Autor: diogo.almeida1979

  • Um esboço de diagnóstico

    O time que nos deu tantas alegrias saiu da euforia para a perplexidade, da perplexidade para a tristeza e daí para a depressão

    No final do Fla-Flu, por volta de 40 do segundo tempo, tivemos uma falta na entrada da área. Mesmo com o longo jejum de gols de falta, era uma grande chance de vencer o jogo. A barreira do Fluminense, no entanto, deu dois passos para a frente – a ponto de se descolar escandalosamente do jogador deles que se posicionava atrás da barreira para impedir o chute por baixo.

    E ninguém do Flamengo reclamou. Ninguém do Flamengo viu. Diego reclamou depois da cobrança que obviamente bateu na barreira, quando não adiantava mais. Esse lance é o retrato de um time entregue, sem norte, sem alma. Um time que adoeceu.

    Esses últimos 5 pontos perdidos, Fortaleza e Flu, revelam um time em depressão. Treinar 10 dias para fazer um gol e depois parar? E não é um bando de vagabundos frouxos, vocês sabem que não. Tem pelo menos 10 em má fase, e os que não estavam, como Gerson e Pedro, estão caindo. No segundo semestre de 1982, lembro como se fosse hoje, Domingo Bosco deu uma entrevista a Kleber Leite e assumiu: “O time está deprimido e um grande time em depressão é pior do que um pequeno time motivado”.

    Do mesmo autor: Feliz Dia do Flamenguista (O Álbum)

    Vejam que estamos falando do Flamengo mundialista. Um time que emendou sem respirar as conquistas da Libertadores, do terceiro turno do Estadual, do Estadual, de Tóquio e do Campeonato Brasileiro de 1982, um título com sete viradas extenuantes e mais os três jogos finais de altíssima exigência contra o melhor Grêmio de todos os tempos. No dia seguinte à decisão em Porto Alegre, Zico, Junior e Leandro foram para a seleção, os demais ganharam dez dias de folga e aquele Flamengo nunca mais foi o mesmo.

    E logo depois da eliminação da Libertadores frente ao Peñarol o Bosco deu o diagnóstico: o time adoeceu. Os três da Copa com a Febre de Sarriá, outros justamente porque não tinham ido para a Copa, todos juntos porque a exigência era muito alta há muito tempo e individualmente, cada um a seu modo, a cabeça dava o comando já duvidoso e as pernas não obedeciam, mente e corpo igualmente desgastados. E nós, torcedores, no calor do momento dizíamos: – O que é isso, desaprenderam?

    Não haviam desaprendido. Como os de agora não desaprenderam.

    A saída de JJ abriu um buraco muito maior do que a saída de um treinador. E joguem as pedras que quiserem, não havia como impedir a sua saída e também não há motivo para demonizá-lo, nem a ele, nem a Rafinha. É da bola e da vida. E era preciso achar um substituto para o Mister.

    O catalão foi um erro compreensível. O Ceni já foi no desespero. E o time, que perdeu seu sistema imunológico com a saída de JJ, começou sua queda. O time foi ficando triste. Me poupem dos comentários “tristes ganhando uma fortuna?” ou “tristes com salário em dia?”. Os adversários também ganham uma fortuna. Assim, à distância, tenho a sensação de que sem o Mister perdemos o treinador genial e a organização em todo o departamento de futebol, mas aí já seria outro texto.

    Fato é que o time que nos deu tantas alegrias saiu da euforia para a perplexidade, da perplexidade para a tristeza e daí para a depressão. E assim escrevemos o nosso campeonato brasileiro mais melancólico. Não o pior, não o mais vergonhoso, não o mais sofrido. O mais melancólico. E pouca coisa combina menos com o Flamengo do que a melancolia.

  • Lateral-direito da Seleção Colombiana é oferecido ao Flamengo

    O lateral-direito voltou de empréstimo do Tricolor Gaúcho ao final do ano e foi oferecido ao Flamengo

    O Cruzeiro ofereceu o lateral-direito Orejuela ao Flamengo. O jogador de 25 anos, que faz parte da Seleção da Colômbia, já foi alvo do Rubro-Negro em outras janelas. Atualmente estava emprestado ao Grêmio e retornou ao clube mineiro. A informação é do GE.

    Luis Manuel Orejuela, que está em recuperação de uma lesão na coxa esquerda, fez parte dos planos do Flamengo no fim de 2019 e no início de 2020. O lateral-direito voltou de empréstimo do Tricolor Gaúcho ao final do ano, após terminar o vínculo.

    Segundo o UOL, Orejuela estava próximo de acertar em definitivo com o Grêmio. Entretanto, a diretoria do Cruzeiro, de acordo com dirigentes gremistas, alterou de última hora detalhes do acordo previamente firmado. Os gaúchos pagariam algo em torno de R$ 2,85 milhões aos mineiros de forma parcelada.

    O Cruzeiro deseja vender Orejuela para aliviar a situação financeira do clube. A Raposa detêm 50% dos direitos econômicos do lateral. A outra metade pertence ao Ajax, da Holanda. Entretanto, não há interesse do time holandês em contar com o atleta. Caso queira o sul-americano, o Flamengo teria que desembolsar algo em torno de R$ 20 milhões.

    Entretanto, não planejando fazer grandes investimentos – como informamos no começo da semana, a chegada por empréstimo com opção de compra é uma das opções. Procurada pelo Mundo Bola, a direção do Rubro-Negro ainda não retornou nossos contatos.

    De acordo com a imprensa mineira, além do Flamengo, o Atlético-MG e o Sporting de Portugal estariam como possíveis destinos do colombiano. Sem nenhuma proposta oficial, a diretoria Celeste teria oferecido o jogador também ao rival que já investiu R$ 200 milhões através de um patrocinador.

  • Estadual como pré-temporada? Reikrauss diz por que é uma má ideia

    Como lhe é peculiar, o jornalista e youtuber Reikrauss utilizou o bom humor para analisar o momento do Flamengo

    Parecia que não tinha como o Reikrauss ficar ainda mais maluco. Mas, a derrota do Flamengo para o Fluminense, que deixou o Mais Querido mais distante do sonho do octacampeonato brasileiro, fez com que o jornalista esbravejasse ao máximo em seu canal do YouTube. Sua ira, em especial, foi destinada ao Rogério Ceni. Para ele, esperar o fim do Campeonato Brasileiro para definir o rumo do clube não é a melhor saída.

    Em determinado momento do seu vídeo, Reikrauss aborda uma possibilidade que esteve na boca do povo após o término do clássico da última quarta-feira. Nela, o Mais Querido deveria manter Rogério Ceni no cargo até o final do Brasileirão e, caso fosse necessário optar pela demissão, que ela ocorresse após a última rodada.

    No entanto, munido de argumentos, o jornalista explicou porque ele discorda dessa visão. Por isso, na sua opinião, o certo seria começar a procurar um novo técnico desde já

    Regulamento do estadual é empecilho para uso de jovens da base

    “Dia 24 (de fevereiro) termina o Campeonato Brasileiro. Dia 28, começa o Campeonato Carioca. Antes disso, no dia 17, começa a Libertadores. O calendário vai ficar apertado”, lembrou. E deu continuidade chamando a atenção para um artigo do regulamento do estadual do Rio de Janeiro, que impede que os clubes utilizem a competição como pré-temporada – ou seja, colocar a base para disputar o torneio do início ao fim.

    Segundo o artigo 41 do Carioca, “a associação que, sem justo motivo, após a 3ª rodada da Taça Guanabara, deixar de usar sua equipe considerada principal, perderá o valor correspondente a totalidade de sua cota fixa de direito de transmissão”. Lembrando que, com a pandemia, o Flamengo sofreu baques financeiras, realçados após as eliminações precoces na Libertadores e Copa do Brasil. Logo, abrir mão do dinheiro das cotas de transmissão não deve ser uma alternativa.

    Vaga na fase de grupos da Libertadores está em risco, diz Reikrauss

    Quanto ao início da Libertadores, não chega a ser uma preocupação imediata para o Flamengo. Afinal, apesar da data de início da competição ser no dia 17 de fevereiro, os times brasileiros entram apenas na segunda fase da pré-Libertadores. No momento, ocupando o terceiro lugar do Brasileirão, a vaga na fase de grupos está garantida. Porém, o desempenho em campo não anima Reikrauss quanto a essa perspectiva.

    “O Flamengo pegou o Campeonato e deu de bandeja para o São Paulo. E eu concordo com o Arrascaeta, o Flamengo não merece ser campeão. Agora, eu tenho medo até de perder a vaga direta na Libertadores, porque o Grêmio está logo ali atrás, com um jogo a menos, justamente contra a gente”, externou. O jogo pendente contra o time gaúcho, válido pela 23ª rodada, será no dia 28 de janeiro, às 20h.

    Créditos da foto destacada no post e nas redes sociais: Divulgação

  • Há 10 anos, o Grêmio instalava (e retirava) caixas de som no Olímpico para receber R10. O fim dessa história você já conhece

    Confiante no acerto com o ex-melhor do mundo revelado pelo clube, o Grêmio começou a instalar caixas de som em seu estádio para a apresentação do atleta. No mesmo dia, os equipamentos foram retirados. 4 dias depois, Ronaldinho foi anunciado pelo Flamengo

    Algumas contratações não realizadas ficam marcadas na história. Riquelme no Flamengo é uma delas, o meia argentino teve seu acerto cravado com o rubro-negro várias vezes, mas nunca vestiu o Manto Sagrado. Outras viram folclore por conta de atitudes tomadas pelos próprios clubes, como é o caso de Anelka no Galo ou então Drogba no Corinthians. Um desses casos mais famosos completa 10 anos hoje.

    No dia 7 de janeiro de 2011, o Grêmio começou a preparar uma festa no Estádio Olímpico para receber de volta Ronaldinho Gaúcho, revelado na base do clube gaúcho. O jornalista Eduardo Cecconi publicou matéria no ge às 11h58 informando sobre os preparativos do evento.

    Segundo Eduardo, mais de uma dezena de caixas de som havia sido instalada no gramado do Estádio Olímpico. Além disso, dois artistas gremistas estariam confirmados para o show de apresentação do ex-melhor do mundo, sendo eles: Humberto Gessinger e Renato Borgheti.

    A torcida gremista logo se empolgou com o indícios dados pela diretoria gremista. R10 também era pretendido por Flamengo e Palmeiras e pouco se sabia a respeito do real destino do atleta.

    Segundo a matéria o contrato entre o clube gaúcho e Ronaldinho já estava redigido, faltando apenas as aprovações do presidente do Grêmio, Paulo Odone, e do empresário (e irmão do atleta), Assis.

    Porém, ainda no mesmo dia 7 de janeiro de 2011, a euforia gremista logo virou decepção. Um pouco mais de uma hora depois, às 13h03, Eduardo Cecconi publicou nova matéria. Informando o presidente gremista ordenou a retirada dos aparelhos de som.

    A cena dos funcionários retirando as caixas de som do gramado do Estádio Olímpico rapidamente viralizaram e se transformaram em piada. Ainda mais quando 4 dias depois, o Flamengo anunciou de forma oficial a contratação de Ronaldinho Gaúcho.

    A passagem de Ronaldinho pelo Flamengo

    Torcida do Flamengo lota a Gávea para receber Ronaldinho Gaúcho. Divulgação / Fla Imagem

    Ronaldinho Gaúcho foi recebido com festa (essa sim aconteceu) na Gávea em 12 de janeiro, dois dias após o seu anúncio. Mais de 20 mil rubro-negros tomaram o gramado do Estádio José Bastos Padilha, na sede do clube, para recepcionar o novo contratado. Em seu primeiro contato com a Nação Rubro-Negra, R10 falou a frase que marcou sua passagem pelo clube: “Agora eu sou mengão”

    Ronaldinho foi mengão por 72 vezes, marcando 28 gols, segundo dados do site oGol. No Flamengo, R10 comandou o Bonde do Mengão Sem Freio que conquistou o Campeonato Carioca de 2011 de forma invicta.

    A passagem do craque pela Gávea foi breve, menos de 2 anos depois da festa na Gávea, Ronaldinho deixou de ser mengão. Em meio a um litígio judicial, o ex-melhor do mundo rompeu contrato com o Flamengo em maio de 2012.

  • Mauro não vê Rogério como maior culpado pela má fase do Flamengo

    Em live no seu canal do YouTube, Mauro Cezar diz que o problema também está nos jogadores e na diretoria

    A derrota do Flamengo para o Fluminense gerou um clima de tensão e revolta em tudo que cerca o clube. Nas redes sociais, torcedores pediam a demissão de Rogério Ceni. Mas, na visão do jornalista Mauro Cezar Pereira, a responsabilidade pelo mau momento vivido pelo clube não é somente do treinador.

    Ao receber a mensagem de um inscrito, perguntando se ele concordava com a sua opinião de que Ceni não faz nada de novo para fazer com que a equipe tenha bom desempenho, Mauro foi enfático na resposta. “Eu acho que o Rogério precisa conversar com a diretoria e detectar qual é o problema. O problema não está no técnico, apenas. O problema também está nos jogadores, porque isso está muito estranho”, afirmou.

    Para Mauro, ainda existe a possibilidade de que seja o fim do ciclo para alguns dos jogadores que pertencem ao mais querido. Apesar de considerar a atuação contra o Bahia empolgante, a postura do time em campo contra o Fortaleza e, mais recentemente, no revés para o rival carioca das Laranjeiras, fazem o jornalista acreditar nessa tese.

    Erros dos atletas chamam a atenção

    Em analogia semelhante a feita por Jorge Jesus quando o português ainda estava no Flamengo, Mauro Cezar pontuou que “jogo de futebol não é videogame”. A comparação foi feita para criticar os erros sistemáticos que determinados jogadores vem cometido nas últimas rodadas.

    E, como é típico do trabalho de Mauro, nomes foram dados aos bois. Gabigol, Éverton Ribeiro, Willian Arão e Filipe Luís não escaparam das críticas do jornalista. “E o gol que o Gabigol perdeu com um minuto de jogo? Foi expulso contra o Bahia, não jogou contra o Fortaleza e hoje não jogou nada. Éverton Ribeiro fez mais um jogo fraco e Arão e Filipe Luís erraram muito”, analisou.

    Derrota dolorosa para o Fluminense prejudicou aspirações de título brasileiro; Flamengo não perdia para o rival desde 2016.

    Após enfrentar uma série de insucessos no Benfica, o retorno de Jorge Jesus à Gávea se tornou a esperança de muitos rubro-negros para que o Flamengo voltasse aos trilhos das vitórias. Mas, segundo Mauro, a acomodação de determinados jogadores faz com que o trabalho de qualquer técnico passe por dificuldades.

    “Muita gente acha que, se voltar o Jesus, caso ele saia do Benfica, ele resolve tudo. Eu não sei não. Não gosto de fazer análise em cima de apenas dois jogos, mas noto que tem alguns jogadores estão acomodados no Flamengo”, criticou. Outro aspecto observado pelo jornalista foi a falta de ambição por parte de Gerson, em relação às finalizações. Para ele, o camisa 8 peca em deixar de chutar ao gol quando tem a liberdade para tal.

    Na opinião de Mauro, 2019 foi ponto fora da curva

    Como é característico das lives que Mauro faz no seu canal, houve muita interação com os inscritos. Uma das mensagens tratava da exceção que poderia ter sido o ano mágico de 2019 para o Flamengo, com a conquista de Libertadores e Campeonato Brasileiro em um mesmo final de semana. O comentarista demonstrou concordar com essa análise.

    “É verdade que 2019 foi um ponto fora da curva. No geral, o Flamengo é realmente uma bagunça. Apenas o Jorge Jesus foi capaz de pôr ordem ali”, disse. Uma solução para reverter esse quadro está no trabalho da diretoria. Na sua visão, é fundamental que, para que o clube se acerte, as brigas políticas cessem.

    “A gente tem que entender quando a diretoria tem culpa. E acho que está na hora da diretoria entrar em ação. Se unir. Sem ficar discutindo política interna de clube, tem que tentar consertar a situação”, cravou. Desde os primórdios, Mauro Cezar foi crítico ferrenho da gestão Landim. No início de 2020, chamou a atenção para a forma como as divergências que envolvem membros da diretoria poderiam prejudicar o futebol rubro-negro. Essa explanação você pode ler clicando nesse link.

    Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação

  • Rogério Ceni minimiza críticas ao Flamengo e sai em defesa de Everton Ribeiro

    Durante coletiva de imprensa, Rogério Ceni reforçou discurso sobre a rotina de treinos em finalizações e definiu como “infelicidade” a perda de gols do time

    Em coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira, 6, após o Fla x Flu no Maracanã, Rogério Ceni respondeu perguntas sobre o futebol apresentado pelo Flamengo dentro de campo, que resultou na virada do tricolor por 2 a 1. Ao analisar a postura do elenco, o técnico enfatizou a rotina de treinos adotada pela equipe nas finalizações, lamentou a dificuldade do time em fazer a bola entrar e buscou minimizar críticas aos atletas, principalmente a Everton Ribeiro, que tem sido cobrado por não estar fazendo uma boa atuação nos últimos jogos.

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    No final da partida, Arrascaeta foi eleito o Craque do Jogo, e ao receber o troféu, o uruguaio lamentou a derrota: “Não tem muita palavra, a gente tem que sair com vergonha hoje. (..) Tem hora que a gente não merece ser campeão”. A declaração gerou grande repercussão e ao ser perguntado sobre, Rogério Ceni afirmou concordar com a opinião do atleta.

    “Eu acho que ele não se refere a maneira como o time jogou, mas sim a maneira como o time sofreu os gols. Aí eu tenho que concordar com ele nessa parte, da maneira como nós sofremos a virada… O time produziu no primeiro tempo, teve ótimas chances de gol, grandes oportunidades de fazer 2 a 0 e liquidar o jogo.

    O Fluminense veio para jogar a bola na área de qualquer lugar que fosse e assim conseguir o primeiro gol. Eu pedi no intervalo para a gente evitar as faltas mais próximas à área, e infelizmente em uma bola a 40m da área, alçada lenta e devagar, nós tomamos o gol. Aí nessa parte eu tenho que concordar com o Arrascaeta, que sofrendo gols dessa maneira, realmente fica difícil”, pontuou.

    Ainda fazendo uma análise sobre a partida, Rogério Ceni lamentou a dificuldade do time em finalizar, mesmo tendo a posse de bola na maior parte do tempo. “Nós tivemos as oportunidades, dominamos o jogo, se você olhar os números da partida você vai ver que em todos os quesitos nós dominamos o jogo, mas não se consegue matar o jogo. Não conseguimos fazer o segundo gol e aí a gente paga um preço alto e pesado por não ter conseguido definir o jogo antes que o Fluminense fizesse o seu primeiro gol”, disse.

    Queda de intensidade

    O treinador do Flamengo foi questionado sobre a diminuição do ritmo dos jogadores em campo, falha que tem sido recorrente nas últimas partidas. Ao responder, Ceni reforçou que a intensidade dos atletas é trabalhada em todos os treinos e culpou “a falta de confiança” dos jogadores como a causa para terem apresentado um futebol muito diferente no segundo tempo em comparação ao primeiro.

    “Nós trabalhamos a semana inteira em alta intensidade fisicamente, percorremos grandes distâncias, exceto o dia de ontem que a gente diminuiu para que eles pudessem estar bem para o dia de hoje. É natural que se caia um pouco, qualquer time vai cair um pouquinho do primeiro para o segundo tempo. Mas eu acho que o que foi não é nem a falta de intensidade, o que foi, foi a falta de confiança a partir do momento que você sofre o gol.

    Aí você perde um pouco a confiança, começa a errar passes que você não estava errando e propicia o adversário a ter uma ou outra chance de gol e se o adversário se fecha, você tenta de todas as maneiras e não consegue, e aí no final você tem a infelicidade de errar um passe e colocar o adversário na cara do gol para definir a partida. Mas eu não vejo nem tanta falta de intensidade, nós fizemos quatro trocas, tentamos de todas as maneiras manter o time bem e no ataque. Nós tivemos a posse de bola e o controle do jogo, mas não conseguimos fazer a definição do segundo para acalmar, para que o Fluminense perdesse a esperança de tentar empatar e posteriormente virar o jogo”, afirmou.

    Ainda sobre o desempenho do time, Rogério Ceni foi perguntado sobre qual seria a sua avaliação sofre a falta de repertório ofensivo do Flamengo. Novamente, o técnico voltou a falar sobre a rotina de treinos feita com os jogadores e destacou que o número de finalizações da equipe não pode ser considerado falta de repertório.

    “Uma coisa é falta de repertório, outra coisa é a bola não entrar. Quando você finaliza 19 vezes no gol do adversário não é falta de repertório. As bolas chegaram, tanto alçadas quanto com tabelas, conseguimos chegar e finalizar, o goleiro deles fez ótimas defesas, finalizamos muitas bolas dentro do gol inclusive, e para isso você tem que ter repertório, para chegar no gol do adversário. A bola entrar ou não é circunstancial, não tem como se fazer uma análise em cima disso. Mais finalização do que a gente treina, é impossível. A gente treina muita finalização, mas infelizmente a bola tem teimado em não entrar”, analisou.

    Sobre a briga pelo título do Campeonato Brasileiro, o técnico desconversou, mas afirmou que os erros cometidos durante a partida são “grotescos para uma equipe que quer ser campeã”, fazendo uma avaliação parecida com a de Arrascaeta no pós-jogo: “O que nós criamos é o suficiente para marcar gols e vencer um jogo, como no caso, de hoje. Agora, os erros que nós cometemos são grotescos para uma equipe que quer ser campeã”.

    Everton Ribeiro

    Everton Ribeiro tem realizado atuações muito distantes do futebol que os rubro-negros estavam acostumados a assistir dentro de campo, e tem sofrido duras críticas pela torcida e pela imprensa desde que voltou da seleção brasileira, quando disputou as Eliminatórias da Copa. Durante a coletiva, Rogério Ceni minimizou o tom das críticas feitas ao atleta e saiu em defesa do camisa 7.

    “Ele participou da jogada do gol, o cruzamento é dele, se não me engano, e ele fez outras boas jogadas. É natural, quando a gente perde um jogo, a gente tem que encontrar alguém para tentar diminuir ou colocar culpa. Eu acho que ele jogou até o minuto que ele podia, depois ele foi substituído. Se o resultado tivesse sido favorável, se tivesse 2 a 0 ou 3 a 0 para nós, como poderia ter estado, não teria a pergunta.

    Em outras vezes, contra o Racing, por exemplo, nós empatamos o jogo e fomos para os pênaltis. Era porque tiramos o Everton muito cedo, e hoje, foi muito tarde. Então é muito difícil. O que você tem que fazer é ganhar jogo, aqui você tem que ganhar jogo. Em qualquer lugar, mais aqui, especialmente, a gente precisa vencer jogos, e hoje, como não venceu… Eu acho que o Everton não fez um jogo tão abaixo. Ele fez até um jogo com boas jogadas, mas como não matamos a partida, e aí, lógico, vem o julgamento em cima do atleta”, afirmou.

    Desempenho das equipes

    Rogério Ceni também falou sobre a derrota sofrida no Maracanã, mesmo com 11 dias livres de treino. “Todas as equipes praticamente tiveram duas equipes de treino. Os gols foram falhas grandes e por isso perdemos a partida, porque de resto, controle de bola, número de finalizações, enfim… Tudo é muito favorável a você ganhar. Você fica mais de 75% com a bola, você finaliza o dobro do adversário… Fora isso, eu não tenho como explicar para você, porque infelizmente nós falhamos nos momentos decisivos do jogo”, disse.

    Ao ser questionado sobre a falta de objetividade do time, o treinador discordou e afirmou que, o que falta para a equipe evoluir é balançar a rede do adversário, e não a objetividade: “Está faltando fazer o gol. O time tem finalizado, tem se esforçado para colocar a bola para dentro mas não tem tido a felicidade da bola entrar. Objetividade, não. O time trabalha bem a bola até achar a situação clara de gol, finaliza bastante a gol a cada jogo. Hoje, se não me engano, foram 20 finalizações que nós tivemos mas não se consegue fazer o gol. Ou o goleiro faz uma grande defesa, ou a bola passa perto do gol… Objetividade se resume em a bola entrar.”

    Rogério Ceni também analisou o futebol apresentado em campo pelo Fluminense, e atribuiu a virada do tricolor ao ganho de confiança após marcar o primeiro gol, e não a mudança de postura tática do time. “Não, eu não vejo muita mudança de postura. Eu vejo uma bola alçada na área, como tantas que foram alçadas e que a partir daí saiu o gol. Logicamente, o time se anima, ganha um pouco mais de confiança e aí teve mais duas ocasiões de gol, mas não vejo uma mudança de postura. O estilo de jogo foi o mesmo. Falta acima da linha do meio campo, todas as bolas jogadas em cima da área e, mesmo a gente alertando, foi assim que eles conseguiram fazer o gol”, ressaltou.

    Briga pelo título

    Ao finalizar a coletiva, o técnico do Flamengo lamentou a derrota, mas enfatizou que não se pode desanimar por uma “derrota inesperada” e que ainda restam mais 11 rodadas pela frente. “O que a gente não pode é desanimar e se abater. São Paulo também perdeu hoje, era uma grande oportunidade de diminuir para 4 pontos a diferença e entrar literalmente na disputa pelo título, mas faltam 11 rodadas. Assim como o São Paulo perdeu hoje, infelizmente nós tivemos essa derrota inesperada… É continuar trabalhando, fazer a vitória acontecer e a bola entrar.

    Não podemos parar por causa de um jogo onde nós sofremos gols que não tem muita explicação. Uma bola que vem mansa na área, a outra bola que é uma infelicidade do atleta que vai passar para outro jogador e ela escapa… Então, assim, são gols que não são treináveis para você não sofrer. Acontece dentro de um jogo como aconteceu no dia de hoje”, disse.

  • Flamengo é punido por conformismo e sofre virada do Fluminense no segundo tempo

    Flamengo abre o placar mas entra irreconhecível no 2º tempo e sofre virada do Fluminense nos acréscimos

    Em partida desastrosa, Flamengo perdeu de virada para o Fluminense por 2 a 1 nesta quarta-feira, 6, no Maracanã. O time, que começou um primeiro tempo sendo ofensivo e com 72% de posse de bola, se perdeu no segundo tempo do jogo. Arrascaeta foi autor do gol do Mengão, mas o tricolor levou a melhor e virou o placar em cima de um Rubro-Negro desorientado dentro de campo com gols de Luccas Claro e Yago Rocha.

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    No primeiro tempo, o Flamengo começou ofensivo, com ameaças de gol de Gabigol e de Bruno Henrique. Diferentemente do último jogo contra o Fortaleza, o Mais Querido mostrou intensidade e fome de bola durante os 45 minutos da partida.

    Willian Arão e Isla fizeram atuações importantes e o setor defensivo não deixava o Fluminense entrar na área do rubro-negro. No final, aos 40’, Arrascaeta abriu o placar e fez o gol de 1 a 0.

    No segundo tempo, parecia que outro time tinha entrado em campo. Flamengo assumiu uma postura de conformismo e demonstrava já ter resolvido o jogo com o placar de 1 a 0. O Fluminense, por sua vez, aproveitou o desalento da equipe rubro-negra e aos 10’ Luccas Claro empatou o jogo.

    Em seguida, o time de Ceni sentiu ainda mais dificuldades e não desenvolvia o seu futebol durante todo o segundo tempo do jogo. Nos acréscimos, aos 47’, Yago Rocha virou e definiu a partida.

    No último Fla x Flu, realizado em 9 de setembro, o Flamengo ganhou por 2 a 1, com gols de Filipe Luís e Gabigol. Na época, o elenco era comandado por Domènec Torrent. Agora, quatro meses depois, sendo a três treinado por Rogério Ceni, o time pouco apresenta evolução dentro de campo e amarga uma revanche de 2 a 1 de virada.

    Com a derrota, o Flamengo perdeu a chance de encostar no São Paulo e reduzir a diferença dos atuais 7 pontos para 4. O líder do Campeonato Brasileiro perdeu por 4 a 1 para o Red Bull Bragantino também nesta quarta-feira, 6. Ainda restam 11 rodadas para o fim da competição e o rubro-negro segue com um jogo a menos que a equipe paulista.

  • Narrador critica jogadores do Flamengo: ‘Se continuar falhando, não tem treinador que dê jeito’

    Debate no Linha de Passe sobre fase do Flamengo foi acalorado

    O Flamengo foi derrotado para o Fluminense na noite da última quarta-feira, 6, no Maracanã, e ficou muito mais longe do título Brasileiro. Durante o programa Linha de Passe, da ESPN, o jornalista e narrador João Guilherme, fez duras críticas aos erros individuais dos atletas rubro-negros.

    Leia também: Pressionado? 5 técnicos brasileiros livres que podem substituir Ceni no Flamengo

    ”O que vimos hoje no Maracanã, é um retrato do Flamengo pós-Jorge Jesus. Que muitas vezes apareceu com o Dome, e tem aparecido até mais com o Rogério. Um time que tem muita qualidade, um grande elenco, mas que os jogadores estão muito mal individualmente.

    ”Por exemplo, Filipe Luís. Ele acabou participando dos dois gols do Fluminense. Outra coisa, qual foi o último bom jogo de Everton Ribeiro com a camisa do Flamengo? Fiquei aqui tentando lembrar, e não consegui. Então eu fico com a impressão, de que muito além dos treinadores, que passaram por lá após o Jorge Jesus, e o Rogério não está fazendo um bom trabalho, os jogadores tem que ser cobrados. As falhas individuais do Flamengo continuam. Se continuar falhando do jeito que vem acontecendo, não tem treinador que dê jeito”.

    Relembre como foi a partida

    Escalações:

    Flamengo: Hugo Souza; Maurício Isla, Rodrigo Caio, Natan e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Arrascaeta e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabigol.

    Fluminense: Marcos Felipe; Calegari, Matheus Ferraz, Luccas Claro e Danilo Barcelos; Yuri, Hudson e Yago Felipe; Wellington Silva, Michel Araújo e Fred.

    No primeiro minuto de jogo, o Flamengo já criou sua primeira chance. Filipe Luís cruzou, Everton Ribeiro fez o corta luz e Gabigol finalizou pra fora. Aos três, Rodrigo Caio quase abriu o placar de cabeça. O zagueiro obrigou o goleiro Marcos Felipe a fazer uma grande defesa, após cobrança de escanteio pela esquerda.

    A partir dos 20 minutos, o Fluminense equilibrou a partida, e chegou a levar perigo nas bolas aéreas com Hudson e Fred. Porém, o controle da bola continuou com os atletas do Mais Querido. No minuto 33, Arão enfiou um lindo passe para Arrascaeta que finalizou em cima do goleiro. E o gol saiu aos 40: Everton Ribeiro ganhou do Yuri na velocidade, cruzou, e Arrascaeta de cabeça abriu o placar: 1 a 0 Flamengo.

    Na etapa complementar, o Flamengo recuou, mas logo aos quatro minutos teve uma chance no contra-ataque, desperdiçada por Everton Ribeiro. O Fluminense respondeu com Wellington Silva aos seis, o atacante venceu na velocidade de Isla e finalizou próximo à trave de Hugo Souza. Natan de cabeça teve uma grande chance aos oito, mas cabeceou sem direção para fora.

    O gol de empate do Fluminense veio aos nove minutos. Danilo Barcelos cruzou, e o zagueiro Luccas Claro deixa tudo igual: 1 a 1. Aos 17, quase a virada do rival: Michel Araújo driblou Natan e Rodrigo Caio e finalizou na trave.

    Aos 24, Ceni sacou Gabigol e Natan e colocou Pedro e Diego Ribas, improvisando Arão como zagueiro. Porém o time seguiu com as mesmas dificuldades e nada criou com muita efetividade. No desespero, Rogério chamou o jovem Rodrigo Muniz e tirou Everton Ribeiro, porém nada adiantou.

    Nos acréscimos, Pepê entrou no lugar de Gerson, e só deu tempo para Yago Felipe virar a partida: 2 a 1 para o Fluminense.

  • Flamengo perde pateticamente para o Fluminense; confira as avaliações e notas do time [28ª rodada – Campeonato Brasileiro 2020]

    Depois de fazer um primeiro tempo de imposição e posse, o Flamengo de Ceni recuou sem explicação e tomou a virada

    Notas atribuídas por torcedores da comunidade Mundo Bola – Pensar Flamengo

    O Flamengo se complicou no Campeonato Brasileiro. O rubro-negro recebeu o Fluminense no Maracanã na noite desta quarta, e perdeu de virada por 2 a 1, dificultando cada vez mais as chances de ser campeão nacional.

    Veja também: Arrascaeta dá forte declaração após derrota para o Fluminense; assista

    Leia as análises individuais e notas dos jogadores concedidas pelo time de colaboradores do Mundo Bola:

    Hugo Souza: Sem culpa nos gols, mas foi inseguro nas saídas do gol. Ainda fez uma defesa difícil e importante no fim do primeiro tempo. Nota: 6,5.
    Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

    Isla: Partida sem brilho. Fez um primeiro tempo bom, aparecendo como boa opção na direita. Caiu de rendimento no segundo tempo, como o resto do time. Errou vários cruzamentos e deixou espaços pelo seu lado. Nota: 4,0
    Vitor Mathura – Twitter: @v_mathura

    Rodrigo Caio: Manteve a regularidade e segurança de outros jogos. Nota: 6,5.
    Ricardo Bitencourt – Instagram: @drbitenco

    Natan: Assim como todo o time, fez um excelente primeiro tempo. Foi firme em todas as jogadas e muito seguro nas saídas de bola. No segundo, caiu com todo o time. Errou muito e quase cedeu um gol ao adversário em uma jogada bisonha. Nota: 5,0.
    Diego: Entrou bem e segurou a bola quando o time tinha perdido o meio campo, mas não foi o suficiente. Ainda teve a chance de fazer um gol de falta, mas… Nota: 5,0.
    Sérgio Ribeiro – Twitter: @sergioribeiro04

    Filipe Luís: No primeiro tempo foi um desafogo do lado esquerdo sempre dando opção ofensiva. Na segunda etapa, ficou encaixotado na marcação adversária e até tentou sem sucesso algumas jogadas. Também manteve sua regularidade defensiva, até dar o carrinho que originou o gol da vitória adversária Nota: 2.0.
    Marcelo Batista – Twitter: @Antifa_crf

    Arão: Assim como todo o time, fez dois tempos completamente distintos. No primeiro foi muito bem e comandou as saídas de bola, dando bastante ritmo no meio. Já no segundo tempo esteve mais desligado, errando alguns passes e mais lento nas jogadas. Acabou o jogo como zagueiro e não ajudou muito, mas não teve como salvar a virada no placar. Nota: 5,0.
    Rafael Albuquerque – Twitter: @R_Albuquerque01

    Gerson: Fez uma partida regular, bem distante dos seus melhores momentos. Mas ainda conseguiu ser um dos melhores do time, foi o sopro de qualidade enquanto teve fôlego. Saiu do jogo cansado porque ele joga em um espaço muito grande do campo, falta fôlego sempre. Nota: 5,0.
    Pepê: Uma entrada que só o Rogério Ceni pode explicar. Nota: 1,0.
    Marcio Marcondes – Twitter: @mjmarcondes

    Arrascaeta: Dentre todos foi o que destoou, só que não para melhor, mas para menos pior. Teve 3 chances de gol, fez 1. No fim do jogo ainda falou o que todos nós Rubro Negros estamos falando: “O time jogando desse jeito, não merece ser campeão!”. Nota: 5,0.
    Caroline Menezes – Twitter: @kaka_menezes07

    Everton Ribeiro: Pior em campo como na grande maioria das vezes desde sua volta da Seleção. Como pode um jogador cair tanto de produção assim? Não acertou nada. Nota: 0,0.
    Rodrigo Muniz: entrou faltando pouco pro fim e fez mais que o Everton Ribeiro. Deu uma cabeçada na direção ao gol que bateu no braço do lateral tricolor. Nota: 6,0.
    Welson Alves – Twitter: @welson_fla

    Bruno Henrique: Não criou, finalizou uma vez, burocrático toda vida. O tempo todo pega a bola pela ponta, corta para o meio e toca para trás. Fica a dúvida se a culpa é dele ou do técnico que não consegue armar um time desses. Nota: 3,0.
    Edson Lira – Twitter: @Edsonjslira

    Gabigol: Uma chance incrível desperdiçada no início do jogo e uma tentativa de passe errada quando tinha campo aberto pra finalizar. A sua movimentação é muito importante ao time, mas o gol perdido fez falta novamente. Apesar disso, sua saída foi inexplicável. Não era ele quem deveria ser substituído. Nota: 6,5.
    Pedro: Hoje temos do que nos queixar. Não conseguiu desatar o nó dado pela zaga tricolor. Foi mal, deu um chute mascado e quis fazer linha de passe dentro da área no último minuto de jogo. Nota: 4,0.
    Danton Freitas

    Rogério Ceni: Não tem explicação pra esse jogo. Seu time segue sem conseguir criar e parece piorar a cada sequência de treinos.
    A impressão que passou foi de que o Flamengo dominou o primeiro tempo porque o Fluminense deu a bola.
    Suas substituições também não ajudam. Tirar Gabriel beirou o inexplicável, ainda mais com tantos outros jogando mal e dando sinais de cansaço. Pra terminar, um time que quer ser campeão não pode voltar do intervalo como o Flamengo voltou. Ainda mais sabendo que o rival na briga pelo título está sendo goleado em seu jogo. Nota: 2,0.
    Miguel Peters – Twitter: @miguelpeters

  • Arrascaeta dá forte declaração após derrota para o Fluminense; assista

    Flamengo de Arrascaeta saiu na frente, mas levou a virada

    O Flamengo se complicou no Campeonato Brasileiro. O rubro-negro recebeu o Fluminense no Maracanã na noite desta quarta, e perdeu de virada por 2 a 1, dificultando cada vez mais as chances de ser campeão nacional. Na saída do gramado, o meia uruguaio Arrascaeta deu um forte declaração à TV Globo.

    “Não tem muita palavra, a gente tem que sair com vergonha hoje. Time não merece ser campeão”.

    Leia também: Jornais portugueses iniciam processo de ‘fritura’ de Jorge Jesus

    O jogo

    Escalações:

    Flamengo: Hugo Souza; Maurício Isla, Rodrigo Caio, Natan e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Arrascaeta e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabigol.

    Fluminense: Marcos Felipe; Calegari, Matheus Ferraz, Luccas Claro e Danilo Barcelos; Yuri, Hudson e Yago Felipe; Wellington Silva, Michel Araújo e Fred.

    No primeiro minuto de jogo, o Flamengo já criou sua primeira chance. Filipe Luís cruzou, Everton Ribeiro fez o corta luz e Gabigol finalizou pra fora. Aos três, Rodrigo Caio quase abriu o placar de cabeça. O zagueiro obrigou o goleiro Marcos Felipe a fazer uma grande defesa, após cobrança de escanteio pela esquerda.

    A partir dos 20 minutos, o Fluminense equilibrou a partida, e chegou a levar perigo nas bolas aéreas com Hudson e Fred. Porém, o controle da bola continuou com os atletas do Mais Querido. No minuto 33, Arão enfiou um lindo passe para Arrascaeta que finalizou em cima do goleiro. E o gol saiu aos 40: Everton Ribeiro ganhou do Yuri na velocidade, cruzou, e Arrascaeta de cabeça abriu o placar: 1 a 0 Flamengo.

    Na etapa complementar, o Flamengo recuou, mas logo aos quatro minutos teve uma chance no contra-ataque, desperdiçada por Everton Ribeiro. O Fluminense respondeu com Wellington Silva aos seis, o atacante venceu na velocidade de Isla e finalizou próximo à trave de Hugo Souza. Natan de cabeça teve uma grande chance aos oito, mas cabeceou sem direção para fora.

    O gol de empate do Fluminense veio aos nove minutos. Danilo Barcelos cruzou, e o zagueiro Luccas Claro deixa tudo igual: 1 a 1. Aos 17, quase a virada do rival: Michel Araújo driblou Natan e Rodrigo Caio e finalizou na trave.

    Aos 24, Ceni sacou Gabigol e Natan e colocou Pedro e Diego Ribas, improvisando Arão como zagueiro. Porém o time seguiu com as mesmas dificuldades e nada criou com muita efetividade. No desespero, Rogério chamou o jovem Rodrigo Muniz e tirou Everton Ribeiro, porém nada adiantou.

    Nos acréscimos, Pepê entrou no lugar de Gerson, e só deu tempo para Yago Felipe virar a partida: 2 a 1 para o Fluminense.