Autor: diogo.almeida1979

  • Téo Benjamin: o volante no esquema de Jorge Jesus

    Mais um vídeo, dessa vez mostrando a função de primeiro volante no esquema de Jorge Jesus e as diferenças para os antecessores!

    Aguardo sugestões, críticas, perguntas e comentários!

    Pra cima deles!

    Continuando…

    Esse tema foi inspirado na sugestão do @batmanFLA87

    Quais outros temas vocês gostariam de ver?

    Ah, e não poderia deixar de agradecer Domitila Almenteiro, que deu muita força nos dois vídeos até aqui! Tudo feito em casa e na raça!

    Blog do Téo: Como os clubes de Jorge Jesus atuam no mercado de transferências de jogadores

    SRN!

  • Escanteio cobrado na área é melhor?

    Aviso: este post é uma apresentação de venda do curso de análise de desempenho do professor Ricardo Sales Pombo, destinado para todos aqueles que desejam começar a trabalhar no Futebol ou querem se especializar ainda mais.

    Ricardo Pombo Sales, analista de desempenho

    Opa! Como estão as coisas? Ricardo aqui.

    Viu essa? Será que realmente uma opção é melhor que a outra?

    Cobrança de escanteio direto na área ou com movimentos curtos?

    Melhor ver essas reflexões aqui:

    Nas cobranças de escanteios podemos colocar a bola diretamente na área ou fazer a cobrança mais curtas e realizar movimentações específicas.

    • Ou seja, posso optar por disputar a bola diretamente na área e tentar finalizar diretamente ou mesmo disputar o rebote deste lance.

    Vamos chamar esse de disputa direta na área…

    • Ou podemos optar em um cobrança curta enquanto os atletas de sua equipe dentro da área fazem movimentações específicas que podem levar vantagem por gerar aquela situação de incerteza na equipe que está defendendo.

    Mas para qualquer situação, seja na cobrança longa ou na curta, uma série de conceitos devem ser pontuados e treinados, seja sua equipe defendendo ou sua equipe atacando.

    Se sua equipe estiver defendendo, precisará primeiramente definir se a marcação será individual, setor ou mista. Após essa definição, verificar se a cobrança foi longa e vencer na disputa aérea e proteger as ações do goleiro. Se for nas jogadas curtas, acompanha a linha da bola e saber que se alguém ficar para trás pode dar condições da jogada adversária dar resultado por distrações ou falta de leitura de sua equipe. Vai colocar atletas para impedir as jogadas curtas e forçar a bola direta na área ou prefere que seja cobrado na curta e evite a bola direta?

    Já nos escanteios ofensivos, provavelmente já definiu como será sua cobrança, mas o adversário não sabe e ele pode fazer com que suas jogadas curtas sejam anuladas e force você cobrar direto ou ainda deixar você cobrar tanto na curta como na longa. E ai? Está tudo bem definido como será? Qual a melhor opção?

    E por aí vai, são muitos detalhes envolvendo os escanteios defensivos e ofensivos

    Então, qual melhor escanteio para sua equipe?

    Só você poderá decidir! E verificar os números em relação escanteios ofensivos e defensivos diretos ou indiretos na área.

    Mas uma coisa é certa!

    QUANDO DECIDIR, BUSQUE O EMPENHO PARA O MELHOR DESEMPENHO POSSÍVEL.

    Fazer com que todas as teorias sejam treinadas e aplicadas. Entendidas por cada atleta e executadas da melhor forma. Isso chama-se treino.

    E para você é bem assim também.

    Se você deseja tanto ter oportunidades de trabalho, sejam em Categorias de Base ou no Profissional, VOCÊ precisa estar preparado.

    Estar atualizado e em constante prática.

    Ter pessoas em seu redor que vão tirar suas dúvidas e ampliar seu desempenho profissional.

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  • O Flamengo mudou de patamar

    O que é este Flamengo cada vez mais rico que busca atingir o patamar de títulos que a evolução financeira precisa proporcionar?

