Flamengo se posiciona por Fair Play Financeiro rigoroso e detalha propostas à CBF

O Flamengo formalizou sua posição sobre o novo Sistema de Sustentabilidade do Futebol (SSF), o modelo brasileiro de Fair Play Financeiro que está sendo discutido pela CBF. Em nota oficial e em entrevista do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) à “Flamengo TV”, o clube detalhou uma série de propostas que visam criar um ambiente de competição mais justo e sustentável no futebol nacional.

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Em sua participação na “Flamengo TV”, o presidente Bap elogiou a iniciativa da CBF, classificando-a como “providencial e digna de elogios” para um tema tão crucial. No entanto, o dirigente ponderou que o Brasil não deve simplesmente “copiar o modelo europeu”, mas sim inspirar-se nele, adaptando as regras às particularidades nacionais.

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BAP fez questão de ressaltar a autoridade do Flamengo no assunto, relembrando o difícil processo de reestruturação do clube iniciado em 2013.

“Nós sabemos exatamente de onde a gente partiu. A gente devia tudo e a todos”, afirmou o presidente. Ele citou que o clube teve “cinco, seis longos anos de dificuldade” e que, nos últimos 13 anos, pagou cerca de R$ 4,5 bilhões em obrigações.

Com essa experiência, o presidente lançou uma provocação aos clubes que buscam atalhos:

“Todo mundo quer ser o Flamengo. A pergunta que não quer calar: vocês querem pagar o preço que nós pagamos para pavimentarmos esse caminho?”, disse. Veja a entrevista completa:

Propostas do Flamengo

As propostas enviadas pelo Flamengo à comissão da CBF são duras e miram em brechas que, segundo o clube, geram “vantagem competitiva” indevida. Entre as principais sugestões, destacam-se:

  • Clubes em Recuperação Judicial (RJ)/Extrajudicial (REJ): o Flamengo pede o bloqueio imediato do registro de novos atletas para clubes que utilizem o período de não pagamento de dívidas (entre a decretação da RJ e a homologação do acordo) para se reforçar. A proposta também inclui a perda de pontos.

  • Controle total de custos: o clube defende que o controle vá além da “folha salarial” (CLT), englobando o custo total do elenco, o que inclui direitos de imagem, luvas, bônus e comissões de agentes.

  • Bloqueio de “maquiagem contábil”: impedir que custos do futebol profissional masculino sejam “maquiados” como investimentos na base ou no futebol feminino.

  • Governança e sanções: o Flamengo sugere a criação de um “Teste de Proprietários e Dirigentes” para avaliar a aptidão e capacidade financeira de novos gestores. Além disso, defende que as sanções (como restrição de janelas de transferência) sejam “cumpridas integralmente”, mesmo que a causa da punição seja resolvida, para desestimular a procrastinação.

  • Transações entre partes relacionadas: limitar transações entre um clube e empresas do mesmo dono, para evitar que receitas sejam infladas artificialmente.

Guerra ao gramado artificial

Uma das propostas mais incisivas do Flamengo é a “proibição imediata” dos gramados artificiais em todos os torneios nacionais profissionais. O clube argumenta que a “discrepância nos custos de manutenção” entre gramados naturais e sintéticos “provoca desequilíbrios financeiros” e, além disso, “prejudica a saúde física de jogadores e atletas”.

O Flamengo concluiu a nota oficial reforçando que continuará participando ativamente das discussões, elogiando a CBF pela “louvável iniciativa” de buscar a sustentabilidade do futebol brasileiro.

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