Autor: diogo.almeida1979

  • Jurídico do Flamengo é notificado pela Globo: emissora ignora nova MP

    O embaraço entre Flamengo e Globo persistem, e emissora diz que tomará as medidas legais casos seus direitos de transmissão sejam violados.

    A notificação chegou ao departamento nesta segunda feira, 22, em que a Globo não considera as atribuições da medida provisória 984. A emissora alega que a MP não terá validade na partida do Flamengo contra o Boa Vista, a qual o Rubro Negro detém o mando de campo.

    A Globo reforça que comprou os direitos de transmissão de Boa Vista, segundo Venê Casagrande. Nesse sentido, o Flamengo não poderia vender as imagens para terceiros ou mesmo transmitir pela FlaTV.

    A visão do Flamengo é que a MP possui validade, e que o setor de comunicação e marketing do clube tem planos para transmitir via FlaTV a partida ainda sem data contra o Boa Vista. Quanto a última partida, a perspectiva do clube é que a Globo não transmitiu a última partida por decisão própria da emissora.

    Veja também: Como ex-diretor da TV Globo analisa mudança nos direitos de transmissão

    A Rede Globo emitiu a seguinte nota:

    Sobre a medida provisória 984, que alterou Lei Pelé e determinou que os clubes mandantes dos jogos passem a ser os únicos titulares dos direitos de transmissão, a Globo vem esclarecer que a nova legislação, ainda que seja aprovada pelo Congresso Nacional, não modifica contratos já assinados, que são negócios jurídicos perfeitos, protegidos pela Constituição Federal.

    Por essa razão, a nova medida provisória não afeta as competições cujos direitos já foram cedidos pelos clubes, seja para as temporadas atuais ou futuras. A Globo continuará a transmitir regularmente os jogos dos campeonatos que adquiriu, de acordo com os contratos celebrados, e está pronta para tomar medidas legais contra qualquer tentativa de violação de seus direitos adquiridos.

    O Campeonato Carioca foi cedido na vigência da lei que exigia a concordância de ambos os clubes participantes do jogo para a transmissão. A nova MP, ainda que seja aprovada pelo Congresso Nacional, não altera essa cessão já realizada, que é um negócio jurídico perfeito, garantido pela Constituição Federal. A Globo não detém os direitos sobre os jogos do Flamengo e por isso não irá transmiti-los. Da mesma forma, o Flamengo não poderá transmitir qualquer um de seus jogos (ainda que seja mandante) porque a Globo é detentora dos direitos de todos os demais clubes participantes do Campeonato Carioca.”

  • Presidente do Flamengo revela que temporada será estendida até janeiro de 2021

    De acordo com o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, a CBF já tem um planejamento de quando irá iniciar o Campeonato Brasileiro, além de estimar quando será o término da atual temporada. Em entrevista à CNN Brasil, o mandatário rubro-negro revelou que a Confederação Brasileira de Futebol indicou estas datas em reuniões realizadas nos últimos dias.

    A gente espera que no final de julho começo de Agosto já possa iniciar o Campeonato Brasileiro 2020. Em conversas com a CBF, a expectativa é que as competições se estendam até fim de janeiro de 2021”.

    Outras competições como Campeonato Carioca e Libertadores, vivem momentos distintos em relação ao seu retorno. O Estadual do Rio de Janeiro recomeçou na última quinta-feira, com o Flamengo entrando em campo e vencendo o Bangu por 3 a 0, porém, no final de semana, o prefeito Marcelo Crivella adiou os jogos que seriam realizados dos dias 21 até 24. Sendo assim, a partida entre o Mais Querido e o Boavista que seria na quarta, passará para sábado ou domingo.

    Em relação a Libertadores, a volta da competição que teve o Flamengo como seu último campeão, foi discutida em reunião realizada por videoconferência na última sexta-feira. O protocolo de volta aos treinos além de permitir os deslocamentos entre países, estabelece medidas para a realização das partidas. O documento feito pela Confederação Sul-Americana de Futebol foi enviado para ministérios de saúde de todos os países que formam a Conmebol. Uma decisão deve ser oficializada em breve.

