Autor: diogo.almeida1979

  • Federação paulista leiloa camisa de Zico para ajudar árbitros de futebol

    Apesar de nunca ter jogado por um clube de São Paulo, FPF faz leilão com camisa autografada do ídolo máximo da Nação Rubro-Negra

    Neste período de pandemia, muitas instituições estão realizando atos que visam arrecadar dinheiro para ajudar as pessoas que mais sofrem os danos por causa da pandemia da covid-19.

    Veja também: Flamengo divulga resultados de ações de responsabilidade social contra a pandemia

    Para ajudar árbitros de futebol que recebem um valor inferior a dois salários-mínimos e organizações não-governamentais que atuam junto a pessoas afetadas diretamente pela pandemia, a Federação Paulista de Futebol (FPF) incentivou diversos atletas a doarem itens de seu acervo pessoal e está realizando leilões on line em seu site. E Zico ofereceu um Manto Sagrado retrô do título da Libertadores de 1981 autografado por ele para também ajudar e empreitada.

    Apesar de nunca ter jogado no futebol paulista, o eterno camisa 10 da Gávea ressaltou a importância dessas ações em um momento tão problemático que o mundo vem enfrentando:

    ”A Federação Paulista, por meio do Mauro Silva [vice-presidente da entidade], está fazendo uma bela campanha com os jogadores de São Paulo e eu fui convidado a participar. Então, vou leiloar uma camisa minha da Libertadores, em primeira mão, autografada por mim. É uma honra ter sido convidado para participar desta campanha” afirmou Zico em depoimento para o site da FPF.

    Clique aqui para participar do leilão da camisa do Zico da FPF. No site da entidade, você pode encontrar camisas autografadas de outros craques em leilão. É dar seu lance e ficar na expectativa das três batidas do martelo!

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação

  • Por que o presidente do Bahia está animado com a “MP do Flamengo”?

    Guilherme Belintani, Presidente do Esporte Clube Bahia, pontuou as razões de seu otimismo quanto a medida provisória assinada essa semana

    Rodolfo Landim, André Galdeano, gerente jurídico do Flamengo, e até Mario Petraglia, presidente do Athletico, já se pronunciaram quanto a nova resolução, ressaltando a liberdade que os clubes agora tem para negociar direitos de transmissão e captar novos recursos. No entanto, a Rede Globo argumenta que a MP não anula os atuais contratos.

    Em sua conta no Twitter, Bellintani escreveu os seguintes argumentos:

    1. Muita gente me perguntando pq estou tão animado com o novo modelo dos direitos de TV. Vou detalhar. O modelo atual é desigual, é horrível. Não foi capaz de promover a união dos 20 clubes. E nenhuma lei que obrigue a união plena seria aprovada no Brasil hj, sejamos realistas.

    2. Sem a ideal união de 20 clubes (quem sabe um dia), a MP traz um modelo que estimula muito a formação de blocos parciais, consórcios de clubes, etc. Pode ser um começo da cultura de união, que até então não estava fortalecida.

    3. Antes da MP, se dez clubes se unissem em bloco, poderiam vender 90 jogos do Brasileirão (do total de 380). Mesmo sendo 50% dos clubes, só detém menos de 25% dos jogos. Os outros jogos desses clubes desaparecem do mercado, viram pó. Clube ganha menos e o torcedor é prejudicado.

    4. Com a MP, esses dez clubes passariam a vender 190 jogos, mais que dobrando a quantidade de jogos a serem comercializados. O produto, portanto, valerá mais, e o torcedor é diretamente beneficiado com isso.

    Veja ainda: Medida Provisória abre o caminho para o acerto entre Flamengo e Amazon

    5. Esse já seria o caso dos jogos entre Turner (8 clubes) e Globo (12 clubes) na Tv Fechada. Uma quantidade enorme de jogos que não está com nenhuma das duas, mas poderão agora voltar ao mercado de Tv Fechada. Os clubes Turner passarão de 56 para 152 jogos. Globo tb ganha jogos.

