Autor: diogo.almeida1979

  • The trouble with Flamengo

    Entre as muitas obras fantásticas de Alfred Hitchcock, aprecio muito o filme “O Terceiro Tiro”, que foge completamente do habitual do diretor – fazer filmes com dúvidas atrozes, suspenses insuportáveis e ângulos inusitados e angustiantes. A terrível interrogação de “Shadow of a doubt”, o suspense do ônibus em movimento de “Torn curtain” e a escada sendo subida lentamente em “Psycho” passam muito longe de “O terceiro tiro”, no original, “The trouble with Harry”. O grande plot do filme é: Harry está morto e precisamos dar um jeito em seu corpo.

    A comparação que faço pode ser muito criticada, mas deixo claro que não comparo, de forma alguma, a torcida do Flamengo das classes C, D e E a um cadáver. Pelo contrário. São partes muito vivas de um todo, são fundamentos desta gigantesca e centenária instituição Flamengo. Mas não só pelo que aconteceu na tragédia da Sul-Americana, como também pelo histórico da discussão Ingressos caros x Sustentabilidade financeira, é possível dizer que todos (clube e autoridades) estão “tentando descobrir o que fazer com Harry”.

    Leia: 2017 foi bom

    E pior: tal e qual os personagens de Hitchcock, cada um se acha o responsável pela “morte”. Sim, no filme citado, quatro habitantes de uma pequena cidade americana “disputam” a culpa da morte de Harry: um tiro que na verdade matou um coelho, uma garrafada de leite, o salto fino de um sapato de mulher. E essa discussão sobre a autoria do assassinato é realizada durante a busca pelo melhor local para se livrar do corpo.

    A esta altura você percebeu que em vez de mais um suspense, o mestre produziu a sua grande comédia.

    A torcida do Flamengo não está e nunca esteve morta. Mas não há como negar que, no processo de criar experiências que se paguem, tornou-se inviável ter espetáculos com preços acessíveis. Um brasileiro que ganha 1200 reais não pode dar 10% do salário por um ingresso – fora a água, a cerveja e o hot-dog enganação.

    E como fazer esse brasileiro deixar uma herança, ou seja, passar o bom hábito para os filhos? Como exigir que o sujeito gaste 300 contos com uma ida ao estádio? Quem é esse cidadão que pode arcar com isto? Certamente não o das classes C, D e E.

    E “o que fazer com Harry?”. “Futebol não é para pobre”, disse ao El País um dirigente atleticano das Alterosas. “Precisamos achar um local no Maracanã que possa custar 20 reais”, sugere outro dirigente, alhures.

    Em 2001, entrevistei o executivo Alexandre Loures para o diário LANCE!, onde trabalhei. E em uma entrevista extremamente lúcida, Loures falou da evolução dos custos do esporte (arenas, salários de jogadores que atraiam a torcida, centros de treinamento), das novas fontes de custeio (a TV, já sedimentada desde 1987), e do perfil do futuro torcedor. Loures me dizia, já naquele tempo, que em 15 ou 20 anos a ida ao estádio se tornaria mais cara, porém com uma experiência mais atraente – lojas, quiosques, outras fontes de lazer, venda de camisas nas arenas etc. Para o executivo, era inevitável o bilhete encarecer, por causa dos altíssimos custos de aluguel de uma arena.

    Tal tendência se verificava nos estádios europeus, todos com ingressos caríssimos. Mas isto em sociedades em que a renda é acima de tudo, gerada. Não adianta falar em distribuição de renda sem gerar riqueza – na Europa se gera e, assim, é possível ter patamares de preços em que a aquisição do ingresso não é necessariamente excludente pelo bolso – e sim pela esperteza: quem entra no site e compra primeiro, leva.

    Leia também: Estudo do Itaú BBA analisou os programas de sócio-torcedor. E o Flamengo?

    Assim, quando o modelo brasileiro de sustentabilidade financeira entrou em cena – não por culpa do Flamengo, dos azuis, amarelos, verdes ou roxos – é claro que haveria uma consequência natural. É assim que “achamos o corpo de Harry”, ou seja, o corpo do poder aquisitivo de grande parte da massa que compõe o Ethos Flamengo.

    “É a economia, estúpido”, diria James Carville, marqueteiro de Clinton. Costuma usar pouco essa frase, e em poucos casos, porque considero a questão cultural uma causa da econômica. Mas neste caso é simples: o Flamengo precisa pagar seus boletos. Não há como discutir isso.

    Mas de que será composto, de que caldeirão de culturas se define este Flamengo com boletos pagos mas sem o desdentado segurando Mengo tu é o maior na capa da Placar de junho de 1980? Que identidade queremos?

    Na final da Sul-Americana, alguém tentou “esconder o corpo de Harry” – e, com o discurso da diretoria excludente e ingressos caros, despertou nos rubro-negros legítimos mas sem dinheiro a revolta meio bolchevique: sócio-invasão é algo com um mote irresistível. Coloque-se no lugar deste torcedor: “Eu vinha quatro vezes por mês ao Maraca torcer pelo Flamengo, e com esse preço não dá para eu ir nenhuma. A diretoria só tem playboy, milionário, querem me excluir porque têm vergonha de mim. Vou lá invadir porque tenho poder”. Está pronto, não o sócio-invasão, mas o sócio-militante.

    Só que nesse caso, tal e qual acontece no filme, Harry é enterrado no meio da sala, trazendo perigo para todos: para o clube, institucionalmente, no noticiário por causa de confusões. Para o sócio-torcedor, que decide cancelar por medo de novos tumultos. Para os outros torcedores que tinham como pagar e nada têm a ver com isso.

    Essa dinâmica tende a se repetir. Porque acima de tudo é muito fácil insuflar a revolta de pessoas que são alijadas subitamente de um hábito tão arraigado quanto o de torcer para o Maior do Mundo.

    Não deixe de ler: 2018, o ano da virada

    O Flamengo precisa descobrir como lidar com os filhos que não têm mais conseguido carregar (na verdade, são filhos que sempre carregaram o Flamengo). Esta questão de sustentabilidade pode afetar todos os clubes – mas por sua enorme massa, afeta mais ao Flamengo. É urgente encontrar soluções para a Experiência Estádio (não vender ingresso no local em hipótese alguma, bloqueios, formas de subvenção por patrocinadores).

    Sobre o último típico deste parêntese, vou mais além: deveríamos quem sabe criar uma categoria patrocinada para o Sócio-Torcedor. Empresas teriam sua marca em camisas, cartão e visibilidade nas mídias rubro-negras em troca de bancar integralmente, digamos, 120 mil ingressos ao mês. Que seriam distribuídos mediante um cadastro feito de acordo com a situação social do torcedor. Se tem um clube que precisa, pode e deve entrar na questão das subvenções sociais, este clube é o Flamengo.

    “Harry” não morreu, e não vai morrer. Precisamos parar de buscar as razões de sua “morte”, parar de tentar escondê-lo e buscar uma forma de reintegrá-lo, com objetividade, sustentabilidade e sem demagogias populistas e paternalistas. O Flamengo precisa.


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


     

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  • Estudo do Itaú BBA analisou os programas de sócio-torcedor. E o Flamengo?

    Seja Sócio-Torcedor e compre ingresso mais barato?

    Por Diogo Almeida

    Um estudo pioneiro feito pelo Itaú BBA analisou 41 planos de sócio-torcedores dos maiores clubes brasileiros mostrou que em apenas 19 deles (46%) há uma vantagem realmente nítida em comparação com quem compra avulso. Ou seja, em 54% dos casos quem é ST está gastando o mesmo ou até mais (em 17% dos casos) do que quem opta por não ser sócio-torcedor. Os dados foram divulgados em primeira mão pelo Estadão neste sábado.

    Os programas de sócio-torcedor dos clubes de futebol finalmente ganharam os olhares dos analistas econômicos. E agora a coisa começa a ficar complicada pra quem vende vantagem financeira onde não existe. Provavelmente, quando o estudo for melhor divulgado teremos como analisar melhor, contudo, é assustador saber que 17% dos planos acabam saindo mais caros do que a venda avulsa. É bom que se diga que o trabalho não leva em conta outras vantagens, como rede de descontos, experiências, e preferência na compra de ingressos. Tão somente quer entender a relação custo-benefício na aquisição de ingressos.

    “Nem sempre o plano mais vantajoso é o mais caro ou mais barato. Os que dão mais retorno são aqueles que oferecem acesso ilimitado aos jogos sem pagamento adicional”, declarou ao Estadão o responsável pelo estudo, Cesar Grafietti.

    Seja Sócio-Torcedor e compre ingresso com mais comodidade?

    Isto é uma meia-verdade. A parte verdade fica destinada para jogos sem grande apelo. Aí sim, na falta de escassez, claro, é uma maravilha comprar ingresso. E quando o time vai jogar uma partida importante? A partir do momento que se tem mais sócio-torcedores do que cadeiras no estádio alguém vai ficar de fora.

    O Corinthians parece ter resolvido o problema premiando aqueles que são mais assíduos. Quem foi aos jogos menores não corre o risco de ficar de fora dos jogos maiores. O clube paulista tem torcida mais concentrada. O Flamengo tem que ser mais criativo para não deixar de fora aquele ST que mora em Belém, paga o “Nação” desde 2013 e quis ver a final da Copa Sul-Americana no Maracanã, depois de três anos sem pisar num estádio pra ver seu clube de coração jogar.

    Como não deixar este torcedor de fora sem tomar a vaga do cara que foi ver Flamengo x Palestino, na Ilha do Urubu?
    A segurança de não ficar de fora é comodidade. Lógico que não é o único. A compra em si têm sido um calcanhar de Aquiles do programa do Flamengo. A compra online é uma josta, levando rubro-negros à beira de um ataque de nervos com servidores caindo e horas e horas de espera virtual, servidores offline e muita repercussão negativa do programa nas redes sociais. A taxa de renovação com certeza diminuiu e quem quer virar sócio acaba pensando duas vezes – acaba por escolher continuar no sofá.

    Seja Sócio-torcedor e ganhe pontos, experiências e o quê mais?

    O sócio-torcedor do Flamengo quer mesmo investir em conteúdo exclusivo, em pontos que podem ser convertidos em experiências legais, como o Matchday: “Entre no gramado do Maracanã antes da partida, conheça o vestiário do Flamengo já arrumado para receber os jogadores, acompanhe a chegada do time ao estádio e entre no ônibus da delegação!”, anuncia entusiasmada a página de venda.

    Isso é legal. Só não é feito da maneira que o público enxergue valor suficiente. Não gera conversão de venda. O Mengo não investe em experiências incríveis e inovadoras como deveria investir. Não cria eventos novos a cada semana, parece não ter a energia necessária, se move lentamente… Falta pessoal e investimento na área de Comunicação e Promoção. O Departamento de Futebol é um grande ingrato, não ajuda muito, parece não entender seu papel além do placar da próxima rodada.

    Falta dinheiro, falta disposição, também falta um pouco de ideia, parece sobrar desmotivação. Quando temos um clube como o Flamengo, com torcida gigantesca e espalhada, não há dúvidas de que o investimento em experiência daria o grande boom ao programa. Um chaveiro, uma camisa, qualquer coisa de presente só pra não parecer o explorador que de fato é também cairia bem, não é verdade? “Olha, você é sócio-torcedor há mais de dois anos. Toma aí uma camiseta exclusiva de 9,90 com um desenho do grande cartunista rubro-negro Zézico”.

    Seja Sócio-Torcedor do Flamengo até que a sua paciência acabe?

    Uma hora aquele alagoano que paga 200 reais por mês desde 2013 vai deixar de pagar. Ele entrou por amor. O seu clube de coração estava falindo. Agora não está mais. Ele ajudou a salvar.

    Uma hora aquele carioca verá mais vantagem em gastar uma grana na mão de cambista nas finais. Não tem estresse. Na final da Copa Sul-Americana muita gente pagou 500 reais. Pra quem tem uma vida corrida e só gosta de ir nestes grandes jogos, vale muito mais do que pagar plano ST durante o ano todo e ainda correr o risco de não conseguir comprar seu ingresso.

    Uma hora o plano de ST do Flamengo vai se manter apenas com a base composta por quem mora no Rio, vai a todos os jogos, possui renda muito boa e, finalmente, abstrai o fato de adquirir um péssimo serviço. Como disse um camarada meu outro dia: “É o pior serviço que eu pago atualmente”. É para ligar o sinal de alerta mesmo que a coisa tá feia.

    https://youtu.be/wUvIBFBT8N4

    Ideias Flamengas #6 13.01.2017

    Esse texto foi divulgado anteriormente através da minha Lista de Transmissão no Whatsapp. Se você quiser ser incluído mande seu nome e email para 21 99419-6540.


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  • Visando vaga nas oitavas, Flamengo enfrenta Coritiba na Copinha

    Após passar com facilidade pelo Elosport (5 a 0), o Flamengo volta a campo neste domingo em busca de uma vaga nas oitavas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Para isto, os Garotos do Ninho precisarão superar o Coritiba, em duelo que acontece na Arena Barueri, às 18h00. (Acompanhe o Tempo Real no Twitter do Mundo Bola/ o SporTV 2 transmite a partida).

    Mesmo sem os setes titulares cedidos para a equipe profissional, o Rubro-Negro não sentiu dificuldades na partida contra o Elosport. Pelo contrário. A equipe fez sua melhor apresentação, goleou e chega com moral para o duelo contra os paranaenses. Germano (contra), Luiz Henrique, Yuri, Matheus Dantas e Patrick fizeram os gols.

    Já o Coritiba não teve vida fácil na segunda fase. No duelo contra o Aimoré (RS), garantiu a classificação aos 49 do segundo tempo, com gol de Nathan, em cobrança de falta (2 a 1). Este foi apenas o segundo triunfo do Coxa na competição. Na fase de grupos, passou em primeiro lugar com uma vitória e dois empates.

    A equipe que se classificar enfrenta o vencedor do duelo entre Atlético Mineiro x Audax (SP), nas oitavas de final.

    Em casa

    Palco do jogo de logo mais, a Arena Barueri receberá o Flamengo pela quinta vez na Copinha. No estádio, o Rubro-Negro venceu três partidas e empatou uma.

    Provável escalação

    Yago; Wesley, Bernardo, Dantas, Ramon; Hugo Moura, Théo, Luiz Henique, Yuri; Bill e Vitor Gabriel

    Campanha dos Garotos do Ninho

    Fase de Grupos

    Flamengo 6 x 0 Ji-Paraná (RO)

    Flamengo 1 x 1 Aimoré (RS)

    Flamengo 2 x 0 Oeste (SP)

    Segunda fase

    Flamengo 5 x 0 Elosport (SP)

     

    Foto de Divulgação: Staff Images / Flamengo 

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  • Atuações: confira os destaques de Flamengo 5 x 0 Elosport, pela Copinha 2018

    A ausência de sete titulares parece não ter pesado contra o Flamengo. Pelo contrário. Na noite desta sexta-feira (12), em partida válida pela segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Mais Querido teve sua melhor atuação na competição. Sem sofrer grandes riscos e com jogadas trabalhadas coletivamente, a equipe da Gávea goleou o Elosport (SP), por 5 a 0, na Arena Barueri. Agora, os Garotos do Ninho terão o Coritiba, que passou pelo Aimoré (RS), como adversário da terceira fase (última antes das oitavas de final). O jogo será disputado no domingo (14), na Arena Barueri, em horário a ser confirmado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

     

    Yago Darub (goleiro) – Pouco acionado na partida, mas eficiente quando preciso. No momento de maior pressão do adversário, defendeu com tranquilidade três bolas alçadas na área em sequência. Na etapa final foi substituído por Victor Hugo, que fez uma boa defesa em um chute de longa distância.

    Wesley (lateral-direito) – Pela primeira vez na Copinha atuou mais no campo defensivo do que apoiando. O fato pode ser explicado com a entrada de Bill, atacante pela ponta direita de muita velocidade. Sequer voltou para o segundo tempo, dando lugar ao volante Matheus Alves.

    Bernardo ( zagueiro) – Compôs uma zaga segura ao lado de Matheus Dantas, sem sofrer grandes riscos.

    Dantas (zagueiro) – Teve a sua melhor  atuação com a camisa rubro-negra. Seguro na zaga e muito confiante, o zagueiro fez um lindo lançamento do campo de defesa para Yuri na ponta direita, que cortou para o meio e cruzou para a área, culminando no gol contra do zagueiro Germano. Dantas tinha tentado em jogos anteriores, mas foi nesta sexta que o defensor conseguiu marcar um belo gol em cobrança de falta. O jogador mostrou muita categoria nas três tentativas, acertando o alvo em todas elas.

    Ramon (lateral-esquerdo) – Tímido no apoio e na marcação. Em sua primeira partida como titular na Copinha, o lateral mostrou alguma qualidade com a bola no pé, muita velocidade, porém muita afobação em alguns lances defensivos.

    Hugo Moura (volante) – Sempre com muita personalidade, arriscou bons chutes de fora da área, além de fazer a bola chegar com tranquilidade aos meias da equipe. No segundo tempo foi substituído por Patrick Valverde, que fechou a goleada rubro-negra.

    Théo (volante) – Executou bem o papel que lhe cabia, mas sem grandes destaques.  

    Luiz Henrique (meio-campo) – Jogando mais centralizado, o meia organizou as principais jogadas da equipe, marcou um belo gol de chapa no primeiro tempo, limpando a marcação e acertando o canto esquerdo do goleiro Brendon. Já no segundo tempo foi o responsável por cadenciar o jogo, e deu um ótimo passe para Samuel na jogada em que foi Patrick estufou a rede pela sexta vez na Arena Barueri.

    Yuri (meio-campo) – Atuando aberto pelas pontas, Yuri foi um dos melhores jogadores da partida, com muita movimentação. Fez uma boa jogada no primeiro gol da noite, quando foi lançado por Dantas no lado direito, cortou para o meio e cruzou para a área. Já na segunda etapa fez uma linda tabela com Vitor Gabriel pelo lado esquerdo, recebeu a devolução, driblou o goleiro e marcou o terceiro tento da equipe.

    Bill (atacante) – Jogador habilidoso, apareceu com muita liberdade pelo lado direito, onde criou boas jogadas em velocidade e serviu bem seus companheiros. Já na segunda etapa provocou a expulsão de Germano, além de dar boas assistências para finalização.

    Vitor Gabriel (atacante) – Não balançou as redes, mas fez uma ótima partida. O centroavante da equipe flutuou pelo campo de ataque, fazendo bem o papel de pivô, além de aparecer bem na área para finalizar. Sua melhor jogada foi a tabela com Yuri, que resultou no terceiro tento do Fla.

    Substituições 

    Wesley – Matheus Alves
    Hugo Moura – Patrick Valverde
    Theo – Aderlan
    Ramon – Pablo Maldini
    Vitor Gabriel – Samuel
    Yago Darub – Victor Hugo

    Foto: Staff Images / Flamengo 

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  • Reservas melhoram o time e Flamengo se classifica na Copinha

    O que parecia um problema parece ter virado solução para o time do Flamengo na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Depois de perder seis titulares, alçados ao profissional no meio da competição, os Garotos do Ninho enfrentaram o Elosport (SP),  pela segunda fase da Copinha e golearam. A convincente e tranquila atuação da ainda mais jovem equipe Rubro-Negra resultou num 5 a 0, com gols marcados por Germano (contra), Luiz Henrique, Yuri, Matheus Dantas e Patrick, na Arena Barueri, no município da Grande São Paulo.

    O JOGO

    O Flamengo entrou em campo com: Yago; Wesley, Dantas, Bernardo e Ramon; Hugo Moura,  Theo e Luís Henrique; Bill; Yuri e Vitor Gabriel. Destes, Yago,  Bernardo, Ramon, Yuri, Bill e Vitor substituíram os seis titulares que foram para o time profissional e Dantas fez sua estreia após retorno de lesão.

    Leia também: um Raio-X do sexteto que deixou a Copinha.

    Dominando a partida desde os primeiros instantes, o Mais Querido comandou as ações. Aos sete minutos do primeiro tempo, Bill tentou cruzamento, e o zagueiro do Elosport, ao cortar, acabou fazendo contra. Abrindo o placar para o Mais Querido. Com troca de passes, tabela e boa transição,  o controle do jogo era todo rubro-negro. Aos 41 minutos, Luiz Henrique tirou o defensor na entrada da área e marcou um belo gol. 2 X 0 e fim da primeira etapa. O Flamengo pressionou bastante e procurou sempre o domínio da bola.

    Com Matheus Alves substituindo o lateral direito Wesley no intervalo, o Flamengo retornou para o segundo tempo, e logo aos 10  minutos mais um golaço rubro-negro em jogada individual de Yuri, 3 x 0. A goleada estava sendo desenhada. Elosport não conseguia reagir e a partida era toda do rubro-negro.

    O quarto gol veio de uma belíssima cobrança de falta do zagueiro Dantas, que foi um dos nomes da partida. Com a uma batida rente ao gramado e sem chance para o goleiro, o Flamengo ampliou o placar. Aos 35 minutos, em rebote de Samuel, Patrick marcou o quinto,  fechando a goleada. A vaga para a próxima etapa da Copinha está selada.

    Com o resultado, o rubro-negro carioca enfrente o Coritiba na terceira fase, no próximo domingo (14), às 18h. Com uma campanha melhor que a do adversário, o Flamengo continuará jogando na Arena Barueri.

     

  • O verniz do improvável

    Já se vão altas horas dentro desta noite de segunda-feira de abril de 1995. Tensos diante da televisão com a desvantagem de 3 a 1 no placar perto do fim do jogo contra um Volta Redonda que não dá espaços e não pretende entregar os pontos tão facilmente, os dois irmãos rubro-negros roem as unhas, aflitos. Impaciente, um deles, o mais velho, decide ir à cozinha beber um gole d’água para acalmar a tensão.

    E de lá ouve o grito do mais novo, que reverbera como um estampido no ar, como se fosse uma palavra só, de tão inacreditável: “Gol! Charles Guerreiro!”. Num pé só, tendo de se segurar no batente da porta ao chegar na sala para não escorregar, o mais velho arregala os olhos e pergunta esbaforido: “O quê?!?”. “É isso mesmo que você ouviu: gol do Flamengo, gol do Charles Guerreiro”, responde o mais novo. “Vamos lá que ainda dá pra empatar!”.

    Leia: Pensando no futuro, Mengão revisita seu passado

    Corta para janeiro de 2018. O Flamengo estreia no Campeonato Estadual na próxima quarta-feira, dia 18, diante do mesmo Volta Redonda no mesmo estádio Raulino de Oliveira (ainda que um tanto modificado em relação ao palco do jogo de 1995). Enfrentar o time aurinegro em seu estádio tornou-se um hábito quase anual para o Flamengo nas últimas quatro décadas. Mas alguns confrontos fogem dessa banalidade e ganham um lugar de destaque na memória rubro-negra do confronto, ainda que nem sempre o resultado tenha sido, para nós, o melhor possível. Foi o caso daquela partida de 24 de abril de 1995, uma segunda-feira à noite, pelo primeiro turno da fase final do Campeonato Carioca daquele ano.

    Vencedor dos dois turnos de seu Grupo B na primeira fase e também da Taça Guanabara, o Flamengo havia entrado no octogonal decisivo do Estadual com nada menos que três pontos de bonificação – Botafogo e Vasco somaram apenas um e o Fluminense, nenhum –, o que só aumentava para o Rubro-Negro, disparado o clube que mais investira para a temporada, a condição de favorito ao título. No entanto, depois de largar com duas vitórias (6 a 0 no Entrerriense e 3 a 1 no America), o time de Vanderlei Luxemburgo começou a ratear, empatando com o Bangu na Gávea (2 a 2, depois de abrir 2 a 0) e perdendo para o Botafogo no Maracanã (1 a 0, gol de Guga).

    Na véspera da partida em Volta Redonda, o Bota havia vencido o clássico diante do Vasco e assumido a liderança, deixando ao Flamengo a obrigação de vencer na Cidade do Aço. O Fla tinha alguns desfalques: Fabinho e Válber cumpririam suspensão, abrindo espaço para a entrada de Fábio Baiano na lateral direita (no lugar do primeiro) e o deslocamento de Branco para o meio-campo, com Marcos Adriano passando à outra lateral. Mas a principal ausência em campo – assistiria ao jogo do banco – era Romário, que completava seu quinto jogo seguido de baixa por lesão. Já em fase final de recuperação, a maior contratação do futebol brasileiro naquele ano estava poupada para o Fla-Flu do domingo seguinte.

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    Mas havia também alguns retornos e confirmações. Sávio e Mazinho, que haviam saído de campo lesionados no clássico diante do Botafogo, estavam de volta depois de terem ficado de fora do jogo contra o Kaburé em Tocantins. E o goleiro Roger, titular naquela partida pela Copa do Brasil, era mantido no posto. O jovem arqueiro, que voltava de empréstimo ao Vitória, era o terceiro nome a passar pelo gol do Fla naquela temporada, após os fracassos de Adriano (antiga promessa da base) e Emerson (trazido do Grêmio na negociação que levou Paulo Nunes de contrapeso ao clube gaúcho).

    E, com a bola rolando no Raulino de Oliveira, Roger logo estaria na berlinda. Não teve muito o que fazer quando o centroavante Humberto acertou uma bomba da intermediária que morreu no ângulo, abrindo o placar para os donos da casa logo aos nove minutos do primeiro tempo. Mas, aos 24 minutos da etapa final, outro chute de longe, desta vez do meia Eduardo, passou por entre as mãos do goleiro e acabou de novo nas redes rubro-negras, ampliando a vantagem. O Fla reagiu dois minutos depois, descontando em cobrança de falta de Sávio, à meia altura, com a bola tocando na trave antes de entrar.

    Mas a primeira reação durou menos de 30 segundos. Na saída de bola após o gol rubro-negro, o rápido atacante Paloma (antiga revelação da base do Fla nos anos 80) é lançado, dribla um atônito Jorge Luís e chuta para marcar o terceiro antes da chegada de Agnaldo. Perdido em campo (Sávio, Marquinhos e Marcos Adriano são as “ilhas de lucidez” da equipe), o Fla parece perto de sofrer sua segunda derrota para o Voltaço em 40 confrontos na história até então. A primeira desde setembro de 1984, quase 11 anos antes. Até que um herói improvável inicia a segunda reação.

    O paraense Charles Natali de Mendonça Ayres (ou Charles “Guerreiro”, conforme a torcida rubro-negra o apelidara) havia chegado ao Flamengo em janeiro de 1991, vindo do Guarani por indicação do treinador rubro-negro na época – coincidentemente o mesmo Vanderlei Luxemburgo de então. Volante de origem, passou um bom tempo atuando também na lateral-direita, posição que o levou brevemente à Seleção Brasileira um ano e meio após aportar na Gávea.

    Entretanto, algo o incomodava: em 236 partidas com a camisa do Fla, nunca havia marcado um gol – “feito” que o levou ao Guinness, o livro dos recordes.

    Nunca até aquela noite de segunda-feira, 24 de abril de 1995. Aos 42 minutos, vendo os homens de frente rubro-negros muito marcados, Charles carregou a bola da meia esquerda para o centro. Da intermediária, resolveu arriscar um chute – se o Voltaço marcou duas vezes assim, por que não o Fla? O disparo quicou bem na frente do goleiro Marcelo Lourenço, ali mesmo no montinho, e foi parar nas redes, enlouquecendo o “Guerreiro”, os jogadores e a torcida do Fla. Ainda dá, pessoal.

    No último minuto, Sávio recebeu a cobrança de um escanteio curto na ponta direita, e cruzou de canhota para a área. Mazinho, atacante revelado pelo Bragantino, com passagem pela Seleção e trazido do Bayern de Munique como um dos bons reforços daquela temporada, subiu mais alto que o zagueiro e cabeceou no canto oposto de Marcelo Lourenço. E o Flamengo salvou um ponto que parecia improvável.

    Como que por encanto (ou, talvez, livrando-se de um), Charles tornou a balançar as redes logo no jogo seguinte, uma surra de 8 a 0 no Kaburé na Gávea. E em grande estilo, com direito a chapéu no pobre goleiro do clube tocantinense. Mas sua carreira de goleador rubro-negro ficaria nisso. E o time, jogando fora a imensa vantagem da largada, logo se veria na incômoda situação de precisar correr atrás dos adversários, até perder o título para o Fluminense, daquela maneira que todos nós sabemos.

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    Em outra guinada do destino, Charles iria parar no Vasco pouco tempo depois, marcando um gol logo em um de seus primeiros jogos. Mas não duraria muito na Colina. Sua pele era rubro-negra demais, e seu momento inesquecível foi aquele gol sobre o Volta Redonda, iniciando a reação e jogando uma luz diferente, um verniz de improbabilidade, sobre um jogo banal, fadado a se perder no tempo.

    VÍDEO DO JOGO:

     
    https://www.youtube.com/watch?v=PWHHXXju_uA
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

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    Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.

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  • [Especial Copinha] Flamengo 2 x 0 Oeste: Controle do jogo e pouca inspiração em jogo decisivo

    Sem brilho, Flamengo vence o Oeste e avança em primeiro no Grupo 21. Confira a análise da partida

     
    Faltou inspiração na vitória do Flamengo por 2 a 0 contra o Oeste, nesta terça-feira (9), pela última rodada da primeira fase do torneio. Precisando de pelo menos um empate para garantir classificação para a segunda fase da Copa São Paulo, os Garotos do Ninho tiveram controle da partida, mas criaram poucas chances diante de um adversário que ficou recuado em boa parte dos 90 minutos. O resultado deixou o Rubro-Negro na primeira colocação do Grupo 21, com sete pontos em três jogos.

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    O técnico Maurício Souza contou com a volta do volante Vinicius Souza, que não enfrentou o Aimoré e que entrou no lugar do também volante Theo.
     

    Especial Copinha: O Jogo

    Os primeiros minutos foram de muito toque de bola, mas com poucas finalizações. Michael e Pepê tentaram em cobranças de falta, mas o primeiro viu a bola sair pela linha de fundo, enquanto o segundo não colocou dificuldades para o goleiro dos paulistas, que teve tranquilidade para defender.

    O placar só saiu do zero após erro da defesa do adversário. Aos 34 minutos, Renan Brainer recuou, Wendel recuperou a bola e foi derrubado dentro da área pelo goleiro Tiago Falcão. O atacante Lucas Silva cobrou no canto e marcou.

    Leia também: Sem seis titulares, Flamengo encara Elosport/SP na segunda fase da Copinha

    No início do segundo tempo, o Oeste assustou. Aos quatro minutos, Pepê perdeu a bola no campo de defesa para Kaique, que lançou para Matheus Guedes. Ele tentou de primeira, mas a finalização do atacante dos paulistas foi para fora. Na sequência, o Flamengo respondeu com Lucas Silva, com chute de fora da área, mas Tiago Falcão espalmou.

    Aos 28 minutos, Pepê armou um dos poucos contra-ataques dos cariocas. Lucas Silva invadiu a área e sofreu mais um pênalti, novamente cometido pelo goleiro do Oeste. A cobrança foi convertida por Pepê, que deslocou o arqueiro e marcou o segundo. A partir desse lance, o adversário abriu o time e deu mais espaço para os Garotos do Ninho. Em uma das jogadas mais perigosas, a bola saiu de lançamento do goleiro Hugo Souza, sobrou para Lucas Silva, que passou fácil pela marcação e tocou para Wendel – o atleta viu a finalização bater no jogador da defesa. O Mais Querido ainda teve mais duas chances, com Yuri César e Pepê, mas os chutes saíram sem direção ao gol adversário.
     

    Especial Copinha: Conclusões

    Contra um time fechado, Wendel pouco apareceu, apesar de ter sido importante na vitória ao sofrer o pênalti que originou o primeiro gol. Depois da entrada do atacante Vitor Gabriel no lugar do meia Luiz Henrique, aos 20 minutos do segundo tempo, o time cresceu. O segundo, que era o centroavante do Sub-17 no título do Carioca, e que foi um dos artilheiros da competição ao lado de Yuri César, pode ser uma opção contra equipes que jogam dessa maneira e o jogador tem uma forte jogada aérea. Wendel jogava pelos lados do campo nessa mesma equipe no juvenil e garante muita movimentação no setor ofensivo, abrindo espaço para outros jogadores e ajudando na construção das jogadas, mas tem menos presença de área.

    Não deixe de ler: Raio-X dos Garotos do Ninho: conheça o sexteto que deixou a Copinha para integrar o profissional

    Hugo Moura, que teve destaque nas duas primeiras partidas e é um dos principais jogadores do time, dessa vez foi abaixo. Aparecendo pouco na frente, o volante teve um momento de desatenção e perdeu uma bola no campo de defesa que proporcionou falta na entrada da área.

    O lateral-esquerdo Michael fez mais uma boa partida, sendo importante no apoio e quase marcou um gol de falta na primeira etapa. Terminou a partida jogando pela direita, mostrando versatilidade. Ele e Lucas Silva foram dois dos mais regulares do clube na fase de grupos.

    Porém, caso pense em título, o Flamengo precisará evoluir de maneira geral. Com maior dinâmica e o setor ofensivo mais ligado, as chances aumentam.
     


    Bernardo Medeiros é estudante de jornalismo na UFJF e acompanha a base rubro-negra. Siga-o no Twitter: @be_medeiros_

    Caio Alves é jornalista. Apaixonado por futebol, seja ele de onde for. Fanático por futebol de base. Escreve no
    alambrado.net. Siga-o no Twitter: @CaioalAlves.

     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Staff Images / Flamengo

     


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  • Sem seis titulares, Flamengo encara Elosport/SP na segunda fase da Copinha

    Após se classificar em primeiro lugar no Grupo 21, o Flamengo volta a campo na noite desta sexta-feira em busca de uma vaga na terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Para isto, precisará passar pelo Elosport/SP, em duelo que acontece na Arena Barueri, às 19h30(Acompanhe o Tempo Real no Twitter do Mundo Bola/ o Sportv transmite a partida).

    Os Garotos do Ninho, que já não estavam com força máxima na Copinha (sem Vinicius Junior, Lincoln, Jean Lucas, Gabriel Baptista, Thuler e Klebinho), tiveram mais seis baixas nesta semana. Os atletas Hugo Souza, Patrick, Michael, Pepê, Lucas Silva e Wendel foram cedidos para a equipe profissional. Ou seja, o técnico Maurício de Souza precisará reconstruir o time, mais uma vez. Para substituir os desfalques, quatro atletas dos juniores foram chamados: o goleiro Pedro Caracocci, zagueiro Aderlan, lateral-esquerdo Pablo e o atacante Samuel.

    Equipe da cidade de Capão Bonito, o Elosport teve uma campanha irregular na primeira fase, ficando na segunda colocação com apenas 4 pontos – o Coritiba passou em primeiro. Classificou-se graças aos critérios de desempate, superando Comercial/MS no saldo de gols. Andrey Marcos é o artilheiro do Elo (2 gols).

    A equipe que passar para a próxima fase terá como adversário o vencedor do confronto entre Coritiba x Aimoré/RS.

    Leia também: FERJ anuncia aumento do número substituições no Campeonato Carioca

    A campanha do Flamengo

    Na primeira rodada da fase de grupos, os Garotos do Ninho golearam o Ji-Paraná (RO) por 6 a 0, com gols de Patrick, Pepê, Lucas Silva (2), Wendel e Vitor Gabriel. No segundo jogo, o Rubro-Negro entrou em campo como favorito diante do equipe do Aimoré (RS), e esperava garantir a classificação antecipada. Entretanto, após abrir o placar no primeiro tempo com Luiz Henrique e desperdiçar muitas chances com Lucas Silva, a equipe carioca viu os gaúchos chegarem ao empate com Dutra, aproveitando desvio na área após cobrança de lateral. O resultado desta partida embolou a classificação da chave.

     

    (foto: Staff/ Flamengo)

     

    No duelo contra o Oeste/SP, o Flamengo iniciou o jogo classificado, precisando apenas manter a igualdade no placar para confirmar a segunda vaga – o Aimoré havia vencido o jogo contra o Ji-Paraná (3 a 1) e já estava garantido . Apesar da maior necessidade pelo resultado positivo, a equipe paulista em nenhum momento ofereceu perigo aos Garotos do Ninho. Pelo contrário. Os dois gols da partida foram marcados através de cobranças de pênalti, ambos cometidos pelo goleiro Tiago Falcão. Com a vitória, o Fla passou em primeiro lugar, com 7 pontos.

    Provável escalação

    Victor Hugo; Wesley, Dantas, Bernardo, Ramon; Hugo Moura, Vinícius Souza, Yuri, Luiz Henrique; Bill e Victor Gabriel.

     

    Crédito da imagem destacada: Staff Images / Flamengo 

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  • Flamengo vence quarta seguida e consolidada liderança no NBB

    O Flamengo conseguiu mais uma vitória no Novo Basquete Brasil. Diante da Liga Sorocabana, o Orgulho da Nação encontrou um duelo equilibrado contra o vice-lanterna do torneio, obtendo uma grande vantagem apenas no último quarto do confronto. O Mengão,  além da liderança da competição, conseguiu manter sua ótima temporada no Rio, vencendo todas as partidas com a Nação realizando um verdadeiro caldeirão. Com a vitória o time carioca continua sem nunca ter perdido para o clube sorocabano.

    No primeiro quarto, o Rubro-Negro começou de forma arrasadora, abrindo 8 a 0 no placar, sem deixar a equipe paulista respirar. Com um pedido de tempo, a Liga Sorocabana se acertou, buscando o empate, contando com diversas falhas defensivas do Mais Querido, mas não passou a frente do marcador em nenhum momento, fechando em 19 a 16 para o time da Gávea.

    O segundo quarto surpreendeu a todos, com muito equilíbrio entre os clubes. O técnico Rubro-Negro, José Neto, utilizou o período para dar bastante rodagem a equipe, com Humberto, Pilar e Arthur Pecos, jogando quase o quarto inteiro, o FlaBaqueste ainda foi para o intervalo na frente, pelo placar de 33 a 32.

    No inicio do terceiro quarto, o Orgulho da Nação se encontrou atrás do marcador pela primeira e única vez durante toda a partida, com o placar apertado, os cinco inicias do Flamengo voltaram a quadra, retomando a frente e abrindo uma pequena vantagem de cinco pontos, indo para o quarto decisivo com o placar em 58 a 53.

    Chegando no último quarto, o Rubro-Negro engrenou de vez na partida. JP Batista voltou a quadra após um desconforto no olho, e comandou a equipe junto com Marquinhos, e Ronald Ramon, sem deixar chances para a Liga Sorocabana sonhar com a vitória, fechando o placar em 82 a 67.

    Os principais destaques do Flamengo, foram mais uma vez seu trio ofensivo fortíssimo, com o ala, Marquinhos, marcando 27 pontos, o ala-armador, Ronald Ramon, foi quem mais atuou na partida com um pouco mais de 40 minutos, terminando a partida com 20 pontos e 6 rebotes, além de JP Batista que teve 10 pontos, 8 rebotes e 5 assistências.

    O próximo confronto do Orgulho da Nação é diante do Basquete Cearense, no próximo domingo (14), às 12h, no Ginásio Paulo Sarasate, no Ceará. A partida não será transmitida.  (mais…)

  • Reforço internacional do Flamengo eSports chega ao Brasil

    O sul coreano Park “Jisu” Jin-cheol, único jogador que ainda não havia se juntado a equipe rubro-negra, chegou ao Brasil na noite dessa quinta-feira (11). Logo em sua chegada, as redes sociais da equipe postaram um video do mesmo com o Manto Sagrado.

    Sendo assim, a equipe está completa para os treinamentos visando o Circuito Desafiante, porta de acesso a elite brasileira do League of Legends. A data de inicio da competição já foi divulgada para as equipes e noticiada aqui.