Duelo de gigantes em São Paulo! Neste domingo (21), o Flamengo/Marinha entra em campo pela 13ª rodada da competição. O duelo da vez será contra o Corinthians, às 14h, no Pacaembu. A entrada é gratuita, e a partida será transmitida pela TV Bandeirantes.
Esta será a segunda partida do Mengão no Pacaembu. A estreia no estádio foi contra o Santos, onde a partida acabou sendo vencida pelas paulistas, por 2 a 1, na 8ª rodada do Brasileirão 2019.
As duas equipes seguem com 100% de aproveitamento após a pausa para a Copa do Mundo. Enquanto as Rubro-Negras venceram Internacional, Minas Icesp e Foz/Athletico, as paulistas venceram Foz, São Francisco e Ferroviária.
As duas equipes já estão classificadas matematicamente para as quartas de finais do Brasileiro Feminino A1 2019, visto que as oito melhores equipes da primeira fase avançam para a fase seguinte.
Ingressos
Os ingressos para o jogão no Pacaembu não serão comercializados, ou seja, a entrada é gratuita. O setor disponibilizado para a torcida do Flamengo será o Visitante – acesso pelo portão 22.
Estatísticas
Será o sétimo jogo entre as equipes na história da competição, e o retrospecto é equilibrado: duas vitórias do Flamengo, um empate e três vitórias do Corinthians.
O Flamengo/Marinha no Brasileirão Feminino 2019: 12 jogos – 9 vitórias – 2 empates – 1 derrota – 41 gols marcados e 7 sofridos. A equipe carioca ocupa a quarta colocação na tabela, com 29 pontos ganhos.
O adversário
O Corinthians ocupa a 1ª posição no campeonato, com trinta e três pontos conquistados em doze partidas: onze vitórias e uma derrota. A equipe paulista marcou 45 gols e sofreu apenas quatro: é a atual detentora do melhor ataque e melhor defesa do Brasileirão.
Equipe paulista é a atual líder do campeonato. Foto: Adriano Skrzypa
O jogo será apitado por Thiago Luis Scarascati, auxiliado por Vitor Carmona Metestaine e Enderson Emanoel Turbiani da Silva.
Queria falar um pouquinho sobre o pênalti do Diego, tomada de decisão, estudo e teoria dos jogos. Não quero defender o Diego. Acho que ele errou em muitos níveis. Só quero tentar entender os motivos que levaram ao erro. O post é longo, mas cheio de histórias.
Toda disputa de pênaltis é basicamente uma disputa emocional. Todo jogador profissional consegue chutar a bola de forma indefensável a 11 metros do gol. A questão é que a perna pesa, a visão borra e o gol fica pequeno. Alguns sentem mais que outros.
A prova disso é a minha estatística preferida sobre pênaltis: em média, 76% das cobranças em disputas de pênalti são convertidas, mas quando a situação é “se fizer, ganha”, o aproveitamento sobe para 92% e quando é “se não fizer, perde”, cai para 60%.
Isso tem a ver com um conceito chamado “aversão à perda”, uma das ideias que levou o psicólogo israelense Daniel Kahneman a receber o prêmio Nobel de Economia em 2002.
No futebol atual, todo mundo precisa fazer o dever de casa. Goleiros estudam batedores e criam estratégias de todos os tipos. Uma das histórias mais famosas é a do goleiro Lehman nas quartas de final da Copa de 2006, entre Alemanha e Argentina.
Dos sete nomes que Lehman havia anotado, apenas dois bateram – os dois como ele previu – e ele defendeu a cobrança de Ayala.
Reprodução / Autor desconhecido
Outra história interessante aconteceu na final da Champions League em 2008, entre Chelsea e Manchester United. O treinador do Chelsea, Avram Grant, conheceu o economista basco Ignacio Palacios-Huerta que estudava cobranças de pênaltis. Juntos, os dois desenvolveram uma estratégia.
Eles viram que Edwin van der Sar escolhia o canto do chute cruzado. Quando o cobrador era destro, ele saltava para a direita e vice-versa. O plano era que todos os jogadores batessem no lado oposto, no chute aberto: destros no canto esquerdo do gol e canhotos no canto direito.
