Autor: diogo.almeida1979

  • Explicando o League of Legends, modalidade principal do Flamengo eSports

    Na última segunda feira o Flamengo fez sua estreia no mundo dos esportes eletrônicos vencendo a IDM Gaming por 2 a 0, o que arrancou alegria de parte da torcida, enquanto outra parte não entendeu muito bem o que estava acontecendo. Pensando nessa parte que ainda não é familiarizada com os esportes eletrônicos, o Mundo Bola faz um texto explicando a modalidade já como forma de aquecimento para a segunda partida do Mais Querido no campeonato, contra a T-Show, às 21 horas, da terça-feira.

    O League of Legends, ou LOL, é um jogo do gênero MOBA, que é uma derivação dos games de estratégia em tempo real. O objetivo do jogo consiste em conquistar o território adversário através da destruição de torres, realização de objetivos neutros e abates nos jogadores adversários, para chegar ao núcleo da base, o Nexus, e destruir tal construção para vencer o jogo.

    Existem 11 torres no mapa, espalhadas nas três rotas nas quais os jogadores se dividem: rota superior, inferior e do meio, além das duas que protegem o Nexus. Além disso, existem os monstros da selva e os dois grandes objetivos da mesma: Barão e Dragão (dividido entre Elementais e Ancião), criaturas que quando mortas concedem a equipe que as matou bônus diversos. Toda ação positiva realizada pelo time (abates em outros campeões, derrotar monstros neutros, destruir torres, matar minions) é recompensada com ouro, que é utilizado na compra de itens que deixam os heróis ou campeões mais fortes, com mais ataque, defesa e habilidades para realizar os objetivos, e com experiência, que melhoram as habilidades dos heróis no decorrer do jogo.

    Cada time e formado por cinco jogadores, cada um atuando em uma posição estratégica diferente no mapa:
    ADC: Heróis que atacam a distância e são a principal fonte de dano físico do time.
    Meio: Heróis magos ou assassinos, usualmente principal fonte de dano magico do time, se posicionando na rota do meio.
    Topo: Heróis com grande porcentagem de vida, servindo de escudo humano para o time. Além disso podem jogar utilizando campeões duelistas/lutadores, concentrando dano físico e destruição de torres. Atuam na rota do topo.
    Jungle: Heróis responsáveis por realizar os monstros da selva, e realizar os chamados ganks: ataques surpresas nas rotas principais para realizar eliminações e objetivos, como as torres. Também são importantes nas conquistas dos buffs (bônus) globais, como os Dragões e o Barão.
    Suporte: Heróis de habilidades variadas que auxiliam o ADC no começo do jogo e depois desempenham um papel estratégico importante nas lutas em equipe e obtendo informação do inimigo usando as sentinelas.

    Além disso, temos a figura do treinador que ajuda a equipe na formação das táticas e escolha de heróis para o confronto. Os jogos no circuito desafiante, competição que atualmente o Flamengo disputa, são melhores de duas partidas, funcionando assim: caso a equipe vença as duas partidas, fica com os 3 pontos. Caso haja empate, cada time fica com um ponto. Mais informações sobre o formato do torneio, datas de jogos e escalação completa podem ser conferidas aqui.

  • Pelo fim da amarelice

    Saudações, Rubro-Negros!

    Estamos a um dia de ver nosso Flamengo iniciar mais uma caminhada na Libertadores. Esperamos que dessa vez nossa trajetória seja bem mais longa e mais fortuita que quase todas as anteriores.

    Antes de mais nada, é preciso ter humildade para reconhecer que somos colecionadores de vergonha alheia nessa competição. Nas três últimas participações sequer conseguimos passar da primeira fase. E mais uma vez estamos no chamado Grupo da Morte. Pessoalmente, acho ótimo que seja assim. O Flamengo precisa ganhar lastro, precisa amadurecer internacionalmente e não será jogando contra timecos bolivianos ou venezuelanos que vai conseguir adquirir essa casca que tanto nos falta.

    No blog: Gentrificação: o monstro que promete fazer você repensar se deve desejar o pior ao seu “inimigo”

    Fazer projeções otimistas é uma loucura. Essa talvez seja a Libertadores mais pesada dos últimos sei lá quantos anos. Se nas menos pesadas nosso desempenho já foi pífio, não seria inteligente projetar um cenário muito positivo, porque, verdade seja dita, o histórico das campanhas dos clubes costuma pesar bastante em torneios desse tamanho. Tão importante quanto jogar bem é ter tradição de ir bem na competição. A falta de bons resultados, ou, no nosso caso, o acúmulo de péssimos resultados, impacta o emocional de todos os envolvidos. Nossos jogadores, inclusive os mais rodados e mesmo aqueles que sequer estavam no Flamengo nas outras vezes, sentem a cobrança pelas más campanhas anteriores e levam isso para dentro do campo; nossos adversários também percebem essa brecha mental e a exploram. Em outras palavras, somos azarões. Temos nome, uma camisa forte, um bom grupo de jogadores e tradição, mas não na Libertadores. Nela, infelizmente, somos garotos quase virgens.

    Toda essa história pode começar a ser mudada amanhã. E eu espero que seja. De cara vamos encarar um rival imenso e em condições pouco atraentes, uma vez que não poderemos estar lá para apoiar nosso time. E como o mesmo cenário vai se repetir na próxima partida em casa, vencer o River na estreia é absolutamente fundamental não somente pelos três pontos, mas também para que possamos iniciar o processo de afastar da Gávea a fama de amarelões da América de uma vez por todas.

    SRN
     


    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL.


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  • Árbitro de apenas 30 anos apita estreia do Flamengo na Libertadores

    O Flamengo inicia sua caminhada na Libertadores da América 2018, diante do River Plate. O Rubro-Negro começa a competição nesta quarta (28), às 21h45, no estádio Nilton Santos, mas sem contar com a Nação, devido a punição da Conmebol. Para apitar o confronto, a Confederação definiu uma equipe peruana: Michael Espinoza é o árbitro principal, auxiliado por Jonny Bossio e Coty Carrera.

    O árbitro peruano chega para substituir Victor Hugo Carrillo, que se encontra vetado pelos médicos do torneio. Michael Espinoza, possui apenas 30 anos e, conta com pouquíssima experiência internacional, tendo arbitrado apenas oito jogos, sendo quatro pela Libertadores e quatro pela Copa Sul-Americana. O juiz tem somente dois jogos de equipes brasileiras em seu currículo, sendo duas vitórias. A primeira ocorreu no jogo do Atlético-MG diante do Godoy Cruz por 4 a 1, no estádio Independência.

    O segundo jogo do árbitro com equipes brasileiras foi pela Copa Sul-Americana, na goleada do Flamengo contra a Chapecoense, na Ilha do Urubu, pelas oitavas de final. Na ocasião, o Mais Querido dominou o jogo por completo, vencendo por 4 a 0. O juiz peruano teve uma atuação discreta, aplicando dois cartões amarelos para cada clube. O Rubro-Negro se classificou para as quartas de final, e seguiu até o vice-campeonato do torneio.

    Scout do árbitro em jogos de brasileiros

    Vitórias: 2
    Empates: 0
    Derrotas: 0

    *Imagem em destaque: Conmebol/Divulgação

  • Peraltadas #32 – Ninguém foi preso!

    Risos

    Confesso que fazia parte de um reduzido e ingênuo grupo que ainda acreditava em uma recuperação do ex-selecionável Rômulo. Às 17h01 de sábado tudo mudou.

    Tacanhice

    Óbvio ululante que, mesmo que com reservas, não é normal ser goleado pelo pior FluminenC desde o fim dos anos 90, mas nem por isso dá para concordar com o pensamento botafoguiano de que, independentemente de qualquer coisa, “clássico se joga com titulares”.

    Basta

    O Flamengo não precisa de mais um estadual, mas sim de parar de passar vergonha na Libertadores. Desde 2007, foram seis participações no torneio, com três eliminações na fase de grupos e apenas UMA classificação em mata mata.

    ~Diferenciado~

    Tudo bem que a saída cafajeste do Rueda atrapalhou, mas os problemas no planejamento do malfadado Departamento de Futebol ficaram mais expostos no sábado. Se o Carpegiani mantiver de fato o interessante 4141, faltam meias e sobram volantes no elenco. Os três jogadores com bom passe e criatividade do plantel são titulares e não têm reservas com características parecidas.

    Irônico

    Sabe quem teria vaga nesse elenco? Mancuello! Ele não se encaixava em nenhum lugar do 4231, mas jogaria por dentro na segunda linha de quatro no atual esquema.

    Impunidade

    A perda técnica pode acarretar em uma eliminação precoce e a perda financeira deve chegar aos oito dígitos, mas mesmo assim NINGUÉM que invadiu o Maracanã – mesmo os que se vangloriaram do ato nas redes sociais – foi identificado e responsabilizado. O crime compensa.

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo


    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.


     


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  • Marcelinho é o melhor sexto homem da semana 16 do NBB

    O Flamengo vem muito bem na atual temporada do Novo Basquete Brasil. Na última semana, entre os dias 12/02 e 19/02, o Rubro-Negro teve duas partidas, obtendo duas vitória. Enquanto todos os olhos estavam voltados para Anderson Varejão, Marcelinho Machado roubou a cena e foi escolhido pela NBB como o melhor sexto homem da semana. O ala teve partida brilhante diante do Franca, e completou seu jogo de número 300, no NBB, contra o Bauru.

    Com dois triunfos, o FlaBasquete segue na cola da liderança da competição. Marcelinho roubou todas as atenções no confronto entre Varejão e Leandrinho, teve um jogo memorável contra a equipe paulista. O ala foi o cestinha da partida com 20 pontos, acertando seis bolas de três. Diante do Bauru, o atleta foi um dos que mais teve tempo de quadra, contribuindo com oito pontos e quatro assistências.

    O ala terminou a semana com média de 14 pontos, além de 4 rebotes, e 3 assistências.

    https://www.instagram.com/p/BfPg7ublm3i/?utm_source=ig_embed

    O Orgulho da Nação volta às quadras no próximo sábado (3), diante do Minas, na Arena Carioca 1.

  • Onde tem Flamengo? Precisamos saber sempre responder a essa pergunta

    Confrades Flamengos,

    É inevitável esse sentimento, e pela primeira vez, acredito, o tenho com relação ao futebol: o de que o ano só começa para valer na segunda-feira pós-semana de Carnaval. Com efeito, aconteceu de tudo na semana: Flamengo conquistou a Taça Guanabara (que não é um título, apenas uma comenda), depois tivemos uma boa exibição contra o Madureira e de quebra vimos o Vasco sofrendo e vencendo o Seu Jorge nos pênaltis – e pasme, depois de levar de quatro a zero estavam zoando na internet.

    Isso de ver o Vasco zoando a gente depois de perder de quatro me lembra um pouco aquela velha piada de português (sou contra, mas vá lá): “Eu disse a um brasileiro burro no avião que eu era gay e não é que o brasileiro burro acreditou e veio me comendo o voo inteiro? Ora pois pois!”. O Vasco realmente nos diverte. É como o portuga a zoar o brasileiro burro. Bom, desejo boa sorte num grupo com Cruzeiro, Racing e Universidad. Nosso grupo é o da morte. O grupo do Vasco é o da morte mas que aleija antes.

    No blog: Sobre moscas e ressentimentos

    E eis que na quinta-feira ficamos sabendo que o Flamengo recorreu à Conmebol da condenação a dois jogos sem torcida pela Libertadores, uma condenação dolorosa e, a meu ver, desproporcional. O Flamengo espera, assim, que até terça saia uma absolvição e, assim, ainda possa vender ingressos para o jogo contra o River Plate. (Nota do Editor: A Conmebol decidiu pela manutenção da punição).

    Na minha modesta opinião, tal pensamento não se coaduna com uma gestão que até hoje é indiscutivelmente a melhor, administrativamente falando, que o Flamengo já teve (não estou falando de títulos). Pensar em vender no mesmo dia do jogo ingressos para um Flamengo x River é querer, mais uma vez, criar filas, tumultos, correria e além do mais é flertar com a falta de planejamento – principalmente na segurança. Ora, estamos em um estado sob intervenção, a PM está trabalhando tal e qual menino do dique tentando tapar furo, e o Flamengo não sabe se vai fazer o maior clássico da Libertadores na quarta? Como será feito? Telefonando para o comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios, o major Sílvio, de madrugada, e dizendo “olha, suspende férias, folgas e muda a escala, vamos precisar do pessoal aí”? É assim?

    Uma gestão do nível da que tem o Flamengo já cria um plano de contingência logo depois da sentença. Entra logo com o recurso, orienta torcedores a pensar alternativas de apoiar o time, planeja ações para todos os cenários, e está pronto para, com o aprendizado do fato que provocou a punição, não permitir que o acaso estrague tudo. Isto é o que eu espero da gestão rubro-negra, sempre.

    Já comentei, alhures, que o Flamengo precisa decidir como se posiciona diante do Estadual, mormente deste Estadual em que volta e meia ficaremos sem o Maracanã (contra o Madureira, jogamos no Engenhão porque mr Phil Collins cantaria no dia seguinte e seu palco teria de ser montado). Porém, mandar um jogo do Estadual precisa ter o foco de que vamos jogar a Libertadores. Não podemos, de forma alguma, achar que é interessante mandar um jogo em Volta Redonda, sabendo que teremos viagens de avião pela frente. Submeter o time a três horas de ônibus e ao risco da febre amarela (espero que estejam todos vacinados) é um desgaste desnecessário e aviltante. Imaginemos, por exemplo, que tivéssemos jogado no Raulino contra o Madureira? Possivelmente o time dormiria em Volta Redonda (ou encararia a Dutra à noite, com risco da violência e do tráfego) e teria a quinta para descansar, a sexta para um breve treino antes de embarcar para o Fla-Flu em Cuiabá.

    Seria uma ideia das mais esdrúxulas, submeter o time a este cansaço de uma viagem de ônibus no meio dessa maratona toda, ainda que o elenco possibilite trocas e revezamentos. Com efeito, escrevo bem antes do Fla-Flu, e me parece que este será disputado pela garotada – o que talvez seja realmente a melhor medida, num cenário em que o primeiro turno já foi conquistado e não há muito o que fazer. É óbvio que não podemos simplesmente chutar o balde – defendo que o Flamengo, como é clube que será milenar, deve preservar os bons resultados para a posteridade. E já temos uma quantidade suficiente de escores desagradáveis, principalmente naquele período entre 2002 e 2006, quando Luiz Roberto berrava gols de Coritiba, Atlético Paranaense, Paraná Clube e Criciúma com uma frequencia tenebrosa – e entusiasmo idem.

    Esta situação – não saber onde vai ser o jogo – à qual retorno é tão coerente com a gestão atual quanto seria uma máquina de escrever para fazer memorandos dentro do escritório do Google. É uma gambiarra inadmissível. O Flamengo de hoje precisa saber onde vai jogar a última rodada do Brasileirão em dezembro. Precisa saber onde jogaremos a final da Libertadores. Precisa já ter compradas as passagens para o local onde será o Mundial de Clubes. Não tem cabimento um clube do nível em que estamos “descobrir” uma semana antes que jogará com o Madureira às 19h30 no Engenhão (ainda que seja melhor que se atirar para Volta Redonda, com todo respeito aos meus amigos de lá).

    É uma questão de governança. É bom para o consumidor (o torcedor), é bom para os funcionários, é bom para os jogadores. Se planejam, executam, cumprem a missão. E, acima de tudo, vencem.

    Um bom domingo para vocês.

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo.


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


     

     

  • Classificado! Flamengo supera Volta Redonda e avança à semifinal da Taça GB Sub-20

    Em partida válida pela última rodada da Taça Guanabara Sub-20, o Flamengo derrotou o Volta Redonda, por 1 a 0, no estádio da Gávea, neste sábado (24). O Mais Querido precisava apenas de um empate para garantir vaga na semifinal do primeiro turno. No entanto, Luiz Henrique anotou o gol que, além da classificação, deu ao Rubro-negro vantagens para próxima fase.

    Líder do Grupo A com 18 pontos, o Flamengo disputará a semifinal contra o América, segundo colocado da Chave B. O jogo único acontecerá na Gávea, na próxima quarta-feira (28), às 15h, e com vantagem do empate para o Rubro-Negro. A outra semifinal será disputada entre Botafogo e Vasco, no CEFAT, em Várzea das Moças, em Niterói.

    O tento de Luiz Henrique foi marcado aos 23 minutos primeiro tempo, após tabela entre Michael e Bill pelo lado esquerdo. O atacante rolou para Luiz Henrique, que chegou batendo de primeira e abrindo o placar. Foi o terceiro gol do meia-atacante no Carioca, artilheiro isolado no time na competição.

    “Fico muito feliz em fazer meu terceiro gol nesse campeonato estadual e em mais uma vez poder ajudar minha equipe a conquistar os três pontos. Agora vamos ainda mais fortes para a semifinal, buscando nossa vaga na final e seguindo firme rumo ao nosso objetivo de conquistarmos a Taça Guanabara”, disse o meia ao site do clube.
    Flamengo: Gabriel Batista, Braian, Bernardo, Aderlan, Michael (Ramon), Hugo Moura (Vinicius Souza), Theo, Lucas Silva (Luan David), Luiz Henrique (Yuri), Bill (Wendel) e Vitor Gabriel. Treinador: Mauricio Souza.

    Foto destacada: Divulgação/ Flamengo 


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  • Com time alternativo, Flamengo tenta manter invencibilidade em clássico

    O primeiro Fla-Flu do ano acontece neste sábado (24), na Arena Pantanal, às 17h (horário de Brasília) em Cuiabá. Embalados por duas goleadas que marcaram a estreia dos dois clubes na Taça Rio, o clássico contará com time alternativo do Mais Querido, visando a estreia na Libertadores que ocorre na próxima quarta-feira (28), contra o River Plate.

    A equipe de Carpegiani enfrenta um Fluminense em evolução. O time de Abel vem de cinco vitórias depois de alguns tropeços no início do Carioca. Já o Flamengo, poupando seus titulares, busca manter a invencibilidade. Há nove jogos o tricolor não vence o Rubro-Negro, sua última vitória foi em Junho/2016.

    Provável time do Flamengo

    Da equipe que iniciou a última partida, contra o Madureira, apenas Diego Alves se mantém no time titular. Nomes como Diego, Everton Ribeiro e Dourado permaneceram no Rio em preparação para a Libertadores.

    A escalação titular deve contar com: Diego Alves, Kléber, Léo Duarte, Thuler e Trauco; Cuéllar e Rômulo; Marlos, Jean Lucas, Vinícius Jr e Felipe Vizeu.

    Provável time do Fluminense

    O tricolor conta com o retorno de Ayrton, lateral-esquerdo retorna ao time após duas partidas afastado por lesão.

    A escalação deve contar com: Júlio César, Renato Chaves, Gum e Ibañez; Gilberto, Jadson, Richard e Ayrton (Marlon); Sonoza, Marcos Junior e Pedro.

     

     

  • Flamengo e River organizam ação social para crianças carentes

    Se dentro das quatro linhas Flamengo e River Plate prometem fazer um duelo disputado na estreia da Libertadores (28), do lado de fora o trabalho será em conjunto.

    Na terça-feira, véspera do duelo, dirigentes do clube argentino e representantes da Fundação River estarão na Gávea para uma ação social em parceria com o Rubro-Negro. O evento contará com a participação de 80 crianças de comunidades carentes do Rio de Janeiro (Salgueiro, Mangueira , Santa Marta, Rocinha, Cruzada e Tabajara).

    Os Consulados e Embaixadas do Flamengo serão peças fundamentais para o sucesso do evento. As sedes foram “convocadas” a enviar alimentos não perecíveis, casacos, materiais esportivos (meiões, chuteiras, shorts, etc) e roupas em geral para os jovens.

     


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  • Os seis duelos contra o River no Rio

    Ao longo da história, Flamengo e River Plate se enfrentaram 15 vezes e apenas uma partida aconteceu em campo neutro: logo o primeiro confronto, válido pelo Torneio Hexagonal de Lima de 1959 (cuja história foi contada aqui há duas semanas) e que terminou em goleada rubro-negra por 4 a 1. Nas demais, foram oito duelos na Argentina (todos no Monumental de Nuñez) e seis no Brasil (todos no Maracanã). A história destes jogos aqui, tendo o Fla como mandante – a exemplo do que ocorrerá na próxima quarta, na estreia de ambas as equipes na atual edição da Taça Libertadores da América –, é a que abordaremos nesta coluna.

    1959

    O primeiro confronto no Rio veio pouco menos de 11 meses depois da partida em Lima. Num amistoso disputado a dois dias do Natal de 1959, o Fla venceu o River por 2 a 1 e promoveu duas estreias de garotos bastante talentosos no time principal: um era o meia Gerson, de fabulosa habilidade com a canhota, escalado naquela noite como substituto de Dida. Outro era o ponteiro Germano, irmão mais velho de Fio Maravilha, e que dentro de poucos anos chegaria à Seleção e seria vendido ao Milan. No River, por ironia, atuava um ex-rubro-negro: o meia-atacante Paulinho, lançado na Gávea pelo técnico Fleitas Solich em 1954 e que deixaria seu nome marcado no lendário segundo tri carioca (1953-54-55) ao marcar o gol do título do segundo campeonato e terminar como artilheiro do terceiro.

    O Flamengo teve domínio total no primeiro tempo, mas só abriu o placar aos 38 minutos, com Henrique recebendo de Luís Carlos e tirando três defensores do lance com um drible antes de finalizar. Na etapa final, o Fla ampliou aos 10, com outra grande jogada individual de Henrique, antes de passar a Gerson, que fuzilou o goleiro Carrizo. Com a vantagem o jogo ficou morno, e o River aproveitou para descontar aos 18 numa jogada iniciada pelo ex-rubro-negro Paulinho (que entrara durante a partida) e terminada com chute de Menéndez. Mauro, goleiro rubro-negro, pulou atrasado e não conseguiu evitar que a bola entrasse.

    1982

    O segundo confronto no Maracanã veio na única ocasião anterior em que as equipes estiveram frente a frente pela Libertadores, no triangular semifinal da edição de 1982. Atual campeão, o Fla estreou perdendo por 1 a 0 para o Peñarol em Montevidéu, mas se reabilitou batendo o River por 3 a 0 dentro do Monumental de Nuñez. A vitória sobre os Millonarios no Maracanã (numa terça-feira, feriado de Finados, 2 de novembro de 1982) era fundamental para manter vivo o sonho do bi continental.

    O Fla abriu o placar aos 28 minutos, quando Tita interceptou uma saída errada de Olarticoechea e encobriu o goleiro Puentedura. Um golaço. Na etapa final, aos seis minutos, uma troca de passes espetacular entre Junior, Lico e Zico terminou com a finalização do lateral na saída do goleiro, ampliando para 2 a 0. O River descontou numa jogada de sorte de Alzamendi (ponta uruguaio que andou cobiçado pelo próprio Fla), que chutou em cima de Marinho no primeiro lance, mas a bola voltou para ele, que bateu rasteiro, cruzado.

    Mas o Fla reagiu logo no minuto seguinte, com Junior cruzando para a cabeçada inapelável de Zico, fazendo o terceiro. O River voltou a descontar aos 31, outra vez com sorte: o chute de Bulleri desviou em Figueiredo e enganou Cantarele. Mas no fim, Adílio fez grande jogada pela ponta esquerda, driblou seu marcador, tirou o goleiro e chutou para o gol. A bola ainda desviou no centroavante Ronaldo Marques antes de entrar.

    1991

    Nove anos depois, os dois clubes voltaram a se enfrentar por uma competição sul-americana – agora a Supercopa dos Campeões da Libertadores. Na primeira fase o Fla havia despachado o Estudiantes. Nas quartas de final, fora derrotado pelo River Plate, dirigido pelo ex-zagueiro Daniel Passarella, por 1 a 0 no jogo de ida, no Monumental de Nuñez. Precisava, portanto, vencer. Por um gol de diferença para levar a decisão aos pênaltis, ou por dois ou mais para se classificar direto.

    Poderia ter aberto vantagem ainda no primeiro tempo caso o árbitro chileno Enrique Marín não deixasse de marcar dois pênaltis claros: um quando Claut puxou a camisa de Gaúcho e outro quando o zagueiro Guillermo Rivarola cortou com o braço um cruzamento de Charles Guerreiro. Mas logo no início da etapa final, de modo arrasador, balançou as redes duas vezes. Primeiro a um minuto, na tradicional e certeira jogada de linha de fundo com Piá cruzando para a cabeçada de Gaúcho. Depois aos 11, com o centroavante tocando de cobertura após receber lançamento de Zinho.
    O erro foi recuar para garantir a classificação. Aos 27 minutos, Toresani – o mesmo jogador que havia marcado o gol argentino na partida de ida – percebeu um clarão no meio da defesa rubro-negra e chutou no canto de Gilmar, descontando. A decisão foi para os pênaltis (na época, um trauma para clubes e seleções brasileiras). E o Flamengo não fugiu à regra: Uidemar chutou fraco para a defesa de Comisso e Junior isolou sua cobrança por cima do travessão. E o River venceu por 4 a 3.

    1993

    O troco viria dois anos depois, na mesma competição, na mesma fase e do mesmo modo. Até os placares se repetiram, mas agora com os vencedores invertidos. Na ida, no Monumental de Nunez, o River venceu por 2 a 1, com o zagueiro Rogério marcando o gol rubro-negro. Na volta, o Fla venceu por 1 a 0 com outro tento de Rogério, cabeceando um cruzamento de Marcelinho da linha de fundo pelo lado direito aos 38 minutos de jogo. Antes da decisão nos pênaltis, entretanto, muita coisa aconteceu.

    O árbitro da partida era o uruguaio Ernesto Filippi, de amarga memória para os rubro-negros desde que garfou o Fla na eliminação para o Boca Juniors nas quartas de final da Taça Libertadores de 1991. Naquela noite de 27 de outubro de 1993, ele voltou a aprontar das suas. Logo aos 50 segundos da etapa final, Filippi expulsou o atacante Edu Lima. Depois, aos quatro minutos, deixou passar um pênalti claro em Casagrande. O Fla ainda ficaria com nove depois que Marcos Adriano também foi expulso juntamente com Ariel Ortega.

    O que se seguiu foi uma decisão maluca e angustiante nos pênaltis: depois de convertidas as duas primeiras cobranças para cada lado, o jovem atacante Magno perdeu o seu para o Fla, mas Gilmar compensou ao parar o chute de Silvani. Só que o volante Éder Lopes também desperdiçou sua cobrança. Para a sorte do Fla, Hernan Díaz chutou no travessão e perdeu a chance de colocar o River em vantagem. Depois que até os dois goleiros cobraram (e converteram), Gélson Baresi fez o sexto gol rubro-negro em oito cobranças e, em seguida, Gilmar foi herói outra vez ao defender o chute de Corti, dando a vitória e a vaga ao Fla.

    https://www.youtube.com/watch?v=Cjlz6gQunq8

    2000

    As duas últimas vezes em que Flamengo e River Plate se enfrentaram por aqui não trazem boas lembranças. Depois de quatro vitórias em quatro confrontos, os rubro-negros foram derrotados duas vezes em casa no mesmo ano pela mesma competição, a Copa Mercosul de 2000. O primeiro duelo foi em agosto, pela fase de grupos. A partida de estreia do time naquela edição do torneio foi também a primeira do recém-contratado atacante Edílson pelo Flamengo. Mas não houve o que comemorar.

    Partindo para cima desde o início, mas deixando a defesa muito vulnerável aos contragolpes do River, o Fla saiu atrás no marcador logo aos 12 minutos, depois que o zagueiro paraguaio Sarabia pegou a sobra de uma jogada ridiculamente confusa na área. O time de Carlinhos seguiu apertando, e o estreante Edílson carimbou o travessão. Mas o gol de empate não saía, com os argentinos fechados na defesa. Até que aos 11 minutos da etapa final, Petkovic apanhou o rebote de uma falta que ele mesmo havia cobrado e bateu seco, no canto do goleiro Bonano. Com o empate, o time foi ainda mais para cima, buscando a virada.

    Só que, mais uma vez, deixou a defesa descoberta. E num contra-ataque após bola perdida no meio-campo, aos 23 minutos, Cardetti apareceu livre no lado direito da defesa rubro-negra e, quase sem ser incomodado, avançou até a área, batendo na saída de Julio César, dando a vitória aos visitantes. Depois daquele jogo, no entanto, o Fla se recuperou e fez boa campanha naquele Grupo A (incluindo um empate em 0 a 0 com o mesmo River no Monumental de Nuñez), garantindo sem sustos a classificação como o melhor dos três segundos colocados que avançavam.

    E quem seria o adversário do Fla logo nas quartas de final? De novo, o River Plate. De lá para cá, algumas mudanças: após uma sequência de derrotas pelo Campeonato Brasileiro, Carlinhos deu lugar a Zagallo, que estreou em grande estilo, comandando um inesquecível 4 a 0 sobre o Vasco. A goleada no clássico foi inebriante. Mas a ressaca chegaria quatro dias depois. A euforia começaria a se transformar em irritação com o atraso de meia hora do River para entrar em campo. Frio, o Fla fez primeiro tempo sonolento.

    Na etapa final, logo aos seis minutos, Aimar achou Saviola se infiltrando na defesa, e o atacante tocou na saída de Julio César. Mesmo confuso em campo, o Fla conseguiu empatar aos 20, quando Juan, na segunda trave, cabeceou decidido um escanteio fechado cobrado por Petkovic. Só que aos 38, numa bola quase perdida, que aparentemente sairia pela lateral ou pela linha de fundo, Zapata correu mais que Maurinho e cruzou para Ortega concluir de primeira e dar nova vitória aos Millonarios.

    No jogo de volta, o Flamengo chegou a estar três vezes à frente no marcador e vencia por 3 a 2 até os 44 minutos do segundo tempo, e com nove homens em campo, num resultado que levaria a definição para os pênaltis. Mas o River ainda conseguiu o empate e a virada, selando a classificação no último confronto entre as duas equipes até o da próxima quarta-feira.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

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    Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.

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