Bicampeão brasileiro pelo Flamengo, Bebeto participou da novela Vale Tudo. No episódio que foi ao ar nesta segunda (29), o ex-jogador interpretou ele mesmo. Na esquete, o tetracampeão do mundo com a Seleção aparece no podcast fictício ‘PodParceiros’, comandado pelo personagem de Cauã Reymond, César Ribeiro.
A esquete é uma paródia aos inúmeros podcasts lançados nos últimos anos. Na cena, Cauã Reymond atua como um apresentador desligado e perdido no tema. Quebrando as expectativas, Bebeto, ao invés de ser perguntado sobre seus feitos no futebol, é questionado sobre sua preferência na montagem de um açaí.
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Veja a cena de Vale Tudo com participação de Bebeto:
Desde a sua fundação, o Flamengo contou com diversos jogadores emblemáticos em sua rica história. Neste 8 de outubro, data em que se comemora o Dia do Nordestino, o MundoBola Flamengo relembra atletas nascidos na região que se destacaram pelo Rubro-Negro.
Nesta matéria, montamos a escalação ideal de nordestinos que passaram pelo Mais Querido, sendo um nome por posição. Os critérios levaram em conta jogos, gols, relevância e títulos pelo Mengão. Vale lembrar que, pela falta de meio-campistas, a formação escolhida foi o 4-2-4.
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NORDESTINO. Nosso destino. Quem diria que um clube que começou em um terreno pantanoso aterrado pelo povo no Rio de Janeiro iria conquistar o Brasil? E, se tem uma região que simboliza o caráter nacional do Flamengo, é a Nordeste. Mesmo com a força dos times locais, o… pic.twitter.com/oTi6YxYrfa
Goleiro: Santos – intransponível no tri da Libertadores e no tetra da Copa do Brasil
Nascido em Campina Grande (PB), no dia 17 de março de 1990, o goleiro Santos foi crucial para o Flamengo na temporada 2022. Contratado em abril, em meio à instabilidade de Hugo Souza e à perda de espaço de Diego Alves, o paraibano se tornou sinônimo de segurançapara os torcedores rubro-negros.
Santos se destacou com o Manto Sagrado por defesas difíceis e pelo posicionamento sempre certeiro sob das traves. Após o bom desempenho nas conquistas da Libertadores e Copa do Brasil, o jogador passou por uma queda de rendimento no início de 2023.
Contestado pela torcida, principalmente após o Mundial de Clubes, Aderbar perdeu cada vez mais espaço no Flamengo e optou por deixar o clube após a chegada de Agustín Rossi. Apesar do fim melancólico, o paraibano marcou seu nome na história do Mais Querido com atuações decisivas e títulos conquistados.
Números e títulos pelo Flamengo
63 jogos
59 gols sofridos
27 jogos sem sofrer gols
1x Copa Libertadores
1x Copa do Brasil
Lateral-direito: Toninho Baiano – campeão brasileiro em 1980
Nascido em Itaparica (BA), no dia 7 de junho de 1948, Antônio Dias dos Santos, mais conhecido como Toninho Baiano, marcou época no futebol brasileiro atuando por Flamengo e Fluminense. Antes de brilhar no Rio de Janeiro, o ex-lateral começou sua trajetória pelo São Cristovão e pelo Galícia da Bahia.
Em 1969, foi negociado ao tricolor das Laranjeiras, onde jogou até 1975 – ano em que foi inserido num “troca-troca” da dupla Fla-Flu. Na Gávea, o defensor se destacou pelo capacidade física e pela desenvoltura no ataque rubro-negro. Em 1978, foi convocado por Cláudio Coutinho para a Copa do Mundo, na Argentina.
Pelo Mais Querido, o baiano disputou 241 partidas (oficiais e não oficiais) e marcou 24 gols. Após a conquista do Campeonato Brasileiro de 1980, o ex-lateral se transferiu para o Al-Nassr, da Arábia Saudita, e encerrou a carreira no Bangu, em 1982. Vítima de um mal súbito, Toninho faleceu no dia 8 de dezembro de 1999, em Salvador (BA).
Nascido no dia 26 de novembro de 1975, em Porteiras (CE), Ronaldo Angelim chegou a viver um curto período em São Paulo, mas logo retornou ao Ceará, onde cresceu próximo à cidade de Juazeiro do Norte. O “Magro de Aço” iniciou sua carreira no Icasa e acumulou passagens por Juazeiro, Ceará e Ituano antes de se transferir para o Fortaleza.
De 2001 a 2005, o ex-zagueiro disputou 133 jogos pelo tricolor, conquistando quatro Campeonatos Cearenses (2001, 2003, 2004, 2005). Em 2006, o Flamengo contratou Angelim junto ao clube nordestino, iniciando assim uma história de forte identificação com o Manto Sagrado.
Desde a primeira temporada, Ronaldo Angelim foi peça crucial na defesa rubro-negra. O ídolo teve o seu auge no Rubro-Negroao marcar o gol que garantiu o sexto título do Campeonato Brasileiro do Mengão, contra o Grêmio, em 2009.
O Magro de Aço encerrou sua passagem pelo Flamengo em 2011, quando atuou pela última vez na semifinal da Taça Guanabara, contra o Botafogo. O zagueiro marcou o primeiro gol do jogo – que terminou com a vitória do Mais Querido por 3 a 1 nos pênaltis.
Após o Mengão, Angelim teve uma rápida passagem pelo Grêmio Barueri e encerrou sua carreira pelo Fortaleza, em 2013.
Números e títulos pelo Flamengo
285 jogos
17 gols
4x Campeonatos Cariocas (2007, 2008, 2009, 2011)
1x Campeonato Brasileiro (2009)
1x Copa do Brasil (2006)
Zagueiro: Júnior Baiano – campeão na base e no profissional
Natural de Feira de Santana (BA), Júnior Baiano foi revelado nas categorias de base do Flamengo e estreou pelos profissionais em 1989. No ano seguinte, o zagueiro fez parte do elenco Sub-20 campeão da Copinha e do time que conquistou a primeira Copa do Brasil do clube, contra o Goiás.
