Mestre ensinará velho, ainda vivo na vida.

    Cada mestre levará conhecimento,
    o conhecimento expandirá o intelecto,
    o intelecto produzirá o novo.

    Que venha a Universidade Rubro-Negra.

    Que nessa outra escola com 40 milhões de matriculados, tem de tudo.

    Tem o nerd nota dez.
    Tem bagunceiro do fundão que só passa colando.
    Tem folgado que cabula pra ficar no boteco.
    Tem o repetente que zera em História, Geografia e Dignidade.

    Orra, é Mengo!

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença!


    Gerrinson R. de Andrade escreve no Blog Orra, é Mengo, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.

     

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  • Carta a EBM: se a diretoria não demonstra fome, os jogadores o farão?

     

    Autor: Adriano Melo, publicado originalmente no Blog butecodoflamengo.com

    “Senhor Presidente,

     

    É a primeira vez que me dirijo ao senhor nesses três anos.

    Antes, permita-me uma apresentação rápida. Sou sócio, votei no senhor, aliás me despenquei de Salvador até o Rio para votar. Sou adepto e entusiasta da sua administração.

    Sempre bom frisar esse tipo de coisa para que não se me confira um inadequado viés político, porque tudo hoje em dia parece ter conotação eleitoral, manifesto, terceiro turno, blá. As linhas que seguem não refletem situação, oposição e muito menos as palavras da mais nova praga digital, a do “isentão”, que critica por criticar, para parecer “independente”.

    Acho que basta de prolegômenos, Senhor Presidente.

    Daí que vim aqui para falar de um assunto chato. Incômodo.

    O senhor, decerto, acompanhou os acontecimentos do último domingo, lá naquele estádio encravado nos arredores de São Cristóvão. Quero falar um pouco daquilo. Do jogo, dos seus antecedentes e de seus efeitos.

    Time jogou mal, não é? Fez um primeiro tempo razoável, equilibrado, com boa postura, revidando as pancadas, realmente deu a impressão de que estávamos diante de um grupo com certa fome. Criou chances de gol, essas coisas.

    Pense em Biguá

    Mas tudo ruiu no segundo tempo, Senhor Presidente. Fomos engolidos, mastigados e cuspidos. Qual um olaria da vida, Senhor Presidente. Mal passamos da intermediária. Eu contei, Senhor Presidente. Depois dos 25 minutos não ganhamos UMA bola dividida. UMA bola dividida num clássico. Fomos encurralados como ratos, Senhor Presidente. Bola na trave, defesa difícil do goleiro, o diabo, Senhor Presidente. Até o esperado golpe final, já nos descontos.

    Alguém frisará, foi uma tarde ruim.

    Todos temos tardes ruins, Senhor Presidente, lá isso é verdade. Há dias em que a coisa simplesmente não anda, que nada dá certo, que o espírito coletivo é tomado por alguma apatia mesmo, e todo o planejamento técnico, tático, arrisca afundar água abaixo. Não nego o fato.

    Acontece, Senhor Presidente, que essa foi a sétima “tarde ruim” seguida contra o MESMO adversário. Repito, a sétima. Sétima, Senhor Presidente.

    Deixa eu falar uma coisa pro senhor. 2013 era a tal terra arrasada, 2014 houve aquele entusiasmo excessivo pela Libertadores que gerou uma ressaca perigosa e 2015 foi comprometido pelos erros na montagem inicial do elenco, além da questão da eleição (que não vou desenvolver aqui). No entanto, de uma forma ou de outra, nós entendemos a mensagem de reconstrução, tivemos uma paciência inusitada, brigamos na defesa do modelo adotado, vislumbrando um trabalho de reestruturação, de longo prazo, dessas coisas todas. Engolimos toda uma plêiade de reveses (também houve esparsas alegrias), suportamos toda uma miríade de humilhações e constrangimentos, esperando o pote de ouro no fim da estrada de tijolos amarelos.

    Mas isso não é eterno, Senhor Presidente. A carência acabou. Tá na hora do resultado.

    Não esqueça Tomires

    Senhor Presidente, a gente aceita perder. A derrota dói, incomoda, fere. Mas a gente assimila, desde que tenha sido colhida apesar da luta, da briga, do inconformismo, da postura altiva, da ATITUDE em campo. Somos vencedores em essência, Senhor Presidente. Nascemos entre os grandes, já surgimos alinhados ao escol do futebol nacional. A fibra, o denodo, o élan, está em nosso sangue, do torcedor ao ponta-esquerda, passando pelo médico, pelo roupeiro, por quem quer que vista as sagradas cores negra e encarnada da nossa bandeira. São valores, sinais de identidade, Senhor Presidente. Cada flamengo carrega em suas entranhas a inextinguível e ardente chama que se alimenta do sangue e do suor derramado nas encarniçadas batalhas intrínsecas às grandes vitórias, às conquistas que se perpetuarão gravadas nos anais da história.

    Isso não pode ser tirado de nós, Senhor Presidente.

    Honre Moderato

    Vou dar um exemplo. Não, não quero citar decantados exemplos de Zico, Zizinho, Dida. Retroagirei exatos 100 anos, aterrissando na temporada de 1916. Não foi um bom ano, Senhor Presidente. O Flamengo começava a viver uma fase de transição, a vitoriosa geração que forjou a criação do Departamento de Esportes Terrestres começava a sair de cena, e o time não logrou obter nada mais expressivo do que um opaco quarto lugar no Campeonato da Cidade. Daí, Senhor Presidente, que nesse ano, mais precisamente em 29 de outubro, enfrentamos o Botafogo no nosso campo inaugurado poucos meses antes, na Rua Paysandu. O time estava mal e foi dominado desde o início pelo rival, que não demorou para abrir 3-1 no placar. Lutamos, brigamos, mas o Botafogo sustentava a vantagem e quase nos goleou. O tempo escoava, mas nosso torcedor não arredava pé do estádio. O time levando um baile, e o torcedor lá, balançando seus chapéus e lenços, gritando “Fla-men-goal”, Senhor Presidente. E então, a dois minutos do fim, o Nery, nosso zagueiro e capitão, se aventurou ao ataque e diminuiu. Viramos bichos, Senhor Presidente. E a seguir, na última bola do jogo, o mesmo Nery meteu o gol de empate. As arquibancadas, tinta ainda fresca, foram abaixo. “Fla-men-goal, Fla-men-goal!”, teve jogador nosso quase desmaiando do esforço. 1916, Senhor Presidente. CEM anos atrás, Senhor Presidente. Um time não tão forte, num momento ruim, mas que honrava a camisa, jamais se entregava. Como praticamente todos os que se seguiram desde então. Um Flamengo que, quando estava perdendo, suscitava a máxima, “se diminuir, empata”, “se empatar, vira”.

    Eu faço acrobacias, dobro-me em verdadeiras cambalhotas mentais, entrego-me a lisérgicos exercícios de imaginação, tentando transpor para o nosso momento atual, com o nosso time atual, um cenário em que estivéssemos perdendo um clássico por 2-0 e em que empatássemos nos minutos finais. Só me ocorrem frouxos de riso, Senhor Presidente. Risos frouxos. Frouxos.

    Senhor Presidente, nosso torcedor foi segregado a tapumes, qual gado, num gueto de cimento quente, com sol na cara, sem água pra beber, sujeito a porrada, a tiro, a mijo, a pedrada. Mesmo quem não se dignou a expor sua integridade física e mental e se manteve em casa estava sequioso, Senhor Presidente. Estava clamando por uma atuação que mostrasse a todos do que somos feitos, qual nossa verdadeira essência, nossa força. Queríamos que aqueles onze jogadores, de alguma forma, nos representassem, Senhor Presidente. Que colocassem em campo nossas cores. Nosso coração. Nossa alma.

    E o que se viu foi aquilo, Senhor Presidente. O nosso goleiro fazendo cera pra segurar o “precioso” empate.

    Encarne Rondinelli

    Senhor Presidente, fomos jogar em São Januário para torcida única. Quem conhece minimamente o espírito que move as rivalidades locais tem ideia do que isso significa. Não me interessa o contexto, Senhor Presidente. Aquiescemos, sem dizer UMA palavra em contrário, em participar de uma situação que, por si só, feriu de morte nossa dignidade institucional. Fomos tratados como camundongos, Senhor Presidente. Chegamos ao estádio camuflados, quase escondidos em ônibus de carreira. Nosso representante foi enxotado a pontapés da Sala de Arrecadação. Quebraram lá uma ou outra louça, aceitamos nos cobrarem o reparo do banheiro inteiro, Senhor Presidente. Fomos achincalhados dentro e fora do campo. E o nosso goleiro fazendo cera, Senhor Presidente.

    Senhor Presidente, o Flamengo não poderia colocar os pés naquele estádio, diante daquelas circunstâncias. E, se tivesse falado minimamente grosso, esse jogo não seria lá. Ministério Publico a favor, imprensa doida para criar clima de guerra. Torcida única, Senhor Presidente?

    Não nos iludamos, Senhor Presidente. A postura de uma equipe em campo reflete a cultura de toda uma organização, de uma instituição. Por mais competitiva que seja a mentalidade de um profissional da envergadura de um Muricy Ramalho, ela somente permeará o espírito de um grupo se ela estiver fundamentada nos mesmo pilares de cobrança e exigência de toda a cúpula. Do Departamento de Futebol. Da Administração. Vem de cima, Senhor Presidente.

    Brigue como Almir Pernambuquinho

    Porque, a partir do momento que o clube aceita jogar no estádio inimigo, sem torcida, recebendo sua cota do inimigo como esmola, se esconde em ônibus de carreira, é espezinhado em rede nacional na véspera do jogo e responde com palavrinhas refinadas e sutis (aquilo do “falar russo” é o tipo de ironia que eu fazia no meu tempo de escola) em vez de apresentar atitudes firmes e convictas, a partir do momento em que se escuda e se escora no raso e fácil argumento do “somos minoria no Arbitral”, Senhor Presidente, isso tudo transmite uma sensação de falta de firmeza, de cupidez, de leniência, de bovina resignação à exposição e ao enlameamento do nome da instituição. E isso transborda, mas transborda de forma farta, ampla, caudalosa, no corpo funcional, no “chão de fábrica”. Se a Diretoria não demonstra fome, os jogadores o farão?

    Estou terminando. Sei que o trabalho administrativo levado a cabo no Flamengo nesses últimos três anos tem sido exemplar, modelo, prêmio de gestão, enfim. É um trabalho sem precedentes para que o ranço obsoleto e amadorista seja extirpado da Gávea e o clube passe a ser gerido de forma compatível com sua envergadura. Nunca mais o atraso, o amadorismo, as gestões predatórias. Mas ganhar do Vasco é coisa anacrônica?

     

    É só isso, Senhor Presidente”.

     

    Autor: Adriano Melo, publicado originalmente no Blog butecodoflamengo.com

  • “Não podemos vacilar”, diz Marcelinho após vitória arrasadora no NBB

    (Foto: Bruno Lorenzo / LNB)

    Após uma derrota por apenas um ponto para o Basquete Cearense na última quarta-feira (17), o Flamengo voltou a jogar pelo NBB e passou o trator por cima do Vitória, vencendo por 101 a 53. Após a partida, o Mundo Bola conversou com Marcelinho Machado e o capitão do FlaBasquete enfatizou a importância de um resultado assim às vésperas da estreia na fase semifinal da Liga das Américas.

    Foi um bom jogo. Depois de uma derrota a gente tinha que fazer uma partida boa como essa. Antes de um momento importante que a gente tem pela frente, que é a fase semifinal da Liga das Américas. Foi um grande jogo“, analisou o ídolo rubro-negro.

    A mudança de comportamento da equipe nas duas partidas foi perceptível. A defesa permaneceu forte, mas o ataque foi mais eficiente e o jogo coletivo funcionou perfeitamente. “A postura acho que foi a mesma. A defesa foi muito boa novamente, porque contra o Basquete Cearense também foi. Mas foi bom a gente dar uma resposta depois de uma derrota. Vínhamos de uma sequência muito grande de treze vitórias seguidas, então acho que foi bom pra gente fazer uma partida tão boa quanto essa“, disse Marcelinho.

    Por fim, o capitão do Orgulho da Nação ainda destacou a experiência do grupo e como isso pode pesar na próxima fase da LDA 2016. “Acho que nosso time já tem bastante experiência nesse torneio, não só dessa primeira fase, como dos outros anos. É um campeonato de tiro curto, acho que isso é o mais importante da gente saber. Não podemos vacilar. Primeiro jogo já é contra o Brasília, um rival nosso e um grande time. Então a gente tem que começar com o pé direito, fazendo nosso melhor jogo pra poder vencer e poder até garantir uma classificação no segundo jogo“.

    Agora o FlaBasquete volta toda atenção para a competição continental. Na próxima semana, o time da Gávea viaja para Barquisimeto, na Venezuela, para enfrentar  o Brasília, o Correcaminos Colón, do Panamá, e o Guaros de Lara, dono da casa, nos dias 26, 27 e 28.

  • Voltando ao normal! Fla massacra Vitória, impõe recorde e retorna à liderança do NBB

    (Foto: Bruno Lorenzo / LNB)

    Após a derrota para o Basquete Cearense, 67 a 66, o FlaBasquete retornou à quadra em mais uma rodada do Novo Basquete Brasil 8 para enfrentar o Vitória (12º) na tarde de sábado (20), no Tijuca Tênis Clube. Buscando voltar a liderança da competição, o técnico José Neto mandou a quadra o seguinte time: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Rafael Mineiro e Jerome Meyinsse. Já o rubro-negro baiano buscava se afastar das últimas posições e para isso o técnico Régis Marrelli mandou a quadra o seguinte quinteto: Kojo, Jason Smith, Edu, Calvo e Renan. 

    A partida começou com domínio do armador Rafa Luz que particpou dos cinco primeiros pontos da equipe, 3 pontos e 1 assistência, e de Jason Robinson que com uma bola de três fez com que o Mais querido abrisse 8 a 2. Priorizando só o jogo interno no início da partida, a equipe baiana chegou a diminuir a diferença para dois pontos, 8 a 6, mas com um jogo coletivo como há muito tempo o atual tricampeão do NBB não mostrava, conseguiu segurar o Leão, forçando um tempo de Régis Marrelli.

    Após o tempo, o FlaBasquete abriu sua maior vantagem com quatro pontos seguidos de Rafael Mineiro, 14 a 7. Ainda sob a batuta de um polivalente Rafa Luz, os comandados de Neto continuaram jogando melhor e abriram 19 a 9, e com a segunda unidade inteira em quadra, Ramon deu números finais ao quarto: Fla 22 a 11. Os destaques do quarto foram Rafa Luz (FLA) com 5 pontos e 3 assistências, Rafael Mineiro (FLA) com 6 pontos, Marquinhos (FLA) e Feliz (VIT) ambos com 3 rebotes cada.

    Marcelinho e JP Batista abriram o segundo quarto colocando a maior vantagem na partida, 29 a 13, mas o rubro-negro baiano não se deu por vencido e anotou cinco pontos seguidos, trazendo o placar para 29 a 18 mas mesmo assim Marrelli não estava satisfeito com sua defesa e parou novamente a partida. Após o tempo, Marquinhos enfim desencantou na partida anotando seus cinco primeiros pontos, Olivinha e JP anotaram duas cestas e, mesmo com a defesa falhando mais que no 1Q, o Orgulho da Nação conseguiu abrir ainda mais frente no placar com sua maior vantagem, 40 a 22. A partir disso o Vitória se perdeu de vez e, dando show, o Flamengo terminou o segundo quarto vencendo por 48 a 22 (20 a 11 para o Fla no período). Os destaques do quarto foram JP Batista e Olivinha (FLA) com 4 rebotes cada.

    (Foto: Bruno Lorenzo / LNB)

    Na volta do intervalo, o Leão voltou melhor e com duas bolas de três cortou a desvantagem para 20 pontos, 48 a 28, mas com seis pontos seguidos de Marquinhos, o maior rubro-negro do mundo voltou a aumentar a vantagem, 54 a 28. Trocando cestas, as duas equipes melhoraram seus aproveitamentos de quadra e o FlaBasquete continuou levando a mellhor, abrindo a maior vantagem na partida, 61 a 33, forçando tempo de Régis Marrelli.

    Após o tempo, o massacre continuou e o Orgulho da Nação continuou passeando sobre um abatido Vitória abrindo 68 a 33, forçando outro tempo de um irritado Marrelli. Após o outro tempo, o Vitória seguiu sem reação e o rubro-negro carioca ainda aumentou a sua vantagem e foi para o último quarto vencendo por 75 a 37 (27 a 15 no período). Os destaques do quarto foram Marquinhos (FLA) com 9 pontos e Rafa Luz (FLA) com 4 assistências.

    No último quarto, o rubro-negro fez uma corrida de 5 a 2 para abrir o período e forçar outro tempo de Marrelli, 80 a 39. Após o tempo, seguiu o monólogo do Orgulho da Nação que continuou abrindo enorme vantagem e terminou a partida, vencendo por 101 a 53. Foi a maior vitória dessa edição do NBB 8! É o FlaBasquete honrado a sua torcida.

    O próximo compromisso do Orgulho da Nação é no dia 29/02 às 18h45min contra o Brasília pela fase semifinal da Liga das Américas, que será disputada em Barquisimetro (VEN). A partida terá transmissão do Sportv e tempo real do @Mundo Bola_CRF .

    Destaques do Flamengo:

    Pontos: Olivinha com 16 pontos

    Rebotes: Olivinha com 11 pontos

    Assistências: Rafa Luz com 9 assistências