Autor: diogo.almeida1979

  • Jorge Ben e o majestoso Fio Maravilha contra o Benfica

    Segundo tempo.

    A bola lançada chega à cabeça de Arilson, que enxerga um companheiro livre e vai escorar. Entretanto, o zagueiro português Malta percebe o movimento e consegue alcançar o atacante. Os dois dividem pelo alto. Trombam. Vão ao solo. Na queda, o corpulento Malta, com todo o seu peso, desaba sobre o joelho do jogador flamengo. Arilson urra, contorcendo-se em dores. O médico entra às pressas no campo e gira os dois indicadores, no movimento típico de aviso de substituição. Zagalo coça a cabeça, olha para os lados e chama um jogador. “Vai lá garoto, dá dois piques aí e entra”.
    Fio vai entrar no gramado. E vai entrar para a história.
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    * * *

    Ano novo, vida nova.

    Após uma temporada difícil e conturbada, o Flamengo pensa em investir forte para a temporada de 1972. O plantel é tido como bom, mas falta o craque, aquele jogador que bota a bola debaixo do braço e resolve. E a oportunidade surge quando o Botafogo resolve se livrar de Paulo César Caju, responsabilizado diretamente pela traumática perda do Campeonato Carioca do ano anterior.

    Paulo César (Tricampeão Mundial em 1970) é daqueles jogadores talhados e permeados pela marra. Habilidoso ao extremo, dono de um drible desconcertante, passes milimétricos e um arremate violentíssimo, é um jogador versátil, capaz de atuar na ponta-de-lança (camisa 10) ou na ponta-esquerda. Encrenqueiro e rebelde, é dado a provocações como a prática de embaixadinhas em partidas ganhas, declarações polêmicas (“não quero saber do Botafogo”, soltara numa ocasião para se livrar de um repórter chato), cabelos pintados, barba longa, entre outras características. A diretoria do Flamengo vê em Paulo César o jogador perfeito para dar a “nova cara” de que o time precisa. Uma cara confiante, auto-suficiente, vencedora. E compra o jogador, junto ao Botafogo.t7

    Junto a Paulo César, é contratado ninguém menos que Mário Jorge Lobo Zagalo, treinador da Seleção Brasileira e tido como o melhor técnico brasileiro em atividade. Zagalo é a aposta para dar consistência ao vestiário, após a conturbada experiência com Yustrich e o período de transição com o já cansado Fleitas Solich.

    A diretoria ainda tenta reforçar a comissão técnica. Interessa-se pelo Supervisor do Vasco, que tem sido elogiado pelo ótimo trabalho no cruzmaltino. No entanto, apesar da melhor proposta salarial e da forte crise vivida pelo clube da Colina, o profissional prefere honrar seu contrato e permanecer em São Januário. Seu nome, Cláudio Coutinho.t9

    Os ventos parecem estar mudando de direção. Além das chegadas de Paulo César, Zagalo e do iminente retorno de Doval, o torcedor ainda tem mais um motivo para sorrir. Henrique Mecking, o Mequinho, enxadrista do Flamengo e rubro-negro fanático (costuma disputar as partidas com uma camisa do Flamengo sob o agasalho), conquista na Inglaterra o título de Grande Mestre Internacional, honraria máxima na carreira da modalidade. Sua chegada ao Rio de Janeiro leva uma multidão ao Galeão, e Mequinho é levado à Gávea, onde uma grande festa, com batucada e escola de samba, o aguarda. O tímido Mequinho agora é uma celebridade internacional. E do Flamengo.t6

    Zagalo inicia seu trabalho pregando a montagem de uma equipe de alto nível. “Futebol cauteloso sem ser defensivo”. Com efeito, o Flamengo tem perdido muitas partidas pelo excesso de entusiasmo. Empurrado pela torcida, avança o time em demasia e sofre com a defesa exposta. “Já ganhei vários clássicos assim. Contra o Flamengo, basta esperar. Agora, que estou aqui, vou resolver esse problema.”

    Mas Zagalo (que volta ao Flamengo, onde se revelou) ainda está diante de outras questões. O elenco, com 40 jogadores, está inchado. Vários atletas estão gordos e desmotivados. Outros simplesmente não rendem. Nomes como Dionísio, Samarone, Arílson, Zanata e Paulo Henrique, tidos como importantes, estão em baixa, por motivos diversos. Zagalo, em sua primeira semana, chama um por um para conversas individuais e avisa que dará chances a todos. Depois da pré-temporada, resolverá quem permanece.

    Com isso, os jovens da base perdem espaço. Zico, Rondinelli, Cantarele, Jaime e Vanderlei, entre outros, estão fora dos planos para a temporada dos profissionais, e seguirão nos juniores.t8

    Antes do início do Campeonato Carioca, que é a obsessão flamenga (o clube amarga um jejum que caminha para o sétimo ano), o rubro-negro disputa alguns amistosos, que servem para Zagalo ir aprimorando seu time-base. Empata com o Botafogo (1-1), em que 75 mil veem um jogo morno, de dois times ainda sem preparo físico. Depois o primeiro bom resultado, a vitória sobre o Santos de Pelé, com Pelé (1-0), em que já se percebe, pelo bom funcionamento da defesa, o dedo de Zagalo.

    O teste seguinte é o Torneio Internacional de Verão, um triangular que também conta com Vasco e Benfica-POR. Para a competição, Zagalo pensa numa formação com Ubirajara, Aloísio, Fred, Reyes e Paulo Henrique; Liminha, Rodrigues Neto e Paulo César; Rogério, Caio e Arílson. Esse time ainda deverá contar, no futuro, com o retorno de Zanata (que se recupera de uma cirurgia) e Doval, que retorna de um “exílio forçado” na Argentina, decorrente de atritos com Yustrich.

    A partida que abre o torneio é Flamengo x Benfica. O alvirrubro, campeão português, líder da temporada e semifinalista da Copa dos Campeões (futura Champions League), ostenta uma das principais equipes da Europa. Ressente-se de alguns desfalques, como o atacante Artur Jorge e Eusébio, a Pantera Negra, que vem ao Brasil mas ainda se recupera de lesão. Seu treinador, o inglês Jimmy Hagan, com típica postura arrogante, declara ser “obrigação impor-se a qualquer adversário”.
    Noite de sábado, tempo bom, Maracanã, 45 mil.

    A partida é truncada, tática, daquelas que encantam os cronistas e entediam o torcedor. O Benfica, sem seus principais atacantes, monta um esquema defensivo, espera o Flamengo para contragolpes. Zagalo, com sua costumeira cautela, não solta a cavalaria e prefere povoar o meio-campo. O resultado é um jogo pesado, duro, com muitas divididas fortes e poucas chances de gol. Os portugueses rendem melhor na primeira etapa, e chegam a perder uma chance clara, barrada por uma bela defesa de Ubirajara em chute forte de Jordão. O Flamengo apenas ameaça com o ponta-direita Rogério, principal figura em campo. Rogério vai mostrando o futebol que quase o levou para a Copa de 1970 (foi cortado por lesão) e enlouquece os marcadores. Mas não consegue dar sequência aos lances.

    O primeiro tempo termina 0-0. Na volta do intervalo, o quadro geral não se altera e a partida parece mesmo pender para um tristonho empate. É quando acontece a disputa de bola que tira Arílson de campo.

    * * *

    Vai entrar Fio. Entra o “Crioulo Doido”.

    “E novamente ele chegou, com inspiração…”

    t5-1Fio, revelado pela base flamenga nos anos 60, já caminha para o sétimo ano nos profissionais. É um jogador extremamente voluntarioso, veloz e raçudo, o que compensa seu jeito algo desengonçado e uma certa limitação no trato com a bola. Seus dentes proeminentes, seu aspecto corpulento, não raro acima do peso, e seu andar desajeitado o tornam uma figura folclórica, praticamente um xodó. Imprevisível, vai do limbo ao nirvana em um átimo, provocando manifestações bipolares em um torcedor carente de ídolos e conquistas. Mas os áridos tempos estão cobrando seu preço. Com o contrato prestes a vencer, Fio ainda não foi procurado pela diretoria. Parece fora dos planos.

    “Com muito amor, com emoção, com explosão em gol…”

    A entrada de Fio incendeia a partida. Paulo César vai jogar na ponta-esquerda, Caio recua para o meio e o “Crioulo Doido” vai para sua posição, o meio da área. O Flamengo se torna mais leve, lépido, ofensivo. Começa a pressionar mais. E a se expor. As chances de gol, antes escassas, agora irrigam o amistoso. O gol, para qualquer lado, parece próximo. Radialistas evocam, “está amadurecendo”

    “Sacudindo a torcida aos 33 minutos do segundo tempo…”

    São trinta e três minutos. Rogério recebe de Fio pela ponta-direita. Costura pela intermediária e enxerga o próprio Fio, desmarcado. O lançamento, na corrida, é perfeito. Fio se projeta e vai ao encontro da bola, correndo para realizar a jogada de sua vida.

    “Tabelou, driblou dois zagueiros, deu um toque, driblou o goleiro…”

    O primeiro a dar combate é Messias. Fio, em altíssima velocidade, ginga, reboleteia a cintura, num meneio põe o português ao chão. Depois chega Artur, pronto para o choque. Com a ponta dos pés, o “Crioulo Doido” dá um leve toque, deixando o zagueiro na saudade. Agora está apenas diante do goleiro. Um corte seco. A vítima, estendida. E as portas da plenitude, escancaradas à sua frente.

    “Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol…”t4-1

    Tudo se passa em uma fração de pensamento. Não há tempo para raciocinar, pensar, imaginar o que fazer. Há uma baliza, aberta, ampla, arreganhada, oferecendo a felicidade. Fio apenas empurra, com imponderável tranquilidade, consumando o desfecho celestial em gol. O Maracanã vai abaixo, desaba em gritos de amor e paixão. Enfim, o destrambelhado Fio vive seu momento mágico, seu instante de craque. A carreira, os sacrifícios, o sofrimento, as chacotas, nada é comparável à maravilhosa delícia de ter uma nação cantando seu nome e seu feito. Fio, enfim, é um Herói Rubro-Negro.

    “Nós gostamos de você…”

    Depois do gol, o Benfica vem com tudo em busca do empate. Mas é o Flamengo que quase amplia, executando à perfeição a tática dos contragolpes de Zagalo. Paulo César, enfim, faz uma grande partida, mostrando porque foi contratado. Mais alguns episódios de luta, e a partida termina mesmo com o placar marcando Flamengo 1-0 Benfica.t2

    O gol renderá frutos a Fio. De encostado, o jogador passará a ser uma das principais opções de Zagalo para entrar e inflamar jogos. Terá seu contrato renovado e atuará ainda por mais um ano.

    Mas o grande legado daquela noite de sábado será logo revelado. Um jovem, mas já famoso compositor, rubro-negro até o tronco da medula, que estava nas arquibancadas daquela partida, mostra-se hipnotizado com o gol que presenciara. Rabisca uma melodia aqui, uns versos ali. Algumas sessões de ensaio, outros tantos rabiscos e correções, e a música está pronta para gravar.t3

    Vai nascer o Fio Maravilha.

    “O Flamengo derrota o Vasco por 1-0, gol de Paulo César, e conquista o Torneio de Verão de 1972, repetindo o feito de 1970. Poucas semanas mais tarde, o time de Zagalo conquista o Torneio do Povo (que conta com seis equipes), com um empate contra o Internacional (0-0). Ainda levantará a Taça Guanabara, após golear o Fluminense (5-2) na final, e enfim encerrará um incômodo jejum, faturando o Campeonato Estadual, ao vencer o mesmo Fluminense por 2-1.”

    Fotos: Arquivo Nacional, Google e Revista Placar
    Adriano Melo
    Twitter: @Adrianomelo72

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  • “A gente não sabe o que vai encontrar”, diz Juan sobre grama sintética

    O zagueiro Juan, que deve ser titular na partida contra o Atlético-PR, no lugar de Rafael Vaz, que se recupera de lesão no ombro, admitiu que o Flamengo terá dificuldades com a grama sintética da Arena da Baixada, onde nunca jogou, apesar de ter treinado nos últimos dias no campo de grama sintética do Ninho do Urubu para se preparar para o jogo.

    – A gente tentou mais ou menos adaptar ao que a gente vai encontrar lá domingo, mas sinceramente, a gente não sabe o que vai ser, porque a gente não teve oportunidade de jogar. Acho que todos os times que foram lá esse ano sentiram isso, porque é um fato novo, talvez ano que vem as equipes estejam já acostumadas e adaptadas, mas a gente não sabe o que vai encontrar.

    O zagueiro afirmou que a maior preocupação é com os minutos iniciais do jogo.

    – A gente espera que a gente não sofra muito, a gente sabe que principalmente os primeiros minutos eles imprimem uma pressão muito grande, porque é o tempo que você está se adaptando ao gramado. A gente quer superar isso para depois, sim, poder jogar nosso jogo.

    Juan disse que o fato de o campo de grama sintética no Ninho ser muito novo fez que ele não esteja ainda em condições ideais para preparar o time para a situação que irá encontrar em Curitiba.

    – A gente tentou fazer uma adaptação de alguns dias na grama sintética que a gente tem aqui, mas como é um gramado novo ainda não pegou muito, tem muita borracha, e deixa o jogo mais lento até do que na grama.

    Apesar de todas essas dificuldades, o zagueiro afirmou que o Flamengo pretende superar o desafio e conquistar a vitória que garante o vice-campeonato.

    – É mais um obstáculo, mas a gente já teve tantos esse ano e vai ter que superar esse também. Quando você não luta mais pelo título, você tem que chegar no lugar mais alto do campeonato, e hoje pra gente é o vice-campeonato, porque também vai ser um motivo de orgulho, a gente vai tentar coroar esse Campeonato Brasileiro que a gente fez, com todas as dificuldades que a gente encontrou, sendo vice-campeão brasileiro.

     
     
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  • Tabu triplo é desafio na busca de prêmio milionário do Brasileiro

    O Flamengo enfrenta neste domingo um triplo tabu na busca pelo segundo lugar no Campeonato Brasileiro e do prêmio de R$ 10,7 milhões da CBF – R$ 3,4 milhões acima do valor pago ao terceiro lugar.

    O primeiro é o fato de o clube jamais ter sido vice-campeão brasileiro em 45 edições do Campeonato Brasileiro – é, ao lado do Fluminense, o único clube considerado grande que jamais terminou a competição em segundo lugar (oficialmente, pela CBF, o Flamengo tem um vice pela Taça Brasil de 1964, equiparada em 2011 ao Campeonato Brasileiro).

    Para garantir o segundo lugar, o Flamengo precisará vencer o Atlético-PR, já que o Santos enfrenta em casa o rebaixado América-MG, que já dispensou boa parte de seus jogadores titulares. Aí é que entram o segundo e o terceiro tabus. O primeiro deles é mais recente: o Flamengo não vence uma partida na última rodada do Campeonato Brasileiro desde o hexacampeonato, em 2009, que veio com um triunfo contra o Grêmio na partida derradeira. Foram cinco empates consecutivos (0x0 com o Santos, em 2010; 1×1 com o Vasco, em 2011; 2×2 com o Botafogo, em 2012; 1×1 com o Cruzeiro, em 2013 e 1×1 com o Grêmio, em 2014) e a derrota para o Palmeiras no ano passado.

    Mas o maior tabu é o fato de o Flamengo não vencer o Atlético-PR em Curitiba por Brasileiros desde 1974 – e nunca ter vencido na Arena da Baixada pela competição. A única vitória veio em 1974, no então Estádio Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Paulinho e Zico – que ganharia naquele ano sua primeira Bola de Ouro da Placar – fizeram os gols da vitória por 2×1, com Sicupira descontando para o Atlético. O hoje auxiliar Jayme de Almeida foi zagueiro titular do Flamengo naquela partida. O jogo, entretanto, ficou marcado por um momento insólito, envolvendo o atacante Dario (o Dadá Maravilha) e descrito desta forma pelo Jornal do Brasil de 22 de abril de 1974, dia seguinte à partida.

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    Na Arena da Baixada, Flamengo e Atlético já se enfrentaram 14 vezes pelo Brasileiro, com 3 empates e 11 vitórias do time paranaense. A única vitória do Mais Querido foi pela Copa Sul-Americana, em 2011, com gol de Ronaldinho. A cidade de Curitiba sempre foi um dos palcos mais hostis para o Flamengo em Brasileiros, que também enfrentou um longo jejum sem vencer o Coritiba lá, encerrado em 2013 – desde então, o Flamengo venceu as quatro últimas partidas no Couto Pereira pela competição. Além dos tabus, o jogo de domingo tem dois desafios extras: o Atlético-PR é o melhor mandante do atual Campeonato Brasileiro – só perdeu um jogo em casa, para o campeão Palmeiras. E pela primeira vez o Flamengo terá de enfrentar o novo campo de grama sintética da Arena da Baixada.

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  • Imprensa peruana coloca Farfán no Flamengo

    Dois dos principais jornais esportivos peruanos dedicaram a capa de suas edições desta quinta-feira à informação de que o atacante peruano Jefferson Farfán estaria próximo a se juntar a seu compatriota Paolo Guerrero e reeditar a dupla de ataque que os dois fizeram por muito tempo na seleção. O “Depor” e o “El Bocón” dizem que Farfán viaja na semana que vem ao Rio para acertar seu contrato com o Flamengo. Segundo o “El Bocón”, Farfán seria a contratação prioritária para o Flamengo em 2017, um ponta driblador e agressivo.

    O jogador de 32 anos não entra em campo desde outubro, quando se desvinculou do clube árabe Al Jazira, que não estava cumprindo suas obrigações contratuais com ele. Farfán está longe de viver a melhor fase da carreira – não é convocado para a seleção peruana desde março. No mês passado, o técnico Ricardo Gareca foi duro ao explicar porque não vem chamando o jogador:

    – Farfán deve ser um dos melhores jogadores da história do Peru. Eu priorizo o país, a necessidade do país. O que me oferece o jogador, se está competitivo, se pensa no país ou pensa numa questão pessoal. Eu analiso tudo como treinador. Se Farfán ou qualquer outro jogador acredita que o seu passado basta para estar na seleção, está enganado.

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    Farfán jogou apenas 7 vezes pelo Al Jazira este ano, marcando apenas 3 gols. De novembro do ano passado a março, ele esteve afastado dos campos com uma grave lesão no tornozelo. A última boa temporada dele foi a de 2013/14 pelo Schalke 04, quando disputou 28 jogos e marcou 12 gols. Na carreira, Farfán tem 158 gols em 510 jogos por Alianza Lima, PSV, Schalke e Al Jazira e 22 gols em 75 partidas pela seleção peruana.

    Em maio, Guerrero fez lobby para que o Flamengo contratasse seu parceiro de ataque, que esteve ontem presente ao lançamento do filme sobre o artilheiro rubro-negro:

    – Gostaria que Jefferson fosse para o futebol brasileiro. Se for possível no Flamengo, melhor ainda. Sinto falta de jogar com ele – afirmou.

    Farfán não é o único jogador que a imprensa peruana vem especulando como possível reforço do Flamengo para 2017. Nos últimos dias, jornais locais informaram que o lateral-esquerdo Miguel Trauco decidiu não renovar seu contrato com o Universitario de Lima e está livre para assinar com o clube, que lhe teria feito uma proposta oficial.

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  • Paolo Guerrero estreia filme sobre sua vida

    Depredador. É assim que o maior goleador da seleção peruana é chamado em seu país. A idolatria em torno da figura e da vida de Paolo Guerrero é tão crescente que nem as telas do cinema ficaram indiferentes. Estreia hoje no Perú “Guerrero – La Película” – filme que dramatiza a vida do mais admirado atleta da nação andina.

    Com direção de Fernando Villarán, a avant premiere movimentou San Juan de Miraflores, distrito nos arredores da capital Lima. Várias celebridades da arte e do esporte “desfilaram” no tapete vermelho. Uma delas foi o atacante Jefferson Farfán, cogitado para jogar no Flamengo ao lado do homenageado em especulações da imprensa peruana.

    – Paolo é o irmão que eu não tive, por isso estou feliz neste momento muito especial para ele -, declarou com carinho ao El Comercio.

    Foto Divulgação
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    A mãe do atacante rubro-negro era a pessoa mais comovida do evento – que contou com a presença do filho, liberado pelo Fla -. Dona “Peta” Gonzales falou sobre o orgulho de ver seu filho nas telonas, contudo ressaltou o fato de que o filme tem como principal objetivo transmitir uma mensagem de esperança para as crianças não desistirem nunca de seus sonhos.

    Foto Divulgação
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    A história conta todos os passos iniciais de Guerrero no mundo da bola e traça e tenta passar aspectos biográficos mas não é “um retrato fiel”, como salienta o próprio jogador, e tem como fonte central de inspiração as dificuldades enfrentadas pelo goleador na infância. O pequeno Paolo foi vivido pelo ator mirim Rony Shapiama e que contracena com o Paolo adulto, vivido pelo próprio jogador. Algumas cenas foram gravadas no Rio de Janeiro.

    O filme estreia hoje, às 20h (horário de Lima) em circuito comercial. Parte da renda é revertida para vários projetos sociais no Perú. Há intenção dos produtores de exibir a película também no Brasil, onde o “ator” Paolo Guerrero têm fãs espalhados nas duas maiores torcidas.

    O 9 do Flamengo falou ao El Comercio sobre o filme e o momento especial na sua vida, ainda antes de ver o filme.

    Popularidade

    Quando eu sonhava ser jogador de futebol não haviam filmes sobre eles. É um sonho realizado. Sinto-me orgulhoso e ansioso porque eu também quero ver (risos).

    A ideia do filme

    O Miguel Valladares (produtor) me propôs de uma forma muito informal e eu também respondi sem acreditar muito que pudesse acontecer. Depois ele mostrou o projeto e a coisa era séria. Gostei da ideia porque eu estou ciente que as crianças gostam muito de mim.

    A infância

    Me sacrifiquei muito para ser jogador de futebol, para cumprir o meu sonho. Comecei em uma equipe de bairro e com 8 anos fui fazer meu teste no Alianza Lima. Desde a minha infância eu fui disciplinado. Não é 100% um filme baseado em fatos reais, mas é inspirado por minha infância.

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  • Cheirinho não atrapalhou em nada, diz Diego

    O meia Diego – que está suspenso com três cartões amarelos e não enfrenta o Atlético-PR, mas continua treinando normalmente – esteve presente nesta quarta-feira à noite no programa “Jogando em Casa”, do EI Maxx, e falou sobre os seus primeiros seis meses de Flamengo. Veja os principais trechos do que o camisa 35 falou:

    Comemoração do gol contra o Santos

    Eu tenho minha forma de pensar. Meu relacionamento com o Santos vai muito além de comemorar ou não um gol. Fazer um gol jogando com o Flamengo no Maracanã é algo especial que eu não penso em deixar passar. Tenho que respeitar também os torcedores do Flamengo e dividir com eles toda essa emoção. Cheguei a pensar até em tirar a camisa. Foi um gol muito importante, com a sequência de empates que nós estávamos tendo, esse gol bateu o martelo da vitória. Perto dos torcedores, na parte mais cheia do Maracanã, foi tudo perfeito.

    Adaptação rápida

    Eu me preparei muito para esse momento. Às vezes quem está de fora não consegue acompanhar tudo. Eu me preparei fisicamente, psicologicamente para atingir meu melhor desempenho. E no dia a dia eu gerei uma expectativa positiva pelo que eu vinha acompanhando da equipe. Mas surpreendeu sim, as coisas aconteceram muito rápido. É diferente o clima, o campo, a forma de jogar. Cada campo, um a grama é mais alta, outro mais baixa, molhada, outro é seco. Querendo não, isso interfere. Mas eu devo também essa adaptação rápida ao Flamengo em geral. Têm sido muito profissionais todos e isso ajuda quem está chegando.

    Recepção no aeroporto

    Eu esperava uma recepção bacana pelo que eu vinha sentindo nas redes sociais. Mas superou minhas expectativas, e esse tipo de atitude foi me conquistando de forma instantânea. Depois de 12 anos fora, você perde um pouco a sua visibilidade, e eles demonstraram que eu estava vivo na memória deles, nos corações. Realmente foi especial, me comoveu e vai ficar guardado pra sempre na minha lembrança.

    O que levou à perda do título

    Foram jogos que faltou um pouco mais de eficiência, tranquilidade, nessa hora desses jogos. Na briga que nós estávamos contra o Palmeiras, qualquer ponto fazia diferença. O fator estádio, queira ou não influenciou. Primeiro porque desgasta muito, segundo porque acaba criando uma certa ansiedade de voltar ao Maracanã. Esses fatores acabaram fazendo a diferença. Eu valorizo muito o que nós fizemos. Dentro de tudo aquilo que aconteceu, nada me tira da cabeça que a temporada acabou sendo muito positiva.

    Queda de produção da equipe

    Não recebemos nenhuma ordem para deixar de jogar o futebol que nós vínhamos apresentando para ganhar os jogos. Talvez nós não tenhamos reagido à melhor forma à tática que os adversários começaram a apresentar quando nós ficamos mais visado.s Nós deixamos de ter a posse de bola no campo adversário, uma coisa que trabalhamos muito para melhorar, porque nos dava uma tranquilidade. Mas o que eu gostei foi que nunca faltou vontade, determinação da equipe. Mesmo quando as coisas estavam ruins, você olhava e tava todo mundo esgotado, a gente não tá conseguindo mas tá tentando.

    Cheirinho de hepta

    Isso foi criado pela torcida e não nos incomodou em momento nenhum. Eu valorizo o fato de ter tido o cheirinho, de criarem o cheirinho. Isso foi uma coisa que brincávamos entre nós, mas não criou uma pressão, um peso. No Flamengo é assim, as coisas tomam uma proporção gigantesca. E a melhor forma de administrar isso é viver. E nós vivemos, abraçamos os torcedores, tiramos fotos, foi sensacional. Foi criado esse cheirinho, não se concretizou. Agora avalia de forma sensata a temporada do Flamengo e quem fizer isso vai chegar a uma conclusão muito positiva.

    Número da camisa

    Nesse momento nem existe a possibilidade de vestir a camisa 10, porque o Éderson tá lá. Tá muito bem representada, é um excelente jogador, que está vivendo uma situação desagradável, tá muito equivocado. Eu me identifico muito com o número 10, mas a 35 tá sendo legal, pelo meu filho ter escolhido, quando eu vejo as pessoas usando o 35 na rua eu acho muito legal. A 10 do Flamengo dispensa comentários, pelo que o Zico fez com ela. Mas neste momento não.

    Clima do grupo

    É uma coisa que eu sentia falta lá fora. O brasileiro é único. O Fernandinho gosta de uma zoeira. O Juan é muito engraçado. Ele não fala muito, mas quando fala. O Gabriel é um cara muito engraçado, o Rodinei. O grupo é muito bacana e a galera é engraçada, então o clima fica muito descontraído.

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  • Flamengo leva empate do Cruzeiro nos minutos finais na Copa Ipiranga Sub-20

    Na noite de hoje (07), o Flamengo enfrentou o Cruzeiro, no Estádio da PUC, em Porto Alegre. O jogo acabou empatado em 2 tentos para cada equipe. Foi a segunda partida do Mengão na Copa Ipiranga Sub-20, uma das principais competições dos juniores em âmbito nacional.

    O primeiro tempo não foi marcado por um número grande de chances de gol, mas sim, por equilíbrio. O Flamengo não conseguiu mostrar seu melhor futebol, e acabou levando gol aos 30 minutos, pelo volante cruzeirense Vander. Os Rubro-Negros tentaram pressionar a equipe mineira no final da primeira etapa, mas não obtiveram êxito.

    A etapa final iniciou a mil, com ambos os times chegando com perigo, até que aos 16 minutos, Gabriel Silva recebeu de fora da área, e mandou no ângulo. O Flamengo empatava o jogo e botou ainda mais fogo no jogo. Após, o técnico Gilmar Popoca promoveu as estreias de Vinicius Jr e Lincoln pelos juniores. Deu certo. Lincoln arrumou escanteio após jogada individual, Patrick cobrou o córner e André Baumer testou de cabeça para o fundo do gol. Flamengo 2-1 Cruzeiro, aos 25 minutos do 2º tempo. Depois disso, o Cruzeiro pressionou, o goleiro Gabriel Batista salvou o Mengo por várias vezes, mas aos 45, o time mineiro chegou ao empate, com Rick Sena. Após o empate, o Cruzeiro ainda teve mais duas chances claras de gol, que pararam nas mãos do goleiro Gabriel, do Flamengo. Fim de jogo. O Flamengo segue na 4ª colocação no grupo, com 1 ponto ganho.

    O próximo jogo do Flamengo será na sexta-feira, 17h30, contra o Toluca, do México, no mesmo Estádio da PUC.

    Ficha técnica

    Flamengo: Gabriel Batista, Kleber, Dener, André Baumer e Michael; Jean Lucas, Vinicius Souza e Patrick (Pepê); Lucas Silva (Vinicius Jr), Gabriel Silva (Juninho) e Loran (Lincoln).

    Cruzeiro: Jonathan, Vitinho, Tonhão, Murilo Cerqueira e Victor Luiz; Thiago Souza, Vander (Jonas), Caio Rangel (Luan), Cesinha (Marco Antônio) e Maycon (João Luiz); Thonny Anderson (Rick Sena).

    A Copa Internacional Ipiranga Sub-20 começou no último dia 03 e vai até 18 de dezembro de 2016. Organizada pela Federação Gaúcha de Futebol, o torneio conta com a participação de 20 equipes, sendo 15 brasileiras e 5 estrangeiras, são elas: Peñarol e Nacional (URU), Atlético Rafaela (ARG), Toluca (MEX) e a Universidad do Chile (CHI). A Copa Ipiranga é dividida em quatro fases. Na primeira, os times enfrentam-se dentro de seus grupos em turno único e os dois primeiros colocados avançam para as quartas de final. A partir dessa fase os confrontos são eliminatórios até a decisão.

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  • Flamengo será “dono” de receitas de jogos, diz CSM

    O CEO da CSM, empresa aliada ao Flamengo no processo de compra da concessão do Maracanã, disse em entrevista à revista “Época” que o modelo proposto ao clube prevê que ele seja “dono” das receitas ligadas a jogos de futebol.

    – O modelo que temos discutido com o Flamengo é o clube ser dono das receitas ligadas ao jogo de futebol. Se o clube é dono do conteúdo, ele precisa ter as receitas do futebol. Bilheterias, tudo que acontece dentro do jogo que gera receita. Isso até hoje não aconteceu e que no nosso caso vai acontecer. O clube é dono do evento dele – disse Carlos Eduardo Caruso Ferreira.

    Ferreira disse que a ideia é manter o Flamengo satisfeito para que o clube desista da ideia de construir um estádio próprio e passe a mandar todos os seus jogos no Maracanã pelos próximos 32 anos, prazo da concessão.

    – Se a gente conseguir finalizar a compra do consórcio da maneira como a gente propôs, não haverá mais necessidade de o Flamengo procurar construir outro estádio. Essa questão é bastante simples. Uma vez que o Flamengo está com situação equacionada com o Maracanã, ele não precisa de outro lugar para jogar. O Maracanã é viável desde que você tenha os clubes de futebol num acordo harmonizado, ou seja, que a gente tenha uma situação que os clubes estão felizes de jogar a maior parte do tempo no Maracanã. Isso é muito importante porque a gente tem de lembrar que o Maracanã é um estádio de futebol. O core business do Maracanã é o futebol. Mesmo que boa parte da receita não venha do futebol, e não tem de vir mesmo, se você tiver situação de conflito ou instabilidade com os clubes, todo o entorno sofre – afirmou.

    O CEO salientou que o fato de o consórcio formado com a GL Events e a Amsterdam Arenas dispor do capital social de R$ 78 milhões exigido na licitação de 2013 é um trunfo – na segunda-feira, o Mundo Bola publicou matéria mostrando que o grupo rival, formado por Lagardère e BWA, não cumpre essa condição do edital.

    – Absolutamente todos os pontos nós atendemos com o nosso consórcio. Não tem nenhum ponto que a gente deixa de atender. Estamos falando de R$ 78 milhões. Nós temos – disse ele.

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  • JP Batista e Fischer comemoram título, melhora na temporada e focam no NBB

    O Flamengo conquistou mais um título do Campeonato Carioca de basquete na noite desta terça-feira (6). Após o Vasco não comparecer ao Jogo 3 da decisão do estadual, o Mais Querido conquistou seu quadragésimo quarto troféu na história, o décimo segundo seguido. Depois da comemoração com os torcedores e da entrega de medalhas e taça, o Mundo Bola falou com Ricardo Fischer e JP Batista, jogadores importantes na conquista.

    O primeiro a falar foi JP Batista, um dos grandes destaques rubro-negros no início da atual temporada. “Infelizmente aconteceu isso logo nesse ano de volta do Vasco, esperávamos reviver vários momentos da rivalidade entre as equipes. Tivemos um início regular, fizemos jogos super competitivos contra o Vasco e estávamos esperando uma decisão do título igual. Não podemos tirar o mérito de todos os jogadores e comissão técnica, trabalhamos duro com o objetivo de estar aqui jogando em casa com a nossa torcida nessa final. Infelizmente quem perde é o basquete e o torcedor“, afirmou o camisa 13.

    Fico feliz pelo início de temporada. Ano passado foi um período de adaptação, tínhamos uma rotação maior. Esse ano, por ter mais volume de jogo e mais tempo em quadra, os números melhoram e a responsabilidade também fica maior. Fico feliz em poder ajudar, meu único objetivo é ajudar o Flamengo a ganhar. Se em determinada noite for em pontos, rebotes ou jogando na defesa, o que for, eu fico feliz com o time ganhando“, completou JP, que está em seu segundo ano no Mais Querido.

    Em seu primeiro ano no Flamengo, Ricardo Fischer começou ainda convivendo com lesões. Mesmo ficando fora durante boa parte do Campeonato Carioca, o jogador conseguiu se recuperar e ajudou o Flamengo a conquistar não só o título estadual, mas também a invencibilidade no Novo Basquete Brasil. Quando a contagem regressiva começou a ser feita no Tijuca Tênis Clube, Fischer demonstrou toda felicidade pela primeira taça com a camisa rubro-negra.

    Esperava acabar com o título e nosso primeiro objetivo foi concluído. Tínhamos esse planejamento, queríamos ganhar esse Campeonato Carioca e conseguimos isso. Infelizmente teve esse problema no terceiro jogo, mas temos que comemorar, isso é o mais importante“, afirmou o jogador.

    Melhorando jogo após jogo, Ricardo Fischer é parte importante entre os titulares do Flamengo e começa a ganhar seu espaço no quinteto principal de José Neto. Após o período de lesões, o armador afirma que começou a se sentir bem em quadra: “Me senti melhor nesses últimos três jogos, tive mais mobilidade, conseguir mostrar mais meu jogo e acredito que em janeiro já estarei na minha melhor forma, com confiança total. Ainda tenho alguns medos, mas é normal. A parte das lesões acabou e agora é pensar em evoluir e ganhar confiança“.

    Agora o Orgulho da Nação terá poucos dias até a próxima partida. Voltando a focar apenas no Novo Basquete Brasil, o Flamengo terá desafio carioca pela frente. Diante do Macaé que tem apenas uma vitória em seis jogos, o Mais Querido buscará seguir com a invencibilidade e o 100% no torneio. “A expectativa é terminar invicto, estamos trabalhando bastante para isso. O jogo contra o Macaé será difícil, mas vamos jogar em casa e todo jogo em casa, assim como fora, temos que impor nosso ritmo. A partir de quarta-feira (7) vamos focar no Macaé, ver as melhores jogadas deles para seguir invicto nesse campeonato“, afirmou Fischer.

    JP Batista completou, afirmando que agora o Flamengo vai trabalhar para seguir bem na competição: “Foco completo e total no NBB. Independente de estar invicto, sabemos que não podemos olhar só para isso. Precisamos continuar trabalhando, nosso time tem muito espaço para evolução. Aos poucos o elenco vai voltando, o número de lesionados está diminuindo e a tendência é melhorar bastante. Vamos focar em cada jogo“.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

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  • Flamengo tem três convocados para Sul-Americano Sub-20

    O Flamengo foi o clube, ao lado do São Paulo, que mais cedeu jogadores para a disputa do Sul-Americano sub-20, que será disputado em janeiro no Equador.

     O meia Lucas Paquetá e os atacantes Matheus Sávio e Felipe Vizeu se apresentam na próxima segunda-feira ao técnico Rogério Micale para iniciar os treinos para a competição.

    Eles serão liberados em 23 de dezembro para as festas de fim de ano e voltam a se apresentar em 2 de janeiro para a sequência da preparação.

    Vizeu e Paquetá vêm sendo constantemente convocados para a seleção sub-20 e se destacaram nos últimos amistosos como titulares da equipe de Micale. Já Matheus Sávio tem ficado entre os reservas.

    O Flamengo não tinha tantos jogadores convocados para uma mesma edição da competição desde 2003, quando foram chamados o zagueiro André Bahia, o lateral-esquerdo Anderson e o volante Felipe Melo – que, segundo a ESPN, estaria negociando sua volta ao clube.

    Na última edição, em 2015, o Flamengo não teve nenhum atleta convocado. Em 2013, o zagueiro Samir, hoje na Udinese, foi o único representante rubro-negro.