Costuma ser um erro analisar um jogo, time ou jogador apenas por planilhas, mas é fato que os números nos revelam alguns padrões
Blog do Téo | Téo Benjamin – Twitter: @teofb
Costuma ser um erro analisar um jogo, time ou jogador apenas por planilhas, mas é fato que os números nos revelam alguns padrões. Por isso, chamei o @molambasso para analisá-los e ver o que podemos descobrir.
Vamos olhar para os números do New York City FC (NYCFC) treinado por Domenec em 2019 e traçar paralelos com o Flamengo de Jorge Jesus e, às vezes, com o Manchester City de Guardiola.
Assim, podemos começar a entender semelhanças e diferenças. Mas, antes de mais nada, é preciso esclarecer algumas coisas. Todo mundo precisa partir de bases comuns para entender onde vamos chegar.
Não deixe de ler: O Fla de Domènec – Parte 1: O tal jogo de posição
O primeiro ponto é: uma análise do NYCFC treinado por Domenec não é uma análise de de Domenec em si. O que queremos dizer? O contexto importa. Um time é a soma de muitos fatores. As ideias do treinador importam muito, mas as características do elenco e o tipo de futebol praticado no país também. No entanto, ninguém carrega seus números na maleta quando muda de time.
Além disso, é preciso entender COMO vamos usar os números. Afinal de contas, é muito fácil “torturar os números até que eles nos digam o que queremos”, mas não é esse o nosso objetivo aqui. Vamos estabelecer uma base muito clara. A MLS e o Brasileirão são muito diferentes, portanto vamos sempre avaliar o desempenho de cada time dentro do contexto do seu campeonato.
Para isso, vamos comparar as estatísticas (chutes, passes, dribles etc) de cada time com a média e com o G4 do respectivo campeonato.Há, porém, um outro detalhe importante. Vamos olhar para as estatísticas ofensivas sempre usando o parâmetro “por minuto de posse de bola” e as defensivas sempre “por minuto sem posse”. O Avaí, por exemplo, fez mais desarmes que o Flamengo no campeonato de 2019. Isso significa que o time se defende melhor ou mesmo que se defende de forma mais agressiva?
Não. Apenas significa que ele fica menos com a bola e, por isso, tem mais chances de tentar desarmar. Por outro lado, para cada minuto com bola, a Chapecoense finalizou mais que o Flamengo. A diferença é que o Fla tem muito mais a bola por jogo (média de 57% contra 45% de posse) e, por isso, finaliza mais no total.
Assim, a gente vê não só quem tem a bola, mas o que faz com ela.Com tudo isso em mente, vamos finalmente olhar os números do Instat com a ajuda luxuosa do @molambasso.
O primeiro ponto é justamente a posse. Os dois times ficaram entre os primeiros de suas ligas. O Flamengo teve 57% na média e o NYCFC ficou com 56%. Mais interessante que a simples posse total é entender a duração de cada posse. Afinal, um jogo picado em que a bola muda de dono a cada 5 segundos também acaba tendo uma posse equilibrada.
Veja também: Pressão, posse e intensidade: os treinos do Domènec na primeira semana de Flamengo
Tanto o NYCFC quando o Fla tendem a ter posses mais longas que o normal em suas ligas. Cada posse do NYCFC dura, em média, 27 segundos. Bem na média do G4 e 8% maior que a média da MLS. Pode parecer pouco, mas é uma diferença considerável.
O Flamengo tem média de 31 segundos por posse, 15% acima da média do Brasileirão! Se a gente olhar para o número de duelos ofensivos, ou seja, disputas quando o time tem a bola, o NYCFC fica 9% a baixo e o Fla 13% abaixo da média.
A cada minuto de posse, os dois times têm menos disputas que o normal, o que significa que manobram muito bem os seus adversários. Para os dois times, o número de passes por minuto com posse de bola é bem próximo da média de seus campeonatos. Não ficam trocando passes por trocar, mas conseguem fazer isso de maneira inteligente.
Assim, acham espaços e criam chances.
Aí entramos em um ponto crucial: a qualidade das chances criadas. Afinal, a posse é só uma ferramenta. O objetivo é o gol.
Os dois times criam bastante, mas o Fla é muito fora da curva. Além de ter mais posse que os demais, cria muito mais (e melhores) chances por tempo de posseImagine que a criação passa por um “funil”. O time tem a posse > invade a defesa do adversário > chuta > esse chute tem uma chance grande ou pequena de entrar > o gol é marcado ou não.
Podemos separar em quatro estágios entre “ter a bola” e “fazer gols”.
O Fla entra muito no último terço, mas chuta pouco. O time sempre procura a melhor jogada para finalizar. Não desperdiça com qualquer finalização. Por isso, tem uma qualidade maior nas chances criadas. Além de tudo, converte mais que o esperado pelos modelos estatísticos.
Com isso, o Flamengo marcou, em 2019, 72% mais gols por minuto de posse de bola que a média do Brasileirão. O NYCFC até foi bem, mas nada perto disso. Manter a voracidade desse ataque é um dos desafios de Domènec.
Aqui vale a pena trazer outro time para a análise. Os números do funil do Manchester City são absurdos. Além de ter incríveis 65% de posse de bola, o time consegue fazer 52% mais gols por minuto com bola do que a média da Premier League. É sobre ter a bola e saber usá-la.
Um exemplo interessante está nos contra-ataques. O Fla contra-ataca 18% menos que a média do Brasileirão e 14% menos que o G4, enquanto o ManCity contra-ataca 41% (eu não digitei errado) menos que a média da EPL e 34% menos que o G4. Porém, ambos são os mais eficientes em suas ligas. Cerca de 20% dos contra-ataques do Flamengo e 24% dos contra-ataques do ManCity terminam em finalização (a média do Brasileirão é de 15% e da EPL é de 14%).
Enquanto isso, o NYFC fica bem na média, tanto em quantidade quanto eficiência. Outro ponto curioso está nos impedimentos. A MLS e a Premier League têm muito mais impedimentos que o Brasileirão. Mesmo assim, o Flamengo fica impedido 36% a menos que a média e 41% menos que o G4. É um time que se posiciona bem demais e não desperdiça jogadas.
Menos cruzamentos são feitos na MLS do que no Brasileirão. Mesmo assim, o NYCFC cruza bem menos que a média. Enquanto isso, tanto Flamengo quanto ManCity cruzam bem mais que a média (ao contrário do que se diz normalmente). Esse dado corrobora uma fala recente de Domènec afirmando que teve que adaptar seu estilo de jogo por não contar com pontas no elenco do NYCFC. Sem pontas, sem cruzamentos. Adaptabilidade também está aí.
Veja também: De 1999 a 2019: a minha vida como torcedor e uma paixão chamada Flamengo
Tanto o Flamengo quanto o NYCFC recuperam mais a bola que a média e recuperam muito mais no campo do adversário. O Flamengo chega a recuperar 50% a mais que a média no campo do adversário, um número incrível. Ao mesmo tempo, o NYCFC perde mais a bola no próprio campo do que a média (que já é alta) do campeonato. Talvez seja um efeito de tentar sair jogando com jogadores pouco técnicos.
O Flamengo perde menos e o ManCity perde absurdamente menos que a média. De fato, os times da MLS perdem muito mais a bola no próprio campo. Com isso, poderíamos imaginar que é comum ver os times fazendo marcação-pressão e atrapalhando a saída de bola do adversário, mas não é o caso. O nível de marcação-pressão (o tal “pressing”) da MLS é baixíssimo. No Brasil é bem maior. Ainda assim, o Flamengo fica muito acima da média e o NYCFC também, mas fica abaixo do resto do G4.
Isso tudo tem a ver com a intensidade na marcação em geral. Se ambos os times entram em poucos duelos quando atacam, o oposto é verdade quando defendem. O Flamengo tem 15% e o NYCFC 24% mais duelos defensivos que a média. São dois times que mordem bastante!
Por outro lado, a eficiência da marcação-pressão do NYCFC é até maior que a do Fla.
Mesmo assim, a defesa foi o maior problema de Domènec em sua passagem pelos EUA. A MLS tem mais gols que o Brasileirão e a defesa do NYCFC não foi bem. Foram 44 gols sofridos em 35 jogos. Um abismo em relação aos 37 gols sofridos em 38 jogos pelo Fla no BR19.
Mas futebol é contexto. Domènec traz consigo suas ideias, mas não necessariamente seus números. O Flamengo tem uma defesa individualmente muito melhor e já é um time muito mais maduro.
Resta saber o que as estatísticas terão a nos dizer dessa vez.
O estado do gramado do Maracanã foi motivo de debate entre torcedores e jornalistas nas redes sociais
Mundo Bola Informação – por Bruno Andrade – Twitter: @Brunolandc
Não foi apenas o resultado negativo que chamou a atenção da torcida rubro-negra no jogo deste último domingo (9), O estado do gramado do Maracanã foi motivo de debate entre torcedores e jornalistas nas redes sociais.
Esteticamente feio e com colorações diferentes em algumas partes, não foi difícil perceber que o terreno não estava em seus melhores dias. E chama atenção o fato de que o estádio não recebia jogos desde a final do Campeonato Carioca entre Flamengo x Fluminense, onde o mais querido venceu, aumentando a vantagem de triunfos sobre o rival.
Em nota, a empresa Greenleaf Gramados tentou respondeu as críticas culpando a quantidade de jogos que a obrigou a trocar áreas com pouca exposição direta ao sol.
Depois dos 8 jogos em 20 dias (final de junho ao meio de julho), optamos por trocar toda a área sombreada (onde a grama não pega sol no inverno), para poder aumentar a densidade de folhas ali, e assim, aguentar a grande quantidade de jogos que vem por aí. Dessa forma, conseguiremos manter a grama com a iluminação artificial, que o estádio adquiriu recentemente… Realmente, esteticamente o campo não estava bonito ontem, mas em relação à tração, compactação e nivelamento, não apresentou problemas, publicou a empresa.
E complementou dizendo que não mede esforços para fazer o melhor para o Maracanã: “Não foi por acaso que fomos contratados para fazer 5 dos 8 estádios da Copa do Mundo Qatar 2022. No próximo jogo o Maracanã já estará com a coloração igualada” – prometeu.
O próximo compromisso do Flamengo no estádio acontece no dia 19/08, às 19h15, quando enfrenta o Grêmio em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo
Já critiquei muito a empresa q faz a manutenção do gramado. Inclusive me bloquearam no Instagram. É inadmissível o estado desse em que se encontra..
O @maracana explica que foi preciso trocar parte do gramado no setor Norte por não receber luz solar como seria o ideal entre março e setembro. Por isso, fica feio na TV, com diferença de cores, mas nos quesitos tração, nivelamento e compactação está tudo ok #geflapic.twitter.com/jhnLtgRj1Z
Nas duas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro, o Flamengo atuará fora de seus domínios. Nesta quarta-feira, às 20h30, o adversário será o Atlético Goianiense no estádio Olímpico. E no sábado, o rival será o Coritiba às 19h30, no Couto Pereira. Para estes dois confrontos, a arbitragem já foi definida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Atlético-GO x Flamengo
O árbitro será o paulista Luiz Flávio de Oliveira, que é quadro FIFA. Ele será auxiliado por dois assistentes também de SP: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (CBF). O quarto árbitro será o goiano Anderson Ribeiro Gonçalves (CBF), com o apoio do analista de campo também de Goiás, Júlio César Mota Fernandes (CBF). Assim como no campo, o VAR é todo de São Paulo. Jose Claudio Rocha Filho (CBF) será o principal árbitro de vídeo. O profissional terá o auxílio na cabine de Douglas Marques das Flores (CBF), Fabricio Porfirio de Moura (CBF) e a observadora Silvia Regina de Oliveira (CBF)
Coritiba x Flamengo
O árbitro será de Santa Catarina: Rodrigo Dalonso Ferreira, que é do quadro da CBF. Ele será auxiliado por dois assistentes do mesmo estado: Kleber Lucio Gil (FIFA) e Helton Nunes (CBF). O quarto árbitro será o paranaense Cristian Eduardo Gorski da Luz (CBF), com o apoio do analista de campo também do Paraná, Afonso Vitor de Oliveira (CBF). No VAR teremos representantes do Rio Grande do Norte, Minas Gerais e novamente de Santa Catarina. Caio Max Augusto Vieira (CBF) será o principal árbitro de vídeo. O profissional terá o auxílio na cabine de Wanderson Alves de Sousa (CBF), Éder Alexandre (CBF) e o observador Renato Cardoso da Conceição (CBF).
Junto com o Campeonato Brasileiro, o game Cartola FC produzido pelo Globoesporte, se iniciou no último final de semana e os jogadores do atual campeão da competição não tiveram uma boa estreia em suas pontuações. Pelo Flamengo, o goleiro Diego Alves foi o que mais pontuou com 5.60 pontos. Confira abaixo o ranking completo.
1 – Diego Alves
Antes da rodada, Diego custava C$ 14. O goleiro valorizou o seu patrimônio e subiu seu preço para C$ 14,21. Sua pontuação foi a melhor do Flamengo, atingindo a marca de 5.60.
2 – Willian Arão
Antes da rodada, Arão custava C$ 10. O volante valorizou o seu patrimônio e subiu seu preço para C$ 11,02. Sua pontuação foi a segunda melhor do Flamengo, atingindo a marca de 5.20.
3 – Everton Ribeiro
Antes da rodada, Everton custava C$ 5. O meia valorizou o seu patrimônio e subiu seu preço para C$ 6,89. Sua pontuação fechou o top 3 do Flamengo, atingindo a marca de 4.50.
4 – Gerson
Antes da rodada, Gerson custava C$ 11. O meia valorizou o seu patrimônio e subiu seu preço para C$ 11,09. Sua pontuação atingiu a marca de 4.30.
5 – Arrascaeta
Antes da rodada, Arrascaeta custava C$ 25. O meia desvalorizou o seu patrimônio e desceu seu preço para C$ 21,24. Sua pontuação atingiu a marca de 4.30.
6 – Gabigol
Antes da rodada, Gabriel custava C$ 10. O atacante desvalorizou o seu patrimônio e desceu seu preço para C$ 9,42. Sua pontuação atingiu a marca de 3.00.
7 – Rafinha
Antes da rodada, Rafinha custava C$ 8. O atacante desvalorizou o seu patrimônio e desceu seu preço para C$ 7,68. Sua pontuação atingiu a marca de 2.60.
8 – Domènec Torrent
Antes da rodada, o catalão custava C$ 8. O técnico desvalorizou o seu patrimônio e desceu seu preço para C$ 7,63. Sua pontuação atingiu a marca de 2.53.
9 – Bruno Henrique
Antes da rodada, Bruno custava C$ 20. O atacante desvalorizou o seu patrimônio e desceu seu preço para C$ 16,02. Sua pontuação atingiu a marca de 2.10.
10 – Rodrigo Caio
Antes da rodada, Rodrigo custava C$ 12. O zagueiro desvalorizou o seu patrimônio e desceu seu preço para C$ 9,20. Sua pontuação atingiu a marca de 0.70.
11 – Léo Pereira
Antes da rodada, Léo custava C$ 7. O zagueiro desvalorizou o seu patrimônio e desceu seu preço para C$ 4,64. Sua pontuação atingiu a marca negativa de -0.60.
12 – Filipe Luís
Antes da rodada, Filipe custava C$ 10. O lateral desvalorizou o seu patrimônio e desceu seu preço para C$ 3,84. Sua pontuação atingiu a marca negativa de -4.70.
O volante do Flamengo, Willian Arão, virou tema de uma polêmica entre os torcedores nesta segunda-feira. Muitos prints flagraram, o momento em que o jogador abaixa para amarrar sua chuteira na hora de um contra-ataque perigoso do Atlético, que resultou no gol perdido por Savarino, na bela defesa de Diego Alves.
Os torcedores do rubro-negro ficaram revoltados com o lance que aconteceu aos 37 minutos do primeiro tempo, quando a equipe adversária já vencia a partida por 1 a 0.
Pela primeira vez no comando de Domènec Torrent, o rubro-negro entrou em campo com Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Léo Pereira, Willian Arão, Gerson, Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol. Mesma escalação que Jorge Jesus costumava utilizar recentemente.
Pelo lado do Atlético, Sampaoli escalou a seguinte equipe: Rafael, Guga, Igor Rabello, Júnior Alonso, Gabriel, Guilherme Arana, Allan, Nathan, Franco, Marquinhos e Savarino.
A partida começou equilibrada, com o Flamengo perdendo inúmeras oportunidades de gols. Marcando na saída de bola do Galo, o Mais Querido recuperou diversas bolas e criou chances com Bruno Henrique, Gabigol, Arrascaeta e Everton Ribeiro, todas estas desperdiçadas.
Em um contra-ataque, Guilherme Arana cruzou e Filipe Luís contra abriu o placar para a equipe mineira.
Já na segunda etapa, tivemos uma partida completamente diferente. O Atlético melhor preparado fisicamente sobrou em cima do Flamengo, e levou o 1 a 0 com segurança até o final do jogo.
Após os 90 minutos, Rafinha frisou: “Jogar sem a torcida é muito difícil, mas isso não diminui o nível de concentração. O problema é que estamos vindo de 24 só dias treinando e o Atlético vinha jogando. Primeiro jogo, fazia tempo que a gente não joga. Nosso time é bom, vai melhorar”.
“O Dome chegou apenas há duas semanas, não é cabível cobrar ele já que nem conhece todos os jogadores. Perder é muito ruim, não estamos acostumados, mas vamos melhorar muito na competição”.
Passar adiante às ideias de que o catalão é culpado ou errou, apenas colabora com quem gosta de futebol retrancado e ultrapassado
Blog Ninho do Urubu | Bruno Guedes – Twitter: @eubrguedes
Em sua primeira partida como técnico do Flamengo, Domènec já sentiu na pele o que é treinar o clube. A pressão por vencer foi tão grande quanto as reclamações de forma absurda já apareceram. Com apenas três dias de trabalho e pouca coisa alterada, enfrentou um Atlético-MG fortíssimo taticamente e cujo treinador conhecia muito bem o Rubro-Negro.
Como alertamos na semana passada, o catalão não iria fazer nenhuma mudança radical neste começo. E não fez. Manteve não só a escalação, como o padrão tático que Jorge Jesus vinha utilizando. As únicas instruções aconteceram no aspecto da posse de bola. O time esteve mais paciente em buscar espaços e não acelerar tanto as jogadas. Mas, com toques rápidos e mais verticais, continuou forçando bastante a defesa do Galo.
Porém, do outro lado, não tinha um técnico qualquer. Jorge Sampaoli tinha enfrentado o mesmo Flamengo duas vezes ano passado. Perdeu a primeira partida por 1 a 0 no Maracanã, com gol do Gabigol, e venceu por 4 a 0, na última rodada, quando a equipe do Mister estava com a cabeça no Mundial. Com essa carga crucial de informações, sabia que Dome não mexeria na estrutura em tão pouco tempo. Se valendo dessas experiências prévias, tratou de impedir que o adversário tivesse liberdade para criar e ter a bola.
Quando tinha a bola, o Flamengo foi extremamente pressionado pelo adversário. Algo que pouco se viu neste período de sucesso do clube. Sem medo de se expor, Sampaoli subiu a sua equipe e marcou ainda a saída com os zagueiros e volantes. Usou a mesma estratégia vencedora do Jorge Jesus. Intenso durante os 90 minutos, prejudicou muito a ideia de jogo do Domènec.
Durante o primeiro tempo, Sampaoli tentou criar uma linha de cinco defensores quando perdia a posse e colocando três zagueiros. Como o trio Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta continuou a trocar de posições constantemente, mas agora pelo lado do lateral direito Guga, o efeito não foi o esperado. Ficou com um jogador a mais na defesa, perdendo o meio-campo e com Gérson e Arão livres para municiá-los. Éverton Ribeiro, outro que se mexeu bastante, ora caía pela esquerda, ora pela direita. Entretanto, sem os companheiros se aproximando, acabou bem marcado.
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DEFESA
Quase nada mudou do Flamengo do Jorge Jesus para Domènec. A não ser os laterais menos ofensivos que de costume. Mas esta particularidade pode ter duas explicações: a primeira é que Arrascaeta e Bruno Henrique caíram pelo mesmo lado (esquerdo), fazendo com que Filipe Luís subisse pouco. A segunda, aí sim alheia à vontade do novo técnico, foi que Sampaoli, estrategicamente, forçou o meia-atacante Marquinhos em cima do Rafinha. Pressionado, o lateral pouco conseguiu subir. O que contribuiu, também, para a pouca participação do Éverton Ribeiro.
A zaga formada por Léo Pereira e Rodrigo Caio teve problemas grandes só a partir do segundo tempo. E aí tem dedo, novamente, do técnico argentino do Atlético. Percebendo ainda na primeira etapa que perdia meio-campo e pouco criava, tirou um dos zagueiros e passou a jogar em cima dos volantes Gérson e William Arão. Além de neutralizar a criação do Flamengo, passou a jogar nas costas deles e dos laterais. O efeito foi de anular qualquer criação que antes era boa do Rubro-Negro.
A saída de bola, extremamente prejudicada pela pressão constante do Atlético, alternou entre a tradicional “com 3”, onde Arão aparece entre os zagueiros ajudando na transição, e a com os defensores pelos lados. Vale destacar que, mesmo pressionados, poucos foram os chutões ou rifadas para frente. Por que? Porque justamente é esta a intenção do adversário que pressiona, que ele perca a posse. O Flamengo trocou 527 passes, sendo 425 certos (81%). Números elevados e bons.
ATAQUE
A parte ofensiva do Flamengo se divide entre primeiro tempo e segundo tempo. Mesmo com cinco defensores, o Atlético deu muitos espaços por causa do excelente entrosamento do trio flamenguista. E se safou de sair da primeira etapa perdendo por três gols de diferença por falta de pontaria de Gabigol, Arrascaeta e Bruno Henrique. Uma tarde atípica para os mortais atacantes. Perderam chances que não perdem. E com bastantes movimentações.
Durante a semana o Venê Casagrande, do Jornal O Dia, trouxe a informação de que Domènec treinara o uruguaio como falso 9. Isso aconteceu ao menos uma vez. Porém não é novidade, Jorge Jesus usou Arrasca assim diversas vezes. No último domingo, entretanto, ele estava mais atuante pelo mesmo lado que Bruno Henrique. Estratégia de forçar o lado direito do Atlético-MG. Talvez Domènec e seus auxiliares tenham percebido alguma fragilidade nas análises. Funcionou. Só não foi decisiva por falta de gols.
Após o intervalo, mudou tudo. O trio sumiu. Sampaoli percebeu que a bola chegava muito neles por conta da boa transição que Gérson e Arão faziam. Trocavam passes e, quando tocavam neles livres pelo meio, perdido nos primeiros 45 minutos pelo Galo, aceleravam e pegavam o sistema defensivo mineiro se recompondo.
Éverton Ribeiro ficou “solto”. Ainda que atuando mais pelo lado direito do Flamengo, participou em diversas áreas do campo. Mas, isolado, acabou sendo prejudicado por isto e, no segundo tempo, pela marcação ainda mais forte e que impedia a chegada da bola no capitão. Certamente Domènec observou não só isso, como o talento dele para criar mais e deve ajustar para que seja mais aproveitado. Ao encher o time de atacantes, cinco no total, o camisa sete saiu e acabaram por completo os aspectos “cerebrais” do Rubro-Negro.
E por que tantos atacantes? A explicação parece óbvia para quem acompanha com mais frequência os trabalhos do Guardiola e seus discípulos. Ao contrário da ideia enraizada por aqui no Brasil, função e posição são coisas diferentes. Diversas foram as vezes em que Pep usou até dois atacantes de lado juntos, tudo para forçar não só a defesa adversária a ficar recuada, como achar espaços, aumentar a concentração de rivais naquele setor e deixar vago em outro.
Para isso, os laterais, tais como Rafinha e Filipe Luís, são transformados nos principais construtores das jogadas e armações, mais pelo meio-campo. Mas não funcionou neste primeiro jogo, principalmente, por causa do pouco tempo de treino. Só que esta ideia não só vai aparecer com mais frequência nas próximas rodadas, como pode ser alternativa incomum para aqueles que já “sabem” como o Flamengo jogava com Jorge Jesus.
Foi o primeiro jogo. Ainda que algumas opiniões beirando ao humor já estejam por aí, não se pode colocar nada na conta do Domènec por enquanto. E nem nas próximas partidas. O mesmo aconteceu com Jorge Jesus, que chegou já com partidas decisivas e só foi construir as suas ideias quase um mês depois. Passar adiante às ideias de que o catalão é culpado ou errou, apenas colabora com quem gosta de futebol retrancado, ultrapassado e cujos treinadores só ganham Campeonato Estadual.
Fonte dos dados: SofaScore
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo
Téo descortina para os leigos as minúcias e os métodos ocultos por trás do show de bola que o Flamengo deu nos gramados
Blog Unapitanga | Por Arthur Muhlenberg – Twitter: @Urublog
Já faz muito tempo que o futebol deixou de ser o violento esporte bretão onde 22 marmanjos corriam como selvagens atrás de uma bola. Ainda que o esporte tenha preservado a sua capacidade de ativar alguns dos instintos humanos mais primitivos, tanto em seus praticantes como na assistência, o futebol hoje é mais um campo da Ciência. Para alcançar a excelência na sua prática, além do talento e da aptidão física comuns a todos os esportes, é indispensável adquirir conhecimento baseado na observação sistemática e na análise lógica.
Não é nenhuma forçação de barra afirmar que com “Outro Patamar”, Téo Benjamim, engenheiro de formação, mas mulambo como eu e você, forma no bonde dos divulgadores científicos, fechamento cada vez mais necessário ao país nos tempos de renascimento do obscurantismo em que vivemos. Aproveitando-se de um evento há muitos e muitos anos esperado pela Nação, o Ano Mágico Rubro-Negro, Téo descortina para os leigos de todos os graus e em linguagem acessível, as minúcias e os métodos ocultos por trás do show de bola que o Flamengo deu nos gramados.
“Outro Patamar” se diferencia de outras obras surgidas na esteira das recentes conquistas rubro-negras, como “Festa na Favela”, de Jorge Murtinho e Nivinha Richa, “19 81 – Ficou Marcado na História”, de Allan Titonelli e Daniel Giotti, “Libertador” e “Heptacular”, deste humilde plumitivo, por privilegiar o discurso neutro e factual dos eventos esportivos registrados com tintas impressionistas pelos autores supracitados. Sem, contudo, conseguir disfarçar o olhar mulambo e apaixonado pelo façanhudo Fuderoso da Gávea.
Uma das coisas mais legais na abordagem de “Outro Patamar” ao Ano Mágico, ao contrário do que querem nos fazer crer alguns nefelibatas da obra pronta, é a consciência de que o 2019 do Flamengo não começou no minuto seguinte às 23 horas e 59 minutos do dia 31 de dezembro de 2018. O livro começa nos levando às eleições de 2003 no Barcelona, que originaram o bestseller “A Bola Não Entra Por Acaso”, de Ferran Soriano, o livro de cabeceira da galera que veio a vencer as eleições de 2012 no Flamengo.
Quem leu a obra do cartola culé sabe que não é um livro sobre futebol, mas um guia para os gestores de clubes de futebol no processo de tomada de decisões. Em seu livro Téo mostra que independentemente do montante dos recursos à disposição dos dirigentes rubro-negros desde 2013, foi a coerência na tomada de decisões, e uma ideia muito clara de que clube o Flamengo pretendia ser no cenário do futebol mundial, o fator determinante para que o Flamengo se tornasse, em pouco mais de sete anos, um paradigma de gestão esportiva no Brasil.
Para o perfeito entendimento do caminho que o Flamengo percorreu até seu encontro com Jorge Jesus em junho de 2019 Téo vai mostrando, com didatismo, mas sem cagação de regra, como os avanços táticos desde o catenaccio, filho do Ferrolho Suíço nascido nos anos 30 consagrado por Helenio Herrera na Internazionale dos anos 60, passando pelo horroroso, mas eficiente, kick and rush da inglesada, o futebol total da escola holandesa de Rinus Michels na qual Cláudio Coutinho se inspirou e Cruijf foi o maior expoente, desaguaram no pós-modernismo tático de Wenger, Guardiola, Kloop, Pochetino, Jorge Jesus, e por que não, Domènec Torrent.
Ao mesmo tempo em que o livro vai nos ensinando o que é uma marcação alta, um triângulo de base baixa, uma pressão pós-perda, um passe-falso, entre outros termos arcanos que antes pertenciam apenas aos iniciados, nos mostra a aplicação desses conceitos nos jogos do Flamengo que quase todo mundo ainda guarda vividamente na memória. Como seria possível esquecer o ano em que o Mengão passou o rodo impiedosamente em todo mundo?
Uma aplicação muito esperta da didática preconizada por Paulo Freire, que se fundamenta na crença de que o educando assimila o objeto de estudo com uma prática dialética com a realidade. Quando o conhecimento vem embrulhado num papel de presente bonito só não aprende quem não tiver mesmo a fim. Uma opção claramente idiota, muito bem dissecada no sensacional capítulo As Mentes Fechadas do Futebol Brasileiro, um detalhado resumo da Via Dolorosa do Míster em Pindorama.
“Outro Patamar” é daqueles livros que quando acabamos de ler nos sentimos imediatamente menos burros. Só por esse motivo já mereceria a total atenção da mulambada. Mas ainda por cima “Outro Patamar” é bem escrito sem literatices, tem uns graficozinhos maneiros e um prefácio do Everton Ribeiro. Melhor que isso só um Bi Mundial. Mas aí já é papo pra outros livros.
Entra e sai presidente, vem e vão as promessas. Um histórico sobre o Museu do Flamengo pra refrescar a memória do rubro-negro
Mundo Bola Blogs | FlaTrip – Por Gustavo Neves – Twitter: @gunevesduarte
Por que não sai? Entra e sai presidente, vem e vão as promessas. Um pequeno histórico, pra refrescar a memória do rubro-negro, que assim como eu, lamenta que o clube não dê a devida importância à sua história…
Do mesmo autor: Pé na Estrada
06 de julho de 2008
Fla promete museu grandioso para 2009
Com a ajuda do novo patrocinador, clube espera reunir suas glórias e conquistas; confira parte do acervo que fará parte do museu rubro-negro
Reunir 113 anos de glórias e conquistas em um só lugar. Este é o objetivo do Flamengo, que está perto de iniciar a obra de um antigo sonho, a construção do seu museu. O projeto já está pronto, e ganhou fôlego com a confirmação do patrocínio da Olympikus, que destinará uma verba para este fim (cerca de R$ 8 milhões). O museu ocupará dois andares da própria sede da Gávea, em um local que estava abandonado. Haverá ainda uma megaloja para os visitantes comprarem os produtos licenciados do clube.
Fla inaugura sua megaloja no dia do aniversário e projeta obras do museu
Queremos começar as obras do museu ainda este ano mas ainda não temos uma data definida. A meta agora é concentrar na obra da loja. A inauguração será no dia 15 de novembro, no dia do aniversário do clube. Na próxima semana vamos começar a abrir para visitação – disse Luiz Paulo Segond, vice do Fla-Gávea.
Museu do Flamengo será inaugurado em 15 de novembro de 2010
Daqui a pouco menos de um ano, o torcedor do Flamengo receberá um presente e tanto.
O presidente Márcio Braga assegurou que, no dia 15 de novembro, será inaugurado o museu do clube, que ficará situado em frente a loja Fla-Concept, na Gávea. “Será o maior e mais moderno museu do Brasil. Engrandecerá não só a história do clube como também será perto da loja que uma das três maiores do mundo. Esse é um dos projetos que tivemos para a revitalização da Gávea”, disse o dirigente.
Ainda na notícia, Jardim diz que a obra avaliada anteriormente em R$ 8 milhões, poderia ter seus custos elevados em mais R$ 2 milhões.
De acordo com ele o lançamento do Museu do Flamengo, que seria feito no dia 15 de Novembro durante o aniversário do clube, ficou apenas para 2011. A razão é que está sendo feita uma nova engenharia financeira para captar recursos, seja lá o que isso signifique, para mim deve ser: “falta grana”.
Flamengo lança pedra fundamental do museu no próximo dia 16 de novembro
A loja oficial do clube, Fla Concept, foi o primeiro resultado da parceria entre Flamengo e Olympikus
Com atraso, mais ainda um sonho vivo. Enfim, parece que o projeto do museu do Flamengo na sede da Gávea sairá do papel. OUOL Esporte apurou que clube e Olympikus, fornecedora de material esportivo, preparam uma festa para lançar a pedra fundamental do museu no próximo dia 16 de novembro, na Gávea.
Após atraso, obras do museu do Fla engrenam e diretor mostra otimismo: ‘Agora pegou fogo’
As obras do museu do Flamengo engrenaram.
Após a instalação do canteiro para os procedimentos, o projeto entrou em fase de realocação da estrutura interna para que os operários iniciem o levantamento do espaço propriamente dito. As partes envolvidas optaram pela manutenção do mês de novembro, comemorativo pelo aniversário do clube, como prazo para a inauguração. Porém, algumas correntes políticas manifestam preferência por 13 de dezembro, data que celebrará os 30 anos da conquista do título Mundial Interclubes.
Museu do Fla sai do papel: história, milhares de troféus e curiosidades
Visitante tem sensação de entrar no Maracanã, com direito a cinema 3-D. Getúlio Vargas, Ronaldinho e Bruno estão presentes
Sempre quando uma obra atrasa alguém usa a surrada frase que “parece obra de igreja”. Mas, não. É de museu. O primeiro projeto feito pela gestão anterior previa a inauguração para 2010, mas o espaço de três mil metros quadrados virou moradia de morcegos. Com ajuda da Olympikus, a diretoria atual tirou o Museu do Flamengo do papel.
Com obra parada, Fla lança mostra curiosa: ‘Um Museu em Construção’
Diante do impasse sobre novo fornecedor de material esportivo, verba para conclusão do espaço foi suspensa e clube improvisa pequena exposição
A data de inauguração foi adiada algumas vezes. O espaço de estrutura deteriorada, que há alguns anos virou moradia de morcegos, ganhou forma depois de uma obra com investimento de R$ 10 milhões bancados pela Olympikus. Mas, diante da indefinição quanto ao novo fornecedor de material esportivo, a verba foi suspensa. A conclusão do espaço onde será contada a história do Clube de Regatas do Flamengo mais uma vez está indefinida. Na falta do museu propriamente dito, o clube, então, decidiu lançar uma mostra curiosa: “Um Museu em Construção”.
R$ 2,4 milhões da Adidas destinado ao Museu do Fla, serão usados para outros fins
O Museu do Flamengo subiu no telhado
Os R$ 2,4 milhões que haviam sido negociados com a Adidas para terminar o projeto não estão “carimbados” no contrato e serão usados para outra finalidade. A obra civil do museu está pronta mas ainda faltam as instalações. O clube a partir de agora passa a procurar nova fonte de receita.
Leia completo: https://colunadofla.com/2013/02/r-24-milhoes-da-adidas-destinado-ao-museu-do-fla-serao-usados-para-outros-fins/ (Retirado do Lance)
02 de setembro de 2014
Vice-presidente promete entregar ‘Museu do Flamengo’ em novembro
Rafael Strauch disse que o espaço será um presente aos torcedores rubro-negros no mês do aniversário do clube
Prestes a completar 119 anos de conquistas e glórias no futebol e nos esportes olímpicos como ginástica, remo e basquete, o vice-presidente do Fla-Gávea, Rafael Strauch, anunciou que um museu exclusivo do Flamengo será inaugurado em novembro, mês em que o Rubro-Negro faz aniversário.
O departamento de Patrimônio Histórico rubro-negro e o Fla Experience seguem recebendo doações de torcedores e colecionadores do Flamengo
Todo o material arrecadado pelo setor do clube é arquivado ou exposto na experiência interativa da Gávea, e além disso aquele que ceder material para o Mais Querido, como jornais, revistas e camisas, receberá um certificado atestando a doação e os serviços ao clube.
Leia completo: https://colunadofla.com/2015/02/torcedores-doam-pecas-para-museu-do-flamengo (retirado do site oficial)
24 setembro de 2015
Obras do Museu do Flamengo não saem do papel e local vira espaço para feiras de negócio e até boate
Lançado com muita festa e a presença de caciques da política rubro-negra em 16 de novembro de 2010, o projeto do Museu do Flamengo segue congelado no tempo
Inicialmente, o empreendimento tinha data de inauguração prevista para o dia 15 de novembro de 2011, a cereja do bolo de aniversário dos 116 anos do Rubro-negro. Hoje, com a obra totalmente desativada, os 2,5 mil metros quadrados de área, na sede social da Gávea, abrigam uma mostra de design e decoração. Entre junho e julho, uma boate voltada para o público jovem alugou o espaço previsto para ser a casa do acervo do Flamengo.
Leia completo: https://www.torcidaflamengo.com.br/news.asp?nID=41736 (Retirado do Extra)
02 de outubro de 2015
Flamengo pode ter acesso a recursos da Lei Rouanet
Em mais uma etapa da consolidação do departamento de Patrimônio Histórico, Conselho Deliberativo aprova mudança no Estatuto que acrescenta finalidade cultural ao clube
Na última quinta-feira (01.10), o Patrimônio Histórico do Flamengo deu mais um passo no processo de desenvolvimento do departamento. O Conselho Deliberativo do Rubro-Negro aprovou, por unanimidade, um acréscimo nos objetivos do clube, previstos no Estatuto e, além de ter fins esportivos, o Flamengo passou a ter fins culturais. Por isso, o Mais Querido agora terá acesso a recursos de incentivo à cultura previstos pela Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91).
Entrevista com Daniel Rosenblatt, do Patrimônio Histórico do Flamengo
O Blog FlaTrip entrevista Daniel Rosenblatt, conselheiro do Flamengo e o responsável pelo Departamento de Patrimônio Histórico do Flamengo
O museu do Flamengo é um sonho antigo, de diversas diretorias que assumiram o clube. Quais eram os problemas que dificultavam tanto essa inauguração e como estes foram contornados?
Os problemas são os de sempre, isto é, falta de recursos, e obviamente se tratando de um clube esportivo, impulsionado pelo futebol, naturalmente os investimentos maiores são nessa área, no CT e no esforço fiscal. Contudo, essas diversas diretorias ao qual que você se refere, sempre contribuíram com a ideia do Museu. Lembro a todos, que a obra estrutural foi feita e levou alguns anos para ficar pronta. Hoje, podemos usufruir do espaço.
Leia completo: Mundo Bola-blogs/blog-flatrip-entrevista-daniel-rosenblatt-do-patrimonio-do-flamengo
12 de novembro de 2015
Fla Experience celebra um ano de inauguração e 120 anos do Flamengo
Com mais de 20 mil visitantes, o museu Rubro-Negro comemora data especial com desconto ao público
O Flamengo completa, no próximo sábado (15.11) 120 anos de fundação. Para celebrar a data, o Fla Experience, exposição interativa localizada na Gávea, oferece ao público 50% de desconto na compra de ingressos para atração neste fim de semana (14 e 15.11). Além disso, grandes nomes da história da equipe rubro-negra são esperados para visitar o museu.
Encontro de colecionadores faz Fla “resgatar raízes” e pensar no museu
Neste sábado, após homenagem a Jayme de Carvalho, fundador da Charanga, a Gávea respirou ares de nostalgia mais uma vez. No Salão Nobre do clube, foi realizado o Primeiro Encontro de Colecionadores de itens relacionados à história do Flamengo. Camisa de Adílio usada na conquista de Mundial, diversos troféus restaurados, uniformes, jornais, selos e medalhas foram expostos por 22 rubro-negros em evento organizado pelos próprios colecionadores em conjunto com o Patrimônio Histórico do Fla.
Expansão do Fla Memória é aprovada em votação do CODE
Projeto apresentado pelo Patrimônio Histórico no Salão Nobre da sede social prevê memorial com cerca de 2 mil m², em parceria com a ISV/Mude
Na noite desta terça-feira (27), foi aprovado o projeto de expansão do Fla Memória, proposta submetida à votação do Conselho Deliberativo do Flamengo. Com a decisão dos conselheiros, a empresa ISV/Mude passa a ter a chancela de ir ao mercado buscar recursos financeiros para a expansão da exposição rubro-negra na Gávea.
Flamengo e ISV/MUDE vão ao mercado captar para Fla Memória
O que faz de um clube de futebol um gigante? Títulos, vitórias, torcida e, principalmente, uma história de glórias
Consolidado como o maior mercado consumidor do futebol brasileiro, o Clube de Regatas do Flamengo, em parceria com a ISV/MUDE, se prepara para contar de maneira definitiva seus 123 anos de história.
O projeto da Exposição Fla Memória pretende transformar uma área de mais de 2 mil m² na maior e mais moderna exposição de um clube do futebol brasileiro. A ambição do projeto se reflete nos números de investimento, avaliado em 4 milhões de dólares.
Criação de museu de time esportivo é discutida pelo Ministro Sá Leitão
Sá Leitão sugere a elaboração de projeto voltado à Lei Rouanet. Museu teria capacidade para receber de 150 a 250 mil visitantes por ano
A criação do Museu do Flamengo, o Fla Memória, foi discutida nesta segunda-feira (1) entre o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, o representante do escritório Regional Sudeste do Ministério da Cultura (MinC), Matheus Quintal, o gerente de Patrimônio Histórico do Clube de Regatas do Flamengo, Rodrigo Saboia, e o sócio da empresa Mude, Marcelo Fernandes. Ao explorar inovação tecnológica, o Fla Memória espera receber de 150 a 250 mil visitantes por ano.
Flamengo é autorizado a captar dinheiro para construção de museu
As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo
O projeto Fla Memória, cujo a proposta é a construção de um museu que contará a história do Clube de Regatas do Flamengo, foi autorizado pelo Ministério da Cultura a captar R$ 17 milhões. A ideia é contar a história do Flamengo em em 20 alas, sendo uma especial para os troféus e outra para o time de 1981, campeão da Libertadores e do mundo.
Flamengo entra na Associação Internacional de Museus Desportivos (ISMA)
Presidente Rodolfo Landim representou o clube em cerimônia realizada na última semana, no Museu Benfica – Cosme Damião, em Lisboa
O Flamengo acaba de dar mais um passo em prol da proteção e da valorização do patrimônio histórico do clube. Na última semana, o presidente Rodolfo Landim esteve no Museu Benfica – Cosme Damião, em Lisboa, Portugal, para assinatura oficial de constituição da Associação Internacional de Museus Desportivos (ISMA). A entidade é formada por museus e clubes desportivos de dimensão internacional, que busca a preservação de seus vastos acervos patrimoniais.
Com 2.000m², Flamengo trabalha em museu padrão europeu para tornar Gávea um ponto turístico
Projeto tem condução da mesma empresa responsável por espaços de Benfica, Juventus, Boca, River e Wembley. Previsão de inauguração é no aniversário de 125 anos, em 2020
Casa nova, moderna e espaçosa para esmiuçar 125 anos de história. O Flamengo que empilha troféus no futebol em 2019 já trabalha para exibir suas conquistas em um museu padrão europeu a partir do ano que vem. Está previsto para o aniversário do clube, em novembro de 2020, a inauguração de um espaço na sede da Gávea quase sete vezes maior que o atual.
Com um Maracanã e Domènec Torrent silenciosos, Flamengo estreia no Brasileirão com derrota para o Atlético Mineiro de Sampaoli
Blog Resenha Rubro-Negra | Por Gugu Queirós – Twitter: @guguqueiros
Todos os começos são nebulosos. Mudanças são mais ainda.
Nossa atenção como espectador tenta se dissipar em diversos lugares, buscando anomalias em uma análise instantânea. Talvez tenha sido essa minha metodologia ao assistir a estreia no Brasileiro do Flamengo em um silencioso Maracanã.
Assim como fora no Campeonato Carioca, é difícil assistir com prazer uma partida de futebol que se inicia com ‘um minuto de silêncio’ em respeito a 100 mil brasileiros mortos pela Covid-19.
Do mesmo autor: Do gramado para a internet: a conexão na marca Flamengo
E logo uma estreia contra o clube que é tido como o mais potencial ao título atrás do Flamengo, contra o técnico que beliscou um vice-campeonato em 2019, e que conseguiu estabelecer um sistema ofensivo e de grande marcação contra o Rubro-Negro.
Nitidamente impondo melhor essas duas posturas que também definem o Flamengo, o Atlético Mineiro encontrou seu gol em uma lance infeliz do aniversariante do dia. Filipe Luís empurrou contra o próprio gol em uma intromissão até bizarra de bola cruzada.
Vencer, vencer, vencer
Um clima de reinício ruim. De novo, um Maracanã em silêncio é estarrecedor. Como bem lembra Martí Perarnau em suas palavras sobre Guardiola: “No futebol sempre se começa do zero e só existe o presente“. E o presente momento não é dos melhores, dentro e fora do campo. Mas existe um potencial que ainda nos aguarda, e sem dúvida paciência é preciso nesse recomeço.
E atitudes estranhas como o Flamengo começando um jogo com um 4-4-2 que vira um nada criativo 4-2-4 (findando em um 4-1-5) são a demonstração que inícios são sim nebulosos. Como lembrou Torrent, 24 dias sem jogar tem consequências. Porém 6 dias no comando de um time também.
Porém, o ideal guardiolista de atacar, atacar, atacar acabou servido para ambos equipes em campo. Mas as atuações ruins de Leo Pereira e Gerson acabam pesando mais aos olhos rubro negros (e com razão até).
Mas aqui confesso, essa derrota não me assustou como aquele 2×0 contra o Emelec ou o 3×0 para o Bahia. Todavia, se há um saldo positivo nessa derrota amarga e merecida de hoje é que o estilo de jogo permaneceu e pode adquirir adendos interessantes naquele caderninho do catalão em terras tropicais Domènec Torrent.
A estreia do Flamengo no Campeonato Brasileiro 2020 teve repercussão mundial. Na tarde deste domingo (9), a equipe comandada pelo recém-chegado técnico Domenèc Torrent foi derrotada pelo Atlético Mineiro pelo placar de 1 a 0. Veículos de comunicações europeus e sul-americanos relataram o primeiro jogo da equipe na competição. Confira algumas delas:
Brasil: Carlos Sánchez malogró un penal y al Santos le empataron. Perdió Flamengo https://t.co/a1ihGxcwrg
#Brasil Sampaoli le ganó a Flamengo con un insólito gol en contra
Atlético Mineiro, con Junior Alonso de titular, dio el golpe en el Maracaná en el inicio del Brasileirao. Increíble blooper de Filipe Luis.https://t.co/w7tldV3YSW