Autor: diogo.almeida1979

  • Taça BH Sub-17 2016 – Números da campanha

    Na última sexta-feira (22), o Flamengo foi eliminado da Taça BH de forma invicta, após empate em 2-2 com o São Paulo, mas sendo derrotado nas cobranças de penalidades máximas. Foram 6 jogos com 4 vitórias e 2 empates, curiosamente ambos os empates contra o tricolor paulista em 2-2. Foram apenas 5 gols sofridos e incríveis 24 gols marcados, uma média de 4 gols marcados por partida. Confira mais números do Flamengo abaixo:

     

    6 Jogos

    4 Vitórias (9 -0 Nacional, 3-0 Porto Vitória, 3-0 Corinthians e 5-1 Atlético-MG)

    2 Empates (Ambos em 2-2 contra o São Paulo)

    24 Gols Marcados

    5 Gols Sofridos

    77,77%

     

    Jogos

    Hugo Souza, Wesley, Ruan, Rafael Carvalheira, Bill, Vinicius Souza, Lincoln, Luiz Henrique, Vinicius Jr, Yuri César, Andrade e Patrick disputaram todas as partidas. Dos 25 jogadores inscritos, 20 foram utilizados.

     

    1

     

    Gols, Assistências e Cartões

    Lincoln, Vinicius Jr e Bill. O trio de ataque do Mengão marcou um total de 18 dos 24 gols do Mengão na competição, onde cada um marcou 6 vezes. Gabriel Magalhães foi o atleta que mais recebeu cartões com 3 amarelos. No quesito assistências, Bill também é destaque com 4 passes que resultaram em gol.

     

    2

    *Obs.: No quesito assistências não conseguimos decifrar os autores de 2 passes para gol (para Bill, na estreia contra o SPFC e para Vinicius Jr, contra o Corinthians).

     

    Autores dos gols e assistências

     

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    Crédito na Imagem destacada: Interligado Online

     

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    Adriano Skrzypa escreve no Blog Flamengo em Números, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter:@FlamengoNumeros

     

     

     

     

     

  • Zagueiro Igor descreve a emoção de marcar pela primeira vez com o Manto: “sonho de todo jogador”

    Base

    Autor do terceiro gol do Flamengo na vitória de 3 a 1 sobre o Botafogo no primeiro jogo da decisão da Taça Rio Sub-20, o zagueiro Igor Candiota não escondeu a emoção em marcar pela primeira vez com o Manto Sagrado.”Quero primeiramente agradecer a Deus pelo trabalho que eu venho fazendo, pela oportunidade e espero que seja o primeiro de muitos com a camisa do Flamengo. Vestir essa camisa e fazer gol é o sonho de todo jogador”.

    Com a vantagem conseguida no primeiro jogo, o Flamengo pode empatar ou até mesmo perder por um gol de diferença no jogo de volta que ficará com o título da Taça Rio e ganhará a oportunidade de disputar o título de Campeão Carioca com o Botafogo, campeão da Taça Guanabara. O Zagueiro comentou sobre o resultado e indicou qual deve ser o comportamento da equipe na próxima partida.

    “É uma boa vantagem mas nós sabemos que não tem nada ganho. Tem mais noventa minutos e precisamos manter os pés no chão. Sabemos que o Botafogo tem uma equipe muito qualificada e que pode nos surpreender, mas vamos trabalhar forte para sair com a vitória e sermos campeões”.

    O Botafogo joga no meio de semana contra o Corinthians pela 2º fase do Campeonato Brasileiro. O camisa 4 do Flamengo falou sobre o tempo livre que o time rubro-negro vai ter e se isso pode influenciar no jogo de volta. “A gente tem a semana cheia, dá tempo para descansar, trabalhar e rever os erros e se Deus quiser vamos conseguir fazer um bom resultado no final de semana. Eles vão jogar pelo Brasileiro mas se ganharem da gente serão campeões antecipados, então acho que o cansaço não vai falar tão alto pois eles querem ganhar o campeonato”, frisou o camisa 4.

    Sobre os dois gols de bola parada marcados sobre o Botafogo, o zagueiro declarou.“Valoriza o treinamento porque a gente procura muito trabalhar essas jogadas pois as bolas paradas definem os jogos, definem os clássicos e na final não é diferente. Graças a Deus conseguimos vencer hoje com dois gols de bola parada”, finalizou o jogador.

