Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo em Brasília: GDF é contra e Arena BSB a favor

    Ao lado de Vasco, Goiás e Atlético Goianiense, o Flamengo tem planos de realizar um torneio amistoso em Brasília, no estádio Mané Garrincha durante os dias 26 de julho e 2 de agosto. Porém, o Governo do Distrito Federal ao ser perguntado sobre o assunto, não confirmou a realização da competição.

    Segundo a Secretaria de Esportes do DF, devido às medidas de combate ao novo coronavírus, ainda não há uma data estabelecida para a volta de jogos no Estado. Motivo que coloca a realização da competição em dúvida.

    A notícia que anima os participantes da competição, é que em nota oficial a Arena BSB — empresa responsável pela gestão do estádio, se manifestou afirmando que pode receber as partidas sem nenhum problema.

    “O Estádio Nacional está pronto para receber a retomada do futebol, seguindo os protocolos de segurança. Neste período de pandemia fizemos o replantio do gramado, além de reformas e melhorias nas áreas de atendimento aos atletas e público. O hospital de campanha foi implantado em uma área de apoio e não interfere com as operações esportivas”.

    Existe ainda uma possibilidade do Gama, outra equipe do Distrito Federal, em participar do campeonato, porém a presença do clube segue indefinida. O grande patrocinador do torneio seria o BRB, atual patrocinador máster do Flamengo. A ideia do banco seria estampar sua marca em todas as equipes que disputariam os amistosos, porém como o Vasco é patrocinado pelo BMG – concorrente do Banco de Brasília, esta ideia ainda seria embrionária.

    Mundo Bola entrou em contato com o vice de futebol do Mais Querido, Marcos Braz, porém não obteve resposta até o fim desta reportagem. Ainda não foi revelado como seria feito o regulamento do torneio: mata-mata ou pontos corridos.

    Transmissão

    Após ter exibido o título do Flamengo da última quarta-feira, o SBT pode ser a emissora a transmitir o campeonato de Brasília. Todas as equipes que participariam da competição já deram o aval neste sentido, e a negociação entre as partes deve avançar nas próximas horas.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Torneio em Brasília com Flamengo e Vasco já tem data para iniciar

    Com o término do Campeonato Carioca, o Flamengo já se prepara para se manter em atividade até o início do Brasileirão. E em parceria com o Vasco, o rubro-negro deve realizar um torneio amistoso em Brasília, no estádio Mané Garrincha, com a companhia do Atlético Goianiense e Goiás. De acordo com o jornalista Venê Casagrande, a competição iria se iniciar no dia 26 de julho, e se encerraria em 2 de agosto. O Brasileirão começa no dia 9 do próximo mês.

    Existe ainda uma possibilidade do Gama, outra equipe do Distrito Federal, em participar do campeonato, porém a presença do clube segue indefinida. O grande patrocinador do torneio seria o BRB, atual patrocinador máster do Flamengo. A ideia do banco seria estampar sua marca em todas as equipes que disputariam os amistosos, porém como o Vasco é patrocinado pelo BMG – concorrente do Banco de Brasília, esta ideia ainda seria embrionária.

    O Mundo Bola entrou em contato com o vice de futebol do Mais Querido, Marcos Braz, porém não obteve resposta até o fim desta reportagem. Ainda não foi revelado como seria feito o regulamento do torneio: mata-mata ou pontos corridos.

    Transmissão

    Após ter exibido o título do Flamengo da última quarta-feira, o SBT pode ser a emissora a transmitir o campeonato de Brasília. Todas as equipes que participariam da competição já deram o aval neste sentido, e a negociação entre as partes deve avançar nas próximas horas.

    2015 isso já aconteceu

    Antes de se iniciar o Carioca daquela temporada, Flamengo e Vasco em parceria com o São Paulo, criaram o Torneio Super Series, na Amazônia. O regulamento era simples: todos jogaram contra si em pontos corridos, e quem fizesse mais pontos seria o campeão. Por ter vencido seus dois jogos, o Mengo na época comandado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, conquistou o torneio.

    Contra o Vasco, vitória por 1 a 0 com gol do meia Éverton Cardoso, e na partida contra o São Paulo, o Mengo triunfou com o mesmo placar, na cabeçada de Samir. Foi a primeira e única edição do Super Series.

    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Análise estatística – Flamengo no Campeonato Carioca 2020

    Na noite da última quarta-feira (15), o Flamengo venceu o Fluminense pelo placar de 1 a 0, e conquistou pela 36ª vez o Campeonato Carioca. No decorrer da competição, a equipe foi campeã da Taça Guanabara, ficou em segundo lugar na Taça Rio e, na somatória dos dois turnos, conseguiu também o primeiro lugar na pontuação geral. O placar agregado na final do estadual foi de três a um a favor do Rubro-Negro.

    Números do Flamengo no Campeonato Carioca 2020

    17 jogos – 14 vitórias – 2 empates – 1 derrota – 34 gols marcados – 11 sofridos – 8 clean sheets – 39 cartões amarelos e 1 vermelho

    Em clássicos: 7 jogos – 5 vitórias – 1 empate – 1 derrota – 11 gols marcados e 5 sofridos

    1 x 0 Vasco
    0 x 1 Fluminense
    3 x 2 Fluminense
    3 x 0 Botafogo
    1 x 1 Fluminense
    2 x 1 Fluminense
    1 x 0 Fluminense

    Desempenho dos atletas do Flamengo na competição

    Nesta edição do Campeonato Carioca, um total de 41 atletas foram utilizados pelos técnicos Maurício de Souza e Jorge Jesus. Vale lembrar que o número alto de jogadores se deve ao fato de que o elenco principal ainda estava de férias no início da competição. Willian Arão, Diego Ribas e Michael foram os que mais entraram em campo pelo Flamengo: cada um disputou treze jogos.

    Números dos atletas do Flamengo no Campeonato Carioca 2020. Créditos: Adriano Skrzypa/Flamengo em Números

    O pequenino Michael inclusive, foi o atleta que mais vezes entrou no decorrer da partida, após iniciar no banco de reservas. Na artilharia, nenhuma novidade: Gabigol liderou com sobras os quesitos gols e assistências, com oito tentos e oito passes que resultaram em gols. No quesito cartões, o camisa 9 (3 amarelos e 1 vermelho) e Gerson (4 amarelos) empataram na ponta da lista.

    Estilos dos gols

    Detentor do melhor ataque da competição, o Flamengo marcou apenas nove gols na primeira etapa, mas na etapa final, um total de 25 gols foram marcados. Onze com o pé esquerdo (inclusive o de Vitinho, no último jogo), dezessete com o pé direito, cinco de cabeça e um contra.

    gabigol campeonato carioca 2020 artilheiro
    Gabigol foi o maior destaque do Flamengo na competição. Foto: Alexandre Vidal

    Já quanto aos onze gols sofridos: Diego Alves levou cinco, enquanto César e Gabriel Batista sofreram três cada. Quatro foram sofridos na primeira etapa e os outros sete na etapa final dos jogos. Vale lembrar que o Flamengo não sofreu gol em oito das dezessete partidas na competição.

    Comparação – Flamengo no Carioca 2019 e 2020

    https://twitter.com/FlamengoNumeros/status/1283812632336752640

    Desempenho dos técnicos

    Quesito Maurício Souza Jorge Jesus
         
    Jogos no comando 4 13
    Vitórias 2 12
    Empates 1 1
    Derrotas 1 0
    Gols marcados 4 30
    Gols sofridos 3 8
    Jogos sem marcar 2 0
    Clean sheets 2 6

    Público

    Foram oito jogos disputados como mandante, sendo quatro com torcida e as outras quatro sem (devido à pandemia). O maior público na competição foi registrado na Taça Guanabara, onde o Flamengo venceu o Madureira. Quase 65 mil torcedores estiveram presentes no Maracanã.

    Créditos imagem destacada: Marcelo Cortes/Flamengo

  • Sucesso de Jorge Jesus no Flamengo pode servir de inspiração para Tite na Seleção Brasileira

    A trajetória do Flamengo de Jorge Jesus é digna de um filme de Hollywood. O treinador português assumiu uma equipe que tinha pouca confiança, apesar do bom elenco, e transformou em uma máquina de ganhar títulos. Uma trajetória que pode servir de inspiração para a Seleção Brasileira de Tite, inclusive se as convocações começarem a ficar mais rubro-negras. Jogadores como Gerson, Bruno Henrique e Gabigol podem ajudar o sonho do hexa de 2022.

    O sucesso de Jorge Jesus pode ser facilmente comprovado se colocarmos alguns números na mesa. Além dos dois títulos conquistados em 2019, o Brasileirão e a Copa Libertadores, o Flamengo também acumulou um número de vitórias impressionante com o português. Foram 27 resultados positivos em 39 partidas disputadas, sobrando apenas oito empates e meras quatro derrotas. Além disso, o ataque rubro-negro encerrou a temporada com 86 gols marcados. A defesa sofreu apenas 36, deixando um saldo para lá de positivo.

    A temporada 2020 não começou diferente, e o Flamengo largou da melhor maneira possível. Como lembra a reportagem do portal UOL Esportes, a equipe conseguiu em poucos dias conquistar a Supercopa do Brasil e a Recopa Sul-Americana. Uma sequência de títulos que parecia algo distante quando Jorge Jesus assumiu. Na época da demissão de Abel Braga, antigo treinador do Fla, a impressão que dava era de um time forte de nome, mas improdutivo dentro de campo.

    Essa mudança de comportamento não veio barata. Além do salário mensal de R$ 1,5 milhão para Jorge Jesus, o Flamengo também gastou cerca de R$ 50 milhões para trazer o meia Gerson. O jogador foi essencial para uma mudança dentro de campo, e também para os títulos que vieram em sequência. Toda essa evolução do clube, e mudança de comportamento, pode muito bem servir como lição para outro treinador.

    Inspiração para Tite

    O final de 2019 não foi positivo para a Seleção Brasileira, principalmente após a conquista da Copa América. A equipe comandada por Tite engatou uma sequência negativa nos amistosos, e ficou cinco partidas sem vencer. Apesar de encerrar o ano com uma vitória por 3 a 0 contra a Coreia do Sul, como lembra o site Globo Esporte, o futebol apresentado pelo Brasil não foi bom o suficiente para convencer os torcedores.

    Assim, Tite pode buscar inspiração na reviravolta conseguida por Jorge Jesus para fazer o Brasil voltar a vencer. Além de buscar convocações mais eficientes, é preciso buscar alternativas dentro de campo, melhorar taticamente e conseguir transformar um elenco talentoso em um papão de títulos. Tudo que Jesus conseguiu em alguns meses no Fla, só que precisando gastar muito mais.

    Essa inspiração pode fazer a diferença para a disputa do título mundial de 2022. A Seleção Brasileira continua sendo a grande favorita ao título, segundo números do site de apostas online da Betway Esportes. No dia 14 de julho, a equipe de Tite aparecia com 15,4% de chance para conquistar o hexa. França, Alemanha e Espanha, as outras três boas candidatas, aparecem logo em seguida. Só que para confirmar esse favoritismo, o treinador precisa também abrir espaço para alguns rubro-negros.

    Mais rubro-negros nas convocações

    Para conseguir entender melhor as mudanças que Jesus fez no Flamengo, Tite pode muito bem abrir espaço para alguns jogadores do Flamengo nas convocações. O atacante Gabigol, por exemplo, pode ser o camisa 9 que falta na Seleção Brasileira. Assim como Gerson e Bruno Henrique podem crescer de rendimento até 2022. Os três jogadores já receberam sinal positivo do treinador da Seleção, e podem ganhar mais chances nos próximos meses.

    Além de conseguirem render dentro de campo, os três jogadores podem indicar um caminho para Tite recuperar a Seleção Brasileira. Afinal, os três estiveram presentes em todos os títulos recentes do Flamengo. Outro jogador que merece atenção é o meia Everton Ribeiro, como mostra reportagem do jornal Super Esportes. Apesar da idade mais avançada, 31 anos, o jogador garantiu que está preparado para defender a camisa verde e amarela.

    O Flamengo está dominando o futebol brasileiro, e não pode ser questionado por ninguém. Da mesma forma, o trabalho de Jorge Jesus será lembrado por muito tempo. O português transformou a equipe carioca em pouco meses, conseguiu títulos e agora pode também influenciar a Seleção Brasileira. Tite sabe que pode aprender bastante com a situação, e parece mais do que disposto em dar um toque rubro-negro para fazer o sonho do hexa se transformar realidade na Copa do Mundo do Catar em 2022.

  • Flamengo é bicampeão: jogadores festejam e provocam nas redes sociais

    Na noite da última quarta-feira (16), o Flamengo venceu o Fluminense por 1 a 0 com gol de Vitinho, e sagrou-se bicampeão Carioca. O rubro-negro precisava apenas do empate para levantar a taça, mas derrotou seu rival duas vezes para não restar dúvida.

    Foi o 36° título Estadual do Mais Querido, e nas redes sociais os atletas festejaram muito. Em vídeo gravado pelo perfil oficial do clube, o goleiro Diego Alves ironizou o atacante peruano Fernando Pacheco, que o provocou durante a disputa por pênaltis na decisão da Taça Rio: “Pacheco no Rio de Janeiro, é drogaria”.

    Já o lateral-direito Rafinha em uma live, respondeu com naturalidade os memes que poluiram a web nos últimos dias: “Banco? Onde vou sou campeão. Quer um Gatorade de uva”?

    Com as taças da Libertadores e Champions League ao fundo, Rafinha disparou: “Os caras meteram coisa de Gatorade, tive que levar hoje pros caras. Inclusive, trouxe um de uva aqui para casa!”

    Em outro momento da transmissão, o jogador cantou um pagode para ironizar o vice do Fluminense: “Flu é campeão Carioca? É mentira”

    Até o vice de futebol do clube, Marcos Braz entrou na onda. Durante o último programa “Fox Sports Rádio”, dos canais Fox, o jornalista e comentarista Flávio Gomes fez uma aposta com o apresentador Beijamin Back, de que se o Flamengo fosse campeão, ele faria o programa desta quinta vestindo o Manto Sagrado. Braz entrou na brincadeira e disse: “Não bota a camisa do Mengão não, fica tranquilo. Deixa pra outra oportunidade”

    No animado vestiário após a partida, o capitão Everton Ribeiro juntamente com o meia Gerson, se animaram ao som do Axé Music, sobrando até para Braz aparecer novamente e desta vez, dançando funk.

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    Créditos de imagem destacada: Divulgação/Flamengo

  • Um ano de Jorge Jesus no Flamengo: cinco títulos, quatro derrotas e centenas de bocas caladas

    Passados mais de 365 dias, Jesus tem mais títulos que derrotas, sepultou críticos e inaugurou uma nova era no futebol nacional

    Blog Ninho do Urubu | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

    No dia 10 de julho de 2019 Jorge Jesus iniciava sua história no Flamengo e mudava a do clube. A partida foi contra o Athletico e em meio às desconfianças da imprensa — para usar um termo mínimo, haja vista que até ataques beirando a xenofobia aconteceram — e o corporativismo dos técnicos brasileiros. Passados mais de 365 dias, o português tem mais títulos que derrotas à frente da equipe, todos os seus críticos sepultados e inaugurou uma nova era no futebol nacional.

    Era junho de 2019. Após quase acertar com outros times e uma digressão de um mês pelo país, o técnico português era convencido pela diretoria Rubro-Negra a aceitar o projeto. Pegava um trabalho desastroso após apostarem em um estilo ultrapassado. Sob os ataques da arrogância tupiniquim, que não aceita que outros não só joguem um futebol muito superior ao daqui, Jesus desembarcou trazendo na mala a esperança de uma torcida que queria se livrar do estigma do “cheirinho”.

    Do mesmo autor: Um Flamengo diferente: o que aconteceu com o time de Jorge Jesus? Há um motivo

    Na imprensa, uma chuva de aberrações que fugiam totalmente o profissionalismo. Os que se preocupam apenas em polemizar e brigar, mesmo que de forma encenada para ter audiência, chegavam ao cúmulo de dizer que “Portugal nunca foi campeão de nada”. Já na ala dos “professores”, diziam que “ele estava roubando o espaço”. Espaço este que foram incapazes de sustentar por incompetência.

    Já no seu primeiro jogo, contra o Athlético pelas quartas de final da Copa do Brasil, o português mostrou que não estava ali para ser mais um estrangeiro. Mas sim mudar tudo de arcaico que estava consolidado no país. Porém, na eliminação deste torneio, um tsunami de críticas para o trabalho que não completara ainda um mês e jogadores assimilando a sua mentalidade europeia.

    Entretanto, como o hino lusitano prega, “levantai hoje de novo”, Jorge se levantou. Todos, absolutamente todos os críticos, foram derrotados. Assim como os rivais do Flamengo. Jogo após jogo, a equipe se aproximava de um futebol só visto na TV através das transmissões de campeonatos internacionais. Os que sempre fecharam os olhos para a maneira jogada nos grandes centros se espantavam, tratavam até como novidade. Mas os que sempre sabiam que com Abel não iria lugar algum, porque o que se pratica aqui é outro esporte em relação à Europa, não.

    Veja também: Pula uma casa e entra no 3: uma análise do Flamengo de Jorge Jesus após espanto de Everton Silva

    Ninguém conseguia acompanhar. Era pressão o tempo todo, fome pela posse da bola, vontade de fazer mais e mais gols, extrair o máximo de cada jogador e uma intensidade totalmente fora dos padrões brasileiros. A estratégia enraizada de fazer um gol e “fechar a casinha”, a essa altura do campeonato (literalmente), era vista como vergonha.

    Gabigol saiu de “será que vai dar certo” para papel de ídolo. William Arão, depois de viralizar como meme no “tá mal, Arão” e perseguido pela torcida, virou o grande motor com partidas disputadas e xodó. A zaga, antes uma peneira, se tornou sólida e referência. Arrascaeta, que com Abel “não podia jogar com Bruno Henrique e Gabriel Barbosa”, não só virou titular, como um dos goleadores. Aliás, o trio, que para o técnico anterior era um problema se jogasse junto, terminou a temporada de 2019 com 96 gols ao todo. Superando mais da metade dos times da Série A em total de tentos marcados.

    E enquanto Renato Gaúcho atacava com frases na fronteira da xenofobia, dizendo entre outras coisas que seu “time jogava o melhor futebol do Brasil”, apanhava de 5 a 0 no Maracanã, pela semifinal da Taça Libertadores, em uma noite histórica. Calado durante quase toda a temporada, Jesus preferiu falar e soltar seus demônios com os troféus embaixo do braço.

    Virou referência. Melhor futebol do Brasil. Melhor futebol das Américas. E melhor até que o da própria Seleção Brasileira, que com sua chata, apática e pragmática maneira de jogar passou a ser cobrada para ter uma cara de Brasil. Rosto que um português deu e nenhum outro teve capacidade. E se o país aprendeu com o Mister, ele também com o Rio de Janeiro. Adaptou-se, virou até “zoeiro”, como o carioca gosta de dizer, nas provocações sobre o trio elétrico: “Cincum?”.

    De quebra ainda salvou a diretoria Rubro-Negra, que começou o ano bancando o ultrapassado estilo “paizão”. Porém, numa total aposta certeira, mudou os rumos do clube. E foi assim que Jorge Jesus conquistou a torcida do Flamengo. Conquistou também o Brasileirão, a Libertadores, a Recopa Sul-Americana, a Recopa do Brasil e o Campeonato Carioca. Cinco títulos. Um a mais que o número de derrotas, que foram quatro.

    Não se sabe se mais um ano virá. Mas JJ, como é carinhosamente chamado, suplantou os críticos e envergonhou os que ainda levantam a bandeira da arrogância de que só brasileiro domina o futebol.

    Às armas, Jorge Jesus. Contra os canhões, marchar, marchar…

  • Notas e análises individuais rubro-negras de Flamengo 1×0 Fluminense

    Veja as notas e análises da vitória do Flamengo sobre o Fluminense, no segundo e decisivo jogo da final do Carioca 2020

    Notas atribuídas por torcedores da comunidade Mundo Bola – Pensar Flamengo

    Depois de deixar de vencer o primeiro jogo por 2×1, o Flamengo, envolto na novela da saída de Jorge Jesus, teve algumas dificuldades, sobretudo no primeiro tempo, porém, nenhuma ao ponto de preocupar o torcedor na noite desta quarta-feira.

    O português, que ninguém sabe se volta para o Benfica e para sua terra natal, chegou a mais um caneco em treze meses de clube escalando o time considerado titular, sem a presença de Gabigol, expulso. Bruno Henrique voltou depois de ficar de fora no primeiro confronto por lesão. O gol de Vitinho, nos derradeiros minutos da partida, apenas confirmou o título e deu ao jogador o curioso fato de ter feito o gol decisivo nas últimas duas finais do Carioca.

    O time titular do Flamengo para a decisão foi, portanto: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Léo Pereira, Filipe Luís, Arão, Gerson, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Bruno Henrique, e Pedro. Veja abaixo as notas dos jogadores e do técnico Jorge Jesus.

    NOTAS DA PARTIDA

    Diego Alves: Mostrou que não cancelou seu ST Premium na pandemia e pôde, mais uma vez, assistir a partida de dentro do campo. Nota: 6,0. Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslir

    Rafinha: Apesar de ter errado acima do seu normal continua a ser importantíssimo para o time, com sua experiência, liderança e técnica apurada. Traz muita tranquilidade aos companheiros e a torcida ao vermos ele em campo. Nota: 6,5.

    Gustavo Henrique: Entrou no final e praticamente não tocou na bola. Sem nota.
    Por Ivo Junior – Twitter: @ivofsjr

    Rodrigo Caio: Mantendo o nível de 2019, fez outra excelente partida, seguro na marcação direta, bem nas antecipações e seguro no jogo aéreo. Fora a classe e habilidade para sair jogando. Figura fundamental no nosso sistema defensivo. Nota: 9,0.
    Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Leo Pereira: Teve um pouco de trabalho para correr atrás do ataque tricolor nas transições do adversário, mas no geral fez um jogo seguro. Nota: 6,0.
    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

    Filipe Luís: Teve um primeiro tempo seguro, sendo muito bom defensivamente, porém ofensivamente haja vista que o time do Fluminense estava fechado. Saiu, após sentir a panturrilha. Nota: 7,5.

    Renê: Impossível assistir o Renê entrando e não lembrar do momento Peaky Blinders, frio e calculista, na cobrança de pênalti contra o Emelec na libertadores. Cumpriu seu papel, tendo uma partida normal sem grandes feitos. Nota: 7.0.
    Por Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_

    Arão: Hoje mostrou o quanto é importante para o esquema funcionar, encurtando as linhas, passes simples e rápidos. Arão mudou de jogador surpresa no ataque para volante de segurança. Nota: 7,0.
    Por Ricardo Bitencourt – Instagram:@drbitenco

    Gerson: Foi o melhor jogador em campo no 1° tempo, distribuindo bem as jogadas, boa movimentação pelo centro do campo. Caiu um pouco no segundo tempo, segurou demais a bola e com pouca movimentação. Nota: 6,0.

    Diego: Entrou faltando alguns minutos do fim para segurar o jogo e fez o que foi pedido. Nota: 5,0.
    Por Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04

    Everton Ribeiro: Muito preso pela direita, participou do jogo quando a bola esteve pelo seu lado, mas poucas vezes pôde mostrar seu conhecido repertório de passes cirúrgicos. É mais um dos jogadores de frente que não conseguiu voltar à alta performance após a pandemia. Nota: 6,0.
    Por Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

    Arrascaeta: Muito abaixo do que estamos acostumados, totalmente sumido do jogo, sai para entrada no Michael. Nota: 6,0.

    Michael: Entrou pra incendiar o jogo, é liso, tentou algumas boas jogadas, mas sem levar muito perigo ao adversário, protagonizou ao fim do jogo o que nós chamamos de “valeu o ingresso”, deixando o jogador adversário nervoso! (Risos). Nota: 9,0. (Pela ousadia).
    Por Caroline Menezes – Twitter @kaka_menezes07

    Bruno Henrique: Desde que voltou não conseguiu reeditar as excelentes atuações do ano passado. Nesse jogo teve mal novamente, perdeu lances fáceis no ataque, tentou jogar na esquerda e depois no meio mas não se encontrou. Está claro que sentiu a parada, perdeu explosão. Vai se recuperar. Nota: 5,0.
    Por Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Pedro: Jogou bem e teve alguns momentos interessantes, mas o time sentiu a falta da movimentação de Gabriel. Infelizmente não foi premiado com o gol hoje, essa honra ficou para seu substituto. Nota: 6,5.

    Vitinho: O Pequeno Victor Vinícius entrou com pinta de que só iria gastar tempo, mas conseguiu deixar sua marca na final com um bom chute (e um tanto de sorte, é verdade). Gosto de Vitinho e esse gol, mesmo que não seja uma mostra de talento, pode ser mais um passo para esse jogador se firmar mais no time. Nota. 8,0.
    Por Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

    Jorge Jesus: 6 títulos e 4 derrotas. Isso claramente pode resumir o que esperar do Mister em qualquer partida. Hoje, Jorge Jesus acertou novamente ao colocar Little Vitor, no lugar do Pedro, trazendo assim o homem que fez o gol pro jogo. Suas outras trocas também foram assertivas para o decorrer da partida. Que essa imagem emblemática do Mister levantando a taça ao final, não seja a última que veremos pelo Flamengo. Para quem acompanhou a partida pelo SBT, não precisa nem continuar assistindo o DNA no Ratinho, todos já viram quem é o pai. Nota: 8,5.
    Por: Millena Dourado – Twitter: @falconcrf_

  • Um Flamengo diferente: o que aconteceu com o time de Jorge Jesus? Há um motivo

    Nos últimos dias a coluna buscou entender com profissionais da área o comportamento diferente dos jogadores

    Blog Ninho do Urubu | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes

    A maior diferença do Flamengo treinado por Jorge Jesus em relação aos demais times do Brasil, na temporada passada, foi a pressão sem a bola e a fome de gols com ela. Entretanto, nestes dois confrontos contra o Fluminense, a equipe teve uma queda considerável de rendimento nesses aspectos. A explicação, por maiores que sejam as teorias da conspiração, não é apenas psicológica. É também física.

    O Flamengo tem como principal função tática a pressão sobre os adversários quando estes estão em seu campo defensivo ou com a posse. Para isso, além da concentração extrema durante os 90 minutos para que os jogadores saibam se orientar conforme cada um se move, o preparo físico é fator determinante para o sucesso. E aí começam os problemas nesta retomada do futebol no país. Após quase três meses parado, o corpo começou a sentir os efeitos da paralisação.

    Do mesmo autor: Exclusivo – Nova proposta do Benfica preocupa diretoria do Flamengo e permanência de Jorge Jesus é incerta

    Nos últimos dias a coluna buscou entender com profissionais da área o comportamento diferente dos jogadores. Ainda que corram, parecem menos agressivos, no bom sentido da palavra, que antes da parada e também de 2019. E todos nos afirmaram a mesma coisa: o Flamengo voltou tentando praticar o que fazia anteriormente, mas após algumas partidas com poucos dias de descanso entre elas, os atletas tiveram um desgaste maior que de uma pré-temporada.

    Explica-se: ao contrário do começo do ano, quando as férias duram 30 dias, a quarentena obrigou jogadores a pararem por até 70 dias. Mais que o dobro do habitual. Mesmo com a tentativa de manter a forma em casa ou algum espaço adaptado, o corpo não realiza todos os movimentos e repetições de qualidade suficiente para o esporte de alto nível.

    Ricardo Lopes, formado em Educação Física pela UFRJ e que já trabalhou como preparador físico de jogadores nos explicou: “Por mais que se treine em casa, não é a mesma intensidade ou disposição que no campo, por exemplo. A queda de qualidade do treino interfere. Eles voltaram e treinaram algumas semanas, mas sem os jogos, os 90 minutos, o desgaste foi maior por este motivo. O corpo não estava mais acostumado.”, afirmou.

    Veja também: Pula uma casa e entra no 3: uma análise do Flamengo de Jorge Jesus após espanto de Everton Silva

    Outro ponto a ser destacado é o nível das partidas. Enquanto enfrentou três das equipes chamadas menores do Campeonato Carioca, que agridem menos o Flamengo e deixam a posse de bola com o Rubro- Negro, a parte psicológica entra em campo também. Por mais que os jogadores estejam acostumados com decisões, do outro lado está um rival e que, ao contrário de Bangu, Boavista e Volta Redonda, busca também o gol. Principalmente no domingo, o adversário fez boa partida e contribuiu para a apresentação abaixo do esperado do clube da Gávea.

    Não por acaso Jorge Jesus fez quatro alterações para a final deste domingo. Em uma delas, Bruno Henrique, foi explicado exatamente que havia uma atenção à condição física. O Fluminense também foi alvo deste problema. Além dos desfalques de seus principais atletas, nas duas partidas o time no segundo tempo cansou de forma assustadora. E lembrando: com pouco mais de uma semana de retomada dos trabalhos.

    Porém, ainda que estejamos falando de humanos e não máquinas, é inegável que a queda foi bem acima do normal. Um Flamengo irreconhecível. Podemos também colocar nesse balaio a questão acerca da ida ou não de Jesus para o Benfica. Um ambiente atípico e sem tanta tranquilidade como no ano passado. Junta-se, também, as polêmicas sobre as transmissões dos jogos, tirando o foco do campo.

    A verdade é que as duas últimas apresentações do Rubro-Negro decepcionaram. Aquela equipe que encantou os flamenguistas e assombrou as Américas esteve ausente do Maracanã. E todos nós fomos mal acostumados. Esse é o problema…

  • Titular pela primeira vez com o Fortaleza, Yuri César marca em clássico e segue com média de um gol por jogo

    Dois dias antes, o Garoto do Ninho balançou as redes e ainda contribuiu com uma assistência na goleada por 5 a 0 contra o Guarany de Sobral

    Mundo Bola Informação | Bernardo Medeiros – Twitter: @be_medeiros_

    Emprestado ao Fortaleza desde março, o meia-atacante Yuri César vem aproveitando as chances no time cearense. Na noite da última quarta-feira (16), teve sua primeira partida como titular logo no clássico contra o Ceará e marcou o segundo gol da equipe, na vitória por 2 a 1, pela última rodada da segunda fase do campeonato.

    Dois dias antes, o Garoto do Ninho balançou as redes e ainda contribuiu com uma assistência na goleada por 5 a 0 contra o Guarany de Sobral, mesmo entrando na segunda etapa. Com quatro jogos com o tricolor, Yuri soma quatro gols e uma assistência em apenas 168 minutos –também marcou contra o Pacajus, no estadual, e contra o Náutico, na Copa do Nordeste.

    Veja também: Rubro-Negros pelo mundo: Vizeu marca e dá assistência na Rússia; Yuri César faz seu terceiro gol pelo Fortaleza

    O jovem atleta foi um dos destaques do Flamengo no início do Carioca de 2020 e da Libertadores Sub-20. Na competição continental, Yuri teve média de um gol por jogo: foram cinco, sendo o artilheiro Rubro-Negro.

    Após a partida, o técnico Rogério Ceni elogiou o meia-atacante: “Ele é menino ótimo de se trabalhar. Extremamente talentoso, com fundamentos bons, passe, a finalização dele, não pelo gol de hoje, mas pelos outros gols que fez. São quatro jogos, primeiro que ele começou como titular, e quatro gols. Ele é um menino que tem futuro. Se o Fortaleza quiser investir, ele é um ótimo jogador para ser trabalhado. Está ganhando confiança a cada jogo, jovem, mas extremamente talentoso, da base de um clube que revela bastante jogadores para o futebol brasileiro e que muitos seguem o caminho para a Europa. A tendência é que ele faça o mesmo, espero que não neste ano, que ele continue com a gente até o fim do campeonato”.

    Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Pedro Chaves/FCF

  • Flamengo x Fluminense no SBT causará mudança no VAR

    O VAR poderá aparecer com mais frequência na decisão do Campeonato Carioca desta quarta-feira. A SBT, emissora que fechou com o Flamengo, transmitirá o duelo para todo o Brasil com 13 câmeras no Maracanã, enquanto a Flu TV no último domingo levou apenas dez. Com a nova Medida Provisória 984, a responsabilidade do fornecimento de imagens ao árbitro de vídeo passa a ser do mandante e não mais da emissora responsável. Por esse motivo, o árbitro de vídeo terá mais opções de analise dos lances na partida de hoje.

    Este fato porém, não coloca a última transmissão feita pelo canal do Fluminense como irregular, já que em jogos que o VAR está presente, a Fifa estipula um número mínimo de oito câmeras, podendo chegar a quatro em países com menor poder de investimento.

    Arbitragem

    João Batista de Arruda será o arbitro de vídeo da decisão. Em 2018, o profissional chegou a ser afastado pela Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, por dois erros considerados graves durante um clássico entre Flamengo e Botafogo, no Nilton Santos. Um deles foi a não marcação de um impedimento por parte de Luiz Muniz de Oliveira no lance do gol marcado pelo zagueiro Rhodolfo que estava em posição irregular, e acabou definindo o resultado de 1 a 0 no confronto.

    Já no campo, Grazianni Maciel Rocha estará ao lado dos assistentes, Rodrigo Figueiredo Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha. Há dois dias, o Mundo Bola publicou uma matéria em que relembrava uma polêmica que Grazianni se envolveu com o Mais Querido.

    Em 2013, Grazianni foi alvo de críticas e ações judiciais pelo lado do Flamengo por erros na semifinal da Taça Guanabara, onde o clube da Gávea foi derrotado pelo Botafogo por 2 a 0. Naquele ano, o rubro-negro entrou na Comissão de Arbitragem de Futebol do Rio (Coaf-RJ), com uma representação contra o árbitro.

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