    6. E na Tv Aberta, quais as ameaças/oportunidades? Situação parecida. Se, por exemplo, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Vasco etc fecham com a Globo, a única saída para o Bahia na Tv Aberta é fechar com a Globo. Pq se Bahia não tiver esses jogos a Tv Aberta vale muito pouco.

    7. Com a MP, a Tv Aberta do Bahia ganha mais força. Temos como vender nossos jogos contra Flamengo, Corinthians, Vasco e Palmeiras. Mais uma vez, a formação de blocos será importante. Bahia sozinho não terá muitos caminhos.

    8. Agora o PPV. Bahia já chegou a receber 20 milhões por ano, mas deve receber menos de 10 milhões em 2020. É um produto em declínio. É uma forte tendência que clubes possam criar suas próprias plataformas de streaming.

    9. O valor pago ao Bahia pelo PPV é baixo o suficiente para que seja melhor termos a nossa própria transmissão, até mesmo fazendo consórcio com plataformas de outros clubes ou, quem sabe, uma plataforma única para dez, doze clubes.

    10. Se a união de 20 clubes permanece improvável, com a MP a união em blocos me parece cada vez mais forte. Não traz o sonho de 20 clubes unidos, mas traz um mundo possível. Se ela não é uma “solução final”, ela é uma boa transição.

    Veja também: Torcedor conta de forma incrível como é torcer para o atual Flamengo em site do Corinthians

    11. Pq união de todos é o ideal, mas isso não acontece no Brasil? Pq as TVs se acostumaram com a idéia de pagar mais para os principais clubes, e isso impede a união. Com a lei estimulando a união em blocos, o clube que achar que vai ganhar sozinho pode perder parte de seus jogos

    12. Nos países europeus, essa concorrência é estimulada de forma diferente. Estimulam a disputa entre TVs, mas quem ganhar leva todos os jogos. No Brasil, a formação de blocos para negociação com emissoras diferentes pode ser o caminho até termos uma cultura real de união.

    13. A MP não provoca a união de todos os clubes, mas fortalece muito a união daqueles que já desejam isso. Talvez um grande bloco, formado por clubes com afinidades e senso de coletividade, seja o próximo passo do futebol brasileiro. Agora isso ficou mais factível.

    Em outra publicação, Bellintani argumentou que o atual sistema não estimula a competitividade, e que a autonomia do novo mecanismo a formação de negociações coletivas. Daí sua defesa em uma união entre clubes do nordeste:

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação

  • Como ex-diretor da TV Globo analisa mudança nos direitos de transmissão

    “Direito do mandante só poderá ser exercido, na sua plenitude, quando terminarem os contratos em vigor”, afirma Marcelo de Campos Pinto

    A noite de quinta-feira (18) ficou marcada pelo retorno do futebol carioca durante a pandemia do novo coronavírus. Mas além da vitória rubro-negra no Maracanã vazio, o dia também foi agitado nos bastidores com muita repercussão. Publicada por Jair Bolsonaro, a MP nº 984/2020 interfere nos direitos de transmissão e pode mudar o futebol brasileiro. 

    Leia também: Bruno Spindel fala sobre volta do futebol no Seleção Sportv

    Marcelo de Campos Pinto, que foi executivo da Globo Esporte durante anos, diz em artigo publicado em sua conta no Linkedin que “os contratos firmados pelo Sportv e pela Turner com os clubes constituem atos jurídicos perfeitos e, portanto, tem que ser respeitados. A Medida Provisória não tem o poder de anular esses contratos. Como se diz no jargão jurídico, ela somente produz efeitos ex nunc, o que significa que seus efeitos não retroagem.”

    A Medida Provisória editada pelo presidente acaba com a obrigação de qualquer interessado em transmitir um jogo de futebol compre o direito de arena dos dois clubes participantes. Esse direito passa a ser prerrogativa exclusiva do clube mandante. Entretanto, a lei atual que foi sancionada há duas décadas ainda protege as emissoras que detém os direitos dos campeonatos que estão em contrato, como o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e Copa do Brasil.

    Atualmente, o Sportv tem contrato assinado com 11 dos 20 clubes que irão disputar a Série A do Brasileiro e a Turner com outros 8 clubes. Todos com vigência até 31 de dezembro de 2024. Na opinião do empresário, uma saída é a união dos clubes para acordos em conjunto, quando os atuais estiverem finalizados:

    “Em resumo, na prática o direito do mandante só poderá ser exercido, na sua plenitude, quando terminarem os contratos em vigor das competições nacionais de futebol ou no caso de ambos os clubes não terem firmado nenhum desses contratos. Cumpre notar que nada impede que no futuro os clubes se organizem sob a forma de liga ou associação civil para venderem coletivamente seus respectivos direitos de arena como mandantes e estabeleçam regras para o rateio das quantias apuradas.”

    Boa parte da torcida do Flamengo ficou animada com a chance do clube aumentar suas receitas, porém, ainda é necessário muitas discussões para a conversão da medida provisória em lei. O assunto é espinhoso e engloba questões financeiras e jurídicas sem favorecer interesses de grupos poderosos.

    Leia o artigo assinado por Marcelo de Campos Pinto na íntegra:

    No futebol agora quem manda é o mandante

    O artigo 42 da Lei nº 9.615/1998 estabelecia, em seu caput, que pertencia “às entidades de prática desportiva o direito de arena, consistente na prerrogativa exclusiva de negociar, autorizar ou proibir a captação, a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens, por qualquer meio ou processo, de espetáculo desportivo de que participem”.

    Na prática este dispositivo obrigava qualquer interessado em transmitir um jogo de futebol a comprar o direito de arena dos dois clubes. A partir de hoje, com a edição da Medida Provisória nº 984/2020, tal direito passa a ser prerrogativa exclusiva do clube mandante, ou seja, aquele que conforme definido no regulamento da competição tem o direito de determinar onde o jogo será realizado e auferir as receitas provenientes da venda de ingressos, bares, restaurantes, etc.

    Pela nova regra bastaria comprar os direitos de transmissão do mandante, mas antevejo que por motivos comerciais este princípio não seja compatível com todo e qualquer tipo de competição. Num campeonato de pontos corridos, como o Brasileiro, com jogos de ida e volta, não haverá qualquer problema. Mas e no caso da Copa do Brasil, competição em que os clubes que participam de uma temporada não são exatamente os mesmos na temporada seguinte ? Ficarão os interessados na compra dos direitos de transmissão obrigados a rastrear, todos os anos, os clubes que irão se classificar para a temporada seguinte para só então comprarem o direito de arena destes novos mandantes ? 

    Acredito que isso não é viável. A previsibilidade é fator de incremento do valor comercial de uma competição esportiva. No caso de uma copa, uma negociação coletiva realizada pelo organizador da competição, quer seja uma entidade de administração desportiva ou uma liga, dá aos compradores a certeza de que poderão exercer seus direitos sem ficarem expostos ao risco de não conseguirem comprar, a cada ano, o direito de arena de um ou mais clubes mandantes. 

    Uma outra questão relevante diz respeito ao momento em que, na prática, os clubes mandantes passarão a exercer essa prerrogativa absoluta de venda do direito de arena, qual seja, fazer a cessão dos direitos de transmissão sem o consenso do clube visitante.

    Como sabemos, na vigência do dispositivo da Lei Pelé que estabelecia que o direito de arena pertencia a cada clube, o Sportv assinou contratos com 11 dos 20 clubes que irão disputar a Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2020 e a Turner com outros 8 clubes. 

    Imaginemos que o Red Bull, amparado na medida provisória, ceda o direito exclusivo de transmissão por televisão por assinatura de todos os seus 19 jogos como mandante da Série A do Brasileiro deste ano para a Fox Sports. Poderia a Fox, que não tem contrato firmado com nenhum outro clube, transmitir esses jogos ? 

