Autor: diogo.almeida1979

  • Agente de Rodinei revela que Inter ainda não procurou o Flamengo para estender empréstimo

    No início da temporada, o Flamengo emprestou o lateral-direito Rodinei para o Internacional até dezembro deste ano, mas o futuro do atleta já virou assunto no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Com várias especulações de que o jogador iria voltar para o rubro-negro, ou que já estava certa sua permanência no colorado para 2021, seu empresário esclareceu o assunto.

    Em entrevista ao site Revista Colorada, Ricardo Scheidt revelou que o Inter ainda não procurou o Flamengo, e nem o atleta para tratar do futuro: “Ainda não (fomos procurados)”.

    Rodinei tem contrato com o Flamengo até 2022, e em 2020 vinha sendo titular da lateral-direita de Eduardo Coudet. Porém, com a chegada do lateral Renzo Saravia, que veio do Porto e trabalhou com Coudet no Racing, a titularidade do ex-Fla está ameaçada.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Luci e Bvoy chegam ao Brasil

    A espera dos amantes dos esportes eletrônicos acabou. Após muitas dúvidas, especulações e incertezas devido a pandemia mundial causada pelo COVID-19, finalmente a botlane do Flamengo chegou ao Brasil vindo da Coréia do Sul.

    Durante a semana diversas informações desencontradas deixaram os fãs dos Urubus preocupados, mas agora é oficial: o atirador e suporte titulares estão no Brasil.

    O Flamengo eSports volta ao Rift amanhã, após começar 0-2 o segundo split.

  • TV Mundo Bola | Amazon x Lojas Americanas: Batalha no e-commerce chega à camisa do Flamengo

    Mas o que está por trás desta briga para patrocinar o Flamengo? Muito simples: o mercado de e-commerce do Brasil – Assista a entrevista com o especialista em inovação Felipe Ribbe

    Até segunda-feira à noite, tudo parecia caminhar para que o Flamengo fechasse acordo com a Amazon. Até escrevi um texto aqui sobre as inúmeras possibilidades que uma parceria desta magnitude daria ao clube carioca. Porém, Rodolfo Landim, presidente rubro-negro, foi ao programa Bem Amigos, no SporTV, e falou que a proposta de patrocínio mais comentada por todos não era a preferida da diretoria e que todos teriam uma surpresa.

    Hoje surgiu a notícia pelo jornalista Gustavo Henrique de que as Lojas Americanas tinham entrado com força na parada e que estavam, inclusive, muito próximas de sacramentar o negócio; a Amazon, pelo que Gustavo apurou, teria que cobrir a oferta. Mas o que está por trás desta briga para patrocinar o Flamengo? Muito simples: o mercado de e-commerce do Brasil. Leia o artigo completo aqui

  • O malvado Flamengo

    E assim foi feito com outros clubes que retornaram. O único a ser questionado, execrado, criticado é o Flamengo

    Blog Resenha Rubro-Negra | por Marcelos Neves

    O Flamengo voltou a treinar no dia 20 de maio e vimos uma enxurrada de críticas vindo da imprensa por conta da “insensibilidade” do clube com seus atletas e funcionários. Tanto que até hoje temos jornalistas que chegam a espumar de raiva ao comentar sobre o Flamengo. Isso ocorre, talvez, pelos títulos recentes do clube que vem fazendo um verdadeiro estrago no futebol brasileiro e principalmente no futebol paulista. Apenas no ano passado o Flamengo “demitiu” três técnicos queridinhos da imprensa paulista, Felipão, Mano Menezes e Fábio Carille; e todos com requinte de crueldade, goleada e um abismo entre o futebol apresentado.

    Mas vamos voltar um pouco no tempo e ver o tratamento dado à outras equipes neste período.

    No dia 11 de maio a dupla Grenal voltou aos treinos, e o jornalista Cosme Rímoli em sua matéria diz que: “Grêmio e Internacional mostraram suas forças e voltam a treinar. Governo do Estado ficou dividido, mas a união dos clubes dobrou a resistência”. Antes, no dia 11 de abril, o mesmo jornalista em sua coluna deu espaço para as baboseiras do Montenegro e finalizou a coluna com essa pérola: “O clube quer retornar por conta do dinheiro”.

    Canais como Espn, FoxSports e SporTV fizeram matérias sobre a volta aos treinos da dupla e nenhuma crítica exacerbada foi feita em seus programas ou até mesmo por seus jornalistas.

