Autor: diogo.almeida1979

  • FlaBasquete fica em segundo no último teste antes da temporada

    Na noite desta terça-feira (27), o Flamengo entrou em quadra diante do Basquete Cearense para fazer seu último jogo no Super Four Rio-Nordeste, torneio amistoso em preparação para o NBB 9, na Arena do Centro de Formação Olímpica, em Fortaleza (CE). A equipe rubro-negra fez um jogo equilibrado e se destacando no último quarto, conseguiu sua segunda vitória em três jogos, esta por 91 a 81, terminando em segundo lugar.

    O Flamengo encerrou sua participação no Super Four com vitória. O último torneio amistoso antes do início da temporada (o Fla jogou apenas diante do Macaé pelo Carioca) foi disputado em Fortaleza e com quatro equipes da elite do basquete nacional, contou com ótima organização e jogos bem equilibrados. Diante do Basquete Cearense, dono da casa, o rubro-negro conseguiu resistir a força adversária e levou o resultado positivo.

    As equipes entraram em quadra para disputar o segundo lugar do Super Four. Jogando bem e sempre utilizando a força do grupo, os dois times conseguiram boa pontuação e fecharam o primeiro quarto em 20 a 20. No segundo período, a liderança do placar trocou o tempo inteiro e com JP Batista e Marcelinho se destacando, o Fla ficou na frente com 49 a 44.

    O terceiro quarto começou da mesma forma até que, na metade do período, o Flamengo conseguiu se destacar e abriu boa vantagem, mas logo o Cearense conseguiu se recompor e encostou novamente, fechando o placar em 66 a 65. A etapa final marcou novo domínio rubro-negro, já que a equipe da casa voltou a errar bastante e o Fla ampliou sua vantagem para dez pontos já no fim, vencendo por 91 a 81.

    Saldo positivo e treinador satisfeito

    No primeiro confronto do torneio, o Flamengo foi derrotado pelo Vasco por 84 a 80 em partida que foi para a prorrogação e teve muita luta pelo resultado final. Naquela oportunidade, o Mais Querido teve desempenho abaixo do esperado e sofreu no primeiro tempo, se recuperando apenas no segundo e deixando o duelo bem equilibrado.

    Diante do Vitória, o rubro-negro amassou os baianos no terceiro quarto e conseguiu vencer sem dificuldades por 76 a 52. Neste confronto, as equipes mantiveram o equilíbrio durante o primeiro tempo, indo para o intervalo com apenas um ponto de diferença (31 a 30). Porém, o poder coletivo do Flamengo predominou e o adversário não teve chances.

    A classificação do Super Four teve o Vasco em primeiro com duas vitórias e uma derrota, conquistando a liderança pelo confronto direto com o Fla. Em segundo, o Orgulho da Nação, seguido por Basquete Cearense e Vitória.

    O saldo final do Super Four Rio-Nordeste foram duas vitórias e uma derrota. Após o último jogo, José Neto elogiou a vontade do elenco e afirmou que esse foi um ótimo momento para testar seu time, já que a temporada está apenas começando e o Flamengo terá uma longa caminhada pela frente. Além disso, a participação foi importante para alguns jovens talentos, como foi o caso de Lelê, se destacarem.

    Para o momento estou satisfeito, não digo nem satisfeito, mas estou contente pelo que viemos fazer aqui, que foi uma preparação. Acho que ela foi muito válida, principalmente pela postura e comprometimento dos jogadores. Temos dois torneios duros pela frente e só temos que agradecer o Basquete Cearense pelo convite“, disse Neto após o jogo.

    Os jogadores retornam ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira e terão o dia de folga, voltando aos treinamentos na quinta-feira pela manhã já com a presença de Ricardo Fischer. Nesta sexta-feira (30), o Fla vai até General Severiano para enfrentar o Botafogo, jogo válido pelo Campeonato Carioca, às 20h.

     

    *Foto: Stephan Eilert

  • Ele me mata, me maltrata, me arrebata

    Ufa! Que jogo foi esse, meus amigos? Parecia que não ia, mas foi! Foi e foi com cara de Flamengo, com raça, como time que não se abala com o placar adverso e muito menos se contenta com o empate. Foi como time que quer ser campeão a todo custo. Como time unido e que sabe da responsabilidade de representar mais de 40 milhões de apaixonados.