Após se consolidar no Rubro-Negro entre 1991 e 1993, o defensor se transferiu para o São Paulo, iniciando um verdadeiro “tour” em sua carreira. Além do Mais Querido e do tricolor, o ex-atleta também acumulou passagens por Werder Bremen-ALE, Palmeiras, Vasco, Shanghai Shenhua-CHN e outras equipes.
Após a sua primeira saída, Júnior Baiano retornou ao Flamengo em três ocasiões: entre 1996 e 1997 (segunda passagem), 1998 (terceira) e 2004 (última). O zagueiro se aposentou do futebol em 2009, pelo antigo Miami FC, atual FL Strikers.
Números e títulos pelo Flamengo
337 jogos
32 gols
3x Campeonatos Cariocas (1991, 1996, 2004)
1x Campeonato Brasileiro (1992)
1x Copa do Brasil (1990)
1x Copinha (1990)
Lateral-esquerdo: Junior – o ‘Maestro’
Considerado por muitos rubro-negros o segundo maior jogador da história do Flamengo, Junior é sinônimo de liderança e raça no Mais Querido. Com 875 partidas, o ex-lateral é o recordista de jogos com o Manto Sagrado, com o qual conquistou inúmeros títulos.
Nascido no dia 29 de junho de 1954, em João Pessoa (PB), Leovegildo Lins Gama Junior viveu na Paraíba até os cinco anos, quando se mudou para o Rio de Janeiro com a sua família. Em 1974, começou sua trajetória no Mengão, onde permaneceu até 1984 em sua primeira passagem.
Após 11 temporadas e diversos títulos pelo Flamengo, Junior decidiu se aventurar no futebol italiano, atuando três temporadas pelo Torino e duas pelo Pescara. Em 1989, retornou ao Mais Querido a pedido do filho, que ainda não havia visto o pai atuar pelo clube de coração.
Foto: Reprodução/Internet
Na segunda passagem, Junior ampliou ainda mais seus feitos pelo Rubro-Negro ao liderar a equipe no título do Campeonato Brasileiro de 1992. Como jogador, o Maestro também se destacou pela Seleção Brasileira, atuando em duas Copas do Mundo (1982 e 1986).
Após pendurar as chuteiras, o ídolo iniciou a carreira como técnico, comandando o Flamengo em 1993,1994 e 1997 – além do Corinthians em 2003. No entanto, a carreira na beira dos gramados não foi de muito sucesso e anos depois o ex-atleta se tornou comentarista da TV Globo, cargo no qual se encontra consolidado até hoje.
Números e títulos pelo Flamengo
875 jogos (atleta com mais partidas com o Manto Sagrado)
75 gols
6x Campeonatos Cariocas (1974, 1978,1979, 1979 especial, 1981 e 1991)
“O Mais Querido, tem Rubens, Dequinha e Pavão. Eu já rezei pra São Jorge. Pro Mengo ser campeão”. O “Samba Rubro-Negro, composto por Wilson Batista em 1954, enalteceu grandes atletas da década de 50, entre eles o potiguar Dequinha.
Nascido no dia 19 de março de 1929, em Mossoró (RN), José Mendonça dos Santos começou sua trajetória no futebol em 1945, na base do Atlético – time de sua cidade natal. No ano seguinte, se transferiu ao rival Potiguar e, depois, defendeu o ABC de natal – clube no qual se profissionalizou e se consolidou na ponta-esquerda alvinegra.
Em 1949, Dequinha, chamou a atenção do América de Recife, equipe no qual passou a atuar como volante. As boas atuações do atleta despertaram interesse do Flamengo, que contou com o rubro-negrismo do presidente do time pernambucano para liberar o meia ao Rio de Janeiro em 1950.
No Mais Querido, o potiguar se destacou pela liderança dentro de campo, pelo físico invejável e pela habilidade de engatar contra-ataques com sua velocidade e seus lançamentos. O atleta foi peça crucial do segundo tricampeonato carioca do Mengão de 1953, 1954 e 1955, além de ter sido um mentor para Carlinhos Violino.
As boas atuações pelo Flamengo resultaram na sua convocação para a disputa da Copa do Mundo de 1954, realizada na Suíça. Após diversas lesões e a ascensão de Carlinhos no time profissional, Dequinha foi perdendo espaço no Rubro-Negro e decidiu rescindir seu contrato, já que reconhecia que não estava à altura da equipe.
O potiguar chegou a cogitar a aposentaria dos gramados, no entanto, defendeu o modesto Campo Grande-RJ e o América de Recife nos últimos anos de carreira. Após pendurar as chuteiras, trabalhou como treinador durante 30 anos, especialmente em equipes nordestinas.
No dia 30 de julho de 1997, já aposentado do futebol, Dequinha faleceu aos 68 anos em decorrência de uma cirrose hepática, em Aracaju.
Números e títulos pelo Flamengo
385 jogos
12 gols
3x Campeonatos Cariocas (1953, 1954 e 1955)
Foto: Reprodução/Internet
Meia: Dida – o ídolo de Zico
Os feitos de Dida com a camisa do Flamengo influenciaram de forma significativa as gerações posteriores do Rubro-Negro, já que o meia-atacante foi o ídolo de ninguém menos que Zico.
Nascido no dia 16 de março de 1934, em Maceió (AL), Edvaldo Alves de Santa Rosa deu seus primeiros passos no futebol pelo CSA, em 1950. Quatro anos depois, o jogador chamou atenção do Mengão em um amistoso entre um combinado de jogadores de Alagoas e da Paraíba.