    Igor Candiota
    O gol foi um presente de aniversário antecipado para Igor que completa 20 anos na próxima quarta-feira (27/07). Foto: Bruno Vasconcellos

    Igor Candiota é gaúcho de Pelotas e chegou ao Flamengo no final de fevereiro junto com o também zagueiro André Baumer após boa participação na Copa São Paulo de Futebol atuando pelo Joinville. O jogador foi emprestado pelo time catarinense ao Flamengo até o final do ano com compensação financeira ao JEC e opção de compra ao Fla de parte dos direitos econômicos após esse período. Igor já foi relacionado para uma partida do time profissional. O zagueiro ficou no banco na vitória do Fla sobre o Vitória por 1 a o em Volta Redonda.

     

    Crédito imagem destacada: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Fla vence o Botafogo e abre vantagem na decisão da Taça Rio Sub-20

    No primeiro jogo da decisão da Taça Rio Sub-20 deu Flamengo. O Rubro-Negro derrotou o Botafogo por 3 a 1 na manhã deste sábado (23/07), no estádio Jânio de Moraes em Nova Iguaçu e abriu vantagem para o jogo de volta. Cafu abriu o placar para o Mengão, Dener ampliou e Pachu diminuiu para o Bota ainda na primeira etapa. No segundo tempo Igor marcou de cabeça decretando a vitória rubro-negra. Com o resultado obtido, o Flamengo pode empatar ou até perder por um gol de diferença o jogo de volta, com mando de campo alvinegro, que ficará com o título da Taça Rio.

    O JOGO

    Com um gol relâmpago de Cafu aos dois minutos, o Flamengo saiu na frente do placar. Matheus Sávio fez boa jogada pelo lado direito, jogou na área e o goleiro Lucão teve dificuldade para dominar. Cafu foi mais esperto pegou a sobra batendo no canto esquerdo do arqueiro alvinegro.

    O gol fez o Botafogo entrar de vez na partida e buscar mais a posse de bola, já o Flamengo aproveitava os contra-ataques. Hugo Moura cabeceou no travessão e quase ampliou para o Flamengo aos 27′. No minuto seguinte Helerson, desmarcado dentro da pequena área cabeceou pra fora assustando o goleiro João Lopes.

    O Mais Querido teve outro escanteio à seu favor e dessa vez não desperdiçou. Cafu cobrou pela direita e Dener se antecipou à marcação colocando de cabeça a bola no fundo da rede.

    O Alvinegro continuou correndo atrás do prejuízo que era grande e conseguiu descontar. Aos 38′ Pachu aproveitou o vacilo da zaga rubro-negra e conseguiu vencer o goleiro João Lopes.

    Ainda na etapa inicial, Cafu autor do primeiro gol do Mengão deixou o gramado após cair sobre o ombro direito sofrendo uma luxação, Patrick entrou em seu lugar.

    O Botafogo voltou para a segunda etapa disposto a empatar a partida, mas novamente foi o Flamengo quem conseguiu estufar as redes. Fabrício cruzou para Matheus Sávio que estava na pequena área, o meia tentou o toque de letra mas acabou sendo cortado pela zaga alvinegra, na sequência Patrick cobrou o escanteio e o zagueiro Igor subiu mais que todo mundo e fechou o placar do jogo aos 15′, Flamengo 3 x 1 Botafogo.

    O time de General Severiano até tentou uma pressão no final do jogo mas o Flamengo soube se comportar defensivamente.

     

    FICHA TÉCNICA

    Flamengo 3×1 Botafogo

    Data: 23 de julho de 2016

    Local: Estádio Jânio de Moraes ( Laranjão), em Nova Iguaçu

    Flamengo: João Lopes; Kleber, Dener, Igor e Michael (Arthur Bonaldo); Hugo, Trindade e Cafu (Patrick); Matheus Sávio (Jean Lucas), Lucas Silva e Fabrício. Técnico: Gilmar Popoca.

    Crédito imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

     

  • Invicto, porém eliminado: Mengão está fora da Taça BH Sub-17

    Base

     

    Na tarde de hoje (22), o Flamengo enfrentou o São Paulo, na Arena do Jacaré, em MG. O duelo era válido pela semifinal da Taça BH Sub-17 2016, valendo assim, vaga para a decisão que será realizada no domingo. O jogo acabou empatado em 2-2 mas com o Flamengo sendo derrotado nos pênaltis por 4-3.

    Na primeira fase Flamengo e São Paulo, dois dos grandes favoritos também haviam se enfrentado. O jogo também acabou 2-2. O Flamengo veio empolgado com duas vitórias diante de bons times: um 3-0 no Corinthians e um sonoro 5-1 no Atlético-MG. Já o tricolor paulista eliminou dois clubes paranaenses: o Atlético e o Paraná Clube (3-2 e 3-1, respectivamente).

    O início de jogo foi intenso. Chances para os dois lados, erros das defesas e quem abriu o marcador foi o São Paulo. Gabriel Novaes recebeu passe de cabeça, foi mais rápido que Matheus Thuler e Hugo, driblando-os e mandando para o fundo do gol. Aos 30, Vinicius Jr deu um chapéu no adversário, tocou para Luiz Henrique, que viu o lateral direito Wesley avançando livremente, passou, aí o camisa 2 do Mengão fez cruzamento perfeito para Lincoln empatar de cabeça, 1-1. Já na etapa final, várias mudanças nas equipes que acabaram sendo importantes para o decorrer do duelo. O atacante Brenner do São Paulo, entrou aos 17 do 2º tempo e dois minutos depois pôs o tricolor de volta à frente do placar. Mas aos 29, o zagueiro Patrick que havia entrado no lugar de Matheus Thuler empatou novamente a partida, após cobrança de falta certeira de Yuri César, camisa 19. Fim de jogo, 2-2 e decisão nos pênaltis.

    Os goleiros defenderam nas primeiras cobranças, a partir da 2ª cobrança de cada equipe, o aproveitamento foi de 100% até que chegou a hora da última cobrança do Flamengo. Vinicius Jr foi para a bola, cobrou e o goleiro defendeu. Logo o camisa 11 tão importante nessa ótima campanha na Taça BH errou a penalidade decisiva. Enfim, o futebol tem dessas… Flamengo 2 (3-4) 2 São Paulo. O trio de ataque onde os 3 principais jogadores são artilheiros isolados da competição com 6 gols em 6 jogos cada, é empolgante. Lincoln, Bill e Vinicius Jr foram responsáveis por 75% dos gols do Fla na competição (sem contar as assistências). O sonho do tri foi adiado, mas dá pra perceber facilmente que o Flamengo está muito bem representado na categoria.

     

    Mundo Bola

     

    Ficha técnica:

    Hugo Moura; Wesley, Matheus Thuler (Patrick), Ruan e Andrade; Gabriel (Henrique Lordelo), Vinicius Souza (Rafael Carvalheira) e Luiz Henrique (Yuri César); Bill (Markinhos), Vinicius Jr e Lincoln (Marques).

    Gols: Lincoln e Patrick

    Assistências: Wesley e Yuri César

    Cartão Amarelo: Vinicius Souza

  • Pela decisão da Taça Rio Sub-20, Fla e Botafogo duelam em Nova Iguaçu

    Base

    Após ótima vitória sobre o Vasco na Gávea, o Flamengo volta a campo para a decisão da Taça Rio Sub-20. Diante do Botafogo, o Mais Querido jogará a primeira partida da final neste sábado (23), às 10h, no Estádio Jânio de Moraes (Laranjão), em Nova Iguaçu. A partida terá tempo real no @Mundo Bola_CRF.

    Assistidos de perto pelo treinador Zé Ricardo, os meninos da Gávea conseguiram vencer o Vasco por 3 a 1 na semifinal da Taça Rio e avançaram para a grande decisão contra o Botafogo. A partida, apesar de ter mando do Flamengo, será disputada no Estádio Jânio de Moraes devido o envolvimento da Gávea com a Olimpíada.

    O jogo de volta está marcado para domingo (31), às 15h, no Estádio Luso Brasileiro. Caso o Fla saia vitorioso dessa decisão, a equipe terá a oportunidade de disputar as finais do Estadual contra o mesmo Botafogo, que foi campeão da Taça Guanabara e briga também pela Taça Rio.

    O Flamengo venceu o último confronto contra o Botafogo. Disputado no Caio Martins, o Mais Querido bateu o Alvinegro por 2 a 1 na Taça Rio. Porém, nesse estadual a vantagem é do adversário, que venceu duas vezes na casa do Fla por 2 a 1, sendo uma pela semifinal da Taça Guanabara, e conseguiu um empate por 1 a 1.

    Para a partida contra o Botafogo, o Flamengo terá as voltas do meia Matheus Sávio e do técnico Gilmar Popoca, expulso no primeiro jogo da semifinal contra o Vasco.

    A entrada é gratuita. Compareça!

    FICHA TÉCNICA

    Taça Rio – Final – Jogo de ida

    Flamengo x Botafogo

    Data: 23 de julho de 2016

    Local: Estádio Jânio de Moraes (Laranjão), em Nova Iguaçu

    Horário: 10h

    Crédito imagem destacada: Carol Grigori  

     

     

  • A Sula é o caminho!

    Se houve algo de positivo na passagem de Muricy Ramalho pelo Flamengo foi a “classificação” para a Copa Sul-Americana desse ano.

    Ao compararmos com a Copa do Brasil, vemos que a Sula paga mais, dá mais visibilidade, prepara o elenco para competições internacionais e, além de levar o campeão para a Copa Libertadores do ano seguinte, também classifica o clube para a Recopa Sul-Americana, Copa Suruga (não é nada, não é nada, dá uma volta no Japão) e para a própria Copa Sul-Americana (diretamente nas oitavas).

    A Sula é um campeonato de tiro curto (10 jogos no máximo), onde o DCF do Flamengo se sobressai. Com a força da torcida (seja lá onde o clube mande os jogos), um elenco forte e jogadores com experiência internacional, os erros de planejamento do primeiro semestre ficam minimizados.

    Zé Ricardo terá até setembro para deixar de ser trouxa e se livrar Márcio Araújo, Fernandinho, Sheik, etc continuar dando um mínimo de padrão tático ao time – que sofreu nas mãos de Jayme, Ney Franco, Luxemburgo, Cristóvão, Oswaldo e Muricy – e encaixar os reforços recém contratados.

    Diferentemente do que ocorre hoje no Campeonato Brasileiro, onde o clube corre atrás do tempo perdido – já tendo deixado pontos bobos pelo caminho, inclusive – e vai se organizando no meio da competição, o Flamengo deverá chegar na Copa Sul-Americana com um time minimamente organizado e em condições de brigar pelo título.

    Como vemos no gráfico abaixo, a Sula não é moleza, mas se o Zé Ricardo achar o time certo, é uma competição bastante viável.

     

    IMAGEM - TEXTO

     

    ¡A POR LA SUDA!

     

  • Almejando vaga na final, Fla e São Paulo se reencontram na Taça BH

    Base

    A Taça BH de Futebol Sub-17 chegou em seus momentos decisivos e dois clássicos entre cariocas e paulistas decidem quais serão os finalistas da competição. Nesta sexta-feira (22/07), na Arena do Jacaré, Flamengo e São Paulo duelam às 17h. Fluminense e Palmeiras fecham a rodada em Sete Lagoas às 19h15.

    O Flamengo chega pela segunda vez seguida numa semifinal de Taça BH. Na temporada passada o Rubro-Negro derrotou o Figueirense por 3 a 0 e disputou a final contra o Corinthians. O time paulista foi o vencedor. Desta vez o Mais Querido desponta como favorito ao título. Campeão da Taça Guanabara há pouco mais de duas semanas, o Mengão tem encantado pela forma que vem jogando. Foram 4 vitórias, 1 empate, 22 gols marcados e apenas 3 sofridos nos 5 jogos que disputou, consolidando-se assim como o dono da melhor campanha entre os semifinalistas. O Flamengo ainda tem os três artilheiros do torneio.

    artilheiros do Fla

    Reencontro

    Flamengo e São Paulo já se enfrentaram nesta edição da Taça BH. Na primeira rodada da fase de grupos as equipes empataram por 2 a 2 no estádio Soares Azevedo, em Muriaé. Este foi o único jogo que tanto Flamengo como São Paulo não venceram.

    Depois do empate com o Tricolor Paulista, o Mengão goleou o Nacional (MG) por 9 a 0 e derrotou o Porto Vitória (ES) por 3 a 0 confirmando a primeira colocação do grupo F. Nas oitavas de final, o Mais Querido do Brasil, sem dificuldades, venceu o Corinthians por 3 a 0 e, nas quartas, passou por cima do Galo com uma implacável goleada de virada, 5 a 1 foi o placar.

    Após o equilibrado duelo com o Flamengo, o São Paulo venceu o Porto Vitória (5 a 2) e derrotou o Nacional (3 a 0), fechando a primeira fase em segundo lugar do grupo F com os mesmos 7 pontos do Flamengo, mas em desvantagem no saldo de gols (12 a 6). Nas oitavas, fez 3 a 2 no Atlético-PR e nas quartas eliminou outro time paranaense, 3 a 1 no Paraná.

    Fluminense e Palmeiras também pertenciam ao mesmo grupo na primeira fase. No confronto direto entre as equipes o Alviverde venceu por 3 a 1.

    FICHA TÉCNICA

     

     

     

    Crédito imagem destacada: Carol Grigori 

  • Do provisório ao permanente: uma proposta coerente para nosso estádio na Gávea

    Não sou o maior especialista do assunto, bem longe disso, mas sou o blogueiro rubro-negro mais chato, certamente. Sonho com um estádio do Flamengo, já postei mais de 10 colunas no Buteco do Flamengo, no Urublog, no Mundo Bola e em outros fóruns flamengos sobre o assunto. Algumas decisões históricas, que o clube deve tomar estrategicamente, ou deveria ter tomado, tornam o Flamengo um “nômade”, sem casa.

    Desde a licitação do Engenhão, abandonada, favorecendo ao Botafogo, onde em, minha modesta opinião, ficamos institucionalmente “enfeitiçados” com o canto da sereia da definição do Maracanã como “casa” (vocês conhecem a história, não é? Sergio Cabral chamou o Márcio Braga e prometeu que o Maracanã seria administrado pelo Flamengo).

    Ao que parece, em 2016 não teremos mesmo um lugar para jogar no Rio de Janeiro. Isso é um absurdo se juntarmos Flamengo, Rio de Janeiro, obras faraônicas e megaeventos…

    O que me alegra um pouco é não estar sozinho nesta “batalha inglória” pela casa do Flamengo. Somos muitos! Um destes caras é o @neocrf. Ele é um daqueles que estão na linha de frente desta batalha: sonhando, escrevendo e pensando num Flamengo sempre maior, do tamanho que merecemos.

    O Neo é ARQUITETO e topou fazer um post em conjunto sobre uma “intervenção” na Gávea, para uma casa provisória ou uma casa definitiva para o Clube.

    Os estádios projetados pelo Neo, encontram-se dentro dos gabaritos e especificações técnicas requeridas para a construção de uma casa na Gávea, seja ela provisória ou definitiva. A batalha — ao lado ou contra os órgãos públicos que contestam e atrasam o desenvolvimento do clube — será imensa, assim como a que já travamos para ganhar o direito à construção da Arena Multiuso (chamada erradamente de “Arena McFla”) sem um centavo de verba do Estado.

    A questão que nos aflige é a política estatal e seus órgãos de controle, que somados a uma cultura “coitadista” e mesquinha, afeta diretamente o desenvolvimento no Rio de Janeiro.

    Na imagem destacada acima do início do texto, temos o croqui do que seria o estádio provisório da Gávea, com capacidade para 30 mil pessoas. Você vai entender tudo melhor ao ler a parte 2 deste post.

    No último sábado tivemos contato com a Arena Botafogo, estrutura provisória feita no velho estádio Luso-brasileiro, pertencente à Portuguesa da Ilha do Governador. Com capacidade máxima até 17 mil torcedores, não só abrigou o clássico contra o Flamengo como também fez ressurgir à pauta a questão dos estádios provisórios. E pensando bem, não poderíamos discutir ou até mesmo lutar para o levantamento de uma estrutura temporária (e barata) na Gávea, até que realmente consigamos erguer um grande estádio ou mesmo administrar o Maracanã? Quanto tempo até equacionar todos os trâmites, viabilizar todos os valores? Neste ínterim não poderia surgir uma Arena Provisória? São perguntas que o @neocrf tentará nos responder agora.

     

    O estádio temporário

    Pensei em um estádio em estruturas metálicas com fechamento lateral em placas de aço ou PVC para dar o acabamento.

     

     

    É necessário pedir as licenças aos órgãos responsáveis para erguer esta estrutura. Além disso, há legislação específica para não haver acidentes. Entretanto, há diversas empresas que trabalham exclusivamente com este tipo de estrutura (Nussli e Arena Group, por exemplo) e, que possuem fortes contatos dentro dos órgãos do governo, o que pode reduzir bem o tempo burocrático do licenciamento. Um exemplo é a empresa que monta o Rio Open.

     

     

    As três estações do metrô que serão inauguradas para as Olimpíadas estarão num raio máximo de 1 km. Ou seja, há demanda, necessidade e infraestrutura de transportes para absorver este volume de torcedores.

     

     

    O estádio temporário em si, não é uma criação minha. Ele é apenas uma adaptação de estádios-protótipos, encontrados na internet, para o espaço disponível na Gávea. Sua capacidade é de mais ou menos 30.000 pessoas, podendo ser reduzida ao se enquadrar nas diversas leis e decretos que incidem sobre o lote. Porém, um estádio com capacidade entre 20 e 30 mil não é nada mal se tratando de temporário.

     

     

    O estádio permanente

    Considerando que conseguimos instalar um estádio provisório e tudo flui muito bem, incluindo renda, visibilidade e aceitação dos moradores do entorno, nós não podemos nos esquecer que o estádio é provisório e terá uma data para o desmonte. Portanto, logo após a licença de obra para o temporário, já teríamos que dar entrada no estádio permanente.

    Como todos desejam, o Flamengo precisa de sua casa definitiva e esta seria uma ótima oportunidade de aproveitar todos os frutos e erros do estádio temporário para construir o seu estádio permanente. Pensei em algo um pouco acima da média histórica de público do Flamengo (até aqui), que é de 30 mil torcedores. Portanto, encontrei da mesma forma um estádio para pouco mais de 36 mil torcedores. Com isso, teríamos 5 mil lugares para a PM fazer sua parte de segurança do visitante, mais os 30 mil livres para mantermos a nossa média histórica de público.

    Este estádio pode ser de estruturas de concreto armado, pré-moldado, metálico ou, até mesmo, com dois sistemas estruturais como pré-moldados e metálicos. Eu sou adepto deste último sistema, pois é mais rápido, ecológico e barato. A cobertura não seria necessária num primeiro momento, caso o orçamento ficasse muito alto, mas o arranque (base para a continuação) da cobertura teria que ser construído junto com as arquibancadas. Outra opção para baixo orçamento seria construir primeiramente o anel inferior. Porém, novamente, se faz necessário deixar o arranque, pois não podemos pensar pequeno.

     

     

    Não gosto de soluções de construções em etapas, pois não sabemos o dia de amanhã. Por mim, faria um estudo bem executado, captaria os recursos necessários, como naming rigths, para fazer de uma vez. Nós não abandonaríamos o Maracanã, pois ainda mandaríamos jogos de apelo lá, como semifinais, finais e clássicos, mas teríamos nossa casa, com nossos patrocinadores e nossa renda. Também queria um estádio para 100 mil, mas no Rio de Janeiro não há terrenos com todos os itens que o condicionariam para construí-lo, como localização, transportes, segurança e preço de compra.

     

     

    Relembro que não fiz nenhum projeto aqui, apenas adaptei duas situações que apareceram recentemente para que o Flamengo deixe de ser escravo do consórcio do Maracanã e do Estado do Rio de Janeiro. Não sou escritor nem jornalista, sou apenas um arquiteto apaixonado pelo Flamengo que quer ver o seu clube com o estádio, mais bem localizado do país, para chamar de seu e orgulhar a única e real nação deste país, a flamenga!

     

    SRN!

    @neocrf


     

    Retornando, eu, Luiz, faço algumas considerações aprofundando e referendando o texto do Neo, a quem agradeço enormemente. O Flamengo certamente elaborará um PLANO DE USO DO ESTÁDIO. O que pretende fazer com ele, como vai administrar, para usufruir o máximo e oferecer o que for de melhor para seus usuários.

    Por exemplo:

    • Mapear potenciais áreas comerciais – no terreno do clube ou dentro do próprio estádio, de preferência — áreas hoje vazias ou utilizadas para outros objetivos e que podem ser transformadas em lojas, restaurantes, quiosques;
    • Pensar em um corredor ou uma ligação com a Arena da Gávea (“McFla”, a construir), o Museu e a Megaloja que ficam do outro lado do terreno;
    • Propor alterações de uso, como retirada de cadeiras de um setor do estádio para transformá-lo em uma área “popular” (em moldes existentes como no estádio do Borussia Dortmund e no Itaquerão);
    • Projetar elementos pré-moldados para montagem rápida, como palco(s) e pisos, preservando o gramado em dias de shows;
    • Estudo da acústica do estádio e projeto para adequação e melhoria para shows, menor impacto externo, idem para iluminação etc.

     
    O plano de uso teria como objetivo principal atingir o potencial máximo de lucratividade que um estádio na Gávea pode oferecer a um clube como o Flamengo. Na comercialização e construção deste estádio (e de qualquer outro) existem três pilares para a comercialização (os clube que não conseguiram executar, não se deram tão bem até o momento):

    • Comercialização de direito de nome do estádio e de setores internos do estádio (Naming Rights);
    • Aluguel de camarotes e cadeiras cativas (concessão por período);
    • Comercialização e concessão de bares e estacionamento.

    O que o Arsenal fez é improvável de se repetir, mas não impossível. No período de estudos, uma empresa bancou todos os custos de construção do estádio, dando nome a ele e se transformando em patrocinador master por 10 anos. O custo da operação para a Emirates ficou em 420 milhões de libras. Ótimo negócio para o Arsenal!

    Atualmente o mercado está diferente, mas os cálculos de estimativa dos Naming Rigths pelos primeiros 15 anos do estádio, giram em torno de R$ 15 MM/ano a R$ 20 MM/ano, como ocorreu recentemente nas Arenas Itaipava (Fonte Nova e Pernambuco). O Novo Palestra Itália, em São Paulo por R$ 280MM por vinte anos. No Rio de Janeiro e atrelado com a Marca Flamengo, acredito que giraria na casa dos R$ 20 MI/ano por 10 anos (R$ 200 MI no total).

    Em Portugal, o Benfica, não conseguiu comercializar o direito de nome do Estádio da Luz, sua casa. A solução encontrada foi a comercialização de setores do estádio, vendendo o nome do setor para empresas diferentes. O clube mais popular de Portugal passou a chamar os setores com os nomes dos parceiros. Quatro parceiros, quatro nomes de setor: MEO, Sagres, Coca-Cola e Moche, empresa do grupo MEO, que tem então duas cotas. Um ótimo negócio! O direito de nome completo virou três grandes parcerias para o Benfica. O mix de direito de nome para o estádio e para setores pode ser tentado no nosso caso também. O São Paulo tem um, em pequena escala: o setor Visa, espécie de “Maracanã+” dos tricolores.

    Diferente, um modelo que muito me agradou também, foi o do estádio do Barcelona de Guayaquil, onde se pagou a construção apenas com a venda dos camarotes, áreas comerciais e cadeiras cativas. O clube conseguiu financiar ainda na fase de projetos, inaugurando em 1987 apenas com a venda/concessão dos camarotes. Foi sede de final de Copa América e de final de Libertadores.

    O Alianz Parque, estádio do Palmeiras tem semelhanças com o modelo anterior. O projeto já saiu do papel com o direito de nome comercializado, uma vantagem frente ao Corinthians, que sofre com a Arena Corinthians. Seu modelo de concessão de camarotes é eficaz, já que faltam poucas unidades ainda a serem comercializadas (dado não atualizado). Os contratos são de três e cinco anos e, em média, os camarotes custam anualmente 200 mil reais. Nada mal. A capacidade varia entre 12 e 21 pessoas e há camarotes reservados para os parceiros do clube e a construtora, são 200 no total, 120 comercializáveis. No modelo para a comercialização das cadeiras cativas não é permitido a compra de lugares únicos, apenas de quatro em quatro unidades, já que ninguém vai aos jogos sozinho. O interessante é que estas cadeiras se localizam em camarotes mais amplos, para 28 pessoas, ou seja, sete lotes de quatro lugares. Perfeitamente aplicável por aqui.

    A estimativa de faturamento dos bares viria de um modelo híbrido entre os bares do estádio Nacional de Brasília e os restaurantes do Emirates Stadium. Em Brasília, na partida contra o Coritiba (pelo Brasileirão de 2013) foi arrecadado pelo Flamengo aproximadamente 300 mil reais nos 54 bares do estádio (valor especulado, impreciso, sem qualquer conferência. Ouvi no rádio do carro, desculpem-me pela falta de fontes mais confiáveis).

    Não sei qual foi o acordo firmado pelo clube, mas se o Flamengo consegue em média R$ 200 mil por jogo, em 30 jogos de uma temporada se obtém “rasamente” R$ 6 milhões no ano. Com os bares temáticos e restaurantes, o cálculo seria melhor. Já que existe um acordo com o McDonald’s para a construção de uma arena, presumo que não seria tão difícil construir uma ponte para uma possível parceria para os bares. Dividindo os bares em 60% do “tipo McDonald’s”, o restante seria de bares “populares”.

    Um outro tipo de bar também seria interessante no estádio permanente. No Emirates existem 8 bares voltados para as famílias e um público mais ligado ao ambiente do que o jogo em si, mesmo que este possa ir à ponta deste estabelecimento que tem visão do campo, para assistir a parte do jogo. Resolvi comparar a um restaurante popular no Brasil para exemplificar, o Outback. Cada restaurante tem em média um faturamento anual de R$ 5 milhões/ano (o gestor receberia 8% do valor do negócio, que pode girar em torno de R$ 400.000, daria aproximadamente R$ 5 milhões/ano). Seriam oito restaurantes dentro do estádio, que alcançariam uma marca de R$ 40 milhões. Se o lucro for da ordem de 20% teremos R$ 8 milhões/ano. Mesmo com os valores estipulados aqui, é provável que se consiga uma quantia ainda maior.

    A Estimativa de receita de Lojas seria obtida dos aluguéis condominiais e talvez porcentagem do lucro. Não tenho como precisar, mas posso descrever que a “venda de lojas” (cessão por período) também estariam inclusas como receita de construção do estádio e se dariam como ocorrem nos shopping centers: 100 lojas, 50 m² por R$ 10 mil o m² com a receita total de R$ 50 milhões. Não incluirei lucros como receita por não ter como precisar.

    Para comparação da estimativa de estacionamento, temos o Terminal Garagem Menezes Côrtes S.A., n Centro do Rio de Janeiro pode servir como referência para aferir os ganhos com estacionamento. Lá existem 3.500 vagas. No estádio proposto seriam aproximadamente 1.800. Com uma média de ocupação diária de 50% e de período médio de 2 horas, que custariam aproximadamente R$ 40,00, teríamos no final de um ano o valor aproximado de R$ 13 milhões. Este cálculo rápido não considera os mensalistas ou as diárias, que certamente contrabalanceariam os dias de menor movimento, além das “vagas VIPs”.

    Merchandising, placas fixas e eletrônicas dentro do estádio e no campo de jogo, publicidade em telões e televisores espalhados no estádio/camarotes – nestas propriedades o Flamengo poderia arrecadar aproximadamente R$ 10 milhões/ano. Em bilhetagem, eventos, conferências e banquetes, tours e museu, catering (fornecimento em geral, principalmente de comida): todos estes serviços podem arrecadar aproximadamente R$ 10 milhões por ano, com a concessão e percentagem destes serviços, mas, como também não tenho dados e subsídios, é apenas especulação sobre os números.

    Surgiria um aparelho esportivo novo, que se sustentasse com um financiamento via BNDES ou outro banco, e uma parceria com uma construtora como nos casos do Grêmio e Palmeiras. A propriedade principal, naming rights, o direito do nome de um estádio do Flamengo no Rio de Janeiro, imagine quanto não custaria? Eu poderia explorar diversas outras questões, mas penso ser o suficiente para explanar o que pensamos a respeito da construção.

    Gostaria de agradecer ao Max Amaral que me ajudou diretamente, ao Neo que produziu a base do texto, enriquecendo sobremaneira minha coluna e a todos que sempre ajudam na reflexão sobre este assunto. Obrigado, Rapaziada!

    Agradeço ao @Arbak_Apuhc, que me enviou um adendo importante. Leia: “Creio pertinente mencionar, para fins de escala, o tamanho da área “disponível” na Gávea sem alteração significativa da “área social”: 200m x 165m. É o quadrado vermelho na imagem. A Arena do CAP (43 mil) cabe aí, mas faltariam as áreas para as rampas, que talvez pudessem ser paralelas à arquibancada, abaixo da mesma. A Ilha do Retiro é assim. Já no Maracanã elas são perpendiculares, ocupando imensa área ao lado do estádio”.

     
    Luiz Filho (Twitter: @lavfilho)

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  • A chegada de Diego ao Flamengo

    Após tantas janelas sendo especulado, finalmente Diego vai jogar no Flamengo.

    No último dia de negociação, o clube anunciou a a principal contratação do futebol brasileiro pela segunda vez seguida. Na temporada passada tirou o Guerrero do Corinthians. No começo, havia contratado o Cirino, então sensação da última edição do campeonato brasileiro.

    Pode parecer demagogia, mas Diego veio porque quis realmente. Baixou a pedida salarial, abriu mão de R$ 12,7 milhões que tinha a receber até maio de 2017 e rescindiu seu contrato com o Fenerbahçe.

    Acreditou naquilo que virou o Flamengo após anos de caos financeiro: um clube que cumpre com suas obrigações, que investiu em estrutura e que terá um CT de alto nível até o final do ano.

    Hoje o clube começa a colher o aperto nas finanças de três anos. Muitos zombavam da torcida que “comemorava balanço”, “comemorava superávit”. Só ela sabe o que passou vendo o Rubro Negro sendo achincalhado pela imprensa e pelos rivais por anos.

    Agora é hora de comemorar o Flamengo mandando no mercado e contratando os principais desejos dos clubes rivais.

    Aos amigos que até pouco tempo desconheciam o que estava em curso na Gávea e agora estão super preocupados com a austeridade financeira do Flamengo, não se preocupem. O presidente responderá em caso de prejuízo financeiro e gestão temerária com seus próprios bens e para isso não precisou de seguir Medida Provisória do Executivo: o estatuto do clube já comporta sua própria Lei de Responsabilidade Fiscal com duras penas para mandatários irresponsáveis.

    Evidente que reforço bom é reforço que dá resultado. E aí vem um problema que a diretoria ainda não conseguiu corrigir: novamente montou o time no meio do campeonato.

    Mas o clube da Gávea conseguiu se manter no bolo do campeonato. Trouxe Damião e Donatti que ainda nem estrearam. Manteve Guerrero e tem ainda Éderson, Juan, Rever, Vaz, Allan Patrick, Cirino, Éverton, Cuellar, Arão, Jorge, Rodinei e Muralha.

    Zé Ricardo tem nas mãos um elenco que há muito tempo um treinador Rubro Negro não tem. Cabe agora montar o melhor esquema de acordo com seus jogadores à disposição.

    Dá pra montar no 1-2-1-2 com: Cuellar; Arão e Mancuello, Diego; Damião e Guerrero;
    Dá pra montar no 2-3-1 com Cuellar e Arão; Mancuello, Diego e Allan Patrick; Guerrero

    É fato que o Zé vai trocar pneu com o carro andando e às vezes sem tempo para treinar. Boa sorte pra ele!

     

    Leia mais posts do André Amaral aqui: https://ninhodanacao.blogspot.com.br/