    Um roteiro totalmente rubro-negro, daqueles que nos enche de orgulho e ao mesmo nos faz sentir pena de quem não tem esse imenso prazer. Um roteiro daqueles que nos dá vontade de sair pelas ruas cantando em alto e bom som “OH, MEU MENGÃO!! EU GOSTO DE VOCÊ”. Roteiro que mostra a essência de um clube que nunca se acostumou com as derrotas, afinal de contas seu próprio hino já diz é “VENCER, VENCER, VENCER”.

    Essa foi de longe a partida que mais me causou emoção neste ano (não assisti o segundo jogo contra o Figueirense, pela Sul-Americana). Confesso que tentei me iludir e passei a véspera inteira tentando colocar em minha cabeça que era só mais um jogo, que ia ser tranquilo. Mas não rolou.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    A medida que as horas foram passando esse coração rubro-negro foi palpitando mais forte e a razão tornou-se algo insignificante. A partir daí, meus amigos, foi só por São Judas. Fiz meu ritual que antecede todos os jogos, estiquei o Manto Sagrado do meu lado, respirei fundo e fui pro jogo, até porque com a gente é assim que funciona. É “VAMOS FLAMENGO”!!

    O primeiro tempo razoável, mas com boas chances criadas me encheu de esperança de que na etapa final a história iria ser diferente. Na minha cabeça, o Diego acertaria o passe que ainda não havia acertado. O Pará voltaria a fazer um cruzamento na medida. E, por fim, aquela bola do Guerrero balançaria as redes dessa vez.

    Veio então o segundo tempo, o relógio andou, e tudo que havia planejado parecia ter ido por água abaixo com aquele gol do Rafinha. O 1 a 0 me baqueou! Por um instante pensei: “Putz, essa não vai dar”. Homem de pouca fé! Até parece que não sei como é o Flamengo. Gosta de tudo mais difícil, mais sofrido, que é para a glória ser ainda mais exaltada nos dias seguintes.

    E por falar em glória. Louvado seja Paolo Guerrero! Eu já tinha amaldiçoado até a sexta geração desse peruano, quando ele me acerta aquele chute e me faz soltar o grito de esperança, o grito de gol.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    Mas o empate não era suficiente, a gente precisava da vitória. Olhei pro cronômetro e ele marcava 38 minutos. Pensei: “Vai dar. O Zé tem estrela. O Fernandinho é o rei de Cariacica. O Guerrero vai marcar outro. O Alan vai acertar um daquelas chutaços de fora da área. Não sei como vai ser, mas vai dar”. E deu!

    Deu aos 43 minutos, com um gol de Mancuello. E que golaço! Aí eu não aguentei, meus amigos. Quando eu vi o argentino acertando aquele chute no angulo eu gritei, gritei com toda força que ainda me restavas, gritei como se fosse a última vez. Faltaram palavrões.

    Foi então que por alguns segundos fechei meus olhos e voltei à minha infância, voltei aos meus 13 anos. Naquele momento me lembrei daquela bola do Pet, em 2001, também aos 43, entrando no ângulo vascaíno. E na rápida lembrança eu vi novamente meu tio ajoelhado em frente ao televisor. Vi meu meu avô, meu eterno parceiro de jogos, com as mãos encobrindo o rosto. E me vi com as mãos na cabeça tentando acreditar que aquela bola iria entrar.

    Não deu outra. As lágrimas rolaram novamente desses olhos, tal qual em 2001. Naquele ano, foi a primeira vez que chorei pelo Flamengo. Foi como um um choro de batismo. A partir daquele dia minha relação como o Flamengo nunca mais foi a mesma.

    Lembro-me que no dia seguinte daquele jogo eu queria mostrar para todo mundo que era Flamengo. Assim como quando a gente encontra um grande amor e quer que todos saibam, naquele dia eu queria que todos soubessem que eu era rubro-negro. Eu queria apresentar meu novo amor pro mundo inteiro. Vesti a única camisa rubro-negra que tinha, que por sinal foi presente do vozão, e só tirei na hora de dormir.

    São sentimentos que só o Flamengo pode proporcionar. A capacidade de nos fazer voltar anos no passado. A capacidade de nos fazer eternizar na memória uma lembrança e nos emocionarmos todas as vezes que nos lembramos da mesma. A capacidade de criar roteiros parecidos. São coisas tipicas de um clube que é capaz de fazer seu torcedor cantar cheio de orgulho: “ […]ele me mata, me maltrata, me arrebata […]”.

    E são essas emoções que nos torna diferentes. Só quem é Flamengo consegue entender. Só quem é Flamengo consegue suportar. Só quem é Flamengo consegue acreditar que tem cheiro sim. Tem muito cheiro. Tem cheiraço.

    SRN!

    Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Copa do Brasil Feminino: Flamengo/Marinha busca vaga para as semifinais em Osasco

    Nesta quarta-feira (28), às 18h, o Flamengo/Marinha terá mais um desafio na Copa do Brasil Feminino 2016. Jogo de vida ou morte. O Mengão irá até Osasco-SP, enfrentar o Audax/Corinthians, no Estádio José Liberatti. O duelo é válido pelas quartas de final, sendo esse o jogo de volta. O jogo de ida acabou empatado em 1-1, assim, o time paulista tem a vantagem do empate sem gols. O jogo será transmitido ao vivo no Facebook do Grêmio Audax.

     

    O palco do jogo

    O Estádio Municipal Prefeito José Liberatti está localizado na Avenida Brasil, 1361, Bairro Jardim Rochdale, em Osasco. Tem capacidade para 15 mil pessoas.

     

    Setor central do Estádio. Créditos na imagem: Premiere.
    Setor central do Estádio. Créditos na imagem: Premiere.

     

    Provável time titular

    O técnico Ricardo Abrantes provavelmente irá repetir o time que empatou com o Audax/Corinthians no jogo de ida. Assim sendo, o time titular seria: Luana; Danizinha, Ana Carol, Karen e Roberta Emilião; Patricia, Diany e Juliana; Bárbara, Gaby e Larissa.

     

    Obs.: até o fechamento dessa reportagem, a imprensa do Audax não divulgou se a entrada será gratuita ou terá valor.

  • Reflexos e reflexões de Flamengo e Palmeiras dentro e fora de campo

    É inegável que as trajetórias de Flamengo e Palmeiras se confundam neste brasileiro, e se for pensar um pouco mais, não apenas neste instante.

    Falo isso observando dentro e fora de campo. Será que as gestões são similares, mesmo? Os clubes se parecem? Sempre achei, meus amigos mais próximos podem facilmente confirmar, que os dois clubes têm mais similaridades de que distâncias entre si.

    Parte da imprensa já observa que os dois clubes se aproximam, com gestões mais agressivas e modernas do que as comumente vistas no Brasil. Obviamente, cada um da sua forma, com suas peculiaridades, e que mesmo assim, numa História recente são uma espécie de espelho. São. Por caminhos diferentes.

    Como todo espelho, ele reflete e pode enganar a alguém com dificuldades de enxergar, ou propositadamente se manter ali pura e simplesmente para enganar, como numa casa de espelhos de parques de diversões. São dois clubes populares de cidades populosas, e que de certa forma, também contam com grande torcida “fora de seus domínios”. Notadamente, o clube carioca tem a maior torcida do país, com capilaridade ímpar e o Palmeiras não é nem o mais popular de sua cidade, mesmo assim conta grande torcida em outras regiões do Brasil.

    O Flamengo é um clube de origens populares e fanfarronas, nasceu da vontade de seis jovens remadores que queriam ter mais chances de conquistar as meninas da cidade, encantadas com os praticantes do esporte mais popular daquele momento, o remo. O Palmeiras é um clube de colônia, de origem italiana que gostaria de se firmar, se juntar, se divertir numa terra distante de seu país natal, a Itália. Os oriundi encontraram uma forma de se estabelecer no Brasil mantendo, e por quê não, amplificando sua cultura através dos encontros entre famílias e do esporte. Passaram por dificuldades em períodos de guerra, mas mantiveram-se como um clube popular e esportivo. O Palestra virou Palmeiras.

    Os dois clubes têm historicamente muita pressão interna, onde geralmente mais atrapalha do que ajuda. Sem contar as páginas de jornais com notícias negativas, não gloriosas no campo administrativo, com gestões que não orgulham a nenhum integrante de suas gigantescas torcidas mundo à fora. O Flamengo tem diversos grupos políticos ativos, se não me engano 10 ex-presidentes vivos. É um turbilhão, donde as crises se criam de dentro para fora. No Palmeiras não é muito diferente, existem também influentes ex-presidentes, diversos grupos políticos, pressões e a “turma do amendoim” (torcedores que ficam em áreas nobres do estádio e perto dos treinadores só para reclamar durante os jogos). São famosos, a relação com os treinadores não é legal e o Cuca já sentiu e reclamou.

    Espelho

    Em minha imaginação, espelhar pode ser a projeção sobre uma realidade perceptível ao olhos (não necessariamente), um engano. Para o leigo que não acompanha o dia a dia, o que ocorreu antes das administrações atuais (Eduardo Bandeira de Melo e Paulo Nobre, ambos em segundo mandato) os clubes estavam em alguns seus piores anos históricos em relacionados à gestão. Gestões catastróficas deixaram o clube carioca e o paulistano em situações financeiras, administrativas, políticas, etc. terríveis. Até em páginas policiais os clubes estiveram envolvidos diretamente.

    Vejo similaridades nos processos de “reabilitação”, mesmo com importantes ressalvas. Responsáveis por modelos de gestão modernos e mais amigáveis a o que se aplica fora do país, mesmo que diferentes entre si, Palmeiras e Flamengo iniciaram um distanciamento dos outros grandes clubes, onde o foco estava numa condução de menos espetáculo e muito trabalho voltadas para o público interno, sua base, na resolução de seus problemas. O time paulistano não conseguiu resistir a alguns desatinos anteriores e caiu para a segunda divisão por duas vezes, o clube carioca não. Não lembro de quem é a frase, mas “o buraco é grande, mas o Flamengo é maior do que o buraco”.

    Nobre promoveu a contratação de profissionais para a gestão do clube, primeiramente o José Carlos Brunoro como CEO, recentemente Alexandre Mattos no futebol, por exemplo. Nisso foi bem. Mas há contornos claros de “mecenato” no Palmeiras, com dinheiro do próprio presidente, já que é um grande investidor do mercado financeiro e um dos herdeiros do Grupo Itaú. Pegar empréstimos como pessoa física é muito mais “barato” do que na pessoa jurídica (clube). Especula-se que aproximadamente 220 milhões de reais foram investidos, dos quais uma parte foi perdoada e outra já paga, restando menos de 100 milhões de reais a ser pago.

    Aí está uma das diferenças entre os modelos, este modelo já foi praticado pelos palestrinos na década de 1990, com a Parmalat. É lícito, alguns podem questionar se moralmente é bom, mas é o que mantêm o nível de investimento do clube. O zagueiro colombiano Mina, destaque do time no que foi comprado nesse tipo de investimento de Paulo Nobre. Esta prática é similar à produzida no Fluminense com o modelo de contratações da parceira “Unimed”, de 1999 até 2014. Investimento em muitas peças, pesado. Um detalhe favorece aos alviverdes, foi o único dos grandes clubes a não assinar contratos de televisionamento de 2019 a 2024, e também não assinou o Profut por não ter grandes dívidas fiscais ou tê-las equacionadas.

    A gestão Bandeira de Melo é conhecida por nós. Anos de desmandos na Gávea, má reputação, dívidas, gestões nebulosas, entre outras coisas, que começam a mudar com a “chegada” da Chapa Azul, onde grandes Flamenguistas se doaram para mudar a História do clube. Pena que ocorreram desentendimentos e parte deste rubro-negros não faz mais parte desta gestão. O Flamengo segue. Muitas foram as vitórias fora de campo, com suor e esforço, sem mecenato, na raça. A custa de muito suor em campo, sofrimento, também. MUITO sofrimento para a torcida.