Em 1954, Dida chegou ao Flamengo, iniciando a trajetória do segundo maior artilheiro da história do Flamengo, com 254 gols. Em dez anos pelo Mais Querido, o alagoano marcou época com o Manto Sagrado, especialmente nos dois últimos títulos do tricampeonato carioca de 1953/54/55.
Vale lembrar que o ídolo fez parte do elenco do Brasil campeão do mundo em 1958. Em 1964, foi vendido à Portuguesa-SP, onde permaneceu 1966, quando se aventurou no futebol colombiano pelo Junior Barranquilla. Na Colômbia, marcou 46 gols e virou ídolo devido ao estilo irreverente e goleador.
Dida se aposentou dos gramados em 1968, aos 34 anos. O segundo maior artilheiro da história do Flamengo morreu no dia 17 de setembro de 2002, no Rio de Janeiro, vítima de insuficiência hepática e respiratória.
Números e títulos pelo Flamengo
358 jogos
254 gols (2º maior artilheiro da história do Rubro-Negro)
3x Campeonatos Cariocas (1954, 1955 e 1963)
1x Torneio Rio-São Paulo (1961)
1x Copa do Mundo (1958)
Atacante: Zagallo – ícone do Flamengo e do futebol brasileiro
“Eu sempre disse que a torcida do Flamengo é a melhor que existe dentro do Brasil. Para não falar fora, hein!”. A história de Mario Jorge Lobo Zagallo não se confude apenas com a do Flamengo, mas também com a do futebol brasileiro como um todo.
Apesar de ter nascido em Maceió (AL), no dia 8 de agosto de 1931, Zagallo – ainda bebê – se mudou com sua família para o Rio de Janeiro, onde cresceu e deu seus primeiros passos no futebol. “Cria” do bairro da Tijuca, o alagoano começou sua trajetória pelo América, em 1948, e se transferiu ao Rubro-Negro em 1951.
Na ponta-esquerda, o Velho Lobo foi peça crucial na conquista do histórico tricampeonato carioca de 1953/54/55. Em 1958, sendo jogador do Flamengo, foi campeão do mundo pela Seleção Brasileira, marcando um gol na final.
O ano marcou o fim de sua passagem pelo Mengão como atleta, já que se transferiu para o Botafogo em 1959 e por lá permaneceu até se aposentar em 1965. Como treinador, Zagallo somou três passagens pelo Rubro-Negro – e foi campeão em todas.
O título mais lembrado é, sem dúvidas, o Campeonato Carioca de 2001, no qual Petkovic marcou um golaço de falta que garantiu a taça para a Gávea. No mesmo ano, o técnico levantou seu último título pelo Flamengo: a Copa do Campeões – curisamente conquistada em Maceió, sua terra natal.
Pela Seleção Brasileira, o Velho Lobo conquistou duas Copas do Mundo como atleta (1958 e 1962), uma como treinador (1970) e outra como coordenador (1994). Zagallo foi um dos principais personagens da história da Canarinho.
Devido aos feitos na beira do campo, o alagoano também pode ser considerado o maior técnico nordestino da história rubro-negra. No dia 5 de janeiro de 2024, o ídolo faleceu aos 92 anos por conta de complicações de saúde relacionadas à idade avançada.
Números e títulos pelo Flamengo
217 jogos
30 gols
3x Campeonatos Cariocas como jogador (1953, 1954 e 1955)
2x Campeonatos Cariocas como técnico (1972 e 2001)
Atacante: Índio – o artilheiro nordestino da década de 50
Na década de 50, o elenco do Flamengo estava recheado de craques nordestinos. Além de Dequinha, Dida e Zagallo – citados acima – o Mais Querido contava com o atacante Índio. Nascido em 1º de março de 1931, na cidade de Cabedelo (PB), o atleta começou na base do Bangu e se profissionalizou no Mengão em 1949.
Desde o início de sua passagem pela Gávea, o paraibano se destacou pelo faro de artilheiro, inteligência tática e habilidade com a bola no pé. Em 1953, o jogador se tornou peça fundamental do time comandado pelo paraguaio Fleitas Solich, que fez história ao conquistar o tricampeonato carioca de 1953/54/55.
Em 1957, Índio se transferiu ao Corinthians, dando lugar a Henrique Frade no ataque rubro-negro. Após dois anos no clube paulista, o paraibano foi contratado pelo Espanyol, se tornando o primeiro negro da história do time catalão. Posteriormente, passou pelo Lusitano de Évora-POR, Sanjoanense-POR e se aposentou no América-RJ, em 1965.
Aluisio Francisco da Luz faleceu aos 89 anos no dia 19 de abril de 2020.
Números e títulos pelo Flamengo
219 jogos
144 gols (11º da história do Mengão)
3x Campeonatos Cariocas (1953, 1954 e 1955)
Foto: Reprodução/Internet
Atacante: Bebeto – personagem controverso na história do Flamengo
Apesar das grandes atuações e títulos pelo Flamengo, Bebeto ficou marcado pela sua polêmica saída para o Vasco em 1989, que gerou uma relação conturbada com a torcida rubro-negra. Nascido no dia 16 de fevereiro de 1964, em Salvador (BA), o nordestino foi formado nas categorias de base do Vitória antes de ser contratado pelo Mengão em 1983.
José Roberto Gama de Oliveira fez parte do elenco tricampeão brasileiro, no entanto, começou a se destacar apenas em 1984. No ano, o Mais Querido disputou a primeira temporada após a saída de Zico, e o baiano foi o protagonista da equipe – com diversos gols e assistências.
Após quase seis anos e meio vestindo vermelho e preto, Bebeto protagonizou uma das transferências mais polêmicas da história do futebol brasileiro. Em 1989, trocou o Flamengo pelo Vasco, onde também se destacou com gols e títulos importantes.