    “O Flamengo mudou de patamar”. Quantas vezes essa frase foi dita nos últimos seis anos? No início da gestão Bandeira, em 2013, o clube começou uma caminhada que muita gente não acreditou na época e até hoje não entende (ou finge que não) como aconteceu. A frase “de onde vem o dinheiro?” é quase tão comum quanto a que abriu este texto. Porém, há nelas uma diferença de tempo que talvez seja necessário um buraco de minhoca pra explicar.

    Clubes demoram a se impor, a mostrar sua força, o seu crescimento e ocupar espaço. O Flamengo sempre foi gigante, mas estava reduzido a clube-piada em 2013. Ninguém de renome queria jogar no Mais Querido. Apenas jogadores machucados, manipulados por empresários, favores ou sem-clube vinham. Algumas dessas contratações ainda eram vendidas como algo grande. Quem não lembra de Carlos Eduardo e Eduardo Silva, ambos chegando com pompa de Europa e muita expectativa, apenas para descobrirmos que não era nada disso? Mas era o que tinha para o momento.

    Em 23 de julho de 2014, o Flamengo contratou Vanderlei Luxemburgo. Em 23 de julho de 2019, o Flamengo contratou o lateral-esquerdo titular da Seleção Brasileira campeã da Copa América e jogador com grande mercado na Europa, Filipe Luís. Cinco anos. Hoje, Luxa tenta salvar o Vasco do rebaixamento e fica em programas de televisão falando mal de Jorge Jesus. Já Filipe Luís, os feitos falam por ele.

    Foram cinco anos sem títulos importantes e contratações que a cada seis meses mexiam forte com o mercado nacional. Começou com Ederson, que chegou com relativo cartaz, e Paolo Guerrero, em 2015. Atacante do então poderoso e milionário Corinthians, o peruano veio para o Flamengo para “receber em dia”. No final do ano, o Corinthians foi campeão brasileiro e o Fla…

    Em 2016, o ano começou com Muricy como treinador, Ederson, Sheik, Guerrero, um então Willian Arão promissor e expectativa gerada pela reeleição e, também, pela chegada de Rodrigo Caetano para gerir o futebol. Carlos Eduardo já era passado e sua frase “daqui uns anos ninguém vai querer jogar no Flamengo” começava a perder crédito.

    Do mesmo autor:
    > Jesus está entre nós
    >
    O basquete é cruel
    >
    O mesmo setlist

    O Flamengo já mudava de patamar.  Eram os primeiros indícios, mas ainda provocados por uma euforia do que pelas grandes contratações mesmo. A torcida ainda esperava pelos nomes mágicos que viriam com o programa de Sócio-Torcedor e queriam ver na prática o que a austeridade traria como recompensa. Mas a grande contratação do ano foi a chegada de Diego. O meia veio como o principal nome do ano no futebol brasileiro. Em plena forma física, mudou a forma de jogar do time e o Mengão brigou até o final pelo título, que ficou com o Palmeiras. Um texto no placar do Maracanã falava do cheirinho que viria mais forte no ano seguinte. Isso marcou o clube como um símbolo incômodo e acabou se virando contra o próprio Flamengo.

    Chegou 2017 e foi um ano repleto de nomes, porém, sem resultados. Everton Ribeiro, melhor jogador do Brasil por dois anos seguidos e regularmente convocado para a Seleção,chegou por seis milhões de euros, uma das maiores da história do clube até então. Pouco depois, Diego Alves, um dos principais goleiros surgidos em nosso futebol na última década. O Flamengo estava em outro patamar: agora, o clube adquiria jogadores que a turma só escalava no videogame. Craques que seriam titulares em qualquer time do país. Títulos? Não. Dois vices, na Copa do Brasil e na Sul-Americana, enquanto o Corinthians levantava o Brasileiro.

    Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

    Mas o ano também revelou Vinícius Júnior, Lucas Paquetá e Felipe Vizeu, nomes que renderiam muita grana para os bolsos rubro-negros. Foi em 2017 que a frase “de onde vem o dinheiro?” mais apareceu. As pessoas não queriam saber da reestruturação realizada no clube.