    Créditos de imagem destacada: Reprodução/Flamengo

  • Minha história, e quero compartilhar com vocês

    O futebol sempre foi nosso elo, e até hoje é: ligamos pra comentar sobre os acontecimentos do Flamengo todo dia

    Blog Vivendo o Flamengo | por Roberto Neves – Twitter: @roberto_nevess

    Olha, eu não tive uma convivência diária com meu pai, o que nos unia sempre fora o Flamengo. Conforme fui ficando mais velho eu pude entender muita coisa acerca da minha vida e da separação dos meus pais.

    Veja também: Quando Zico meteu três gols no Napoli

    Eu sou muito rubro negro por causa do meu pai, sempre foi o que nos uniu. Ele me levava ao Rio de Janeiro pra ver jogo, me presenteava com camisa, ensinava o hino, sobre jogadores… O futebol sempre foi nosso elo, e até hoje é: ligamos pra comentar sobre os acontecimentos do Flamengo todo dia.

    Na Libertadores do ano passado, ainda antes do jogo contra o Inter meu pai falou: “Filho, você consegue organizar a viagem pra gente ir pra final?”. Eu estava num momento financeiro complicado. “Pai eu faço tudo pra você ir, mas eu não posso!”, respondi.

    Nisso, ele foi numa agência de turismo e já ia comprar do jeito dele, para nós dois; apenas soube porque ele me ligou para pedir meus dados. Assim evitei que ele fosse “assaltado”, porém, ele me convenceu a aceitar pelo menos a passagem de presente, nisso comprei na TAM uma passagem para Santiago 100% reembolsável.

    Flamengo une pai e filho. Foto: Arquivo pessoal / Roberto Neves

    A história vocês sabem, o local mudou e a passagem que tínhamos seria reembolsada. Mas o preço para Lima estava surreal. Eu estava frustado. Meu pai veio à minha casa e abriu seu coração: “Meu filho, sonhei a vida inteira em ter esse momento com você. Nós vamos de qualquer jeito!”, sentenciou.

    Passei a ficar 12 horas por dia ao telefone tentando a mudança de local em lugar do reembolso. Ao final das contas deu tudo certo. No jogo sofremos muito, mas foi tudo muito perfeito.

    E coube somente ao destino separar-me do melhor abraço com meu pai da minha vida.

  • Uma outra visão

    A pergunta que não quer calar é: qual o motivo de tanto desgaste para voltar a jogar sem público e sem transmissão? 

    Blog Resenha Rubro-Negra | por Ricardo Moura

    Nunca fiz às vezes de ser o cara do contra. Muitas vezes para evitar brigas. Mas alguns assuntos a gente precisa se posicionar. Flamengo e Governo Federal alinham uma parceria tem tempo. Antes, além de presença do líder da nação nos estádios, tínhamos algumas visitas de Landim a Brasília. Até aí, tudo normal, o Clube precisa e deve ser “simpático” a todas frentes. Mas algo começou a mudar na “união”.

    Lá atrás, no começo da pandemia, que já matou quase 50 mil brasileiros e infectou mais de 1 milhão, o presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), em um dos seus pronunciamentos, esboçou a ideia que o futebol precisava voltar, para dar uma “animada” no povo. 

    Leia mais do autor: A lista da profanação

    O futebol na terra de Cabral estava parado. ESTAVA! O Flamengo reativou o esporte, um esforço enorme, algumas manchas institucionais e uma porrada de crítica da imprensa. A pergunta que não quer calar é: qual o motivo de tanto desgaste para voltar a jogar sem público e sem transmissão? 

    A resposta veio como em uma negociação qualquer. Quem já mandou fazer um projeto de móvel planejado vai entender. Você entra na loja, te mostram o projeto, após sua aprovação o vendedor manda…

    — O pagamento funciona assim. 50% na aprovação do projeto e os outros 50% a gente acerta após a entrega. 

    bolsonaro mp 984

    Horas antes de entrar em campo, o Brasil foi surpreendido com a aprovação da MP, que já foi batizada como MP do Flamengo. O clube ganha um ponto na disputa com a Globo, empresa que não conseguiu comprar os direitos do atual campeão brasileiro, e começa um novo movimento de “liberdade” no futebol brasileiro. Essas são os 50% na aprovação do projeto.

    A bola rola, o Flamengo ganha, a imprensa bate, o presidente da república comemora, e horas depois o Banco Regional de Brasília (BRB) confirma o acerta de patrocínio com o Flamengo. Valores altos para o Brasil, ainda mais em meio a pandemia. Esses são os 50% após a entrega do projeto.

    O Flamengo sentou na mesa com um negociador de móveis planejados. Escolheu uma sala e uma cozinha. Acertou o pagamento e fechou o negócio. Podemos, no futuro, avaliar se foi uma boa ou não. Hoje, no calor do momento, ao invés do projetista, parece que sentamos com o diabo e vendemos a nossa alma. Como disse, o futuro vai dizer. 


    Ricardo Moura é jornalista e não gostaria de ver o Flamengo tendo qualquer ligação financeiro com instituições que tenham dinheiro e poderes públicos. 

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução

  • Bvoy: “Acredito que posso vencer todos os atiradores da região”.

    O Flamengo eSports parece ter espantado a má fase após o retorno de Luci e a chegada de Bvoy. O reforço, que trazia grandes expectativas (leia a analise sobre o jogador aqui), cumpriu elas nas suas duas primeiras partidas, liderando o Flamengo para suas duas primeiras vitórias na competição com exibições de gala utilizando o campeão Ezreal.

    Em entrevista concedida para a Riot Games e exibida antes do confronto de hoje contra a Vivo KeyD, o atirador destacou que em sua primeira partida ainda não conhecia muito a equipe, e que a decisão ousada de atuar ainda sob os efeitos do jet lag foi motivada pelo record negativo dos Urubus no inicio da competição:

    “Quando chegamos percebemos que os jogadores estavam bem tristes, então nosso chefe perguntou se estávamos ok para o jogo de domingo e por isso entramos. […] Foi um jogo quase sem preparo, eu inclusive ainda não tinha falado com os outros jogadores.

    Já na entrevista coletiva depois da expressiva vitória obtida na tarde de hoje, na qual ele novamente foi o destaque, o atirador se mostrou bem confiante acerca dos confrontos que vai enfrentar no CBLoL:

    “Não treinei com todos os times do Brasil ainda, então não consigo ranquear todos os Atiradores ainda. Mas não sei se importa tanto, já que acredito que posso vencer todos os Atiradores da região […] Não acho que teremos problema se as equipes começarem a focar a nossa bot lane durante os nossos jogos, sinceramente”.

    Sobre a dificuldade de adaptação e comunicação, Bvoy se mostrou bastante confiante para superar essa barreira:

    Quando estava na Europa, convivi com essa dificuldade de comunicação, então acho que conseguimos passar por cima disso”.

    O Head Coach/Game Manager do Flamengo, Djoko, também mostrou confiança no atirador para esse processo de adaptação:

    “A adicionar, o Bvoy é um dos coreanos que sabem falar inglês melhor entre os que já trabalhei, e isso facilita bastante”.

    Bvoy e o Flamengo eSports voltam a atuar no domingo às 13 horas, contra a KaBuM.

  • Flamengo lado B, Flamengo lado A; nada de política; política de nada

    O que se vê é uma blindagem acrítica que acredita na perseguição ao clube – que eventualmente acontece –, criando um estigma dos mais perigosos: o euriquismo

    Juro solenemente, perante todas as tribos e tribunais, ainda que me esfreguem cruz de malta, estrela solitária ou pó de arroz em minha cara, não negarei três vezes sob nenhuma hipótese, o amor à insígnia rubro-negra que pulula em meu peito, que explode em minhas veias, que aquece e ferve o caldeirão de felicidade no meu ser. Eu sou Flamengo, Flamengo até morrer!!

    Bom, espero que o parágrafo acima tenha me abençoado de quaisquer desconfianças sobre qual time de futebol eu amo incondicionalmente (é o Flamengo, viu?). E é por esse sentimento gigantesco e inquebrável que a gente sabe/busca/tenta discernir entre antinomias, antíteses, pelo bem ou pelo mal, lado B ou lado A … mas que coisa, calma lá: não é de binarismos que nós queremos falar e nem é só de binarismo que a vida é organizada. Queremos nos arriscar sair do aparente para essências.

    Do mesmo autor: Pra ver o Mengão passar

    Vamos lá: O CARIOCÃO 2020 VOLTOU!! Ora, que saudades do Mengão, como você fez falta, tanto tempo sem acalantar meu coração com suas exibições magníficas, deslumbrantes, inesquecíveis e 3×0 sobre o Bangu, que retorno, aiai (…) … opa, tem uns contextos inseridos nisso tudo, né? Ou não?

    “É claro que tem!! Mas o Mengão está dando exemplos, está à frente do processo, de elaborar protocolos sanitários, zero chances de contágio, servindo de base para Conmebol, FIFA, servindo para mostrar à sociedade que o que pode voltar, tem que voltar, além de ter ajudado várias comunidades com distribuição de kits, etc.”

    Sim. Tudo isso é a mais pura verdade. O Flamengo é tudo isto e faz/fez todas estas ações, até mais. Ninguém disse o contrário. É um exemplo? Claro. Fez muito por interesses próprios? Evidente, o clube tem que se preocupar consigo e isso é coerente. Mas podemos assumir que existem meios e jeitos de pensar e fazer o bem do clube?

    Partindo dessa premissa e, contextualizando com a crise sem precedentes da saúde pública por conta da pandemia que assola o mundo e, com mais peso, nosso país, sou levado a crer, a partir de posicionamento – falaremos um pouco disso mais tarde – que embora exista todo um lado positivo de ações do nosso amado Flamengo, há um lado carregado de valores que destoam daquilo que é Flamengo.

    Veja também: A lista da profanação

    Apressados já alertarão convictos que não se mistura politica com futebol ou que se f*** minha opinião. Bom, gente, tenho uma notícia pra vocês: a política está em tudo. E realmente não adianta assumir discursos de isenção, mesmo que seja reconfortador para o indivíduo, mas na verdade nem é. Alguém ou algum grupo irá manejar os entendimentos e você só seguirá, achando normal e acreditando equivocadamente que atos técnicos normativas jurídicas, conversas com autoridades, treinar sem liberação e a própria escolha da reação ao problema da pandemia são fatos dissociados de política. Mas tudo bem, nós vivemos a época mais áurea da tecnologia, podemos acessar informações pelas redes. Claro, há muita desinformação, mas temos ainda a faculdade e capacidade de interpretar e analisar as coisas além de aparências e alardes, não é?

    Portanto, há política naquilo que o Flamengo faz, há decisões e ações políticas, que respondem a um percurso de escolhas pensadas, que ignoram outras possibilidades, de caso pensado ou não. E é a partir disso, de outros modos de fazer as coisas que surge, incrivelmente, a capacidade de criticar. Olha só que belo isso. Eu posso amar meu clube, eu morrendo de saudades, com certa felicidade por seu retorno, mas com pés no chão, saber apontar e ver aqui e ali, elementos contraditórios, equivocados, a partir de um posicionamento próprio – que não se confunde com opinião. Opinar é querer um 3-4-3, ou preferir um sabor de sorvete em detrimento de outro – que se caracteriza por uma série de impressões e leituras daquilo que acreditamos ser coerente com princípios teóricos, ideológicos e de experiência.

    “Você tá falando de direita e esquerda né? Pra cima do meu Flamengo não, sai daqui com esse assunto.”

    Ainda que essa divisão perpasse muitos espaços da nossa sociedade, por incrível que pareça, dentro dos dois, existem algumas dimensões, que se diferenciam, mas nem é exatamente sobre isso que estou falando. Minha preocupação é em como as decisões políticas tomadas pela gestão atual podem manchar a história do clube. Calma, respira, relaxa. Continua lendo.

    Citamos ações acertadas da mesma gestão, e que é coerente para qualquer clube, que a gestão pense no melhor para o time. E que há modos de se fazer isso. Tomemos a volta do Carioca. Ainda que um campeonato histórico e folclórico, não seria das competições com mais celeridade para voltar. Ponto. E então por qual motivo voltar agora? Ponto. Lembrem-se, é de num contexto de pandemia que estamos inseridos e por mais preparado que o Flamengo esteja, ele não irá competir sozinho.

    História: Quando Zico meteu três gols no Napoli

     E ainda que as garantias totais e que nada de ruim aconteça, torcemos para que siga assim, há uma disparidade entre a situação do time em relação ao país. Tudo bem, não seria da alçada do Flamengo, mas a capacidade que ele tem de gerir a crise não é a mesma que esmagadora maioria de empresas, que tencionam o retorno das atividades, tendo o futebol como base, por exemplo. Além disso, a crise se estoura e se propaga com mais rigor principalmente para pessoas pobres, pessoas pretas, comunidades e povos indígenas. A qualidade de cuidados não chega para estas populações.

    Por seu turno, o Flamengo caminha sem uma ética que considere essa realidade. Ainda que não seja sua responsabilidade, mas se aproxima de ser uma medida contraproducente, esmagando as políticas de isolamento, deixando, por exemplo, estádios vazios por muito mais tempo. Mas para que a torcida vai se importar com isso né? Esse é um outro ponto preocupante e que faz criar um verdadeiro escudo para proteção de dirigente, por conseguinte ao clube. O clube acertou e acerta sim em várias coisas, mas é primordial que se assuma que erra também e que precisa ser cobrado.

    Contudo, o que se vê é uma blindagem acrítica que acredita na perseguição ao clube, – que realmente acontece por parte da mídia esportiva, mas não toda – criando um estigma dos mais perigosos para qualquer time: uma espécie de euriquismo rubro-negro. Campo perigoso, que ajuda, em parte, a acirrar ainda mais o aspecto excludente do futebol moderno. É um tipo de cartolagem preocupado com montantes econômicos – o que é bom – para o clube, mas dando as costas para a fatia que mais faz a torcida ter a identidade de Nação. Não de hoje, o futebol como um todo, na construção de arenas, no exclusivismo, afasta o povo, a massa diversificada que tem no futebol uma das alegrias de vida, reformulando um tipo de torcedor ou torcida que acessa o clube (não falo aqui da maioria que se movimentam em redes sociais, por exemplo). Quase (?) uma relação de serviço, de compra e venda.

    TV Mundo Bola: Raça, Amor & Groselha, com Celso Rocha de Barros

    Em tese, não importa o que o Flamengo precise ultrapassar além da dimensão técnica, mas humana: seja apressar politicamente a volta do futebol, seja jogar justamente ao lado do Hospital de Campanha do Maracanã (uma simbologia triste dessa deveria ser um soco de realidade em qualquer pessoa), ambos no contexto da pandemia, tudo isso parece ser terciário, quaternário para meu desejo individual de poder ver meu time. Amo o Flamengo, sei o quanto suas exibições, sobretudo de 2019 pra cá, têm sido até benéficas para saúde mental de muita gente. Mas há uma pandemia, há muito luto, há caos na vida de muita gente que incidem com potência sobre a saúde mental das pessoas em geral. Pensar em resolver essa situação deveria ser muito mais urgente que o retorno de futebol e o sentimento camaroteiro de parte da torcida.