Em 1996, o ex-jogador retornou ao Rubro-Negro para sua segunda e última passagem pela Gávea. Em sua carreira, também brilhou pela Seleção Brasileira, conquistando o tetra da Copa do Mundo em 1994 ao lado de Romário.
Números e títulos pelo Flamengo
307 jogos
150 gols (8º maior artilheiro do Flamengo) (pode ser ultrapassado por Pedro, que também possui 150 tentos)
2x Campeonatos Brasileiros (1983 e 1987)
1x Campeonato Carioca (1986)
Atacante: Nunes – o “Artilheiro das decisões’
Nascido em 20 de maio de 1954, em Feira de Santana (BA) – há divergências, mas o próprio confirmou para a reportagem -, João Batista Nunes de Oliveira começou sua trajetória no futebol pela base do Flamengo. No entanto, sem espaço no Rubro-Negro, o atacante retornou ao Nordeste, onde se profissionalizou pelo Confiança-SE e se destacou no Santa Cruz-PE.
Antes de voltar ao Mengão em 1980, o ex-atleta jogou por Fluminense e Monterrey-MEX. Mais experiente e consolidado, o baiano foi decisivo nas finais do Campeonatos Brasileiros de 1980 e 1982, contra Atlético-MG e Grêmio.
Contudo, foi em 1981 que Nunes realizou seu maior feito com o Manto Sagrado: em Tóquio, marcou dois gols na final contra o Liverpool, no Mundial de Clubes e se eternizou na história do Flamengo. No mesmo ano, o Artilheiro das Decisões também decidiu a final do Campeonato Carioca contra o Vasco.
Foto: Reprodução/Internet
A partir de 1983, o ídolo teve mais duas passagens pelo Rubro-Negro: em 1984 e 1987. O centroavante também defendeu outras equipes, como Botafogo, Santos, Atlético-MG e Boavista-POR. Após atuar pelo Santa Cruz, Nunes se aposentou em 1991, pelo Flamengo-MG.
Números e títulos pelo Flamengo
214 jogos
98 gols
3x Campeonatos Brasileiros (1980, 1982 e 1987)
1x Campeonato Carioca (1981)
1x Copa Libertadores (1981)
1x Copa Libertadores (1981)
Dia do Nordestino: outros jogadores com passagens marcantes pelo Flamengo
Além dos 11 atletas já citados, outros nomes nordestinos também marcaram a história do Flamengo. Por isso, confira algumas menções honrosas de outros jogadores que se destacaram com o Manto Sagrado:
Aldair (zagueiro) – Ilhéus (BA)
Babá (atacante) – Aracati (CE)
Duca (atacante) – Recife (PE)
Durval (atacante) – Maceió (AL)
Edilson ‘Capetinha’ (atacante) – Salvador (BA)
Hernane ‘Brocador’ (atacante) – Bom Jesus da Lapa (BA)
Nesta terça (30), o Flamengo concedeu uma homenagem a Filipe Luís, no Ninho do Urubu. O treinador completou um ano no cargo de técnico do Mengão. Ao receber uma placa comemorativa, o comandante rubro-negro abriu o coração e diz que se sente parte do clube.
“Muito feliz por essa marca. Aqui nessa sala fui apresentado como jogador. Tudo que vivi nesse clube desde então foi muito especial. Momentos espetaculares, momentos não tão bons. Me sinto parte desse clube”, disparou Filipe Luís.
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O técnico também projetou seu futuro no clube e falou em conquistas como sinal de continuidade. Ele também agradeceu diretoria e jogadores, afirmando que se ente blindado e com toda facilidade do mundo para trabalhar. Por fim, disse querer continuar fazendo história no Mengão.
“Quando cheguei como jogador, acreditamos que aqui, eu e o clube, nós temos que conquistar. Seguimos da mesma forma como treinador. Tentamos fazer de tudo, jogo a jogo, para continuar no Flamengo, conquistar diretoria, jogadores e torcida para ficar aqui um ano. Espero ficar muito tempo. Me dão toda a facilidade do mundo para trabalhar, me sinto blindado por vocês (diretoria) e pelos jogadores. Estou num ambiente maravilhoso de trabalho. E queremos continuar fazendo história”, disse.
Filipe Luís alcançou a marca de 70 jogos no comando do Flamengo diante do Corinthians, no último domingo. Nesse período, somou 46 vitórias (66% de aproveitamento), além de 17 empates e apenas sete derrotas. O time ainda balançou as redes 123 vezes e levou 40 gols, menos de um terço.
As conquistas também apareceram nesse percurso. A primeira foi a Copa do Brasil de 2024, diante do Atlético-MG. Já em 2025, vieram mais duas taças: a Supercopa do Brasil contra o Botafogo e o Carioca sobre o Fluminense.
Renovação de Filipe Luís com o Flamengo
O Flamengo já abriu tratativas para estender o contrato do técnico Filipe Luís. O primeiro encontro aconteceu em Lisboa, durante a última Data Fifa, com a presença do diretor de futebol José Boto e do empresário Jorge Mendes, representante do treinador. Uma nova reunião está prevista justamente para essa semana.
Na conversa realizada em Portugal, a diretoria rubro-negra tomou ciência das demandas do comandante, incluindo valores e tempo de contrato pretendido. Há um entendimento para que a renovação seja firmada por uma ou duas temporadas. Tanto o clube quanto o treinador não demonstram pressa para selar o acordo.
Carrascal começou como titular contra o Corinthians, e ao lado de Arrascaeta, brilhou. Com duas assistências, o meia empolgou a Nação, que já pede o colombiano como titular. Visto como um substituto de Arrascaeta, em coletiva nesta terça (30). O jogador explicou sua posição em campo.
Segundo ele, apesar de Filipe Luís tê-lo escalado como meia-direita, o movimento foi para lhe dar confiança. Sendo assim, seja pela direita, esquerda ou centralizado, o jogador afirma que o importante é estar constantemente em campo.