    Em 2018 a vontade de contratar foi menor. O Flamengo pisou no freio e sentiu o golpe no início do ano com tempo perdido no futebol. Carpegiani como técnico atrasou completamente o trabalho e o time não “bagunçou” o mercado. A venda de Vinicius Junior encheu o cofre, mas foi apenas em julho que o cheque saiu do telão de novo. Por 10 milhões de euros, Vitinho bateu o recorde de Everton Ribeiro e veio para realizar sem “sonho de moleque”. Outro patamar trocado. Como um Michael Phelps das finanças, o clube pulverizava seus próprios números e aumentava o sarrafo. O time, no entanto, não repetiu as glórias do nadador norte-americano e viu o Palmeiras ser campeão de novo.

    Estamos em 2019. O Flamengo teria à sua disposição o melhor CT da América do Sul. De clube que treinava com ratos na Gávea para instalações de excelência. Depois de eleições acirradas, o novo presidente Rodolfo Landim deu a ordem: comprem. E Marcos Braz atendeu. Logo de cara chegou Rodrigo Caio, um reforço menos badalado, que custou cinco milhões de euros por 45% dos direitos. Hoje, com certeza, já valorizou. Mas a festa começou mesmo depois.

    Gabigol foi anunciado por empréstimo. Um dia depois, De Arrascaeta também foi oficializado. O uruguaio veio por incríveis quinze milhões de euros! Disparada a maior contratação e mais um patamar. O Flamengo tirava craques dos seus rivais diretos, no caso, o Cruzeiro, e repetiu com Bruno Henrique, que saiu do Santos por 23 milhões de reais.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    O óbvio título carioca veio, mas nenhum rubro-negro ficou satisfeito com isso. O clube precisa de mais. Qual patamar que podia mudar de novo? Para comandar o elenco, era preciso um nome que entendesse essa necessidade. Jorge Jesus veio e trouxe a atenção da Europa. Um técnico com mercado no Velho Continente, com ideias bem diferentes das aplicadas aqui, chegava para cuidar de um time que precisa vencer para justificar tanto investimento e matar a fome da torcida. E, com ele, mais quatro nomes vieram. Gerson e Pablo Mari, meia e zagueiro, chegaram praticamente juntos. A torcida ficou mais animada. Porém, foi com solução de um problema crônico que o jogo virou de vez.

    Finalmente, após anos de lamentos e reclamações, o Flamengo anunciou dois laterais de primeiro time. Rafinha e Filipe Luís foram contratados. O Flamengo tem, agora, um time inteiro adquirido fora (considerando que Pablo será titular no lugar de Leo Duarte). Praticamente um Real Madrid brasileiro, se analisarmos apenas a gana por compras.

    O novo patamar atingido. O Flamengo era o clube que fazia os craques. Sem ter como alimentar esses craques, os vendia para times brasileiros e europeus por qualquer migalha que ofereciam. Veio a reestruturação e as jovens promessas continuavam a ser produzidas, mas o clube não tinha como competir com os gigantes europeus. As vendas passaram a ser para fazer caixa. Hoje, craque, o Flamengo faz em casa, vende e com o dinheiro traz outro craque.

    Não adianta espernear. O clube não tem como manter os jogadores, não consegue segurar um jovem que quer brilhar na Europa. Mas vende bem, podendo trazer para seu lugar alguém que queira enfrentar o desafio de ser campeão com o time mais rico do Brasil e com a maior torcida do Mundo. Sim, mais um patamar: de “finge que paga”, o Fla hoje paga quanto quer. Negocia, suga, aperta, acerta e paga. Mas paga todo mundo.

    Falta um patamar. O das taças. Neste período, o Mengão viu Corinthians e Palmeiras vencerem o Brasil duas vezes cada um. Nenhum outro time chegou. Ninguém se organizou financeiramente também. O outrora rico Cruzeiro desabou. Os três cariocas tropeçam em suas próprias pernas e disputam anualmente o campeonato de quem não cai para a segunda divisão. O São Paulo parou no tempo, enquanto os dois do Sul vivem seu mundo particular e só querem saber de copas, o caminho mais fácil para outras copas e brigam entre si para ver quem tem mais…. copas.

    O Flamengo precisa vencer. E já. Seis meses sem título para quem investiu tanto é como dois anos para quem não investe nada. Ainda restam duas competições em 2018. Dá para disputar – e ganhar – ambas. Mas precisa vencer uma. Esse é o patamar que falta. Um time campeão da Florida Cup precisa deixar seu nome cravado nas taças que realmente interessam. Aí, sim, terá mudado completamente de patamar e entrar em outro clube: o dos ricos campeões. Porque até agora, não foi mais do que aquele cara que conseguiu um ótimo emprego com um salário de sonho, mas todo ano passa férias na Disney e fica invejando quem curte as praias gregas, a costa italiana, Paris, Barcelona, Tóquio, Catar….

  • Lateral americano do sub-12 busca segundo título internacional com o Manto Sagrado

    Gabriel Matthew e seus companheiros entram em campo nesta quarta-feira (14) para a disputa da Ibercup, etapa São Paulo

    Após conquistar o título da fase preliminar da etapa no Rio
    Grande do Sul, no início de 2019, a equipe sub-12 do Flamengo se prepara para a
    disputa da Ibercup (Torneio internacional de clubes), etapa São Paulo, que
    ocorre de 24 a 28 de julho. A estreia acontece nesta quarta-feira (24), às 10h,
    contra o Líderpool AD Recanto. O Mais Querido está no Grupo G, juntamente com
    Prime Futebol, Corinthians D, Mvu Telecamp e o próprio Líderpool.

    Um dos destaques do time no torneio, o jovem Gabriel Matthew
    Mendonça, de 12 anos. Filho de brasileiros, Matthew é americano e atua como
    lateral esquerdo no time ad Gávea. Com o Manto Sagrado, já tem em seu currículo
    um título do torneio internacional e, juntamente com seus companheiros, está em
    busca do bicampeonato. “É um sentimento muito gratificante de poder jogar a
    Ibercup novamente. Espero levantar a taça mais uma vez”, contou.

    Estarão presentes mais de 180 equipes nessa edição do torneio. Os clubes serão divididos em seis categorias, sendo elas: Categoria Y (Nascidos em 2012), Categoria Z (Nascidos em 2011), Categoria A (Nascidos em 2010), Categoria B (Nascidos em 2009), Categoria C (Nascidos em 2008) e Categoria D (Nascidos em 2007). Além do Flamengo, equipes como o Grêmio, Palmeiras, Corinthians, Academia de futebol do PSG em São Paulo e Yokohama Marinos-JPN, também participarão da competição. 

    Pela Categoria D (2007, sub-12), serão 41 equipes divididas
    em oito grupos. As melhores colocadas de cada chave se enfrentam uma única vez
    em um “Supergrupo” dividido em outras duas chaves de quatro equipes cada. A
    final será formada pelo melhor time de cada grupo. O vencedor da competição
    garante uma vaga para a fase qualificatória para a etapa mundial, que ocorrerá
    em Portugal, ainda sem data definida.

    Por vencer a etapa do Rio Grande do Sul, o Rubro-negro já está garantido. Gabriel também comentou sobre esse fato. “Estarmos garantidos na fase final não muda nada para nós. Vamos entrar concentrados e com muita raça rumo a outro título. A Ibercup é um torneio importante, que é muito difícil de conquistar. Mas acredito que retornamos melhor do que antes”, revelou o lateral.

    Crédito da imagem destacada: Divulgação

  • Jesus exalta contratação de Filipe Luís, mas diz: ”Pedi um que ainda não chegou”

    O Flamengo anunciou na manhã desta terça-feira (23) a contratação do lateral-esquerdo Filipe Luís, que estava no Atlético de Madrid e foi campeão da Copa América pelo Brasil, mas o técnico rubro-negro ainda não parece estar satisfeito por completo.

    Jorge Jesus elogiou a chegada de Filipe Luís, mas ressaltou que ainda espera um atacante: ”Filipe Luís é um jogador da seleção do Brasil, com um histórico que todo mundo conhece, não precisa de apresentação. No futebol, temos que mostrar todos os dias o nosso valor e o Filipe vai mostrar isso no Flamengo. Tem características que nos agrada.

    Quando cheguei ao Flamengo, depois de saber que queriam laterais, um central e um zagueiro esquerdo, pedi um jogador que ainda não chegou, que é um centroavante”, disse Jesus, em entrevista em Guayaquil, no Equador.

    O Flamengo chegou a fazer duas propostas pelo atacante Pedro, do Fluminense, mas foram recusadas. O Flamengo ainda segue buscando opções no mercado, mas encontra dificuldades para encontrar o ”nome certo”.

    Enquanto isso, Gabigol continua se isolando na artilharia do clube na temporada com 19 gols. O atacante ainda é o artilheiro do Brasileirão, balançando as redes dos adversários oito vezes.

    O Flamengo de Jesus volta a campo nesta quarta, às 21h30, pelo jogo de ida das oitavas de finais da Libertadores contra o Emelec, no estádio George Capwell.

  • Neymar e Lucas Paquetá comemoram acerto do Flamengo com Filipe Luís

    Após demora no acerto, Filipe Luís faz declaração de amor, posa com o Manto ao lado do avô e recebe o carinho de Neymar e Lucas Paquetá

    Depois de um longo tempo de negociações, Flamengo e Filipe Luís finalmente se acertaram. Após 14 anos na Europa, o lateral-esquerdo de 33 anos assinou contrato até o fim de 2021.

    Poucos minutos após as redes socias do Flamengo anunciarem a aguardada contratação de Filipe Luís, o atleta escreveu postando a mesma foto usada pelo Flamengo, onde ele aparece posando ao lado do avô vestindo o Manto Sagrado: “Sentimento que passa de pai para filho, de vô para neto. O coração balança. Chegou o grande dia, o dia de realizar meu sonho de criança. O dia em que posso dizer que sou jogador do meu Mengão”.

    No Instagram, o craque da Seleção Brasileira recebeu as felicitações de Neymar e do Garoto do Ninho Lucas Paquetá:

    Após as chegadas de Rafinha, Pablo Marí e Gerson, Filipe Luís é a quarta contratação da janela de transferências do meio da temporada – período de inscrições de jogadores que em 2019 no Brasil vai até o dia 31 de julho. O Flamengo ainda não informou oficialmente quando será feita a coletiva de apresentação do atleta.

    O restante do elenco Rubro-Negro está em Guayaquil para o duelo com o Emelec válido pelas oitavas da Libertadores da América, jogo que acontece nesta quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília). Vitinho, De Arrascaeta e Everton Ribeiro, machucados, não viajaram para o Equador.

  • Veja como o Flamengo apresentou os reforços de 2019 no Twitter

    As redes sociais tomam cada vez mais peso em momentos importantes da temporada, ainda mais quando tratamos de Flamengo em que cada post impacta diretamente a imensa Nação. Após o Mais Querido mais uma vez postar o anúncio oficial da contratação de um reforço, desta vez foi o lateral-esquerdo Filipe Luis, o Mundo Bola relembra os posts do Twitter em que foram confirmados oficialmente os principais reforços para a temporada 2019.

    Rodolfo Landim assumia a presidência do Flamengo no dia 19 de dezembro de 2018 e promovia desde então mudanças na maioria do setores do clube. A comunicação não passou incólume e, em meio a trocas de comando, o clube anunciava o zagueiro Rodrigo Caio, no dia 29 de dezembro.

    https://twitter.com/NacaoCRF/status/1079101795710967809

    O fato curioso desse anúncio foi a publicação dele no perfil do programa sócio-torcedor (@NacaoCRF) e não no oficial do clube (@Flamengo). Nunca foi informada a razão do procedimento e ele aconteceu só nessa vez.

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    Com o início de 2019, o Flamengo atraía todas as atenções da janela de transferência brasileira. Dinheiro em caixa junto à necessidade de reforços e uma nova diretoria querendo mostrar serviço resultaram numa enxurrada de nomes em todos os lugares da internet. Um dos que pareciam mais próximos foi anunciado pelo clube no dia 11 de janeiro: Gabriel.

    O terceiro reforço do Flamengo para 2019 veio no dia seguinte. Uma das negociações mais comentadas do Brasil no ano, depois de uma imensa queda de braço entre as diretorias Rubro-Negra e cruzeirense, com direito a bravata de dirigente mineiro, o meia de Arrascaeta chegava à Gávea.

    Depois de dois dias e dois reforços de peso, o Flamengo concentrava suas ações nos pedidos do técnico Abel Braga para a temporada: o zagueiro Dedé, do Cruzeiro, e o atacante Bruno Henrique, do Santos. A venda do meia de Arrascaeta fez com o que a Raposa praticamente fechasse as portas para qualquer nova tentativa do clube carioca em conseguir um novo reforço vindo do lado azul de Minas. Já o Santos endurecia de todas as formas a negociação de seu melhor atacante. Ciente da necessidade do alvinegro fazer caixa durante a janela, o vice-presidente de Futebol da Gávea, Marcos Braz anunciou, durante a apresentação de Gabriel, no dia 16 de janeiro, que o Rubro-Negro tinha desistido de contratar Bruno Henrique. Com o recado, os paulistas acenaram com um pedido mais baixo, que levou ao anúncio do segundo reforço no ataque para o Flamengo, feito no 23 de janeiro: Bruno Henrique era jogador do Flamengo.

    https://twitter.com/Flamengo/status/1088120992793268226

    O atacante fechava a janela de transferências do Flamengo, uma das que o time da Gávea mais investiu na sua história.

    As atenções da torcida para um novo anuncio só retornaria às redes do Mais Querido cinco meses e oito dias depois, mais exatamente no dia 1º de junho, quando o clube publicava a contratação do técnico português Jorge Jesus para comandar o time no lugar de Abel Braga.

    O Rubro-Negro fazia o primeiro movimento na janela de transferências no meio do ano e deixava absolutamente todos os interessados por futebol curiosos para ver o que aconteceria com um clube brasileiro sendo comandado por um europeu.

    Coincidência ou não, o Velho Continente até o dia do fechamento desse texto (22/07) vem sendo o único mercado de onde o Flamengo vem trazendo os jogadores para o elenco profissional nesse meio de 2019. Depois de JJ, foi oficializada a contratação do lateral-direito Rafinha, ex-Bayern de Munich, que já tinha sido apalavrada no início do ano, mas mantida como incerta pela diretoria até ali.

    https://twitter.com/Flamengo/status/1137885741881659392

    Por falar em sigilo, um nome que só apareceu na imprensa dias antes de ser confirmado foi o zagueiro espanhol Pablo Marí, que pertencia ao Manchester City, mas estava emprestado ao Deportivo La Coruña. Levou menos de uma semana para o até então desconhecido jogador aparecer na imprensa e ser anunciado pelo clube no dia 11 de julho.

    https://twitter.com/Flamengo/status/1149302112842653698

    Repetindo a estratégia da janela de janeiro, um dia após anunciar o zagueiro espanhol o Flamengo retornava às redes para confirmar outra contratação. Tratava-se do meio-campo Gerson. Diferentemente de Marí, o jogador da Roma vinha sendo cogitado no Mais Querido desde o início do período de transferências.

    https://twitter.com/Flamengo/status/1149796460046823426

    Depois da confirmação de Gerson, todas as atenções do Flamengo voltaram-se à negociação com o lateral-esquerdo Filipe Luis, ex-Atletico de Madri. Tratado na Espanha como um dos melhores laterais da história do Atlético de Madri, tendo no currículo títulos espanhóis, decisões internacionais e a participação na Copa do Mundo de 18, pela Seleção Brasileira, o defensor chegaria com status de titular incontestável. Com cenário e temperatura normais, o atleta seria uma das melhores e maiores contratações do Brasil, todavia a “eterna” indecisão do atleta em retornar ou não ao Brasil fez com que parte da torcida já o veja com um pé atrás. O lateral-esquerdo vai ter que correr mais para reverter o cenário. Futebol para isso não falta.

  • Berrío, Júlio Baptista, Grafitte e a nota 3

    Futebol não tem mistério.

    As coisas são simples, tal qual 1 + 1 finaliza em 2.

    Vamos lá.

    Se você tem um time com 11 jogadores que podem variar de nota 7 pra 9 e um banco com um cara nota 3. Saiba que na hora que o bicho pegar, tu vai depender do nota 3.

    Essa realidade vem sendo mostrada ao passar dos anos.

    Já foi em clubes, já foi em seleções e agora está ficando
    evidente no nosso Flamengo.

