Autor: diogo.almeida1979

  • Zé Ricardo explica por que substituiu Mancuello e Diego

    O técnico Zé Ricardo aprovou a atuação do Flamengo na vitória contra o Macaé, mas disse que o time ainda tem muito a evoluir.

    – Nossa ideia é que a gente consiga ter uma equipe cada vez mais equilibrada, tanto ofensiva quanto defensivamente. A gente sabia que o Macaé tinha jogadores rápidos, principalmente o Marquinhos, o Romário e o Rafinha, e a gente entendeu que se controlasse a bola no campo de ataque tinha mais chance de controlar o jogo. Essa foi a ideia de jogo. Acredito que do jogo do Boavista para esse jogo nesse aspecto a gente evoluiu- afirmou. – O ambiente de trabalho é muito bom, acho que isso é favorecido pela compreensão deles do trabalho que a gente quer desenvolver. Não é comprar a minha ideia, é comprar a nossa ideia. Acho que demos um passo adiante em relação ao último jogo, mas ainda precisamos acertar muitas coisas para a temporada. Isso também passa pela utilização maior de todo elenco, a expectativa é que todo mundo esteja pronto quando for solicitado.

    Zé Ricardo não quis opinar sobre a expulsão de Éverton, mas elogiou a participação do meia, que desfalcou o time na estreia do Carioca, na partida.

    – O Éverton sempre foi um jogador participativo, taticamente cumpre muito bem o papel. O lance da expulsão eu não posso fazer muito comentário, ainda não vi o lance com mais detalhe. Mas ele fez aquilo que a gente pediu, cumpriu bem, teve oportunidade no segundo tempo de duas vezes finalizar, o placar poderia ter sido mais elástico. Fico satisfeito com a boa participação dele, espero que ele mantenha esse nível, até eleve esse nível, porque vai ser extremamente importante nessa temporada.

    Ele explicou por que optou em tirar Mancuello, que fez uma excelente partida, e Diego de campo no segundo tempo.

    – No intervalo do jogo tanto o Mancuello quanto o Diego deram um depoimento pro departamento médico que estavam sentindo um pouco a perna pesada. O Mancu tá em adaptação à função, ali ele cumpre muito mais, é muito mais exigido na parte física. Ele está em adaptação não só na questão técnica e tática, mas também na parte física. E o Diego estava com um pequeno incômodo no adutor. Quando a gente perdeu um jogador, a gente não viu necessidade de expor ele a fazer um lado de campo, ter que correr atrás de lateral, poderia agravar esse tipo de incômodo. É uma temporada desgastante, então temos que pensar em todos os aspectos. A gente entende a reação da torcida, que quer ver seus ídolos em campo, mas tem que pensar com a razão, não só com o coração.

     
     
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  • Márcio Araújo passa jogo inteiro no banco pela 1ª vez desde maio

    Pela primeira vez desde que o técnico Zé Ricardo assumiu o comando do Flamengo, o volante Márcio Araújo passou um jogo inteiro no banco de reservas. A última vez que o camisa 8 havia ficado os 90 minutos entre os suplentes foi em maio do ano passado, no jogo de volta contra o Fortaleza pela Copa do Brasil, quando o Flamengo foi eliminado. Naquela partida, o Flamengo foi treinado por Jayme de Almeida, que substituiu Muricy Ramalho, hospitalizado – ainda não havia sido confirmada a saída definitiva do treinador.

    A partir do jogo seguinte, Jayme promoveu Márcio Araújo ao time titular e ele não saiu mais. Ele só deixou de disputar mais duas partidas até o fim do ano passado, curiosamente ambas contra o Figueirense: o jogo de ida da Copa Sul-Americana, quando Zé Ricardo escalou um time alternativo e Márcio não ficou nem no banco; e o jogo do segundo turno do Brasileiro, quando ele cumpriu suspensão automática pela expulsão na partida anterior, contra o Palmeiras.

    Este ano, Márcio começou jogando o amistoso contra o Vila Nova e entrou no segundo tempo da partida contra o Boavista. Contra o Macaé, Zé Ricardo optou por começar com Rômulo e usar Cuéllar no decorrer da partida.

     
     
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  • Com boa atuação de Mancuello, Fla passa fácil pelo Macaé

    Na segunda rodada do Campeonato Carioca, o Flamengo não teve dificuldades para derrotar o Macaé no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Promovido ao time titular nesse início de temporada, o argentino Federico Mancuello foi um dos melhores do Flamengo e participou de dois gols.

    Após ter um gol de Guerrero anulado por impedimento mal marcado – o peruano levou cartão amarelo no lance por concluir a jogada após o apito do árbitro -, o Flamengo abriu o placar no fim da primeira etapa. Diego sofreu pênalti de Aislan e ele mesmo cobrou e converteu.

    Logo no início do segundo tempo, após um lançamento de mais de 50 metros de Rafael Vaz, Pará tocou para Mancuello, que cruzou para a área. Aislan tocou contra o próprio gol.

    Pouco depois, em jogada de Mancuello pela linha de fundo, saiu o terceiro gol. O argentino tocou para Willian Arão, que ganhou na dividida com o goleiro Milton Raphael e ampliou o placar.

    – Fico feliz. Primeiramente pela oportunidade e depois porque conseguimos ganhar e dar continuidade ao trabalho – disse Mancuello.

    Na sequência, o Flamengo desperdiçou uma série de oportunidades para ampliar. Após a parada técnica, Zé Ricardo decidiu fazer uma experiência no time, tirando Mancuello para colocar Cuéllar. O novo esquema, porém, não teve muito tempo para ser testado: Éverton deixou o braço numa disputa de bola e acabou levando o segundo amarelo e sendo expulso.

    Com um a menos, Zé Ricardo tirou Diego e colocou Rodinei. O time manteve o jogo sob controle até o apito final e saiu com os três pontos, chegando à liderança do Grupo B do Campeonato Carioca, com seis pontos em duas partidas.

    O próximo jogo do Flamengo será no sábado, às 17h, em Moça Bonita, contra o Nova Iguaçu.

     
     
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  • Flamengo/Marinha: zagueira também é convocada para a Seleção Brasileira

    Além da goleira Maike e da atacante Nathane, mais uma atleta do elenco do Flamengo/Marinha foi convocada pela técnica Emily Lima, para integrar a Seleção Brasileira Feminina: a zagueira Karen Rocha foi convocada no lugar de Aline Calandrine, que sofreu lesão. A convocação será para uma semana de treinamentos na Granja Comary, entre os dias 6 a 11 de fevereiro.

    Karen Rocha tem 31 anos (fará 32 no dia 17/02), e disputou 19 jogos pela equipe Rubro-Negra em 2016. Foi campeã do Brasileirão e bicampeã Carioca pelo Flamengo/Marinha.

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    Vale lembrar que as jogadoras, que forem bem avaliadas, poderão ser convocadas posteriormente, inclusive para as etapas de treinamento somente para atletas do Brasil, mesmo que não sejam da região determinada. O calendário será: de 21 a 26 de agosto, atletas da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará; de 2 a 7 de outubro, do Piauí, Maranhão, Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; de 6 a 11 de novembro, do Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e Rondônia.

     

    Siga-nos no Twitter: @FlamengoMarinha

     

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  • Mesmo assim, quero ganhar o Estadual

    Quero ganhar o Estadual.

    Simples assim, sem rodeios, firulas, eufemismos e outras relativizações intrínsecas a esses tempos politicamente corretos.

    Quero ganhar o Estadual. Assim, seco.

    Não me tomem por saudosista. Sei perfeitamente que o Estadual se tornou um arremedo, uma caricatura, um rabisco daquilo que um dia foi o “mais charmoso” campeonato do país, um torneio capaz de promover jogos com públicos beirando as 200 mil pessoas no Maracanã. Um evento que, em priscas eras, era capaz de aferir qual a melhor equipe do país. Em que desfilaram praticamente todos os maiores craques da história do nosso futebol. Mas que hoje não passa de um amontoado melancólico de mortos-vivos que arrastam sua pusilânime decadência em fétidos e estropiados alçapões de bairro, buscando sugar, qual dragas, a energia vital de instituições com a pujança do Flamengo.

    Mesmo assim, quero ganhar o Estadual.

    Não é pelo peso. Sempre é bom reiterar, o Estadual se tornou uma competição menor, um catado de segundo ou terceiro nível, algo mais que uma pré-temporada que vale taça. Um campeonato que se reveste de um desfile bocejante de jogos inexpressivos até o seu “sensacional” clímax, composto de três ou quatro partidas que teoricamente merecem mais atenção. Sem carisma, sem força, sem alegria. E expira, sem deixar saudades.

    Certo, o Estadual não tem mais graça. Só que eu quero ganhar.

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    Há a Libertadores, competição cuja cobiça por uma conquista flamenga começa, num processo de gestação, a ganhar ares de obsessão, ideia fixa. Menos mal e que bom se for assim. Porque títulos nacionais, continentais e mundiais devem ser mesmo o alvo de uma instituição que não se cabe apenas em uma cidade, um estado. No entanto, o Flamengo nunca se houve muito hábil nessas coisas de conciliar a Libertadores com outros campeonatos. Seja na escalação improvisada de 2007 em Montevideo (poupando jogadores para a Final do Estadual), seja no relaxamento após o Bi de 2008 (que redundou no Cabañas), seja na venda de Zico (1983) e Júnior (1984) durante a disputa da competição sul-americana, seja na ostensiva priorização ao Estadual de 2014, contrariando o discurso dos dirigentes para consumo externo. O Flamengo não convive muito bem com isso de jogar a Libertadores com o Estadual. Costuma dar problema.

    Claro que eu quero avançar na Libertadores, e disputá-la pra ganhar, e ganhar. Mas quero o Estadual.

    Há a questão política, que costuma se revestir de ares enjoativos. Com efeito, o Flamengo briga com FERJ, FCF, LMDT, LMSA, seja lá qual o nome que se dê à Federação, desde que a bola ainda tinha biqueira e era chutada por botinas de chanca. Essa disputa atual entre Flamengo e Federação é mais um capítulo de uma história de rosnados e tropicões, que já teve como plano de fundo os direitos de TV, a cessão de jogadores à Seleção, vetos a árbitros, fim do amadorismo, dentre os mais diversos motivos. O Flamengo é, sempre foi e sempre será um clube contestador e altivo. Por mais messiânica que seja a abordagem da briga atual, trata-se de apenas mais um choque de interesses que, em algum momento, terá alguma espécie de desfecho, mesmo que protelatório. Não que não seja “o bom combate”. O clube deve, sim, brigar pelo que lhe apraz, buscar libertar-se de amarras anacrônicas. E sempre terá o nosso apoio.

    Nesse contexto, há o principal produto da FERJ, o Estadual. E, mesmo sob risco de valorização, quero ganhá-lo.

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    Mas, afinal, se o Estadual não tem mais carisma, é um campeonato menor, atrapalha a Libertadores e sua desvalorização enfraquece um importante antagonista, por que raios essa vontade de conquista? Por que eu quero, então, vencê-lo?

    Pelo mais prosaico, pelo mais primitivo, pelo mais basilar dos motivos.

    Quando sentamos em uma arquibancada, ou nos reunimos com os amigos no bar, diante do telão, ou nos encastelamos em nossos sofás, e do outro lado dos nossos olhos está o Flamengo, tudo se subsume a um jogo de bola. De um lado, de vermelho e preto, estão nossos heróis, nossos favoritos, nossos ídolos, o nosso Flamengo. Do outro, está o inimigo, o vilão, o “underdog”. Personagens prontos a desenvolver, durante noventa minutos, um enredo cujo final se pretende feliz. É algo que transcende à racionalização ou à busca de contextos ou pílulas douradas. O time de vermelho e preto tem que fazer mais gols que o outro. Isso acontecendo, ficamos felizes. Do contrário, haverá desapontamento.

    É disso que vive o futebol.

    Não consigo ficar indiferente à presença do Flamengo em campo. Na verdade, sequer tento. Torcer pelo Flamengo, durante uma partida de futebol, é rebentar os poros, é entregar-se em essência, é sentir a balbúrdia nas entranhas, é transferir a existência ao limite das quatro linhas gramadas, até o redentor apito final, quando, exangue, suspiro o fim da lida, entregue ao prazer consumado de mais uma vitória.

    A vitória, amigos. A vitória inebria a mente e o corpo. A vitória… A vitória vicia.

    Quando o onze flamengo alinha, e não me interessa se está representado por titulares, reservas ou paus de vassoura, enfim, quando o Flamengo entra em campo, erige-se uma e uma só expectativa, a de que o Flamengo exercerá sua ancestral condição de superioridade, de time que já nasceu grande, do mais cotado, do mais querido, do mocinho da história, e subjugará o oponente. Sairá de campo indene, altaneiro. E vencedor. Independente do adversário, da competição, do campo, da fase da lua.

    Ganhar jogos de futebol e taças é, para o Flamengo, uma necessidade orgânica, física. Não existe, no Flamengo, convivência harmônica com o revés, com a mediocridade, com a derrota, com a relativização. Vencer, vencer, vencer. Está no nosso hino. Está na nossa história. Na nossa vida.

    Donde, não me interessa como. De que forma vai encaixar time, quem vai escalar, quem vai deixar fora. Não sou dirigente (temos sido muito “dirigentes” ultimamente, isso cansa). Sou torcedor. Como torcedor, quero ver vitórias. Conquistas. Taças. O Flamengo irá disputar três, quatro taças no semestre, no ano? Quero todas. Quero ser Campeão Brasileiro, Sul-Americano, Mundial.

    E Estadual.

    Porque é disso que nos alimentamos. De bola na rede. De gols. De vitórias.

    De títulos.

    Boa semana a todos.

    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo.
    Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72

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  • Caetano sobre Renê: “É um dos bons laterais-esquerdos do Brasil”

    No fim da coletiva de apresentação do atacante colombiano Orlando Berrío, o diretor de Futebol, Rodrigo Caetano, foi questionado sobre o que poderia dizer sobre a possibilidade de contratar o lateral-esquerdo Renê, do Sport, para substituir Jorge, vendido para o Mônaco:

    – Quase nada. É um dos bons laterais-esquerdos do futebol brasileiro. Desde a saída do Jorge, é natural que a gente venha observando o mercado. Sem nenhum tipo de pressa, fazendo nossas avaliações em relações às necessidades da equipe. Mas é um dos bons laterais-esquerdos do futebol brasileiro, observamos como vamos observar outros, e só vamos trazer alguém se acharmos que é necessário.

    O diretor-executivo do Sport, Alexandre Faria, disse ao Esporte Interativo que a negociação, noticiada pelo Globoesporte.com, é “especulação”.

    Com a boa estreia do peruano Miguel Trauco, o Flamengo pode recorrer à base como opção para a reserva. Ontem, o jovem Moraes já treinou com os profissionais.

     
     
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  • Berrío: “Sei que é possível ser campeão da Libertadores”

    O atacante Orlando Berrío, quarto reforço do Flamengo para a temporada, foi apresentado no início da noite desta terça-feira no Ninho do Urubu. Ele vestiu a camisa 28, que usará nas competições que o Flamengo vai disputar.

    – É um craque, campeão da Libertadores, espero que seja bicampeão esse ano. Vocês que conhecem o mercado sul-americano sabem que ele vai ajudar muito, vai honrar o manto sagrado – disse o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

    O diretor de Futebol, Rodrigo Caetano, falou sobre a importância da vontade de Berrío jogar no clube para que o negócio fosse concretizado.

    – O contrato dele é de quatro anos, depois de ser definido como uma suposta novela, porque a negociação não foi simples e ela nunca é no caso do Flamengo, porque nós sempre buscamos a melhor posição na negociação. Foi determinante para que ele estivesse aqui hoje a posição dele diante do Atlético Nacional. Foi decisivo para que o negócio fosse concretizado. O desejo de ele estar no Flamengo foi determinante, e isso para nós pesa, e pesa muito. O Flamengo já está dando entrada em toda a habilitação para que ele possa o mais rápido possível estar disponível. Na parte física e clínica está bem, é só uma questão de regularização para estar à disposição do Zé Ricardo.

    Veja as principais declarações de Berrío na coletiva de apresentação:

    Peso da camisa

    Não me preocupa, me motiva saber que venho a um clube muito grande, que sempre aspira a ser campeão, estar na parte alta da tabela. Para isso que eu vim, para aportar meu grão de areia para o Flamengo ser campeão.

    Conversa com Cuéllar

    Conversei com ele, expressou o que é o Flamengo, mas eu já havia tomado a decisão muito antes, que queria vir e fazer todo o possível para vir. Graças a Deus tive essa oportunidade. A conversa com Cuéllar foi uma motivação extra para uma decisão que eu já havia tomado.

    Libertadores

    Já tive a oportunidade de ser campeão da Libertadores, sei o que é isso, e pela equipe a qual estou me integrando, pelos nomes que temos, sei que é possível ser campeão da Libertadores. Isso é passo a passo, fase a fase, mas Orlando Berrío vai dar seu aporte para que consigamos esse objetivo.

    Drible de Camilo

    Um drible desses dá gosto de ver, creio que todos desfrutamos desse futebol. Pode acontecer a qualquer jogador, mas o mais importante vão ser os resultados. Podem fazer esse tipo de jogadas comigo 20 vezes, se minha equipe ganhar, eu aceito.

    Posição preferida

    Me considero um jogador que sabe jogar bem em todas as posições do ataque, pela direita, pela esquerda e pelo centro quando for necessário, não me é estranha essa posição. Minha força é a velocidade.

    Torcida no aeroporto

    Me senti muito bem recebido, contente de chegar a uma equipe desse tamanho e ser recebido desta maneira. É muito gratificante, muito motivador e aumenta a responsabilidade de devolver o apoio a cada um desses torcedores.

    Briga pela titularidade

    É uma competição saudável que vai nos fortalecer muito. Todos vamos querer jogar, e o importante é o Flamengo.

    Dupla com Guerrero

    É um atacante top, um goleador que facilita aos companheiros jogar com esse tipo de jogador, aprender com eles, ajudá-lo a marcar gols vai ser o mais importante, para que o Flamengo ganhe.

  • Jorge, Neres e o selo de bom formador

    Samir no ano passado, Jorge agora. Com dois nomes, a lista de jogadores que tinham atuado como profissionais apenas no Flamengo vendidas para o Primeiro Mundo do futebol em pouco mais de um ano já quase iguala a da década anterior, quando Jônatas, em 2006, Renato Augusto, em 2008, e Aírton, em 2010, foram os únicos vendidos para grandes mercados da Europa.

    A longa ausência do Flamengo no mainstream do mercado do futebol mundial é um dos fatores que explicam o valor à primeira vista modesto conseguido por um jogador com o potencial de Jorge. Titular absoluto do Flamengo, eleito o melhor lateral-esquerdo do último Brasileiro, recém-convocado para a seleção brasileira, com apenas 20 anos e muito espaço para crescer, Jorge, a olhos leigos, parece valer mais que os cerca de 9 milhões de euros que o Monaco ofereceu – e o Flamengo aceitou.

    A cifra fica ainda menor se comparada aos 15 milhões de euros que o São Paulo vai embolsar por David Neres, jogador ainda em um estágio anterior da carreira, na seleção sub-20, com apenas oito jogos como profissional. Apesar de o mercado do futebol valorizar mais atacantes do que laterais, a explicação da diferença de preço não se encerra aí.

    Diferentemente do Flamengo, o São Paulo tem uma longa lista de jogadores formados na base — ou contratados quando ainda muito jovens — e vendidos para o mercado europeu de maneira quase ininterrupta há décadas. Desde Raí em 1993 até Gabriel Boschilia, que agora será companheiro de Jorge no Monaco, em 2015, raro foi o ano em que o São Paulo não realizou ao menos uma venda milionária para a Europa. Nem sempre de bons jogadores, nem sempre formados na base: o lateral Douglas, que o clube paulista prospectou no Goiás em 2012, e dois anos depois, sabe-se como, foi parar no Barcelona por quatro milhões de euros, é o maior exemplo da capacidade do São Paulo certas vezes vender até geladeira para esquimó.

    Boschilia e Jorge: companheiros no Monaco

    E por que os clubes europeus confiam nos jogadores que vêm com o crivo do São Paulo, seja formados na base, seja encontrados pelos olheiros do clube paulista? Porque o retorno dos seus “produtos” é muito bom: os jogadores costumam dar retorno esportivo e posteriormente financeiro, e não costumam vir com “defeito”. Raras são as histórias de jogadores que saem do São Paulo e seis meses ou um ano depois estão forçando a barra para voltar para o Brasil, como tanto se vê por aí. Dos três nomes rubro-negros citados no início deste texto, por exemplo, só Renato Augusto teve carreira mais ou menos longeva na Europa- e mesmo assim entrecortada por uma série de graves lesões.

    A grife de bom vendedor, e o retorno financeiro que vem com ela, não se constrói da noite pro dia. O Flamengo tenta passar por um processo de reconstrução da sua base, que inclui aumento de investimentos e o início, nos próximos meses, da construção de um CT para a categoria – algo que o São Paulo já possui desde 2005 -, além de outros passos indicados pela consultora Double Pass, a mesma que cuida do planejamento de longo prazo da seleção alemã. Além de aumentar o retorno esportivo dado por seus jovens, ainda pouco aproveitados no time principal, o Flamengo tem sim o objetivo de obter maior retorno financeiro com os jogadores.

    A venda de Jorge pode ser mais um caso episódico como foram os de Jônatas, Renato Augusto e Airton, ou pode marcar o início de um novo ciclo de inserção da base rubro-negra no mercado europeu. Nesse caso, a venda por um valor comparativamente modesto hoje pode dar um grande retorno no futuro próximo.

    Voltando ao caso do São Paulo, um levantamento certamente incompleto e imperfeito feito por esse blogueiro indica que, apenas em vendas para a Europa, o São Paulo obteve, em valores atualizados, R$ 480 milhões entre 2006 e 2015. Esse valor não inclui o dinheiro obtido como clube formador nas revendas desses mesmos jogadores. Já o Flamengo, ainda incluindo na conta Willians, que não foi formado no clube, e Caio Rangel, que não chegou a jogar pelo profissional, ambos vendidos para clubes italianos, movimentou nas suas vendas R$ 65 milhões — e grande parte não entrou nos cofres rubro-negros, porque pertencia a empresários.

    Se com Jorge essa história pode começar a mudar, nos próximos anos o Flamengo pode ter um divisor de águas em termos de negociação para o exterior. Ainda com 16 anos, o atacante Vinicius Júnior disputa nos clubes e na imprensa europeia uma atenção que não se vê sobre um jogador rubro-negro desde Sávio, há duas décadas. Se agora o diretor de Futebol Rodrigo Caetano diz que o Flamengo não tem interesse em receber propostas, em 1997, meses antes de realizar a maior venda da história do Flamengo, Kleber Leite afirmava que não queria ficar “marcado como presidente que vendeu Sávio”. Vendeu, e ficou marcado por coisas bem piores.

    O ideal, é claro, que Vinicius ainda renda boas atuações, vitórias e títulos no profissional do Flamengo antes de seguir para a Europa. Mas, se nas próximas temporadas ele mantiver o padrão de atuação que vem tendo até agora nas categorias de base, um grande da Europa é um destino certo para o atacante, talvez antes de ele completar os 20 anos de Jorge. E por um valor bem superior.

    A reinserção do Flamengo no mercado da bola começou. Quando a janela voltar a abrir, veremos os próximos capítulos. Até lá, acompanhemos Jorge como uma espécie de embaixador do produto rubro-negro no Velho Continente, um cartão de visitas do Flamengo ao mercado. A partir daí, o surrado e nos últimos tempos um tanto mentiroso slogan “craque o Flamengo faz em casa” pode começar a ser revalidado — tanto internamente como para exportação.

    *

    PS: Esse texto marca a estreia do meu próprio blog no Mundo Bola Blogs, o Preto No Vermelho. Semanalmente, tentarei trazer um pouco de contexto e ponderação a temas rubro-negros da semana, como já vinha tentando fazer no blog Cultura RN, que segue sob o comando de Diogo Almeida e blogueiros convidados.

     
    Rodrigo Rötzsch é jornalista e coeditor do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @rodrigorotzsch.

     
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  • FlaBasquete vive seu pior momento desde a temporada 2010/2011

    No último dia 28, o FlaBasquete entrou em quadra para enfrentar o Vasco, seu grande rival, e perdeu por um ponto de diferença. Essa foi a quinta derrota da equipe comandada por José Neto em 17 jogos. Os 5 revés fizeram com que o Orgulho da Nação igualasse o número de tropeços de toda a temporada regular passada.

    — Faltou consistência. Os jogos são muito disputados e todos podem ser decididos assim, no detalhe. Temos que buscar uma regularidade para que o detalhe seja a nosso favor, e não contra. Queremos ganhar, e não perder pelo detalhe. Um jogo de um ponto mostra isso. Mas é um trabalho de dia a dia. Temos garotos entrando. Jogar contra um Vasco completo, experiente, faz a diferença nesses momentos — declarou José Neto, ao site da LNB, sobre a derrota no clássico contra o Vasco.

    A onze rodadas do fim da fase classificatória, o time de José Neto terá que superar a má fase para não chegar – ou até mesmo superar – os oito tropeços da temporada 2010/2011, quando obteve seus piores números desde que a NBB foi criada.

    — É um dado que eu nem sabia. Não ficamos focando em coisas negativas. Fazemos contas apenas de vitórias e não de derrotas. Temos jogadores maduros, que sabem superar adversidades. O campeonato é decidido nos playoffs, então precisamos estar preparados para os playoffs. É claro que certas situações nos fazem aprender e isso nos ajudará muito na hora de decidir — disse o vitorioso treinador sobre a má fase.

    Nas últimas cinco partidas foram quatro derrotas. Dessas, Franca, Bauru e Vasco aconteceram de forma consecutiva, fazendo com que o Flamengo atingisse pela primeira vez o jejum de três jogos sem vencer no NBB.

     

    Flabasquete vive momento difícil em quadra. Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

     

    Nesta quinta-feira (02) o Flamengo entrará novamente em quadra para tentar superar a má fase. O jogo será disputado no Ginásio Antonio Prado Jr., em São Paulo (SP), às 19h30 (de Brasília). O clube paulista é o atual terceiro colocado do NBB 9. José Neto espera um jogo muito difícil contra um adversário que vive um momento totalmente diferente.

    — Será um jogo muito duro. O Pinheiros vem de duas grandes vitórias fora de casa, em jogos difíceis contra o Vitória em Salvador e Basquete Cearense no Ceará. Eles estão motivados. Se formos analisar em termos de situação no campeonato, a motivação está muito mais para o lado deles. Mas não focamos nisso. Vamos lutar para conseguir essa vitória mesmo jogando fora de casa.

     


     


  • Ferj define árbitro para o segundo jogo do Mengão no carioca

    Na próxima quarta-feira (1), às 19h30, o Flamengo terá pela frente o Macaé, em seu segundo desafio no Campeonato Carioca. Para apitar a partida, o árbitro escalado pela FFERJ será Wagner do Nascimento Magalhães (FIFA).

    No ano passado, o árbitro de 37 anos trabalhou em apenas um jogo do Fla, durante o clássico contra o Vasco. A partida, válida pela fase de grupos do campeonato carioca, terminou em 1×1 – este jogo ficou marcado pelos gols perdidos por ambos os lados e também pela troca de farpas entre Guerrero e Rodrigo.

    Em jogos do Flamengo, é a décima sexta vez que Wagner fica responsável pelo apito. Nestes 16 jogos, vale destacar um confronto contra o Maduireira, no campeonato Carioca de 2015. Na ocasião, o árbitro validou um gol irregular de Bressan para o Fla. No lance, o zagueiro arrematou para o gol, mas o goleiro adversário defendeu em cima da linha. Para desespero do tricolor suburbano, o árbitro acabou validando o gol – este erro culminou em uma nota-oficial do Madureira, reclamando da arbitragem.

    Em jogos do Fla, Wagner aplicou 106 cartões amarelos, tendo uma alta média de 7 cartões por partida – sua média geral é de 6 por jogo.

    Atualmente, Wagner Magalhães é o único árbitro carioca a integrar o quadro de árbitros da FIFA.

    Mesmo sem comprometer na estreia do campeonato da FFERJ, a arbitragem segue sendo vista com muita preocupação tanto pelos torcedores quanto pelos dirigentes do Mais Querido – por causa dos problemas institucionais entre federação e clube.

    Scout do juíz em jogos do Fla:

    Vitória: 9
    Empates: 5
    Derrotas: 2

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