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“O treinador, para me dar confiança, me colocou para jogar no lado direito. Mas em campo não tenho essa dificuldade de atuar só por um lado de campo. Sempre me movi em diferentes posições dentro de campo e acredito que o mais importante é estar jogando”, avalia Carrascal.
Ainda sobre o último jogo, Carrascal falou sobre atuar ao lado de Arrascaeta. O meia definiu como um privilégio jogar junto do idolo rubro-negro. Além disso, exaltou a qualidade do camisa 10 e afirmou que o companheiro “facilita” o futebol de quem está junto.
“Apesar de terem me colocado como um substituto do Arrascaeta, digo que cheguei ao clube para ajudar, independente da posição. Se estou fora ou se estou em campo, o que importa pra mim é ajudar. E é um privilégio jogar com Arrascaeta, nós sabemos da qualidade que ele tem com os pés e claro, deixa o futebol para você muito mais fácil”, disparou.
Se o Flamengo conseguiu a virada sobre o Corinthians com a estratégia de Filipe Luís, muito se deveu ao desempenho de Carrascal. O colombiano não entrou no lugar de Arrascaeta, mas atuou ao lado do uruguaio. Assim, participou diretamente dos gols, servindo o camisa 10 no primeiro e Luiz Araújo no da virada.
Na coletiva após a partida, o técnico rubro-negro demonstrou satisfação com a atuação do reforço. Ele explicou que já vinha testando o meia ao lado de Arrascaeta nos treinos e avaliou que esse era o jogo ideal para colocá-lo assim. O resultado superou as expectativas.
“Eu vinha treinando o Carrascal na última semana e meia, talvez duas semanas ainda, nessa posição, e ele entendeu bem. Agora, que jogador! Impressionante o jogo que ele fez. Dá uma soltura para a equipe, limpa as jogadas, tem uma visão de jogo, se conecta com os companheiros. Estou muito feliz pela atuação dele, pela entrega, também, dele. Porque nessa função ele teve que correr mais do que está acostumado, e ele fez. Agora a questão de adaptação. E eu estou muito feliz pelo rendimento dos dois”, disse Filipe Luís em coletiva.
Essa não é a primeira vez que Filipe Luís rasgou elogios a Carrascal. Logo após a sua estreia, o técnico exaltou o colombiano e sua qualidade técnica. Além disso, enxergou no meia o potencial para se tornar ídolo do Flamengo.
Nos últimos dias, muito se falou que o Flamengo seria contra a Liga, contra a LIBRA, contra a união dos clubes. É curioso como alguns “jornalistas” e dirigentes, ao invés de trazer informação, preferem repetir narrativas contaminadas por paixão clubista.
O que eles “esquecem” de considerar é que, desde que o modelo das cotas de TV mudou no Brasil, o Flamengo foi o único clube que realmente abriu mão da receita em prol de um equilíbrio maior entre os times.
Abriu mão, sim. Perdeu dinheiro, sim. Mas isso não significa que aceitará qualquer regra injusta apenas para ser visto como “bonzinho” no debate.
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O que espanta é ouvir discurso de igualdade vindo de clubes que nos próprios estaduais não repartem nada com os menores. Que exigem do Flamengo divisão igualitária no nacional, mas em casa fazem exatamente o contrário.
Espanta ouvir reclamações contra o Flamengo, justamente o clube que vive sendo o mais prejudicado por convocações em datas FIFA, por um calendário desorganizado, por viagens que drenam energia e recursos, enquanto a maioria assiste em silêncio e não move uma vírgula em defesa do coletivo.
Espanta ver clubes que devem ao Flamengo e a outros menores, e que contratam sem pagar, falarem em equilíbrio e unidade como se fossem exemplo.
E ainda há o saudosismo seletivo: em 1987, muitos buscaram no Flamengo a união que lhes interessava. Hoje, alguns desses mesmos clubes preferem brigar por uma taça que não lhes pertence, enquanto ignoram o que foi decidido no passado.
A incoerência salta aos olhos, mas só o Flamengo parece incomodar. Afinal, é sempre mais fácil apontar o dedo para quem tem maior visibilidade.
Mais grave é o papel de parte da imprensa, que deveria informar, mas se contenta em opinar sem base. Fala-se em dinheiro, sempre em dinheiro, como se o Flamengo fosse o vilão que quisesse enriquecer sozinho.
Esquecem que o clube já abriu mão de muito nesse processo e que os verdadeiros debates sobre calendário, qualidade dos gramados e fair play financeiro nunca avançam. É mais fácil surfar no engajamento que o Flamengo gera do que tratar do que realmente importa para o futebol brasileiro.
O Flamengo não é contra a união. É contra a injustiça travestida de união. É contra o discurso populista que pede igualdade apenas quando convém. O clube já mostrou que está disposto a ceder, mas não aceitará ser tratado como inimigo quando o que faz é cobrar coerência.
Porque, pelo coletivo, o Flamengo já deu. E continuará dando. Mas só quem sempre abriu mão tem autoridade para exigir que todos façam o mesmo.
Marcelo Hallais é administrador de empresas e sócio do Clube de Regatas do Flamengo. Siga-o no X/Twitter: @marcelohallais
Na vitória do Flamengo sobre o Corinthians, Léo Pereira preocupou ao ser substituído ainda no intervalo. O Flamengo informou posteriormente que o zagueiro sentiu dores no pé direito após uma pancada no local. Porém, tranquilizando a Nação, o Mundo Bola Flamengo, direto do Ninho, flagrou o zagueiro se reapresentando sem dor para os treinamentos desta terça (30).
Nesta quinta (2), o Flamengo tem um duelo decisivo do Brasileirão e a presença de Léo Pereira é crucial. No Maracanã, o Mais Querido recebe o Cruzeiro, em confronto direto pelo título do campeonato. O Rubro-Negro é o líder do torneio com 54 pontos e os mineiros surgem logo atrás, com 50 pontos.
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Léo Pereira, ao lado de Léo Ortiz, são pilares da defesa no time de Filipe Luís. Titulares em praticamente todos os jogos, a dupla é sinônimo de confiança nesta temporada. Em 2025, o camisa 4 já soma 45 jogos, quatro gols marcados e uma assistência.
Além de Léo Pereira, Viña e Jorginho também deixaram o campo contra o Corinthians
Além de Léo Pereira, Viña e Jorginho foram outros dois jogadores que deixaram o jogo contra o Corinthians com problemas. O lateral uruguaio, assim como o zagueiro, começou como titular. Porém, deixou o campo devido a uma indisposição estomacal.
Jorginho teve um problema antes da partida, diferente dos dois primeiros atletas. Ele ficou no banco devido a uma imobilização na mão, justificando sua ausência. A lesão ocorreu após uma pancada na partida de volta das quartas da Libertadores, contra o Estudiantes.
Sendo assim, a tendência é de que os três estejam disponíveis normalmente para a próxima partida. A bola rola para Flamengo e Cruzeiro às 20h30 (horário de Brasília), no Maracanã, nesta quinta.
Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro, talvez seja a grande preocupação do Flamengo para o duelo entre os times. Confronto direto, o Mengão recebe os mineiros nesta quinta (2), com o atacante adversário vivendo jejum. Com quatro jogos sem marcar, o jogador vive sua maior seca no Brasileirão.
A última vez que Kaio Jorge balançou as redes para o Cruzeiro foi no dia 23 de agosto, há mais de um mês. Na ocasião, o artilheiro do Brasileirão abriu o placar para os mineiros na vitória sobre o Internacional, por 2 a 1, na 21ª rodada. De lá para cá, não marcou contra São Paulo, Bahia, RB Bragantino e Vasco.
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Importante lembrar que esse jejum de Kaio Jorge se enquadra somente no Brasileirão. Isso porque, a última vez que balançou as redes foi três jogos atrás. O atacante cruzeirense marcou dois gols no duelo de volta, válido pelas quartas da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG.
Kaio Jorge marcou contra o Flamengo no 1º turno
Líder do Brasileirão, o Flamengo só perdeu duas partidas na competição. Uma dessas derrotas foi justamente para o Cruzeiro. Inclusive, um dos autores dos gols cruzeirenses na vitória sobre o Mengão, foi Kaio Jorge.
Na ocasião, o atacante abriu o placar da partida aos 15 do 1º tempo. De La Cruz errou na saída de bola, Kaio Jorge foi acionado, avançou para cima de Léo Pereira e finalizou cruzado, sem chance para Rossi. Arrasscaeta ainda empatou o duelo, mas Gabigol, de pênalti, nos acréscimos, decidiu o confronto.
Filipe Luís, no Flamengo, foi um casamento iniciado há um ano. Ele foi anunciado oficialmente como técnico do time profissional em 30 de setembro de 2024. Mas além de conquistar Copa do Brasil, Supercopa e Carioca, ele passou por verdadeiras provações.
O MundoBola Flamengo lembra fatos que fizeram o treinador criar casca. Foram inúmeros acontecimentos que trouxeram o técnico até o estágio atual.
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O clássico contra o Fluminense e a primeira noite dolorosa
Até hoje, são poucas as derrotas de Filipe Luís pelo Flamengo. São apenas sete no período, o que mostra que o ex-jogador, de fato, faz um bom trabalho.
Mas a primeira dessas derrotas não foi nada fácil: aconteceu em um clássico contra o Fluminense. E perder clássico sempre pode mexer com qualquer estrutura.
O primeiro clássico de Filipe Luís no Flamengo aconteceu em 17 de outubro, e também está perto de completar um ano. No Maracanã, a vitória foi do Fluminense, por 2 a 0.
Os gols foram marcados por Lima e Jhon Arias. Foi suficiente para resultar em dúvidas e desconfiança por parte da torcida. Estaria Filipe Luís pronto para comandar o Flamengo?
O fim da invencibilidade inicial resultou numa cobrança maior, e ali começaram a aparecer os primeiros detalhes do trabalho de Filipe Luís.
Ele evitou expor nomes individualmente, tratando o resultado como parte do processo. Aprendizado e reforço na confiança no grupo foram frisados pelo técnico, e a derrota serviu como ponto de virada para ajustar táticos.
A decisão do Flamengo em colocar Filipe Luís como técnico principal foi polêmica no início. Ele era, ainda, um treinador apenas com passagem pelas categorias de base do clube, e com poucos meses no cargo.
Tudo isso pesou na mídia e entre os torcedores, que se preocupavam com a decisão. Primeiro, o Flamengo não deixou claro se Filipe Luís era o técnico principal ou interino, mas logo esclareceu que era a escolha definitiva.
Isso gerou dúvidas, com torcedores e jornalistas questionando se Filipe estaria pronto para esse desafio. Tudo isso se agravou no contexto das eleições no Flamengo.
Elas colocavam em xeque a continuidade do trabalho. Isso porque Filipe Luís não sabia se o vencedor iria querer sua continuidade.
O técnico driblou isso conquistando a Copa do Brasil, perdendo pouco e consolidando um trabalho consistente. Ficou difícil para quem quer que fosse o presidente tirar o treinador da equipe. Bap ganhou, em dezembro, e optou pela manutenção de Filipe Luís no Flamengo.
A Copa do Brasil foi fundamental para embasar a decisão, e naquela altura, a opinião pública também: os torcedores não duvidavam mais do ex-jogador e pediam pela sua permanência.
O início turbulento na Libertadores
Já em 2025, a principal incógnita foi a Copa Libertadores. A competição continental trouxe novas dúvidas sobre o trabalho na Libertadores de Filipe Luís no Flamengo.
O time vinha bem na temporada, e o técnico ganhava confiança. Mas ele teve que mostrar resiliência na Libertadores desde o início.
Novas críticas e dúvidas por parte da imprensa e da torcida surgiram por conta do desempenho ruim no torneio. O Mais Querido do Mundo jogava de um jeito, sendo muito mais dominante nas outras competições. Mas era bem diferente na Libertadores.
Tudo começou ainda na primeira rodada da fase de grupos. O Flamengo venceu o Deportivo Táchira por 1 a 0, fora de casa. Mas para os torcedores, pareceu um resultado incompleto com uma atuação aquém. O time não viveu sua melhor noite, apesar de conseguir os três pontos.
Aquele pareceu o aviso para o que viria a seguir: a derrota para o Central Córdoba, no Maracanã, caiu como uma bomba em abril.
Com estádio lotado, os argentinos de Santiago del Estero surpreenderam e fizeram uma grande festa pela vitória considerada histórica para o clube.
A derrota causou muitas discussões, que continuaram na rodada seguinte, com o Flamengo empatando por 0 a 0 com a LDU, na altitude de Quito. A classificação ficou ameaçada, e fora de casa, o time empatou por 1 a 1 com o Central Córdoba. Ou seja, não conseguiu vencer um time muito inferior no papel e financeiramente.
Em casa, o time venceu LDU e Deportivo Táchira, por 2 a 0 e 1 a 0, respectivamente. Assim, Filipe Luís conseguiu classificar o Flamengo para o mata-mata, mas com muito sufoco e desconfiança.
As coisas só melhoraram nas oitavas de final, quando o Mengão não tomou conhecimento do Internacional e finalmente jogou bem na Libertadores. Mas as coisas voltaram a ficar estranhas nas quartas de final.
Foi suado, e o Flamengo teve que eliminar o Estudiantes nos pênaltis, com Rossi como grande salvador. De todo modo, mesmo com as dificuldades, o resultado, na prática, é o seguinte: Flamengo na semifinal da Libertadores, entre os quatro principais times da competição.
Mesmo quando o time não correspondeu em campo e não jogou tão bem, Filipe Luís pôde criar casca e ajudou a colocar a equipe na fase derradeira da competição continental. Isso serve para acalmar os ânimos e os torcedores começam a perceber a força do técnico, que consegue superar obstáculos.
Sob desconfiança no âmbito internacional, ele manteve vivo o sonho do tetracampeonato e busca, agora, uma vaga na decisão em Lima, no Peru.
Lesões e gestão de elenco em meio a crise
A quantidade de lesões também foi grande desafio no primeiro ano de Filipe Luís como técnico do Flamengo. Algumas baixas fragilizaram o elenco em momento decisivos.
Essas questões revelaram uma postura firme de Filipe. Foi preciso equilibrar cobrança e disciplina. Não dar vaga garantida a nenhum nome talvez tenha ajudado a suprir as necessidades.
Durante todo o trabalho, o técnico nunca escondeu: vai jogar quem estiver bem. Ele diz nunca escalar por nome, mas pelo momento dos jogadores. Dessa forma, não existe vaga cativa, e ele soube domar bem o elenco.
Por isso, quando um desfalque aparece, o resto dos jogadores estão prontos para jogar e fazer o que é pedido pelo técnico.
Ayrton Lucas, por exemplo, não deixou a desejar quando precisou suprir a ausência de Alex Sandro. Luiz Araújo tem tido menos minutos do que Gonzalo Plata, mas também é importante para o elenco e marcou o gol da vitória contra o Corinthians.
O grupo se mostra cada vez mais unido, e isso também tem dedo de Filipe Luís. O Flamengo briga pela Libertadores e pelo Brasileirão, mas também é porque o elenco permite isso e o técnico tem mostrado boa gestão de grupo e plantel.
A eliminação na Copa do Brasil 2025
Um dos pontos mais delicados da temporada foi a eliminação do Flamengo na Copa do Brasil 2025. O clube prioriza Brasileirão e Libertadores, e Filipe Luís acabou tomando a decisão mais polêmica de seu primeiro ano no comando da equipe.
O Flamengo poupou alguns titulares contra o Atlético-MG para priorizar as outras competições. Isso abriu espaço para debates e dividiu opiniões.
A torcida reagiu com muita frustração por conta da queda precoce. Os torcedores, afinal, queriam conquistar os três títulos.
Por um lado, o episódio colocou a sua gestão de prioridades em xeque. Mas evidenciou, ainda, sua disposição de assumir riscos.
Os torcedores ficaram irritados pela eliminação, e as críticas foram diversas para a decisão. É mais um episódio que cria casca para o futuro.
E talvez os efeitos disso já até tenham sido sentidos. Contra o Estudiantes, por exemplo, o Flamengo entrou com força total nos dois jogos da Libertadores, ao contrário dos jogos contra o Atlético-MG na Copa do Brasil.
No Brasileirão, o Mengão também evitou mesclar demais. Filipe Luís conseguiu manter um time competitivo em ambas as competições, e ainda venceu o Juventude antes do jogo de ida, empatou com o Vasco antes da volta, e venceu o Corinthians após a classificação.
A polêmica com Pedro e a crise interna
Os bastidores do Flamengo ferveram, e uma das polêmicas de Filipe Luís foi com Pedro. Esse foi o momento mais complicado de Filipe Luís como técnico.
Após a decisão de manter o atacante fora dos relacionados, Filipe Luís decidiu se posicionar trazendo os bastidores do conflito com Pedro à tona em coletiva.
O técnico apontou para uma semana ruim de treinos de Pedro, afirmando até que o jogador teria pedido para ser retirar, com dores, para visitar o Departamento Médico, mas não indo para lá.
Ele classificou a postura do jogador como “ridícula” e “lamentável”. Mas também avisou que, quando Pedro quisesse jogar em alto nível, ele seria o primeiro a comemorar.
Foi o que aconteceu: a exposição pública pareceu esquisita, mas Pedro voltou aos trilhos e não foi mais um problema para o Flamengo, mas sim, solução. Ele vem sendo titular e sempre abraça Filipe Luís na beira do campo.
O momento foi delicado, mas Filipe Luís parece ter saído maior da situação. Ele ganha experiência e parece já ter passado por todo tipo de situação no vestiário do Flamengo, em um ano como treinador.
Teimosia de Filipe Luís em alguns momentos
Embora promissor, Filipe Luís mostra ainda passar por um processo de lapidação. Algumas críticas frequentes são relacionadas a teimosia do técnico.
Por um bom tempo, ele insistiu em alguns nomes que não vinham agradando. Everton Cebolinha é um exemplo. Mas o atacante voltou a ter pouquíssimos minutos.
A demora para fazer algumas alterações também é ponto de crítica de alguns torcedores. Filipe Luís tem melhorado isso jogo a jogo no Flamengo, mas vinha com algumas partidas em que demorou a mexer no time.
Além disso, também deixou de fazer as cinco alterações em alguns jogos. Para o técnico, porém, isso não é um problema, ele explicou: “Antes eram três (substituições)”. O limite mudou, mas o técnico não acredita que precise usar todas as substituições sempre.
O crescimento de Filipe Luís no Flamengo
O primeiro ano de Filipe Luís no Flamengo, portanto, é marcado por taças e bons números, mas também por oscilações, decepções e pontos a melhorar.
Mas tudo isso vem moldando um técnico que melhora a cada partida. Filipe Luís é um treinador mais maduro do que um ano atrás, e todos esses aprendizados apontam para um futuro ainda maior na história do Flamengo.
Com o gol diante o Corinthians no último domingo (28), Arrascaeta consolidou sua temporada mais artilheira da carreira. O jogador chegou aos 19 gols pelo Flamengo na temporada, superando sua maior marca, em 2019. O ex-atacante Grafite, histórico artilheiro do futebol brasileiro no começo do século, analisou o motivo do camisa 10 do Mengão estar vivendo esse momento.
Para Grafite, um dos maiores motivos é a “falta” de um homem gol no Flamengo. O ex-jogador cita como o time tinha Gabigol e até Pedro em outros momentos. Sem Gabriel e P9 alternando entre titularidade e reserva, Arrascaeta ganhou mais “responsabilidades”.
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“O fato de não ter o Pedro jogando com frequência,de não ter mais aquele camisa 9,fazedor de gols,que entrega 20, 25 gols, 30 gols na temporada,faz com que o Arrascaeta tenha essa responsabilidadede finalizar mais. Ele pisa mais dentro da área,finaliza dentro da área”, analisa Grafite.
Dada a “necessidade” de se mostrar ao ataque, mais oportunidades passaram a surgir para Arrascaeta. Dessa forma, o uruguaio se tornou o homem gol do Flamengo. No início do ano, Juninho chegou a ser contratado para ser esse nome, porém, não atendeu as expectativas.
“Nos anos anteriores o Flamengo tinha um homem gol, né?Ele tinha o Gabigol,ele tinha o Pedro em alguns anos, então o Arrascaeta não tinha tanta necessidade de se mostrar ao ataque. Talvez ele não teria tantas oportunidadescomo ele tá tendo. Acho que por isso deve ser o ano mais artilheiro dele.“, diz
Arrascaeta se beneficia com nova função pelo Flamengo
No papel, Arrascaeta segue sendo o meia do time, centralizado, como um 10. Porém, taticamente o uruguaio se porta como um “falso nove”. Mais próximo da área, Grafite exalta as qualidades do camisa 10 que permitem que ele brilhe nessa nova função, sendo beneficiado.
“Hoje ele joga num pouco mais avançado,mais próximo da área também,isso beneficia ele,até por conta da condição física dele,da condição atlética. Não é um jogador muito do contato,não é um jogador de muita força física,é um jogador de toque de bola,de passe, de classe”, exalta Grafite.
Arrascaeta é o artilheiro do Flamengo no Brasileirão e o melhor jogador da competição até aqui. O camisa 10 balançou as redes 14 vezes, além de já ter distribuído 10 assistências, líder no quesito de maneira disparada. No ‘Sofascore’, sua nota média no campeonato é de 7.84.
A pergunta que mais se faz nas mesas de análises é: Arrascaeta é o maior estrangeiro do Brasil? Muito analistas acreditam que o uruguaio está entre os 3 melhores. Cada vez mais decisivo no Flamengo, Giorgian De Arrascaeta está entre os maiores ídolos do clube e próximo de ser estrangeiro com mais gols no Campeonato Brasileiro. É isto o que falta para Arrascaeta ser o maior estrangeiro no Brasil?
Em suas participações na competição por Cruzeiro e Flamengo, o jogador uruguaio marcou 73 gols no Campeonato Brasileiro, ocupando assim a 2ª colocação entre os jogadores estrangeiros. De Arrascaeta está a 10 gols de outro ídolo rubro-negro Dejan Petkovic, autor de 83 gols.
Títulos de Arrascaeta no Flamengo
O meio-campista uruguaio deixou sua marca de forma inquestionável nos gramados do país, com uma produção individual que o coloca em um patamar de destaque. O uruguaio conquistou títulos importantes com a camisa rubro-negra, incluindo duas conquistas da CONMEBOL Libertadores, duas do Brasileirão e duas da Copa do Brasil, além de um bicampeonato da Supercopa do Brasil e uma Recopa Sul-Americana.
Os números pelo Flamengo são excelentes. Arrascaeta marcou 56 gols no Campeonato Brasileiro pela equipe rubro-negra, o jogador tem suas vítimas favoritas, confira a seguir: