Autor: diogo.almeida1979

  • Junho com transmissões ao vivo impulsiona e FlaTV bate recorde

    Por Wedson Barreto

    Em junho a FlaTV intensificou o uso das lives (ao vivo) no seu canal do Youtube. Além das entrevistas coletivas que já eram transmitidas e também dos pré-jogos, que começaram a ser transmitidos recentemente, a FlaTV iniciou a transmissão dos jogos do Sub-20, futebol feminino e também jogos-treino do elenco principal.

    Ricardo Taves, gerente de comunicação do Flamengo, anunciou as novidades ainda no fim de maio:

    Esse crescimento gigante levou o clube ao segundo lugar no ranking de canais de clubes com o maior número de inscritos do Brasil.

    Efeito ER7

    O Flamengo vivia a ansiedade de fazer a estreia do jogador na #IlhaDoUrubu, mas o atraso no envio da documentação deve ter atrapalhado toda uma programação mais robusta para capitalizar mais nas redes sociais.

    Mesmo assim, com o anúncio do reforço mais aguardado do ano – Éverton Ribeiro -, a FlaTV teve um crescimento histórico nos quase quatro dias de conteúdo focado no anúncio, apresentação e dia-a-dia do craque! Do dia 05/06 ao dia 08/06, foram gerados para o YouTube, 4 vídeos e uma transmissão ao vivo da apresentação de Éverton Ribeiro direto da Gávea. Foram 22.337 inscritos e 1.413.331 views em apenas 4 dias, sem levar em consideração todo o conteúdo gerado em outras redes sociais como Twitter, Facebook, Instagram e Snapchat, nova parceira do Flamengo.

    Éverton Ribeiro manda recado para a Nação

    Quebrando recordes e desafiando gigantes

    Hoje a FlaTV é o segundo maior canal de clubes brasileiros no YouTube ficando atrás apenas do Palmeiras, mas esse cenário está próximo de mudar. Segundo o site que monitora canais do YouTube, o Flamengo irá se tornar o maior canal de clubes do Brasil muito em breve — e com bastante folga –, você pode conferir isso na plataforma em https://socialblade.com/youtube/user/flamengo/futureprojections.

    E mais, em junho o flamengo chegou à incrível marca de 90.745 inscritos e 8.294.921 visualizações, uma média de 3.025 novos espectadores por dia e passou de 500.000 visualizações diárias em cinco vezes durante o período. Com esses números, a FlaTV dobrou seu próprio recorde de inscritos mensalmente, evento que ocorrera em julho de 2016, com pouco mais de 42 mil assinantes. Ao lembrarmos que Diego Ribas foi anunciado em 19 de julho do ano passado, constata-se a força da vinda de grandes jogadores.

    Voltando aos números de junho de 2017, o Flamengo ultrapassou São Paulo e Santos que até o início do mês estavam à sua frente no ranking, não apenas se consolidando na vice-liderança, mas se aproximando ainda mais do Palmeiras: terminando o mês com 542.052 inscritos, uma diferença de 51.659 assinantes do líder.

    Em relação ao mês de maio, a FlaTV teve um crescimento de 20.06% no número de inscritos e pode chegar a 600 mil ainda no mês de Julho.

    Esse crescimento coincide com a mudança de linguagem e direcionamento nas redes sociais do clube, como diz Ricardo Taves no artigo publicado no site Oficial do Rubro-Negro. Podemos ver no YouTube e também no Instagram (hoje com 2.024.851 seguidores) e Facebook (com 11.360.953 curtidores), onde o Flamengo se tornou o maior no mesmo mês.

    E assim a FlaTV continua aumentando sua base digital não só no YouTube, mas também em todas as redes sociais que está presente, como podemos ver no ranking digital do site Ibope REPUCOM, que mostra um crescimento de 1.3 milhão de inscritos.

    Fruto de um trabalho excepcional de seu departamento de Comunicação e um engajamento sem igual da sua Nação Rubro-Negra, o Flamengo vai se tornando gigante também fora de campo.

    Fontes:

    https://socialblade.com/youtube/user/flamengo

    http://www.flamengo.com.br/site/noticia/detalhe/25632/flamengo-se-consolida-na-lideranca-de-seguidores-no-instagram-e-no-facebook

    http://www.iboperepucom.com/br/rankings/ranking-digital-dos-clubes-brasileiros-jun2017/

    http://blog.futebolretweet.com.br/

     
    Com a colaboração de Diogo Almeida

     
    Wedson Barreto é estudante de Design Gráfico, torcedor fanático do Flamengo e gosta de Marketing Digital e Esportivo. É baiano mas vive em São Paulo desde os dois anos de idade. Siga-o no Twitter: @wedbarreto

     


    O Mundo Bola precisa do seu apoio para não acabar, e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. Fale com o editor: contato@fla.mundobola.com.

  • Análise estatística – Flamengo no NBB9

    Há um mês, o Flamengo encerrava sua participação no NBB9. De forma inacreditável, inimaginável. A equipe carioca venceu 21 das 28 partidas na fase de classificação, garantindo 75% de aproveitamento e a 1ª colocação no geral (assim tendo a vantagem do último jogo dos playoffs em casa). Nas quartas de final, nosso adversário foi o Pinheiros-SP. Abrindo 2-0, restava ao rubro-negro apenas mais uma vitória para avançar às semifinais. Mas o Pinheiros reagiu. Venceu o jogo 3 no RJ, o jogo 4 em seus domínios e venceu o jogo 5 em um Tijuca Tênis Clube lotado. Acabava assim a campanha do FlaBasquete no NBB9, que acabou sendo conquistado pela equipe de Bauru-SP.

    Confira os dados da campanha rubro-negra na competição abaixo.

    Números da campanha

    33 jogos – 23 vitórias – 10 derrotas – 2895 pontos marcados – 2623 pontos sofridos

    Estatísticas dos atletas

    16 atletas utilizados;

    JP Batista, Olivinha e Mineiro disputaram todos os 33 jogos do Flamengo no NBB9;

    O ala Marquinhos foi o cestinha rubro-negro na competição: 599 pontos;

    O armador Ronald Ramon deu 129 assistências na competição. O líder da equipe no quesito;

    O ala/pivô Olivinha pegou 312 rebotes na competição. O líder da equipe no quesito;

     

    Público Presente

    Total: 16.005

    Média: 941,47 torcedores por jogo

    Maior público: Flamengo x Vasco, em Manaus, na Arena Amadeu Teixeira. 4104 torcedores

    Menor público: Flamengo x Macaé, no TTC. 240 torcedores.

     

     

    Público Pagante

    Total: 8.722

    Média: 513,05 pagantes por jogo

    Maior público: Flamengo x Vasco, em Manaus, na Arena Amadeu Teixeira. 2519 pagantes.

    Menor público: Flamengo x Macaé, no TTC. 167 pagantes.

     

    Renda

     

     

    Desempenho – Mandante e Visitante

     

     

    Adriano Skrzypa é estudante de educação física e adora números.
    Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros

    Deixe seu comentário!


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

    O Mundo Bola precisa do seu apoio para não acabar, e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

  • Em jogo de gols esquisitos, Fla goleia Palestino e dá enorme passo rumo as oitavas

    O Flamengo viajou para Santiago, capital do Chile, para duelar contra o Palestino pela segunda fase da Copa Sul-Americana. Mesmo adversário que eliminou o rubro-negro da mesma competição no ano passado, desta vez não conseguiu superar o forte time de reservas do Fla e foi goleado.

    A primeira etapa foi fraquíssima. O time pouca criou, jogou bagunçado, alguns jogadores pareciam não saber a sua função em campo, como Arão, por exemplo. Defensivamente a equipe dava espaços e deixava o jovem time de Palestino começar a gostar do jogo. A etapa inicial acabou em 0 a 0.

    A falta de ação do primeiro tempo viria a ser compensada na etapa seguinte. Em 14 minutos os dois times juntos marcaram 5 gols: 2 do Palestino e 3 do Flamengo. E o mais esquisito foi como esses gols aconteceram. O primeiro surgiu de uma cobrança de escanteio que passou por todo mundo, bateu em Réver e entrou: Fla 1 a 0.

    https://twitter.com/Mundo Bola_CRF/status/882780361633259521

    O Palestino empatou. Após cruzamento na área, Rafael Vaz cortou para a meia lua, onde sempre tem um jogador esperando o rebote e desta vez não foi diferente. A bola caiu nos pés do lateral-direito Romo, que encheu o pé, a bola desviou em Damião e matou completamente Thiago: 04′ do segundo tempo e jogo empatado.

    O Fla abusou dos cruzamento, teve duas boas chances de marcar o segundo gol no jogo mas quem acabou fazendo foi os mandantes. Alario cruzou, todo mundo cochilou, duas furadas no lance e o zagueiro Vidal apareceu livre para virar o jogo: Palestino 2 a 1.

    Não demorou muito e o empate veio. Aos 14 minutos, Éverton Ribeiro cruzou, Berrío tentou testar para Damião, o zagueiro recuperou a bola, o centroavante brigou, lance feio, bola espirrou e o colombiano fuzilou para empatar pro Flamengo: 2 a 2.

    https://twitter.com/Mundo Bola_CRF/status/882783130540802048

    Um minuto. Foi o que precisou o Fla para colocar o jogo a seu favor novamente. Éverton Ribeiro teve boa visão de jogo para achar Everton em ótimas condições para arrancar. O camisa 22 não desperdiçou a oportunidade, passou pelo marcador como se não houvesse amanhã e cruzou para Damião fazer um golaço de letra. Uma definição para esse gol: uma “letra giratória”.

    https://twitter.com/Mundo Bola_CRF/status/882783532678090752

    O jogo seguiu e a defesa do Fla seguia dando sustos. Rafael Vaz falhou em posicionamento e marcou a bola ao invés do jogador algumas vezes. Em uma delas, deu um carrinho sensacional para evitar o gol do Palestino. E adivinha que faria o gol tempo depois? Ele mesmo! Novo escanteio, desvio de Damião e o zagueiro nº 3 (na competição) subiu para fazer o quarto do Mengão e o primeiro dele com o Mantos Sagrado.

    https://twitter.com/Mundo Bola_CRF/status/882788704565198852

    O último seria mais um primeiro gol marcado com a camisa do Flamengo. Everton Ribeiro quase dentro da pequena área deu um lindo corte no marcador, que passou deslizando e puxou (sim, com a mão) os pés do camisa 7. Pênalti. Ele mesmo foi para a bola e cobrou com estilo, na bochecha da rede, para sacramentar a goleada: Palestino 2 a 5 Flamengo.

    https://twitter.com/Mundo Bola_CRF/status/882790259565703170

    A vantagem é grande para o jogo de volta, o placar elástico, cinco gols marcados (em um único período, igualando o Vasco como equipes brasileiras a marcarem mais gols em uma única etapa), mas o desempenho deixou a desejar. Mesmo com reservas a equipe poderia ter feito muito mais e parecia bem desentrosada. No jogo de volta, Zé Ricardo deve novamente poupar jogadores. Quem foi bem na partida foi Éverton Ribeiro, que no segundo tempo teve lances de pura visão de jogo; o Everton que mereceu um gol e correu sem parar até enquanto o time estava muito parado e o Cuéllar, que desarmou bem apesar de, junto ao Arão, terem deixado o meio muito espaçado.

    Agora o rubro-negro volta para o Brasil e leva o foco todo para o clássico de sábado contra o Vasco. A partida será no São Januário, com pouco mais de mil ingressos disponíveis para o torcedor flamenguista. A bola rola às 18hrs e o Mundo Rubro-Negro conta tudo sobre o jogo.

    *Créditos da imagem destacada: Staff Images/Flamengo


    O Mundo Bola precisa do seu apoio para não acabar, e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola</Strong

  • ¿Habla español? David Cubillan é o segundo reforço do Flamengo

    Já estava quase certo, agora é oficial. O armador venezuelano David Cubillan acertou definitivamente com o Flamengo, através de paródias musicais no Twitter a revelação foi feita. Cubillan é destaque na seleção da Venezuela também em seu ex-clube Trotamundos. Veja como foi o anúncio:

     

    — Time Flamengo (@TimeFlamengo) 5 de julho de 2017

    Finalmente…

    Sua característica ofensiva chamou a atenção da Comissão Técnica de José Neto. Além de ser destaque naquela que é considerada uma das melhores gerações de jogadores da seleção venezuelana, vencedora da Copa América 2015. O armador também levantou a taça da Liga das Américas em 2015 pelo time do Trotamundos.

    Antes de atuar no Trotamundos, Cubillan passou pelo Espartanos de Margarita e pelo Guaros de Lara, ambom do seu país. Também atuou no Soles de Mexicali, do México, Maccabi Haifa e Maccabi Ashdod, de Israel. No início de sua carreira jogou durante quatro anos no Marquette Golden Eagles, time universitário norte-americano, onde foi parceiro de Jimmy Butler, hoje um astro da NBA.
     


    O Mundo Bola precisa do seu apoio para não acabar, e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

  • Chilenos e rubro-negros: conheça o Fla Chile

    Não é raro encontrar torcedores do Flamengo mundo afora. Europa, Ásia, África, Américas, em todos os cantos a Nação se faz presente. A história só é um pouco diferente quando se trata de estrangeiros, que não possuem grandes vínculos com o Brasil, mas que acabam se apaixonando pelo clube de maior torcida do mundo. Diferente, mas não impossível. Em Santiago, chilenos, nascidos e criados no país, fazem questão de mostrar para todo o país a alegria de ser rubro-negro.

    “Paixão que vem da infância”. Assim relata  Francisco Muñoz ao ser questionado sobre quando se apaixonou pelo Fla. Em sua infância, foi matriculado na escolinha de futebol do Club Deportivo Flamengo. O clube, fundado com outro nome, teve em seus quadros um brasileiro apaixonado pelo Mais Querido que mostrou a história e as glórias rubro-negras, convencendo os integrantes a mudar a alcunha para Flamengo. Além do nome, eles também utilizam as cores do Flamengo. Para Francismo, foi amor a primeira vista.

    – Fui muito jovem para lá (escolinha) e acabei me identificando com as cores. Os anos foram passando, até que em 2016 o Flamengo veio jogar aqui contra o Palestino, pela sul-americana. Com um grupo de amigos, decidimos ir ao hotel para ver os jogadores e compramos ingressos para o jogo. Chegando lá, quando nos encontramos com os torcedores que vieram do Brasil, eles não entenderam o que estava acontecendo. Chinelos com bandeiras e camisas do Flamengo. – destaca Francisco.

    Na ocasião, fizeram amizade com os demais torcedores e aproveitaram para marcar uma viagem para acompanhar um jogo do Fla, no Maracanã. Em novembro do ano passado, estiveram na vitória do Flamengo sobre o Santos, na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2016 (2 a 0). No Brasil, também conheceram a Gávea e foram destaque no site do Flamengo.

    Primeiro encontro entre os torcedores do Flamengo, brasileiros e chilenos

    Neste ano, o Flamengo teve mais um adversário chileno pela frente, desta vez na Libertadores. Quando souberam que a Universidad Católica estaria no grupo do Fla, Francisco e seus amigos rubro-negros decidiram organizar uma recepção para os torcedores que sairiam do Brasil rumo a Santiago. Só não contavam que o presidente do Flamengo também participaria da festa.

    – Recebemos mais de 100 torcedores em nossa sede. Estávamos felizes por compartilhar nossa alegria com todas aquelas pessoas e amigos. Repentinamente, Claudio Portela e Bruno Nin aparecem com o presidente e o vice-presidente do Flamengo na festa. Não podíamos acreditar… gosto da história do clube e ter pessoas com esta importância em nossa recepção de torcidas foi um sonho, algo maravilhoso. – relata.

    Recepção dos torcedores, em Santiago.

    Consulado Fla Chile

    O grupo de chilenos rubro-negros se tornou o primeiro Consulado oficial do Flamengo no Chile. Atualmente, o Fla Chile possui entre 80 e 100 pessoas, todos nascidos no Chile. Eles acompanham tanto o Flamengo quanto o clube local com o mesmo nome. Para acompanhar o Mais Querido no país é um pouco mais complicado, dependem do aplicativo Premiere Play, fato semelhante ao que acontece com o Fla Buenos Aires.

    Francisco, presidente do Consulado, sendo diplomado pelo coordenador do Projeto das Embaixadas, Eduardo David

    Hoje, o Fla Chile estará presente no Estádio San Carlos de Apoquindo para acompanhar Flamengo x Palestino. O Consulado promete muita festa durante os 90 minutos de jogo.

    – Não importa se é o time titular ou reserva. Eles vão entrar em campo com o Manto Sagrado e é nossa obrigação apoiar e incentivar. Cerca de 100 torcedores rubro-negros do Fla-Chile estarão no estádio. – concluiu.

    Conheça o Fla Chile

    Sede: Santiago / Chile
    Presidente: Francisco Muñoz
    Email: fco.munoz2988@gmail.com
     


    O Mundo Bola precisa do seu apoio para não acabar, e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

  • A resenha continua: Arthur Pecos é a primeira contratação do FlaBasquete

    Nesta quarta-feira (05), o twitter de esportes olímpicos (@TimeFlamengo) novamente  usou a irreverência com o perfil oficial do clube (@Flamengo) para anunciar mais um craque no elenco. Desta vez não foi outra renovação, falamos do grande reforço Arthur Pecos, ex-jogador do Paulistano que atua como armador.

    Na temporada passada foi considerado a ‘arma secreta do time’ e eleito o Melhor Sexto Homem do NBB9. Veja como foi o anúncio.

    Começo do bate-papo…

    — Time Flamengo (@TimeFlamengo) 5 de julho de 2017

    A Nação por sua vez demonstrou empolgação e a ansiedade aumenta com a temporada se aproximando.

     


    O Mundo Bola precisa do seu apoio para não acabar, e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

  • A série dos doze: 2006

    Na segunda matéria sobre os estaduais do FlaBasquete, saímos do sufoco de 2005 e partimos para a segurança de 2006. Após todo o episódio dramático que viveu o técnico Paulo Chupeta, no ano seguinte os ares já estavam mais tranquilos, porém focados.

    Daquele elenco cheio de veteranos só ficaram Gema, Léo e Olivia, logo os reforços foram chegando como Diguinho, Coloneze, Olivinha e Fred. A fase de classificação foi surpreendente. O Flamengo disputou 16 jogos e venceu todos eles, a invencibilidade somou 32 pontos.

    Infelizmente, ocorreram alguns episódios de confusões entre torcidas durante o campeonato, principalmente entre Vasco x Flamengo. Mas nada naquele ano tiraria o título do imbatível Fla, que foi para a semifinal em dois jogos contra o Macaense.

    Semifinal:

    Flamengo 100 x 81 Macaense

    Flamengo 101 x 83 Macaense

    O Rio Pan 2007 -antigo Rio Telemar, porém desestruturado- venceu o Grajaú em três jogos por 2-1, portanto, Flamengo e Rio decidiriam novamente o Campeonato Carioca de Basquete.

    Outra final. Flamengo e Rio Pan em um cenário tanto quanto diferente, só o resultado que foi o mesmo. A famosa frase “deu a lógica” funcionou (mesmo no aperto de duas prorrogações). No dia 21 de dezembro a última enterrada fantástica de Olivinha -o cestinha com 508 pontos- consagrou o Orgulho da Nação campeão de 2006, colecionando o 33º título estadual em toda a história.

    Final:

    20/12/06 – Rio Pan 2007 74 x Flamengo 93

    21/12/06 – Flamengo 95 x 89 Rio Pan 2007

     

    Time: 

    Gema, Olivinha, Olivia, Colin, Felippe Augusto, Coloneze, Fred, Gustavo, Igor, João Aires, Léo, Maicon e Diguinho. 

    Téc: Paulo Chupeta
     

    Leia a série dos doze

    A série dos doze: 2005

    A série dos doze: 2007

    A série dos doze: 2008


    O Mundo Bola precisa do seu apoio para não acabar, e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

  • 5 motivos para o Flamengo investir em esportes eletrônicos

    Itália, Russia, China, Índia e outras 18 nações espalhadas pelo mundo já reconhecem os esportes eletrônicos como desportos. Para se ter uma ideia, hoje, os Estados Unidos dão visto de atleta para os competidores de e-Sports. Assim como no futebol e em outras tantas modalidades, os e-sports também possuem entidades que representam e organizam o esporte em nível nacional e internacional. No Brasil, existe a Associação Brasileira de Clubes de e-Sports (ABCDE). O Flamengo é um clube poli-esportivo e o investimento na categoria é interessante.

     

    2- O público que acompanha os e-Sports tem crescido muito

     

    O e-Sports é uma das modalidades esportivas que mais tem crescido no mundo. Os números já são impressionantes, em 2016 a final do mundial de League of Legends (LOL) – categoria na qual o Flamengo dará seus primeiros passos no mundo dos esportes eletrônicos – obteve um total de 43 milhões de espectadores únicos. E a tendência é que a modalidade cresça cada vez mais.

     

    Mundial de League Of Legends é sucesso absoluto de público

     

    Uma recente pesquisa da empresa Newzoo, especializada na área, revelou que um a cada seis jovens acompanham competições de e-sports. Além disso, a pesquisa também mostra que 15% das pessoas entre 21 e 35 anos assistem competições pelo menos uma vez ao mês. Em 2016 a audiência dos campeonatos, transmissões ao vivo e desenvolvimento de marcas de esportes eletrônicos teve um alcance de 162 milhões de pessoas no mundo, e a previsão de crescimento para este ano é de 19,6% (cerca de 194 milhões de pessoas, valor quase igual a  população total do Brasil – 207 milhões).

    3- Os brasileiros são bons

    O Flamengo tem investido cada vez mais em sua estrutura e por consequência, tem conseguido ótimos patrocinadores. Fenômeno semelhante acontece no mundo dos esportes eletrônicos. Os times de e-Sports são empresas, pagam impostos e possuem estrutura profissional – treinadores, psicólogos, administradores e especialistas em comunicação etc.

    Por mais que ainda haja uma disparidade entre a estrutura proporcionada por outros países em relação ao Brasil, os cyber atletas brasileiros são bons e tem conseguido resultados interessante no cenário internacional das mais diversas categorias de e-sports. A presença de um clube do tamanho do Flamengo pode gerar mais oportunidades, investimentos e descoberta de novos atletas.

    4- Patrocinadores investem cada vez mais

    Neste ano, o ex jogador Ronaldo Fenômeno comprou parte da CNB e-Sports Club, equipe que joga na elite do campeonato brasileiro de League of Legends – atualmente está na lanterna da competição.

     

    Time da CNB ao lado do Ronaldo Fenômeno. Créditos: CNB

     

    O mercado de e-Sports teve um crescimento total de 51,7% em 2016, arrecadando cerca de US$ 493 milhões. A previsão para 2017 é que tanto a audiência quanto o lucro do setor cresçam ainda mais, podendo chegar a cerca de US$ 1,4 bilhão (R$ 4,2 bilhão) em 2020. Todo este potencial, atraiu até mesmo os canais de TV. Atualmente, Sportv, Esporte Interativo e ESPN transmitem competições de e-Sports das mais diversas categorias.

    5- Ainda é um mercado pouco explorado pelos grandes clubes

    Com todo esse potencial relatado, é evidente que vários clubes grandes do Brasil já estão se movimentando para investir na categoria, certo? Errado. No Brasil, o Santos foi um dos pioneiros na modalidade. Em 2015, anunciou sua entrada no mundo dos e-Sports em parceria com a Desterity Team – que possui times de Battlefield 4, CS:GO, World of Warcraft, entre outros. Atualmente, a equipe santista disputa apenas os torneios de Rainbow Six, um game de gênero FPS (First person shooter).

     

    Equipe Santos.Dex/ Reprodução: Agência X5.

     

    Ainda é um mercado pouco explorado. A força do Flamengo, somada a sua gigantesca torcida e o potencial de crescimento da modalidade esportiva no Brasil tendem a gerar bons frutos para o clube. Por mais que a diretoria tenha deixado claro que não haverá investimentos pesados e que o clube fará uma parceria com uma empresa que já trabalha na área – podendo ser em moldes semelhantes ao que o Santos fez com a Desterity – o sucesso na modalidade pode alterar todo este panorama, inclusive aumentando o número de categorias em que o Fla participará.

    No mundo, Paris Saint-German, Shalke 04, Wolfsburg, Valência, Monaco, West Ham e Manchester City também investem nos esportes eletrônicos.

     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais do Mundo Bola: Divulgação/ Flamengo

    Com a ajuda de Júlio Contarini


     

  • O destino dos heróis do Mundial de 1981

    Saudações flamengas a todos,

    Muito se falou e se leu sobre a trajetória da equipe flamenga que se sagrou Campeã Mundial em 1981. Os jogos históricos, a temporada, as conquistas. No entanto, poucos se dão conta do que acabou acontecendo com os onze protagonistas daquela que é a maior equipe da história do Flamengo. O que houve com cada um deles. Então, é isso que o blog se propõe visitar a partir de agora.

    RAUL

    Segue atuando como titular do Flamengo, e nessa condição conquista o Brasileiro de 1982. Na sequência da temporada, lesiona-se, é operado e termina substituído pelo reserva Cantarele. Toma de volta a posição no jogo final do Estadual, contra o Vasco, em decisão controversa (estaria sem ritmo). No ano seguinte, desmotivado com a rotina de treinamentos e viagens, anuncia sua aposentadoria. Talvez querendo deixar boa impressão, realiza sua melhor temporada no Flamengo, com defesas espetaculares e atuações de gala. Conquista o Tri Brasileiro. No final do ano, encerra a carreira com um jogo de despedida no Maracanã para 40 mil pessoas. É o único titular de 1981, além de Zico, a receber essa honraria.

    LEANDRO

    Atua como lateral-direito até 1984, quando suas severas limitações físicas (padece de uma deformação congênita na estrutura óssea das pernas, o que força seus joelhos além do limite) impõem sua escalação como zagueiro. Na nova função segue igualmente brilhante, vivendo seu auge em 1985, temporada em que acaba considerado o melhor jogador da equipe (condição brindada com o gol antológico no Fla-Flu das Finais do Estadual). Em 1986 inicia seu declínio, passando a conviver com sucessivas lesões. Em mais um drama pessoal (algo recorrente em sua carreira), recusa-se a embarcar com a Seleção para a disputa da Copa do Mundo. Pouco depois, envolve-se em um acidente automobilístico fatal (é julgado inocente). Mesmo assim, recupera-se e conquista, jogando, o Estadual. No ano seguinte novamente enfrenta dificuldades para seguir atuando (o médico do Flamengo declara que cada partida de Leandro é “um pequeno milagre” da Medicina). Mas comete uma falha capital no lance do gol que tira o título Estadual do Flamengo e entra em choque com o treinador Antonio Lopes. No entanto, sob o comando de Carlinhos, recupera-se e, novamente com grandes atuações, conquista o Tetra Brasileiro. Todavia, em 1988 suas condições físicas chegam ao limite, e Leandro já não consegue se manter atuando em alto nível. Falha novamente nas Finais do Estadual e é barrado, primeiro por Carlinhos, depois por Candinho. É convencido a se submeter a uma cirurgia arriscada, numa última tentativa de seguir sua carreira. Em vão. Após mais de um ano afastado, retorna no segundo semestre de 1989, mas jamais consegue engatar uma sequência de jogos. Farto, decide pendurar as chuteiras no início de 1990.

    MARINHO

    Segue na equipe titular em 1982, mantendo um curioso revezamento (decorrente de lesões) com Mozer e o jovem talentoso Figueiredo. Na campanha do Bi Brasileiro, marca um gol fundamental nas Quartas-de-Final contra o Santos (aos 44 do segundo tempo, o gol da vitória por 2-1, no Maracanã). No ano seguinte vive o céu e o inferno. Após início irregular, realiza um Brasileiro irretocável, em seu melhor momento no clube, o que lhe vale a inédita convocação, por Parreira, para a Seleção Brasileira. Destaque da defesa, levanta o Tri Brasileiro. Mas no segundo semestre daquele 1983 começam os problemas. Junto com a equipe, cai devastadoramente de produção na “ressaca” que se segue após a venda de Zico. Com a substituição de Carlos Alberto Torres por Cláudio Garcia, perde prestígio e a vaga de titular, barrado por Figueiredo (mais jovem, técnico e rápido, segundo o novo treinador). Mantido no banco durante o restante da temporada e o primeiro semestre de 1984, acaba negociado com o Atlético-MG (em troca do atacante Marcus Vinícius, jovem promessa mineira). Ainda atua pelo Botafogo e outras equipes menores antes de encerrar a carreira em 1989 em Londrina, sua terra natal.

    MOZER

    Continua formando a zaga titular com Marinho (e eventualmente Figueiredo). Conquista, nessa condição, dois Brasileiros. Amadurece com espantosa rapidez, a ponto de, com apenas 23 anos, ganhar a vaga de titular na Seleção Brasileira, na temporada de 1983. Em 1984 vive seu auge no Flamengo, agregando à sua conhecida qualidade técnica a capacidade de marcar gols. Sua atuação na estreia da Libertadores (4-1 Santos, Maracanã, em que anota dois belíssimos tentos) o faz ser considerado o melhor jogador brasileiro em atividade, algo quase impensável para um zagueiro. No entanto, a partir de 1985 Mozer começa a conviver com lesões, especialmente no tornozelo, que tornam menos frequente sua aparição na equipe. Lesiona-se dias antes da primeira partida das Finais do Estadual de 1986, e das tribunas do Maracanã assiste ao jovem Aldair ajudar a parar o ataque vascaíno. Em 1987 consegue recuperar a forma física e as boas atuações, que chamam a atenção do Benfica-POR, com quem é negociado após a Taça Rio do Estadual (não disputando, assim, os jogos finais da competição). Erige sólida carreira internacional, com vários títulos por Benfica (em duas passagens), Olympique Marseille-FRA e, por fim, Kashima Antlers-JAP, onde encerra sua vitoriosa carreira, em 1996.

    JÚNIOR

    Segue sendo uma das referências técnicas da equipe, que continua seu ciclo vitorioso. Conquista os Brasileiros de 1982 e 83 e, com a venda de Zico, chega a ser deslocado para o meio por Carlos Alberto Torres, durante o Mundialito da Itália, com bons resultados. No entanto, ainda não está preparado para ser o “sucessor natural” do Galinho, como muitos acreditavam. Mesmo assim, de volta à lateral, consegue se recuperar e termina o ano como um dos destaques da equipe, condição que mantém no primeiro semestre de 1984, o que torna impossível mantê-lo no Brasil. Por US$ 2 milhões (valor alto à época) é vendido ao Torino-ITA. O treinador “Gigi” Radice o desloca de vez para o meio-campo (“não vou desperdiçar seu talento pondo-o para correr atrás de atacantes”). Seu futebol, já de primeira linha, cresce assustadoramente de produção e Júnior conduz um elenco limitado ao vice-campeonato italiano. Mais que isso, é eleito o melhor jogador da temporada, o que não é pouco numa Liga recheada de craques como Zico, Maradona e Platini, entre outros. É titular e um dos principais nomes da Seleção que disputa a Copa de 1986. O alto nível de seu jogo é mantido nas temporadas seguintes. Mas desentende-se com Radice e é negociado com o modesto Pescara-ITA (já com 33 anos, não consegue espaço num mercado restrito a estrangeiros). Segue mantendo boas atuações (é eleito o segundo melhor jogador da temporada 1988-89), mas não resiste à falta de competitividade da equipe. Desmotivado com a experiência italiana, resolve voltar ao Brasil em 1989, encontrando o Flamengo de portas abertas. O início é atribulado. Júnior convive com lesões, algo raro na carreira e não consegue uma sequência de boas atuações, apesar de conquistar uma Copa do Brasil. Chega a ser escalado na zaga por Valdir Espinoza e a ser barrado por Jair Pereira. No entanto, quando já pensava seriamente em abandonar a carreira, recebe a missão de comandar e liderar um time jovem e talentoso. Nasce o Maestro. Agora plenamente amadurecido, exerce com brilhantismo o papel de referência moral e técnica de um grupo que se mostra vencedor. Conquista um Estadual e um Brasileiro e se torna celebridade, vivendo o auge de sua trajetória aos 38 anos, idade em que é convocado à Seleção para ajudar na montagem da equipe de Parreira. Após disputar a Libertadores de 1993, decide encerrar a carreira. Despede-se do futebol num torneio em Milão, onde é ovacionado pelo público.

    ANDRADE

    É o coadjuvante discreto, o ponto de equilíbrio do meio-campo, jamais tendo ameaçada sua condição de titular. Ironicamente, vê o reserva Vítor ser agraciado sucessivas vezes com convocações para a Seleção de Telê. O próprio Andrade é lembrado apenas uma vez e não aproveita a oportunidade. Conquista o Brasileiro de 1982. No ano seguinte sofre séria lesão no joelho durante a Segunda Fase do Campeonato Nacional e, operado, vê de longe a equipe conquistar o Tri (na sua ausência, Vítor brilha e o jovem Bigu ganha chances no time titular). Retorna no segundo semestre e não sai mais da equipe. A partir de 1987, com as saídas de outros craques, seu futebol refinado e eficiente passa a ser mais notado, e Andrade ganha o status de protagonista. É, ao lado de Zico, Bebeto e Renato, um dos principais nomes da campanha do Tetra Brasileiro de 1987. Em 1988, com as lesões de Zico e Renato, passa a ser considerado o melhor jogador do Flamengo, com atuações sólidas que lhe conferem, enfim, a convocação constante para a Seleção Brasileira, pela qual disputa as Olimpíadas em Seul. Em um amistoso pela Seleção em Viena, marca um gol de placa (dribla vários jogadores e o goleiro), que lhe vale um contrato com a Roma, ao final do primeiro semestre. No entanto, naufraga em sua passagem na Itália e já no ano seguinte está de volta ao Brasil. Mas o Flamengo, que já repatriara Júnior e Renato e ainda conta com Zico, descarta a contratação do volante (“a equipe ficaria muito velha”). Andrade, então, vai atuar no Vasco, onde conquista o Brasileiro. Mas em 1990, diante de uma crise em São Januário, não tem seu contrato renovado. Perambula por várias equipes periféricas até encerrar a carreira, em meados dos anos 90.

    ADÍLIO

    Outrora contestado, Adílio cresce de produção nos anos que se sucedem ao Mundial. Em 1982 faz um grande Brasileiro (que conquista) e chega a ser lembrado por Telê para a Seleção, onde tem boa atuação no difícil amistoso contra a forte Alemanha, no Maracanã (dá a assistência para o gol da vitória, de Júnior), mas a isso se resume sua passagem pela equipe “canarinho”. No segundo semestre, marca no último lance da partida contra o Vasco o gol do título da Taça Guanabara, ratificando sua condição de goleador em jogos decisivos. Em 1983 vive seu grande momento no Flamengo. Realiza um Brasileiro primoroso, especialmente quando ganha de Carlos Alberto Torres a função de “flutuar” no ataque, sem obrigações defensivas. Sua atuação na Final, contra o Santos (em que marca o terceiro gol, nos minutos finais), é tida como a melhor com a camisa rubro-negra. Com a venda de Zico, é testado na “camisa 10”, sem sucesso. De volta à posição original, segue marcando gols importantes (marca os gols dos títulos da Taça Guanabara-84 e Taça Rio-83 e 85), agora sob o apelido de “Brown”. Adílio é peça-chave para a conquista do Estadual de 1986. Entretanto, quando parece se aproximar do auge do amadurecimento, sofre uma lesão no joelho em um amistoso em Gijón-ESP, em meados de 1986. Após artroscopia, retorna ao time, mas perde a agilidade e o dinamismo que o celebrizaram. Torna-se lento, quase burocrático. No início de 1987 chega a ser barrado por Lazaroni, recuperando a posição após a chegada de Antônio Lopes. Entretanto, Lopes, após a perda do Estadual, recomenda à Diretoria que não renove o contrato do meia, que ganha passe livre e passa a atuar pelo Coritiba. Após discreta passagem pelo clube paranaense, pulula por várias equipes, mostra algum destaque no Avaí e no pequeno América-TR, até pendurar de vez as chuteiras, sem jamais esconder seu descontentamento com a forma como fora dispensado do Flamengo.

    ZICO

    O maior jogador da história do Flamengo continua sendo a referência técnica e mental da equipe. Conduz o rubro-negro para as conquistas dos Brasileiros de 1982 e 83, sempre com grandes atuações e gols nos momentos decisivos. Em 1983, com 30 anos e desfrutando da sólida reputação de melhor jogador do país, é negociado com a Udinese-ITA por US$ 4 milhões. Apesar de inevitável e até previsível, a saída do Galinho acende uma pesada crise na Gávea, que dura semanas. Zico é recebido com carinho em Udine e realiza ótima temporada de estreia. Mesmo perdendo alguns jogos por lesão, é o vice-artilheiro da competição (19 gols) e por pouco não classifica sua equipe à Copa dos Campeões (precursora da atual Champions League). Mas no ano seguinte surgem os problemas. Desmotivado com a fragilidade da equipe (que é desmontada), padecendo com sucessivas lesões musculares e às voltas com um rumoroso processo movido pelo Fisco Italiano (do qual, mais tarde, será julgado inocente), Zico decide retornar ao Flamengo que, numa ousada e bem-sucedida operação comercial, consegue repatriar o Galinho em meados de 1985. Os dias de festa que se sucedem após a chegada de Zico desconcentram o clube, que perde a vaga às Semifinais do Brasileiro. Mas o pior está por vir. Em sua segunda partida pelo Estadual, Zico é abatido a patadas, numa entrada criminosa do lateral Márcio Nunes, do Bangu, e sofre várias lesões. A mais grave, nos ligamentos do joelho esquerdo, o tira de atividade por quase dois anos. Nesse período tenta voltar algumas vezes, realiza exibições antológicas pelo Flamengo e pela Seleção, mas, após a pior fase de sua vida profissional (perde um pênalti contra a França, nas Quartas-de-Final da Copa do Mundo, sendo estigmatizado), submete-se a uma cirurgia arriscada, mas bem-sucedida. Retorna em 1987. A duras penas, consegue uma sequência de jogos no Segundo Turno do Brasileiro. É o bastante para que possa liderar e conduzir um time qualificado, mas inseguro, à conquista do Tetra Brasileiro. Embevecida com a capacidade de superação de Zico, a torcida rubro-negra passa a lhe dedicar uma veneração quase religiosa. O Galinho ainda atua por mais duas temporadas, dessa vez fustigado por problemas musculares. Em seu último jogo como profissional do Flamengo, marca de falta o primeiro gol dos 5-0 no Fluminense, em Juiz de Fora. Em fevereiro de 1990, despede-se da torcida em um amistoso no Maracanã para 100 mil pessoas, juntando vários craques. Mais tarde, vai atuar no Japão, ajudando a disseminar a cultura futebolística no país.

    TITA

    O Mundial não tira de Tita a condição de “anti-heroi” da torcida. No primeiro momento de dificuldade, é a ele que a massa procura para agraciar com vaias e apupos. No entanto, já acostumado, Tita segue como titular, ajudando na conquista do Bi Brasileiro de 1982. Mas no final do ano, com o fracasso na reta final, Tita é “eleito” um dos bodes expiatórios (já vivia algumas rusgas com o treinador Carpegiani) e é emprestado ao Grêmio, em troca do atacante Baltasar. Ironicamente, a torcida, que sempre perseguira o jogador, mobiliza-se na porta da Gávea para protestar contra a saída de Tita. Na equipe gaúcha, Tita assume a camisa 10 (sonho antigo e motivo dos atritos no Flamengo) e é peça fundamental para a conquista da Libertadores. No segundo semestre, com a saída de Zico, o Flamengo tenta trazê-lo de volta antes do final do empréstimo. Mesmo com a perspectiva de disputar o Mundial Interclubes, Tita aceita retornar à Gávea. Ao receber das mãos do Presidente a Camisa 10 do Flamengo, chora copiosamente. Mas, apesar do futebol voluntarioso e extremamente técnico, Tita não consegue conduzir o rubro-negro à conquista de títulos. Não “emula” Zico. Ao contrário, falha em alguns momentos decisivos (perde vários pênaltis). Em 1985, com a volta do Galinho, pede para ser negociado e é atendido. Atua no Internacional (não reedita o sucesso conseguido no rival) e no Vasco, onde marca o gol da conquista do Estadual de 1987 e vira ídolo. Pouco depois, é negociado com o B.Leverkusen-ALE, volta ao Vasco em 1989 (com o objetivo de disputar uma Copa do Mundo, o que consegue, mesmo na reserva) e, em 1991, transfere-se para o futebol mexicano, onde deixa saudades. Encerra a carreira atuando no futebol da Guatemala.

    NUNES

    O “Artilheiro das Decisões” disputa a Primeira Fase do Brasileiro de 1982. Pouco depois, sofre uma lesão no joelho que quase o tira da competição. É operado e retorna nos jogos finais, a tempo de marcar, no Olímpico, o gol do título contra o Grêmio. No entanto, é seu “canto do cisne”. Lesiona-se novamente e não consegue recuperar o ritmo de jogo. É sistematicamente sacado do time por Carpegiani, com quem abre uma guerra pelos jornais. É substituído num jogo contra o América, pelo Triangular Final do Estadual (seu substituto, Wilsinho, entra e marca o gol da vitória), e sua reação explosiva acende forte crise na Gávea. Após a perda do título, dá declarações pesadas e ofensivas contra a Comissão Técnica. É punido, afastado e posteriormente emprestado ao Botafogo, pelo qual disputa a temporada de 1983. Mas também arruma confusão no alvinegro e não deixa saudades. De volta ao Flamengo em 1984, enfrenta a forte concorrência do veloz centroavante Edmar, que conta com a preferência do treinador Cláudio Garcia. Após passar todo o primeiro semestre na reserva, Nunes recupera a vaga na equipe com a chegada de Zagalo. No entanto, o atacante é bastante criticado e não consegue reeditar as atuações de sua primeira passagem pelo rubro-negro. No início de 1985 é envolvido em uma troca com o Náutico, que cede o atacante Hêider. Após passagens apagadas pelo clube pernambucano e pelo Santos, Nunes se reencontra no Atlético-MG, onde volta a ser artilheiro e campeão (ganha o Estadual-MG de 1986). Em 1987, após breve passagem pelo futebol português, retorna ao Flamengo (que anda precisando de um centroavante). Mas dessa vez coleciona apenas problemas e confusões. Da reserva, vê o rubro-negro carioca conquistar o Tetra Brasileiro. Ao fim do ano, é dispensado. Perambula por algumas equipes menores, até encerrar a carreira no Santa Cruz, não sem antes arrumar uma crise por exigir a escalação como titular.

    LICO

    Há em algumas equipes o “décimo-segundo” titular. Lico é uma espécie de variação do tema. Porque, sempre que Carpegiani busca alguma variação tática da equipe, é Lico o “eleito” para ser sacado. Não é raro vê-lo na reserva, preterido pelo volante Vítor. No entanto, Lico segue titular na maioria dos jogos, e nessa condição conquista o Bi Brasileiro de 1982. No segundo semestre a equipe vai mal, mas Lico mantém o nível de suas atuações, marcando gols importantes, apesar da derrocada da equipe. Para a temporada de 1983, o Flamengo contrata atacantes, mas Lico segue titular, inabalável, sempre dando consistência ao rubro-negro. Antes de uma partida contra o Palmeiras, o treinador paulista Rubens Minelli crava: “É o jogador deles a ser marcado. É mais importante que Zico”. Exageros à parte, Lico segue atuando em alto nível, quando sofre grave lesão no joelho esquerdo. Operado, perde o restante do Brasileiro, conquistado pelo Flamengo. Retorna na Taça Guanabara, mas lesiona novamente o joelho, dessa vez o direito. Ligamentos e meniscos. Mais uma vez operado, Lico enfim consegue retornar à equipe no início da temporada de 1984. Vai entrando aos poucos e, com grandes atuações, barra o badalado ponta-esquerda João Paulo. Mas, num jogo em Cali pela Libertadores, sofre forte pancada no joelho operado (o direito) e ressente-se de dores no local. O problema faz cair seu rendimento, Lico perde espaço na equipe (especialmente com a ascensão do jovem Bebeto) e, ao final do Brasileiro, submete-se a mais uma cirurgia, desta vez para extração dos meniscos. No entanto, complicações decorrentes do procedimento abreviam sua carreira. Lico não consegue retornar aos gramados e, aos 33 anos, é obrigado a abandonar precocemente o futebol.

     
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72

    Fotos: Reprodução


     


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. Fale com o editor: contato@fla.mundobola.com.

  • De volta? Empréstimo com Vélez acaba mas Canteros deve ser novamente negociado

    Héctor Canteros saiu do Fla em empréstimo rumo ao Vélez em agosto de 2016. O meia argentino chegou ao rubro-negro em julho de 2014 e foi titular até a chegada de Muricy Ramalho. Com as chegadas de Cuéllar, Mancuello e Arão, o atleta revelado pelo próprio Vélez Sarsfield perdeu espaço no elenco e foi emprestado já sob os comandos de Zé Ricardo.

    Na sua segunda passagem pelo clube que o revelou, Canteros fez 14 jogos, venceu 4, empatou 4 e perdeu os outros 6, não ajudando muito na campanha mediana do Vélez no Campeonato argentino. Mesmo que o time não tenha tido um bom desempenho, o meia do Fla teve uma boa sequência por lá.

    Ao fim do empréstimo, volta ao Fla com duas opções a mais no seu setor: Ronaldo e Rômulo. A concorrência altíssima fez com que o jogador fosse novamente autorizado a negociar com algum outro clube. Canteros chegou ao Fla contratado por 1,8 milhão e hoje está avaliado em 2,5 milhões de euros pelo site Transfermarkt.

    Ainda não se sabe sobre clubes interessados no jogador, mas representantes estarão no Brasil na próxima semana para ver qual será o próximo destino do atleta.


    O Mundo Bola precisa do seu apoio para não acabar, e melhorar ainda mais. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola