A segunda rodada do Grupo 21 da Copa São Paulo de Futebol Júnior teve como destaque o empate entre Flamengo e Aimoré (RS) por 1 a 1. Vindo de uma estrondosa goleada sobre o Ji-Paraná, o Rubro-Negro entrou em campo como favorito diante da modesta equipe gaúcha, e esperava garantir a classificação antecipada. Entretanto, após abrir o placar no primeiro tempo com Luiz Henrique e desperdiçar muitas chances de gol com Lucas Silva, a equipe carioca viu os gaúchos chegarem ao empate com Dutra, aproveitando desvio na área após cobrança de lateral.
O resultado desta partida embolou a classificação da chave, que passa a ter três equipes brigando por duas vagas na última rodada. O Flamengo depende apenas de um empate para avançar. No entanto, os Garotos do Ninho podem ficar de fora da próxima fase caso percam para o Oeste e o Aimoré derrote o Ji-Paraná. Os dois jogos do grupo acontecerão na próxima terça-feira (9), na Arena Barueri.
O Flamengo entrou em campo com uma alteração em relação ao jogo anterior. Com problemas físicos, o volante Vinicius Souza sequer ficou entre os suplentes, sendo substituído por Luiz Henrique. Já no banco de reservas as novidades ficaram por conta de Matheus Alves e Yuri, que entraram na partida durante o segundo tempo.
Confira o pós-jogo: Flamengo empata com Aimoré e adia classificação na Copa São Paulo
Atuações dos jogadores
Hugo Souza (goleiro) – Diferente do jogo anterior, quando foi um mero espectador, ‘Neneca’ foi bastante exigido. O arqueiro saiu do gol com segurança, salvando o time nas bolas levantadas na área. Mas não teve o que fazer no empate do Aimoré.
Wesley (lateral-direito) – O habilidoso lateral rubro-negro não teve a mesma liberdade para chegar na linha de fundo e cruzar como no jogo anterior. No entanto, foi importante na construção de jogadas por aquele setor, principalmente nas tabelas com Lucas Silva.
Dantas (zagueiro) – Além de se mostrar atabalhoado na zaga, onde quase se enrolou com o goleiro Hugo Souza, Dantas teve péssimas aparições no ataque. Perdeu o tempo da bola levantada por Pepê e desperdiçou uma boa chance quando o placar ainda estava zerado. Em outra subida, tentou uma bicicleta, mas acabou furando dentro da área.
Patrick (zagueiro) – O promissor zagueiro de 17 anos tem qualidade com a bola nos pés, mas pecou pelo excesso de preciosismo e por pouco não complicou o time.
Michael (lateral-esquerdo) – Enrolado no início do jogo, quando o Aimoré conseguiu criar algumas chances pelo lado direito, Michael compensou com a ótima subida ao ataque, onde tinha uma avenida pela frente. O lateral participou da jogada do gol marcado por Luiz Henrique, cruzando no meio da área após receber ótimo passe de Hugo Moura.
Hugo Moura (volante) – Um dos grandes nomes do time nesta edição da Copinha, Hugo Moura está comandando a equipe tecnicamente. Cada vez mais solto em campo, o volante tem gerado opção de passe para seus companheiros, como o que originou o gol rubro-negro. Também tem um ótimo chute de longa distância e está arriscando cada vez mais.
Theo (volante) – Pouco contribuiu para dinâmica no meio-campo. No início do segundo tempo, perdeu uma boa oportunidade ao errar o domínio da bola lançada por Luiz Henrique. Falhou no gol de empate do Aimoré, quando permitiu a finalização de Dutra, que estava sendo marcado por ele. Em reação imediata, foi substituído por Matheus Alves logo após o lance. Uma noite para esquecer.
Pepê (meio-campo) – Aniversariante da noite, teve uma atuação como há muito tempo não se via. O camisa 10 regeu o meio-campo do time, distribuindo jogadas, criando opção de passes e com cruzamentos e lançamentos precisos, além da potente e sempre perigosa batida de fora da área.
Luiz Henrique (meio-campo) – Um dos destaques da partida, não apenas pelo gol que marcou. Mostrou uma ótima visão de jogo dando ótimos passes e lançamentos, mas viu Theo e Lucas Silva desperdiçá-los. Caiu mais pelo lado direito, onde fez boas triangulações com Wesley e Lucas Silva.
Lucas Silva (atacante) – O camisa 7 criou muitas situações reais, mas esbarrou na sua crônica dificuldade de finalização, seja pelo alto ou chão. Os gols perdidos acabaram fazendo falta no final, já que o time sofreu o empate. De positivo, fez bem a parede que serviu Luiz Henrique para abrir o placar.
Wendel (atacante) – Teve uma atuação bastante discreta. Deixou Lucas Silva na cara do gol após tabela com Michael, mas este bizarramente perdeu a oportunidade na pequena área. Foi substituído por Vitor Gabriel já no final da partida.
O técnico Maurício Souza demorou a mexer no time, e só o fez depois que o Aimoré empatou a partida. Dos jogadores que entraram, Bill,novamente, mostrou muita disposição e acelerou o jogo para o Flamengo, que não conseguia reagir depois que sofreu o empate. Em sua primeira participação no jogo, o atacante recebeu um bolão de Luiz Henrique, entrou em velocidade pelo lado esquerdo, tentou abrir espaço, mas acabou permitindo a defesa de Otávio. O meia-atacante Yuri entrou aos 40 minutos do segundo tempo e também teve duas boas chances.
Substituições
Theo – Matheus Alves Pepê – Bill Luiz Henrique – Yuri Wendel – Vitor Gabriel
E 2018 finalmente chegou. Não sem antes termos passado 28 dias (desde o triste 13 de dezembro de 2017) tentando responder, nas redes e mídias sociais, à pergunta: “Mas 2017 foi bom para nós?”. Como responder?
De um lado, o chapa-branquismo daqueles para quem a diretoria estará eternamente certa, o presidente é uma segunda vinda de Cristo e o Rodrigo Caetano vai acabar acertando.
De outro, a ranhetice de quem critica até mesmo quando nada está acontecendo, a fúria da oposição e dos rubro-negros com razão de estarem enraivecidos por duas derrotas em decisão no mesmo ano. Com efeito, os chapas-brancas têm muita razão: a atual gestão transformou o Flamengo em outro clube. Temos dinheiro, recursos, uma sede, um CT e em breve talvez até um estádio. Não é pouco. Cito o mestre João Henrique Areias, que sempre defende o CT + Estádio como sustentação para Ídolos + Títulos na relação com a torcida, sustentáculo de tudo, absolutamente tudo que existe com o nome Flamengo escrito, seja em forja, tatuagem ou crochê.
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Por outro lado, os ranhetas também têm suas razões: como já disse, é totalmente fora do escopo rubro-negro esse negócio de perder duas decisões num espaço de três meses. Outros fatores dão razão aos ranhetas: com efeito, o futebol sofreu um pouco com deslizes de planejamento – a começar pela questão dos goleiros. Não existe um só rubro-negro que não tenha pensado em fazer um despacho num terreiro quando, em meio ao segundo jogo contra o Independiente, o nosso César bateu com a cabeça, dando a entender que sairia de campo. E tome problemas com zagueiros, com atacantes (as suspensões e a suspensão do Guerrero), tome questões de mando de campo, e tome contratações que efetivamente deram errado (citaria o Everton Ribeiro, que ainda pode nos dar algo).
Assim, como responder quanto à 2017? Pode um ano em que perdemos duas decisões ter sido “bom”? Pergunta muito fácil de responder: não, não pode. Não contem comigo para o chapa-branquismo. Mas recorro aos conceitos da neurociência (quando defendem que em alguns sentidos nós não somos, e sim, estamos): o Flamengo ESTÁ bem, mas 2017 não pode SER um ano bom.
“Ah, mais um que apoia a diretoria e que quer nos convencer de que não foi tão ruim assim” – o amigo aí já está pensando. Não, não tenho nenhum vínculo com a diretoria. Meu vínculo é com o Racionalismo Rubro-Negro. Em termos RELATIVOS o ano de 2017 foi melhor do que pelo menos uns 15 anos de nossos 122 de existência. Cito por exemplo 1971, 1973, 1975, 1976, 1977, 1984, 1985, 1988, 1989, 1993, 1994, 1995, 1997, 1998, 2002, 2003 e 2005, anos em que não ganhamos NEM O ESTADUAL. Me abstenho até de colocar anos em que não ganhamos estadual mas nos classificamos para a Libertadores.
Em termos ABSOLUTOS, o ano, sozinho, não foi bom. Este senhor chamado “Bom”, aprende-se nas academias militares, é inimigo do sr. “Ótimo”. Assim seja.
E agora o amigo ranheta pode parar de ler porque eu vou dizer o “mas”. E o “mas” nada ou pouco têm a ver com a diretoria rubro-negra (ou talvez tenha tudo, depende dos pontos de vista). E vamos à neurociência de novo: o ano NÃO ESTEVE bom. Mas SER rubro-negro foi excelente. Mas até aí morreram Tancredo e João Neves (sendo que este último, parece, ressuscitou graças a Melisandre). Ser rubro-negro é a melhor coisa que existe.
Vamos lá: esqueçam que vencemos o Estadual porque este não vale nada. Pensem apenas que ganhamos uma final do Fluminense, vencendo os dois jogos e abrindo mais um campeonato de vantagem sobre o clube que há uns 10 anos se jactava de ter “o maior número de estaduais”. Sério. Até brigavam, escreviam cartas para jornais, defendendo isso. Agora, somos nós. E não fazemos questão – é só para que não seja o Fluminense. Depois, eliminamos o Fluminense de forma épica na sul-americana, empatando o jogo praticamente perdido. Subjugamos nosso rival totalmente este ano. Naquela quarta-feira, vocês lembram, foi muito bom ser Flamengo.
Vencemos o Botafogo num jogo em que um de nossos jogadores deu o drible mais espetacular da temporada. Tivemos nosso Paquetá surgindo para o mundo, o Vizeu milagrosamente fazendo gols decisivos. Tivemos os 3 a 0 sobre o Corinthians – tudo bem, um time de ressaca, mas esse ano eles não terão vitórias sobre nós para contar aos netos, e isso é alguma coisa. Tivemos o regresso de César, naquela defesa de pênalti fantástica em Barranquilla. Tivemos o nosso Rhodolfo fazendo m… mas, de certa forma, mostrando uma vontade de vencer que pensávamos estar perdida (claro, não estou elogiando o episódio, que foi bem contornado, mas o sentimento que levou o jogador a fazer a m…).
Não deixe de ler: Barca 2018: a torcida do Flamengo votou em quem deve ficar e quem deve sair
Uma diretoria pode pegar esse parágrafo anterior e elencar no fim do ano como o pacote de conquistas? Certamente que não. Não foi um ano de conquistas. Mas este é o ponto em que eu quero chegar. Muitas vezes o SER FLAMENGO não necessariamente envolve a conquista de tacinhas ou copos dourados por aí. Não. Muitas vezes basta ao SER FLAMENGO (e ao ESTAR Flamengo) um momento em que ele impõe sua visão de mundo, seu sangue, o momento em que os frutos estão caindo perto da árvore, o momento em que espadas se chocam e ouvimos o barulho disso como se fosse uma sinfonia de Beethoven.
O SER FLAMENGO é muito mais do que um balancete, um cartel títulos, uma sala de troféus. É algo que paira no ar, que mexe multidões como a pedra mexe o lago. Que se espalha tênue, sutil mas ao mesmo tempo docemente brutal. O SER FLAMENGO é algo que ninguém mais possui no mundo, a não ser os rubro-negros.
Logo, malgrado a burocracia ter contemplado Corinthians, Grêmio e Cruzeiro com os principais títulos do ano, o SER FLAMENGO foi possível, sim.
E poder ser e estar Flamengo ainda é o melhor negócio que existe. Um feliz 2018 para todos nós, e que possamos continuar com cada vez mais força com essa história de SER FLAMENGO.
Mas com títulos, por favor. E em letras garrafais.
Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.
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Faz tempo que eu escrevo sobre as finanças do Flamengo. Como qualquer clube de futebol, o Flamengo sempre se notabilizou por gastar mais do que arrecadava – e como tudo no Flamengo é superlativo, gastava MUITO mais do que o recomendável. Qualquer outra instituição já teria fechado as portas. Mas clubes de futebol, por diversas razões que não cabem neste artigo, nunca fecham as portas, apenas passam por um processo de declínio bem lento, como o América ou a Lusa.
É claro que um gigante como o Flamengo nunca se tornaria uma Portuguesa de Desportos. Era questão de tempo até alguém perceber o imenso potencial por trás do clube mais popular do Brasil. Não considero que o maior mérito por trás de lenta, silenciosa, porém revolucionária transformação que passa o clube seja capitaneado pelo Presidente Bandeira de Mello, pelos criadores da Chapa Campeão do Mundo em 2012 ou pelo grupo dirigente.
Creio que a grande mudança é a transformação radical do quadro social, que permitiu a formação de novas lideranças e a ascensão ao poder da Chapa Azul, seja a original, seja a sua versão de 2015. Quando vou nas reuniões do Conselho Deliberativo, noto que a maioria dos conselheiros se associou há menos de 10 anos (o que também é o meu caso). Esse sangue novo no clube arejou o ambiente interno e trouxe a base de apoio necessário ao cenário de transformação que o Flamengo precisava.
Em 2013 pela primeira vez notei uma diferença fundamental na gestão: o clube interrompia a sequência de gastos crescentes e canalizava grande parte dos recursos para saldar as pendências do passado.
Abro aqui um parênteses importante. 2013 trouxe um salto na arrecadação obtido a partir de recursos inexistentes ou mal explorados. O clube aumentou suas receitas de patrocínio e conseguiu estabelecer uma arrecadação direta dos seus torcedores, criando o plano de sócios-torcedores e aumentando o valor dos ingressos. Foi extremamente criticado por isso, aliás é até hoje, uma vez que os planos de ST são caros e oferecem muito pouco em troca, além de ingressos mais altos terem efeitos colaterais conhecidos e amplamente debatidos.
Tenho minhas restrições pessoais ao ex-VP de Marketing, conhecido como BAP, mas ele foi a figura pública a defender essas medidas – antipáticas, mas que mudaram o paradigma de arrecadação do Flamengo e que estão por trás do cenário de recuperação econômica. O clube precisa ser grato a ele para sempre por isso. Fecho o parênteses.
Quando apresentei a primeira análise sobre os demonstrativos financeiros de então me faziam uma pergunta recorrente: quando o Flamengo pagaria sua dívida?
O Flamengo jamais deixará de ter dívidas, porque, como em qualquer grande empresa, capital de terceiros é um componente importante na estrutura da gestão. Além disso, parte da “dívida” é, na verdade, composta por obrigações correntes, como pagamentos de direitos econômicos e de imagem dos jogadores. Quem já leu outros artigos meus deve se lembrar do exemplo da mensalidade escolar: eu pago a escola das minhas filhas todos os meses, mas na verdade em janeiro eu assino um contrato onde me comprometo a pagar o ano inteiro, logo, se eu fizer um demonstrativo financeiro em 31 de janeiro, eu estarei “devendo” 11 mensalidades escolares, ainda que o ano letivo não tenha nem começado.
Portanto, a resposta correta não era apontar quando o Flamengo deixaria de ter “dívidas”, mas sim quando essas “dívidas” deixariam de pesar no orçamento do clube, ou, dito de outra forma, quando a receita de um determinado ano poderia ser usada quase que inteiramente para qualificar o elenco daquele ano mesmo, sem o peso da herança do passado.
E naquela época eu fiz uma previsão: 2018 seria o primeiro ano em que o Flamengo passaria a ter uma vida financeira “normal”. Daí em diante, cada ano seria melhor do que o outro, permitindo ao clube finalmente ser capaz de estabelecer uma dominância no campo esportivo correspondente à dominância em tamanho de torcida e arrecadação.
Fui aperfeiçoando essa previsão desde então. Passei a cravar que nas 10 temporadas iniciadas em 2018 o Flamengo se classificaria para a Libertadores em 6 a 8 delas, ganharia 2 ou 3 títulos brasileiros e ao menos 1 Libertadores. Não sei se parece muito ou se parece pouco, mas posso garantir duas coisas: esse é o desempenho esportivo de São Paulo e Corinthians nesse milênio e é um desempenho parecido com o Flamengo dos anos 80.
Bom, 2018, finalmente, chegou. É hora de colocar à prova as previsões. Foto: Gilvan de Souza Flamengo
Disse mais: previ também que o Flamengo teria sua vida facilitada pelas dificuldades enfrentadas pelos rivais, porque nossa melhor fase financeira seria simultânea a momentos de declínio dos principais competidores. E que, ao final dessas 10 temporadas, alguns deles teriam se reequilibrado e ameaçariam o cenário de dominância que teríamos estabelelecido.
Bom, 2018, finalmente, chegou. É hora de colocar à prova as previsões que fiz lá atrás, quando tudo começava. E algumas coisas estão um pouco diferente, embora não muito.
Em primeiro lugar, o Flamengo se adiantou nesse processo. A venda do Vinicius Jr. fez com que o clube atingisse, já em 2017, a maturidade financeira necessária. De forma que já comentei (e deixei claro que não concordava inteiramente com essa estratégia), o Flamengo acabou investindo, em 2017 mesmo, as contratações de peso para 2018 (Everton Ribeiro, Diego Alves, Rhodolfo e, vá lá, Geuvânio) o que resulta em escassez de novidades no começo deste ano – curioso é que se antes era moda dizer que o time deveria se reforçar antes, agora critica-se o fato do time não ter novidades de peso na reapresentação.
Em segundo lugar, o ambiente regulatório continua frouxo e permitindo a quebra sistemática do fair play financeiro, a ponto de um clube ao mesmo tempo que anuncia estar devendo 3 meses de salário possa pagar R$ 10 milhões para tirar o centroavante do rival (falo do Cruzeiro) e outro clube possa sofrer aportes de capital de uma empresa financeira sem grandes questionamentos da validade desse procedimento (falo do Palmeiras). Quando a regulação é ineficaz, quem age de acordo com o manual de bom comportamento fica com a impressão de ser o otário do pedaço. Mas, acredite, fazer o certo compensa a longo prazo.
Em terceiro lugar, um revés inesperado: estádio! Em 2013 o Flamengo jogava em um Maracanã novinho em folha, projetando ganhos de diversas fontes alternativas (camarotes, bares, etc.), além do reposicionamento do preço dos ingressos. De lá para cá, tudo piorou. O Maracanã foi destruído nas Olimpíadas, a Ilha do Urubu é um estádio acanhado e que ainda assim não costuma encher, ninguém tem a menor ideia que direção tomar nesse campo. Estádio é um componente muito importante no campo esportivo e financeiro de qualquer clube e o Flamengo está à deriva.
Ponderando esses fatos, ainda assim mantenho a previsão: o ano de 2018 é o ano zero da mudança definitiva da competitividade do Flamengo.
2017 foi de esgotar a paciência de qualquer torcedor, mais ainda diante da expectativa que se criou, porém, no frigir dos ovos, foi o melhor ano desta década do clube, que fracassou na Copa Libertadores precocemente, mas disputou duas finais relevantes e terminou o Brasileiro na última posição digna que restava, ainda que aos trancos e barrancos. Melhor, inclusive, do que 2013, onde, a despeito do título da Copa do Brasil, o time passou o Brasileiro lutando contra o rebaixamento.
Reconhecer isso não significa dizer que 2017 foi bom. Significa dizer que 2012, 2014 e 2015 foram ruins, 2013, aquele sim, foi mágico, por trazer um título improvável, mas na fronteira entre o céu e o inferno, 2011 foi a pior relação entre investimento x resultado e 2016 foi parecido com 2017, mas com a diferença de que nos campeonatos de mata-mata o time caiu cedo demais.
2013, aquele sim, foi mágico. Imagem: CBF / Divulgação
Significa também notar que o time está evoluindo e lentamente mudando de patamar, afinal 2016 já tinha sido melhor que 2015. Isso é tão óbvio que me choca a ira que desperta em parte da torcida quando lembrada dessa circunstância – até a própria direção do clube parece se envergonhar de defender publicamente seu feito.
Há uma enorme confusão entre ter dinheiro investido no elenco e conquistar títulos de forma automática. Além da diferença de investimentos entre os principais competidores não ser tão elástica, futebol é o esporte coletivo que dá mais chances ao improvável. É possível ser campeão por acaso, como o Flamengo mesmo já cansou de provar – sim, a bola muitas vezes entra por acaso. Mas não é possível disputar títulos de forma consistente por acaso.
Ter dinheiro, em resumo, não é garantia de ser campeão. Mas é, quase sempre, garantia de disputar títulos de forma habitual. Porém, o contrário é absolutamente verdadeiro: não ter dinheiro é um atalho conhecido para o fracasso. E ter dinheiro de forma perene é algo muito difícil, que exige disciplina férrea. Ilustro com um episódio.
Exatos 6 anos atrás a imprensa dava como certa a renovação de Thiago Neves com o Flamengo, que tinha feito uma temporada apenas razoável no ano anterior, mas que era peça importante na disputa da Pré-Libertadores que se avizinhava. Para surpresa geral, Thiago Neves foi apresentado nas Laranjeiras ao custo de mais de US$ 9 milhões, sob os gritos “Urubu otário, o Celso Barros tem dinheiro pra car…”. Realmente, o poder de fogo do tricolor, praticamente arrendado à Unimed, parecia não ter fim.
O que pouca gente se lembra é que a Unimed começou a despejar dinheiro no Fluminense em 1999 e levou 11 anos para erguer o primeiro campeonato brasileiro (ou 8 para uma Copa do Brasil), tendo contratado Romário, Edmundo, Deco, Fred, Belletti e uma penca de jogadores caros. E agora todos estão vendo como esse crescimento artificial, malgrado as 2 (ou 3) valiosas taças que deixou, pode terminar muito mal.
Enfim, depois de 5 temporadas inteiras de dieta, as finanças do Flamengo finalmente estão ajeitadas, embora ainda sem a folga que muitos fantasiam.. Manter a linha agora só depende de nós. E a julgar pela acelerada decomposição de alguns dos nossos competidores (em especial dos cariocas), teremos pelo menos 10 anos de muita alegria.
Nesse período, façamos o de sempre: torcer! Parece óbvio, mas tem gente se esquecendo desse que parece ser um pequeno detalhe, mas é de onde vem a nossa força maior e a nossa identidade.
Walter Monteiro é advogado com MBA em Administração. Membro das Comissões de Finanças do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração do Clube de Regatas do Flamengo. Escreve sobre o Flamengo desde 2009, em diferentes espaços.
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Em partida válida pela segunda rodada do Grupo 21 da Copa São Paulo, o Flamengo apenas empatou em 1 a 1 com o Aimoré, na noite deste sábado (6) na Arena Barueri. O Rubro-Negro saiu na frente no primeiro tempo com Luiz Henrique, mas sofreu o empate com Dutra, aproveitando cobrança de lateral.
Com o resultado, os Garotos do Ninho não conseguiram a classificação antecipada para a segunda fase da competição. A última rodada da chave será decisiva para três times do grupo que disputarão duas vagas. O Flamengo enfrentará o Oeste, que venceu o Ji-Paraná na rodada. Os times rubro-negros aparecem empatados com quatro pontos, mas o carioca leva vantagem por conta do saldo de gols. Portanto, se houver empate no jogo da próxima terça-feira (9), às 19h15, o Mais Querido avançará de fase.
O modesto Aimoré (RS), por sua vez, enfrentará o já eliminado Ji-Paraná (RO), e depende de uma vitória por dois gols de diferença para superar o Oeste nos critérios de desempate, caso este fique na igualdade com o Flamengo. Em caso de triunfo simples, a equipe gaúcha terá que torcer para que haja um vencedor no jogo entre Flamengo e Oeste. O confronto entre gaúchos e rondonienses acontecerá às 17h15, também da próxima terça (9), na Arena Barueri.
O jogo
O resultado da partida preliminar obrigou o Aimoré a pontuar contra o Flamengo. Com apenas um ponto na tabela, o “Indio Capilé” precisou pressionar o Rubro-Negro para continuar vivo na competição. A equipe gaúcha tomou a iniciativa da partida, levando bastante perigo pelo setor esquerdo do Fla, onde teve chances de abrir o placar com Darlan e Costa.
No entanto, aos poucos o Mais Querido conseguiu equilibrar a partida. Aos seis minutos Hugo Moura arriscou de longe e exigiu uma boa defesa do goleiro Otávio. Pouco depois, Pepê descolou um belo cruzamento para Lucas Silva, que fechava no segundo pau, mas não conseguiu alcançar a bola.
Já com mais tranquilidade, os Garotos do Ninho conseguiram colocar a bola no chão e impor o ritmo da partida com triangulações rápidas no ataque. O lateral-esquerdo Michael teve muita liberdade na sua faixa no campo e se transformou em um ponta, achando, assim, o caminho das pedras para o Flamengo.
Em sua primeira boa chegada, o lateral foi derrubado na área, mas a arbitragem assinalou o impedimento. Já na segunda, após boa jogada de Hugo Moura no meio-campo, Michael cruzou na medida no meio da área, Lucas Silva fez a parede para Luiz Henrique, que chutou de chapa e abriu o marcador na Arena Barueri.
Completamente à vontade, o Flamengo conseguia fazer o jogo transcorrer sob o seu domínio, tendo o camisa 10 Pepê como o grande distribuidor de jogadas do time. Os Garotos do Ninho tiveram a chance de ampliar o placar aos 35 minutos, quando Pepê deu um passe sensacional para Lucas Silva, que chutou duas vezes para excelentes defesas do goleiro Otávio. No último minuto da partida, ainda, o atacante soltou uma bomba do meio-campo e o arqueiro voltou a defender, desta vez colocando para escanteio.
Segundo tempo
O segundo tempo não foi tão movimentado quanto o primeiro. Em desvantagem, o Aimoré até tentou chamar para si a responsabilidade da partida, mas sem criatividade, não conseguiu levar perigo. O Flamengo, por sua vez, arriscou em chutes de fora da área com Pepê, e teve uma excelente oportunidade com Lucas Silva, que mais uma vez desperdiçou um cruzamento na área.
A partida parecia dominada pelo Mais Querido. Só que aos 23 minutos do segundo tempo, após cobrança de lateral pelo lado direito, Rhainer desviou no meio da área, e Dutra encheu o pé, decretando o empate. Em reação imediata, o técnico Maurício Souza substituiu Theo, que não fazia uma boa partida, por Matheus Alves. Pouco tempo depois o atacante Bill entrou na vaga do aniversariante Pepê.
O Flamengo sentiu o golpe e demorou a reagir. Apenas nos minutos finais da partida do Rubro-Negro esboçou uma pressão, enquanto o Aimoré contentava-se com o empate. O meia-atacante Yuri entrou já no final da partida e conseguiu movimentar a equipe. No último minuto ele fez boa jogada pela direita, tirando passando com facilidade por dois marcadores, mas também parou no bom goleiro Otávio.
Flamengo: Hugo Souza; Wesley, Matheus Dantas, Patrick Souza e Michael; Hugo Moura e Theo (Matheus Alves); Pepê (Bill), Luiz Henrique (Yuri) e Lucas Silva; Wendel (Vitor Gabriel). Técnico: Maurício Souza.
Crédito da imagem destacada: Staff Images / Flamengo
Poucas vezes a torcida rubro-negra terminou o ano tão decepcionada com o elenco de jogadores e departamento de futebol
Por Thauan Rocha, Diogo Almeida e José Peralta
Desde o final da temporada de 2017, a palavra “barca” — usada para apontar a saída de um grupo de jogadores que não deram certo em um clube de futebol — é repetida como um mantra pela torcida do Flamengo. O Mundo Bola quis saber dos seus leitores quem deve sair e quem deve ficar afinal.
Então lançamos a Pesquisa BARCA 2018. Em um formato simples e muito fácil de responder. Listamos os nomes dos jogadores, membros da comissão técnica e alguns dirigentes com apenas duas opções de resposta: “Sai ou fica?”.
Agradecemos aos 959 participantes desta edição e já convidamos a Nação para votar na próxima edição da Barca, a de 2019. Agradecemos a divulgação dos resultados mas pedimos que não esqueçam de colocar o link da matéria como uma forma de apoio ao grande trabalho que tivemos.
Quais são os jogadores que devem sair e os que devem ficar?
Goleiros
Diego Alves
Sai: 2 votos.
Fica: 956 votos.
Muralha
Sai: 944 votos.
Fica: 14 votos.
Thiago
Sai: 197 votos.
Fica: 761 votos.
Gabriel Batista
Sai: 244 votos.
Fica: 714 votos.
César
Sai: 7 votos.
Fica: 951 votos
Laterais
Rodinei
Sai: 283
Fica: 675
Pará
Sai: 773
Fica: 185
Renê
Sai: 581
Fica: 377
Trauco
Sai: 473
Fica: 485
Klebinho
Sai: 142
Fica: 816
Leonardo Moreira
Sai: 798
Fica: 160
Zagueiros
Juan
Sai: 5 votos.
Fica: 953 votos.
Réver
Sai: 13 votos.
Fica: 945 votos.
Rhodolfo
Sai: 43 votos.
Fica: 915 votos.
Léo Duarte
Sai: 122 votos.
Fica: 836 votos.
Rafael Vaz
Sai: 940 votos.
Fica: 18 votos.
Volantes
Márcio Araújo
Sai: 911 votos.
Fica: 47 votos.
Cuéllar
Sai: 7 votos.
Fica: 951 votos.
William Arão
Sai: 482 votos.
Fica: 476 votos.
Rômulo
Sai: 646 votos.
Fica: 321 votos.
Ronaldo
Sai: 63 votos.
Fica: 895 votos.
Jonas
Sai: 394 votos.
Fica: 564 votos.
Trindade
Sai: 760 votos.
Fica: 198 votos.
Canteros
Sai: 687 votos.
Fica: 271 votos.
Meio-campistas
Diego
Sai: 51 votos.
Fica: 907 votos.
Éverton Ribeiro
Sai: 40 votos.
Fica: 918 votos.
Ederson
Sai: 511 votos.
Fica: 477 votos.
Mancuello
Sai: 489 votos.
Fica: 469 votos.
Lucas Paquetá
Sai: 1 votos.
Fica: 957 votos.
Matheus Sávio
Sai: 778 votos.
Fica: 180 votos.
Jajá
Sai: 787 votos.
Fica: 171 votos.
Atacantes
Guerrero
Sai: 270 votos.
Fica: 688 votos.
Vinícius Júnior
Sai: 12 votos.
Fica: 946 votos.
Geuvânio
Sai: 529 votos.
Fica: 429 votos.
Berrío
Sai: 124 votos.
Fica: 834 votos.
Lincoln
Sai: 7 votos.
Fica: 951votos.
Gabriel
Sai: 944 votos.
Fica: 14 votos.
Éverton
Sai: 309 votos.
Fica: 649 votos.
Cafu
Sai: 623 votos.
Fica: 335 votos.
Nixon
Sai: 810 votos.
Fica: 148 votos.
Vizeu
Sai: 153 votos.
Fica: 805 votos.
Thiago Santos
Sai: 574 votos.
Fica: 384 votos.
Quais são os funcionários e dirigentes que devem sair e os que devem ficar?
Comissão Técnica
Reinaldo Rueda
Sai: 59 votos.
Fica: 599 votos.
Bernardo Redin
Sai: 66 votos.
Fica: 892 votos.
Jayme de Almeida
Sai: 668 votos.
Fica: 290 votos.
Victor Hugo
Sai: 907 votos.
Fica: 51 votos.
Rueda
Sai: 59 votos.
Fica: 599 votos.
Carlos Velasco
Sai: 133 votos.
Fica: 825 votos.
Funcionários do Departamento de Futebol
Fred Luz
Sai: 715 votos.
Fica: 243 votos.
Rodrigo Caetano
Sai: 720 votos.
Fica: 248 votos.
Mozer
Sai: 818 votos.
Fica: 140 votos.
Márcio Tannure
Sai: 311 votos.
Fica: 647 votos.
Fernando Gonçalves
Sai: 728 votos.
Fica: 230 votos.
Presidente Eduardo Bandeira de Mello
Sai: 552 votos.
Fica: 406 votos.
Vice-presidente de Futebol Ricardo Lomba
Sai: 402 votos.
Fica: 556 votos.
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Após vencer com facilidade em sua estreia na Copa São Paulo, o Flamengo volta a campo hoje, às 19h15, para duelo contra o Aimoré (RS), podendo garantir vaga na próxima fase de forma antecipada. A partida acontece em Barueri, cidade que recebe os jogos do Grupo 21, que também conta com o Oeste (SP) e o Ji-Paraná (RO).
O Flamengo é o líder isolado e precisa de apenas uma vitória para garantir sua classificação. Os dois primeiros colocados do grupo passam para a segunda etapa da competição. No total, a 49° edição da Copa São Paulo conta com 128 times, divididos em 32 grupos.
O adversário
Esta é apenas a segunda participação do Aimoré na Copinha. Em 2017, caiu na primeira fase com dois empates e uma derrota. Para a atual edição, a equipe teve mais tempo para se preparar e acredita que pode ir mais longe, sob comando de Luiz Felipe, técnico com passagens pelas categorias de base de Vasco e Fluminense – no Tricolor, foi campeão brasileiro Sub-20, em 2015.
Provável escalação do Flamengo
Hugo Souza; Wesley, Matheus Dantas, Patrick e Michael; Hugo Moura, Theo e Vinicius Souza; Pepê, Lucas Silva e Wendel.
O Flamengo, via site oficial, confirmou na noite desta sexta-feira (05) a saída de Márcio Araújo do clube. O agora ex-camisa 8 acertou rescisão com o Mais Querido e defenderá a Chapecoense.
Esse é o primeiro movimento do Mais Querido no que diz respeito à transferências (entradas e saídas) para a nova temporada. Márcio Araújo era um dos nomes da cobrada “barca rubro-negra”, que conta também com nomes como os de Alex Muralha, Rafael Vaz e Gabriel.
A negociação começou ao fim de dezembro e parecia não progredir. No entanto, após a virada do ano, diretores dos dois clubes voltaram a negociar e a transferência foi enfim selada. Márcio deixa o Flamengo após quatro anos e assinou contrato de dois anos com a Chapecoense. A saída acontece após rescisão do contrato entre rubro-negro e jogador, que irá sem custos para o clube catarinense.
Chegada ao Flamengo
Márcio Araújo chegou ao Fla em 2014 após ser campeão da Série B com o Palmeiras um ano antes. Assumiu a 8 e desde a chegada foi titular em um elenco com Victor Cáceres, Muralha, Amaral e Luiz Antônio. Posteriormente chegou Canteros, com quem jogará novamente na Chapecoense.
Foi na sua primeira temporada que pôde experimentar o que tantos ídolos passaram ao marcar um gol de título para o Fla, contra o Vasco, em pleno Maracanã. Ainda assim, Márcio nunca foi um nome querido pela Nação.
Ao todo foram 209 partidas com o Manto Sagrado. Mesmo fazendo boa recomposição, atributo mais elogiável, o volante irritava a torcida com os passes laterais, que retardavam a saída de bola ou um possível contra-ataque, e falhas sempre na cobertura e marcação.
Mesmo como primeiro volante, não conseguiu ser o ladrão de bolas do time nos últimos dois anos, perdendo para Arão (em 2016) e Cuéllar (em 2017). Foi para o colombiano, inclusive, que o ex-jogador do Flamengo perdeu a vaga após a chegada de Reinaldo Rueda ao comando do Mais Querido.
O Flamengo, até o momento, conta com Arão, Cuéllar e Rômulo, além dos retornos de Ronaldo e Jonas e a possibilidade de minutos de jogo para Jean Lucas. Até o momento, a maioria das especulações é sobre saídas do que chegadas para o Maior do Rio.
A primeira contratação do Flamengo à temporada 2018 não foi de um jogador, mas ainda assim atende a um dos maiores pedidos da torcida. O Mais Querido reforçou a comissão técnica com a chegada do preparador de goleiros, Rogério Maia, que na última temporada estava na Chapecoense. O profissional vem para ocupar o lugar do contestado Victor Hugo, contratado a pedido de técnico Muricy Ramalho, em 2015.
Rogério tem 44 anos e é formado em educação física pela Faculdade Luterana do Brasil-ULBRA. Seu histórico contém passagens pelo Internacional (2006-09 e 2013), Seleção Brasileira de base (2011-2012), Coritiba (2012 e 2015), Seleção Olímpica (2015-17) e Chapecoense (2017).
O preparador participou de campanhas de bom desempenho dos seus goleiros, como o vice-campeonato da Copa do Brasil em 2012, com o goleiro Vanderlei (hoje no Santos), e o Campeonato Brasileiro de 2015, quando treinou o hoje titular da Seleção Brasileira, Alisson.
Veja o histórico completo Rogério Maia:
CLUBES
2015-2017 SELEÇÃO BRASILEIRA OLÍMPICA.
2015 CORITIBA FOOTBALL CLUB.
2014 CRICIÚMA EC.
2013 SPORT CLUB INTERNACIONAL.
2012 CORITIBA FOOTBALL CLUB.
2011-2012 SELEÇÃO BRASILEIRA SUB-20.
2009-2011 SER CAXIAS.
2006-2009 SPORT CLUB INTERNACIONAL.
2005-2006 SER CAXIAS.
2004-2005 AL AHLI CLUB-JEDAH-KSA.
2002-2004 SPORT CLUB INTERNACIONAL
2001-2002 Al ETTIFAK CLUB-DAMMAN-KSA.
1996-2001 SPORT CLUB INTERNACIONAL.
TÍTULOS
2016 CONQUISTA DA MEDALHA DE OURO OLÍMPIADA RIO DE JANEIRO/BRASIL.
2015 CONQUISTA DA MEDALHA DE BRONZE PAN AMERICANO DE TORONTO/CANADÁ.
2015 VICE CAMPEÃO MUNDIAL SUB-20 NA NOVA ZELÂNDIA.
2013 CONQUISTA TRI CAMPEONATO GAÚCHO.
2012 CONQUISTA TRI CAMPEONATO PARANAENSE.
2012 PRÊMIO MELHOR GOLEIRO PARANAENSE-GOLEIRO VANDERLEI.
2012 VICE CAMPEÃO COPA DO BRASIL.
2012 CAMPEÃO COPA DAS 8 NAÇÕES DA ÁFRICA DO SUL.
2012 CONVOCAÇÃO DO GOLEIRO VITOR BRASIL TORNEIO DO MEDITERRÂNEO.
2011 CAMPEÃO SULAMERICANO SUB- 20
2011 CAMPEÃO COPA DO MEDITERRÂNEO NA ESPANHA SUB-20
2011 CAMPEÃO MUNDIAL SUB-20 NA COLÔMBIA.
2010 CAMPEÃO GAÚCHO DO INTERIOR.
2009 PORTO SEGURO CUP SUB-20
2009 CONVOCAÇÃO DO GOLEIRO AGENOR DETOFOL PARA SEL. BRASILEIRA SUB-20.
2008 CAMPEÃO GAÚCHO DE JUNIORES.
2007 CAMPEÃO RECOPA SULAMERICANA.
2006 PRÊMIO MELHOR GOLEIRO DO CAMPEONATO GAÚCHO-RICARDO.
2005 CONVOCAÇÃO DO GOLEIRO YASSER PARA SEL.OLÍMPICA DA ARÁBIA SAUDITA.
2004 CONVOCAÇÃO DO GOLEIRO MANSUR-ELIMINATÓRIAS DA COPA DO MUNDO DA ALEMANHA.
2003 BI CAMPEÃO COPA RIO DE JUNIORES.
2003 CAMPEÃO COPA JAMES VIDAL.
2003 CONVOCAÇÃO DO GOLEIRO MURIEL NAS CATEGORIAS DE BASE DA SELEÇÃO BRASILEIRA.
2002 CAMPEÃO COPA RIO DE JUNIORES.
2002 CONVOCAÇÃO DO GOLEIRO RENAN BRITO NAS CATEGORIAS DE BASE.
2001 CONVOCAÇÃO DO GOLEIRO ABDU PARA SELEÇÃO OLÍMPICA DA ARÁBIA SAUDITA.
Se no futebol o desempenho do Mengão não foi tão bom na temporada passada, nas redes sociais a equipe quebrou recordes. No Youtube, o Flamengo começou o ano passado atrás de São Paulo, Santos e Palmeiras, mas os ultrapassou ao longo da temporada e se consolidou como o maior canal de clubes das Américas, com 734.875 inscritos e um crescimento de 60,73%. No mundo, o Flamengo está na sexta colocação.
Ao longo do ano, a Fla TV apresentou algumas novidades na grade de conteúdo. Um dos pontos altos foi o aumento da frequência das transmissões ao vivo, atraindo ainda mais os torcedores.
Estas foram algumas das novidades:
Transmissão de jogos do Sub-20 (Estadual);
Campeonato Brasileiro e Estadual Feminino;
Transmissão de jogo-treino;
“FlaRadio”;
Pré-jogo;
Conteúdo co-criado com patrocinadores e parceiros.
E o crescimento não se resume apenas ao canal no Youtube, hoje o Rubro-Negro também lidera em número de seguidores em Facebook e Instagram. Já no Twitter, a diferença para o líder Corinthians diminui a cada dia. Números que colocam o Flamengo com a maior base digital, segundo o Ibope Repucom.
A Fla TV em 2017
Em maio quando foi campeão Carioca pela 34ª vez e terminava sua jornada pela Libertadores, a diferença para Santos e São Paulo caiu para menos de 20 mil inscritos – São Paulo (16.154) e Santos (15.417) – já a diferença para o SEP estava em 130.299 inscritos, um prévia do que aconteceria muito em breve.
Agosto, Setembro e Outubro: o período das vacas magras
O que tinha tudo para ser um ano excelente em termos de títulos no futebol, acabou virando um pesadelo. A eliminação na Libertadores em maio, os desempenhos ruins no Campeonato Brasileiro, o título da Copa do Brasil que “escapou” das nossas mãos…
Os péssimos resultados refletiram no desempenho do canal. Agosto teve pouco mais de 1/3 dos quase 91 mil inscritos em junho e julho, “apenas” 35.150 novos inscritos, mas ainda assim o crescimento estava na média e mantinha o bom desempenho dos meses anteriores, e foi suficiente para ultrapassar o Liverpool no ranking mundial.
Em setembro, novamente uma queda no número de inscritos, com apenas 13.854 –a segunda pior marca de 2017. Logo no início do mês o Liverpool ultrapassou novamente o canal do Flamengo.
Outro mês complicado foi outubro, com a pior marca de inscritos desde dezembro de 2017, com apenas 6.466 inscritos (0,95%) – o pior mês de 2017.
Crescimento retornou no fim do ano
Em novembro, com a possibilidade de ganhar um título internacional, a FlaTV voltou a crescer e terminou o mês com 23.657 inscritos e 3.222.168 views – atrás de Corinthians em inscritos no período e Palmeiras em visualizações. Já em dezembro, o canal teve 23.461 novos assinantes e 2.898.206 visualizações, a maior marca entre os brasileiros.
Wedson Barreto é estudante de Design Gráfico, torcedor fanático do Flamengo e gosta de Marketing Digital e Esportivo. É baiano mas vive em São Paulo desde os dois anos de idade. Siga-o no Twitter: @wedbarreto
A oscilação do Flamengo durante o Torneio Otávio Pinto Guimarães (OPG), o Estadual, e a má campanha na Copa Ipiranga, no Rio Grande do Sul, fizeram com que os Garotos do Ninho chegassem um pouco desacreditados para a Copinha em 2018. Sem nomes importantes que já estão no profissional e poderiam disputar a atual edição – como Gabriel Batista, Klebinho, Matheus Thuler, Jean Lucas, Vinicius Júnior e Lincoln, além de lesões dos zagueiros Rafael Santos e Ruan, a equipe perdeu força. O técnico Maurício Souza, que está em sua terceira competição à frente do Sub-20, ainda tenta encontrar a melhor formação. Antes da Copinha, fez 13 jogos oficiais e teve que fazer mudanças constantes no time durante o curto período.
Contra um adversário mais fraco técnica, física e taticamente, Maurício surpreendeu na escalação ao usar três volantes e sem ter um jogador fixo no ataque, mas o Rubro-Negro, ainda que não tenha sido brilhante, fez boa partida e não teve dificuldades para começar bem na competição ao bater o Ji-Paraná (RO) por 6 a 0, na Arena Barueri, nessa quarta-feira. Na teoria, a equipe do Norte do país é a mais fraca do grupo 21 e o Fla fez o que era esperado.
O jogo
O primeiro tempo foi de muito domínio flamenguista, mas o time não aproveitou as chances com eficiência e marcou apenas duas vezes, com Patrick Souza e Pepê, de falta. O lado direito teve mais facilidade para criar, com o lateral Wesley, o volante Vinicius Souza e o atacante Lucas Silva caindo pelo setor. Com muito espaço na entrada da área, os Garotos do Ninho tentaram com seus jogadores de meio-campo. Os volantes Theo, com uma bola na trave, e Hugo Moura causaram perigo e mostraram que os chutes de longa e média distância podem ser uma boa alternativa contra eventuais equipes que podem jogar fechadas. O meia Pepê também costuma arriscar de fora da área.
Já na segunda metade, a equipe diminuiu o ritmo e viu o adversário assustar em alguns momentos. Mas aos poucos retomou o controle da partida e na reta final criou inúmeras oportunidades. A partir dos 29 minutos do segundo tempo, foram quatro gols (Lucas Silva duas vezes, Wendel e Vitor Gabriel) e ainda uma bola na trave.
Conclusões
De positivo na estreia do Flamengo, o toque de bola e as jogadas em velocidade devem ser destacados. Quando acelerou o jogo, o Fla criou muitas chances e os laterais Wesley e Michael, que já acumulam convocações para seleção de base, mostraram que são válvulas de escape da equipe, aproveitando algumas de suas qualidades: a forte jogada ofensiva, com bastante velocidade. O time, em alguns poucos momentos, pareceu relaxado com o resultado durante o jogo. A falta de concentração, que prejudicou o Rubro-Negro há cerca de um mês, na Copa Ipiranga, pode complicar contra adversários mais fortes. Contra o Ji-Paraná, o time pouco sofreu na defesa, mas ainda falta alguns ajustes.
Apesar de ter demorado para fazer alterações no time, Maurício foi bem nas substituições. Luiz Henrique, meia, e Bill, atacante, entraram no segundo tempo e participaram ativamente. O primeiro fez um belo passe para o quinto gol e ajudou na construção de jogadas. O segundo deu muito trabalho pelo lado esquerdo de ataque, dando o passe para primeiro gol de Lucas Silva – o terceiro do Fla, chutando para o rebote do goleiro no gol de Wendel, colocando uma bola na trave e finalizando com muito perigo por cima do gol após lançamento do goleiro Hugo Souza. Outro que entrou no segundo tempo foi o atacante Vitor Gabriel, que marcou de fora da área, após assistência do meia Patrick Valverde, que também veio do banco.
Os jogadores que chegaram do Sub-17 mostraram, nessa partida, que podem ser peças importantes no time. A badalada Geração 2000, que já conta com os atacantes Vinicius Júnior e Lincoln no profissional, teve gols de três jogadores na partida de estreia, com o zagueiro Patrick Souza e os atacantes Wendel e Vitor Gabriel, além da boa exibição do lateral-direito Wesley, que já está em sua segunda Copinha.
Bernardo Medeiros é estudante de jornalismo na UFJF e acompanha a base rubro-negra. Siga-o no Twitter: @be_medeiros_
Caio Alves é jornalista. Apaixonado por futebol, seja ele de onde for. Fanático por futebol de base. Escreve no alambrado.net. Siga-o no Twitter: @CaioalAlves.
Imagem destacada no post e redes sociais: Staff Images / Flamengo
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