    Quero deixar claro que isso não é perseguição. Não estou
    fazendo campanha contra ninguém.

    Feita a ressalva do mais ou menos.

    Não dá para depender do Berrío!

    Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

    O rapaz é esforçado, batalhador, acabou com o Foguinho no
    passado, mas tem muitas limitações.

    O nosso esquema de jogo, com o que Jorge Jesus propõem, ter
    no elenco o colombiano é flertar com o infarto.

    Berrío é nosso nota 3.

    Vou elucidar essa patifaria descritiva com um exemplo não
    muito distante, mas não perto demais.

    Era Copa do Mundo, ano de 2010. Nossa Seleção já não era das melhores. No 11 já tínhamos problemas. Agora, no banco estava a eliminação.

    No jogo contra a Holanda o querido Dunga, perdendo o jogo, precisava mudar. Tinha que ter uma carta na manga.

    Ao olhar para os jogadores sentados as duas opções eram
    Grafite e Júlio Baptista. Não é questão de elenco. É questão de avaliar seu
    time pelo elo mais fraco.

    Berrío, Júlio Baptista e Grafitte são elos fracos em times de nota 7 a 9.

    Espero que o tempo mostre que estou errado. Que o colombiano treine e vire peça fundamental em nossas conquistas. Mas hoje, no pós jogo contra o Corinthians, virei o Dunga olhando para o Grafitte e J. Baptista.

    ***

    RODINEI/PARÁ – Sei que o contrato do Pará está terminando e não será renovado. Mas, sem Rafinha, não dá pra aguentar Rodinei. Melhor escalar o rapaz e tentar negociar o Rod.

    AEROPORTO – Diego foi ofendido e se doeu. Meia duzia que foi ao aeroporto estava errada e passou dl limite. A questão principal é: E o Flamengo?

    GERSON – Ao contrário de Vitinho, que também custou milhões e foi revelado por rival estadual, o ex atleta da Roma parece que vai vingar. Que classe!

    GABRIEL – Fez em 7 meses mais do que o Guerrero em 3 anos.

    Saudações e até quinta ou até algo espetacular acontecer!

  • Téo Benjamin: como o 4-2-3-1 moderno surgiu na Inglaterra

    Vamos falar novamente sobre tática? Depois de cinco anos sem disputas continentais, a Inglaterra percebeu que precisava se adaptar

    A final da Copa de 2006 ficou marcada pela cabeçada de Zidane nas peita de Materazzi, mas na história tática do futebol ela tem outro significado.

    Foi a primeira vez que duas seleções se enfrentaram na final jogando no 4-2-3-1 moderno.

    O 4-2-3-1 então dominou o mundo nos últimos 15 anos. Foi disparado o sistema mais usado não só na Copa, mas em quase todos os países. Boa parte dos 4-1-4-1 ou 4-4-1-1 são, na verdade, a mesma coisa. As escolhas são as mesmas.

    Só agora o planeta vai saindo desse domínio absoluto.

    A disposição dos jogadores no campo em si não é novidade. O Fla campeão mundial em 81 já jogava mais ou menos assim e vários times holandeses das décadas de 80 e 90 também. Mas o 4-2-3-1 moderno é diferente e surge na virada do século com algumas mudanças importantes.

    Nada no futebol é por acaso. A evolução tática do jogo é uma interminável dinâmica de pergunta e resposta, ação e reação. Alguém muda, os outros se adaptam. Outros encontram uma saída, todo mundo se adapta…

    Quero explorar as raízes desse sistema tão dominante. Não quero ficar discutindo aqui quem inventou ou reinventou a roda.

    Mas a história da Premier League indica um caminho interessante para entendermos o rumo que esse jogo de perguntas e respostas tomou.

    Tudo começa com a chegada de Eric Cantona ao Manchester United em 1992.

    Os ingleses foram banidos de torneios internacionais por cinco anos depois da tragédia de Heysel em 85. Quando voltaram, ficou clara a disparidade entre eles e os demais. O futebol inglês, sempre isolado, havia se desconectado.

    Sir Alex Ferguson decide então buscar um polêmico francês.