    Como exemplo temos a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Rubro Negra, a LRF RN que pune os maus gestores na pessoa física. Isso antes da regulamentação e sanção do Profut. A virada exigia um projeto profissional para uma “empresa” que hoje administra um orçamento anual na casa dos 400 milhões de reais, uma nova estrutura de gestão, uma nova cultura administrativa. Cultura essa que adveio de um movimento que oxigenou politicamente o clube com a adesão de novos associados, baseados em novas estruturas de gestão e transparência. Basicamente de torcedores novos que entraram no clube para ajudar. Na gestão em si, a mudança da imagem fora importantíssima , pela estrutura de trabalho transformada num modelo para o futebol brasileiro.

    O campeonato brasileiro de 2016 parece trazer uma projeção já atual de um futuro próximo, onde os clubes parecem mais equilibrados. Com um novo estádio (outro por tentar garantir) e investindo em seus CT’s (nisso estamos à frente). Coincidentemente, as trajetórias se assemelham, novamente. Houve reconstrução dos elencos, maior investimento nas equipes e investimento fora do campo. Sofremos demais (sem coitadismo, odeio isso) por incompetência nossa, também por jogar longe do Rio. Também ganhamos o apoio da torcida em qualquer lugar deste país. Somos de todo lugar, todos menos alguns.

    Construímos esse caminho com problemas, aprendizado, erros e acertos. Esse título vem sendo construído de forma bem bacana com a torcida sendo parte fundamental dela. Seja em Cariacica, seja em Brasília, São Paulo, em qualquer lugar. Isso mostra nosso tamanho, nossa grandeza, nossa maior riqueza. Sem grandes ilusões, sapatinho máximo nessas próximas 11 batalhas e o Hepta vem! Tenho fé, seremos campeões! São Judas Tadeu está a batalhar por nós, conosco, na verdade. Para salientar que vencemos uma Copa do Brasil antes deles (2013 x 2015) e tenho a certeza de que temos de vencer um Brasileiro antes deles. Nosso povo merece essa alegria. Aliás, alegria tem 7 letras. Não sei se já perceberam quantas vezes escrevi Flamengo neste texto. Contem, por favor.

     

    Flamengo Hic et Ubique

     

    P.S.: Pra entendermos um pouco do que é feito o Palmeiras internamente. Site Verdazzo, uma das referências de politica interna de clubes no Brasil. É um dos sites mais antigos sobre clubes e com notícias e debates.

    http://www.verdazzo.com.br/post/ler/id/162/mais-um-triste-capitulo-na-historia-da-politica-do-palmeiras.palmeiras

    P.S.2: Coisas de um passado não muito distante. Nosso muro de Berlim, não podemos jamais esquecer. A Gávea respira melhor. O cheirinho é outro.

    http://flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/1355/flamengo-acumulou-divida-de-r-215-milhoes

    http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2013/04/auditoria-das-contas-do-flamengo-aponta-rombo-de-r-7507-milhoes.html

  • Vídeo: David Tavares analisa Flamengo 2 x 1 Cruzeiro

    Siga @DavidLTavares no Twitter e assine o canal do jornalista para receber novos vídeos: https://www.youtube.com/channel/UCGJn8pC7Y2C7Emnw-bIBcsA

  • Ingressos – Flamengo x Palestino

    Na próxima quarta-feira (28), às 21h45, o Flamengo entra em campo pelo jogo de volta das Oitavas de Final da Copa Sul-Americana 2016. O jogo será realizado no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES). Os ingressos variam de R$ 100 (inteira) até R$ 25 (meia para ST). Cerca de 13 mil ingressos serão colocados à venda.

     

    Informações dos ingressos para a Nação Rubro-Negra:

    Localização: SETORES A, B, C e D;

     

    (Torcida do Palestino: Setor B1 / Valor: R$ 100 e Meia: R$ 50)

     

    Valor do Ingresso: 

    R$ 100 (Meia R$ 50): Público geral e ST Nação Jr

    R$ 80 (Meia R$ 40): ST Tradição

    R$ 50 (Meia R$ 25): ST Raça e superiores

    Meia entrada: Estudante, professor, doador de sangue e pessoas com mais de 60 anos (obrigatório comprovação na entrada do estádio);

    Gratuidades: para crianças até 2 anos de idade.