    Dia 26 de maio foi a vez do Cruzeiro voltar aos treinos e mais destaque na mídia sem nenhum tipo de crítica pela volta “antecipada” dos treinos. O rival Atlético-MG voltou aos treinos no dia 19 de maio, e também foi destaque na imprensa, que mostrou protocolo de treinos, divisão do elenco, testes feitos e zero crítica.

    E assim foi feito com outros clubes que retornaram. O único a ser questionado, execrado, criticado é o Flamengo.

    O protocolo usado pelo Flamengo é o mesmo utilizado na Alemanha, que voltou com seu campeonato. O mesmo protocolo que Conmebol, FIFA, CBV e outros clubes procuram para adotar no retorno de suas atividades. Ontem foi a quarta semana que o Flamengo testou todos os funcionários do CT, jogadores e comissão técnica sem nenhum resultado positivo. O que mostra que o protocolo é o melhor a ser adotado e que dentro dessa norma o clube mostra que é possível voltar com suas atividades (voltar com jogos é outro caso).

    Durante essa pandemia o Flamengo demitiu alguns funcionários garantindo aos mesmos receber suas verbas rescisórias, sacar FGTS, receber Seguro-Desemprego e ainda poderem ser recontratados dentro de seis meses. Também reduziu salários de jogador, reviu outros contratos, forneceu cestas básicas com kits higiênicos em comunidades carentes do Rio de Janeiro, distribuiu cartões alimentação para ambulantes e vendedores do Maracanã para que os mesmos possam se manter nesse período sem jogos.

    Essa postura profissional que o Flamengo vem implantando desde 2013 incomoda a imprensa. Incomoda porque o queridinho deles está com três meses de salário atrasado e anuncia que vai contratar jogador. Incomoda porque mesmo em período de crise mundial o Flamengo tem empresas interessadas em patrocinar o clube. E incomoda ainda mais porque o abismo entre o Flamengo e os demais clubes ficará ainda maior.

    Critico muita coisa que a diretoria faz em alguns momentos, mas nesse período de pandemia estão mostrando como se portar de forma profissional e responsável merecendo todos os elogios, e ao invés de críticas o correto seria a imprensa divulgar as ações e cobrar dos demais clubes a mesma postura.

    SRN

  • Forbes: Gerson vale $ 40 milhões? Chelsea ou Tottenham?

    Matéria da revista de negócios americana questiona quem é o jogador alvo dos ingleses. Gerson teve passagem apagada na Europa entre 2016 e 2019.

    Com base em fontes brasileiras acerca do interesse do dois clubes no meia do Flamengo, o artigo expõe que o interesse no atleta começou no último dia 5, com a proposta dos Spurs no valor de 20 milhões de dólares. Informação essa foi confirmada pelo clube, e o valor não agradou o rubro negro.

    A proposta do Chelsea seria provavelmente aquela que o Flamengo espera para iniciar as tratativas pelo Coringa. Tanto o jogador como o técnico Jorge jesus já manifestaram desejo na permanência. Mas caso a oferta atinja a casa dos $ 40 milhões, o clube terá que sentar a mesa para discutir.

    Veja também: Flamengo aguarda proposta da Europa por Gerson

    Com a queda de receita com a paralisação e a perda de valor do Real, tal venda auxiliaria o clube a nas finanças. Aos torcedores dos clubes ingleses caberia conhecer o jogador para avaliar se vale a pena o investimento.

    Porém, Chelsea terá orçamento limitado nos próximos meses. O Tottenham ainda lembra de Paulinho, meia também campeão da Libertadores e saiu do clube em baixa. A passagem fraca de Gerson na Itália também preocupa.

    No entanto, o jogador cresceu em seu retorno ao Brasil, chamando atenção inclusive da Seleção Brasileira. O artigo lembra sua qualidade com o pé esquerdo, e sua versatilidade tanto na marcação como meia atacante.

    Prós & Contras

    Boa visão de jogo e bom passe que foram essenciais em jogadas ofensivas. Além de sua função ser fundamental no sistema de marcação alta e na distribuição de jogo. Com isso, segundo a matéria, Gerson se encaixaria melhor na formação dos Blues de Lampard, não enfrentaria tanta concorrência como nos Tottenham.

    Contudo, a Premier League, Gerson teria de se adaptar com as dificuldades de marcação forte, como ocorreu contra o River Plate na final da Libertadores. Em outras palavras, sua atuação ali pode ser um sinal relevante para compreender como se portaria nos gramados ingleses.

    Em suma, para arriscar uma transferência de Gerson para Premier League, não importando qual dos dois clubes, a paciência será fundamental para fluir todas as qualidades do jogador rubro negro.

  • Debates raciais movimentam perfil de Everton Ribeiro

    Jogador se engajou com o projeto AfroReggae, nas favelas do Rio de Janeiro, desde o ano passado.

    William Reis, coordenador da ONG, entrou em contato com Everton Ribeiro através de Bruna, esposa de Diego Ribas. O jogador visitou as favelas do Rio, auxiliou no financiamento para álcool em gel e cestas básicas para as comunidades.

    Junto à Diego, Ribeiro leiloou uma camisa usada na Libertadores para angariar fundos, e cerca de 200 crianças foram beneficiadas dentro do projeto com a ação dos jogadores.

    William foi mais uma vez procurado por Ribeiro, agora para usar o perfil do Instagram do jogador como espaço para debates durante toda a quarta feira. O dia foi preenchido por quatro debates com convidados negros, abordando o racismo em diferentes discussões.

    Veja também: Não quero ficar em silêncio: Everton Ribeiro dispõe sua influência na luta antirracista

    Everton Ribeiro questionou William acerca do que poderia fazer para ajudar, e se reconheceu como uma pessoa branca que não entende completamente o racismo. Durante a coletiva pela FlaTV, o jogador disse que a morte de George Floyd e as manifestações nos EUA chamaram sua atenção, e como pessoa influente, devia se posicionar.

    Temos voz para isso. Uma população que nos vê como exemplo, mídia para ser utilizada em grandes causas. Primeiro, temos que nos preparar e conhecer a causa que vamos abordar. É preciso se posicionar sabendo o que está falando e não só por estar em evidência. É aprender para ter argumentos

    As lives no Instagram

    Em sua conta no Instagram, William Reis agradeceu ao jogador pela ação, e afirmou que as lives arrastaram “uma multidão que com certeza saiu reflexiva.”, e considera que o jogador é um aliado do AfroReggae.

    Jonathan Raymundo, que tratou sobre Escravidão no Brasil, afirmou que uma das características marcantes do racismo brasileiro é se ocultar dentro da realidade social. É necessário tornar público essa problemática na intenção de construir um mundo mais justo.

    A lei 10.639/03 foi tratada na live sobre as Políticas Afirmativas. A lei exige a inclusão de história e cultura afro-brasileira nas grades de ensino.

    As cotas raciais, tema da live, não é exclusividade do Brasil, como reforçou Marcos Luca Valentim, com o intuito de reparação histórica com um grupo. O jornalista citou a Lei do Boi como exemplo nacional nos anos 1960, e reforçou que mesmo as atuais cotas não devem ser eternas, mas presentes até que a desigualdade social seja apaziguada.

    Na live sobre Racismo na Atualidade, o flamenguista Rodrigo França reforçou a existência de uma segregação racial velada, o que impede uma organização mais sólida entre negros, como é o caso do EUA. O mito democracia racial se baseia nessa segregação camuflada, fazendo com que mesmo pessoas negras não se considerem assim.

    As quatro lives contabilizaram até o momento, mais de 120 mil visualizações ao todo, contabilizando mais de cinco horas de transmissão. Segundo William Reis houve um retorno extremamente positivo por parte dos seguidores do jogador. Logo abaixo, a primeira live publicada no perfil do de Ribeiro:

    https://www.instagram.com/tv/CBQeEa0Jhh0/?utm_source=ig_web_copy_link
  • Amazon ou Lojas Americanas? Mesmo pagando menos, torcida do Flamengo prefere a Amazon

    Na última terça-feira (09), circulou nas mídias sociais que o grupo Lojas Americanas estaria interessada em cobrir a oferta da Amazon, e ser a nova patrocinadora master do Flamengo. A informação é do jornalista Gustavo Henrique.

    A notícia saiu um dia após o presidente Rodolfo Landim, em entrevista ao programa Bem Amigos, do SporTV, revelar que a Amazon não era a favorita dentro do pensamento da diretoria do clube.

    ‘A mais falada não é a preferida pela diretoria. Existem algumas propostas sobre a mesa do Flamengo, mas sempre falam de uma só. E digo mais, não é a mais provável. Estamos trabalhando para fechar nos próximos dias e encaminhar ao Conselho”.

    A ideia do Flamengo com as Lojas Americanas é fazer uma grande parceria de recompensas com o plano para o sócio torcedor. Luís Eduardo Batista, o Bap (VP de relações externas do Flamengo), já trabalhou na empresa como Supervisor de Compras. A proposta anual seria superior aos R$ 40 milhões da Amazon. Ambas negociações seguem.

    Enquete Mundo Bola

    Com uma briga de duas grandes empresas em busca do patrocínio master do Mais Querido, o Mundo Bola promoveu uma enquete em seu Twitter, que perguntava ao torcedor, qual empresa ele gostaria que estampasse sua marca no setor principal da camisa do clube. E a Amazon venceu por 52,1% dos votos. Lojas Americanas obteve 47,9% dos votos.

    Créditos de imagem destacada: Reprodução

  • Coletiva com Everton Ribeiro na FlaTV: Queremos voltar na hora certa

    Na primeira coletiva do Flamengo desde o início da pandemia, o jogador respondeu a questões sobre a volta ao futebol e sobre seu posicionamento nos debates raciais.

    A entrevista foi online, com perguntas foram enviadas pelos jornalistas ao setor de comunicação do clube, e foram mediadas por Emerson Santos, na transmissão pela FlaTV. A conexão da transmissão demonstrou instabilidade em alguns momentos.

    Retorno aos treinos e futebol

    Everton reconheceu que é um momento difícil para a sociedade, mas que o preparo antes da liberação é importante para evitar lesões em um possível retorno. Os equipamentos fornecidos pelo clube para o treino doméstico também foram importantes, segundo ele.

    Mas o jogador reforçou que quer voltar a jogar, mas no tempo e na hora certa. Ribeiro ainda relembrou que os jogadores devem estar preparados para jogar sem público, visto que a torcida tem uma função importante nas partidas.

    Sobre a volta do futebol, admitiu que o cenário ainda é confuso, mas que o clube pretende seguir o direcionamento das autoridades, e que espera que o protocolo do Flamengo sirva de exemplo para a sociedade. O jogador comentou que a estrutura do Flamengo lhe deu segurança e lembrou que a Federação está auxiliando os demais clubes.

    Veja também: Everton Ribeiro cede Instagram para debate sobre racismo

    Salário e renovação do Mister

    Sobre a redução salarial devido a pandemia, Everton disse que houve reuniões para discutir o assunto, os jogadores foram de acordo com as medidas e foram rápidos em viabilizar a ação. Ribeiro parabenizou a diretoria pela renovação de Jorge Jesus, e disse que os jogadores tiveram um pequeno momento de comemoração com o técnico.

    Racismo

    O jogador defendeu que os jogadores, com sua influência, devem defender e se posicionar pelas causas, desde que esteja ciente sobre tais assuntos. Disse que estava aprendendo sobre racismo com William Reis, quando falou sobre liberar seu perfil para lives sobre o tema, e lembrou que o racismo no país ainda se estabelece de forma velada.

    Veja ainda: Não quero ficar em silêncio: Everton Ribeiro dispõe sua influência na luta antirracista

    Diante da paralisação, Everton falou que mesmo com o distanciamento de uma convocação para a seleção, seu foco é o Flamengo.

  • Landim na veia, imprensa na cadeia (aprendi essa com a Fofox: título polêmico só para que você clique)

    Prefiro um presidente impiedoso que empilhe títulos do que um benevolente que não ganhe nada além de palmas da imprensa

    1- O título é polêmico só para que você clique. Aprendi essa com a Fofox.
    2- Vasco da Gama;
    3- Esse texto não reflete a opinião do Mundo Bola. O Diogo (editor-chefe do Mundo Bola) me deixa escrever certas barbaridades porque é legal e sempre me disse que esse blog tem liberdade total.

    Dito isso, vamos lá.

    Em Hoolingans (2005), Frodo é expulso da universidade de Harvard, onde cursava jornalismo e resolve ir pra Inglaterra passar um tempo com a irmã. Lá ele se envolve com uma torcida organizada liderada por seu concunhado.

    Aos poucos ele aprende a trocar socos, fazer bolinhas de sabão e cantar as músicas do West Ham. Com o tempo, ganha a confiança do grupo e tudo vai bem até que descobrem que ele é um jornalista (ou quase isso).

    Veja: Landim no Bem, Amigos defende protocolo e retorno do futebol

    Aí o pau quebra. Longe de mim defender torcida organizada, mas por que aquela gente não tolera jornalista? Tenho uma certa ideia:

    Talvez o jornalista médio seja hipócrita, corporativista e pense ser infalível. Quiçá suponha ter a régua da razão. Possivelmente imagine ser o rei da justiça, o bastião da moralidade.

    Ultimamente tem sido impossível acompanhar qualquer programa esportivo – até porque praticamente não tem esporte ao vivo na TV, mas nesta segunda (8) dei uma chance e suportei algumas horas de “Bem, Amigos” para ver o presidente do Flamengo.

    Foi ultrajante. Landim foi constrangido de todos os lados. A galerinha prafrentex, que se acha especialista em saúde, economia, política (e futebol, claro) seguiu com seu discursinho raso e presunçoso mesmo na frente do representante do clube.

    Leia também: Não precisava entrar no holofote assim

    Mas já era esperado. A turminha, movida por pautas ideológicas, vem seguidamente atacando o clube seja pelo motivo que for. O Flamengo não pode treinar com todas as condições de segurança, mas aglomerações pela causa que militam estão permitidas.

    Segunda foi a gota d’água. Querem que o Flamengo cuide da saúde, educação, segurança pública, infraestrutura… Ah se tivessem a mesma disposição para cobrar os clubes que operam há anos no vermelho, devem meses de salários e mesmo assim buscam reforços com a cara mais lavada do mundo!

    Em 2018 eu não apoiei o Landim, mas graças a Deus ele ganhou. Landim é o Harvey Specter do clube. Ele caga para a opinião pública e faz exatamente o que se espera de quem foi eleito: ganhar e defender a “firma”, não importa a situação.

    O clube até tem realizado ações de responsabilidade social, mas a imprensa parece não importar muito. Se não seguir a agenda dos jornalistas, nada feito. Então, com todo respeito, foda-se!

    Se for para o bem do clube, quero ver o Landim almoçando com o Bolsonaro e jantando com o Xi Jinping. Se precisar lanchar com o Rodrigo “Botafogo” Maia, que assim o faça.

    Eu quero o Flamengo vencedor, sem misericórdia de rivais e pensando apenas em seus interesses. Enquanto Landim agir assim terá meu apoio. A imprensa que se dane. Ela precisa muito mais do Flamengo do que o contrário.

    Não sou a favor da volta do Campeonato Carioca porque, para início de conversa, não sou a favor do Campeonato Carioca, mas o futebol eventualmente tem que continuar. Temos o melhor técnico, o melhor elenco, as finanças mais equilibradas e a melhor estrutura para proteger nossos atletas.

    Se os outros não têm o azar é deles. Os rivais que parem de gastar com uma folha que não podem arcar e se virem. 1987 nos ensinou que a união e o bem comum duram até a página 3.

    Que Landim siga sendo implacável. Prefiro um presidente impiedoso que empilhe títulos do que um benevolente que não ganhe nada além de palmas da imprensa.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução / SporTV

  • Amazon x Lojas Americanas: Batalha no e-commerce chega à camisa do Flamengo

    Mas o que está por trás desta briga para patrocinar o Flamengo? Muito simples: o mercado de e-commerce do Brasil

    Por Felipe Ribbe – da FRV Sports Inovação e Novas Tecnologias, para o blog Flamengo S/A

    Até segunda-feira à noite, tudo parecia caminhar para que o Flamengo fechasse acordo com a Amazon. Até escrevi um texto aqui sobre as inúmeras possibilidades que uma parceria desta magnitude daria ao clube carioca. Porém, Rodolfo Landim, presidente rubro-negro, foi ao programa Bem Amigos, no SporTV, e falou que a proposta de patrocínio mais comentada por todos não era a preferida da diretoria e que todos teriam uma surpresa. Hoje surgiu a notícia pelo jornalista Gustavo Henrique de que as Lojas Americanas tinham entrado com força na parada e que estavam, inclusive, muito próximas de sacramentar o negócio; a Amazon, pelo que Gustavo apurou, teria que cobrir a oferta. Mas o que está por trás desta briga para patrocinar o Flamengo? Muito simples: o mercado de e-commerce do Brasil.

    As Lojas Americanas controlam a operação da B2W, a maior operação de comércio eletrônico do país — Americanas.com, Submarino.com, Shoptime e SouBarato. Entretanto, apesar do tamanho e da importância nacionalmente, um colosso como a Amazon tem grande poder quando chega em um mercado. Isso ficou claro ano passado, quando, em setembro, a gigante americana anunciou a entrada do Prime (seu programa de assinatura mensal que dá, além de serviços variados, diversos benefícios em compras e entregas) no Brasil. As ações das maiores varejistas recuaram consideravelmente, totalizando uma perda entre elas de quase R$5 bilhões. Só com o anúncio. A B2W recuou 4,83% naquele dia e as Lojas Americanas um pouco menos (3,2%), por ter uma operação física robusta também.

    Ao vivo na TV Mundo Bola esta noite, às 19h, papo com Felipe Ribbe

    A Amazon, apesar de global, ainda não é uma marca conhecida do grande público no país. Por isso, patrocinar o Flamengo é uma grande oportunidade de ganhar visibilidade e, consequentemente, market share. E se ela ganha participação no mercado, claro, alguém vai perder. Provavelmente por isso, as Lojas Americanas resolveram contra-atacar e “proteger” seu território. Claro que há outras maneiras da Amazon ganhar espaço por aqui, mas ter a marca no peito do clube mais popular do Brasil com um dos maiores times de sua história é uma chance única; por isso, vencer esta batalha seria importante para as operações digitais das Lojas Americanas. Demonstraria força para o mercado e deixaria claro para a concorrente de que vai lutar para manter seu espaço.

    Mas o que o Flamengo pode então ganhar com as Lojas Americanas?

    As possibilidades não são tão grandes quanto poderiam ser com a Amazon (lembrando, é claro, que não havia garantia de que um acordo com a companhia de Jeff Bezos iria além da exposição da camisa). Mas o Flamengo pode sim se aproveitar da expertise das Lojas Americanas para conseguir o que considero o mais importante: desenvolver e controlar dados de seus torcedores. A B2W, como maior operação de e-commerce no país, também sabe bem como trabalhá-los e tem investido bastante em tecnologia, contando com centenas de pessoas neste departamento. Certamente poderia ajudar o clube a ter uma gestão de dados no estado da arte, o que seria ótimo para ambas as partes.

    Como escrevi no outro artigo, o grande desafio dos clubes de futebol é justamente conhecer seus torcedores a fundo para conseguir capitalizar entregando produtos e serviços customizados, que atendam suas demandas; hoje, todos eles fazem um ótimo trabalho atraindo seguidores para as suas redes sociais, mas esses dados ficam todos nas mãos de terceiros (Facebook, Google, Twitter, TikTok…). Acredito que as Lojas Americanas teriam total interesse em ser parceiro do Flamengo nesta empreitada.

    Além disso, por ser especialista em vendas online e ter uma empresa de logística própria de grande capilaridade no país (a Let’s), também poderia ajudar o clube a melhorar sua loja oficial, tanto virtual quanto física, aumentando as receitas — e, claro, o acúmulo de dados dos seus torcedores.

    Como não sei os valores envolvidos nesta disputa, vou me ater a outros aspectos para responder as perguntas abaixo:

    O que vejo de vantagem?

    1 – Por ser uma marca brasileira, este relacionamento com as Lojas Americanas pode ser mais próximo e o interesse dela em ser um verdadeiro parceiro do clube maior;

    2 – As Lojas Americanas são controladas pelo fundo 3G, de Jorge Paulo Lehmann, homem mais rico do país, e que tem em seu portfólio diversas outras empresas gigantes, como AB-Inbev, Burger King e Kraft-Heinz. Um eventual patrocínio bem sucedido poderia abrir a porta para outros no futuro, não só no futebol, mas em esportes com menos visibilidade.

    O que vejo de desvantagem?

    1 – A Amazon é uma marca global e ter tal marca estampada no peito daria um peso ao Flamengo, que quer se posicionar como um clube de nível mundial;

    2 – A Amazon é uma companhia que vai além do comércio eletrônico, como frisei no outro texto. Ela é uma produtora de conteúdo que já ganhou Oscars, tem a maior empresa de serviços de computação na nuvem do planeta, tem distribuição no mundo todo, possui tecnologias de ponta que poderiam ser implementadas pelo clube…

    Mas tudo depende do que está sendo conversado entre Flamengo e empresas. Se a conversa vai além da exposição da marca, considero a opção pela Amazon mais valiosa a médio/longo prazo, mesmo que o valor do contrato seja menor. Agora se o acordo envolver apenas patrocínio master, entendo que a escolha óbvia será por quem pagar mais. É aguardar os próximos capítulos.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Felipe Ribbe