Os três primeiros destros marcaram. Cristiano Ronaldo perdeu para o Man U e o Chelsea estava em vantagem. Até que Ashley Cole mandou um foda-se e decidiu bater do seu jeito preferido: chute cruzado. Van der Sar acertou o canto e quase defendeu, mas a bola entrou.
Na última cobrança, Terry chutou como planejado, deslocou o goleiro, mas escorregou e a bola saiu. Jogo empatado. Cobranças alternadas. Kalou, destro, bateu como combinado e deslocou o goleiro.
Veio Anelka, destro, e Van der Sar teve uma epifania: todos haviam chutado no seu canto esquerdo. Ele então para na linha e começa a apontar para a esquerda. Ele entra na cabeça de Anelka, que não sabe o que fazer.
O francês muda, chuta cruzado, e o goleiro pega. Man United campeão.
Reprodução
Agora historinha do Flamengo. Bruno era um exímio pegador de pênaltis. Até 2010, ele defendeu 17 e outros 5 caras chutaram para fora. Na semi-final da Taça Guanabara daquele ano, defendeu duas cobranças de Dodô. No dia seguinte O Globo faz uma matéria sobre sua estratégia.
Na sequência, o Globoesporte.com faz um vídeo com todas as cobranças defendidas por Bruno e logo dias antes da final da Taça Rio sai um infográfico n’O Globo indicando todos os comportamentos do goleiro rubro-negro.
Uma coisa ficava clara nesses estudos. Bruno era excelente em tudo, mas tinha um único padrão: NUNCA ficava parado no meio. Vem a final contra o Botafogo e Marcelo de Lima Henrique marca duas penalidades para eles durante o jogo.
Na primeira Herrera dá uma porrada no meio do gol. O goleiro cai antes e nem vê a bola. Na segunda, o Botafogo muda de batedor. Loco Abreu dá a famosa cavadinha e marca. Não foi coincidência. Até eu sabia e gritava desesperado na arquibancada para que Bruno ficasse parado.
Por falar em Loco Abreu e cavadinha, uma última história, sobre a disputa contra Gana na Copa de 2010. Loco estava tão nervoso que não viu a primeira cobrança. Ele se vira e pergunta para Fucile: “Fuci, o goleiro pulou antes?”. “Sim, Loco”, ouviu a resposta.
Na segunda cobrança, a mesma coisa. Loco não consegue ver nada e confirma com o companheiro. Na terceira, ele puxa Fucile, que puto da vida responde: “Sim, ele está caindo antes! Dá logo a sua cavadinha e para de me encher o saco!” Dito e feito.
Há um levantamento que diz o seguinte: 15% dos pênaltis são batidos no meio do gol, mas em apenas 2% das cobranças os goleiros ficam parados. A questão aí é o “viés da ação”. Goleiros preferem tomar o gol fazendo algo do que tomar o mesmo gol sem fazer nada.
Isso significa que a cobrança no meio é, em geral, uma cobrança segura. O problema é que os batedores também preferem perder no canto “batendo bem”, do que correr o risco de bater no meio e perder, o que configura uma batida ridícula.
Diego sentiu uma pressão enorme em 2017 contra o Vitória. O pênalti aos 50 do segundo tempo classificaria o Flamengo para a Libertadores do ano seguinte. Ele decidiu bater no meio, de forma segura, e fez.Agora, contra o CAP, fez a mesma escolha. Não é coincidência.
Mas há dois erros importantes na escolha de Diego. Antes de mais nada, aquela era a primeira cobrança. É importante entender o comportamento do goleiro antes de arriscar. O primeiro batedor não tem informação. Aprendemos isso com Loco Abreu e Van Der Saar.
O segundo ponto é mais sutil. Na hora de autorizar a cobrança de Diego, o árbitro percebeu que havia um fotógrafo na bandeira de escanteio, lugar proibido. Ele então paralisou o lance e ficou dois minutos tentando tirar o fotógrafo dali.
Dois longos minutos em que Diego ficou olhando a bola e o goleiro, o goleiro e a bola. Acontece que pênalti é psicológico. Cada segundo que passa o gol fica menor, o goleiro consegue ler melhor o atacante, o batedor duvida de si mesmo, pensa em mudar de ideia.
Diego deveria ter colocado a bola debaixo do braço e virado de costas para o gol. Só deveria ajeitá-la de novo quando o juiz autorizasse. Deveria tirar a pressão de si e jogar para Santos, parado sobre a linha.
Mas o 10 do Flamengo não fez nada disso. Decidiu bater no meio sem saber como o goleiro se comportaria, depois de uma longuíssima encarada entre os dois. Perdeu e ficou marcado. Pênalti não é loteria, é detalhe.
Jean Carlos tem 16 anos e faz parte do grupo que irá disputar a final do Campeonato Brasileiro, contra o Corinthians
Ainda à espera de uma definição das datas das partidas, a equipe sub-17 do Flamengo segue se preparando para a grande decisão do Campeonato Brasileiro da categoria. Comandados pelo técnico Phelipe Leal, os Garotos do Ninho fizeram uma campanha sem sustos e chegam com moral na disputa pelo troféu de campeão. O adversário da final será o Corinthians e o Mais Querido tem a vantagem de jogar o segundo confronto no Rio de Janeiro.
No caminho para a decisão, o Rubro-negro enfrentou 10 equipes diferentes e sustenta uma campanha segura. Na primeira fase, fez parte do Grupo B e avançou para as quartas de final em segundo colocado, com 18 pontos, cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota. O time da Gávea encerrou a fase classificatória com um saldo de gols extremamente positivo, sendo vazado somente 10 vezes e balançando as redes adversárias em 23 oportunidades.
“Foi um caminho muito difícil até essa final. Nosso time
merece estar nessa disputa. Treinamos muito e sempre demos o nosso máximo nos
jogos. Sabemos que ainda falta muito tempo de jogo para conquistarmos algo, mas
estamos confiantes e queremos entrar para a história do clube ao levar o primeiro
título desse torneio”, avalia o atacante Jean Carlos.
Nas fases de mata-mata, o Flamengo enfrentou nas quartas de final o Athletico-PR e na semifinal passou pelo São Paulo. Na primeira disputa, os Garotos do Ninho vencerem duas vezes os paranaenses, pelos placares de 3 a 1 e 3 a 0. Já contra o tricolor paulista, o duelo foi decidido na disputa por pênaltis, com vitória do Mais Querido por 4 a 3, após os empates em 2 a 2 e 0 a 0. “O Brasileiro é uma competição muito importante para nós. Enfrentamos equipes extremamente qualificadas e que estão acostumadas a grandes desafios”, completa o camisa 11.
O adversário
Flamengo e Corinthians já se enfrentaram neste campeonato. A
partida aconteceu no dia 30 de abril, pela terceira rodada da fase de grupos,
na Gávea. Na oportunidade, o Rubro-negro não deu chances ao alvinegro e
conquistou uma vitória por 2 a 0. Apesar desta derrota, o time paulista também
fez uma boa campanha, classificando-se em terceiro colocado e passando por
Fluminense e Grêmio, nas quartas de final e semifinal, respectivamente.
“Entramos nessa competição para sermos campeões. Essa é a nossa mentalidade em qualquer competição que entramos, mas sabemos que vamos ter dois confrontos muito difíceis contra o Corinthians. Conhecemos a equipe deles e até a final vamos estudá-los ainda mais para entrarmos o máximo preparados possível”, destaca Jean.
O jogador
Natural de São José do Rio Preto (SP), o atacante Jean Carlos tem 16 anos e chegou ao Flamengo no segundo semestre de 2017, vindo do Votuporanguense. Vestindo o Manto Sagrado, o jovem foi o responsável por fazer o gol de empate contra o Real Madrid, na final do 8º Hamdan International Football Championship de Dubai, ainda em 2018 pelo sub-16. O gol do atacante levou a disputa para as penalidades e o Mais Querido sagrou-se campeão.
Os Garotos do Ninho foram chamados pelo técnico André Jardine para a segunda etapa de preparação para o Sul-Americano de 2021
O centroavante Rodrigo Muniz, o lateral esquerdo Ramon, e o zagueiro Lucas Freitas, ambos da equipe sub-20 do Flamengo, foram convocados pelo técnico André Jardine para a Seleção Brasileira Sub-18. Os garotos do Ninho farão parte do grupo de 23 jogadores que participarão de uma semana de treinamentos. A atividade faz parte da segunda etapa de preparação para o Sul-Americano de 2021.
Os atletas atuaram com o
Manto Sagrado nesta quinta-feira (18), na vitória por 2 a 1 sobre o
Internacional, pelo Campeonato Brasileiro Sub-20. No dia 29 de julho, eles se
apresentam na Granja Comary e seguem no Centro de Treinamento da Seleção
Brasileira até o dia 5 do próximo mês. A semana contará também com dois
amistosos contra as equipes profissionais do Boavista e Sampaio Corrêa.
André Jardine explica que os critérios para esta convocação alinharam justiça para com os atletas que se destacam em suas equipes principais e a compreensão de não ultrapassar o limite de três nomes por clube, com o objetivo de não prejudicá-los nas competições em andamento. “Essa é a nossa segunda convocação. É ainda uma etapa de diagnóstico, para melhorar o nosso conhecimento sobre os jogadores e dar oportunidade àqueles que a gente enxerga potencial”, disse o treinador.
Os jogadores
O zagueiro Lucas Freitas tem 18 anos e veste o Manto Sagrado
desde 2009. Neste ano, o Garoto do Ninho já atuou em 16 partidas pelo sub-20, alimentando
um invejável retrospecto de 10 vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.
Somando os confrontos dos campeonatos Brasileiro e Carioca, o defensor também
se destaca pela disciplina, tendo levado somente um cartão amarelo e nenhum
vermelho.
O lateral esquerdo Ramon também tem 18 anos e chegou ao Flamengo em 2017, quando tinha acabado de completar 16 anos. Na oportunidade, foi contratado junto ao Nova Iguaçu, após se destacar na Taça Guanabara Sub-15. Em 2018, o atleta foi campeão da Copa São Paulo de Juniores, da Copa do Brasil Sub-17, do Carioca de Juniores e do Torneio Otávio Pinto Guimarães.
Já Rodrigo Muniz, 18 anos, foi contratado no ano passado junto ao Desportivo Brasil. Na equipe paulista, fez 31 gols pelo Campeonato Paulista Sub-15 de 2016 e, no ano seguinte, marcou 16 vezes na categoria sub-17. Em 2018, já como atleta do Flamengo, ele encerrou a temporada com 20 gols. Nestes sete meses de 2019, o centroavante balançou as redes adversárias em 16 oportunidades, sendo oito na Copa do Brasil, um no Brasileiro, três na Copa São Paulo e quatro no Estadual.
Confira a lista completa de convocados abaixo:
Crédito da imagem destacada: Marcelo Cortes / Flamengo
Lançamento da camisa 28 Ju e gol da camisa 9 Larissa. Essa foi a jogada predominante nesta quinta-feira, no jogo entre Flamengo/Marinha x Foz Cataratas/Athletico, na Gávea. Três dos cinco gols do Mengão foram originados desta maneira.
Logo aos 52 segundos de jogo, a meia Ju recebeu no círculo central do campo, e arrumou um belíssimo lançamento para Larissa encobrir a goleira adversária. Flamengo 1 x 0 Foz/Athletico.
O 1º gol do Mengão contra o Foz/Athletico saiu com menos de um minuto ?
— Flamengo Futebol Feminino (@FlaFeminino) July 18, 2019
Aos 20 minutos, após desarme de Bia Menezes, a camisa 28 Ju fez outro lançamento, em uma distância ainda maior. Larissa então ganhou na velocidade da zagueira adversária, deu um belo chapéu na goleira e emendou com um belo voleio: o segundo gol do Mengão.
— Flamengo Futebol Feminino (@FlaFeminino) July 18, 2019
Já nos minutos finais do segundo tempo, como de costume, Ju fez outro lançamento perfeito para Larissa, que dominou, invadiu a área adversária e chutou na saída da goleira. Foi o último gol do Flamengo/Marinha na tarde de hoje (18).
O gol de empate do time paranaense abre uma ótima possibilidade para entendermos melhor sobre bola coberta e bola descoberta
Passaremos a semana ouvindo que o gol do Athletico aconteceu por causa da linha alta de marcação, que a estratégia do Flamengo é suicida etc. Por favor, não caiam nessa. O erro foi de comportamento da última linha de defesa. Orientação corporal e esses detalhes.
Como Jesus disse outro dia em entrevista, o problema é que os defensores do Flamengo ainda não entenderam a diferença entre “bola coberta” e “bola descoberta”.
Bola coberta: o homem da bola está marcado e não tem um passe limpo para frente. Nesse caso, o time pressiona e a defesa AVANÇA em bloco.
Bola descoberta: o cara da bola está livre. Não tem ninguém na frente dele. A defesa RECUA e deve correr para trás, evitando a bola nas costas.
O melhor conteúdo sobre o gol dos caras vem de Portugal, onde eles entendem essa diferença e conhecem o trabalho do Jesus. O Lateral Esquerdo fez um bom vídeo sobre o assunto:
Mas eu quero ir além: o problema não foi a linha de defesa estar adiantada demais. O problema foi a linha estar POUCO ADIANTADA e ainda por cima não correr para trás no momento certo.
Quando o goleiro Santos tem a bola, cinco jogadores do Flamengo marcam sete do CAP (4 defensores, 2 volantes e o goleiro). Eles fazem isso muito bem e forçam Leo Pereira a um chutão pressionado. O zagueiro não tinha NENHUMA opção limpa de passe, nem mesmo o recuo para o goleiro.
Até aqui, perfeito. O lançamento é quase da linha de fundo e não tem como ultrapassar a nossa defesa. Gabriel está apertando o cara. Bola coberta! A defesa deve se adiantar! Mas só Rafinha faz isso, acompanhando de perto Rony, já que o Fla marca homem a homem do lado da bola.
Rony usa muito bem o corpo e vence a disputa. Com isso, a bola sobra para Marco Ruben na linha do meio-campo. Cuéllar está colado nele, também bem posicionado, mas não consegue fazer a falta porque o 9 do CAP é muito forte. Nisso, Nazário está livre pelo meio.
O que aconteceu aqui? Como Nazário está livre? Se cinco jogadores do Fla marcavam seis do CAP lá na frente, temos um a mais na defesa, certo? O problema é que Leo Duarte, Rodrigo Caio e Renê marcam, juntos, Marcelo Cirino. Com isso, Cuéllar tem Marco Ruben e Nazário.
Se os três de trás subissem até o meio-campo na hora do lançamento, Cirino seria obrigado a recuar. Um zagueiro pegaria Ruben e Cuéllar estaria em Nazário. Não haveria homem livre para dominar com tranquilidade e lançar. A defesa estava recuada demais. Defender alto também é encaixotar.
Mas beleza. Acontece. Uma vez que a bola chega a Nazário, é uma BOLA TOTALMENTE DESCOBERTA e a zaga precisa correr imediatamente para trás. Léo Duarte precisa virar o corpo para fora, na direção de Rony, pois é a única possibilidade de cobertura para Rafinha, que já não está lá.
Quando Nazário lança, Rodrigo Caio está plantado e Leo Duarte está virado para dentro do campo! Com isso, ele precisa dar um giro de 270 graus e não tem a MENOR chance de chegar.
Ou seja, não caiam na ladainha de que Jorge Jesus é kamikaze e foi burro. O 1×0 não era garantia de nada e ele queria chegar ao 2×0. Além disso, a pressão alta foi a melhor forma de neutralizar o Athletico até ali. Ainda falta ajustar a última linha, mas não mudar a estratégia.
Nesta quinta-feira (18), o Flamengo deu um show de ataque (e defesa) no Futebol Feminino. Foram incríveis dezesseis gols marcados e nenhum sofrido na modalidade, representados por duas equipes: a categoria sub-18 e a adulta. Na base, goleada de 11 a 0 no São Francisco-BA, enquanto no adulto, 5 a 0 diante do Foz/Athletico.
Feminino Sub-18
Pela manhã, mais precisamente, às 10h, o Flamengo aplicou mais uma goleada no Brasileirão Feminino Sub-18. Jogando na Arena Pernambuco, as meninas da Gávea venceram o São Francisco-BA pelo placar de ONZE A ZERO.
Os gols foram marcados por Thalita (três vezes), Maria Peck (duas vezes), Tuane, Juliana, Larissa, Vitória, Samara e outro gol contra. Na rodada anterior, o Flamengo já havia aplicado o mesmo placar, diante do Vitória/Santa Cruz-PE.
O Flamengo entrou em campo com: Marcela; Kemilly, Beatriz (Carol), Mariana Silva e Ana Clara (Samara); Larissa, Yasmin e Maria Peck; Nilis (Mariana Fernandes), Juliana (Luisa) e Tuane (Thalita, depois Vitória). Técnico: Marcos Gaspar.
A equipe chegou aos sete pontos, contabilizando duas vitórias e um empate. No próximo sábado (20), as Rubro-Negras enfrentam novamente o São Francisco, no Estádio Barbosão (PE), às 10h.
Feminino Adulto
Mantendo a escrita de goleadas do dia, o Flamengo/Marinha aplicou mais um placar elástico no Brasileiro Feminino A1. Jogando na Gávea, as cariocas venceram o Foz Cataratas/Athletico pelo placar de CINCO A ZERO.
Com direito à hat-trick e assistência de Larissa, três assistências de Ju, gol da zagueira Day e outro gol contra, o Mengão impôs sua superioridade diante das paranaenses. No intervalo de jogo, a partida já estava quatro a zero.
O Flamengo/Marinha entrou em campo com: Kaká; Raquelzinha, Day (Sâmia), Andressa e Fernanda Palermo (Karen); Bia Menezes, Ju e Gaby; Flávia (Raiza), Rafa Barros e Larissa. Técnico: Ricardo Abrantes.
Com o resultado, o Mais Querido do Brasil chega aos 29 pontos conquistados, mantendo-se na quarta colocação na tabela. Em 12 jogos, foram nove vitórias, dois empates, uma derrota, 41 gols marcados e 7 sofridos.
De quebra, o Garoto do Ninho assumiu também a ponta na artilharia da competição, com cinco gols marcados em cinco partidas
Da Redação
Em duelo disputado nesta
quinta-feira (18), no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e válido
pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe sub-20 do Flamengo superou
novamente o Internacional. Com dois gols do centroavante Vitor Gabriel, o Mais
Querido não deu chances ao adversário, chegando a quarta vitória em cinco
jogos. O triunfo coloca o Rubro-negro na liderança do campeonato, à frente de
Vasco e América MG nos gols marcados e no saldo de gols.
Além da ponta na tabela de
classificação, o Fla também lidera a artilharia do Brasileiro. Isso porque, com
os dois tentos anotados contra o colorado, Vitor Gabriel chegou aos cinco gols,
ultrapassando Allan Victor, do Santos. Na próxima rodada, o Flamengo viaja para
enfrentar o Corinthians, no domingo (21), às 11h, no Parque São Jorge.
O jogo
O jogo começou
movimentado, e antes dos dez primeiros minutos, as duas equipes já haviam
criado boas chances para abrir o marcador. Logo aos dois minutos, Vitor Gabriel
recebeu dentro da área e bateu para defesa segura de Diogenes. O Internacional
respondeu aos seis minutos. Nicolas chutou da entrada da área, e a bola bateu
na trave. No rebote, João Victor chutou para boa defesa de Hugo Souza. Aos 13
minutos, Luiz Henrique cruzou e Vitor Gabriel testou forte, para mais uma
defesa de Diogenes.
O Mais Querido começava a dominar as ações do jogo, e abriu o placar aos 15 minutos. Matheus França fez ótima tabela com Matheus Alves e rolou na área para Gomes, que bateu de primeira na trave. No rebote, Vitor Gabriel apareceu bem posicionado para, com oportunismo, tocar para o fundo das redes e fazer o primeiro dos Garotos do Ninho no jogo. O Flamengo desceu para o vestiário com a vantagem.
O segundo tempo
começou com o Internacional dando susto ainda nos primeiros segundos de jogo.
Mas Hugo Souza estava atento e fez grande defesa, mantendo o rubro-negro à
frente no placar. Quem marcou foi o Flamengo. Após belíssimo cruzamento de
Ramon, Vitor Gabriel subiu com estilo e tocou de cabeça sem chances de defesa
para Diogenes, para fazer seu quinto gol no Brasileirão e assumir a artilharia
isolada da competição. Aos 19 minutos, Cesinha bateu forte e Hugo Souza fez a
defesa sem dar rebote.
Os Garotos do Ninho
quase fizeram o terceiro aos 28 minutos, quando após pressão do setor ofensivo
rubro-negro a zaga gaúcha saiu jogando errado e Rodrigo Muniz, que havia
acabado de entrar, soltou uma bomba de fora da área. A bola passou tirando
tinta da trave esquerda do Colorado. Depois disso, bastou ao Mais Querido
administrar a boa vantagem e sair de campo com mais uma importante vitória no
Campeonato Brasileiro Sub-20.
Flamengo: Hugo Souza, Matheus França, Natan, Lucas Freitas (Gustavo), Ramon; Vinicius Souza, Matheus Alves (Henrique), Luiz Henrique (Yuri de Oliveira); Wendel, Gomes (Rodrigo Muniz) e Vitor Gabriel. Treinador: Mauricio Souza.
Poucas dores na vida são tão doloridas quanto a dor da eliminação do nosso time de futebol.
Lógico, pensando nas dores fúteis.
Doi chutar a quina da porta? Muito!
Mas no amanhecer já passou.
Doi ver aquela série que você adora ser cancelada? Muito!
Mas no mesmo dia já encontramos outra.
Tudo dói. Até rir demais dói.
Mas passa.
A dor da eliminação não. Essa fica dentro de nós.
O jogo acaba e você ainda sente.
O juiz apita e seu coração ainda está destruído.
Se conseguir dormir, sabe que ao acordar ela estará lá.
Ser eliminado é fatal para todos.
Mas a gente é Flamengo. Temos sangue forte.
Amanhã será dia nublado em todo o Brasil. Será dia de silêncio.
Mas o amor vai continuar.
Final de semana estaremos juntos novamente. Eu, você, eles…Todos eles.
O pós jogo servirá para refletir.
Saudações e relaxem…
Notas
DIEGO ALVES – 7 – Seria o herói se nossos jogadores não tivessem perdidos tantos pênaltis.
RAFINHA – 6,5 – Erra pouco. Mas errou no lance do gol.
LEO DUARTE – 6 – Foi bem. Poderia ter sido melhor no lance do gol.
RODRIGO CAIO – 5 – Errou várias saídas de bola.
RENÊ – 5 – Sempre a mesma coisa.
CUELLAR – 7 – Bem no jogo. Bem nos pênaltis.
DIEGO – 5 – Se tivéssemos a vitoria, seria nota 8. Mas bateu um dos pênaltis mais ridículos da história do Flamengo.
EVERTON RIBEIRO – 4 – Não está bem. Dois jogos abaixo. Péssimo pênalti batido.
ARRASCAETA – SN – Estava bem, mas saiu cedo.
GABRIEL – 7 – Fez o que dele se espera. Sozinho no ataque fez gol, criou, brigou e tomou amarelo.
LINCOLN – 3 – Pode vir a ser o melhor atacante do Flamengo, mas hoje não pode ser nem primeira e nem segunda opção. Sair por empréstimo seria ótimo para ele e para o clube.
VITINHO – 5 – Bela jogada no gol. Em 90 minutos foi o único acerto. Perdeu um pênalti que parecia um chute rotineiro. Mandou a bola no Maracanãzinho.
Em partida válida pela segunda rodada do Brasileiro Feminino Sub-18, o Flamengo deu show e goleou o Vitória/Santa Cruz-PE pelo placar de 11 a 0, no estádio Ademir Cunha. Inicialmente marcado para a noite de ontem (16), o jogo teve que ser adiado devido à falta de iluminação no local.
Foram seis gols marcados no primeiro tempo e outros cinco na etapa final. O time comandado pelo técnico Marcos Gaspar mostrou domínio durante toda a partida e chegou aos quatro pontos, assumindo parcialmente a liderança do grupo E da competição.
Os gols foram marcados pela camisa 10 Maria Peck (quatro vezes), pela camisa 7 Nilis (três vezes), pela camisa 11 Juliana, pela camisa 21 Vitória e pela camisa 15 Luisa, além de um gol contra. Quem também teve participação importante no jogo foi a lateral Samara, que contribuiu com três assistências.
O Flamengo disputou a partida com: Marcela (Yasmin); Kemilly (Stefany), Beatriz, Mariana Silva e Samara; Larissa, Nilis e Yasmin Santos (Luisa); Maria Peck, Vitória (Mariana Fernandes) e Juliana (Aryeli). Técnico: Marcos Gaspar.
O próximo jogo da equipe ocorrerá nesta quinta-feira (18), às 10h, na Arena Pernambuco. O adversário será o São Francisco-BA.