     

    Vista aérea do Kleber Andrade, no jogo de domingo. Imagem: Gazeta Online
    Vista aérea do Kleber Andrade, no jogo de domingo. Imagem: Gazeta Online

    Pontos de venda

     

    Em ES:

    LOJAS ADEMAR CUNHA: Campo Grande (Cariacica), Laranjeiras (Serra), Novo México (Vila Velha) e Muquiçaba (Guarapari);
    LOJAS LOS SPORTS: Shopping Boulevard Vila Velha e Shopping Moxuara (Cariacica);
    LOJA SOULLAND: Shopping Mestre Alvaro e Shopping Vitória;
    LOJA DO FLAMENGO – Shopping Boulevard – Vila Velha;
    LOJA ICONE SPORTS – Vitória;
    LOJA VETTOR ESPORTES – Cachoeiro do Itapemirim;
    LOJA LANCE ESPORTES – Castelo;
    QUIOSQUE ACESSO VIP – Vitória;
    LOJA LIBANESA HOMEM – Praia do Canto.

    Ainda, o ingresso poderá ser adquirido através do site Meu Bilhete

    Obs.: Abertura da Bilheteria no Estádio – 28/09 às 10h

     

    Créditos na imagem destacada: Gabriel Cerbino

  • Vídeo: Gustavo Roman analisa Flamengo 2 x 1 Cruzeiro | Campeonato Brasileiro 2016

    Para o jornalista, a vitória do Mengo deixou a torcida em êxtase, pela maneira como foi conquistada.

    Entretanto, o Flamengo apresentou erros que precisam ser levados em conta na análise do time de treinador Zé Ricardo.

    Roman comenta que o time que tem sido o mais coletivo do campeonato, com triangulações e jogadas muito elaboradas, não conseguiu mostrar essas peculiaridades no primeiro tempo, quando dominou amplamente o Cruzeiro: “o Flamengo teve mais a posse de bola  mas também teve muito menos ideias”.

    Nosso comentarista aponta erros na saída de bola como fatores predominantes para essa falta de criatividade do vice líder da competição: “a saída com passe longo ou via Márcio Araújo não vai resolver quando o Flamengo enfrentar times postados como o Cruzeiro neste domingo”.

    Roman bate na tecla da pouca funcionalidade do volante Márcio Araújo: “Ele marca bem? Marca. Porém é um jogador sem nenhuma outra funcionalidade”.

     

    Assista:

     

  • Sorte e paixão de um turista rubro-negro no Chile

    Quando o rubro-negro Fred Barros planejou conhecer o Chile, sequer passava pela sua cabeça que seria um daqueles torcedores agraciados com uma vitória do Flamengo no país, em partida válida pelas oitavas-de-final da Copa Sul-Americana 2016.

    “O Sheik entrou e um profeta anônimo cravou que o gol seria dele”, brinca sobre o momento que o esquecido atacante foi chamado por Zé Ricardo para entrar na partida.

    Leia abaixo o relato do nosso leitor.

    A viagem já estava marcada há alguns meses. Uma semana de férias em Santiago apenas para passear.

    Quis o destino, entretanto, que no dia em que pousei na cidade, o Palestino tenha se tornado o adversário do Flamengo na Copa Sul-Americana, ao eliminar o peruano Real Garcilaso.

    Mas foi só no domingo seguinte, após a vitória sobre o Figueira pelo Brasileiro, que fiquei sabendo por amigos no WhatsApp que teria a chance de acompanhar meu time pela primeira vez fora do Rio. E logo fora do país!

    Desde domingo comecei a buscar informações sobre como comprar ingressos para o setor de visitantes. Mesmo no site do Palestino não tinha nada. Outra questão era como chegar e voltar do estádio. É possível andar a cidade toda de metrô, mas como ele fecha às 23hs, não seria possível voltar dessa forma. Acabei, também por receio com a segurança, combinando um translado de ida e volta com a mesma pessoa que me alugou o apartamento em Santiago. Depois, com informações do blog Mundo Bola, comprei o ingresso no próprio estádio na manhã do dia do jogo. Combinei de ir cedo por causa do trânsito, mas me decepcionei em um ponto. Não foi possível tomar aquela gelada para fazer o “aquecimento” pré-jogo, pois no Chile é proibido beber na rua e também não se pode vender bebidas alcoólicas no estádio.

    Então, aproveitei para me enturmar com os outros flamenguistas que também chegaram cedo. Dividimos as estórias, desde casos como o meu, pessoas que vieram só para ver o jogo de diversas partes do Brasil ou até países vizinhos, brasileiros que moravam no Chile e até chilenos que conheciam o Fla e resolveram assistir. Aliás, me surpreendi com a quantidade de rubro-negros no jogo. Pelo menos 200 pessoas, acho eu. Mas, os mais curiosos e animados chegaram a poucos minutos do início do jogo. Um grupo de chilenos, que visivelmente tinham conseguido o aquecimento pré-jogo que me fez falta e chegaram cantando, pulando e fazendo uma baita festa. Tinham músicas próprias em espanhol que tentaram nos ensinar e tentaram aprender e cantar as nossas em português. Depois descobri que eram torcedores de um time amador local de nome Club Deportivo Flamengo, que aproveitaram a oportunidade para torcer pelo xará famoso. A sinergia ficou bem legal e cantamos praticamente o jogo todo.

    Mais que a própria torcida do Palestino, bem modesta também (o público total do jogo foi de pouco mais de 6 mil pessoas). O jogo em si não foi de muito bom nível, já que o Fla botou um time misto e o Palestino não tem lá um grande time. A maioria já estava se conformando com um empate quando o Sheik entrou. Mas, como sempre vemos nas arquibancadas, um profeta anônimo cravou que ele faria o gol da vitória e dito e feito. Vitória na primeira experiência fora do Rio e do Brasil, mostrando que sou pé quente.

    Experiência única, que espero ter mais vezes.

  • Se não fosse sofrido não seria Flamengo

    Por: Fernando Sampaio (Twitter: @fernandomcss)

     

    Começo esse texto com uma frase clichê, mas que se aplica perfeitamente, mais uma vez, a um jogo do Clube de Regatas do Flamengo.

    Uma tarde nublada em Cariacica, que mesmo com 20% a menos de público devido à punição do STJD, estava completamente vermelha e preta. O Kléber Andrade, mais uma vez com ingressos esgotados. E pela primeira vez, com uma torcida visitante que realmente fizesse barulho. Mas apesar dos esforços, a torcida cruzeirense pouco era ouvida. O Klebão chegava a tremer com a torcida rubro-negra, extasiada pela campanha do time, invicto no Espírito Santo. O que as duas torcidas não imaginavam era o espetáculo que estava por vir.

    Um jogo que, no primeiro tempo, tivemos chance de abrir uma vantagem de pelo menos dois gols, com boas chances de Guerrero e Jorge, acabou se complicando no segundo tempo. Após uma boa mexida do treinador celeste, Mano Menezes, o time de Minas foi para cima e conseguiu abrir o placar já no final do jogo. Cenário de pânico e caos? Não em Cariacica.

    A torcida se cala por 10 segundos enquanto apenas os gritos azuis são escoados. É isso. 10 segundos. Após isso, incrivelmente, todos os torcedores rubro-negros se levantam, e cantam ainda mais alto. Zé Ricardo então saca Márcio Araújo, Gabriel e Éverton, colocando Mancuello, Fernandinho e Alan Patrick. E a mística Cariacica faz a sua parte. A torcida, o clima, o gramado. O conjunto de fatores que tanto influenciou positivamente o rubro-negro este ano, aprontou mais uma vez a nosso favor. Guerrero, até então sumindo, aproveitou umas das únicas chances que teve no segundo tempo e, com a ajuda da zaga, faz um golaço e empata o jogo.

    Os mais de 15 mil rubro-negros presentes no Maracanã Capixaba se transformam em um 12º jogador, e como se estivessem em campo, auxiliam o time na virada. Em jogada iniciada por Diego, Alan Patrick deixa Mancuello na cara do gol e o argentino não perdoa, colocando no ângulo do goleiro cruzeirense. Festa da torcida com gol da vitoria no último minuto. Déjà vu? Não, apenas mais uma tarde comum em Cariacica.

    Fernando Chervet Sampaio