O orgulho do torcedor do Vasco está profundamente ligado aos símbolos do clube. A ‘Cruz de Malta’, o estádio de São Januário, as cores e as origens portuguesas conectam-se ao que é ser vascaíno e estão presentes na mente, no coração e até na pele de quem ama o clube.
➕ História e fundação do Vasco
Tradição até no escudo
O primeiro escudo do Vasco surgiu em 1903, cinco anos após a fundação do clube. O símbolo circular com uma caravela centralizada, utilizado em algumas camisas e divulgações do clube, representou o Gigante da Colina por anos. O símbolo já contava com a ‘cruz de malta’ que, na verdade, é uma cruz pátea, que figurava nos uniformes dos atletas, remetendo à Coroa Portuguesa e às embarcações lusas.
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Posteriormente, na década de 20, o escudo do Vasco ganhou o formato que conhecemos hoje. Desde então, o símbolo vem passando por modernizações pontuais, mas mantendo o estilo e a conexão com as origens do clube.
Cores se conectam com a origem
Existem duas interpretações do tradicional preto e branco do Vasco. Uma remete às lutas raciais desde as origens do clube, mostrando que pessoas de todas as etnias podem e devem vestir a camisa do clube. A outra definição aponta que o preto representa o abismo dos mares desconhecidos das grandes navegações, enquanto a faixa branca significa as rotas descobertas pelo almirante Vasco da Gama, que dá nome ao clube.
Almirante não é o único mascote
Quando se pensa em mascote do Vasco, a resposta imediata é o Almirante. A figura foi criada em 1944, pelo chargista Lorenzo Molas, do Jornal dos Sports, que também criou outras figuras que se conectaram com clubes do Rio de Janeiro.
Entretanto, a figura do navegador não é a única a representar o Vasco. Também na década de 40, o jornalista Álvaro do Nascimento Rodrigues e o desenhista Otelo Caçador criaram o Dom Corvo I. O pássaro, no entanto, perdeu força nos anos 50 e só voltou a ser referenciado atualmente, graças ao cartunista Vascomics.
Em 2020, o Barbosinha foi criado pelo próprio clube para criar um vínculo com o público infantil. O personagem foi batizado com o nome do lendário goleiro Barbosa, que também dá nome ao centro de treinamento do Vasco.
A Colina Histórica
No dia 21 de abril de 1927, nasce o mítico São Januário, no bairro imperial de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Na época, o maior estádio da América do Sul foi construído para ser a nova casa do Vasco, uma vez que o clube jogava no campo do Andarahy Athletico Club, e era um movimento natural motivado pelo crescimento da equipe de futebol.
São Januário foi construído por torcedores, sócios e empresários apaixonados pelo clube. A Colina Histórica, com o passar dos anos, tornou-se um dos estádios mais importantes do país de sua geração. Com o passar das décadas, o local se consolidou como um alçapão para os seus adversários e também como testemunha de momentos históricos do país. Além disso, é responsável pelo apelido ‘Gigante da Colina’, pela localização do estádio.
Nas últimas décadas, São Januário acabou ficando obsoleto. A torcida aumentou e as demandas dos estádios e das arenas mudaram com o passar dos anos. Por isso, a Colina Histórica passará por uma reforma de modernização e ampliação, saindo de 20 mil para 62 mil lugares daqui a dois anos.
Fontes:
https://www.lance.com.br/futebol-nacional/o-que-significa-a-cruz-no-escudo-do-vasco.html
https://www.lance.com.br/vasco/camisa-do-vasco-veja-origem-das-cores-e-evolucao.html
https://app.globoesporte.globo.com/futebol/times/vasco/sao-januario-90-anos/
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