Análise tática – Flamengo 3×2 Santos: Rubro-Negro mostra força, mas encontra antigos fantasmas em vitória crucial

Se não fosse a reta final, a Nação Rubro-Negra teria saído do Maracanã no domingo (9) celebrando uma vitória categórica, daquelas que inflam o peito e sinalizam a força de um candidato ao título. O 3 a 2 sobre o Santos, no entanto, foi uma montanha-russa tática: mostrou um time capaz de ser avassalador, mas também perigosamente complacente.

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A partida, que caminhava para um triunfo tranquilo por 3 a 0, se tranformou em um teste de maturidade desnecessário. O Flamengo de Filipe Luís dominou, sufocou e encantou no segundo tempo, mas precisou voltar ao jogo”nos acréscimos para garantir três pontos vitais.

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Flamengo errou bastante no 1º tempo

Filipe Luís surpreendeu ao escalar De la Cruz na vaga do ainda ausente Jorginho. A tentativa de encontrar um novo equilíbrio no meio-campo, porém, não funcionou na etapa inicial. O uruguaio pareceu instável, errando passes simples e prejudicando a progressão ofensiva do time.

Mas o problema não foi só ele. O Flamengo como um todo sofreu com erros técnicos na saída de bola e na armação. Vimos uma equipe espaçada, longa e muitas vezes acelerando o jogo mais do que o necessário, fugindo de suas próprias características de controle.

Pontos táticos da 1ª etapa:

  • Desconexão: o ataque, embora móvel (com Carrascal, Arrascaeta e Bruno Henrique trocando posições), estava desconectado do meio-campo.

  • Aceleração desnecessária: o time abusou de ligações diretas ou passes forçados, gerando poucas jogadas construídas.

  • Apoio dos zagueiros: na dificuldade de criar pelo meio, Léo Pereira e Danilo se alternaram no apoio pelos lados, usando a qualidade do passe longo para tentar quebrar linhas.

  • Pulgar x Neymar: taticamente, Erick Pulgar fez um jogo excelente, anulando Neymar. O craque santista passou mais tempo reclamando do que jogando.

O gol não saiu de uma jogada fluida, mas do abafa. Aos 36 minutos, após um escanteio e um bate-rebate, Léo Pereira mostrou faro de artilheiro e abriu o placar. Foi o prêmio pela insistência, não pela organização.

Mudança de postura na 2ª etapa

O que mudou no intervalo? O senso de urgência. O Flamengo entendeu a importância da partida e voltou do vestiário com uma postura completamente diferente. A equipe amassou o Santos.

O protagonista dessa mudança foi, mais uma vez, De Arrascaeta. O melhor jogador da temporada rubro-negra estava inspirado. Logo no início da etapa final, achou um passe brilhante para Carrascal ampliar o placar para 2 a 0.

A partir daí, vimos o Flamengo impor sua superioridade técnica:

  • Pressão alta efetiva: o time sufocou a saída de bola do Santos, roubando bolas já no campo de ataque.

  • Dupla afiada: lembrando os velhos tempos, a sintonia entre Arrascaeta e Bruno Henrique (em grande atuação) funcionou perfeitamente.

  • Chances empilhadas: o volume de jogo foi tão grande que o time ainda se deu ao luxo de perder um pênalti, sofrido por Bruno Henrique. Arrascaeta desperdiçou a cobrança, acertando a trave.

Apagão após mexidas de Filipe Luís

Com o 3 a 0 no placar (feito por Bruno Henrique) e o jogo parecendo resolvido, Filipe Luís promoveu mudanças. Saúl e Luiz Araújo entraram; depois, Everton Cebolinha, Michael, Evertton Araújo e Viña.

Foi exatamente aí que o time desandou. A partir dos 40 minutos do segundo tempo, com as saídas de Arrascaeta e Pulgar, o Flamengo perdeu seus dois pilares de organização e contenção no meio.

O que causou o colapso:

  1. Excesso de confiança: o time achou que o jogo havia acabado.

  2. Desorganização defensiva: confiante, o Flamengo se lançou ao ataque de forma aberta, mesmo vencendo por 3 a 0.

  3. Muitos espaços cedidos: sem a estrutura tática das peças principais, o time sofreu dois gols em dois minutos, ambos em jogadas rápidas que exploraram os espaços deixados pela defesa.

A boa notícia é que o time teve maturidade para acordar a tempo. Nos acréscimos, o Flamengo soube prender a bola no campo de ataque, gastar o relógio e não correr mais riscos.

A vitória, garantida com emoção desnecessária, ganhou contornos ainda mais dramáticos com a derrota do Palmeiras. O Flamengo igualou os 68 pontos do líder, ficando atrás apenas pelo número de vitórias. O campeonato está completamente aberto.

No entanto, o apagão final serve como a maior lição desta reta final: não há mais espaço para vacilos!

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