    Entendo que não. O inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal Brasileira estabelece que “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. Os contratos firmados pelo Sportv e pela Turner com os clubes constituem atos jurídicos perfeitos e, portanto, tem que ser respeitados. A Medida Provisória não tem o poder de anular esses contratos. Como se diz no jargão jurídico, ela somente produz efeitos ex nunc, o que significa que seus efeitos não retroagem.

    Em assim sendo, somente a Turner poderá transmitir jogos dos clubes com os quais firmou contratos de cessão de direitos de transmissão; o mesmo racional se aplica ao Sportv. Ao Red Bull restariam duas opções: ceder o direito de arena para o Sportv ou para a Turner, ou não ceder para ninguém, hipótese em que seus jogos não seriam transmitidos em televisão por assinatura.

    Como os contratos de cessão de direitos de transmissão da Série A do Brasileiro tem vigência até 31 de dezembro de 2024, somente após essa data o Red Bull poderá ceder o direito de arena de seus jogos como mandante nessa competição sem o consentimento do clube visitante.

    Em resumo, na prática o direito do mandante só poderá ser exercido, na sua plenitude, quando terminarem os contratos em vigor das competições nacionais de futebol ou no caso de ambos os clubes não terem firmado nenhum desses contratos. 

    Cumpre notar que nada impede que no futuro os clubes se organizem sob a forma de liga ou associação civil para venderem coletivamente seus respectivos direitos de arena como mandantes e estabeleçam regras para o rateio das quantias apuradas.

    Do ponto de vista concorrencial a modificação é benvinda, pois abre o mercado de direitos esportivos brasileiros para novos entrantes. Caso os 8 clubes que venderam os direitos de arena para a Turner o tivessem feito na qualidade de mandantes, ela teria o direito de transmitir 152 jogos do Brasileiro, o que equivale a 40% de todos os jogos da competição, ao invés de apenas 56 conforme os contratos em vigor.

    Agora cabe ao Congresso apreciar a constitucionalidade e a conversão da medida provisória em lei. Serão 120 dias de muita emoção, pois o tema não é pacífico e contraria interesses de grupos poderosos.

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  • Conmebol define data de início das Eliminatórias e já discute volta da Libertadores

    As Eliminatórias Sul-Americanas para a próxima Copa do Mundo já tem uma data para se iniciar. O Conselho da Conmebol decidiu que dará o pontapé inicial ao torneio em setembro. A volta da Libertadores, que teve o Flamengo como seu último campeão, também foi discutida em reunião realizada por videoconferência na manhã desta sexta-feira (19).

    O protocolo de volta aos treinos além de permitir os deslocamentos entre países, estabelece medidas para a realização das partidas. O documento feito pela Confederação Sul-Americana de Futebol foi enviado para ministérios de saúde de todos os países que formam a Conmebol. Uma decisão sobre a volta da Libertadores deve ser oficializada em breve.

    Antes da Libertadores ter sido paralisada em março, o Flamengo era o segundo colocado de seu grupo. O Mais Querido em duas rodadas venceu o Junior Barranquilla por 2 a 1 na Colômbia, e goleou o Barcelona de Guayaquil no Maracanã por 3 a 0. O Fla só não é líder do grupo A, pelo saldo de gols. O Independiente del Valle também tem 100% de aproveitamento e fez um gol a mais que o Mais Querido (6 contra 5).

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Medida Provisória abre o caminho para o acerto entre Flamengo e Amazon

    A notícia que pegou todos de surpresa durante a tarde da última quinta-feira (18), vai além dos direitos de transmissão. A Medida Provisória nº 984 assinada pelo presidente do país, Jair Bolsonaro, abriu o caminho para que o rubro-negro acerte o contrato de patrocínio com a Amazon, empresa mais bem avaliada no mundo.

    Uma das alterações causadas pela Medida Provisória é a revogação dos artigos que impedem que empresas de mídia tenham exposição nos uniformes das equipes no Brasil. Se organizações deste ramo patrocinasse um clube no futebol brasileiro, essa equipe poderia ser eliminada das competições.

    Amazon e Flamengo

    Antes bem encaminhada, a negociação entre as partes esfriou nas últimas semanas. Rumores de um possível acerto entre Flamengo e Ame cresceram, fazendo com que muitos descartassem de vez a oferta da Amazon. Porém, com a nota oficial do grupo Lojas Americanas, negando o acerto com o Mais Querido, as conversas entre o Fla e a empresa norte-americana voltaram à pauta.

    A proposta inicial da Amazon ao Flamengo seria em torno de R$ 40 milhões anuais, porém, com as dificuldades financeiras que o mundo enfrenta por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus, a oferta teria sido diminuída em 30%, valor que não agradou aos rubro-negros. As conversas seguem, sem um prazo para ser definido.

    Em entrevista ao programa ”Os Donos da Bola”, da TV Bandeirantes, o presidente Rodolfo Landim comentou sobre as negociações envolvendo o patrocinador máster do clube.

    ”Está mudando de enfoque. O Flamengo não busca um Patrocinador Master, o que o Flamengo vai buscar é uma parceira. O Flamengo agora pode oferecer uma mídia digital, quer entrar no resultado dos negócios que nosso parceiro desenvolver. É óbvio que vamos divulgar a marca desse grande parceiro, que a gente está buscando, e esperamos estar muito próximo de fechar um acordo com ele. Mas o conceito mudou. O Flamengo não quer mais estampar um patrocínio, uma venda de um outdoor, o Flamengo quer fazer uma parceria comercial com aqueles que estiverem juntos conosco”.

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  • Petraglia, presidente do Athletico, comemora MP e elogia Landim

    A publicação da Medida Provisória 984/2020 foi motivo de celebração para Mario Celso Petraglia, presidente do Athletico Paranaense.

    O dirigente já vinha defendendo os termos de concessão de transmissão para clubes mandantes, acredita que a resolução trará benefícios econômicos para todos os clubes, captando recursos e trazendo novos nomes para o mercado.

    No entanto, defendeu a necessidade de um aperfeiçoamento da norma antes de ser estabelecida como noite. Petraglia defende que as vendas de transmissão sejam feitas em conjunto, tal como é na Europa, para não causar um desequilíbrio entre as equipes.

    “De que adianta o Flamengo ser campeão todos os anos? Se não haver uma melhoria da competitividade do campeonato perde a graça”

    Mario Petraglia elogiou Rodolfo Landim, defendendo sua liderança para iniciar o processo de criação de uma liga das equipes brasileiras. Ele agradeceu Landim pela iniciativa, apontando que novos players seriam extremamente necessários.

    Veja também: André Galdeano do Flamengo fala sobre MP em live

    Além disso, em termos políticos o Flamengo representa o futebol brasileiro, segundo o dirigente. A liderança de Landim significaria deixar um legado para a indústria do futebol. Petraglia reforçou sua compactuar com o Flamengo de Landim.

    “O Landim entende que o caminho tem de ser de pensar nos outros. Temos falado em termos filosóficos, da posição do Flamengo, de como tem que ver a modernização e o crescimento de futebol brasileiro. E estamos 100% de acordo”

    Em suma, a única discordância levantada por Petraglia foi justamente a ausência de discussão sobre a venda coletiva de transmissão, com valores igualitários afim de equilibrar a competição. Mas o presidente do clube paranaense vê com bons olhos a quebra do monopólio.

  • Flamengo mais uma vez na vanguarda

    Cabe agora a nós torcedores lutar e defender o Flamengo neste momento; esqueça seu lado político, o nosso lado tem que ser apenas um

    Blog Resenha Rubro-Negra | por Marcelo Neves

    Em 1977 o Flamengo na figura do então presidente Márcio Braga entrou na justiça contra a CBD (antecessora da CBF) para receber pelos direitos de transmissão. Até então os clubes nada recebiam e a CBD, em seu regulamento, negociava os direitos de transmissão e nada repassava aos clubes.

    Leia também: O malvado Flamengo

    Antes de um Fla-Flu, o Flamengo acionou a Justiça impedindo a entrada de equipamentos de filmagem no Maracanã e teve seu pedido deferido pela justiça. O Flamengo exigia a quantia de 1,5 milhão de Cruzeiros para que a TV transmitisse a partida.

    O modus operandi na época foi idêntico ao de hoje. Imprensa batendo no Flamengo, a Globo repreendendo o clube, clubes criticando a postura do Flamengo, entre eles o mais efusivo em suas críticas era o Botafogo. Porém as emissoras pagaram o valor e puderam transmitir o Fla-Flu.

    Enfim, a prática passou a ser respeitada, os clubes passaram a receber pelos direitos de transmissão e todos saíram ganhando, graças as ações do Flamengo.

    Veja também: Há 40 anos, outra batalha pelos direitos de TV

    O Flamengo também foi um dos pioneiros a colocar patrocínios na camisa, até 1982 era proibido utilizar patrocínios em camisas de futebol. O Flamengo começou a utilizar a parte frontal e parte de trás o Manto com a Lubrax, produto da Petrobrás, e depois foi o primeiro clube no Brasil a utilizar a manga da camisa para estampar patrocínio. Hoje vários espaços passaram a ser utilizados por todos os demais clubes.

    Agora a briga é outra e o Flamengo mais uma vez está na vanguarda. Assim como em 1977, o Flamengo contra tudo e contra todos luta para que os clubes mandantes possam vender seus direitos de transmissão, assim o clube poderá negociar PPV, TV aberta, TV fechada e Streaming de forma individualizada, sem fechar um “pacote” com apenas uma emissora. É o fim de um monopólio que perdura desde os anos 70.

    bolsonaro flamengo
    Landim compareceu à posse do novo Ministro das Comunicações e Bolsonaro fez discurso com broche do clube. Foto: Divulgação/NBRTV

    “Há, mas vamos brigar com a Globo”. Meus amigos, em 1977 brigamos com a Globo de Roberto Marinho e contra a TVE que era do Governo Federal comandada por Ernesto Geisel. E vencemos.

    A MP assinada não é definitiva, ela tem prazo de validade de 120 dias. Precisa de aprovação pelo Congresso para que seja convertida em Lei. A luta será intensa. A Globo já começou a atacar o Flamengo no Jornal Nacional. Seus empregados começaram a agir como “robôs” nas redes sociais atacando o Clube.

    Até mesmo jornalistas de outras emissoras estão entrando nesse jogo sujo contra o Flamengo, quem sabe esperando um telefonema da Vênus Platinada para uma proposta de emprego.

    Clubes como Bahia, Fortaleza e Athletico estão favoráveis à esta MP, assim como outros também logo irão ficar favoráveis. Já o presidente do Fluminense é contra, nada de anormal até aqui.

    Cabe agora a nós torcedores lutar e defender o Flamengo neste momento. Esqueça seu lado político, o nosso lado tem que ser apenas um, O FLAMENGO.

    Saudações Rubro-Negras!

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução

  • Resolução de Bolsonaro é chamada no Congresso de “MP do Flamengo”

    O título irônico se deve a intensa articulação entre a diretoria do Flamengo e Bolsonaro, desde o retorno do futebol como para o despacho da medida provisória.

    Landim esteve oficialmente com o presidente da República em duas ocasiões. Na reunião junto a Campelo, presidente do Vasco, e na última quarta na posse do Ministério das Comunicações. A resolução afeta diretamente a Rede Globo, que é vista como adversária do governo, visto que entrega ao clube mandante os direitos de transmissão.

    O presidente do Flamengo vinha pressionando para a publicação da medida, na mesma medida em que negociava o patrocínio Master com a Amazon, reconhecida por sua plataforma OTT.

    Veja ainda: André Galdeano do Flamengo fala sobre MP em live

    A CBF afirmou não ter auxiliado na elaboração da medida, mas se mostra favorável ao empoderamento dos clubes nesse quesito. Sobre isso, Eduardo Carlezzo. advogado especialista em direito esportivo, falou que:

    “Se o mérito dessa medida provisória prosperar, com o mandante sendo o responsável pela negociação dos direitos, nós com certeza teremos um aprofundamento das desigualdades do futebol brasileiro. Pois uma elite de cinco ou seis grandes do Brasil conseguirá firmar contratos multimilionários e os clubes que estão abaixo da tabela, sequer conseguirão obter os recursos que obtêm nos dias de hoje”

    Sem público e sem transmissão o Flamengo venceu o Bangu por 3×0 sem dificuldades. A próxima partida contra o Boa Vista promete mais polêmica no que toca as transmissões, visto que o rubro negro atuará como mandante da partida.

  • Na volta do futebol, Flamengo goleia o Bangu e gera repercussão nos jornais internacionais; confira

    No retorno do futebol no Brasil, o Flamengo goleou o Bangu por 3 a 0 nesta quinta-feira (19), e se classificou para as semifinais da Taça Rio. Os gols foram marcados por Arrascaeta, Bruno Henrique e Pedro Rocha (primeiro dele pelo clube). A partida também chamou a atenção da imprensa internacional, que publicou em seus perfis, alguns destaques sobre o jogo.

    O Diario Olé, da Argentina, destacou os protocolos de segurança em combate a Covid-19, com a manchete: ”Assim voltou o futebol no Maracanã”.

    Já o SportsCenter, também da Argentina, fez uma publicação exaltando a vitória rubro-negra.

    O jornalista paraguaio, Juan Coronel, do FutGol970, se mostrou surpreso com a volta do futebol no Rio, já que foi o segundo estado brasileiro mais afetado pela Covid.

    O Cuarto Cambio seguiu os mesmos moldes do SportsCenter, e destacou a goleada do Mais Querido.

    https://twitter.com/ladoblecrauch/status/1273800352299614208

    Na próxima e última rodada da fase de grupos da Taça Rio, o já classificado Flamengo enfrenta o Boavista, na próxima quarta-feira. Existe a expectativa que o jogo seja transmitido pela Fla TV.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Gabigol se isola no ranking de assistências do Flamengo em 2020

    No retorno do Campeonato Carioca 2020 não teve gol do Gabigol, mas tiveram duas assistências do camisa 9 do Flamengo. Na fácil vitória do clube Rubro-Negro diante do Bangu, por três a zero, o atacante passou “zerado” pela segunda vez na temporada, mas contribuiu significativamente para a bela apresentação da equipe, dando passes que resultaram nos gols de Bruno Henrique e Pedro Rocha.

    Além dos onze gols marcados, Gabigol atingiu a marca de seis assistências distribuídas em 2020 pelo Flamengo: cinco no Campeonato Carioca (para Filipe Luís, Bruno Henrique 2x, Michael e Pedro Rocha) e um na Supercopa do Brasil (para Bruno Henrique). Isso tudo em apenas onze jogos.

    https://twitter.com/FlamengoNumeros/status/1273809805552037888

    No quesito assistências, quem mais se aproxima de Gabriel é o uruguaio De Arrascaeta, com quatro passes para gol. Para efeitos de comparação, durante toda a temporada passada, Gabigol distribuiu onze assistências. Após o jogo, o atacante manifestou-se nas redes sociais:

    Onze jogos disputados, apenas dois sem marcar e em um ele não participou diretamente de gols (contra o Junior Barranquilla). O artilheiro do Flamengo na temporada vem a cada dia impressionando com suas estatísticas: na atual temporada, participou diretamente de 17 dos 39 tentos da equipe.

    As seis assistências de Gabigol pelo Flamengo em 2020:

    • Bruno Henrique, contra o Resende
    • Bruno Henrique, contra o Athletico
    • Filipe Luís, contra o Fluminense
    • Michael, contra a Cabofriense
    • Bruno Henrique, contra o Bangu
    • Pedro Rocha, contra o Bangu

    Créditos imagem destacada: Pedro Martins/4ComM