    Em que pese todas estas questões, retomo a fala do Mister, quando diz que precisamos saber conviver com o vírus. E ele está absolutamente certo. Para tanto, as desigualdades históricas que dão a dimensão do nosso país precisam seriamente ser revertidas, abolidas, encerradas. Não cabe ao nosso time resolver estas questões. Mas caminhar ainda mais por percursos coletivos, alinhados com os dilemas da realidade, pode ser quem sabe, uma dentre tantas formas. Quem sabe um Flamengo que se diz de todos, possa/volte a ser de todas e todos.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução

  • BRB tem alta em ações com Flamengo firmado

    Com a publicidade estratégica entre o Flamengo e o Banco de Brasília, ações da empresa dispararam.

    Os tipos de ações ordinárias subiram 16,79%, no valor de R$ 75,11, e as preferenciais chegaram a valer R$ 55,11, com alta de 24,56%.

    Segundo comunicado enviado CVM, o Banco de Brasília apresentará aos torcedores suas marcas e ofertas de soluções bancárias. Dentre elas, um pacote de soluções com oferta conjunta de serviços e produtos, de seguridade, investimento, formas de pagamento e loja digital.

    Veja ainda: Substituto de banco BS2, BRB fecha com o Flamengo e vibra: ”Vai gerar lucros para os dois parceiros”

    “O BRB ressalva que a parceria firmada passa a ter sua vigência plena tão logo seja aprovada pelo Conselho Deliberativo do Flamengo. Com mais essa parceria, o BRB reforça o seu compromisso de modernização e expansão de sua atuação, se consolidando como um banco ágil, moderno e eficiente, que busca continuamente oferecer uma experiência única e completa aos clientes”

    Porém, o Banco BS2 estampa a camisa do Flamengo até o fim do mês de junho, para só então dar lugar ao BRB, que já figura como patrocinador do time de basquete do clube.

    O acordo terá validade de três anos com pagamento anual de R$ 35 milhões, que pode ser potencializado pelo marketing. O BRB espera a abertura de 1.5 milhão de novas contas digitais. O banco digital será lançado no dia 15 de julho.

  • Amazon continua interessada em patrocinar o Flamengo

    Segundo jornalista Marcos Paulo Lima, do Correio Brasiliense, a Amazon ainda busca um acerto de parceria com exposição no uniforme

    Após o anúncio oficial do Banco de Brasília (BRB) como novo patrocinador master do Flamengo, a Amazon ainda está interessada em um espaço no Manto. A informação foi publicada pelo jornalista Marcos Paulo Lima, em seu blog “Drible de Corpo”, no site do jornal Correio Brasiliense. A empresa americana de vendas on-line, que também oferece o serviço de streaming Prime Vídeo estaria negociando com a diretoria do Flamengo para ocupar as mangas do uniforme.

    Com um projeto que vai muito além do valor de patrocínio, tendo como objetivo por exemplo, a transmissão de jogos do Flamengo na reta final do Carioca, após a Medida Provisória 984 assinada por Bolsonaro nesta última quarta-feira que assegurou os direitos de transmissão da partida ao clube mandante. Não foram citados quais seriam os valores nem mesmo o tempo de contrato.

    Veja também: Por que o presidente do Bahia está animado com a “MP do Flamengo”?

    Ainda de acordo com as informações do blog Correio Brasiliense, a gigante digital já buscaria assumir as transmissões da reta final do Campeonato Carioca de 2020. Porém, alguns pontos do texto da MP 984 são divergentes e existe incerteza jurídica. De acordo com Rodrigo Mattos, do UOL, o Flamengo vendeu seus direitos de transmissão via streaming em meio nacional para a Rede Globo com contrato vigente até o ano de 2024. A Amazon, claro, tem interesse em realizar essas transmissões no Brasil. 

    Vale lembrar que o Flamengo continua na busca por patrocínios no short desde a saída do Azeite Royal da propriedade – o Fla processa a empresa de rompimento unilateral e dívida de R$ 1,2 milhão. A Buser foi a última marca estampada nas mangas após a saída decepcionante da Carabao em 2018.

    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação / Amazon

  • Linha do tempo: os patrocinadores máster do futebol do Flamengo

    BRB, que já patrocina o basquete, apoiará também o futebol do Flamengo; relembre todos os patrocinadores máster do futebol Rubro-Negro

    Nesta sexta-feira (19), o presidente do Flamengo Rodolfo Landim anunciou oficialmente o novo patrocinador máster do clube. Quem vai ocupar a tão famosa – e disputada – área do peito no Manto Sagrado é o Banco de Brasília (BRB). Especula-se que o contrato pode render até R$ 35 milhões anuais aos cofres do Mengão.

    Somando acordos pontuais e acordos duradouros, a estatal será a 11ª empresa a ser patrocinadora máster do futebol do Flamengo e assumirá o posto do banco BS2, que fica no uniforme Rubro-Negro até o dia 30 de junho. O Mundo Bola relembra todos os patrocinadores do Flamengo no mais valioso local dos uniformes.

    Veja também: Substituto de banco BS2, BRB fecha com o Flamengo e vibra: ”Vai gerar lucros para os dois parceiros”

    Primeiro patrocinador do Flamengo: Petrobras – 1984 à 2009

    25 anos. O patrocínio mais longo do futebol brasileiro. Flamengo e Petrobras iniciaram a parceria em abril de 1984 e encerraram oficialmente em março de 2009. Como patrocinador máster, a estatal estampou no Manto Sagrado as logomarcas do lubrificante LUBRAX e dos Cartões Petrobras no decorrer dos anos do apoio.

    Olympikus Tube – 2009

    Além do fornecimento de material esportivo, a Vulcabrás, detentora da Olympikus, acertou um breve patrocínio ao Flamengo entre julho e setembro de 2009. A logomarca escolhida foi a da OLYMPIKUS TUBE. O clube recebeu R$ 3 milhões pelo acordo.

    Ale – 2009

    Foto: Flamengo

    Mais um breve acordo de sucesso. Nos três últimos meses de 2009, a rede de postos ALE foi a patrocinadora máster do Flamengo, resultando R$ 3,5 milhões ao clube carioca. Foi o patrocínio do título Brasileiro.

    Batavo – 2010

    R$ 22 milhões. Esse foi o valor pago pela BRF Brasil Foods ao Flamengo, através da exposição da marca BATAVO no principal espaço do Manto Sagrado. O acordo foi válido por um ano (janeiro de 2010 até janeiro de 2011).

    Visa – 2011

    Ronaldinho em sua estreia pelo Flamengo. Foto: Nina Lima/Vipcomm

    O primeiro patrocínio máster “pontual” do Flamengo ocorreu no dia 2 de fevereiro de 2011. No jogo que marcou a estreia de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo, a VISA, empresa de cartões de crédito, foi a patrocinadora master do clube. O acordo rendeu R$ 600 mil ao Rubro-Negro.

    Leia também: O Manto em evidência: a ascensão da camisa do Flamengo

    Desodorante Gilette / Procter & Gamble – 2011

    Após meses com a camisa limpa (ou menção ao site), em agosto de 2011 o Flamengo anunciou o acordo com a P&G, válido até dezembro e rendendo R$ 6,6 milhões ao Mengão. A logomarca escolhida foi a do DESODORANTE GILETTE.

    BFG – 2012

    flamengo patrocinio 2012 bfg
    Foto: Photocamera

    Novo patrocínio pontual: dessa vez com a rede de restaurantes BRASIL FOODSERVICE GROUP (BFG), no centenário Fla-Flu de 2012, válido pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro do respectivo ano. O valor do acordo foi de acima de 800 mil reais.

    Peugeot – 2013

    Nos quatro primeiros meses de 2013, a montadora francesa PEUGEOT foi a patrocinadora máster do Flamengo. Depois de maio, a empresa foi deslocada para as costas, onde ficou até dezembro de 2014.

    Caixa Econômica Federal – 2013 à 2018

    Segundo maior patrocinador máster, quanto ao tempo de duração de contrato, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL estampou sua logomarca nos uniformes do Flamengo entre maio de 2013 à dezembro de 2018. Por ano, o clube recebia R$ 25 milhões da estatal.

    BS2 – 2019 à 2020

    BS2 esteve presente nos títulos do Flamengo em 2019 e 2020

    “Juntos fizemos a parceria mais vitoriosa do futebol brasileiro, com a tríplice coroa (Campeonato Carioca, bicampeonato da Libertadores e heptacampeonato brasileiro), em 2019, e a Recopa e a Supercopa, em 2020”. Foi assim que o Flamengo anunciou em seu site oficial, o término da parceria com o BANCO BS2. O patrocínio iniciou em março de 2019 e encerrará no dia 30 de junho deste ano, rendendo R$ 15 milhões anuais + variáveis ao Mengão.

  • Substituto de banco BS2, BRB fecha com o Flamengo e vibra: ”Vai gerar lucros para os dois parceiros”

    Na tarde desta sexta-feira (19), o Flamengo fechou acordo com o BRB, banco estatal de Brasília. O novo patrocinador máster ganhou a disputa com a Amazon e Lojas Americanas e exibirá sua marca na camisa rubro-negra a partir de 1º de julho. A informação foi trazida pelo jornalista Lauro Jardim, do O Globo, que complementa afirmando que o compromisso terá duração de um ano.

    O Mais Querido irá receber cerca de R$ 35 milhões de forma anual. Essa quantia pode crescer de acordo com o sucesso do clube nas ações de marketing em parceria com o BRB.

    Já de acordo com informações do site Metrópoles, o tempo de contrato será de três anos, prorrogáveis por mais dois, estabelecendo uma divisão de lucros igualitária: 50% para cada. A expectativa é de que se abra 1,5 milhão de contas digitais, com cerca de 3 milhões de cartões pré-pagos e, já nos primeiros 12 meses, movimentar R$ 5 bilhões em transações financeiras.

    Fla e BRB irão se tornar sócios na gestão de um banco digital (que será lançado no dia 15 de julho). As marcas de ambos constarão nos cartões pré-pagos e de débito que serão disponibilizados aos clientes. Além disso, todas as transações bancárias envolvendo o clube, como pagamento de salários de atletas e de funcionários, passarão pelo BRB.

    Ainda segundo a matéria, será oferecido vantagens para estimular os torcedores, como pré-venda de ingressos para jogos e descontos na compra de produtos do Flamengo, além de viagens para acompanhar o Mengo em futuras disputas de campeonato.

    O presidente do banco estatal de Brasília, Paulo Henrique Costa, celebrou o acordo.

    Essa é uma iniciativa inédita. Quando todos pensaram que a gente patrocinaria o Flamengo, viemos com uma novidade que vai gerar lucros para os dois parceiros e, no caso do BRB, ajudar a projetar o banco nacionalmente. Um compromisso da nossa gestão. Existe uma relação afetiva de milhões de brasileiros com o Flamengo. Assim, toda vez que eles fizerem qualquer movimento nesse banco digital, vão ter a certeza que estão colaborando para seu time do coração”.

    Negociação já vinha se arrastando

    Há uma semana, o Mundo Bola publicou uma matéria, repercutindo a declaração da consultoria da presidência do BRB: “Não está em discussão nenhum contrato de patrocínio entre o BRB e o Flamengo”. Já naquele momento, os rumores de que a estatal poderia acertar com o rubro-negro crescia nos bastidores do clube.

    O patrocínio trará um salto de R$ 20 milhões ao Flamengo em relação ao seu último patrocinador máster. O banco BS2 pagava de forma anual, cerca de R$ 15 milhões fixo, mais variáveis.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo