Autor: diogo.almeida1979

  • A entrevista do CEO à luz de um Flamengo da gente


     

    Fred Luz, o Chief Executive Office do Flamengo, conseguiu fazer algo bastante raro hoje em dia: ser xingado, odiado e praguejado por 99% dos torcedores que leram sua entrevista, concedida “estrategicamente” ao jornalista Diogo Dantas. As sinistras palavras de Fred, dirigidas àqueles com parcos recursos financeiros para assistirem aos jogos do Flamengo na Ilha do Urubu, ao menos deflagraram o que era tratado com cinismo há muito tempo por esta diretoria rubro-negra: o menosprezo do vil mercador por aquele que não pode comprar, sem desfaçatez, sem enganação, sem meia da meia, o vilipêndio repugnante de alguém que está literalmente andando para quem não ascendeu à classe C, no mínimo.

    Alguns trecho devem ser colocados à luz, perdão pelo trocadilho infame, de uma réplica. Vejamos:

    Quais os critérios para o Flamengo cobrar o que vem cobrando nos ingressos dos jogos na Ilha? O preço chegou a R$ 200, no mínimo, agora caiu para R$ 150.

    Fred Luz: Os valores dos jogos variam. Ela depende muito do interesse do jogo. O objetivo é precificar para ter o estádio lotado. E não ter cambista. Mas isso é fácil de falar. Tem variáveis e incertezas sempre presentes. O que mais define o valor de um jogo? O estágio do time. O interesse é baseado em como o time está. E na importância do jogo, se é eliminatório, final… No horário do jogo, o dia, também muda. Um jogo dia de semana de noite tem interesse diferente.

    O sócio-torcedor do Flamengo apenas prioriza a preferência de compra, dando horas para que os associados aos planos mais caros compre seus ingressos com antecedência. Não há nenhum tipo de recompensa para quem vai nos jogos menores. O recado é claro aqui. Quem paga o plano mais barato vai ficar sem ingresso nos melhores jogos, porém pode se contentar com os jogos de menor apelo quando quiser matar a saudade do Flamengo. Na prática, jogos contra pequenos do Campeonato Carioca, talvez os primeiros jogos da Copa do Brasil e Sul-Americana (a ver o valor contra o Palestino) e amistosos de pré-temporada pelo Brasil, como a deste ano contra o Vila Nova.

    Eu posso pensar em algumas maneiras de impedir que sócios-torcedores vendam seus ingressos. Pessoalmente penso que se você compra um ingresso pode ter a liberdade de revendê-lo eventualmente ou doar para algum amigo. Não vejo isso como cambismo. Mesmo assim posso pensar em diversas tecnologias que diminua a prática da revenda e que possa limitar as doações. Identificar que quem está entrando é mesmo o dono do cartão de é fundamentalmente importante para o programa de milhagem aliás. Evita que aquele ST malandro que vende sua entrada seja identificado como frequentador assíduo da Ilha do Urubu e ganhe ainda mais descontos, que no seu caso seria margem de lucro.

    Outra questão é a extinção do plano corporativo. Com todo o respeito que tenho pelas TOs, não vejo como possível essa coexistência, que é até pouquíssimo transparente para o público. E, no fim das contas, a maior parte das entradas terminam nas mãos dos cambistas.

    Os dados mostram que o valor está adequado, então?

    Fred Luz: A gente está buscando, e estamos sendo bem sucedidos, a ocupação máxima do estádio. Até agora, não tivemos lotação inferior a 80%. E está crescendo. Fizemos um primeiro pacote de jogos. Precificamos com antecedência. Antes do jogo com a Ponte, o time estava com uma campanha não tão adequada. Parecia que o jogo do São Paulo estava ficando caro. Mas a performance melhorou. Foi o primeiro jogo na Ilha de tarde. Apesar de ser o mais caro, foi o que mais lotou.

    Vangloriar-se de não ter lotação inferior a 80% é ridículo (incluindo visitantes). Pior, é querer abusar da nossa pouca inteligência. O fanatismo nos deixa realmente mais próximos de atitudes idiotas como continuar comprando ingresso a preços aviltantes, mas espera lá, o Sr. Fred Luz que nos fazer engolir que um estádio de 20 mil lugares destinado à maior torcida do planeta que nunca lotou é um sucesso de público? Com todos os agravantes, amigo. Com toda a questão do trânsito, a dificuldade de se entrar na Ilha do Governador, horários ruins e tudo mais. É um grande fracasso conseguirem não lotar a Ilha do Urubu. A culpa é dos ingressos. Com ingressos mais baratos bastariam os próprios torcedores do bairro para se atingir lotação máxima.

    Haverá ingressos populares em algum momento?

    Fred Luz: Popular são as gratuidades. Isso no Estado não tem cunho social, não importa a renda. Poderia ser mas não é. Quando o jogo não tem interesse elas não são todas usadas. Quando tem, esgota. Deveria ser o social, é 10% da capacidade do estádio.

    Então para o homem das finanças o popular é algo dado para pessoas abaixo de 12 anos e acima de 65 anos? Popular para o clube é cumprir a lei que há anos o presidente a cada pronunciamento ataca como um fator que atrapalha uma precificação mais equânime? Então Fred Luz entende que pessoas com idade acima de 12 anos até seus 65 anos só podem ir a um jogo do Flamengo, o time mais popular do país, se desembolsarem 70 reais — esqueça a Norte de 45 reais, é pequena e será tomada pelas gratuidades e ingressos corporativos.

    Para pagar 70 reais o torcedor precisa ser sócio-torcedor e ganhar o desconto. Se ele não for sócio-torcedor e também não ser estudante, ele paga 140. Na boa, a malandragem de arrumar uma carteirinha falsa de estudante é até compreensível neste cenário. Sendo ST Raça, adicione 40 reais do plano a estes 70 reais do ingresso. Ao ir de carro esse torcedor gastará com gasolina e estacionamento algo em torno de 40 reais em média. Com comida, dentro ou fora do estádio, mais 20 contos no mínimo. Ver 90 minutos de um time que acabou de acumular em sua história um dos maiores vexames recentes, mais um na Libertadores, está saindo a 170 reais. Se repetir a dose no mês a conta vai para 300 reais.

    Na ponta do lápis de Fred Luz há 16 mil rubro-negros abastados que podem fazer esta loucura. Ele e sua turma acertadamente diz que há demanda. Se há demanda no mercado mesmo com um preço alto, dane-se o resto, o produto deve se valer da alta, o produto deve valer. Não importa se há milhões de outros que se sentirão jogados de lado.

    Fred Luz pode pensar em formas absolutamente factíveis de fazer o controle de populares. Pode-se até criar uma fundação para pesquisar e executar políticas de preços populares e que tenham êxito na fiscalização. Pode ser racional pensar em majorar os preços e ganhar muito na Ilha do Urubu — outro argumento que também vem caindo por terra, visto que os custos de operação do estádio “próprio” não estão muito abaixo dos preços pagos no Maracanã, algo que repercute muito mal na gestão que por anos bateu no Maracanã S/A como o vilão único do ingresso caro. Que ironia, o fogo era amigo. Parecia ser consenso que o problema do ingresso caro era o achacamento da Odebrecht.

    Você atribui o cambista apenas ao sinal de que o preço está baixo?

    Fred Luz: Atribuo o cambista apenas ao preço. Ele existe por preço e conveniência. Consegue pegar e vender por um preço maior. O cara que não comprou no site, vai tentar comprar na porta, porque vai ter alguém vendendo.

    Novamente Fred Luz assume que os cambistas são seus grandes aliados. Quase os agradece por estarem ali. São os bois de piranha do executivo para precificação do ingresso.

    O torcedor do povão, que forma a maior parte da torcida do Flamengo, vai ter que se contentar com a televisão?

    Fred Luz: Sempre tem possibilidade do cara comprar o ingresso. Se pegar o torcedor que vai a todo jogo no Maracanã, ele tem que ter uma certa renda. Por mais barato que seja tem que ter para ver alguns jogos. Temos esse dilema. O desafio é conseguir estádios maiores. A CBF estabeleceu que sem o Maracanã não podemos jogar em outros estádios de grande porte. Poderíamos atender nosso torcedor, com preços menores. Em um estádio menor, tem problemas. Mas não adianta ir para uma situação irreal. Acreditamos que acima de tudo o que torcedor quer é o time forte. É ter Diego, Guerrero, Márcio Araújo, Éverton Ribeiro. A gente já teve uma linha mais populista que não levou o Flamengo ao lugar que tinha que ir, de construir times robustos. O jogador por mais que ele ganhe chega sabendo que vai ser mantido no ano seguinte, não com a faca no pescoço. Isso depende do valor do ingresso, da bilheteria. Fui aos clubes agora da Europa e um terço da receita vem do conjunto estádio, televisão, sócio e bilheteria. No Flamengo não chega a 15% ainda. Esse componente tem que ganhar.

    Essa aqui é a resposta mais deprimente. Um show de horrores. “Sempre tem a possibilidade do cara comprar o ingresso”. Olha, estou com dedos tremendo de raiva com a absoluta capacidade de ser genérico e desapropriado de consciência sobre a vida real de milhares de flamenguistas. Um cara como eu por exemplo que ganha menos de dois salários mínimos, pensa aí nos descontos também, sempre posso arrumar um jeito de comprar o ingresso ora bolas. Quem mandou ser um perdedor, como a maioria da ops…torcida do Flamengo? Desculpa, não posso deixar o lugar-comum de lado: será nojento demais ver a propaganda institucional do clube alardear que somos a maior torcida do mundo. “Somos 40 milhões de torcedores”, “Somos a maior torcida do mundo” e tantos outros slogans ecoarão mudos de significado.

    Posso mudar de cidade, terminar e recomeçar casamentos, até trocar de religião. mas no time de coração nada ou ninguém abala. Mentira. Toda paixão pode esfriar. O torcedor do Flamengo vai continuar dizendo que torce pelo Flamengo. Poderá até ficar feliz com os títulos, mas quando percebe que seu clube de coração olha apenas para aqueles de uma classe econômica mais alta que a sua; quando esse torcedor se sente escanteado, sem condições de comprar uma camisa de 300 reais, de vestir e levar seus filhos e esposa para o estádio, a paixão hiberna, não passa de pai para as próximas gerações.

    A alegria de ver o Flamengo forte vai até a próxima esquina. Se é para torcer para algum time pela televisão, por que o garoto vai escolher o Flamengo com tantas opções melhores na Europa?

    Para aquele torcedor do Rio o preconceito de classe o acossa diariamente. Para o torcedor de fora, o Flamengo não tem mais a identificação que o fazia admirar mesmo a centenas de quilômetros. É um clube de elite. Não será trocado, mas a paixão não será mais respeitada ao ponto de valer o esforço de transmissão aos filhos e netos. O caminho do Sr. Fred Luz é perigoso.

    ***

    Após a publicação da última tabela de preços para o jogo diante do Grêmio, antes mesmo da entrevista desastrosa de Fred, o Sócios pelo Flamengo (SóFLA), atualmente maior grupo político e principal base da Situação, emitiu nota oficial com duras críticas à política de preços praticada pelo Conselho Diretor do Flamengo.

    Para toda ação há uma reação. O Flamengo é gigante e seus conselheiros por mais bem sucedidos que sejam não são preconceituosos e muito menos dissociados do espírito agregador rubro-negro. A visão de Fred Luz e do presidente Eduardo Bandeira de Mello está longe de ser da maioria dos pertencentes à classe A, B e C que torcem pelo Flamengo. Na hora do gol, o abraço sem distinção. O que ocorre hoje, esse despautério conceitual e sem-vergonhice com a nossa história de mais de 120 anos já encontra resistência a se fortalecer a cada dia mais.

    Um novo grupo político nasceu das entranhas solidárias do nosso querido Flamengo. Cabe aqui nesse texto a apresentação para o grande público de iniciativa totalmente diferente a engatinhar mas que rapidamente vai percorrer todos os cantos e tramitar sua pauta nos espíritos de todos os sócios e rubro-negros sadios.

    Na semana passada o Fla da Gente foi fundado. Um grupo pequeno de sócios e conselheiros descontentes com o distanciamento da luta por democracia no clube, resolve preencher esta lacuna.

    O Flamengo da Gente publicou seu manifesto, fincando a base da sua luta na preservação e expansão da matriz popular do clube. E pretende abrir o clube para a torcida. Aliás, o discurso vai para a prática de fato: até quem não é sócio do Flamengo pode se juntar a este grupo e participar de forma indireta da política interna do Flamengo. Basta preencher este cadastro: bit.ly/FlaDaGente.

    “Defendemos a abertura política do Flamengo aos interessados em participar da definição dos rumos da camisa mais pesada do esporte brasileiro. Hoje, como no passado, a vida política do Flamengo está longe de representar a massa de apaixonados pelo clube”.

    Além da bandeira da democratização, que passa pela implementação de uma categoria de associados populares como a que recentemente foi aprovada pelos conselheiros do Internacional de Porto Alegre, o Flamengo da Gente também defende e lutará pela soberania esportiva e institucional do clube, que passa necessariamente pela obsessão de conquistas internacionais e construção de um estádio próprio. Outra bandeira fortemente fincada é a de um alinhamento às causas dos direitos humanos e responsabilidade social.

    Em toda a ação há uma reação. O maior clube do mundo nunca será dominado por muito tempo pelos preceitos que não lhe constituem. Coisas estranhas não se criam pelos lados da Gávea. E todo rumo errático pode se aprumar, afinal isso aqui é Flamengo.

     
    Diogo Almeida é um boleiro que aprendeu a falar difícil. Escreve no Cultura RN quando consegue colocar as ideias no lugar. Siga-o no Twitter: @DidaZico.
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  • Garotos do Ninho vencem o Madureira e se classificam para a final do Carioca Sub-20

    Na manhã deste sábado (8), na Gávea, os Garotos do Ninho garantiram participação em mais uma decisão na temporada. Depois de um primeiro tempo morno, o Flamengo foi cirúrgico na etapa complementar, fazendo 2 a 0 no Madureira, com gols de Lincoln e Lucas Silva. O resultado deu ao Rubro-Negro a classificação para a decisão do Campeonato Carioca Sub-20.

    O Mais Querido conhecerá o adversário da final apenas nesse domingo (9). Em São Januário, Vasco e Botafogo duelam por uma vaga. Além de jogar em casa, a equipe cruzmaltina tem a vantagem do empate. O clássico será disputado às 10h.

    Por ter feito a melhor campanha durante a fase de classificação dos dois turnos, o Flamengo poderá escolher em quais dos jogos da decisão exercerá o mando de campo. Os jogos serão disputados nos próximos finais de semana.

    Porém, antes de voltar a pensar no Estadual, os Garotos do Ninho têm um compromisso pelo Campeonato Brasileiro. Pela segunda rodada do certame nacional, o Rubro-Negro enfrenta o Goiás, na próxima quarta (12), às 15h, na Gávea. O Flamengo foi derrotado na estreia para o Coritiba, e precisa da vitória para se recuperar na competição.

    O jogo

    Embora precisasse da vitória para avançar de fase, o Madureira pouco criou na primeira etapa. O Flamengo, por sua vez, tentava investir pelo lado direito, com Jean Lucas e Lucas Silva, mas sem efetividade, não ameaçou o goleiro Lucão.  A equipe da Zona Norte cresceu no final da etapa inicial. Com mais posse de bola, tentou envolver o time da Gávea. Mas de concreto, nenhum chute chegou a assustar o goleiro Gabriel Batista.

    O jogo ganhou tons de dramaticidade para o Madureira no início da segunda etapa. Aos dois minutos, o volante Felipe, que havia recebido cartão amarelo no primeiro tempo, foi novamente advertido pelo árbitro, sendo expulso da partida.

    Com um jogador a mais, os espaços começaram a aparecer para o Flamengo, que não demorou para aproveitar a vantagem numérica. Aos seis minutos, Luiz Henrique deu uma bela enfiada de bola para Lucas Silva, que descia pela direita. O camisa 7 chegou à linha de fundo, fez o cruzamento rasteiro, a bola passou pelo goleiro Lucão e encontrou Lincoln, que não perdoou: Flamengo 1 x 0 Madureira.

    O gol deu mais tranquilidade ao Flamengo e derrubou qualquer estratégia do Tricolor Suburbano. Com a partida totalmente sob o seu controle, o Flamengo ainda teve um pênalti a seu favor. Aos 36 minutos, Marcelo derrubou Lincoln dentro da área. Lucas Silva, artilheiro do Fla na competição, cobrou a penalidade com categoria, marcando o seu oitavo gol no Carioca. Flamengo 2 x 0 Madureira. Com dois gols de vantagem, coube ao Flamengo administrar o resultado e comemorar a vaga.

    Flamengo: Gabriel Batista; Kleber, Bernardo, André Baumer e Michael; Vinícius Souza, Jean Lucas (Hugo Moura) e Luiz Henrique (Patrick); Lucas Silva (Bill), Gabriel Silva e Lincoln. Treinador: Gilmar Popoca.

    Atualização: 09/07/2017 às 13h26

    Na segunda semifinal do campeonato, o Vasco derrotou o Botafogo por 2 a 1, e será o adversário do Flamengo na decisão do Estadual. Os locais das partidas decisivas ainda serão definidos pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo


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  • Em entrevista antes do clássico, Nenê lembra de recusas ao Flamengo

    Nenê tem 35 anos e está na sua terceira temporada com o Vasco. Em entrevista ao globoesporte.com, o jogador lembrou das recusas ao Fla em 2013 e 2015:

    “Eles tentaram, contactaram a gente antes. Na época (2013) minha decisão foi em relação ao Vasco, primeiramente. Depois (2015) eles vieram, eu já estava no Vasco e aí não tinha mais como sair, estava feliz no clube. A história que criei dentro do Vasco não iria criar em nenhum outro clube do Brasil”.

    O Flamengo passou ano em busca de um jogador com o passe mais requintado e acho isso há um ano com a chegada de Diego, que caiu nas graças do torcedor por ser um jogador extremamente regular, com ótimos números, que joga para a equipe e com capacidade física boa. Comparado a Nenê, ….

    O já ídolo vascaíno tem retrospecto bom contra o Maior do Rio. Em compensação, foi rebaixado em 2015, e quase não conseguia o acesso em 2016. Nenê inclusive foi um dos jogadores que começaram o ano com um desempenho fantástico e caíram bruscamente no segundo semestre do ano. Ainda assim, fez gols importantes na campanha vascaína.

    Em 2017 ele chegou a receber algumas propostas e quase chegou a sair do Vasco. Apesar de ter dito ao contrário recentemente, no início da temporada ele disse que ouviu propostas de algumas equipes. O clube constantemente deve salários e direitos de imagem. Nesta semana véspera de Clássico do Milhões, inclusive, a diretoria depositou na conta dos atletas os pagamentos referentes ao mês de maio, para tranquilizar um pouco os seus jogadores. O cruzmaltino não vive o melhor dos momentos financeiros, o que impede que cheguem grandes contratações. Para este ano, a grande chegada foi a de Luís Fabiano, ídolo do São Paulo. O jogador tem ido bem no Brasileirão e é uma arma forte principalmente pelo alto.

    Foi por conta do Fabuloso, que Nenê teve um momento “mimado” no clube. Nos últimos anos o zagueiro Rodrigo foi o capitão vascaíno e vinha sendo um dos líderes do elenco ao lado do camisa 10. Com a sua saída, a braçadeira pulo para o braço do novo atacante e isso deixou o meia irritado, já que entendia ser o substituto perfeito. Outro momento turbulento foi no início do ano, quando bateu boca com o jovem Douglas e o chamou de “moleque”. Após o episódio, Nenê explicou que foi momento de jogo e que estava tudo bem.

    Por fim, outro momento de incômodo foi após a chegada de Milton Mendes. Visando mais velocidade para o ataque da sua equipe, o comandante sacou Nenê do time. Isso teria supostamente instaurado um clima ruim no São Januário. Porém, ele recuperou a boa forma, já é titular novamente e ainda ironizou o tal “clima ruim”.

    A importância dele para o Vasco é inegável e ter recusado o Flamengo levou ao rubro-negro contratar Diego, que no Brasilerão 2017 tem mais gols, mais desarmes, mais finalizações, mais passes certos e menos errados. Tudo isso com dois jogos a menos que Nenê.

     


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  • Jornal coloca o Fla de olho em ex-jogador do Chelsea

    O Flamengo anunciou recentemente as contratações de Everton Ribeiro, Rhodolfo e Geuvânio. Em entrevista, o diretor de futebol Rodrigo Caetano falou sobre essas serem as últimas contratações do clube no ano caso não haja saídas. Contudo, o jornal Diario Libero do Peru colocou o rubro-negro como interessado em mais uma transferência bombástica.

    Aos 30 anos, o ex-Chelsea Ramires é o nome da vez. O meia atualmente está no Jiangsu Sainty, que acabou rebaixado na última colocação da Super Liga chinesa. O atual treinador do time é o italiano Fabio Capello, que treinou clubes como Milan, Juventus, Real Madrid e Roma e seleções como Inglaterra e Rússia. O meia, que tem mais de 50 jogos pela seleção brasileira, foi comprado pelo time chinês em 2016 por 28 milhões de euros.

    Ramires foi um dos jogadores mais regulares e importantes do time ao longo da péssima campanha na Chinese SuperLeague. Segundo o site Transfermarkt, o ex-Cruzeiro está avaliado em 12 milhões de euros, valor que dificilmente o Flamengo pagaria para tê-lo. O clube negou que haja qualquer negociação e reiterou que não acontecerá mais nenhum tipo de reforços, seja empréstimo ou compra.

    Após declaração de Tite que deu a entender que jogadores em campeonatos mais fracos, como o chinês, estariam perdendo a vez na seleção, uma volta pro Brasil seria muito boa pra Ramires. No entanto, os valores são um impasse e impossibilitam que algum time o repatrie.

    Ramires já enfrentou o Flamengo 4 vezes, venceu 3 e marcou dois gols. Em entrevista ao UOL, no ano passado, ele afirmou que tem vontade de jogar no país antes de encerrar a carreira. Segundo ele, se depender da família e amigos da Barra do Piraí, município do RJ em que nasceu, esse clube poderia ser o Mais Querido do Brasil.


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  • Fla anuncia mudança nos descontos em ingressos para sócios-torcedores

    Nesta noite, o Flamengo anunciou uma importante mudança na política de descontos em ingressos para sócios-torcedores. A partir do jogo contra o Grêmio, os ST’s passarão a ter desconto único, acabando assim com a famosa “meia da meia”. O desconto aplicado será de até 70%, a depender dos setores do estádio e dos planos no Programa.

    O clube informa que a alteração visa simplificar a precificação, de acordo com o previsto no Decreto nº 8537 que regulamenta a Lei da meia-entrada e prevê que esta não é cumulativa com vantagens vinculadas aos programas de sócio-torcedor. Desta forma, caberá ao sócio-torcedor optar pelo desconto que lhe for mais favorável, caso seja beneficiário da lei da meia entrada.

    Foto: Divulgação/ Flamengo

    Informações sobre ingressos para o jogo contra o Grêmio

     Horários de abertura:

    07/07, 08h – +Paixão
    07/07, 16h – Paixão,
    07/07, 20h – +Amor
    08/07, 08h – Amor
    08/07, 22h – +Raça
    09/07, 08h – Raça
    09/07, 16h – Tradição

    Observações:

    – Na segunda-feira, dia 10/07, às 10h, serão abertas as vendas de ingressos nos pontos físicos. Não haverá venda nas bilheterias da Ilha.

    – A venda online encerra no dia 12/07, quarta-feira, às 20h.

    – Atenção: após a compra, não será possível alterar o meio de acesso ao estádio. Verifique antes da compra a situação do seu cartão-ingresso e se ele está ativo.

    :: Preços:

    Norte
    – Sócio-torcedor dos planos Raça e superiores: R$45,00
    – Sócio-torcedor Tradição: R$100,00
    – Sócio-torcedor Nação Jr e público geral: R$150 (R$75,00 meia)

    Sul
    – Sócio-torcedor dos planos Raça e superiores: R$70,00
    – Sócio-torcedor Tradição: R$140,00
    – Sócio-torcedor Nação Jr e público geral: R$200 (R$100,00 meia)

    Leste
    – Sócio-torcedor dos planos Raça e superiores: R$70,00
    – Sócio-torcedor Tradição: R$140,00
    – Sócio-torcedor Nação Jr e público geral: R$200 (R$100,00 meia)
    Oeste
    – Sócio-torcedor dos planos Raça e superiores: R$70,00
    – Sócio-torcedor Tradição: R$140,00
    – Sócio-torcedor Nação Jr e público geral: R$200 (R$100,00 meia)

     


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  • Em nota, Flamengo informa que irá à FIFA para resolver caso Geuvânio

    Na noite de hoje (6), o Flamengo emitiu uma nota oficial onde fala sobre a demora na regularização do atleta Geuvânio. Duas semanas após ser anunciado como novo reforço do clube, o atacante, contratado por empréstimo, segue aguardando sua liberação para poder estrear.

    Em nota, o Flamengo informa que deu entrada na ordem de transferência do atleta na data de abertura da janela internacional (20/06). Para regularizar a situação de Geuvânio, é necessário que o clube de origem envie a contra-ordem, mas o Tianjin Quanjian não se manifestou. Sem a documentação, o atleta não pode ser registrado no BID e fica impedido de atuar.

    Ontem (5), encerrou-se o prazo máximo de 15 dias para o envio da documentação de forma voluntária. Diante do silêncio dos chineses, o Flamengo encaminhou à FIFA um pedido de registro provisório do atleta e espera que o mesmo seja concedido nos próximos dias. Além disso, o Fla irá pleitear junto à entidade o ressarcimento ao clube chinês pelo período em que Geuvânio ficou impedido de jogar.

    Entenda o caso

    No último dia 21 de junho, o Flamengo anunciou a contratação Geuvânio, ex-Santos. O atacante pertence ao Tianjin Quanjian e foi emprestado ao rubro-negro por 18 meses. Desde então, o Flamengo aguarda o clube chinês enviar a documentação necessária para o registro do atleta.

     

    Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

     

    Quando uma negociação internacional é concretizada, o clube contratante gera o contrato federativo e inclui o mesmo, junto com o contrato de transferência, no TMS (sistema de registro de transferências internacionais). Ao mesmo tempo, o clube de origem precisa efetuar a contra-ordem. Se ambos os contratos inseridos contiverem as mesmas informações, a federação do clube cedente envia o ITC (documento necessário para o registro da transferência). No caso de Geuvânio, o clube chinês ainda não enviou a documentação.

    Um fato que pode estar colaborando com a demora do Tianjin Quanjian para liberar a documentação do atacante é a pressão exercida pelo Santos. A equipe santista alega que existe uma cláusula que dava exclusividade ao clube em caso de retorno do atacante ao Brasil. Agora, o Santos ameaça ir à FIFA para notificar oficialmente os asiáticos e cobra cerca de 500 mil euros dos chineses, após emprestarem Geuvânio para o Flamengo.

    Confira a nota oficial

    “O Clube de Regatas do Flamengo informa que, de acordo com o previsto no regulamento de transferências da FIFA, deu entrada na ordem de transferência do atleta Geuvânio Santos Silva na data de abertura da janela internacional, 20/6/2017.

    Nesta quarta-feira, 05/7/2017, encerrou o prazo máximo de 15 dias previsto no referido regulamento para envio da contra-ordem pelo clube chinês Tianjin Quanjian.

    Diante do silêncio do referido clube chinês, o CRF encaminhou à FIFA nesta data o pedido de registro provisório  do atleta, o que se espera seja concedido nos próximos dias.

    A atitude do Tianjin Quanjian, que firmou contrato válido de transferência gratuita do atleta com o CRF, pelo período de 18 meses, será passível de sanções desportivas e financeiras. 

    Além disso, tão logo o registro seja concedido, o CRF irá pleitear junto à FIFA o ressarcimento ao clube chinês pelo período em que o atleta ficou impedido de atuar na equipe profissional.”

     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais do Mundo Bola: Divulgação/ Flamengo


     

  • Só jogam quando querem

    O jogo de ontem, diante do Palestino, do Chile, mostrou que, apesar dos altos salários em dia, os jogadores do Flamengo precisam de “estímulo”, só jogam quando querem.

    O Zé Ricardo escalou um time chamado de “alternativo”, mas que, pela qualidade de seus atletas, pode bater de frente com qualquer equipe do Brasieilrão.

    Agora eu pergunto.

    O que foi aquela atuação ridícula, no primeiro tempo, que acabou sem gols?

    Uma grande pelada!

    O Flamengo estava despacito demais!

    Só quem lutava era o Éverton e o Zé Ricardo, se esgoelando na beira do campo.

    O Flamengo cruzou mais de vinte bolas na área do adversário (única jogada que temos) e o tal do Leandro Damião cabeceava fraco, o Arão errava o alvo e por aí foi.

    Depois que, no primeiro minuto do segundo tempo, o Réver fez aquele gol sem querer, pensei que o Flamengo ia partir pra cima.

    Nada disso, precisaram levar uma virada do Palestino para decidirem jogar bola.

    Esse Palestino não jogaria nem a Série D do Brasileiro, de tão ruim que é.

    Aí, como eu ia falando, depois da virada chilena, o pessoal decidiu que era hora de jogar bola.

    Sem muito esforço, ganhamos por 5 x 2 e poderia ser de mais, se a seriedade estivesse em campo de verdade.

    Levaram a sério, mas nem tanto, né?

    Tem que acabar com esse negócio de jogar quando quer.

    Se o adversário é fraco, mata logo!

    Só os “reservas” do Flamengo não querem mostrar serviço quando são escalados.

    Brincadeira, né?

    É a chance de mostrar serviço e, quem sabe, ganhar uma vaga entre os titulares.

    Bem, contra o timeco do Vasco, no sábado, espero que a coisa mude e que a vitória venha sem grandes dificuldades.

    Do outro lado só teremos uma camisa, pois time, que é bom mesmo, o Vasco não tem.

    Pelo menos para encarar o Flamengo atual.

    Mas, repito, sendo chato de novo, se não jogarmos sério e com raça, os portugas podem nos causar uma surpresa.

    Sangue nas veias, porque isso aqui é Flamengo!

     
    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e PentaTri


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  • Uma breve introdução ao amor a distância

    Meu nome é Pedro, tenho 31 anos e sou Flamengo pra caramba desde que me entendo por gente. Vibrava ainda moleque, no quarto, meia noite de quarta-feira, com as defesas do Roger, Clemer, Julio, das escapadas do rebaixamento, do gol do Lê, do Rodrigo Mendes, do Pet. Frequentei o Maracanã desde cedo, e sou muito grato ao meu pai, santista, que sempre se dispôs a me levar pro estádio para ver Romário jogar, a me matricular na escolinha de futebol do Fla, e a me presentear com inúmeras camisas oficiais do clube, incluindo aquela camisa horrorosa de treino da época da Lubrax com as mangas amarelas.

    Em 2006, ainda muito novo, e quando o Twitter ainda era um matagal lá no Recreio, me mudei para São Paulo para trabalhar, correr atrás dos meus sonhos – que eu não fazia idéia quais eram – e possivelmente descobrir mais sobre quem eu era. Li On the Road, O Apanhador no Campo de Centeio, e todos os livros clichés que um jovem menino tem que ler antes dos 18, e senti que precisava ver qualé, mesmo que tivesse que voltar pro Rio em breve. Nunca voltei. Sobre todo aquele sentimento de liberdade e escapismo dos protagonistas do Kerouac e do Salinger, que me fizeram virar tantas noites em excitação, não sei, acabei entubando.

    Com a distância física do Flamengo e a vida deslumbrante que São Paulo me oferecia, a tendência era que eu me desapegasse um pouco do Flamengo. Só um pouco. Mas não foi isso que aconteceu. A distância nos fortaleceu e comecei a viver ainda mais intensamente o clube, no coração, quase sempre de longe. Fisicamente, só nos finais de semana que estava no Rio visitando a família, ou em jogos especiais.

    Fui no tri-carioca de 2007-2009, no Brasileiro em 2009, em jogos esporádicos ao longo dos anos, e aí chegou 2013. Elias, Vai Paulino, Processinho, Hernane e cia. Deve ter sido o ano que mais gastei dinheiro com o clube. Nós já sabíamos que seríamos campeões, né? Saudade desse sentimento. Toda quarta-feira de Copa do Brasil às 18h eu estava em Congonhas, às 20h no Santos Dumont, às 22h no Maraca, a meia noite bêbado. Fora os taxis, ônibus, metrô, trem, as 3 latinhas por R$ 10 e comemoração – fosse na Lapa, Botafogo ou BG. Foi um ano foda, uma conquista com uma sinergia incrível com a torcida, que guardo para sempre no coração. Fiz a mesma coisa com todas as Libertadores recentes em que morremos na fase de grupos – menos nessa última, pois já estava ainda mais longe.

    Tudo isso não é pra provar quão Flamenguista eu sou. Não sou xiita e não acredito em alguém ser mais ou menos flamenguista. Tudo isso é pra mostrar que meu amadurecimento de menino para homem deu-se sempre longe do meu time do coração. Pra muita gente isso é inconcebível. Conheço carioca que não aceitaria morar em outra cidade pela distância que teria dos jogos do Flamengo. Para mim, como um Euclides da vida, teve que ser uma realidade. O Fla tava lá, eu tava aqui, e de vez em quando a gente se via pessoalmente pra ver um Flamengo x Resende.

    Em dezembro de 2015, depois de trabalhar dia e noite por quase dois anos, deixei São Paulo para trás e ao lado da minha mulher e nossa cachorra Sofia, compramos um motorhome de 1988 no Texas, EUA e fomos viver um ano sabático. Somos fotógrafos e juntos criamos a We Are Alive um pouco antes, em 2014, uma agência itinerante de produção de conteúdo – ou se você preferir, uma agência digital nômade, que vira e mexe aparece aqui e ali. Morei por um ano no motorhome, rodamos o país inteiro e no Canadá, a caminho do Alasca, o dinheiro acabou. O dólar disparou, o Brasil se afundou na crise, os clientes sumiram e voltei pra “casa” com a frustrante terceira colocação no Brasileiro, uma conta bancária no vermelho e mais um cachorro na bagagem – o Anthony, que adotamos em Los Angeles para fazer companhia pra Sofia.

    Antes de voltarmos pra casa, passei o mês de setembro e outubro morando em Vancouver, Canadá, meio que vivendo de fotografar modelos canadenses, e torcer pelo hepta. Toda semana colocava o mesmo short vermelho – sou desses – e ia para a sala de convivência do RV Park, pois lá o wi-fi funcionava melhor com o link pirata. Quando não estava no RV Park, dormia algumas noites em Spanish Banks, uma praia de Vancouver onde a polícia local faz vista grossa para motorhomes acampando no estacionamento, e assistia aos jogos em um Starbucks qualquer. Tive certeza do título brasileiro no dia 25 de setembro, quando Mancuello marcou aos 44 do segundo tempo o gol da vitória, de virada, em cima do Cruzeiro, em Cariacica. Naquele dia, ficamos a um ponto da liderança, e o hepta era questão de tempo, assim como minha fatídica volta à São Paulo.

    Já no Brasil, fomos de coração aberto, com saudade de coxinha, coração de galinha, linguiça toscana, pão de queijo, queijo coalho, pastel e chopp, mas não nos re-adaptamos e o gol do Mancuello nunca saiu da minha cabeça. Eu sempre revia o gol, olhava nos olhos do argentino e via o mesmo predestinado brilho no olhar que eu tinha quando estava no meu motorhome. Uma dia eu acordei e decidi que iria voltar pra cá. Voltar pra casa. Criamos um novo projeto para uma fase 2.0 da We Are Alive na estrada, desta vez não com nosso dinheiro, mas com o dinheiro dos outros – um papo que posso retomar em algumas semanas. Juntamos alguns clientes como Budweiser, Diageo, Levi’s e basico.com, e seis meses depois da nossa chegada, voltamos para o Giuseppe, nosso motorhome, que havíamos deixado guardado em um storage durante o inverno tenebroso de Vancouver.

    Estamos de volta desde abril, dessa vez para ficar – espero. Não nos EUA, não temos vontade de morar aqui -, mas no motorhome, que é minha casa e é onde sou feliz. No momento são meia noite, faz quase 40 graus, e escrevo de Ozona, Texas, de um posto de gasolina no meio do nada onde estamos passando a noite ao lado 50 caminhões que dormem com o motor ligado para não gastar o diesel. Não faço ideia do que vai acontecer nos próximos meses de nossas vidas. E nem preciso. Viver um dia de cada vez me faz aprender muito sobre a vida. 99,9% dos caminhoneiros do mundo não são estupradores, o mundo não é esse lugar hostil que tentam te vender, o Flamengo nem sempre vai nos dar alegrias no dia certo, Zé Ricardo não vai mudar de idéia sobre o primeiro volante e, principalmente, meus planos nem sempre darão certo. Mas tampouco darão errado. As coisas vão acontecer de uma maneira diferente da forma como eu planejei, e eu tentarei tirar o melhor da situação em que eu me encontro. Ainda não posso nem ao menos planejar onde e como vou assistir ao próximo jogo do Flamengo. Estou em uma região onde vou mudar de fuso horário algumas vezes nos próximos dias. Duas, três, quatro horas de distância no Brasil. Até sábado, contra o Vasco, sabe-se lá onde estaremos.

    Sobre morar em um motorhome, nosso trabalho, nossa vida, nosso dia a dia, nossas crenças e tudo que envolve morar em um carro de 1988, conto em seguida, nas próximas semanas, aqui nesse espaço. Nos falamos em breve.

    SRN!

    Sou fotógrafo carioca morando em um motorhome com minha mulher e nossos cachorros, criando conteúdo pra We Are Alive e nossos clientes. Acima de tudo, rubro-negro! Inscreva-se no meu canal http://youtube.com/WeAreAlivenaestrada


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  • O capitão fica, mesmo que seja pela última vez

    São longos dez anos vestindo a regata do Flamengo, honrando o Manto, levantando troféus dezenove vezes, vivendo o clube, fazendo história. Aliás, histórias incríveis, quebrador de recordes nato e carinhosamente apelidado pela Nação de MarceZico, Marcelinho Machado tem seu contrato renovado por mais uma temporada.

    Entretanto, esta será a sua última ao lado da torcida que o considera um ídolo. Atualmente aos 42 anos, coleciona dezenove títulos dentro do clube, incríveis médias em toda a sua carreira vindo principalmente após a era Oscar Schmidt. Em nota oficial, o Flamengo publicou suas palavras:

    Estou muito feliz por renovar o meu contrato e poder jogar a última temporada da minha carreira com a camisa do Flamengo. Quero agradecer a todos que estiveram sempre ao meu lado, em especial a todos os rubro-negros que me apoiaram incondicionalmente a longo desses dez anos, desde que voltei da Europa para a Gávea. Queria permanecer no clube para disputar o meu último ano como profissional e tenho certeza de que essa última temporada será muito especial para todos nós. Estou muito confiante de que esse será um anos feliz. Espero que, jogando em alto nível, eu possa ajudar o Flamengo a conquistar títulos importantes. Esse é o meu desejo”.

    O anúncio rendeu homenagens não só por parte do clube, como também da torcida e seus companheiros de time via redes sociais que se mostraram satisfeitos com a escolha de permanecer no Flamengo.

     

    Veja o vídeo publicado pelo Marcelinho

     

     


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  • Com mais uma goleada marcando cinco gols, Fla chega a número que não se repetia desde 2008

    Na última quarta-feira (05), o Flamengo goleou a fraca equipe do Palestino por 5 a 2. Mais do que mais uma goleada, essa foi a terceira vez em que o rubro-negro marcou cinco gols em um jogo neste ano. Antes dos chilenos a Portuguesa-RJ pelo Campeonato Carioca e a Chapecoense, já pelo Brasileirão, foram as outras vítimas do poder ofensivo do Mais Querido do Brasil.

    Contra a equipe carioca, um 5 a 1 ainda em março com o time repleto de reservas. Thiago, Rodinei, Renê, Cuéllar e Damião foram um dos atletas que foram titulares neste jogo assim como no do Palestino. O centroavante foi responsável por três dos cinco gols. Juan e Lucas Paquetá balançaram as redes outras duas vezes.

    Contra a Chapecoense, um caso diferente. Segundo jogo na Ilha do Urubu, time titular e show da dupla Diego e Guerrero. O Fla dominou os bicampeões catarinenses e, com 3 do peruano e 2 do “homão”, o rubro-negro aplicou sua segunda goleada por 5 gols em 2017.

    Contra o Palestino, curiosamente o Fla poupou jogadores assim como contra a Portuguesa-RJ. Diferentemente dos dois jogos anteriores, ninguém fez mais de um gol na partida. Réver, Berrío, Damião, Vaz e Everton Ribeiro marcaram na goleada pela Copa Sul-Americana.

    Esses cinco tentos levaram o Fla a igualar um feito que não acontecia desde 2008. Há 7 anos o Flamengo não vencia três jogos com 5 gols anotados. Naquele ano eles ainda venceriam um a mais. As vítimas? Duque de Caxias (5 a 1), Figueirense (5 a 0), Coritiba (5 a 0) e Palmeiras (5 a 2). No elenco jogadores como Léo Moura, Ibson, Marcinho, Maxi Bianccuchi, Obina, Souza e Kléberson.

    Ainda na metade do ano, a quarta goleada com cinco gols marcados pode vir e o Fla de 2017 igualaria o de 2008, mas o que impede de ultrapassá-lo?

    *Créditos da imagem destacada: Staff Images/Flamengo


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