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  • Lucas Evangelista revela rotina extrema, investimento do próprio bolso e celebra retorno recorde aos gramados

    O futebol costuma testar o limite físico e mental dos atletas da noite para o dia. Para o meia Lucas Evangelista, o susto veio de forma silenciosa. Afastado dos gramados por conta de uma lesão inesperada, o jogador transformou a frustração do diagnóstico em uma verdadeira obsessão pela recuperação.

    ➕ Palmeiras 1×0 Novorizontino: ficha técnica e estatísticas – Paulista 2026

    De volta aos treinamentos após um longo período de inatividade, o atleta abriu o jogo sobre os bastidores de seu tratamento e surpreendeu ao detalhar o nível de sacrifício exigido para contrariar os prognósticos mais pessimistas.

    O susto silencioso e o diagnóstico

    O mais frustrante para um atleta de alto rendimento é se machucar quando o corpo não dá sinais de desgaste. Evangelista confessou que foi pego totalmente de surpresa pela contusão.

    “Foi uma lesão inesperada, não estava me sentindo mal nem nada. Lidei de uma maneira tranquila. Estava no meu controle, estava cuidando, me dedicando. Acredito que acontecem coisas que a gente não entende, mas Deus está no controle de tudo”, relatou o meia, demonstrando forte apego à fé e à resiliência psicológica para encarar o processo.

    A rotina insana e a “clínica” em casa

    Quando o departamento médico estipulou o prazo otimista de quatro meses para o retorno, o meia decidiu que faria de tudo para transformar o “melhor cenário” em realidade. Para isso, ele montou uma rotina extrema de reabilitação.

    “Foi bem cansativo. Foram dois períodos de fisioterapia. Manhã, almoça, tarde, e até a noite. Comprei alguns aparelhos para melhorar. Tudo que estava ao meu alcance, fiz”, revelou o jogador, destacando o investimento do próprio bolso e o comprometimento em três turnos diários para acelerar a cicatrização.

    Meta cumprida e fome de títulos

    Todo o suor e o investimento fora de campo deram resultado. Cumprindo à risca o prazo estipulado pelos médicos, Lucas Evangelista já respira os ares do campo novamente e projeta uma retomada em alto nível.

    “Tinham comentado que no melhor cenário seriam quatro meses. Voltei a treinar com quatro meses, então, foi um sucesso. É continuar ganhando espaço e sempre em busca de título”, celebrou o atleta, deixando claro que a lesão já é página virada e que o foco agora é voltar a ser protagonista na temporada.

  • Como pode um título atestar ao mesmo tempo a imensa superioridade e o incrível amadorismo do Flamengo?

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    Um pouco como se a Rayssa Leal tivesse ido de patins disputar um campeonato de skate ou a Confederação Brasileira de Vôlei mandasse uma dupla direto da praia pra enfrentar seis caras num jogo de quadra. Talvez um esquiador ir de sunga e chinelos pra uma prova das Olimpíadas de Inverno? Ou mesmo enviar seu sobrinho de 16 anos segurando uma faquinha plástica direto pro ringue do UFC.

    Foi mais ou menos esse o nível de descaso, confusão e amadorismo apresentado pelo Flamengo na disputa do Campeonato Carioca 2026. Começamos o torneio com o time sub-20 que apanhou de maneira sistemática, aí colocamos o time principal absolutamente fora de forma para também se envolver em constrangimentos e por fim demitimos um treinador logo antes da final pra trazer um outro cidadão que teve quatro dias no clube e escalou o mesmo time base do treinador demitido.

    E ainda assim, mesmo com todo esse caos, toda essa confusão, todo esse absoluto despreparo, o Flamengo conquistou seu 40º título estadual. Com um futebol abaixo da crítica, com atuações medonhas nos clássicos e jogando bem apenas contra times pequenos de baixíssimo investimento, o Flamengo ainda assim foi, mais uma vez, o melhor time do Rio de Janeiro.

    O que diz muito sobre a gestão de padaria do nosso futebol, em que Bap manda e desmanda com decisões baseadas em ego, birra e convicções pessoais. No Flamengo as coisas que o presidente leu no Twitter importam mais que o planejamento de um departamento, na Gávea uma birra de dirigente pode levar um técnico campeão de tudo a ser demitido menos de três meses depois de quase ganhar um Mundial. A gente que se vire.

    Mas isso também diz muito sobre o abismo que existe entre o Flamengo e os outros times do estado. Porque mesmo num nível de absoluta bagunça, mesmo se sabotando de todas as formas, mesmo entrando no ringue com uma mão amarrada nas costas, uma venda nos olhos e fones tocando Linkin Park em altíssimo volume, o Clube de Regatas do Flamengo ainda conseguiu derrubar todos os seus adversários e aumentar ainda mais a sua superioridade local.

    Não que seja exatamente algo a ser comemorado. Já faz bastante tempo que um título estadual vale muito pouco para qualquer clube grande, e para um com as ambições do rubro-negro, aí que ele vale menos ainda. Alterar o planejamento da temporada pensando em uma competição tão pequena foi uma atitude não apenas temerária como claramente burra da parte do presidente e que não apenas já vem cobrando seu preço como pode custar ainda mais caro lá na frente.

    Mas como tudo que envolve o Flamengo, a expectativa era ganhar e sim, nós ganhamos. Pela 40ª vez. Mas como falei antes, nossas ambições e desafios são maiores. E ainda que a maneira como ganhamos esse Carioca sirva pra lembrar o quão superiores somos em relação aos adversários locais, a maneira como ele foi conquistado nos lembra também o quanto precisamos evoluir pra enfrentar os times bem melhores que teremos pela frente. Os títulos finalmente estão em dia, mas o futebol segue em falta. 

  • Vitor Roque detalha sacrifício físico antes da final e celebra título do Palmeiras

    Vitor Roque detalha sacrifício físico antes da final e celebra título do Palmeiras

    As finais de campeonato costumam separar os bons jogadores daqueles que ficam marcados na história. E na decisão do Campeonato Paulista de 2026, Vitor Roque garantiu o seu lugar na galeria de heróis do Palmeiras. Autor do gol que decretou a vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino no Estádio Jorjão, o atacante viveu uma semana de tensão e dores que a torcida alviverde sequer imaginava.

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    Logo após levantar a taça, o camisa 9 abriu o jogo sobre os bastidores da sua preparação para a finalíssima, revelando que quase ficou de fora do duelo decisivo por conta de um problema físico herdado nas fases anteriores.

    O sacrifício no tornozelo e o “intensivão” médico

    Para estar em campo e decidir o jogo, Vitor Roque precisou de um trabalho intensivo do renomado Núcleo de Saúde e Performance do Palmeiras. O atacante vinha sofrendo com dores no tornozelo após pancadas recebidas no Choque-Rei contra o São Paulo e chegou a ser ausência nas atividades com bola comandadas por Abel Ferreira.

    “Agradecer a todo o núcleo de performance do Palmeiras que vem fazendo esse trabalho comigo, específico no tornozelo, que tomei pancadas contra o São Paulo. Nesses tratamentos, perdi alguns treinos”, confessou o jogador, destacando a corrida contra o tempo para estar à disposição da comissão técnica.

    A recompensa: Gol do título e primeira taça

    Todo o sacrifício na maca do departamento médico foi recompensado da melhor forma possível. Quando o jogo estava empatado, tenso e o Novorizontino ameaçava uma pressão, foi Vitor Roque quem apareceu para mostrar seu faro de artilheiro, marcar o segundo gol palmeirense e matar o confronto.

    Aliviado e eufórico, o atacante não escondeu a emoção de conquistar seu primeiro troféu desde que chegou à Academia de Futebol. “Pude estar presente, jogando, ajudando o Palmeiras. Estou muito feliz de conquistar meu primeiro título pelo Palmeiras”, celebrou o herói da noite, que já caiu de vez nas graças da exigente arquibancada alviverde.

    Com estrela de artilheiro e resiliência de campeão, Vitor Roque provou que está mais do que preparado para ser uma das principais armas de Abel Ferreira na intensa temporada que o Verdão tem pela frente.

  • Leila Pereira afasta pressão sobre Abel Ferreira, nega indireta a rivais e decreta futuro do Palmeiras até 2027

    A rotina de levantar taças no Palmeiras já se tornou um hábito na gestão de Leila Pereira, mas a presidente sabe que a receita do sucesso vai muito além do que acontece nas quatro linhas. Logo após a conquista do Campeonato Paulista 2026 sobre o Novorizontino, a mandatária alviverde aproveitou os holofotes para dar uma verdadeira “aula” de gestão esportiva e blindar seus principais escudeiros.

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    Em um futebol brasileiro marcado por demissões relâmpago e crises intermináveis nos clubes rivais, Leila fez questão de exaltar o ambiente de paz e segurança que construiu na Academia de Futebol para o técnico Abel Ferreira e o diretor de futebol Anderson Barros.

    A blindagem e a “não” indireta

    Em entrevista à TNT Sports, a presidente garantiu que a comissão técnica e a diretoria não sofrem o peso da exigência irreal de vitórias a qualquer custo. O recado soou como um claro contraste ao caos vivido por outros gigantes do país.

    “Abel, eu confio no seu trabalho, confio no trabalho do nosso diretor de futebol (Anderson Barros), independentemente do resultado. Eu sei, queremos vencer sempre, mas é impossível vencer sempre no futebol. Independentemente do resultado, o trabalho continua”, explicou Leila.

    Ciente de que o discurso poderia ser interpretado como uma provocação aos rivais que trocam de técnico a cada oscilação, ela tentou despistar: “Isso não é indireta para ninguém, é importante que vocês saibam como a gente trabalha. Eu acho que uma forma de ajudá-los é dar essa tranquilidade, faço isso diariamente”.

    O recado sobre 2027

    Para o torcedor do Palmeiras, a melhor parte da entrevista veio no encerramento. Leila Pereira não apenas confirmou a paz no departamento de futebol, como também atrelou a manutenção dessa filosofia vencedora ao fim do seu atual mandato, deixando no ar o desejo de perpetuar a “Era Abel Ferreira“.

    “Os nossos profissionais têm tranquilidade para trabalhar, o Palmeiras não precisa disso (pressão), a presidente não precisa disso, o Abel não precisa disso. Vamos continuar assim até dezembro de 2027, quando termina o meu contrato, mas que seja infinito enquanto dure”, analisou, para delírio da torcida palestrina.

    Com os cofres cheios, mais uma taça na galeria e a garantia pública de que o trabalho de longo prazo é intocável, o Palmeiras inicia a semana pronto para virar a chave e focar nos desafios do Brasileirão e da Copa Libertadores.

  • Paulinho atualiza recuperação física e crava prazo para voltar ao Palmeiras

    A comemoração pela conquista do Campeonato Paulista 2026 trouxe uma dose extra de otimismo para os bastidores do Palmeiras. Além de celebrar a manutenção da dinastia estadual imposta pela equipe de Abel Ferreira, a torcida alviverde recebeu uma excelente notícia vinda direto do departamento médico do clube.

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    Ainda no calor da festa pelo título sobre o Novorizontino, o atacante Paulinho abriu o jogo sobre a sua evolução física e revelou que a tão aguardada volta aos gramados já tem um prazo estipulado para acontecer.

    O prazo de retorno e a transição física

    Afastado para tratar de uma lesão, o jogador detalhou que já superou a fase mais crítica do tratamento e agora vive a rotina de readaptação aos treinos com bola. Mostrando cautela e respeito aos processos da comissão técnica, ele mirou o retorno para o período logo após a paralisação do calendário.

    “Eu estou já na transição física, trabalhando forte, trabalhando bem. A cada semana aumentando a carga, respeitando o protocolo do Palmeiras. Acredito que depois da data Fifa eu esteja apto a ser relacionado”, revelou o camisa alviverde.

    A confirmação é um alívio para Abel Ferreira, que ganhará um “reforço caseiro” de peso exatamente no momento em que o calendário brasileiro começa a afunilar com as disputas simultâneas do Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.

    Fome de títulos e harmonia do elenco

    Apesar de não ter atuado na grande decisão, Paulinho fez questão de exaltar o ambiente do vestiário e o merecimento do grupo em mais uma volta olímpica. Para ele, a receita do sucesso do Palmeiras está na união inabalável dos jogadores.

    “Alegria imensa, o grupo todo merece muito, a gente tem uma harmonia muito boa. A gente trabalha e almeja sempre estar nas finais para ganhar títulos”, celebrou o atleta, aproveitando para deixar um aviso claro aos rivais para o restante do ano: “Esse ano vamos por mais”.

    Com o troféu na galeria e o departamento médico se esvaziando, o Palmeiras vira a chave da temporada com a confiança no nível máximo para seguir dominando o futebol sul-americano.

  • Cofres cheios: Palmeiras fatura bolada milionária com título paulista e impõe abismo financeiro aos rivais

    A festa pelo título do Campeonato Paulista de 2026 não se limitou ao gramado do Estádio Jorjão. A vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino no último domingo (8) também garantiu um reforço de peso para os cofres do Palmeiras, reafirmando a força do clube tanto no aspecto esportivo quanto no financeiro.

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    O Paulistão ostenta o status de campeonato estadual que melhor remunera seus participantes no Brasil. Nesta temporada, a Federação Paulista de Futebol (FPF) distribuiu um montante superior a R$ 8,3 milhões entre os 14 clubes que permaneceram na elite do estado. Como manda a regra, os dois rebaixados (Velo Clube e Ponte Preta) não tiveram direito a nenhuma fatia do bolo.

    A fatia do leão e o abismo para os rivais

    Como grande campeão da edição, o Palmeiras embolsou a quantia máxima: R$ 5 milhões. O valor é mais do que o triplo do que foi pago ao valente Novorizontino, que ficou com o vice-campeonato e garantiu R$ 1,5 milhão.

    No entanto, o que mais chama a atenção (e certamente arranca sorrisos da torcida alviverde) é a disparidade em relação aos grandes rivais do estado. Enquanto o Verdão levou a bolada principal, São Paulo (3º), Corinthians (4º) e Santos (8º) ficaram com prêmios de consolação que refletem o abismo técnico e de resultados da atual temporada estadual.

    Confira o ranking completo de premiação do Paulistão 2026

    Posição Clube Valor Recebido
    Palmeiras R$ 5.000.000,00
    Novorizontino R$ 1.500.000,00
    São Paulo R$ 500.000,00
    Corinthians R$ 350.000,00
    Portuguesa R$ 200.000,00
    Red Bull Bragantino R$ 150.000,00
    Capivariano R$ 125.000,00
    Santos R$ 100.000,00
    Guarani R$ 90.000,00
    10º Botafogo-SP R$ 80.000,00
    11º Mirassol R$ 70.000,00
    12º Primavera R$ 60.000,00
    13º São Bernardo R$ 50.000,00
    14º Noroeste R$ 40.000,00

    (Nota: Velo Clube e Ponte Preta, rebaixados para a Série A2, não recebem premiação).

    A injeção financeira chega em excelente hora para o Palmeiras. Com o calendário afunilando e o início das competições mais pesadas como a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro, o montante ajuda a diretoria a equilibrar o fluxo de caixa para a manutenção do poderoso e vitorioso elenco comandado por Abel Ferreira.

  • Boto reage a rumores de demissão e deixa futuro nas mãos de Bap

    Boto reage a rumores de demissão e deixa futuro nas mãos de Bap

    O clima de festa pelo título do heptatricampeonato carioca não impediu que o futuro da diretoria de futebol se tornasse pauta no Flamengo. Em meio a fortes rumores sobre uma possível demissão, o diretor Boto adotou uma postura pragmática e desapegada, ressaltando que sua permanência depende exclusivamente da vontade da presidência.

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    O dirigente fez questão de valorizar a conquista do grupo, afirmando que o título “é importante para dar tranquilidade para o resto do trabalho”, mas não fugiu dos questionamentos sobre sua continuidade no Ninho do Urubu.

    Preparado para o adeus: a filosofia de Boto

    Com quatro décadas de experiência no esporte, Boto demonstrou que encara a volatilidade do cargo com naturalidade. Para ele, o convite feito pelo presidente é o que sustenta sua posição, e o mesmo critério vale para o encerramento do ciclo.

    “Na altura que ele achar que eu devo sair, eu saio. Se ele achar que é agora, é agora. Se é daqui a seis meses, é daqui a seis meses.”

    O diretor reforçou que lida com a situação sem abalos emocionais:

    • Desapego contratual: o dirigente revelou sua mentalidade desde o primeiro dia: “Há uma coisa que eu aprendi no futebol: desde que assino um contrato, estou sempre preparado para sair”.

    • Ausência de mágoas: Boto garantiu que, caso saia, manterá a postura ética que marcou sua carreira: “Cada vez que saio de um clube, saio sem rancor, sem raiva, sem nada. Nunca saí de um clube a dizer mal dele”.

    • Gratidão ao mandatário: ele fez questão de lembrar quem o trouxe ao clube: “Fico sempre muito agradecido. Neste caso, foi o presidente que me convidou. Ele não me disse nada”.

    Bap ataca boatos e foca no ‘heptatri’

    Ao ser questionado sobre a situação de seu diretor de futebol, o presidente Bap preferiu o confronto direto com as especulações. O mandatário rubro-negro classificou os rumores da semana como infundados e tentou desviar o foco para a celebração da conquista estadual.

    “Cara, fala-se muita bobagem, muita mentira, inventa-se muita coisa”, disparou o presidente. Para Bap, o momento é de exaltar o feito histórico no gramado: “Se falou tanta bobagem, tanta tolice essa semana. Está aí, heptatri, que seja o ensejo de um grande ano para a gente”.

    Apesar da fala dura do presidente contra os “boatos”, a resposta de Boto – direcionando os jornalistas a perguntarem diretamente ao chefe – indica que o cenário interno ainda aguarda definições claras para a sequência da temporada de 2026.

  • Allan revela emoção com título do Palmeiras e celebra redenção após trauma de 2025

    Para a imensa torcida do Palmeiras, o título do Campeonato Paulista 2026 conquistado neste domingo (8) é a confirmação de uma dinastia no estado. Mas para o jovem Allan, a taça erguida no interior paulista tem um significado muito mais profundo: é a consagração de uma vida inteira dedicada ao Alviverde.

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    Ainda no calor da comemoração após a vitória por 2 a 1 sobre o Novorizontino, o jogador formado nas categorias de base do clube abriu o coração. Ele relembrou sua longa trajetória nos corredores da Academia de Futebol e destacou o peso de apagar a frustração do ano anterior, quando o Verdão acabou deixando o título escapar.

    O sonho da Cria da Academia

    Com o brilho nos olhos de quem realizou o maior objetivo da infância, Allan resumiu o sentimento de ser campeão pelo time principal após uma década vestindo a camisa palestrina.

    “Muito especial. Não tem nem palavras para descrever a emoção que é subir da base. A gente chega com 14, dez anos no clube, hoje disputa uma final e ganha esse título, é uma felicidade, dever cumprido”, emocionou-se o atleta.

    A conquista atual também serviu como uma verdadeira redenção pessoal e coletiva. “A gente vinha merecendo isso. Batemos na trave em 2025. Estou muito feliz”, completou o jogador, referindo-se ao trauma superado pela equipe de Abel Ferreira nesta temporada.

    Maturidade contra o assédio do exterior

    O bom futebol apresentado por Allan não tem chamado a atenção apenas da comissão técnica de Abel Ferreira, mas também de olheiros do futebol internacional. Questionado sobre o crescente interesse de clubes do exterior em seu talento, a Cria da Academia demonstrou uma maturidade rara para a idade.

    Fugindo de qualquer polêmica ou ansiedade, ele garantiu que sua cabeça está 100% no Allianz Parque. “Fico feliz, consigo trabalhar ao máximo, para ajudar o Palmeiras, seguir evoluindo, continuar focado nos jogos. Eu busco focar mais nos meus treinos e no meu dia a dia, que é o que posso controlar”, despistou.

    Com a cabeça no lugar, o título estadual no currículo e o apoio incondicional das arquibancadas, Allan se consolida cada vez mais como uma peça de confiança no elenco palmeirense para a dura maratona que o time enfrentará no Brasileirão e na Libertadores.

  • Rossi cita Leonardo Jardim, mas manda recado a Filipe Luís

    Após virar herói na conquista do título carioca do Flamengo, o goleiro Rossi comentou sobre a dificuldade de bater o Fluminense nos pênaltis e citou Leonardo Jardim e Filipe Luís. O antigo treinador foi demitido após a goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, e Jardim assumiu na decisão, conquistando a taça.

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    “Cada clássico é difícil. Por ser uma final, vira um jogo mais difícil, mais importante. Ninguém quer arriscar para sofrer um contra-ataque, uma bola parada. Tem que ficar concentrado 90 minutos. A gente conseguiu conquistar um título muito importante, mas não podemos esquecer tudo que aconteceu no começo do ano. É importante para o treinador que chegou, mas não podemos esquecer do trabalho do Filipe“, avisou Rossi.

    Na sequência, Rossi, que tinha Filipe Luís como treinador e agora tem Leonardo Jardim, não concordou com o repórter que afirmou que o argentino virou uma ‘lenda do clube’. Para o goleiro, o período ainda é curto.

    “Acho que é muito isso para mim. Tenho só três anos no clube, tudo que conquistei foi pelo meu trabalho, minha família e minha esposa, que está por aí. Ela suporta a cada dia longe de casa. Meu trabalho é dentro de campo, para fazer o Flamengo ser maior”, finalizou.

    Rossi já trabalhou com Leonardo Jardim, Filipe Luís e outros 2 técnicos no Flamengo

    Desde 2023 no Flamengo, o goleiro Agustín Rossi não trabalhou apenas com Leonardo Jardim e Filipe Luís. Neste período, também passaram pelo clube o argentino Jorge Sampaoli e Tite. Com a camisa do Mengão, Rossi foi campeão do Carioca (2024, 2025 e 2026), Copa do Brasil (2024), Brasileirão (2025), Libertadores (2025), Supercopa do Brasil (2025), Copa Challenger (2025) e Derby das Américas (2025).

  • Alex Sandro quebra protocolo e exalta legado de Filipe Luís no Flamengo

    No futebol, a memória costuma ser curta e o brilho da taça muitas vezes ofusca quem ajudou a pavimentar o caminho até a final. No entanto, o lateral-esquerdo Alex Sandro fez questão de remar contra essa maré logo após o Flamengo se sagrar campeão do Campeonato Carioca 2026 sobre o Fluminense, neste domingo (8), no Maracanã.

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    Com a bagagem de quem construiu uma carreira sólida na Europa, o experiente defensor usou os microfones para dividir os méritos da conquista. Em um gesto de liderança e justiça com os bastidores da Gávea, ele apontou os verdadeiros “heróis esquecidos” da campanha rubro-negra.

    O reconhecimento a Filipe Luís

    Apesar de a festa ter acontecido sob a batuta do recém-chegado Léo Jardim, Alex Sandro foi enfático ao afirmar que a demissão de Filipe Luís, ocorrida a menos de 48 horas da decisão, não apaga a contribuição tática e o suor deixado pelo ex-comandante ao longo dos últimos meses.

    “Sinceramente, a gente também tem que dar o parabéns ao Filipe Luís. Ele faz parte desse título. Essa trajetória que nos fez chegar até aqui nessa final, ele faz parte de tudo isso, de todo o trabalho”, pontuou o lateral, demonstrando o respeito profundo que o elenco nutre pelo ídolo.

    A gratidão aos “Garotos do Ninho”

    Mas a divisão de méritos do camisa 26 não parou por aí. Alex Sandro fez um resgate crucial sobre o início da temporada, quando o elenco principal ainda realizava sua preparação física e a responsabilidade de somar os primeiros pontos na Taça Guanabara caiu no colo dos meninos da base.

    Para o veterano, a molecada foi vital para a classificação. “Não só ele (Filipe Luís), mas o Sub-20, que começou jogando esse campeonato, também tem que dar os parabéns, pois sustentaram até a gente poder voltar. Então todo mundo está de parabéns”, finalizou com elegância.

    A declaração de Alex Sandro não apenas infla o orgulho das categorias de base do clube, mas também sela o título carioca como uma verdadeira conquista coletiva. Do esforço inicial dos Garotos do Ninho à blindagem final de Léo Jardim, o Flamengo provou que, para levantar taças, o clube inteiro precisa jogar junto.