Esquecido no Vasco: o que aconteceu com Garré, contratação de R$ 15 milhões?

Contratado no início de 2025 junto ao Krylya Sovetov, da Rússia, como um reforço para o time titular, o meia argentino Benjamín Garré praticamente desapareceu das escalações do Vasco.

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Nos últimos 90 dias, o jogador esteve em campo por apenas 10 minutos. O investimento de R$ 14,9 milhões (2,5 milhões de euros na cotação da época) claramente não engatou na temporada. Garré falhou em conquistar espaço e hoje se encontra no fim da fila na preferência do técnico Fernando Diniz.

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A negociação de Garré foi vista como um dos bons investimentos do departamento de futebol para 2025. Segundo o “ge”, além do valor fixo, o contrato previa o pagamento de mais 1 milhão de euros (R$ 5,9 milhões) em bônus caso o jogador atingisse metas específicas:

  • Atuação em 40% dos jogos em 2025

  • Participação em gols

  • Classificação para a Libertadores

Com apenas uma assistência em 21 partidas disputadas, é altamente improvável que Garré alcance todas as metas estabelecidas para seu primeiro ano de contrato. A diretoria do Vasco, que contava com uma adaptação mais rápida ao futebol brasileiro, vê o cenário com frustração.

Contraste de Garré com Nuno Moreira

A aposta em Garré era alta. Havia mais esperança depositada nele do que em Nuno Moreira, por exemplo, que também chegou para a ponta-esquerda, mas conseguiu se firmar e se tornou um dos destaques do time.

Em julho, o presidente Pedrinho, em entrevista coletiva, admitiu a frustração (sem citar nomes) com o desempenho de uma contratação específica, que internamente era sabido tratar-se de Garré.

“Eu particularmente acreditava muito, e não vou dar nome para expor, que um jogador ia desempenhar e esse jogador não está desempenhando ainda. E o que eu menos esperava está desempenhando bem”, disse o presidente na ocasião.

Internamente, o consenso é que o jogador falhou em se adaptar ao futebol brasileiro.

Garré também não jogava antes de Diniz

Embora o meia quase não tenha tido espaço com Fernando Diniz, entrando apenas oito vezes, todas do banco de reservas, o problema é anterior ao atual comandante. Duas semanas após sua chegada, Diniz fez questão de pontuar que a ausência de Garré não era uma novidade.

“Não é que o Garré não joga comigo, ele não jogava antes. Nos últimos jogos ele não tinha praticamente entrado”, afirmou Diniz.

No entendimento da comissão técnica, outros nomes estão muito à frente do argentino. Na ponta direita, Rayan e Andrés Gómez são as opções. No meio de campo, Coutinho, Matheus França e até Nuno Moreira podem atuar centralizados, deixando Garré como uma das últimas alternativas.

O período em que o argentino foi mais aproveitado foi sob o comando de Fábio Carille, o único a escalá-lo como titular (cinco vezes, além de cinco jogos vindo do banco). Com o interino Felipe Maestro, foram três oportunidades.

Números de Garré em 2025

As estatísticas ajudam a ilustrar a dificuldade de Garré em se impor:

  • Jogos: 21

  • Titular: 5

  • Minutos em campo: 663 (apenas 313 como titular)

  • Assistências: 1 (na vitória por 1 a 0 contra o Puerto Cabello)

  • Finalizações: 3 (todas bloqueadas; nenhuma na direção do gol)

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