    Era o tempo do 4-4-2. Essa formação definia o futebol inglês mais do que a cerveja e o hooliganismo. Duas linhas de quatro, uma batalha incansável entre os meio-campistas, pontas dribladores e mil cruzamentos para os dois atacantes de área.

    Mas Cantona era um atacante diferente. Ele pensava o jogo de forma diferente. Além de ser mais técnico, gostava de organizar o ataque. Saía da área, circulava no meio, aparecia no espaço entre a defesa e o meio do adversário, criava jogadas e confundia a marcação.

    Seu impacto foi imediato. Nas primeiras 4 temporadas, o United venceu três e só ficou em 3º lugar quando o francês foi suspenso por metade da temporada por uma voadora em um torcedor do Crystal Palace. Não demorou para que todos fossem atrás de um Cantona para chamarem de seus.

    O Arsenal foi atrás de um holandês: Dennis Bergkamp. O Chelsea encontrou um italiano: Gianfranco Zola.

    Juntos, os três europeus do continente redefiniram as duplas de ataque no futebol da ilha.

    Começa então um efeito dominó em toda a zona de ataque.

    Com apenas um atacante de referência, poderíamos esperar que os gols do time se concentrariam ainda mais nesse jogador, certo? Um super artilheiro dominando a área.

    O que se viu foi exatamente o contrário. Apenas um jogador não dá conta. Outros precisavam atacar a área.

    No Blog do Téo: O pênalti do Diego, tomada de decisão e a teoria dos jogos

    A função dos pontas então muda. Eles agora também são responsáveis por finalizar. Assim, infiltram em diagonal, se tornam goleadores e logo surgem os pontas de pé trocado.

    Antes, destros jogavam na direita e canhotos na esquerda para cruzar. Agora, o contrário para finalizar.

    O centroavante também é obrigado a mudar. Ele não é apenas o cara para empurrar para o gol. Com outras possibilidades surgindo, ele precisa participar mais das jogadas, fazer parede, dar assistências… O grandalhão cabeceador na área dá lugar ao atacante técnico.

    É interessante pensar como os jogadores definem uma era, mas uma era também define os jogadores.

    Pippo Inzaghi e Hernán Crespo, dois grandes 9 da virada do século, talvez não tivessem tanto espaço se tivessem começado jogar futebol na década seguinte.

    Os pontas entrando em diagonal, ou em “facão”, também abrem espaço no corredor para alguém ir à linha de fundo e trazem a necessidade de laterais ofensivos, que façam ultrapassagens.

    Não é à toa que laterais brasileiros se tornaram a commodity mais valiosa do futebol.

    Com mais gente entrando na área, o meia-atacante pode virar um meia de fato. Cantona e Bergkamp dão lugar a jogadores como Lampard e Gerrard.

    A transformação está completa com o Chelsea de Mourinho, bicampeão da Liga com 95 e 91 pontos, mais que os Invencíveis do Arsenal.

    Nada nessa história é coincidência. É tudo um jogo de pergunta e resposta.

    Mexe um pouco, gera superioridade aqui, precisa ajustar ali, abre espaço em outro lugar. Com isso, o jogo vai evoluindo. O futebol é fluido e muda o tempo todo.

    Assim surgiu o 4-2-3-1 moderno.

    A Inglaterra é um bom caso de estudo por suas características, mas outros países e outras culturas futebolísticas fizeram a mesma transição de outra forma, com outras histórias.

    Eventualmente a formação tomou o mundo e dominou o Brasil no caminho.


    *Especialmente para @LuizPortugal88.

  • Téo Benjamin: para entender melhor sobre o modelo de jogo do Flamengo

    Você tem três minutos para ouvir a palavra do senhor Jorge Jesus e entender um pouquinho melhor sobre o modelo de jogo do Flamengo?

    Veja este vídeo:

    Continuando…

    O vídeo é um teste de um novo formato de conteúdo. É uma grande simplificação, claro! Tem muitos outros detalhes e muitas variações que poderiam ser exploradas.

    Adoraria ouvir a opinião da galera sobre esse formato, sobre o conteúdo em si e sugestões de temas.

    Não deixe de ler também: Desfrutem um Flamengo que dá prazer