O lateral-esquerdo Renê não viajou com o elenco do Sport para o jogo contra o Juazeirense, da Bahia, pela Copa do Nordeste. O Jornal do Commercio, de Pernambuco, diz que ele deve viajar ao Rio ainda hoje à tarde para fazer exames e assinar contrato com o Flamengo.
Na apresentação de Orlando Berrío, na terça-feira, o diretor de Futebol Rodrigo Caetano admitiu que o Flamengo estava observando Renê, mas ainda não havia tomado nenhuma decisão sobre a contratação.
Segundo um jornalista do Esporte Interativo, o vice-presidente do Sport confirmou que as negociações estão avançadas:
Falei com Gustavo Dubeux, vice do Sport, agora. Renê vai mesmo para o Flamengo. Não tá 100%, mas tá bem evoluído e deve fechar hoje ainda.
A imprensa pernambucana não divulgou como seria o acordo financeiro entre Flamengo e Sport. Renê tem contrato com o clube pernambucano até o fim deste ano.
Se vier, o jogador de 24 anos chega para suprir a saída de Jorge e disputar posição com o peruano Miguel Trauco, que começou bem no Campeonato Carioca.
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Após ficar fora até do banco nas duas primeiras partidas do Flamengo no Carioca e alimentar rumores sobre uma possível transferência, Gabriel deve reaparecer no time titular no jogo de amanhã contra o Nova Iguaçu, substituindo Éverton, expulso contra o Macaé.
O meia-atacante estava fazendo um trabalho especial de reforço muscular após queixar-se de dores na coxa.
O diretor de Futebol, Rodrigo Caetano, afirmou que Gabriel, que terminou o ano passado como titular, faz parte dos planos de Zé para a temporada.
– Não tem nada (sobre transferências). É um jogador polivalente, útil, e o Zé gosta dele. É um atleta importante para o Flamengo – afirmou.
Caso Zé opte por deixar Gabriel no banco por questões físicas, Adryan, que começou jogando contra o Boavista após Éverton sentir uma indisposição estomacal no vestiário, deve começar jogando.
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Em dezembro, noticiamos sobre o acerto da atacante Larissa Pereira com o Avaldsnes IL, clube da Noruega. Mas um imprevisto de última hora acabou travando a negociação, e, com isso, a atacante volta a integrar o elenco do Flamengo/Marinha para essa temporada.
A atacante já voltou a treinar com o resto da equipe ontem (01), e sem dúvidas, volta para qualificar ainda mais o elenco rubro-negro. Vale lembrar que ela foi eleita a Melhor jogadora do Brasileirão Feminino 2016, sendo também a artilheira da equipe na competição, com 8 gols em 10 jogos.
Larissa, 29 anos, já disputou 23 jogos pelo Flamengo/Marinha, anotando 15 gols!
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O respeito está demorando mesmo a voltar ao “Gigante da Colina”. Retornando pela terceira vez em menos de dez anos à série A do Brasileirão, o Vasco (7) é a equipe grande mais cotada ao rebaixamento no site de apostas Bumbet (veja aqui: https://www.bumbet.com/sports/futebol/america-do-sul/brasil/brasileirao-serie-a/apostas-futuras-market-group), seguido pelo Botafogo (8). Já o Palmeiras, atual campeão, é a equipe com menor possibilidade de cair, por isso a aposta paga 51 vezes o valor jogado. O Flamengo está indo muito bem obrigado, pagando 34 para 1, é um dos clubes menos cotados a serem rebaixados, o dobro do Corinthians.
Em 2016, o Vasco terminou a Série B do Brasileirão na terceira colocação com 65 pontos, 11 a menos que o campeão Atlético-GO.
A única probabilidade maior do que a queda do Vasco é de que nenhuma equipe grande seja rebaixada (1.66). Outras apostas que podem ser feitas são: Fluminense (13) São Paulo (14), Cruzeiro (14), Grêmio (17), Santos (17), Atlético-MG (21).
Na trajetória inversa, o site lançou aposta sobre a volta do Internacional. As probabilidades apontam para o acesso da equipe gaúcha à elite em 2017, com o jogo pagando 1.15. Se o Colorado permanecer na segunda divisão, a aposta paga 4,75.
Sobre o Bumbet
O Bumbet é um site de diversão e jogos online com seleção especial de apostas esportivas em todos os maiores campeonatos, torneios e eventos de esporte.
Agora disponível também no Brasil, o Bumbet é uma das casas de aposta líderes do mercado e também possui um cassino com mais de 300 slots e opções de jogos de mesa.
Bola da vez
Qual destes técnicos será o primeiro a ser demitido em 2017? Cristóvão Borges (4,5) responde pelo maior número de apostas na casa. Realmente a vida não está nada fácil para o time de Eurico Miranda.
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O Flamengo escapou de pagar para jogar, como vem acontecendo com os outros grandes, mas arrecadou menos do que o Macaé e pouco mais do que a Ferj na partida de ontem em Volta Redonda. Da renda total de R$ 197.490, o Flamengo ficou com pouco mais de R$ 21 mil (o equivalente a apenas 11% da renda).
Após os custos do jogo e a taxa da Ferj de R$ 17.961 serem descontados, a renda líquida foi de R$ 54.741,62. Pelas regras do Carioca, em caso de vitória do time grande contra o pequeno, essa renda deve ser dividida da seguinte forma: 60% para o Flamengo e 40% para o Macaé.
Ocorre que o antidoping, que é voluntário, não foi incluído nas despesas do jogo e foi descontado da renda líquida do Flamengo, reduzindo em R$ 6.230 a cota de R$ 32.844,97. Com a penhora programada de 15% da renda líquida por conta do Ato Trabalhista, o Flamengo ficou com uma renda de R$ 21.688,23. Sem outros descontos, o Macaé levou para casa R$ 21.896,95 – R$ 208,72 a mais do que o rubro-negro.
Na primeira rodada, o Flamengo arrecadou R$ 300 mil em Natal, mas garantiu uma renda de R$ 200 mil para o Boavista e mais de R$ 100 mil para a Ferj. O clube se recusou a assinar o borderô porque ele não registrou uma taxa extra de R$ 50 mil cobrada pela Ferj para que o jogo acontecesse fora do Rio.
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Pouco mais de seis meses após sua chegada, Diego Ribas segue conquistando o torcedor Rubro-Negro. Principal contratação da gestão Eduardo Bandeira de Mello, o meia de 31 anos tem vivido esta passagem pelo Fla com muita intensidade.
No ano passado, mesmo antes da negociação ser sacramentada, o atleta já havia conquistado a simpatia dos torcedores. Entre uma troca de emojis e outra, Diego se surpreendeu com a quantidade de pedidos para que ele viesse para o Mais Querido – como o próprio relata no texto Letras Não São Números, publicado momentos após o anuncio de sua contratação.
— A grandeza do Flamengo dispensa apresentações, mas, mesmo assim, me surpreendeu. Nas redes sociais, nas ruas, nas mensagens dos meus amigos, todos que falaram comigo fizeram o mesmo pedido: “vem ser feliz no Mengão”- afirmou à época.
Apresentação de Diego. Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Caiu como uma luva
Após 12 anos na Europa, Diego não teve muitas dificuldades em seu retorno. Adaptou-se rapidamente ao Flamengo e se entrosou com o time – dentro e fora dos gramados. Não demorou para se transformar em uma das lideranças do elenco.
Entre a sua chegada, no meio da temporada passada, e este início de ano, Diego disputou 21 jogos pelo Flamengo – 20 oficiais e 1 amistoso. Nestes, balançou as redes em 8 oportunidades e deu 3 assistências. Com o meia em campo, o Fla perdeu apenas 1 vez no Brasileirão. Números de quem se encaixou perfeitamente ao time.
Diego comemorando o gol marcado em sua estreia. Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
– Minha adaptação superou minhas expectativas. Eu planejei junto com o Flamengo que esse casamento seria de sucesso. Me preparei muito fisicamente e psicologicamente. Me dediquei e ainda me dedico muito no dia a dia. Encontrei o clube em excelentes condições, com uma equipe muito bem organizada, o que com certeza ajudou muito na minha adaptação – afirmou Diego durante a entrevista coletiva da última terça-feira (30).
O atleta também fez uma rápida avaliação sobre os seis meses no Flamengo.
— O balanço é muito positivo graças a esse trabalho que o Flamengo fez, à minha preparação e ao carinho que eu recebi dos torcedores desde o primeiro dia. Isso só serve para me motivar a manter esse nível. O Flamengo tem mostrado uma mentalidade vencedora e temos que seguir dessa forma — finalizou.
Teve tempo para os filhos
Os filhos ao lado de Diego na apresentação. Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Quando acertou com o Flamengo, Diego afirmou que estava vindo para ser feliz. Alguns meses após esta fala ele esbanja sorrisos em treinos e entrevistas. Pai coruja, Diego utiliza o tempo vago curtindo os filhos, Davi e Matteo – quando possível, os pequenos o acompanham até mesmo em jogos e treinos.
Projeções para 2017
Diego terminou a temporada passada como o melhor meia do Campeonato Brasileiro e começou o ano novo sendo convocado para a Seleção Brasileira. Bons resultados coletivos e individuais que o fazem sonhar com vôos ainda mais alto nesta temporada.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
— Vamos manter o nível. Seguir nesse caminho que nós estamos, e, claro, quem sabe, conquistar um título. É claro o crescimento do Flamengo nos últimos anos, então, é manter esse foco, dedicação e ir em busca dos nossos objetivos. Vamos ver se esse título é o da Libertadores (risos). Vamos ver as possibilidades que temos. Título é sempre título e nós temos que valorizar. Em todos os campeonatos que disputarmos, nós temos o objetivo de vencer. Flamengo é assim — declarou durante a premiação dos melhores jogadores do Brasileirão 2016.
A expectativa é positiva também entre torcedores e dirigentes. O “10 que veste a 35”, hoje, mais adaptado do que nunca, é visto como peça fundamental na espinha dorsal do time de Zé Ricardo – que disputará cinco competições em 2017. Os próximos capítulos desta história serão escritos ao longo temporada. O que você pensa sobre isso?
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O fla.mundobola.com presenteia seus leitores com a série de Marcel Pereira, sobre a ascensão e queda do Flamengo na América do Sul. Torcedor apaixonado, o autor também é um ativista defensor do Manto Sagrado e da história do Mais Querido.
Carioca de 1977, é economista pós-graduado em finanças. Seu interesse por outras áreas do conhecimento humano, tais como sociologia, arqueologia e antropologia, é a base de seu livro “A Nação”. A obra explica a popularidade do Flamengo de forma clara e objetiva. Com base em uma pesquisa profunda e criteriosa, revisita o Rio de Janeiro desde o início do século 20, buscando as raízes mais autênticas da nossa paixão.
A Nação (Maquinária Editora). Clique na imagem para saber mais.
Marcel Pereira escreve rotineiramente no blog livroanacao.blogspot.com.br, onde originalmente publicou esta trilogia: o primeiro artigo é dedicado às conquistas dos títulos que levaram o clube da Gávea a ser tão popular no continente quanto já era no Brasil. A derrocada, que começa a partir do início do século 21, é contada no segundo texto. O terceiro tomo é um apanhado estatístico sobre a participação brasileira na Libertadores, dando uma percepção mais exata do tamanho do Flamengo para nossos hermanos na atualidade.
No rodapé encontram-se os links para os outros textos que completam a saga. Confira agora a segunda parte.
Histórico da participação brasileira na Libertadores
Já visto que o Flamengo ganhou respeito na América do Sul no período de 1981 a 2001, assim como, por suas participações nos torneios continentais, o Flamengo perdeu respeito na América do Sul no período de 2002 a 2016. A mensagem é clara: não basta mais só chegar à Libertadores, já era hora de que o Flamengo consiga efetivamente ter condições de voltar a ser campeão continental!
Ainda assim, tendo isto como pano de fundo, vale uma olhada no desempenho relativo dentro do Brasil, e um bom termômetro para avaliar a competitividade histórica frente aos rivais nacionais, é abrir década a década a quantidade de vezes que os clubes conseguiram participar da Libertadores.
A Taça Libertadores da América, como inicialmente era chamada antes de recentemente ser transformada em Copa Libertadores, teve sua primeira edição em 1960. A quantidade de brasileiros por edição foi aumentando, assim como o torneio foi crescendo de algo mais restritivo a algo mais participativo.
Nos anos 1960, o reinado era do Santos, de Pelé, que disputou quatro vezes a competição. O Palmeiras e o Bahia a disputaram duas vezes, enquanto Botafogo, Cruzeiro e Náutico participaram uma vez cada um. Portanto, muitos grandes do futebol brasileiros não conheceram, antes de 1970, qual era o sabor de jogar o torneio. O Santos foi duas vezes campeão, em 1962 e 1963.
Nos Anos 1970 o leque de participações brasileiras se ampliou. Quem reinou no período no cenário nacional em termos de participações foi o Palmeiras, que a disputou quatro vezes. O Cruzeiro e o São Paulo participaram três, Internacional e Atlético Mineiro duas vezes cada um, enquanto Botafogo, Fluminense, Vasco, Corinthians e Guarani tiveram uma participação. Só um clube brasileiro, no entanto, conseguiu um título nesta década, o Cruzeiro, em 1976.
O reinado nos Anos 1980 foi do Flamengo, de Zico, que participou quatro vezes da Libertadores. O Grêmio a disputou três vezes, enquanto São Paulo, Internacional, Vasco e Guarani tiveram duas participações, e Santos, Fluminense, Atlético Mineiro, Bahia, Coritiba, Bahia, Bangu e Sport Recife jogaram um ano cada um. Os títulos brasileiros continuavam escassos, tendo o Flamengo sido campeão em 1981 e o Grêmio em 1983.
Nos Anos 1990 quem disputou mais Libertadores entre os brasileiros foi o Grêmio, com cinco participações, seguido por São Paulo, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro e Corinthians, com três vezes cada um, Flamengo duas vezes, e Internacional, Botafogo e Criciúma uma vez cada. Interessante que o São Paulo jogou três Libertadores nesta década e foi à final nas três vezes. Os títulos brasileiros passaram a ser mais frequentes. O São Paulo foi campeão em 1992 e 1993, o Grêmio em 1995, o Cruzeiro em 1997, o Vasco em 1998 e o Palmeiras em 1999.
Nos Anos 2000 quem reinou em participações foi o São Paulo, que chegou à Libertadores seis vezes. Palmeiras e Santos disputaram a competição cinco vezes, Grêmio e Cruzeiro quatro, Corinthians, Flamengo, Atlético Paranaense e São Caetano três vezes, o Internacional duas vezes, e com uma participação, vários clubes: Vasco, Fluminense, Atlético Mineiro, Coritiba, Sport Recife, Goiás, Paysandu, Juventude, Santo André, Paulista de Jundiaí e Paraná Clube. Os títulos brasileiros vieram com o São Paulo em 2005 e com o Internacional em 2006.
