Empate/derrota

Empate na ida:

O empate entre Flamengo e Racing manteve a semifinal da Libertadores em aberto, mas o resultado tem peso positivo para o lado rubro-negro. O retrospecto do clube argentino mostra que, quando não vence o primeiro jogo de um mata-mata continental, raramente consegue reagir na volta.

Nos últimos trinta anos, o Racing começou sete confrontos da Libertadores empatando o jogo de ida e foi eliminado em cinco deles. Em boa parte dessas séries, o equilíbrio inicial serviu apenas para adiar uma queda previsível.

O exemplo mais simbólico veio em 2003, nas oitavas de final. O time empatou por 1 a 1 com o América de Cali fora de casa e não conseguiu sair do 0 a 0 em Avellaneda, caindo nos pênaltis. Em 2016, o roteiro foi parecido, com o empate sem gols na Argentina seguido de derrota por 2 a 1 para o Atlético Mineiro no Mineirão.

Nos anos seguintes, o cenário se repetiu. Em 2018, o Racing ficou no 0 a 0 com o River Plate em casa e levou 3 a 0 em Buenos Aires. Em 2021, após empatar com o São Paulo no Morumbi, foi superado por 3 a 1 em Avellaneda. Já em 2023, diante do Boca Juniors, empatou os dois jogos por 0 a 0 e foi eliminado nos pênaltis.

As raras classificações nesse tipo de situação aconteceram em contextos isolados, como em 1997, quando o Racing avançou pelo critério de gols fora diante do River, e em 2020, quando passou pelo próprio Flamengo nos pênaltis, no único caso em 35 anos em que o equilíbrio da ida terminou em festa argentina.

O padrão é claro. O Racing costuma perder força quando o primeiro jogo termina empatado. A dificuldade em transformar posse e volume em gols tem custado caro nas competições continentais. Para o Flamengo, que mantém o controle emocional e a superioridade técnica, o resultado mantém o time em posição de vantagem estatística e histórica.

Oitavas 2003: 
24/04/03 América de Cali 1×1 Racing Club 
13/05/03 Racing Club 0x0 América de Cali (5-6 Pen.)

Oitavas 2016: 
27/04/16 Racing Club 0x0 Atlético Mineiro 
04/05/16 Atlético Mineiro 2×1 Racing Club 

Oitavas 2018: 
09/08/18 Racing Club 0x0 River Plate
29/08/2018 River Plate 3×0 Racing Club

Oitavas 2021: 
13/07/21 São Paulo 1×1 Racing Club 
20/07/21 Racing Club 1×3 São Paulo 

Quartas 2023: 

23/08/23 Boca Juniors 0x0 Racing Club
30/08/23 Racing Club 0x0 (1-4 Pen.) Boca Juniors 

(97,2015,2020[!])

Derrota do Flamengo na ida:

O Racing já viveu o outro lado de uma semifinal de Libertadores. Em 1997, o clube argentino chegou a abrir vantagem sobre o Sporting Cristal, mas sofreu uma virada histórica que o tirou da final e que hoje serve de lembrança positiva para o Flamengo.

Depois de eliminar o Peñarol nos pênaltis, o Racing venceu o primeiro jogo da semifinal por 3 a 2 em Avellaneda e parecia próximo da decisão. Mas em Lima, o cenário virou pesadelo com a derrota por 4 a 1 que decretou a eliminação.

O time argentino, que apostava em seu ataque veloz e na vantagem obtida em casa, desmoronou diante de um adversário mais organizado e implacável nos contra-ataques. A goleada peruana virou um dos capítulos mais duros da história recente do Racing em competições continentais.

Para o Flamengo, o episódio é um lembrete de como a vantagem na ida não garante nada e de como o próprio Racing já viu uma classificação escapar quando parecia sob controle. Em 1997, a virada em Lima mostrou que o time de Avellaneda pode ruir sob pressão, exatamente o tipo de cenário que o rubro-negro quer provocar na volta.

 

Semifinais 97:
23/07/97 Racing Club 3×2 Sporting Cristal 
30/07/97 Sporting Cristal 4×1 Racing Club 

 

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