Nos Anos 2010, quem vem dominando no quesito participações é o Corinthians, com seis disputas até 2017. Grêmio e Atlético Mineiro a jogaram cinco vezes, São Paulo, Cruzeiro, Internacional e Flamengo quatro, Palmeiras, Santos e Fluminense três, Botafogo e Atlético Paranaense duas vezes, e Vasco e Chapecoense uma vez. Os títulos brasileiros voltaram a ser mais frequentes. Os campeões foram o Internacional em 2010, o Santos em 2011, o Corinthians em 2012 e o Atlético Mineiro em 2013.
O clube de brasileiros com mais de dez participações na Libertadores se restringe a oito membros, enquanto ninguém atingiu vinte disputas ainda. Uma realidade em termos de competitividade muito diferente à dos demais países da América do Sul. Os recordistas de participação até 2017 são: Peñarol (Uruguai) e Nacional (Uruguai) com 44 vezes cada um, Olimpia (Paraguai) com 39, Cerro Porteño (Paraguai) com 38, Sporting Cristal (Peru) com 33, Colo Colo (Chile) com 32, Bolivar (Bolívia) com 31, Universitario (Peru) com 29, Emelec (Equador) com 26 e Universidad Católica (Chile) com 25.
O São Paulo disputou a Libertadores 18 vezes, Grêmio e Palmeiras disputaram 17 vezes, o Cruzeiro a jogou 15 vezes, Santos, Corinthians e Flamengo 13 vezes cada um, o Internacional 11 vezes, seguido por Atlético Mineiro, com 9 participações, e Vasco, com 8. Em títulos brasileiros, foram dois nos Anos 1960, apenas um nos Anos 1970, outros dois nos Anos 1980, o recorde de seis nos Anos 1990, voltando a haver apenas dois nos Anos 2000. Até agora, nos Anos 2010 foram quatro títulos, o segundo melhor desempenho na comparação entre décadas.
Tá na hora do Flamengo ser Campeão da Libertadores outra vez!
Marcel Pereira
Flamengo ganhando respeito na América do Sul: 1981 – 2001
Flamengo perdendo respeito na América do Sul: 2002 – 2016
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Carioca de 1977, é economista pós-graduado em finanças. Seu interesse por outras áreas do conhecimento humano, tais como sociologia, arqueologia e antropologia, é a base de seu livro “A Nação”. A obra explica a popularidade do Flamengo de forma clara e objetiva. Com base em uma pesquisa profunda e criteriosa, revisita o Rio de Janeiro desde o início do século 20, buscando as raízes mais autênticas da nossa paixão.
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Marcel Pereira escreve rotineiramente no blog livroanacao.blogspot.com.br, onde originalmente publicou esta trilogia: o primeiro artigo é dedicado às conquistas dos títulos que levaram o clube da Gávea a ser tão popular no continente quanto já era no Brasil. A derrocada, que começa a partir do início do século 21, é contada no segundo texto. O terceiro tomo é um apanhado estatístico sobre a participação brasileira na Libertadores, dando uma percepção mais exata do tamanho do Flamengo para nossos hermanos na atualidade.
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Flamengo ganhando respeito na América do Sul: 1981 – 2001
“Desde 1968, com o Estudiantes de La Plata, da Argentina, o título não era conquistado por um estreante na competição. E depois da conquista rubro-negra em 1981, isso só veio a ocorrer uma vez, com o Argentinos Juniors, que foi debutante e campeão na Taça Libertadores da América de 1985” – A NAÇÃO, pg.130
Na Libertadores da América de 1981, o Flamengo enfrentou pela primeira vez em sua história adversários do continente valendo por uma competição oficial. Mas os confrontos naturalmente já haviam ocorrido diversas vezes. Até antes de 1981, o Flamengo havia enfrentado equipes sul-americanas em 110 oportunidades, com 55 vitórias (exatamente 50%), além de 24 empates e 31 derrotas. Naturalmente, isto já gerara um respeito pelo nome Flamengo nos países vizinhos, mas este respeito foi definitivamente conquistado em 1981.
O primeiro confronto foi contra o Barracas, da Argentina, que fez excursão ao Brasil em 1917. Em jogo realizado na Rua Paissandu, primeiro estádio rubro-negro, houve empate em 1 x 1. Em 1923, o primeiro enfrentamento com o futebol uruguaio, quando desta vez quem esteve em excursão ao país foi o Universal, de Montevidéu, que venceu ao Flamengo duas vezes (1 x 0 e 2 x 0). A primeira vitória rubro-negro sobre um adversário sul-americano ocorreu só em 1928, quando venceu o Peñarol por 2 x 1 no campo das Laranjeiras. O mesmo adversário da primeira vez que o Flamengo atuou no exterior, em Montevidéu, em 2 de abril de 1933, vencendo o Peñarol por 3 x 2. Uma semana depois depois, porém, em vexame, tendo o Flamengo sido impiedosamente goleado por 7 x 0 pelo Nacional, no primeiro confronto entre as duas equipes na história. Já o primeiro confronto contra um adversário sul-americano não oriundo ou da Argentina ou do Uruguai, ocorreu em 1948, quando o Flamengo entrou em campo no Estádio Nacional de Santiago, no Chile, para um amistoso contra um combinado universitário local.
As atuações mais marcantes, que começaram a dar mais respeito ao nome do Flamengo no continente foram a partir de 1960, ano no qual goleou impiedosamente por 9 x 2 ao Cerro Porteño, do Paraguai, em amistoso no Maracanã. No ano seguinte, 1961, o Flamengo foi campeão do Octogonal Sul-Americano de Verão, que reuniu Flamengo, Vasco, Corinthians e São Paulo, pelo Brasil, além de River Plate e Boca Juniors, da Argentina, e Nacional e Cerro, do Uruguai. O Flamengo venceu o River Plate dentro do Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, por 1 x 0, foi goleado por 4 x 0 pelo Boca Juniors em La Bombonera, e venceu ao Nacional e Cerro dentro de Montevidéu. Dias depois da conquista, ainda golearia ao Talleres, em Córdoba, por 5 x 0. Outra atuação marcante aconteceu em fevereiro de 1970, quando goleou ao Independiente, da Argentina, por 6 x 1, no Quadrangular de Verão jogado no Maracanã. Atuações que faziam com que o mundo futebolístico da América do Sul soubesse quem era o Flamengo. Mas o respeito definitivo mesmo veio com a conquista da Taça Libertadores da América em 1981.
Na primeira fase do torneio, o Flamengo empatou com o Atlético Mineiro por 2 x 2 no Mineirão e no Maracanã. O grupo ainda tinha os paraguaios Olimpia e Cerro Porteño. Contra o alvi-negro de Assunção, também foram dois empates, 1 x 1 no Rio de Janeiro, e 0 x 0 no Estádio Defensores Del Chaco, na capital paraguaia. Contra os azul-grenás, duas vitórias convincentes, por 5 x 2 no Maracanã, e por 4 x 2 em Assunção. Flamengo e Atlético terminaram empatados, e disputaram uma tumultuada partida de desempate no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, na qual o time de Belo Horizonte acabou com vários jogadores expulsos, abandonando o campo. Na 2ª fase, um triangular semi-final contra o Deportivo Cali, da Colômbia (que eliminara aos argentinos River Plate e Rosario Central) e o Jorge Wilstermann, da Bolívia. O outro triangular reunia aos uruguaios Peñarol e Nacional, e o Cobreloa, do Chile. O time rubro-negro venceu os colombianos por 1 x 0 em Cali e por 3 x 0 no Rio, e aos bolivianos por 2 x 1 em Cochabamba e 4 x 1 no Maracanã. Com quatro vitórias, avançou à final contra o Cobreloa, um clube jovem, fundado apenas quatro anos antes, em 1977, na cidade de Calama, norte do Chile, e financiado pelas ricas empresas de cobre da região, o que lhe permitiu uma ascensão metórica no futebol local, tendo ascendido à 1ª Divisão chilena logo no primeiro ano de disputa da 2ª divisão. No seu terceiro ano na 1ª divisão, sagrou-se campeão nacional, e em sua primeira Libertadores, chegou à final (repetiria o feito no ano seguinte, quando novamente foi derrotado na final, naquela vez pelo Peñarol).
Flamengo e Cobreloa fizeram o primeiro jogo da final no Maracanã. O time rubro-negro abriu 2 x 0 no 1º tempo, com dois gols de Zico, mas tomou um gol de pênalti na etapa final. Viajou a Santiago, já que os estádios da cidade de Calama não tinham capacidade suficiente para abrigar uma final, com a vantagem de poder empatar para levantar o título. Segurou o empate até a reta final do jogo, mas um gol e Victor Merello aos 39 minutos do 2º tempo, deu a vitória por 1 x 0 aos chilenos. Títulos a ser decidido num terceiro confronto em campo neutro, realizado em Montevidéu, capital uruguaia, capítulo final da violenta final, na qual os rubro-negros reclamavam sobretudo da deslealdade do zagueiro Mário Soto. Mas no terceiro jogo,o Flamengo, tecnicamente muito superior, liquidou a fatura, com dois gols de Zico, um logo no começo e outro, de falta, no fim da partida. Flamengo 2 x 0 Cobreloa. Campeão da Copa Libertadores!
1981: Flamengo x Cobreloa (Chile)
No ano seguinte, como campeão do torneio, o Flamengo fez sua estreia direto no triangular semi-final de 2ª fase. Um grupo dificílimo, contra o uruguaio Peñarol e o argentino River Plate. O time rubro-negro perdeu por 1 a 0 para o Peñarol em Montevidéu. Em seguida, no entanto, não tomou conhecimento do River Plate, vencendo por 3 a 0 no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, e por 4 a 2 no Maracanã. Estes resultados garantiram-lhe a vantagem do empate no confronto final frente ao Peñarol no Maracanã. Se se classificasse, o Flamengo repetiria a final de 1981 frente ao Cobreloa. A missão parecia estar próxima de ser cumprida. O Maracanã estava absolutamente lotado só de rubro-negros, certos da presença na segunda final de Libertadores consecutiva. O time uruguaio fez um gol numa cobrança de falta do brasileiro Jair, ex-jogador do Internacional de 1974 a 1981. A vitória por 1 a 0 pôs o Peñarol na final, frente ao Cobreloa, do Chile, e os uruguaios levantaram o título sul-americano. A Libertadores de 1982 escapou por pouco!
1982: Flamengo x Peñarol (Uruguai)
Como Bi-campeão Brasileiro em 1982 e 1983, o Flamengo disputou a Libertadores em 1983 e 1984, alcançando a disputa quatro vezes consecutivas. Nestas duas últimas edições seu algoz seria o mesmo, um rival nacional, o Grêmio, de Porto Alegre. Em 1983, o grupo na 1ª fase era formado por Flamengo, Grêmio, e os bolivianos Bolivar e Blooming. A Libertadores ainda era disputada num modelo no qual só o primeiro colocado de cada grupo avançava à 2ª fase, na qual eram jogados dois triangulares semi-finais. O time rubro-negro iniciou sua campanha com dois empates, em 1 x 1 em Porto Alegre, e sem gols contra o Blooming, em Santa Cruz de la Sierra. O terceiro jogo foi uma derrota por 3 x 1 para o Bolivar na altitude de La Paz. No returno, goleadas sobre os bolivianos no Maracanã, fazendo 7 x 1 no Blooming e 5 x 2 no Bolivar. No último jogo, também no Rio de Janeiro, uma derrota por 3 x 1 para o Grêmio selou a classificação porto-alegrense, e o time gremista acabaria campeão daquela edição. Portanto, assim como no ano anterior, o Flamengo foi eliminado pelo campeão. Em 1984, na 1ª fase, o time rubro-negro venceu o grupo formado por Santos, e os colombianos América de Cali e Atlético Júnior de Barranquilla. Foram duas impressionantes goleadas sobre os santistas, por 4 x 1 no Maracanã e por 5 x 0 no Morumbi, em São Paulo. O time também venceu duas vezes ao Atlético Júnior (2 x 1 e 3 x 1), e contra o América empatou por 1 x 1 em Cali, e venceu por 4 x 2 no Maracanã. No triangular semi-final, os adversários foram o Grêmio e o ULA Mérida, da Venezuela, a quem o time rubro-negro venceu duas vezes (3 x 0 e 2 x 1). A vaga na final, como era de se esperar, viria do confronto contra o rival de Porto Alegre. O primeiro duelo, na capital gaúcha, terminou numa acachapante goleada do tricolor gaúcho por 5 x 1. O Fla venceu por 3 x 1 no Rio. Pelo regulamento, a vaga se definiria numa partida desempate em campo neutro, com os gremistas tendo a vantagem do empate pela melhor campanha. O jogo foi realizado no Pacaembu, em São Paulo, e terminou num empate sem gols que eliminou o Flamengo.
O Flamengo só voltaria à Libertadores sete anos depois em 1991, como campeão da Copa do Brasil de 1990 (teria disputado em 1988 como campeão da Copa União de 1987, mas o imbróglio com a CBF levou Sport Recife e Guarani a representarem o Brasil). Antes, porém, voltou a experimentar duelos oficiais contra rivais sul-americanos com a criação da Supercopa dos Campeões da Libertadores, disputada todos os anos entre 1988 e 1997.
“Era um torneio seleto, onde todos os clubes campeões da Taça Libertadores se enfrentavam em mata-mata. Eram sete clubes argentinos (Boca Juniors, River Plate, Independiente, Estudiantes, Racing, Velez Sarsfield e Argentinos Juniors), cinco brasileiros (Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio e São Paulo), dois uruguaios (Peñarol e Nacional), um paraguaio (Olimpia), um colombiano (Atlético Nacional) e um chileno (Colo-Colo). As primeiras participações rubro-negras foram muito tímidas, com o clube mal avançando à segunda fase e, muitas vezes, usando um time de reservas” – A NAÇÃO, pg. 167.
Em 1988, o Flamengo passou pelo Estudiantes de La Plata na 1ª fase (1 x 1 na Argentina e 3 x 0 no Rio), e na 2ª fase (quartas de final) caiu perante o Nacional, com duas derrotas, 3 x 0 em Montevidéu e 2 x 0 no Maracanã). Em 1989, a eliminação foi logo na 1ª fase para o Argentinos Juniors, com duas derrotas, 1 x 0 no Maracanã de 2 x 1 na Argentina. Em 1990, mais uma queda na 1ª fase diante do Argentinos Juniors. Após perder por 3 x 1 em Buenos Aires, venceu por 3 x 1 jogando no Caio Martins, em Niterói, mas acabou perdendo por 4 x 3 na disputa de pênaltis. Em 1991, eliminou ao Estudiantes na 1ª fase (empate por 1 x 1 em Brasília, e vitória em Buenos Aires por 2 x 0), mas voltou a ser eliminado na disputa de pênaltis, após perder por 1 x 0 para o River Plate em Buenos Aires e vencer por 2 x 1 na volta, perdendo nas cobranças da marca da cal novamente por 4 x 3.
Naquele mesmo ano de 1991, voltou à Copa Libertadores, que já tinha um novo formato de disputa. Na 1ª fase, nos grupos de quatro, avançavam os três primeiros e não mais só o vencedor do grupo, e a partir daí a disputa era eliminatória, em mata-mata, a partir das oitavas de final. O grupo tinha ainda a Corinthians e os uruguaios Nacional e Bella Vista. Contra os corinthianos, foi um empate (1 x 1) e uma vitória (2 x 0 em pleno Pacaembu). Frente ao modesto Bella Vista, dois empates (2 x 2 e 1 x 1), e contra o Nacional, duas vitórias, com um 1 x 0 em Montevidéu e um acachapante 4 x 0 no Maracanã. O time liderado por Júnior no meio-campo avançou para enfrentar o Deportivo Táchira, da Venezuela, a quem venceu sem dificuldades, 3 x 2 em San Cristobal e 5 x 0 no Maracanã. Nas quartas-de-final a parada era duríssima, pela frente o Boca Juniors de Gabriel Batistuta e Diego Latorre. No primeiro jogo, no Maracanã, o Flamengo abriu 2 x 0, gols de Marquinhos e Gaúcho, mas sofreu um gol marcado pelo centroavante Batistuta. Seria difícil segurar o Boca em La Bombonera. E assim o foi, com a vitória xeneize por 3 x 0.
1991: Flamengo x Boca Juniors (Argentina)
Em 1992, o Flamengo enfim conseguiu encaixar uma boa campanha na Supercopa. Depois de a Grêmio (1 x 1 e 1 x 0) e Estudiantes (1x 0 e 1 x 1); e foi derrubado na semi-final pelo Racing. O primeiro confronto foi no Pacaembu, em São Paulo, e terminou num empate em 3 x 3. No segundo jogo, em Avellaneda, Buenos Aires, o Racing venceu por 1 x 0, avançado à final. No ano seguinte, 1993, mais uma bela campanha rubro-negra. Na 1ª fase o Flamengo eliminou ao Olimpia, depois de perder por 1 x 0 em Assunção, no Paraguai, venceu no Maracanã por 3 x 1. Na 2ª fase, bateu ao River Plate, após perder por 2 x 1 no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, e vencer por 1 x 0 no Maracanã, levando a decisão aos pênaltis, quando venceu por 6 x 5, chegando pelo segundo ano consecutivo à semi-final, desta vez para enfrentar ao Nacional, a quem venceu duas vezes, por 2 a 1 no Pacaembu, em São Paulo, e por 3 a 0 no Estádio Centenário, em Montevidéu. Pela primeira vez chegou à final da Supercopa, o adversário foi o São Paulo, Bi-campeão da Libertadores. Empatou duas vezes por 2 a 2, a primeira no Maracanã e a segunda no Morumbi. Acabou derrotado por 5 a 3 nas cobranças de penalidades, ficando sem o título.
Na quela mesmo ano, já havia caído perante o mesmo São Paulo na Libertadores. Na 1ª fase o grupo tinha ao Internacional e aos colombianos Atlético Nacional de Medellin e América de Cali. Contra o Internacional, um empate em Porto Alegre (0 x 0) e uma vitória no Maracanã (3 x 1), contra o Nacional de Medellin, duas vitórias: 1 x 0 na Colômbia, gol em que Renato Gaúcho tomou a bola na intermediária do lendário goleiro Higuita, que havia saído do gol driblando e conduzindo a bola com os pés, e 3 x 1 no Maracanã. O maior trabalho foi diante do América de Cali, para quem o Flamengo perdeu duas vezes, por 2 x 1 fora e por 3 x 1 no Maracanã. Ainda assim, como avançavam três,passou às oitavas de final, quando atropelou ao Minerven, da Venezuela, vencendo por 1 x 0 em Puerto Ordaz e por 8 x 2 no Maracanã. Quartas de final então frente ao São Paulo, do técnico Telê Santana e do meia Raí. Com um empate por 1 x 1 no Maracanã, e uma derrota por 2 x 0 no Morumbi, o Flamengo acabou eliminado. Em 1991 e 1993 foram as duas únicas participações rubro-negras na Libertadores nos Anos 1990.
Pela Supercopa, em 1994 caiu logo na 1ª fase perante o Estudiantes, após empate em 0 x 0 no Rio e derrota por 2 x 0 em Mar Del Plata. Após ser eliminado três vezes pelos rubro-negros, foi a primeira vez que o Estudiantes, um dos maiores vencedores da história da Libertadores, conseguiu eliminar o Flamengo.
Na edição de 1995 do torneio o Flamengo fez uma campanha belíssima! Na 1ª fase bateu duas vezes ao Vélez Sarsfield, 3 x 2 em Buenos Aires e 3 x 0 no Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia. Na 2ª fase bateu duas vezes ao Nacional com duas vitórias por 1 x 0, a primeira em Montevidéu e a segunda no Rio de Janeiro, avançando à semi-final. Disputou a vaga na decisão contra o Cruzeiro, a quem venceu por 1 x 0 no Mineirão, em Belo Horizonte, e por 3 x 1 no Maracanã. Foi mais uma vez à decisão, desta vez contra o Independiente de Avellaneda. Chegava à final com seis vitórias em seis partidas disputadas. Na 1º jogo, perdeu por 2 x 0 em Buenos Aires, gols de Mazzoni e Domizzi. O Maracanã lotou para a decisão, que o time rubro-negro tinha que vencer por dois gols para levar a pênaltis, ou por três para ser campeão. O Flamengo venceu apenas por 1 x 0, gol de Romário, aos 17 minutos do 2º tempo, e deixou o título escapar.
O resultado deu ao Flamengo a oportunidade de disputar a Copa Ouro da Conmebol em 1996. Um triangular no qual venceu ao Rosario Central, da Argentina (2 x 1) e ao São Paulo (3 x 1), ficando com o título!
Na edição da Supercopa de 1996, o Flamengo voltou a encontrar o Independiente, e desta vez o eliminou, empatando por 0 x 0 em Buenos Aires e vencendo por 1 x 0 em Brasília. O time, no entanto, acabou eliminado na 2ª fase pelo Colo Colo, do Chile, após um empate por 1 x 1 em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e uma derrota por 1 x 0 em Santiago. No ano seguinte, em 1997,o torneio mudou de formato, na sua última edição. Já era a transição para o torneio que o substituiria a partir de 1998, a Copa Mercosul. O Flamengo caiu num grupo na 1ª fase junto a São Paulo, ao argentino Vélez Sarsfield, e ao paraguaio Olimpia. Eram jogos de ida e volta. Com três vitórias, um empate e duas derrotas, terminou em 2º lugar num grupo do qual só o vencedor avançava à fase semi-final (a vaga ficou com o São Paulo).
A partir de 1998, passou a se jogar a Copa Mercosul, reunindo equipes convidadas de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. Eram 20 equipes em cinco grupos de quatro, avançando os vencedores e os três melhores segundos às quartas de final. O grupo do Flamengo tinha os argentinos Boca Juniors e Vélez Sarsfield, e o paraguaio Cerro Porteño. Com três vitórias e três derrotas, o rubro-negro foi eliminado pelo saldo de gols pelo Boca Juniors, que avançou às quartas junto ao Vélez.
Em 1999 o Flamengo faria uma campanha fantástica e se consagraria campeão, voltando a levantar um troféu sul-americano. Na 1ª fase, o grupo ainda tinha aos chilenos Colo Colo e Universidad de Chile, e ao paraguaio Olimpia. No primeiro jogo, vitória sobre o Olimpia por 2 x 1 no Maracanã, no segundo uma goleada por 4 x 0 sobre o Colo Colo dentro de Santiago. Na terceira rodada, também em Santiago, derrota por 2 x 0 para “La U de Chile”. No returno, foi derrotado por 3 x 1 pelo Olimpia em Assunção, e empatou por 2 x 2 contra o Colo Colo no Maracanã. Na última rodada, só uma goleada por mais de quatro gols lhe daria a classificação entre os três melhores segundos colocados.Com uma atuação espetacular no Maracanã, e quatro gols de Romário, oFlamengo venceu por 7 x 0 e avançou às quartas de final.
1999: Flamengo x Universidad de Chile
O adversário nas quartas foi o Independiente. O primeiro jogo, em Buenos Aires, terminou com um empate por 1 x 1. No jogo de volta, no Maracanã, o Flamengo goleou por 4 x 0 e avançou à semi-final, na qual enfrentaria ao Peñarol. A classificação ficou praticamente garantida logo no primeiro jogo, uma vitória rubro-negra por 3 x 0 no Maracanã. No segundo jogo, em Montevidéu, o Fla esteve duas vezes a frente, mas perdeu por 3 x 2, o que foi suficiente para avançar para enfrentar ao Palmeiras na decisão. No 1º jogo, vitória rubro-negra por 4 x 3 no Maracanã, e no segundo um empate por 3 x 3 no Parque Antárctica, em São Paulo. Flamengo campeão!!
Na Copa Mercosul de 2000, o Flamengo chegou às quartas de final. Primeiro ficou em 2º lugar em seu grupo na 1ª fase, depois de duas vitórias sobre a Universidad de Chile (4 x 0 em Santiago e 2 x 0 no Maracanã), um empate e uma vitória sobre o Vélez Sarsfield (1 x 1 em Buenos Aires e 2 x 0 no Maracanã), e um empate (0 x 0 em Buenos Aires) e uma derrota (2 x 1 no Maracanã) para o River Plate, mesmo adversário enfrentado nas quartas de final, quando para não deixar dúvidas sobre sua superioridade sobre o time rubro-negro naquele momento venceu duas vezes (novamente 2 x 1 no Maracanã, e 4 x 3 em Buenos Aires).
A última edição da Copa Mercosul aconteceu em 2001, e mais um vez o Flamengo foi muito bem. No primeiro jogo, venceu o Nacional por 2 x 0 em Brasília. Depois bateu o San Lorenzo por 2 x 1 no Estádio Nuevo Gasometro, em Buenos Aires. Depois passou pelo Olimpia no Maracanã. Teve um revertério na quarta partida, quando foi goleado por 4 x 0 pelo Nacional, em Montevidéu. Mas não se deixou abater. Venceu ao San Lorenzo por 2 x 1 em Brasília, e ao Olimpia por 2 x 0 no Estádio Defensores Del Chaco,em Assunção. Venceu o grupo e pegou o Independiente nas quartas de final. Empatou o primeiro confronto por 0 x 0 em Buenos Aires, e depois goleou por 4 x 0 no Maracanã. Na semi-final, dois empates contra o Grêmio, 2 x 2 no Maracanã e 0 x 0 no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, e decisão nos pênaltis, vencida pelo time rubro-negro por 4 x 2.
2001: Flamengo x San Lorenzo (Argentina)
Mais um vez na final, o adversário era o San Lorenzo, a quem o Flamengo já havia vencido duas vezes na 1ª fase naquela competição. No primeiro jogo no Maracanã, um empate sem gols. As equipes se preparavam para a segunda partida quando rompeu uma seríssima crise político-econômica na Argentina, a “Crise dos Panelaços”, que terminou na destituição do Presidente da República. A segunda partida precisou ser adiada para janeiro de 2002, quando os times voltaram a campo no Nuevo Gasometro. O Flamengo saiu na frente, mas cedeu o empate no 2º tempo. Igualdade por 1 x 1 e título a ser decidido nos pênaltis. Título que acabou escapando, com os argentinos vencendo a disputa na marca da cal por 4 x 3. Marcel Pereira
Flamengo perdendo respeito na América do Sul: 2002 – 2016
Histórico da participação brasileira na Libertadores
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O fla.mundobola.com presenteia seus leitores com a série de Marcel Pereira, sobre a ascensão e queda do Flamengo na América do Sul. Torcedor apaixonado, o autor também é um ativista defensor do Manto Sagrado e da história do Mais Querido.
Carioca de 1977, é economista pós-graduado em finanças. Seu interesse por outras áreas do conhecimento humano, tais como sociologia, arqueologia e antropologia, é a base de seu livro “A Nação”. A obra explica a popularidade do Flamengo de forma clara e objetiva. Com base em uma pesquisa profunda e criteriosa, revisita o Rio de Janeiro desde o início do século 20, buscando as raízes mais autênticas da nossa paixão.
A Nação (Maquinária Editora). Clique na imagem para saber mais.
Marcel Pereira escreve rotineiramente no blog livroanacao.blogspot.com.br, onde originalmente publicou esta trilogia: o primeiro artigo é dedicado às conquistas dos títulos que levaram o clube da Gávea a ser tão popular no continente quanto já era no Brasil. A derrocada, que começa a partir do início do século 21, é contada no segundo texto. O terceiro tomo é um apanhado estatístico sobre a participação brasileira na Libertadores, dando uma percepção mais exata do tamanho do Flamengo para nossos hermanos na atualidade.
No rodapé encontram-se os links para os outros textos que completam a saga. Confira agora a segunda parte.
Flamengo perdendo respeito na América do Sul: 2002 – 2016
Se tivemos o Flamengo ganhando respeito na América do Sul: 1981 – 2001, a partir de 2002 o clube perdeu muito deste respeito que tinha acumulado. Primeiramente porque entre 2002 e 2006 o clube viveu a mais grave crise de sua história. Recuperou-se, voltou a conseguir algumas importantes conquistas, mas não a nível internacional.
Como campeão da Copa dos Campeões de 2001, o Flamengo conseguiu baga na Libertadores de 2002. Melhor não tivesse conseguido, tão ridícula foi sua campanha, que o levou a uma eliminação precoce na 1ª fase. O grupo rubro-negro não era considerado dos mais difíceis, tinha o Olimpia, do Paraguai (que ainda não se sabia, mas se tornaria o campeão daquela edição), além do Universidad Católica, do Chile, e do Once Caldas, da Colômbia. Os dois primeiros colocados avançavam às oitavas de final.
O time rubro-negro largou com uma derrota por 1 x 0 para o Once Caldas em Manizales. Depois perdeu por 3 x 1 para a Universidad Católica em pleno Maracanã. Recuperou-se goleando, no Rio de Janeiro, ao Once Caldas por 4 x 1. Contra o Olimpia, também no Maracanã, um empate sem gols. Viajou a Santiago e perdeu por 2 x 1 para a Católica. Na despedida, já eliminado, perdeu por 2 x 0 para o Olimpia em Assunção. Com apenas uma vitória em seis jogos, tendo tido um empate e quatro derrotas, fez uma campanha bisonha, terminando com a última colocação do grupo.
Em meio à já citada crise que vivia, demorou para o Flamengo voltar a uma Copa Libertadores da América. Antes disso, disputou duas edições da Copa Sul-Americana, competição que a partir de 2002 substituiu a Copa Mercosul. O Flamengo a disputou pela primeira vez em 2003, sem ter conseguido avançar da “fase brasileira”. Na 1ª fase, um triangular de jogos únicos contra Santos e Internacional. O Flamengo perdeu por 3 x 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre, e perdeu por 3 x 0 para o Santos no Maracanã. No ano seguinte, voltou a não avançar à fase internacional, eliminado em 2004 na 1ª fase pelo Santos depois de dois empates, 0 x 0 e 2 x 2, e derrota na disputa de pênaltis por 5 x 4.
Como Campeão da Copa do Brasil de 2006, o Flamengo voltou à Libertadores em 2007. Caiu num grupo com Paraná Clube, o venezuelano Maracaibo, e o Real Potosi, no campo com maior efeito de altitude no mundo, na Bolívia. O time rubro-negro foi muito bem na 1ª fase, Empatou o primeiro jogo por 2 x 2 em Potosi, e daí para frente não perdeu pontos: fez 3 x 1 no Maracaibo em casa, venceu duas vezes ao Paraná por 1 x 0, fez 2 x 1 no Maracaibo fora de casa, e bateu o Real Potosi por um magro 1 x 0 no Maracanã. Avançou às oitavas de final para enfrentar ao Defensor Sporting, do Uruguai. Jogou muito mal na primeira partida em Montevidéu e acabou pagando o preço que lhe custou a eliminação. Perdeu por 3 x 0. Na volta, o Maracanã lotou, o Flamengo pressionou, fez 2 x 0, dois gols de Renato Abreu, mas não conseguiu levar o duelo para os pênaltis. Saiu aplaudido por sua torcida pelo esforço, mas eliminado.
2007: Flamengo x Defensor Sporting (Uruguai)
Voltou à Libertadores em 2008, por ter sido o 3º colocado no Campeonato Brasileiro do ano anterior. Caiu num grupo que tinha o uruguaio Nacional e os peruanos Cienciano e Coronel Bolognesi. No primeiro jogo, um empate sem gols em Tacna contra o Bolognesi, depois venceu ao Cienciano por 2 x 1 no Maracanã, perdeu por 3 x 0 para o Nacional em Montevidéu, e se recuperou vencendo aos uruguaios por 2 x 0 no Maracanã. Foi a Cuzco, no Peru, e bateu ao Cienciano por 3 x 0. Na última rodada, sofreu, mas venceu ao Coronel Bolognesi por 2 x 0 no Maracanã, com o primeiro gol saindo numa cobrança de falta do goleiro Bruno. Avançou às oitavas de final para enfrenta o América do México. No primeiro jogo, no Estádio Azteca, na Cidade do México, vitória rubro-negra por 4 x 2, dois gols de Marcinho, com Diego Tardelli e Leonardo Moura completando. A classificação às quartas de final parecia garantida. Porém, no jogo de volta,no Maracanã, o atacante paraguaio Salvador Cabañas marcou três vezes e o América venceu por 3 x 0, eliminando o Flamengo.
2008: Flamengo x América (México)
Em 2009, mais uma participação na Copa Sul-Americana, e mais uma vez sem conseguir avançar da 1ª fase e passar da fase brasileira à fase internacional. E após dois empates contra o Fluminense, 0 x 0 e 1 x 1. Em três participações na competição, foram seis jogos sem vencer, com quatro empates e duas derrotas.
Mais uma participação na Libertadores em 2010, quando o Flamengo conquistou a vaga como Campeão Brasileiro de 2009, manteve seu time e se reforçou com a contratação do centroavante Vágner Love. Com o trio formado por Dejan Petkovic, Adriano e Vágner Love, havia uma grande expectativa de se conseguir uma grande campanha no torneio. No grupo rubro-negro, o venezuelano Caracas, e os chilenos Universidad Católica e Universidad de Chile. Nos dois primeiros jogos, duas vitórias: 2 x 0 sobre a Católica no Maracanã e 3 x 1 sobre o Caracas na Venezuela. Depois uma derrota por 2 x 1 para a Universidad de Chile em Santiago, seguida por um empate por 2 x 2 contra o mesmo adversário no Maracanã. Nos dois últimos jogos, derrota por 2 x 0 para a Católica em Santigo, e vitória por apertados 3 x 2 sobre o Caracas no Rio de Janeiro. Vacilante,o time avançou para enfrentar o Corinthians pelas oitavas de final. O time rubro-negro venceu por 1 x 0 no Maracanã, depois tomou dois gols no Pacaembu, mas um tento marcado por Vágner Love no final pôs o 2 x 1 no placar que deu a classificação ao Flamengo pelo critério de mais gols marcados no campo do adversário. O Flamengo avançou para enfrentar a Universidad de Chile nas quartas de final, equipe à qual não havia conseguido vencer nenhuma vez na 1ª fase. Era a primeira vez desde 1993 que o Flamengo chegava às quartas de final da Libertadores. O primeiro duelo foi no Maracanã e quem tomou conta do jogo foi o meia argentino Walter Montillo, que comandou a vitória chilena por 3 x 2 em pleno Rio de Janeiro. No segundo jogo, em Santiago, o Flamengo tentou acordar, lutou muito, venceu por 2 x 1, mas não foi o suficiente para impedir a eliminação.
2010: Flamengo x Universidad de Chile
A Universidad de Chile traumatizou ao Flamengo neste período. Em 2011, o time rubro-negro tinha Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, e fazia boa campanha no Campeonato Brasileiro. Disputou então a Copa Sul-Americana, torneio no qual nunca havia passado da 1ª fase. Desta vez passou, eliminando ao Atlético Paranaense depois de duas vitórias por 1 x 0. Encontrou “La U de Chile” na 2ª fase. A primeira partida foi no Rio de Janeiro, no Estádio do Engenhão, e foi uma catástrofe. O atacante Eduardo Vargas acabou com a defesa do Flamengo, tendo sigo autor de dois gols, e a Universidad de Chile goleou impiedosamente por 4 x 0. No jogo de volta, em Santiago, venceu por 1 x 0, eliminando mais uma vez ao Flamengo.
2011: Flamengo x Universidad de Chile
Em 2012, o Flamengo voltou à Copa Libertadores, por ter sido 4º colocado no Brasileiro de 2011. Entrou na fase chamada de “Pré-Libertadores” para duelar contra o Real Potosi, voltando a enfrentar a dureza da altitude boliviana. Com a presença de Ronaldinho Gaúcho, voltava-se a haver muitas esperanças de uma grande campanha. Perdeu o primeiro jogo por 2 x 1 em Potosi, mas venceu por 2 x 0 no Maracanã e conseguiu avançar. Entrou na fase de grupos para enfrentar ao paraguaio Olimpia, ao argentino Lanus e ao equatoriano Emelec. Só os dois primeiros avançavam. O grupo não era dos mais difíceis,embora tampouco fosse fácil. O time rubro-negro empatou em 1 x 1 com o Lanus na Argentina, depois venceu ao Emelec por 1 x 0 no Engenhão e enfrentava, no mesmo estádio, ao Olimpia. Vencia por 3 x 0 até os 30 minutos do 2º tempo, o que lhe deixava com a classificação muito bem encaminhada. Porém, conseguiu a façanha de levar três gols em poucos minutos, terminando com um desagradável placar de 3 x 3. Na sequência, ainda perdeu por 3 x 2 para os paraguaios em Assunção, vendo sua situação na tabela se complicar bastante. Piorou ainda mais depois que perdeu por 3 x 2 para o Emelec, em Guaiaquil. Na última rodada, contra o líder Lanus no Maracanã precisava vencer e torcer por uma combinação de resultados. Venceu por 3 x 0, e ia se classificando, porque o Emelec empatava com o Olimpia em Guaiaquil, porém um gol equatoriano aos 47 minutos do 2º tempo azedou a esperança rubro-negra. Para dar um tom pitoresco, o lateral-direito Leonardo Moura dava entrevista ao vivo com sorriso no rosto e fone de ouvido escutando os minutos finais da partida no Equador, e ficou com a cara esbugalhada ao perceber o gol equatoriano.
2012: Flamengo x Olimpia (Paraguai)
Em 2014 o Flamengo voltou à Libertadores por ter sido o Campeão da Copa do Brasil de 2013. Entrou num grupo relativamente fácil, frente a Leon, do México, Bolivar, da Bolívia, e Emelec, novamente ele, do Equador. O Flamengo começou perdendo por 2 x 1 para o Leon, no México. Depois venceu ao Emelec por 3 x 1 no Maracanã, onde também empatou em 2 x 2 contra o Bolivar. No returno, perdeu por 1 x 0 para o Bolivar na altitude de La Paz, venceu ao Emelec por 2 x 1 fora de casa, em Guaiaqil, e na última rodada, uma vitória simples classificaria o Flamengo, mas o time perdeu por 3 x 2 para o Leon no Maracanã. Terminou em 3º lugar, e viu Bolivar e Leon avançarem, Mais uma campanha ridícula na Libertadores, superada só pelo vexatório desempenho em 2002.
2014: Flamengo x Leon (México)
Definitivamente, a soma dos desempenhos nas Libertadores de 2002, 2007, 2008, 2010, 2012 e 2014 fizeram o Flamengo ser menos respeitado por seus adversários na América do Sul. Ainda que nos últimos 10 anos o Flamengo tenha conseguido jogar 5 vezes a Libertadores, o que na média equivale a marcar presença ano sim ano não, isto não basta. Respeito não se ganha, respeito se conquista, e já passou da hora do Flamengo recuperar o respeito perdido. Pelos péssimos desempenhos nas Libertadores desde 2002, e pelas iguais horripilantes campanhas na Copa Sul-Americana, como a que aconteceu em 2011, e que teve um novo capítulo desprezível em 2016.
O Flamengo chegava à Copa Sul-Americana de 2016 taxado como favorito, dada a excelente campanha que fazia no Brasileiro daquele (a qual lhe garantiu acesso à Libertadores de 2017). Era uma excelente oportunidade de conquistar um título continental, porém se optou pela escalação de um time reserva na competição. O time rubro-negro quase foi eliminado na 1ª fase, perdeu para o Figueirense por 4 x 2 em Florianópolis, mas se recuperou e venceu pelos mesmos 3 x 1 em Cariacica, no Espírito Santo, ficando com a vaga pelo critério de mais gols marcados no campo do adversário. Na 2ª fase, enfrentou ao modesto Palestino, do Chile. Na primeira partida, em Santiago, venceu por 1 x 0. Parecia ter a vaga assegurada, mas foi surpreendido no jogo de volta em Cariacica, com a vitória do adversário por 2 x 1, gols de Roberto Cereceda e Leonardo Valencia, o que deu a eliminação pelos mesmos critérios, já que fez um gol na capital chilena e sofreu dois quando teve o mando de campo.
2016: Flamengo x Palestino (Chile)
O Flamengo terá a oportunidade de tentar recuperar o respeito perdido na Libertadores 2017. O grupo é o mais difícil dentre os grupos enfrentados pelo Flamengo na 1ª fase desde 2002. Os adversários são o San Lorenzo, da Argentina, e o Universidad Católica, do Chile. O quatro participante do grupo vem da Pré-Libertadores, sendo o Atlético Paranaense o favorito a ficar com a vaga. Uma parada duríssima, mas já como já dito: passou da hora do Flamengo fazer uma campanha digna de recuperar o respeito perdido. Hoje, na América do Sul, já não olham mais para o Flamengo enxergando o status de grandeza que viam outrora. É preciso mudar isto!
Marcel Pereira
Flamengo ganhando respeito na América do Sul: 1981 – 2001
Histórico da participação brasileira na Libertadores
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O Flamengo chegou à segunda vitória na Taça Guanabara, ao vencer facilmente o Macaé por 3 x 0. A classificação para a semifinal está praticamente garantida, com isso, na próxima rodada contra o Bangu, no sábado, Zé Ricardo já pode começar a testar novas opções e a rodar o time.
Ao contrário do péssimo primeiro tempo do jogo contra o Boa Vista, especialmente por ter Mancuello e Adryan presos na linha lateral, muito espaçados do Guerrero e sem a participação dos volantes.
Desta vez o Flamengo se comportou melhor, especialmente após a parada técnica e o 1 x 0 no primeiro tempo foi pouco, tamanha as chances que foram criadas nos vinte minutos finais.
Mancuello continuou na direita, porém mais integrado à proposta de jogo, perto da área, se movimentando bem pelo meio de campo, criando jogadas e ainda aparecendo para finalizar. Em duas rodadas, o argentino é o líder em assistências para finalização, com sete no total, superando Gustavo Scarpa que tem seis.
Éverton pela esquerda realmente ajuda melhor na recomposição e Trauco não sofreu tanto na defesa.
Entretanto, o melhor mesmo foi ver a dupla de volantes se acertando. Rômulo e Arão cresceram muito nessa segunda partida jogando juntos. Como previsto, ambos contribuíram muito para um passe mais qualificado e abasteceram bem o ataque com ótimos passes verticais: Rômulo para Guerrero e Arão para Mancuello, infelizmente o gol não saiu em nenhuma das duas jogadas.
Destaque também para o Guerrero. Está mais participativo, fez um gol, porém foi pessimamente anulado pelo arbitragem. Tem criado boas jogadas para seus companheiros.
Foi um time que não ergueu bola na área de qualquer maneira, mas que buscou as infiltrações, as triangulações e sempre de forma agressiva e intensa. E demonstrou ser uma equipe também que não precisa jogar com dois pontas abertos e isolados, presos à linha lateral, mas pode usar um jogador que com características diferentes e mais efetivo, caindo mais pelo meio de campo e dando campo para os laterais avançarem.
Depois do Rodinei no jogo passado pela direita, desta vez Zé Ricardo apresentou uma proposta de jogar com três volantes no segundo tempo: Rômulo, Cuellar e Arão. Para quem não demonstrava repertório, Zé Ricardo tem feito boas evoluções neste ano.
É claro que tem que ser levado sempre em consideração o adversário. Porém, é que tem pra hoje, e o time vai se apresentando bem.
Na semana que vem, contra o Grêmio na quarta e Botafogo no final de semana, o desafio começa a aumentar.
André Amaral comanda há anos o Ninho da Nação, um dos blogs rubro-negros mais importantes da internet e publica alguns posts neste espaço em parceria com o Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @Ninhodanacao Deixe seu comentário!
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